terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Presidente Sarney, passa a terça-feira de carnaval em São Luís.

Tive a oportunidade de ir a um evento onde me encontrei com o Vice-governador do Estado do Maranhão Washington Luiz, o Deputado Federal Chiquinho Escórcio, Deputado e Secretário Estadual de Saúde Ricardo Murad, Fábio Câmara, além de muitos outros convidados, todos sendo recepcionados pelo Presidente do Senado José Sarney, acompanhado de sua senhora D. Marly. O Local da confraternização era na Rua do Passeio, onde residia a mãe do Presidente Sarney, D. Kiola.
Além da deferência com que “secreta” trata, a todos os convidados que ali se faziam presentes, indistintamente dando atenção a todos. No Ambiente, uma agradável surpresa pra mim, foi o carinho demonstrado naturalmente pelas pessoas mais idosas, que passavam brincando ou mesmo transitando e ao ver o Presidente Sarney na janela se aproximavam e pediam pra tirar uma foto com ele, sendo atendidos quase todos que faziam este pedido.

Mas a grande surpresa da noite foi quando atendendo a um convite de uma brincadeira que se apresentava em frente a Casa de D. Kiola na Rua do Passeio, o cantor da brincadeira convidou o Presidente Sarney a se aproximar da brincadeira, e o presidente prontamente desceu as escadas e foi de encontro aos jovens brincantes e ficou alguns minutos no “miolo” da brincadeira, algo memorável e inesquecível, seja pela humildade e jovialidade demonstrada no gesto de Sarney, seja pela acolhida dos jovens brincantes aplaudindo e saudando a sua presença, ali naquele breve instante duas gerações da história do maranhão interagiam.


Vitoria do Mearim. É carnaval, arrastão do "Bloco Di+" reúne público recorde, levando milhares as ruas..

Arrastão do "Bloco Di+" Vitória do Mearim
om o lema “Por um Carnaval de Paz” o “Bloco Di+" percorreu diversas ruas de Vitória do Mearim, no domingo de Carnaval, arrastando cerca de quatro mil brincantes, números que proporcionam à brincadeira o status de maior bloco carnavalesco já visto nos carnavais da cidade, equiparando-se apenas ao Juçareira, brincadeira organizada por Zé de Ana que, neste carnaval, completa 51 de existência. 
Arrastão do "Bloco Di+" Vitória do Mearim - MA.
Foliões de todas as idades percorreram um longo circuito ao som de dois trios elétricos, com animação da Banda Embalaê, composta por renomados músicos vitorienses e profissionais de gabarito internacional como o contrabaixista Mauro, com passagens pela Europa e o tecladista Rinald, que já fez parte da banda da consagrada cantora maranhense Alcione. 
Banda Badauê

O guitarrista Guegue, o baterista Tarcisio, os percussionistas Rogério e Felipe,  três músicos de sopro e os vocalsitas Cirineu e Wendel completam o grupo musical que deu um show de competência e versatilidade.
Mauro (contrabaixo), Cirineu e Wendel (vocalistas)
Após percorrer um longo circuito que teve como ponto de chegada uma casa de eventos, os foliões foram brindados com o Show de Tereza Cantu e Banda.
Teresa Canto e Banda.
No repertório o melhor da música maranhense, marchinhas de carnaval, samba, pagode, axé e toadas de bumba boi, uma demonstração de que o público gosta de eventos que valorizam a cultura do nosso estado.

Casinha da Roça
O arrastão do Bloco Di+ contou com a participação especial da tradicional Casinha da Roça, uma brincadeira que retrata os hábitos e costumes de homens e mulheres simples, especialmente daqueles que moram na zona rural. 

A presença da Casinha da Roça no arrastão do Bloco Di+ é uma demonstração de que no carnaval há espaço para uma infinidade de ritmos e brincadeiras.
“É assim que se faz o verdadeiro Carnaval, com paz, alegria, respeito e valorização das nossas tradições”, enfatizou Dídima Coelho.
Brincantes do "Bloco D+".
“É emocionante ver tantas pessoas felizes, brincando com tranqüilidade, em harmonia. Nosso carnaval é “dimais”, Vitória do Mearim é “dimais”, ressaltou Dídima, que percorreu todo o trajeto ao lado dos animados brincantes do maior bloco carnavalesco de Vitória do Mearim.

