sexta-feira, 30 de março de 2012

DEVERES DO JORNALISTA Os quatro pilares da imprensa livre Por Albert Camus em 27/03/2012.

Por. Albert Camus em 27/03/2012 na edição 687. Reproduzido do suplemento “Ilustríssima” da Folha de S.Paulo, 25/3/2012; tradução de Paulo Werneck.

É difícil, hoje em dia, evocar a liberdade de imprensa sem ser tachado de extravagante, acusado de ser Mata Hari, sem se ver convencido de ser sobrinho de Stalin. No entanto, essa liberdade, entre outras, é só um dos rostos da liberdade pura e simples, e nossa obstinação em defendê-la será compreendida se houver boa vontade para admitir que não há outra maneira de vencer de fato a guerra.

É certo que toda liberdade tem seus limites. É preciso, ainda, que eles sejam reconhecidos. Sobre os obstáculos que hoje são postos à liberdade de pensamento, aliás, já dissemos tudo o que foi possível dizer e diremos novamente, à saciedade, tudo o que nos será possível dizer.

Em particular, uma vez imposto o princípio da censura, jamais nos espantará o bastante ver que a reprodução de textos publicados na França e examinados pelos censores da metrópole seja proibida no Soir Républicain [jornal publicado em Argel, do qual Albert Camus era redator-chefe], por exemplo.

O fato de que, a esse respeito, um jornal dependa do humor ou da competência de um homem demonstra melhor do que qualquer outra coisa o grau de inconsciência a que chegamos. Um dos bons preceitos de uma filosofia digna desse nome é o de jamais se derramar em lamentações inúteis diante de um estado de fato, que não pode mais ser evitado.

A questão na França não é mais a de saber como preservar as liberdades da imprensa. É a de procurar saber como, diante da supressão dessas liberdades, um jornalista pode permanecer livre. O problema não interessa mais à coletividade. Ele diz respeito ao indivíduo.

Meios
E justamente o que nos agradaria definir aqui são as condições e os meios pelos quais, no próprio seio da guerra e de suas servidões, a liberdade pode ser não somente preservada, mas também manifestada. Esses meios são quatro: a lucidez, a recusa, a ironia e a obstinação.

A lucidez pressupõe a resistência aos movimentos do ódio e ao culto da fatalidade. No mundo de nossa experiência, é certo que tudo pode ser evitado. A própria guerra, que é um fenômeno humano, pode ser a todo momento evitada ou interrompida por meios humanos. Basta conhecer a história dos últimos anos da política europeia para nos convencermos de que a guerra, seja ela qual for, tem causas óbvias. Essa visão clara das coisas exclui o ódio cego e o desespero que deixa estar.

Um jornalista livre, em 1939, não se desespera e luta pelo que acredita ser verdadeiro como se a sua ação pudesse influenciar o curso dos acontecimentos. Não publica nada que possa incitar ao ódio ou provocar o desespero. Tudo isso está em seu poder.

Em face da maré de besteiras, é preciso igualmente opor algumas recusas. Nenhuma das limitações do mundo leva um espírito um pouco limpo a aceitar ser desonesto. Ora, por menos que conheçamos o mecanismo das informações, é fácil nos assegurarmos da autenticidade de uma notícia.

É a isso que um jornalista livre deve dedicar a sua atenção. Pois, se ele não pode dizer o que pensa, pode não dizer o que não pensa ou o que acredita ser falso. E é assim que se mede um jornal livre: tanto pelo que diz como pelo que não diz. Essa liberdade bem negativa será, de longe, a mais importante de todas, se soubermos mantê-la.

Pois ela prepara o advento da verdadeira liberdade. Em consequência disso, um jornal independente dá a fonte de suas informações, ajuda o público a avaliá-las, repudia as cascatas, suprime as injúrias, compensa, em comentários, a uniformização das informações e, em resumo, serve à verdade na medida humana de suas forças. Essa medida, por mais relativa que seja, lhe permite ao menos recusar aquilo que nenhuma força no mundo pode fazê-lo aceitar: servir à mentira.

Chegamos, assim, à ironia. Podemos estabelecer que, em princípio, um espírito que tem gosto e os meios para impor limitações é impermeável à ironia. Não vemos Hitler, para tomar apenas um exemplo entre outros, utilizar a ironia socrática.

Conclui-se que a ironia permanece como uma arma sem precedentes contra os poderosos demais. Ela completa a recusa na medida em que permite não rejeitar o que é falso, mas muitas vezes dizer o que é verdadeiro. Um jornalista livre, em 1939, não tem muitas ilusões sobre a inteligência daqueles que o oprimem. Ele é pessimista no que diz respeito ao homem. A cada dez verdades ditas em tom dogmático, nove são censuradas. Essa disposição ilustra com bastante exatidão as possibilidades da inteligência humana.

Ela explica também que jornais franceses como Le Merle ou Le Canard Enchaîné [jornais satíricos parisienses] possam publicar regularmente os corajosos artigos que conhecemos. Um jornalista livre, em 1939, é portanto necessariamente irônico, ainda que, volta e meia, a contragosto. Mas a verdade e a liberdade são amantes exigentes, pois têm poucos apreciadores.

Obstinação
Com essa atitude de espírito brevemente definida, é claro que ela não se poderia sustentar de modo eficaz sem um mínimo de obstinação. Não são poucos os obstáculos à liberdade de expressão. Não são os mais graves deles que poderão desencorajar um espírito. Pois as ameaças, os empastelamentos, as perseguições geralmente obtêm na França o efeito oposto ao que propõem.

É preciso reconhecer, porém, que há obstáculos desencorajadores: a constância na tolice, a covardia organizada, a ininteligência agressiva – e por aí vai. Eis o grande obstáculo sobre o qual é preciso triunfar. A obstinação é aqui uma virtude cardeal. Por um paradoxo curioso, porém óbvio, ela se põe a serviço da objetividade e da tolerância.

Eis, portanto, um conjunto de regras para preservar a liberdade até mesmo dentro da servidão. E depois?, diremos. Depois? Não sejamos tão apressados.

Se cada francês quiser apenas manter em sua esfera tudo o que acredita ser verdadeiro e justo, se quiser ajudar de sua frágil parte a manutenção da liberdade, resistir ao abandono e divulgar sua vontade, então, e somente então, essa guerra estará ganha, no sentido profundo da palavra.

Sim, é muitas vezes a contragosto que um espírito livre deste século faz sentir a sua ironia. O que encontrar de agradável neste mundo inflamado? A virtude do homem, porém, é a de se manter diante de tudo o que o nega.

