sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Brasil - Governo espera gastar este ano perto de R$ 1 bilhão na compra de terras para reforma agrária

Lourenço Melo
Repórter da Agência Brasil

 
Brasília - O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pretende atingir R$ 930 milhões, este ano, em investimentos para aquisição de terras a assentados da reforma agrária, segundo informou o ministro da pasta, Afonso Florence. Ele disse que, do orçamento deste ano do ministério, foram gastos R$ 530 milhões na compra de terras de interesse de 10 mil famílias.

Congresso Nacional uma proposta do governo para liberação de crédito suplementar de R$ 400 milhões, que vai completar o montante dos investimentos que a pasta quer fazer este ano. Isso mostra, segundo ele, "a prioridade do governo para a regularização agrária e a acomodação das famílias de assentados. Apesar do recrudescimento da inflação este ano e da crise internacional, o governo demonstrou sua prioridade para a terra e não fez contingenciamentos na área do MDA".
 
O Orçamento da União de 2011, no entanto, lembra Afonso Florence, foi contingenciado em 26% para todas as outras áreas. O MDA pretende assentar no próximo ano mais 10 mil famílias, que deverão ser alvo de políticas de crédito e de assistência técnica para as lavouras.

Os assentados e acampados que demandam terras para a agricultura familiar poderão aderir ao Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) por meio dos órgãos estaduais de assistência técnica ou dos sindicatos de trabalhadores rurais.

O ministro lembrou que Brasília sediará, no próximo ano, a Primeira Conferência Nacional sobre Assistência Técnica, que será importante, segundo ele, para o aperfeiçoamento e aprovação de novas diretrizes da Política Nacional de Assistência Técnica para a Agricultura Familiar.

Entre as ações atualmente desenvolvidas que garantem a sustentabilidade dos pequenos produtores, Florence deu ênfase à importância do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que torna obrigatória a compra pelas prefeituras de pelo menos 30% da produção dos pequenos agricultores. "Isso dá sustentabilidade ao segmento e permite que as crianças tenham uma merenda de qualidade na escola".

Outro programa que o ministro considera relevante é o Bolsa Verde, desenvolvido nos assentamentos e áreas extrativistas, que beneficia 15 mil famílias. E cita, também, "as vantagens que podem ser obtidas pelos agricultores" com os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a instalação de agroindústrias cooperativadas.

Afonso Florence foi o entrevistado desta sexta feira (4) do programa multimídia Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços, coordenado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República e que conta com a participação de âncoras de emissoras de rádio de diversos estados.

No programa, ele chamou atenção para o potencial do turismo rural como atividade que pode ser mais explorada, com previsão de bons resultados. A Secretaria Nacional da Agricultura Familiar, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, dispõe de instrumentos para apoiar a organização do turismo rural por meio das prefeituras.

"Além do objetivo que temos de melhorar a qualidade de vida dos agricultores, queremos propiciar às pessoas das cidades a oportunidade de poder passar dias felizes no campo. Estamos prontos para colaborar para a expansão do turismo rural, que pode contar com a participação de organizações econômicas dos produtores da agricultura familiar e das prefeituras. O turismo rural pode se consolidar e prosperar no Brasil como uma nova atividade econômica rentável", disse Florence.

Edição: Vinicius Doria

CEMAR corta energia das secretarias de Educação e Saúde de São Luís.

Funcionários das secretarias municipais de Educação e Saúde de São Luís passaram por um verdadeiro vexame nesta sexta-feira (4). 

No meio do expediente de trabalho, foram surpreendidos por uma queda de energia.

Todos pensavam tratar-se de mais um problema na rede elétrica, quando foram informados de que a falta de energia devia-se, na verdade, a cortes no fornecimento aos prédios das duas pastas por falta de pagamento.

Isso mesmo!

O prefeito João Castelo (PSDB) não pagou as contas de luz e a CEMAR teve que cortar o fornecimento.

Mas engana-se quem pensa que esta é a primeira vez que isso acontece.


Na ocasião, a água só não foi “cortada” porque o diretor da Fundação, Euclides Moreira, acionou a “Blitz Urbana”, que impediu o trabalho dos servidores da CAEMA. “Estamos na véspera da abertura da maior temporada junina de todo o Estado, nossa preocupação foi de agir de forma diligente para evitar prejuízos ao interesses dos cidadãos de São Luís”, declarou à época.

Matéria Copiada: http://gilbertoleda.com.br/

Brasilia - Câmara quer ouvir o cidadão para definir novo ciclo de planejamento

A Câmara dos Deputados iniciou em setembro um novo ciclo de Gestão Estratégica, que tem por objetivo definir metas a serem alcançadas até 2023, quando a instituição completará 200 anos. 

Uma das ações que compõem o novo ciclo é identificar o que o cidadão espera da Câmara neste período. Para isso, foi formatada uma pesquisa de opinião na internet com perguntas que abordam as três funções constitucionais do Parlamento (representar, legislar, fiscalizar) e temas precípuos, como a democracia e o estímulo à cidadania ativa. 