Tragédia no RS. Motorista atropela 17 pessoas em Balneário Quintão, no Litoral Norte.

Motorista repete no litoral do RS a estupidez do atropelador de ciclistas em Porto Alegre.

por Carlos Etchichury, do Zero Hora, sugestão de Gerson Carneiro.

O motorista de uma Ecosport, identificado como Gilberto Luiz Pelizzer Junior, de 18 anos, atropelou 17 pessoas na Avenida Esparta, principal via do Balneário Quintão, no Litoral Norte. Uma adolescente ficou gravemente ferida e foi transferida com lesões na cabeça para hospital em Tramandaí. Ela foi identificada como Bianca Ribeiro da Costa, de 15 anos. Outras sete vítimas foram levadas para hospital em Osório.

O atropelamento coletivo aconteceu por volta das 3h da madrugada desta terça-feira.O motorista teria invadido trecho da avenida que estava interditado para festa de Carnaval. Ele também estaria com o volume do som alto. Com isso, foliões teriam utilizado spray de espuma como forma de protesto e alerta ao motorista.

Conforme Marcelo Rodrigues Witt, 40 anos, que testemunhou o incidente, o condutor da Ecosport teria ficado irritado quando foliões deram tapas no carro.

— Ele ameaçou abrir a porta, fez menção de descer, mas decidiu acelerar. Foi levando todas as pessoas que estavam pela frente — disse Witt, que teve cinco familiares feridos.

De acordo com outra testemunha, Isaac Nogueira, 31 anos, o motorista só parou quando o corpo de uma jovem o impediu de prosseguir.

— Parecia aquele cara que atropelou os ciclistas em Porto Alegre — relatou Nogueira, referindo-se a Ricardo Neis, que virou notícia internacional ao atropelar integrantes da Massa Crítica em 25 de fevereiro de 2011.

As vítimas foram levadas inicialmente ao pronto atendimento de Quintão. Segundo o enfermeiro que participou dos primeiros atendimentos, o quadro era assustador.

— Havia pacientes com múltiplas fraturas, escoriações, deformações na face, lesões com exposições ósseas e pelo menos uma vítima com suspeita de lesão cervical — disse o enfermeiro Rodrigo Haendchen.

Após fugir, o Ecosport foi seguido por um taxista, que indicou a localização à polícia. Em uma residência, Pelizzer, acabou detido.

Segundo o delegado Amilcar Souza Neto, ele alegou legítima defesa.

— Ele alega que foi cercado por indivíduos que queriam agredi-lo e no intuito de fugir da multidão acabou atropelando essas pessoas — disse o delegado.

O veículo foi apreendido para perícia. O rapaz foi ouvido na Delegacia de Polícia de Cidreira e deve responder em liberdade.

Testemunhas relataram que um caroneiro teria colocado o braço para fora do Ecosport e realizado disparos. O motorista alegou que estava sozinho no veículo, mas confirmou ter ouvido sons semelhantes a tiros.

Pelizzer não fez o bafômetro. Segundo o delegado Amilcar, o jovem passou por exame clínico no posto médico de Balneário Pinhal, e uma médica atestou que o condutor não estava embriagado.

Veja a lista de vítimas:

Hospital de Tramandaí
— Bianca Ribeiro da Costa, 15 anos, estado grave.

Hospital de Osório
— Carine Souza da Silva, de 22 anos
— Alice Antônia Muniz, de 17 anos
— Luana Padilha Figueiredo, 15 anos
— Karolin Silva Bárbara, 19 anos
— Caison Fernando Rosa Goularte, 13 anos
— Katerlin Niederauer Bertolini, 13 anos
— Alexsandro Silva da Silva, 35 anos

Liberados
— Emily Tamires, 22 anos
— Vinicius Kissler, 19 anos
— Richard Niederauer, 16 anos
— Aldemir Campina Dias, 31anos
— Cristiano Lopes da Silva, 25 anos
— Allan Artênio Rinaldi, 16 anos
— Sérgio Marques, 26 anos
— Micael Augusto Correia 17 anos
— Rosa Goularte, 13 anos

Semelhança com atropelamento de ciclistas na Capital:
No dia 25 de janeiro de 2011,  o bancário Ricardo Neis atropelou um grupo de ciclistas no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. O incidente deixou 15 feridos. As vítimas integravam o movimento Massa Crítica, que defende o uso da bicicleta como meio de transporte.