Ninguém quer recomeçar em 25 anos a dupla experiência de 1914 e de 1939. É preciso, portanto, testar um método ainda novo em folha, que seria a justiça e a generosidade. Mas estas só se exprimem nos corações já livres e nos espíritos ainda clarividentes.

Formar esses corações e esses espíritos, ou melhor, despertá-los, é a tarefa ao mesmo tempo modesta e ambiciosa que se apresenta ao homem independente. É preciso se aferrar a isso sem olhar para mais à frente. A história vai levar em conta ou não esses esforços. Mas eles terão sido feitos.
***
A história do manifesto
Publicado pela primeira vez no domingo (18/3) pelo jornal Le Monde, o manifesto de Camus deveria ter aparecido na edição de 25 de novembro de 1939 do jornal Le Soir Républicain.

Coeditado por Albert Camus em Argel, o jornal se resumia a uma página frente e verso. Teve só 117 edições: em janeiro de 1940, foi proibido pelo governador de Argel.

Ao mesmo tempo que, em Paris, a imprensa denunciava a manipulação da informação feita por Hitler, os jornalistas da maior colônia francesa (que conquistaria sua independência em 1962) eram submetidos à censura oficial.

A contradição não escapou ao jovem Camus, então com 26 anos, que a denunciava em seus textos no jornal Le Soir Républicain.

Francês nascido na Argélia, pacifista engajado na luta pela liberdade em sua terra natal, o Nobel de Literatura de 1957 fez das contradições do colonialismo um dos pilares de sua ficção, em romances como O Estrangeiro.

A repórter Macha Séry, de Le Monde, localizou o texto nos Archives Nationales d'Outre-Mer, em Aix-en-Provence. Embora não esteja assinado, o texto teve sua autenticidade comprovada, afirmaram à Folha os herdeiros de Camus.

***
[Albert Camus (1913-1960), escritor franco-argelino, foi também ensaísta e dramaturgo. Autor de A Peste e O Estrangeiro, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957]

FONTE:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed687_os_quatro_pilares_da_imprensa_livre

Exército israelense abriu fogo contra manifestantes palestinos.

Exército israelense abriu fogo contra manifestantes palestinos
foto: EPA


As forças israelenses de segurança usaram balas de borracha, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para dissolver grupos de palestinos que atiravam pedras durante uma manifestação.

Os confrontos ocorreram no posto de controle na Cisjordânia, ao norte e oeste de Jerusalém. 

Os protestos começaram também em outros postos de controlo nos territórios palestinos, bem como nas cidades de Belém e Ramallah. 

Os manifestantes exortam a organizar uma “marcha para Jerusalém” no Dia Mundial da Terra.

FONTE:http://portuguese.ruvr.ru/2012_03_30/70140585/

O enigma Eike Baptista

Coluna Econômica - 30/03/2012.

Há numa enorme confusão envolvendo os negócios do empresário Eike Baptista. Em parte por ter se convertido em um dos homens mais ricos do mundo. Em parte por um exibicionismo incontrolável – impensável em uma cultura mais calvinista, como a norte-americana. Mas, em parte, devido às características de seu próprio negócio.

Há dúvidas consistentes mas, também, incompreensões sobre as características do seu negócio.

O que a imprensa tem chamado de “prejuízo”, na verdade, são investimentos pré-operacionais. Isto é, aqueles investimentos feitos para colocar o negócio de pé.

Se o sujeito tem uma jazida de petróleo, por exemplo, e monta uma empresa, o valor da empresa será X. Aí ele investe durante dois anos para adquirir equipamentos, iniciar a prospecção até que o negócio comece a gerar receitas. É esse o investimento pré-operacional, que a mídia tem chamado de “prejuízo”.

A OGX, por exemplo, apenas esta semana entregou sua primeira carga de óleo. No ano passado, o que chamam de prejuízo ascendeu a R$ 482,2 milhões – mais que natural.

O empresário anunciar investimentos da ordem de US$ 15,5 bilhões nos próximos dois anos. É um dos maiores investimentos de qualquer empresa global.

Não significa que tudo seja claro na aventura de Eike. Revelou-se um craque na arte de farejar oportunidades e montar alianças estratégicas. Adquiriu uma mina de ferro, revendeu no auge do boom do metal, teve senso de oportunidade para participar dos poucos leilões do pré-sal. E continua montando parcerias, associações e atraindo investidores de todas as partes do mundo.

Além disso, tem no pai, Eliezer Baptista, o melhor consultor que alguém capitalizado poderia pretender. Eliezer sabe como poucos os gargalos da infraestrutura, as possibilidades estratégicas seja na área de transporte marítimo, portos, mineração, siderurgia.

Juntou um capital quase infinito com a quase infinita capacidade de Eliezer de pensar projetos grandiosos.

Acontece que no mundo das empresas o capital é apenas um dos insumos. Os demais são capacidade de gestão, montagem de equipe, definição de padrões de eficiência, montagem de sistemas, uma parafernália infernal, que não se coloca de pé da noite para o dia – ainda mais abrindo a quantidade de frentes que o empresário se dispôs a abrir.

E até agora – com exceção de quem trabalha diretamente com Eike – ninguém pode assegurar qual o seu potencial na montagem da parte operacional do seu império.

É verdade que, nas estatais do Rio de Janeiro, Eike tem um estoque enorme de executivos de alto padrão. E tem o conhecimento acumulado de Eliezer, homem que construiu a Vale, que pensou o projeto Eldorado dos Carajás.

Mesmo assim, é uma quantidade de frentes abertas inédita para um empresário só. Mesmo grandes organizações, já estabelecidas, teriam dificuldades em caminhar em tantas frentes simultâneas. Ainda mais sabendo-se que, antes dessa última corrida campeã, Eike não se notabilizara por ser um construtor de empresas.

No fundo, Eike ainda é um enigma a ser decifrado. E apenas o tempo dará a resposta. Poderá ser reconhecido como um dos grandes empreendedores do século 21. Ou apenas um sujeito com extraordinário senso de oportunidade, que foi engolfado por um ataque irrefreável de megalomania.

FONTE:http://advivo.com.br/blog/luisnassif/o-enigma-eike-baptista

Relembrando. Jornal goiano teve acesso a parte do Inquérito da "Operação Monte Carlo"

Jornal goiano teve acesso a parte do Inquérito da "Operação Monte Carlo".


13/3/2012 - Ed. 7796O Anápolis teve acesso ao Inquérito da Operação Monte CarloDesenvolvido pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal.

Veja todo o diálogo entre os membros do que se denominou como operação criminosa sob o comando de Carlos Cachoeira.