Os servidores da Câmara também serão convidados a responder perguntas e dar sugestões que ajudarão na definição de ações administrativas voltadas para a Gestão Estratégica.   


A proposta do novo ciclo de gestão da Câmara é definir objetivos estratégicos de longo prazo que orientem as ações de todos os setores da Casa, dando unidade às tomadas de decisão no que se refere às iniciativas de natureza administrativa, com uma visão de futuro consistente. 

Para alcançar esses objetivos, serão definidos planos de ação bienais, compostos por projetos estratégicos sincronizados com o contexto político e social e com os recursos tecnológicos disponíveis. Cada plano de ação será proposto pela Administração e aprovado pela Mesa Diretora da Câmara.

 

Matéria Copiada: http://www2.camara.gov.br/noticias/institucional/noticias/camara-quer-ouvir -o -cidadao-para-definir-novo-ciclo-de-gestao

Japonesa Kirin anuncia compra de 100% da Schincariol.


Japonesa Kirin anuncia compra de 100% da Schincariol 

A empresa pagou cerca de R$ 2,33 bilhões pelo controle total das operações da cervejaria brasileira.

A companhia japonesa de bebidas Kirin anunciou nesta sexta-feira a compra da totalidade da Schincariol, da qual já possuía metade das participações. A informação é da agência Efe.

A Kirin completou nesta sexta a compra da Jadangil, que detinha 49,54% da fabricante de bebidas brasileira, em uma operação avaliada em 105 bilhões de ienes (cerca de R$ 2,33 bilhões), segundo um comunicado da empresa.

Os acionistas minoritários da Schincariol, da qual a Kirin controlava mais de 50% desde agosto deste ano, tentaram bloquear a venda da nova parcela na Justiça brasileira, que decidiu levantar a medida cautelar em outubro, lembrou o diário "Nikkei".

"Esta aquisição adicional não só melhorará a gestão da Kirin sobre a Schincariol como subsidiária em propriedade absoluta, mas também ajudará a Kirin a aumentar ainda mais a competitividade da Schincariol no emergente mercado brasileiro e a gerar sinergias com a Kirin", explica a companhia japonesa no comunicado.

04 de Novembro de 2011 às 06:31.

Matéria Copiada: http://brasil247.com.br/pt/247/economia/22187/Japonesa-Kirin-anuncia-compra-de-100-da-Schincariol.htm

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Cientistas debatem nova definição da hora

3 de Novembro, 2011
 
 
50 cientistas de todo o mundo reúnem-se hoje e sexta-feira numa zona campestre a nordeste de Londres, sob a égide da prestigiada Royal Society, para debater uma nova definição do tempo, que votará a hora TMG ao esquecimento. 
 
O assunto tem despertado paixões na imprensa britânica. Segundo o Sunday Times, está em causa nada mais do que «a perda» do Tempo do Meridiano de Greenwich (TMG), «símbolo há mais de 120 anos do estatuto de super potência da Grã-Bretanha vitoriana».

O tempo principal de Greenwich, baseado no primeiro meridiano de Greenwich, em Londres, tornou-se referência mundial após uma conferência em 1884, em Washington.

A nova definição propõe superar o tempo totalmente «solar», baseado na rotação da terra e medido pelos astrónomos há mais de 200 anos a partir do meridiano de Greenwich.

Na realidade, há já 40 anos que o mundo não é mais regido pela hora TMG, que permanece no entanto a hora legal no Reino Unido e é largamente utilizada como referência.

Uma conferência internacional em 1972 adotou o Tempo Universal Coordenado, ou UTC, na sigla em inglês, calculado em 70 laboratórios do mundo por 400 relógios ditos «atómicos» (o segundo é definido pelo ritmo de oscilação de um átomo cesium).

O tempo atómico, com a vantagem de ser mais preciso, difere em algumas fracções de segundo do tempo definido pela rotação da terra.

Hoje, para salvaguardar a correlação com a rotação terrestre, «um segundo intercalar» é acrescentado quase todos os anos.

É este segundo que os cientistas propõem suprimir, abandonando ao mesmo tempo a correlação com a hora TMG.

A mudança é considerada indispensável para o funcionamento das redes, tanto das telecomunicações como de navegação por satélite, como o GPS norte-americano, o Glonass russo, o europeu Galileu ou o chinês BeiDou.

Estas redes precisam de uma sincronização ao nível do nano segundo.

Certos sistemas praticam o «salto» de um segundo, outros não, pelo que a sua interoperacionalidade está comprometida, segundo a agência France Press.

Uma recomendação a propor a supressão do segundo intercalar será submetida em Janeiro a votação da União Internacional das Telecomunicações, em Genebra.

Se for adoptada, o tempo atómico vai incorporar-se progressivamente no tempo solar, à razão de um minuto ao longo de 60 a 90 anos e de uma hora em 600 anos.