Depois de preso, o motorista alegou que se sentiu ameaçado pelo ciclistas e acabou arrancando o veículo. O filho de Neis, que também estava no carro, alegou que os integrantes do movimento começaream a bater no carro.

Os ciclistas negaram as ameaças e agressões. O episódio foi amplamente divulgado em redes sociais e sites de vídeos na internet, com imagens do momento exato do atropelamento coletivo dos ciclistas. O episódio ganhou repercussão internacional.

*Com informações da Rádio Gaúcha

Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/motorista-repete-no-litoral-do-rs-a-estupidez-do-atropelador-de-ciclistas-em-porto-alegre.html

 

ODM. Mundo - Especialistas defendem reformulação das Metas do Milênio.

Num mundo cada vez mais complexo, Metas da ONU formuladas em 2000 não seriam mais apropriadas e deixam de fora áreas importantes, como a ecologia e o clima. Especialistas defendem reformulação das Metas do Milênio. 

Às vezes, o charme de uma coisa se torna o seu próprio problema. Exatamente isso é o que parece estar acontecendo com as Metas do Milênio, traçadas pelas Nações Unidas no ano 2000.

Consideradas como contundentes, na época, as oito Metas do Milênio para combater a pobreza no mundo foram formuladas de forma simples e acordadas pelos países envolvidos, com data limite para ser alcançadas.

Até 2015, pretendia-se diminuir pela metade o número de miseráveis no mundo, dar educação fundamental a todas as crianças do globo, diminuir drasticamente a mortalidade infantil e materna, lutar contra a discriminação das mulheres, combater a malária e HIV/Aids, possibilitar o acesso à água potável a todos e a promessa de uma parceira global de desenvolvimento.

Depois da ratificação do acordo, foram registrados alguns avanços, porém, sobretudo países da África Subsaariana ainda estão longe de alcançar todas as metas. Além disso, a simplicidade das Metas é motivo de críticas – num mundo que se torna cada vez mais complexo, elas não seriam mais apropriadas e deixam de fora áreas importantes, como a ecologia e o clima.

Abismo Norte-Sul.
Muitos países não conseguem cumprir Metas do Milênio Muitos países não conseguem cumprir Metas do Milênio.

Além disso, as diferentes culturas dos diversos países não estariam sendo levadas em consideração no conceito de desenvolvimento, que funciona como base para formulação das Metas do Milênio.

Um único conceito para todas as nações não é apropriado, acredita Kartikeya Sarabhai, diretor do Centro Indiano para Educação Ambiental. 

Ele usa a segunda Meta como exemplo: "Naturalmente que a alfabetização e a educação precisam ser um direito de todos, mas também precisamos reconhecer que educação não acontece somente na escola", esclarece.

Em muitos países, ser educado em casa é uma tradição. "Por isso, seria preciso fortalecer também o ambiente familiar, para alcançar esta Meta e não somente na escola."

Paulo Schönardi, especialista em desenvolvimento de regiões rurais, pensa de forma semelhante. Segundo ele, as Metas do Milênio não são adaptadas às diferentes culturas, já que elas, feitas para o Hemisfério Sul, foram formuladas pelos poderosos países industriais do Hemisfério Norte, onde pouco foi feito para alcançar esses objetivos.

Repensar
O Grupo de Reflexão sobre as Metas do Milênio tenta mudar o atual cenário. Um dos integrantes, Jens Martens, diretor do Fórum de Política Global, um think tank de política do desenvolvimento, defende que as Metas do Milênio precisam ser reformuladas. Nesta reforma, ele inclui também, por exemplo, metas válidas para países como a Alemanha, como na área da ecologia.

"Pois somente se estabelecermos ali limites per capita quanto às mudanças climáticas e emissão de CO2, o desenvolvimento em países do Hemisfério Sul poderá se completar", explica. A organização é a favor da inclusão de novos pontos na lista das Metas do Milênio, que se ampliariam para 10 a 15 metas.