 
FONTE:http://advivo.com.br/blog/luisnassif/os-relatorios-da-operacao-monte-carlo

Empresário declarou ao MP que o Senador José Agripino Maia (Líder do DEM no Senado) e Carlos Augusto Rosado receberam 1 milhão de reais no sótão do Apartamento do Senador.

depoimento Gilmar
Senador José Agripino Maia (Líder do DEM) e Carlos Augusto Rosado.

Leia na íntegra o depoimento que chegou ao conhecimento do Blog através de fonte anônima.
O blog não está fazendo juízo de valor sobre o depoimento do empresário José Gilmar Carvalho Lopes, o “Gilmar da Montana“, apenas faz as seguintes perguntas ao Ministério Público:
 
Este depoimento é verdadeiro e consta nos autos do processo? E sendo verdadeiro, porque o Ministério Público não denunciou o Senador José Agripino Maia e o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, marido da governadora Rosalba Ciarlini?
 
FONTE:http://blogdoprimo.com.br/noticias/empresario-declarou-ao-mp-que-jose-agripino-e-carlos-augusto-rosado-receberam-1-milhao-de-reais-no-sotao-do-ap-do-senador/

Presidente do STJ diz que decisão sobre estupro de vulnerável pode ser revista.

Luciana Lima - Repórter da Agência Brasil.
 
Brasília – O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, disse hoje (29) que o tribunal poderá revisar a decisão tomada pela Terceira Seção da Corte, segundo a qual nem sempre, o ato sexual com menores de 14 anos pode ser considerado estupro. "É um tema complexo que foi decidido por uma turma do tribunal.

É a palavra do tribunal, mas, evidentemente, cada caso é um caso, e o tribunal sempre está aberto para a revisão de seus julgamentos. Talvez isso possa ocorrer."

O pedido de revisão deverá partir do governo, informou a secretária de Direitos Humanos, ministra Maria do Rosário. Ela informou que vai entrar em contato com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, para tratar do caso.

O tribunal entendeu que não se pode considerar crime o ato que não viola o bem jurídico tutelado, no caso, a liberdade sexual. No processo analisado pela seção do STJ, o réu é acusado de ter estuprado três menores, todos de 12 anos. Tanto o juiz que analisou o processo quanto o tribunal local o inocentaram com o argumento de que as crianças “já se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data”.

Pargendler disse ainda que a decisão deve ser entendida como uma questão técnica, que precisa acompanhar as leis vigentes no Brasil. "As decisões judiciais são pautadas pela técnica e, às vezes, esses aspectos não são bem compreendidos pela população. No direito penal, vige o princípio da tipicidade, que é o princípio da legalidade estrita. Então, é bom que a sociedade reflita sobre as decisões dos juízes, mas a sociedade precisa entender que os juízes não criam o direito, eles aplicam a lei. Então, com esse temperamento, eu espero que a posição dessa turma, nesse caso concreto, seja compreendida", explicou o ministro.

Ele evitou julgar a decisão tomada ontem. "Eu, como presidente do STJ, não posso julgar uma turma do tribunal. Não posso dizer se ela foi conservadora ou inovadora. Talvez tenha sido até inovadora, porque realmente a prática anterior parece que não foi observada no caso”, ressaltou.

O entendimento do STJ é o mesmo do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a questão. Em 1996, o ministro Marco Aurélio Mello, relator do habeas corpus de um acusado de estupro de vulnerável, disse, no processo, que a presunção de violência em estupro de menores de 14 anos é relativa. A decisão diz respeito ao Artigo 224 do Código Penal, revogado em 2009, segundo o qual a violência no crime de estupro de vulnerável é presumida. 

Edição: Nádia Franco

FONTE:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-29/presidente-do-stj-diz-que-decisao-sobre-estupro-de-vulneravel-pode-ser-revista

quinta-feira, 29 de março de 2012

Venezuela. Queda de Helicoptero Superpuma, mata sete militares.

Sete militares venezuelanos morreram quando um helicóptero Superpuma 2216, da Força Armada caiu no estado de Apure, informou hoje o Comando Estratégico Operacional (CEO).

"Hoje, 29 de março, às 05:15 horas (AM), precipitou-se o helicóptero Superpuma 2216 da Aviação Militar em Chaparralito Apresse", foi a mensagem que transmitiu o CEO através de sua conta no twitter @ceofanb.

Posteriormente agregou: "No acidente falecem 7 efetivos da FANB, que encontravam-se em uma operação contra o narcotráfico".

Por outra parte, usando esse mesmo canal de comunicação, o Comando Estratégico afirmou que todos os corpos foram recuperados e o comandante da Aviação, major general José Pérez Escalona, se encontrava no local dos fatos e anunciou o início das investigações pelo acidente.

Fonte: Prensa Latina
http://moraisvinna.blogspot.com.br/2012/03/super-puma-venezuelano-se-acidenta.html

China. Missel DF-21D 'Carrier Killer' terá ogiva electro-magnética


Desde há alguns anos que a China anunciou a sua intenção de desenvolver um míssil balístico com capacidade para atacar porta-aviões.

A possibilidade de uma arma deste tipo ser eficiente sem utilizar armamento nuclear tem sido posta em causa. 
 
Entre as principais razões, está a dificuldade que existe em acertar num alvo que se pode mover a uma velocidade superior a 30 nós (mais de 55km/h), utilizando para o efeito um projectil balístico.

Em tese, a possibilidade de um míssil balístico atingir um porta-aviões, seria a mesma de alguém atingir com uma pedra um automóvel em andamento, numa estrada perpendicular a cerca de 20km de distância, sendo que o automóvel pode mudar para uma pista diferente e sabe que alguém lhe atirou uma pedra.

Porém, recentemente foram divulgadas informações que dão conta do desenvolvimento das pesquisas chinesas na área das armas que produzem impulsos electro-magnéticos e que conseguem por fora de serviço qualquer equipamento eletrónico.

Este tipo de armamento é visto como importante numa guerra contra uma potência altamente dependente da tecnologia e da eletrónico como ocorre com as forças armadas norte-americanas.

O principal receio dos analistas norte-americanos decorre da possibilidade de instalar armas deste tipo numa ogiva do novo sistema da família DF-21, no caso o DF-21D «carrier killer», um míssil que segundo várias fontes, foi especialmente desenvolvido para atacar porta-aviões.

As armas que exploram o impulso electro-magnético, não são uma novidade e são estudadas e desenvolvidas desde a década de 1960. 
 
A sua eficácia é considerável e por isso foram já desenvolvidos sistemas de defesa adequados para responder à ameaça a bordo de navios.

Especialistas norte-americanos afirmam que as armas EMP serão de eficiência duvidosa contra porta-aviões, pois estes navios, especialmente os mais recentes porta-aviões americanos e os que foram modernizados a partir da década de 1990 estão fortemente blindados contra este tipo de ameaça eletrónica.

