domingo, 14 de dezembro de 2014

Rio de Janeiro - Protesto pede medidas para conter ataques contra policiais.

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas
Rio de Janeiro - Enterro do subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro, Leidson Acácio Alves Silva. Ele foi morto enquanto patrulhava a comunidade na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Em 2014, mais de 100 policiais militares foram assassinados no Rio de JaneiroTomaz Silva/Arquivo Agência Brasil


















Policiais do Rio de Janeiro fizeram hoje (14) um protesto na orla de Copacabana, zona sul da cidade, para exigir medidas em relação aos ataques cometidos contra agentes. 

Neste ano, mais de 100 policiais foram mortos no estado, a maioria enquanto estava de folga. Familiares e colegas de trabalho fincaram cruzes pretas na areia da praia com as fotos dos policiais assassinados.

Durante a manifestação, um grupo de policiais militares entregou carta à população com oito reivindicações da categoria, entre elas, a transformação em crime hediondo de qualquer ato cometido contra a integridade física de policiais e seus familiares, um amparo maior aos parentes de policiais mortos e a possibilidade de o profissional ficar com a pistola da corporação mesmo quando estiver de folga.

Rio de Janeiro - Moradores da Favela do Mandela, onde contêineres da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foram queimados ontem (20) à noite, acompanham o trabalho de limpeza do entorno (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Policiais Militares exigem de autoridades públicas a blindagem das UPPsTânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil
“A gente quer também a blindagem dos contêineres das UPPs [unidades de Polícia Pacificadora] porque policiais estão morrendo muito nas UPPs. 

A cabine aqui na rua é blindada, porque o contêiner que é dentro da comunidade não vai ser?”, questiona a cabo Flávia Louzada, que coordena um grupo chamado A Vida do Policial é Sagrada, Como Toda Vida é.

Segundo a policial militar, o objetivo do protesto é “conscientizar a população de que o problema da mortalidade dos policiais já não é um problema da polícia. Porque se nós, que somos pagos para proteger o cidadão, não estamos conseguindo permanecer vivos, como vamos proteger se nós mesmos não estamos sendo protegidos?”.

Além de policiais, participaram da manifestação parentes de vítimas como a mãe do soldado Anderson de Sena Freire, assassinado por criminosos durante um patrulhamento na Avenida Brasil, no subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, no final de novembro.

“Como é que pode, numa madrugada, uma viatura com dois policiais enfrentar um grupo de quatro ou cinco [homens] bem armados? Ele não teve como se defender. Isso é uma vergonha para o país”, disse Ângela Maria de Sena Freira, mãe de Anderson, que também tem outro filho na Polícia Militar. “Ele tinha seis anos de polícia e deixou dois filhos.”

Um grupo de policiais do Espírito Santo também participou do protesto. “Nós viemos nos unir, porque hoje vemos que o problema da morte de policiais é nacional. Lá no Espírito Santo temos vários colegas sendo assassinados tanto sem serviço quanto de folga. Estamos aqui para tentar comover a sociedade civil para esse problema que é tão grave”, disse o cabo Clayton Siqueira.

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