Dirk Messner quer novo conceito de desenvolvimento
Dirk Messner quer novo conceito de desenvolvimento

Eles defendem a introdução de regras para o mercado financeiro mundial e o combate a paraísos fiscais.

 Os Estados Unidos, a União Europeia e também países do G77 (grupo de países em desenvolvimento) já teriam se mostrado a favor da nova emenda, segundo Martens. 

Em junho, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pretende convocar um competente grupo de especialistas para se ocupar da possível nova lista de Metas do Milênio.

A nova emenda não facilita o alcance das metas, mas um repensar é inevitável, segundo Dirk Messner, diretor do Instituto Alemão para Política de Desenvolvimento (DIE). Para ele, é preciso chegar a um conceito de desenvolvimento, que leve em consideração, primeiramente, o comportamento do ser humano.

Autora: Monika Hoegen (br)
Revisão: Carlos Albuquerque

Fonte:http://www.dw.de/dw/article/0,,15733597,00.html

Cientistas defendem lei própria para regular atividade de pesquisa e inovação

Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil.
 
Brasília – Cientistas lutam há mais de um ano pela aprovação de um código que crie mecanismos para estimular a aproximação entre centros de pesquisa e empresas privadas na concepção de novos produtos e processos produtivos. Projeto de lei com esse objetivo foi proposto pelo meio acadêmico ao governo, que enviou o texto ao Congresso Nacional no ano passado.

“É hora de o Brasil – que já tem Código de Trânsito, Código Penal, Código Florestal – ter também um código para a ciência, tecnologia e inovação. Isso vai ajudar o país a acelerar o seu desenvolvimento científico e tecnológico”, avalia o presidente do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), Mario Neto Borges. Em sua opinião, o código, que tramita simultaneamente na Câmara dos Deputados e no Senado, pode permitir maior inserção internacional da ciência feita no Brasil e aprimorar a fiscalização dos órgãos de controle.

Além do desenvolvimento científico, há perspectivas de ganhos econômicos. O projeto de lei cria mecanismos para estimular a aproximação entre centros de pesquisa e empresas privadas, para que, juntos, promovam a inovação.

Entre esses mecanismos, está o compartilhamento, com empresas privadas, de laboratórios, equipamentos, instrumentos e materiais hoje disponíveis nas chamadas entidades de ciência, tecnologia e inovação (ECTI) públicas (como as universidades e as unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). De acordo com o projeto, as ECTI poderão ser remuneradas, bonificar os pesquisadores e celebrar contratos de transferência tecnológica.

O projeto de lei ainda autoriza a União, os estados, municípios e as agências de fomento a fazer “concessão de recursos financeiros, humanos, materiais ou de infraestrutura” a ECTIs privadas com fins lucrativos. Empresas inovadoras poderão ser beneficiadas com subvenção econômica, financiamento, participação societária do Estado e encomendas para o desenvolvimento de tecnologia.

A flexibilização dos mecanismos de apoio e a parceria entre Estado e iniciativa privada são propostas bem vistas no meio empresarial e poderão ser decisivas para reverter a tendência de diminuição da importância econômica da atividade industrial. “A inovação é uma saída para a chamada desindustrialização”, opina Célio Cabral, gerente de Inovação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) – vinculado à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Segundo ele, o país sofre processo prematuro de desindustrialização em função da invasão de produtos manufaturados importados a baixo custo, e a inovação pode reverter esse cenário, com redução de custo e diferenciação de produtos. “A inovação mostra-se como imperativo. Fazendo um paralelo, é como a qualidade total nas décadas de 1980 e 1990”, pondera Cabral. “É preciso gestão de inovação nas empresas. Temos que tratar a inovação de forma sistêmica e perene para que não seja uma iniciativa isolada”.

Ao tomar posse no mês passado, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, defendeu o novo marco legal para o setor. “É necessária uma estrutura legal que possibilite a interação público-privada. Precisamos também aperfeiçoar o marco legal e incrementar  os mecanismos de incentivo à inovação para que mais empresas passem a realizar atividades de pesquisa e desenvolvimento de modo crescente e contínuo”.