No entanto, ainda que o navio possa ter os seus principais sistemas protegidos, há uma miriade de sistemas que ainda que não sejam essenciais, são importantes para a normal operação dos navios.

Sistemas simples como sistemas secundários de comunicações, intercomunicadores e dispositivos de sinalização, poderão reduzir a eficácia de um navio e facilitar a ação por exemplo de submarinos convencionais ou aeronaves não tripuladas ou mesmo mísseis anti-navio.

Segundo estes últimos especialistas, um ataque com uma destas armas, poderá até não afetar os principais sistemas de um porta-aviões, mas afetará sem dúvida todas as aeronaves que estiverem desprotegidas e preparadas para descolagem na coberta do navio.

Ao complicar de forma dramática a operação de um navio porta-aviões num momento crítico, uma arma EMP poderá ter uma eficácia que não é de momento quantificável.

Fonte: Area Militar
http://moraisvinna.blogspot.com.br/2012/03/df-21d-carrier-killer-tera-ogiva.html

STF autoriza quebra de sigilo bancário de Demóstenes Torres.

Débora Zampier - Repórter da Agência Brasil.
Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandovski, autorizou a quebra do sigilo bancário do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) para investigar sua relação com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. 

A quebra do sigilo foi um dos pedidos encaminhados ao STF pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na última terça-feira (27), recomendando a abertura de inquérito contra o senador.

De acordo com Lewandowski, que é o relator do processo, a quebra de sigilo abrangerá um período de dois anos. O ministro também informou que, em um primeiro momento, esse inquérito se refere apenas a Demóstenes: a inclusão de outros investigados dependerá do resultado das apurações.

O relator pediu mais detalhes a Gurgel sobre a intenção de desmembrar o inquérito em três partes: a primeira para investigar Demóstenes,  a segunda para apurar condutas de outros parlamentares envolvidos, e uma terceira para as pessoas que não têm prerrogativa de foro, cujos casos serão enviados para a Justiça Federal em Goiás. Segundo Lewandowski, os objetivos do Ministério Público com a medida não ficaram claros.

Lewandoswski considera prematuro ouvir Demóstenes neste momento, já que as provas ainda estão sendo colhidas pelo Ministério Público e o senador ainda não saberá exatamente do que tem que se defender. Ele também negou o acesso automático do MPF a dados financeiros de Demóstenes e dos outros envolvidos.

O ministro determinou, ainda, que o presidente do Senado, José Sarney, informe a relação de emendas ao Orçamento da União apresentadas por Torres, mas não especificou o período abrangido da elaboração de emendas. Ele negou pedido do DEM, dos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) e de jornalistas para ter acesso aos documentos que integram o inquérito.

Edição: José Romildo e Lana Cristina\\ Matéria ampliada às 20h38

FONTE:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-29/stf-autoriza-quebra-de-sigilo-bancario-de-demostenes-torres

Prefeito João Castelo com gastroenterocolite (caganeira) é internado no UDI Hospital

O prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), passou mal na noite da última quarta-feira (28) e foi internado com quadro de gastroenterocolite aguda (a popular caganeira, diarréia), no UDI Hospital.
 
Segundo apurou o blog, o tucano passou a noite num quarto normal, mas, ainda sonolento na manhã de hoje (29) foi transferido para a UTI, às 12h20.

O prontuário médico aponta que o prefeito está sem dor, sem febre e tomando antibióticos.

Ele está acordado e falando normalmente.

A família e os médicos aguardam ainda resultados de exames para rotavírus e de um ultra-som do abdômen para decidir se ele volta para o quarto ou será transferido para São Paulo.

FONTE:http://gilbertoleda.com.br/

Senador Demóstenes Torres (DEM) é um cadáver político.

Senador Demostenes Torres - DEM.
or Davis Sena Filho - Blog Palavra Livre.
 
Notícias veiculadas e publicadas na imprensa comercial e privada dão conta que o senador Demóstenes Torres se tornou um “incômodo” para o DEM, segundo um dos seus caciques, o senador Agripino Maia.
 
Todo mundo sabe que o DEM é o pior partido do mundo, pois herdeiro sanguíneo da extinta UDN, partido de DNA golpista e de direita.
 
Sabe-se também, em todo o Brasil, que o oposicionista conservador Demóstenes se mostrava como um dos guardiões dos bons costumes, da moral e da ética. 
 
Seu discurso, moralista contra o Governo, sempre causou frisson em alguns colunistas e comentaristas da imprensa burguesa, ao tempo que muita desconfiança em parte da sociedade politizada, porque ela sabe que o moralista muitas vezes não passa de um mau ator, sacripanta, falso e demagogo.

Contudo, a imprensa burguesa brasileira que se considera, evidentemente, paladina da justiça e da moralidade sempre considerou o senador Demóstenes um homem sério e de boas intenções e por isto e nada mais do que isto o transformou, juntamente com o paranaense e também paladino da moral e dos bons costumes, senador Álvaro Dias, em porta-voz da mídia empresarial conservadora, e, logicamente, da oposição partidária “liderada” pelo PSDB paulista, porque outro PSDB no Brasil não existe, não viceja.
 
Agora, tal qual o ex-governador do DF que foi preso, José Roberto Arruda (DEM), o paladino Demóstenes foi investigado pela Polícia Federal, denunciado à Procuradoria Geral da República, cujo o procurador titular é o senhor Roberto Gurgel, que engavetou as investigações, não deu publicidade à sociedade brasileira, porque trata a coisa pública como privada e por isso, sem qualquer complexo de culpa, recusa-se a dar satisfações de o porquê de ele segurar em suas gavetas as denúncias contra Demóstenes desde o ano de 2009.
 
Gurgel deveria ser chamado às falas, ou seja, ser objeto de investigação por parte do Congresso Nacional, bem como investigado pelos seus colegas promotores públicos, por meio da corregedoria de sua classe profissional, além de ser questionado prontamente pela OAB. Em vez de atuar na Procuradoria Geral de forma republicana, Gurgel protege aliados, porque, de forma inconveniente e impertinente, este procurador resolveu, tal qual os ministros do STF, Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello, fazer oposição ao Governo Federal.
 
Por se omitir e prevaricar, o procurador geral da República está com uma bomba de efeito retardado nas mãos. Ele tem de dar satisfação à sociedade, afinal o Gurgel é funcionário público de grande importância e relevância para a estabilidade política e jurídica da Nação. Se tal autoridade tiver culpa, terá de ser punida exemplarmente e com isso aprender que o Brasil não é a casa da mãe Joana, conforme pensa a nossa elite financeira que aposta na confusão e na baixa estima da população para angariar vantagem. Quem pensa assim está muito enganado.
 