Lusa/SOL
 
Materia Copiada: http://sol.sapo.pt/inicio/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=32797

EUA: milhares de indignados bloqueiam porto de Oakland

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3 de Novembro, 2011
 
Desde Setembro o movimento Occupy Wall Street tomou conta de várias cidades norte-americanas, hoje milhares de manifestantes declararam vitória ao ocuparem o porto de Oakland durante cerca de cinco horas.

O bloqueio das actividades do porto teve como objectivo destacar a greve geral mobilizada para aquela cidade e na qual participaram cerca de 4500 pessoas.


Ao final da tarde os manifestantes deixaram o porto e marcharam de volta ao centro da cidade. Seria nessa altura que os ânimos se exaltaram, com a polícia a intervir depois de ser acessa uma fogueira em pleno centro da cidade.

Foi disparado gás lacrimogéneo para dispersar a multidão e houve confrontos com as forças de segurança. Há apenas dois feridos a registar.

Os activistas continuam nas ruas. É possível acompanhar os acontecimentos através de sites que disponibilizam ligações em directo com os protestantes de Oakland.





 Materia Copiada: http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior. aspx?content_id=32752

Gilson Caroni: O que está acontecendo na terra de Péricles não é acidental

por Gilson Caroni Filho

“Que querem dizer nas nossas fronteiras esses grupos de emigrados e esses exércitos que avançam para nos apertar em um círculo de ferro? Que fazem os nossos ministros? Por que os bens dos emigrados não são confiscados? E queimadas as suas casas? E postas a prêmio suas cabeças? Nas mãos de quem estão as armas? Na dos traidores. Quem comanda as vossas tropas? Traidores, traidores, traidores por toda a parte. Cuidado! Um grande golpe se prepara, prestes a rebentar. Se não tratarem de evitá-lo com um outro, súbito e mais terrível, adeus povo e adeus liberdade.”

O trecho acima foi escrito por Marat, revolucionário jacobino, há mais de dois séculos. Se vivo fosse e estivesse em Atenas, participando da reação contra a ofensiva da lógica financista, creio que o “Amigo do Povo” poderia repetir a advertência. Com algumas diferenças, tragicamente para pior. Os emigrados, em sua nova versão, já  estão dentro da fortaleza, como o Marquês de Lafayette no tempo de Luis XVI. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, e os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, Herman Van Rompuy e José Manuel Durão Barroso, ameaçam bloquear o sexto lance de ajuda internacional  à Grécia, cerca de 8 bilhões de euros, caso o primeiro-ministro George Papandreou não desista de convocar um referendo sobre o plano de resgate financeiro ao país.

O tacão do capital, sob a máscara da social-democracia, metodicamente se esmera em mostrar quais são os limites da esfera pública e da democracia dentro do capitalismo. Nos principais jornais europeus se podem ler informações que, de tão repetidas, se instituem em verdade: a economia grega está arruinada, e pode cair no precipício se permitir que a ação política soberana se manifeste. O povo, em toda a parte, é visto como um desvio indesejável, e como tal deve ser tratado, sob pena de se caminhar rapidamente para a hecatombe social.

O mais sensato é a submissão incondicional a um ajuste fiscal que estabilize a situação. E para estabilizar é necessária uma política fiscal austera, com cortes dos salários dos funcionários públicos, demissões, corte das contribuições sociais e reforma da previdência social. Mais ainda: o importante é enfraquecer o Estado, consolidando o poder de organismos multilaterais, das instituições financeiras e a capacidade de chantagem das agências classificadoras de risco.

Sem respeito aos mais elementares Direitos Humanos, o risco da operação é mínimo. Ela compreende a venda de um país livre de qualquer passivo, na medida em que os trabalhadores, destituídos de sua própria história, devem acreditar que fizeram parte desse plano de “recuperação” e concordaram com a venda. Nunca o capitalismo, como destacou Saul Leblon, foi tão transparente. A taxa de lucro é o critério de verdade.

Os Estados burgueses, mesmo os mais liberais, não permitem o exercício de qualquer tipo de poder que ponha em risco a aceleração de processos acumulativos. Não basta lutar pela ampliação dos direitos democráticos, pela liberdade para todos os poderes políticos, pelo sufrágio universal, apesar da importância que todos estes direitos têm. Ou aprofundamos o pensamento crítico, questionando os fundamentos que alicerçam uma racionalidade econômica estruturalmente falida, ou nossas conquistas oscilarão ao sabor das cotações do mercado.

O que está acontecendo na Grécia não é acidental,  um ponto fora da curva.  É bom retomar a crítica marxista que nos ensinou a localizar a “ilusão liberal”, na sua afirmação da independência da sociedade civil – como espaço do livre jogo dos egoísmos – face à ordem política. Não há mais como ignorar a crescente redução desta às articulações do grande capital, ao jogo da dominação e das coerções inevitáveis.

Marat foi apunhalado por  Charlotte Corday quando tomava banho. Os sinais que vêm da terra de Péricles são inequívocos. Os girondinos voltaram a encher a banheira.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro.

Materia Copiada: http://www.viomundo.com.br/politica/gilson-caroni-o-que-esta-acontecendo-na-terra-de-pericles-nao-e-acidental.html