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, tem avaliação semelhante e considera o código importante para melhor inserção econômica do país. “Ou mudamos as leis ou fica inviável competir”, apontou.

Há também a expectativa de que o código facilite a realização de contratos nas ECTIs públicas e a importação de insumos para a pesquisa, e assegure o acesso de cientistas brasileiros e de empresas nacionais ao patrimônio genético da biodiversidade no território brasileiro, tanto em pesquisas básicas quanto em estudos com finalidade industrial.

Edição: Lana Cristina

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-21/cientistas-defendem-lei-propria-para-regular-atividade-de-pesquisa-e-inovacao

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Israel quer cortar eletricidade de palestinos em territórios ocupados.

Criaças palestinas da Cisjordânia 
Várias pequenas cidades palestinas situadas no território ocupado da Cisjordânia viveram sem eletricidade durante décadas – até recentemente, quando uma fundação israelense que recebe verbas da Europa instalou na região painéis solares e turbinas eólicas. Agora, no entanto, Israel quer remover essas instalações, sob a alegação de que elas se encontram em terras que estão sob administração israelense.

Elad Orian diz que a melhor parte é quanto as luzes se acendem nas tendas, uma a uma. Aqui, nas colinas ao sul de Hebron, o fornecimento de energia elétrica há muito não era confiável. Ou a eletricidade não estava disponível ou ela era muito cara, sendo produzida apenas durante algumas horas por dia por um gerador barulhento e que consumia uma grande quantidade de óleo diesel. Mas essa situação mudou quando Elad Orian e Noam Dotan, dois médicos israelenses que se cansaram de conflitos, surgiram no cenário três anos atrás e instalaram painéis solares e usinas eólicas. Depois disso, equipamentos similares foram instalados em 16 comunidades, e passaram a fornecer energia elétrica a 1.500 palestinos.

As mulheres daqui não são mais obrigadas a fazer manteiga usando a força dos braços; elas podem refrigerar queijo de ovelhas, o produto que lhes proporciona a renda para a sobrevivência; e os filhos delas podem fazer o dever de casa à noite. Agora as famílias podem sentar-se juntas e assistir à televisão – e conectar-se com um mundo que parece estar muito distante da vida delas aqui na borda do Deserto da Judeia. O que ocorreu aqui foi uma revolução pequena e barata. Mas isso é também um bom exemplo de um projeto de auxílio para desenvolvimento que teve sucesso.

Entretanto, esse sucesso poderá em breve pertencer ao passado. Nas últimas semanas Israel vem ameaçando destruir essas instalações, e cinco localidades palestinas já receberam ordens para “interrupção de atividades” - o primeiro passo rumo à demolição. O problema é que as instalações ficam na chamada “Área C”, que cobre 60% da Cisjordânia ocupada e que é controlada por Israel. A permissão dos israelenses é uma exigência para que projetos de construção possam ser implementados – e os israelenses quase nunca concedem tais autorizações aos palestinos.

“Uma mensagem clara”
O resultado disso é que os moradores da Área C convivem com péssimas estradas e falta de eletricidade e água. Cultivar a terra é impossível, e a construção de fábricas é proibida por Israel. Por causa disso, apenas 150 mil palestinos vivem na Área C, um número que contrasta com os 310 mil colonos israelenses da área que contam com abundância de serviços e infraestrutura. O projeto de energia solar ajuda a tornar a vida dos palestinos da Área C um pouco mais suportável. Mas, ao que parece, tornar a vida desses palestinos mais suportável não é algo que Israel deseja.

“As ordens de demolição têm como objetivo enviar uma mensagem clara aos países da União Europeia: “Não interfiram, não invistam na Área C”, afirma o fundador do projeto, Noam Dotan.

Algumas dessas instalações já encontram-se no local há dois anos, o que faz com que seja difícil acreditar que elas só tenham sido percebidas agora por Israel. A decisão israelense se constitui em um aviso principalmente à Alemanha, que forneceu a maior parte das verbas para o projeto, um total de cerca de 600 mil euros (US$ 791.300). A iniciativa foi implementada pela organização de auxílio humanitário Medico International, em cooperação com a Comet-ME, a organização fundada pelos dois israelenses.