O sistema democrático brasileiro amadureceu, falta apenas as autoridades, as que cometem equívocos imperdoáveis, serem punidas, afastadas de seus cargos e até mesmo, se for provado que cometeram crimes e delitos, serem expulsas de suas corporações a bem do serviço público. Pelo que se percebe das denúncias publicadas na imprensa, Demóstenes se aliou a uma quadrilha e dessa forma obtia lucros e dividendos financeiros e políticos. 
 
O senador goiano paladino das boas causas e intenções para imprensa de oposição, na verdade, conforme investigações da PF, cometeu crimes, e graves. Para a PF, Demóstenes tem ligações com Carlos Augusto Ramos, o contraventor Carlinhos Cachoeira, desde o ano de 2006. Relatórios assinados pelo delegado Deuselino Valadares dos Santos, ex-chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da PF em Goiânia, revelam que o senador que se mostrava ao público como um homem repleto de virtudes e de moral ilibadíssima tinha direito a 30% da arrecadação total do esquema de jogo clandestino, que, de acordo com a polícia, atingiu quantia da ordem de R$ 170 milhões nos últimos seis anos.
 
Demóstenes Torres ainda peca por outra questão que, aí, sim, torna-se, irremediavelmente, ainda mais moral. O político, além de ser formado em Direito, é promotor do Ministério Público de Goiás, bem como procurador geral do mesmo órgão. Além disso, pasmem caros leitores, o senador do DEM goiano foi secretário de Segurança Pública entre os anos 1999 e 2002, no governo do tucano Marconi Perillo. 
 
Conclusão: Demóstenes jamais poderá alegar que não conhece as leis.
 
Pelo contrário, por ser um homem que estudou leis e ocupou cargos de confiança da sociedade (promotor, secretário de Segurança e senador), o político, se comprovado seu envolvimento com graves erros que maculam o que é público e republicano, sua punição deveria servir de exemplo para que homens e mulheres que tratam da coisa pública não se sintam atraídos pelo crime para “conquistar” ascensão social, prestígio político e dinheiro.
 
O corrupto é, antes de tudo, um mentiroso, e quando uma autoridade mente para obter vantagens para si ou para o seu grupo, ela tem de ser, após investigações e devidas comprovações, afastada do serviço público, pois não pode mais exercer função pertinente ao Estado e ao governo. E o procurador Roberto Gurgel? Como foi, explicitamente, sua conduta e sua ação nesse escândalo? Quando vão chamá-lo para depor e dar satisfação, seja no âmbito da Corregedoria, do Congresso e da Justiça? Gurgel se recusou a dar entrevista à imprensa.
 
O Congresso, o Senado, o Ministério Público e a OAB tem de ir fundo neste caso. Os partidos da base do governo tem de lutar pela criação de uma CPI que investigue esses lamentáveis fatos em que se envolveu o falso moralista Demóstenes Torres. Até agora não se fez nada em relação ao livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Júnior, que se baseia em mais de uma centena de documentos e denuncia a influência e o envolvimento de gente do governo do ex-presidente neoliberal FHC, que vendeu o que não construiu e que não pertencia aos tucanos e, sim, ao povo brasileiro.
 
O que há com o governo trabalhista da presidenta Dilma Rousseff, que não determina que suas lideranças no Legislativo recolham assinaturas para efetivar a instalação da CPI da Privataria e da CPI do Demóstenes, o falso moralista? Por que o Governo trabalhista não reage e deixe de ser saco de pancadas da oposição de direita e da imprensa golpista, comercial e privada? O senador Demóstenes e o procurador Gurgel, como diria, de forma arrogante, o juiz e ministro de oposição do STF aos governos trabalhistas, Gilmar Mendes, tem de ser chamados às falas. É isso aí.
 
FONTE: http://desabafopais.blogspot.com.br/2012/03/demostenes-e-um-cadaver-politico.html #more

São Paulo. USP troca professor por coronel no campus.

Decisão tomada pelo reitor João Grandino Rodas visa ampliar a segurança em todos os campi, mas pode gerar novos protestos de estudantes contra o policiamento nas universidades, como aconteceu em novembro do ano passado.

29 de Março de 2012.
 
247 – A USP decidiu confiar a coordenação da segurança nos campi a três coronéis da Polícia Militar. O posto era até então ocupado pelo professor Adilson Carvalho. A Universidade pretende investir cerca de R$ 10 milhões para modernização de sua guarda e compra de equipamento, como câmeras. A decisão já gera controversa no meio acadêmico e entre parte dos alunos, que contesta a presença de policiais por entender que ela inibe as atividades educacionais e a liberdade de expressão. No ano passado, a reitoria foi invadida em protesto contra a detenção de três alunos pelo porte de maconha e contra o patrulhamento da PM no campus.

Leia mais na matéria da Folha:
A USP decidiu contratar três coronéis da Polícia Militar para assumir o comando da segurança em todos os campi da universidade.

O anúncio das contratações deverá ser feito ainda nesta semana pelo reitor João Grandino Rodas.

Para assumir a recém-criada Superintendência de Segurança foi escolhido o coronel Luiz de Castro Júnior.

Dois outros coronéis, com nomes ainda não divulgados, serão subordinados a ele. Um será responsável pela segurança da capital e o outro das unidades do interior.

Castro Júnior foi escolhido por ter um perfil ligado ao policiamento comunitário.

Até o mês passado, ele era diretor do Departamento de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da PM paulista.

Também pesou nessa escolha o desempenho do oficial na "costura" do convênio entre USP e PM para o aumento de policiamento no campus.

A cúpula da USP viu nessa contratação uma forma de poder "afinar a sintonia" entre a guarda universitária e PM. Além de tentar evitar casos de abordagens violentas como as ocorrida neste ano.

Apesar do perfil tido como mais humanista do oficial, a escolha de um PM para assumir o controle da guarda universitária é controversa.

Isso porque parte do mundo acadêmico é contrária à presença de policiais, por entender que ela inibe as atividades educacionais e a liberdade de expressão.

Há uma parte que defende a presença de policiais em razão da falta de segurança.

MACONHA
Em maio de 2011, um aluno foi assassinado na Cidade Universitária, na zona oeste, após uma tentativa de assalto.

Ainda no ano passado, a USP fechou convênio com a PM para patrulhamento.

Logo em seguida, a prisão de três estudantes que portavam maconha desencadeou uma série de protestos contra a presença dos policiais.

A reitoria chegou a ser invadida -acabou desocupada pela Tropa de Choque.

Parte dos alunos da universidade fez greve que se estendeu até o início deste ano.

