segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Brasil 247 - Compra de caças Sukói na pauta secreta Dilma-Putin.


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Presidente vai à Rússia no dia 14 de dezembro; encontro com presidente Vladimir Putin inclui tema que não está na pauta oficial: a compra pelo Brasil dos caças-bombadeiro Sukói; informação chegou à França e provocou visita surpresa de Nicolas Sarkozy para audiência com Dilma; espetacular reviravolta no Projeto FX, a concorrência de US$ 1 bilhão para defesa aérea, está em curso.


22 de Outubro de 2012 às 12:24
247 – Vazou entre a diplomacia internacional um ítem da agenda secreta que a presidente Dilma Rosseff terá com o presidente da Rússia, Vladmir Putin, em Moscou, para onde ela viaja no dia 14 de dezembro: a reabertura do diálogo formal para a compra dos poderosos caça Sukói, um dos aviões militares classificados no Projeto FX, de modernização da Força Aérea Brasileira. 

Aberta durante a gestão do presidente Fernando Henrique, o FX é uma concorrência de US$ 1 bilhão que se arrasta dentro do governo brasileiro por mais de dez anos sem qualquer definição. 

O presidente Lula, em 2009, chegou a anunciar e comemorar a compra dos jatos franceses Rafale, o que provocou surpresa até mesmo nos executivos da fabricante Dassault. O negócio, efetivamente, não foi fechado.

Após o encontro com Putin, Dilma irá a Paris para um téte a téte como presidente François Hollande. Os Rafale farão parte das conversas.

Na mesma medida em que há preocupação do lado francês com o que seria uma espetacular reviravolta na decisão brasileira de compra estratégica bilionária, um otimismo discreto já toma conta do ambiente no campo russo. O presidente Putin trabalha com a informação de que Dilma está disposta a comprar os Sukói, convencida pelos argumentos dos técnicos do Ministério da Aeronáutica.

Os pilotos brasileiros que testaram, nos países fabricantes, o Sukói e o Rafale, além dos caças Grippen, suecos, também avaliados no início do processo de concorrência, jamais esconderam suas preferências pelo bombardeiro russo – um avião de grande porte para a categoria caça, com autonomia de voo em condições de combate para uma distância equivalente à base de Anápolis e a capital da Venezuela. O Sukói tem condições, assim, de alcance de sobra em relação às fronteiras do País com todos os seus vizinhos.

A França, por seus meios, conseguiu a informação de o Sukói seria o tema da agenda secreta entre Dilma e Putin. O fato de o assunto ter sido incluído – ou até mesmo provocado a existência da pauta sigilosa – trouxe, às pressas, o ex-presidente Nicolas Sarkozi como surpresa do presidente Hollande, para obter a antecipação da posição de Dilma, por ela própria, e, qualquer que seja a resposta, pedir a compra dos Rafale. Ninguém quer perder esse negócio estratégico de US$ 1 bilhão.

Abaixo, notícia sobre a visita surpresa, nesta segunda-feira 22, do ex-presidente Nicolas Sarkozi à presidente Dilma:

247 - Ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy está reunido com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Os motivos da audiência não são claros, mas especula-se que ele esteja agora fazendo lobby pela compra dos caças Rafale. 

Leia, abaixo, noticiário da Agência Brasil:

Yara Aquino*
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A presidenta Dilma Rousseff está reunida na manhã de hoje (22) com o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy, no Palácio do Planalto. O ex-presidente francês visita o Brasil a convite de uma instituição bancária privada. Ele veio fazer uma palestra e pediu audiência com a presidenta.

Nas últimas reuniões com líderes estrangeiros, a presidenta conversou sobre a crise econômica internacional e seus impactos, o papel da América Latina e o clima de tensão no Oriente Médio. Falou sobre os confrontos armados na Síria e do Líbano que, na semana passada, foi alvo de ataque com carro-bomba, que matou oito pessoas e feriu mais de 70.

Na reunião de hoje, Dilma e Sarkozy conversam acompanhados por alguns assessores. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, estará presente.

Nicolas Sarkozy, de 57 anos, foi presidente da França de 2007 até o começo deste ano. Ele perdeu as últimas eleições para o socialista François Hollande. 

Defensor de uma política neoliberal e severa em relação aos imigrantes, Sarkozy, segundo especialistas franceses, sofreu os impactos de suas ações consideradas discriminatórias e da crise econômica internacional.

*Colaborou Renata Giraldi

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