Diplomatas europeus em Ramallah e Tel Aviv suspeitam que as ordens de demolição sejam uma reação a um relatório recém-publicado pela União Europeia, em tom incomumente crítico a Israel, sobre a situação na Área C. O relatório afirma: “A janela de oportunidade para uma solução baseada em dois Estados está se fechando rapidamente devido à expansão contínua dos assentamentos israelenses”. A conclusão do documento: “A União Europeia precisa fazer investimentos no desenvolvimento econômico e na melhoria das condições de vida dos palestinos que vivem na Área C”.

Debate político
Há alguns meses Israel designou para demolição um projeto similar, cofinanciado pelo governo espanhol, e isso só não ocorreu até o momento devido a uma maciça pressão diplomática.

Projetos financiados por organizações de auxílio humanitário ou pela União Europeia foram destruídos com frequência por Israel em outras ocasiões. O exemplo mais conhecido disso foi o Aeroporto de Gaza, uma obra financiada pela União Europeia com US$ 38 milhões de euros, e que foi destruída por bombas israelenses pouco após ter sido concluída. Porém, de maneira geral, as demolições anteriores foram motivadas por preocupações com a segurança. Mas o fato de células solares que não representam perigo algum – instalações que são financiadas por países aliados para atender a necessidades humanitárias básicas – estarem correndo o risco de serem destruídas é uma novidade.

Por isso, quando o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, viajou a Israel há duas semanas, ele não falou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e com o ministro da Defesa, Ehud Barak, somente sobre o processo de paz e o programa nuclear do Irã,mas também sobre turbinas eólicas e painéis solares instalados em locais como Shaab al-Buttum.

Centenas de palestinos vivem nesse vilarejo, e eles são os mais pobres dentre uma população destituída. Esses indivíduos, que formam uma comunidade de pastores, movimentavam-se livremente pela área até Israel ocupar a Cisjordânia em 1967. Desde então, ele tiveram que se fixar em um único local, coletando água da chuva durante o inverno e comprando a água cara que é trazida por um caminhão, por uma estrada de cascalho, no verão. Não há nenhuma estrada decente para essa comunidade palestina, apesar de Shaab al-Buttum estar situada entre dois assentamentos israelenses. Os assentamentos israelenses são ilegais, mas, “miraculosamente”, eles contam com todos os serviços básicos e a infraestrutura dos quais os seus vizinhos palestinos carecem: eletricidade, água encanada e estradas.

No entanto, nos últimos quatro meses, duas turbinas eólicas e 40 painéis solares têm fornecido energia elétrica aos moradores palestinos: algo entre 40 e 60 quilowats-hora por dia. Isso é suficiente apenas para aquecer um metro quadrado de uma casa bem calafetada durante um ano – ou para atender às necessidades de uma vila inteira.

Desde a chegada da eletricidade, a antropóloga israelense Shuli Hartman, 60, mora na vila. Ela desejava descobrir quais são os benefícios proporcionados à população local pela energia elétrica. Hartman observou que as mulheres dispõem agora de mais tempo porque a quantidade de trabalho foi reduzida e elas podem ganhar mais. A antropóloga também percebeu que elas se tornaram mais independentes, usando telefones celulares, um aparelho cujas baterias, até recentemente, elas não tinham como carregar. E ela viu como uma vila na qual todas as famílias tinham que lutar para sobreviver está agora aprendendo a se tornar uma comunidade. Uma moradora idosa disse a Hartman: “Para nós a eletricidade é como água para uma pessoa que caminha pelo deserto”. A vida dela ficou um pouco mais fácil devido à miniusina de geração de energia elétrica.

E, além disso, o projeto aproximou israelenses e palestinos. “Antes desse projeto os palestinos que vivem aqui só conheciam israelenses na forma de colonos e soldados”, afirma Hartman.

“Nós não queríamos apenas fazer manifestações e continuar sendo parte do conflito; nós desejávamos ser parte da solução”, explica Noam Dotan.

Mas ao que parece, Israel não deseja uma solução. A não ser que haja um milagre, as tendas de Shaab al-Buttum voltarão em breve a ficar na escuridão.
 
FONTE:http://codinomeinformante.blogspot.com/2012/02/israel-quer-cortar-eletricidade-de.html

Irã suspende petróleo à França e ao Reino Unido.