De acordo com pesquisa divulgada pela Folha ano passado, 58% dos alunos entrevistados em 28 unidades dizem apoiar o policiamento.

REUNIÕES
Castro Júnior tem se reunido com à instituições ligadas à segurança pública. Esses contatos são vistos por alguns com um pedido de apoio caso de haja grande rejeição dos acadêmicos à indicação de um militar ao cargo.

A coordenação da segurança nos campi era feita pelo professor Adilson Carvalho.

O coronel Castro terá uma superintendência com orçamento próprio para reforçar e aumentar a estrutura da segurança nos campi. A USP tem reservado cerca de R$ 10 milhões para modernização de sua guarda e compra de equipamento, como câmeras.

Oficialmente, o órgão criado em fevereiro passado deverá "planejar, implantar e manter todas as atividades de interesse comum relacionadas à segurança patrimonial e pessoal" da escola.

Procurada, a assessoria de imprensa da USP disse que só hoje poderia passar informações sobre a escolha de militares para o órgão.

FONTE:http://brasil247.com/pt/247/brasil/50464/USP-troca-professor-por-coronel-no-campus.htm

Washington Oliveira já despacha como governador.

(8h39) - A passagem não foi oficial é verdade – já que a governadora Roseana Sarney (PMDB) ainda está em solo brasileiro, mas o vice Washington Oliveira (PT) já cumpre agenda de governador do Maranhão.

Neste momento, ele está a caminho da Cidade Olímpica, num evento da Secretaria de Estado da Mulher.

Segundo apurou o blog com fontes do Executivo, depois de cumprir este compromisso, W. O. ruma direto para o Palácio dos Leões, onde começa a despachar de hoje até o dia 5 de abril, quando deixa oficialmente o cargo para não se tornar inelegível.

Roseana ainda encontra-se em Brasília, de onde parte ainda hoje rumo aos Estados Unidos. 

Ela foi convidada pela presidente Dilma Roussef (PT) para cumprir agenda com o presidente Barack Obama, em campanha pela reeleição.

Só no momento em que a peemedebista deixar o espaço aéreo brasileiro Washington pode ser oficialmente considerado o governador do estado.

FONTE:http://gilbertoleda.com.br/

Estados Unidos. Tribunal condenou adolescente a prisão perpétua.

Tribunal nos EUA condenou adolescente a prisão perpétua
Foto: EPA

O adolescente americano Shawn Tyson de dezessete anos de idade foi condenado a duas sentenças de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional pelo assassinato de dois turistas britânicos na Flórida.

Antes de os assassinar o adolescente tentou roubar os turistas.

FONTE: http://portuguese.ruvr.ru/2012_03_29/69948158/

Japão. Três condenados por homicídio foram enforcados. Ministro japonês da Justiça afirma que o povo é a favor da pena de morte

Pela primeira vez em quase dois anos, no Japão foi executada uma pena de morte. Três condenados por homicídio foram enforcados. 

Segundo o ministro nipônico da Justiça, Toshio Ogawa, “a sentença de pena capital é apoiada pelo povo japonês, além de ter sido apoiada pelos jurados”.   

A anterior execução de uma pena de morte se verificou no Japão em julho de 2010, tendo 2011 sido o único nos últimos 19 anos em que não houve execuções.  

No Japão, a pena de morte é aplicada geralmente a criminosos que tenham morto mais de uma pessoa. Neste momento, nas prisões japonesas há 132 condenados à morte, o que é o maior número de sempre desde a Segunda Guerra Mundial. 

FONTE: http://portuguese.ruvr.ru/2012_03_29/69969847/

Soliney se manifesta sobre incidente em Coelho Neto.

O prefeito de Coelho Neto, Soliney Silva(foto), se manifestou através de carta enviada ao blogueiro Samuel Bastos, do portal Gaditas,   sobre o incidente ocorrido no último sábado na sede do Sndicato dos Servidores Públicos Municipais daquela cidade, oportunidade em que houve quebra-quebra e brigas envolvendo servidores e dirigentes sindicais.

O prefeito também estava presente no sindicato e relata no texto abaixo sua opinião e o que viu num fato que ganhou grande repercussão na mídia estadual.Confira:

Utilizo-me deste espaço para rebater os argumentos utilizados em recentes matérias veiculadas a nível estadual sobre acontecimentos relacionados à cidade de Coelho Neto.

Desde o início da minha trajetória política tenho atuado sob o auspício da sensatez, respeitando as ideologias, de modo a preservar os princípios que norteiam a democracia, seja nas campanhas eleitorais ou nos vários mandatos que já conquistei.

Depois de muita persistência consegui realizar o meu projeto político, que era governar a cidade que escolhi para morar e constituir família.

Tudo foi sempre muito amargo. A família Bacelar, que então dominava politicamente este município, não permitia que eu chegasse aonde cheguei. Contudo, alicerçado no apoio dos correligionários que acreditavam na possibilidade de mudança, continuei a minha luta, até que finalmente consegui.

Hoje, como antes, pessoas camufladas de líderes sindicais, usam a entidade para, em nome dos servidores municipais, se promoverem politicamente. A diferença é que antes eles usavam apenas o Partido dos Trabalhadores e o Sindicato. Atualmente, eles ampliaram esse poder de promoção com a internet e uma emissora de rádio comunitária.

Todas as atitudes desses líderes camuflados são premeditadas, inclusive o fato de se postarem como vítimas em todas as suas badernas. E agora muito mais aparelhados, sob a tutela e o intelecto da família Bacelar, desbancada pelo povo coelhonetense nos pleitos de 2008 e 2010.

Nenhum deles pode ser candidato. São todos “ficha suja”. E fica difícil para eles engolirem o fato que eu posso, querendo, disputar qualquer eleição, em qualquer pleito que preferir.

Certo é, caríssimo blogueiro, que eles perderam campo político e agora usam o vereador Américo de Sousa, eleito no meu palanque, e toda a estrutura que mencionei, objetivando desgastar-me politicamente.

Isso se tornou uma obsessão para eles, justamente eles que conseguiram ao longo dos tempos inviabilizar o município, a ponto de sucatearem o sistema de saúde e comprometerem a rede municipal de educação. Isto sem citarmos os desmandos e a corrupção que representam hoje a mancha nas suas fichas.

Aconteceu, realmente, no último dia 24, um ato público dos servidores contratados pelos programas do governo federal em resposta à perseguição orquestrada pelo grupo Bacelar, deflagrada pelo vereador Américo de Sousa, meu ex-aliado, e pelo SINTASP, entidade que atua com desvio de finalidade, os quais insistem na demissão desses servidores.