A medida é retaliação às sanções econômicas da União Europeia e dos Estados Unidos

Em resposta às sanções econômicas impostas pela União Europeia (UE), o Irã suspendeu ontem a exportação de petróleo à França e ao Reino Unido. O anúncio foi feito horas depois de Teerã ter defendido um diálogo acerca de seu programa nuclear — o governo quer um acordo no qual "ambas as partes saiam ganhando", segundo o chanceler iraniano, Ali Akbar Salehi.

Para o diretor-geral para a Europa Ocidental do Ministério de Relações Exteriores iraniano, Hassan Tayik, a decisão reforça a posição de Teerã. "As sanções não vão afetar os iranianos, mas terão (com a retaliação comercial) um efeito adverso na população europeia, que está em uma situação econômica difícil e enfrenta um duro inverno". A Arábia Saudita já declarou, contudo, que está preparada para fornecer petróleo extra aos países europeus e suprir a redução do fornecimento pelo Irã.

A França minimizou a medida. "A decisão iraniana não tem consequências diretas", disse Jean-Louis Schilansky, presidente da União Francesa das Indústrias de Petróleo (UFIP), ao pricipal jornal francês Le Monde. Ele afirmou que, "a França praticamente parou de importar petróleo iraniano desde 2011" e essas entregas agora barradas "representavam uma parte muito pequena da oferta". A Inglaterra está na mesma situação, segundo Schilansky.

O iraniano Tayik destacou, ainda, que o país "não pode permanecer indiferente a um embargo de petróleo da UE", considerando que o bloco compra cerca de 20% dos 3,6 milhões de barris de petróleo que Teerã exporta por dia. Ele avalia, entretanto, que o Irã "não terá problemas para encontrar novos clientes". Na última quarta-feira, o país já havia anunciado novas condições para a compra e venda de petróleo aos países europeus, uma decisão que criou polêmica e fez aumentar os preços do petróleo no mercado internacional.

A suspensão anunciada agora já era esperada por autoridades internacionais. Logo depois de a UE anunciar as novas sanções, o ex-ministro da Inteligência iraniana Ali Fallahian propôs que o país suspendesse a venda de petróleo aos países do bloco. Para ele, como o grupo levaria seis meses para encontrar uma alternativa de reposição do combustível, a suspensão seria altamente prejudicial aos europeus. "Com a falta do produto, o preço subirá no mercado internacional", indicou. Fallahian observou que a Rússia é a única que pode oferecer aos europeus um petróleo similar ao iraniano.

Pressão
Em janeiro deste ano, a tensão entre o Irã e as potências ocidentais aumentou. A UE decidiu diminuir gradativamente a importação do produto iraniano, além de congelar os ativos do Banco Central persa no bloco, para pressionar Teerã a abandonar seu controverso programa nuclear, suspeito de ser destinado à produção de armas atômicas.

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, entretanto, alegou inúmeras vezes que o projeto tem fins pacíficos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sugeriu que o país teria começado a controversa produção de urânio enriquecido a 20% em Fordo, o que teria aumentado as suspeitas da comunidade internacional, já que, a 90%, o urânio pode servir para fabricar bombas atômicas.

Os Estados Unidos também anunciaram novas e mais rígidas medidas contra o Irã. A medida bloqueia qualquer bem ou participação em ativos do governo iraniano. A ordem afeta todo o sistema financeiro do país.

Decisão solitária
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, general Benny Gantz, afirmou que o país não irá fazer consultas caso decida atacar o Irã. "Israel é o fiador central de sua própria segurança. O Estado de Israel deve se defender", argumentou o general Gantz em uma entrevista à rede de televisão pública, uma das várias concedidas no fim de semana, sobre a crise iraniana.

As declarações coincidem com a chegada a Israel do conselheiro de segurança nacional americano, Tom Donilon. No sábado, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, convocou a comunidade internacional para aumentar o regime de sanções contra o Irã antes que a República Islâmica ingresse em uma "zona de imunidade" que a tornaria invulnerável aos ataques contra seu programa nuclear. Há algumas semanas persiste o rumor de que Israel poderia bombardear o Irã para paralisar seu programa nuclear.

Fonte:http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha/correiobraziliense