Com relação a isso, fui informado que os servidores contratados estavam tentando impedir a politização do fato, mas foi inevitável. O presidente da entidade, professor Osmar – que faz questão de dizer que será candidato a vereador, liderou uma forjada assembléia, enquanto o vereador Américo de Sousa, como sempre, foi à rádio para denegrir pessoas e tentar macular, mais uma vez, a minha administração.

Em solidariedade aos servidores resolvi ir ao local onde se defrontavam as duas manifestações (a do sindicato, idealizada pelo grupo Bacelar, contava inclusive com aparato policial). Acreditando na possibilidade do diálogo resolvi procurar os líderes sindicais, mas fui recebido agressivamente. Um dos líderes, Lima Júnior, traiçoeiramente, atingiu-me com um microfone.

Embora querendo revidar, fui impedido por alguns amigos, retirando-me do recinto para prestar queixas na delegacia e realizar exames de corpo de delito que comprovam a agressão.


Os exageros publicados por meus adversários são do tamanho da farsa impetrada pela família Bacelar e efetivada pelo seu aliado Américo de Sousa.

Contra eles e para a decepção deles eu tenho uma administração bem avaliada. Na Saúde somos a 5ª melhor cidade do Maranhão, na avaliação do IDSUS. Na Educação pagamos um dos melhores salários do País, e estamos prestes a entregar o Campus do IFMA, um grande sonho da população estudantil. Na Infra-Estrutura o destaque não é menor. Já calçamos, praticamente, a cidade inteira sem contar outras ações que estão sendo desenvolvidas com apoio imprescindível da governadora Roseana Sarney, do Ministro Gastão Vieira e do Secretário Max Barros . A nossa parceria com o Grupo Industrial João Santos é outro fator que tem fortalecido a economia local para que continuemos crescendo.

A nossa forma de fazer política e administrar, certamente, incomoda a família Bacelar. Esta, por sua vez, sem horizontes, se apega ao que há de pior para tentar criar uma imagem negativa minha e para o meu governo.
Espero que você, caro blogueiro, possa se associar ao que é verdade e, nos ajude no esclarecimento desse fato lamentável.

Um abraço respeitoso do amigo

Soliney Silva

FONTE:http://www.portalaz.com.br/blogs/elias_lacerda

quarta-feira, 28 de março de 2012

Embraer venderá Super Tucano para países da África.

De Valor Online
Por Virgínia Silveira | para o Valor.
SANTIAGO - A Embraer anunciou hoje a venda de seis aeronaves Super Tucano, turboélice de treinamento avançado e ataque leve, para três países da África. O valor dos contratos, que incluem um pacote de suporte logístico, treinamento e peças de reposição, está estimado em mais de US$ 180 milhões.

A informação foi divulgada esta manhã na Feira Internacional do Ar e do Espaço (Fidae), que acontece até o dia 1º de abril, no Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez (SCL), em Santiago, no Chile.
foram compradas, segundo a Embraer, seis foram para a Força Aérea de Angola e outras três para a Força Aérea de Burkina Faso, primeiro operador do Super Tucano na África. O modelo já está sendo utilizado pelo país em operações de vigilância de fronteiras. As três primeiras unidades de Angola serão entregues pela Embraer ao longo deste ano.
A empresa não revelou a quantidade de Super Tucano que foram adquiridos pela Força Aérea da Mauritania, que também escolheu o modelo brasileiro para executar missões de contra-insurgência.

Com os pedidos anunciados hoje, segundo a Embraer, sobe para nove o número de Forças Aéreas que já selecionaram o Super Tucano na América Latina, África e Sudeste Asiático. Destas, seis já estão operando o modelo.

O Super Tucano acumula até o momento um total de 182 encomendas, das quais 158 já foram entregues. Destas, 99 foram para a Força Aérea Brasileira (FAB), detentora do projeto. A Embraer projeta um mercado potencial de US$ 3,5 bilhões  para a classe do Super Tucano, algo em torno de 300 aeronaves.

Somente na América Latina, segundo a empresa, o mercado potencial é estimado em 81 aeronaves até 2025, o que representa negócios superiores a US$ 1 bilhão.

(Virgínia Silveira | para o Valor)

Primeira travesti brasileira a fazer doutorado defende tese sobre preconceito.

Luma Andrade descreve o preconceito sofrido por travestis na rede pública de ensino e aponta lacunas na formação de professores; defesa será em julho

travesti preconceito luma andrade doutorado
Luma Andrade é a primeira travesti a fazer doutorado no Brasil.
Antes de se tornar supervisora regional de 26 escolas públicas e ingressar no doutorado em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luma Andrade assinou o nome João por 30 anos, foi rejeitada pelos pais na infância, discriminada na escola e, mais tarde, no trabalho.

Na tese de quase 400 páginas que irá defender em três meses, a primeira travesti a cursar um doutorado no Brasil relata a discriminação sofrida por pessoas como ela na rede pública de ensino. Ela também aponta lacunas na formação dos professores.

Criança nos anos de 1970, no município de Morada Nova, a 170 quilômetros de Fortaleza, o único filho homem de um casal de agricultores, era João, mas já se sentia Luma. Em casa, escondia-se para evitar ser confrontada. Na escola, apanhava dos meninos por querer parecer uma menina. Em uma das vezes que foi espancada, aos nove anos, queixou-se com a professora e, ao invés de apoio, ouviu que tinha culpa por ser daquele jeito.

Leia mais

Mais tarde, já com cabelos longos e roupa feminina, sofria de segunda a sexta-feira na chamada dos alunos, ao ser tratada pelo nome de batismo. Não se reconhecia no uniforme masculino que era obrigada a usar. Evitava ao máximo usar o banheiro. Aturava em silêncio as piadas que os colegas insistiam em fazer. “Se a travesti não se sujeitar e resistir, acaba sucumbindo”, lamenta.

Luma se concentrou nos estudos e evitou os confrontos. “Tem momento que a gente quer desistir. Eu não ia ao banheiro urinar, porque eu queria usar o feminino, mas não podia. Então eu me continha e, às vezes, era insuportável”, relembra. Mas ela concluiu o ensino médio e, aos 18 anos, entrou na universidade. Quando se formou aos 22, já dava aulas e resolveu assumir a homossexualidade. Quando contou que tinha um namorado, foi expulsa de casa.

Em 2003, já com o título de mestre, prestou concurso para lecionar biologia. Eram quatro vagas para uma escola estadual do município de Aracati, a 153 quilômetros de Fortaleza. Apenas ela passou. Contudo, o diretor da escola não a aceitou. Luma pediu a intervenção da Secretaria de Educação do Estado e conseguiu assumir o posto.

“Eu não era tida como um bom exemplo”. Durante o período de estágio probatório, tentaram sabotar sua permanência na escola. “Uma coordenadora denunciou que eu estava mostrando os seios para os alunos na aula”. Luma havia acabado de fazer o implante de proteses de silicone. “Eu já previa isso e passei a usar bata para me proteger, esconder. Eu tinha certeza que isso ia acontecer”.

Anos depois, Luma assumiu um cargo na Coordenadoria Regional de Desenvolvimento de Educação de Russas, justamente a região onde nasceu. Como supervisora das escolas estaduais de diversos municípios, passou a interceder em casos de agressões semelhantes ao que ela viveu quando era estudante.

“Uma diretora de escola fez uma lista de alunos que, para ela, eram homossexuais. E aí mandou chamar os pais, pedindo para que eles tomassem providências”. A providência, segundo ela, foi “muito surra”. “O primeiro que foi espancado me procurou”, lembra. Luma procurou a escola. Todos os gestores e professores passaram por uma capacitação para aprender como lidar com a sexualidade dos estudantes.

Um ano depois, em 2008, Luma se tornou a primeira travesti a ingressar em um doutorado no Brasil. Ela começou a pesquisar a situação de travestis que estudam na rede pública de ensino e constatou que o caso da diretora que levou um aluno a ser espancado pelos pais e todas as outras agressões sofridas por homossexuais tinham mesma a origem.

“Comecei o levantamento das travestis nas escolas públicas. Eu pedia para que os gestores informassem. Quando ia averiguar a existência real do travesti, os diretores diziam: ‘tem aquele ali, mas não é assumido’. Percebi que estavam falando de gays”, relata.

A partir desse contato, Luma trata em sua tese de que as travestis não podem esboçar reações a ataques homofóbicos para concluir os estudos.

Mas também sugere que os cursos de graduação em licenciatura formem profissionais mais preparados não apenas para tratar da homossexualidade no currículo escolar, mas também como lidar com as especificidades de cada pessoa e fazer da escola um lugar sem preconceitos.

“Cada pessoa tem uma forma de viver. Conforme ela se apresenta, vai se comunicar e interagir. O gay tem uma forma de interagir diferente de uma travesti ou de uma transexual. O não reconhecimento dessas singularidades provoca uma padronização. A ideia de que todo mundo é ‘veado’”.

A tese de Luma já passou por duas qualificações. Ela está em fase final, corrigindo alguns detalhes e vai defendê-la em julho, na UFC, em Fortaleza.

FONTE: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/03/primeira-travesti-brasileira-a-fazer-doutorado-defende-tese-sobre-preconceito.html?

Religiao. Clara de Assis:a coragem de uma mulher apaixonada

Clara de Assis
Há 800 anos, na noite de 19 de março de 1221, dia seguinte à festa de Domingos de Ramos, Clara de Assis, toda adornada, fugiu de casa para unir-se ao grupo de Francisco de Assis na capelinha da Porciúncula que ainda hoje existe. 

As clarissas do mundo inteiro e toda a família franciscana celebram esta data que significa a fundação da Ordem de Santa Clara espalhada pelo mundo inteiro.

Clara junto com Francisco – nunca devemos separá-los, pois se haviam prometido, em seu puro amor, que “nunca mais se separariam” segundo a bela legenda época – representa uma das figuras mais luminosas da Cristandade. É bom lembrá-la neste mês de março, dedicado às mulheres. Por causa dela, há milhões de Claras e Maria Claras no mundo inteiro. Ela, de família nobre de Assis, dos Favarone, e ele, filho de um rico e afluente mercador de tecidos, dos Bernardone.

Com 16 anos de idade quis conhecer o então já famoso Francisco com cerca de 30 anos. Bona, sua amiga íntima conta, sob juramento nas atas de canonização, que entre 1210 e 1212 Clara “foi muitas vezes conversar com Francisco, secretamente, para não ser vista pelos parentes e para evitar maledicências”. Destes dois anos de encontro nasceu grande fascínio um pelo outro. 

Como comenta um de seus melhores pesquisadores, o suíço Anton Rotzetter em seu livro Clara de Assis: a primeira mulher franciscana (Vozes 1994): “neles irrompeu o Eros no seu sentido mais próprio e profundo pois sem o Eros nada existe que tenha valor, nem ciência, nem arte, nem religião, Eros que é a fascinação que impele o ser humano para o outro e que o liberta da prisão de si mesmo”(p. 63). 

Esse Eros fez com que ambos se amassem e se cuidassem mutuamente mas numa transfiguração espiritual que impediu que se fechassem sobre si mesmos. Francisco afetuosamente a chamava de a “minha Plantinha”. Três paixões cultivaram juntos ao longo de toda vida: a paixão pelo Jesus pobre, a paixão pelos pobres e a paixão um pelo outro. Mas nesta ordem. Combinaram então a fuga de Clara para unir-se ao seu grupo que queria viver o evangelho puro e simples.

A cena não tem nada a perder em criatividade, ousadia e beleza, das melhores cenas de amor dos grandes romances ou filmes. Como poderia uma jovem rica e bela fugir de casa para se unir a um grupo parecido com aos “hippies” de hoje? Pois assim devemos representar o movimento inicial de Francisco. Era um grupo de jovens ricos, vivendo em festas e serenatas que resolveram fazer uma opção de total despojamento e rigorosa pobreza nos passos de Jesus pobre. Não queriam fazer caridade para pobres, mas viver com eles e como eles. E o fizeram num espírito de grande jovialidade, sem sequer criticar a opulenta Igreja dos Papas.

Na noite do dia de 19 de março, Clara, escondida, fugiu de casa e chegou à Porciúncula. Entre luzes bruxoleantes, Francisco e os companheiros a receberam festivamente. E em sinal de sua incorporação ao grupo, Francisco lhe cortou os belos cabelos louros. Em seguida, Clara foi vestida com as roupas dos pobres, não tingidas, mais um saco que um vestido. 

Depois da alegria e das muitas orações foi levada para dormir no convento das beneditinas a 4 km de Assis. 16 dias após, sua irmã mais nova, Ines, também fugiu e se uniu à irmã. A família Favarone tentou, até com violência, retirar as filhas. Mas Clara se agarrou às toalhas do altar, mostrou a cabeça raspada e impediu que a levassem. 

O mesmo destemor mostrou quando o Papa Inocêncio III não quis aprovar o voto de pobreza absoluta. Lutou tanto até que o Papa enfim consentisse. Assim nasceu a Ordem das Clarissas. Seu corpo intacto depois de 800 anos comprova, uma vez mais, que o amor é mais forte que a morte.

Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor.
Artigo extraído do portal Adital