quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Maranhão. Bandidos dão dez tiros em produtor do ‘Balanço Geral’ e ‘Qual é a Bronca’.

Foi baleado, no período da noite desta quarta-feira (23), no Bairro de Fátima, o produtor da TV Cidade em São Luís, afiliada à TV Record, por duas pessoas que estavam em um carro preto, ainda não identificado.

O fato aconteceu em uma praça da Madre de Deus. Ele levou dez tiros, o que caracteriza tentativa de crime de execução.

Cof-cof, como é mais conhecido o produtor, estava na praça, quando dois homens desceram do veículo e atiraram contra ele.

O profissional encontra-se hospitalizado em estado grave no Socorrão II. 

Ele é produtor dos programas polêmicos da emissora, ‘Balanço Geral’ e ‘Qual É a Bronca’, que é um programa policial.

Do Blog do Luís Cardoso e do programa "Comando da Noite", da Rádio Capital

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O "cisma do Pacífico".


José Luís Fiori - Jornal Valor Econômico, Publicado no Resenha do Exercito.

"O Brasil era naturalmente líder, hoje a coisa é muito complicada. O continente se dividiu, há o "Arco do Pacífico"... Então de alguma maneira perdemos nossa relevância política no continente que era inconteste. Nunca chegamos a pensar uma negociação a fundo com os EUA, sempre tivemos medo". F. H. Cardoso, Valor, 30/11/12.

Na história do desenvolvimento sul-americano - depois da Segunda Guerra Mundial - o projeto de integração do continente nunca foi uma política de Estado, indo e vindo através do tempo, como se fosse uma utopia "sazonal", que se fortalece ou enfraquece dependendo das flutuações da economia mundial e das mudanças de governo, dentro da própria América do Sul. Durante a primeira década do século XXI, os novos governos de esquerda do continente, somados ao crescimento generalizado da economia mundial - entre 2001 e 2008 - reavivaram e fortaleceram o projeto integracionista, em particular o Mercosul, liderado pelo Brasil e pela Argentina. Depois da crise de 2008, entretanto, esse cenário mudou: a América do Sul recuperou-se rapidamente, puxada pelo crescimento chinês, mas esse sucesso de curto prazo trouxe de volta e vem aprofundando algumas características seculares da economia sul-americana, que sempre obstaculizaram e dificultaram o projeto de integração, como seja, o fato de ser uma somatória de economias primário-exportadoras paralelas, e orientadas pelos mercados externos.

Essa situação de desaceleração ou impasse do "projeto brasileiro" de integração sul-americana, explica, em parte, o entusiasmo da grande imprensa econômica internacional, e o sucesso entre os ideólogos liberais latino-americanos, da nova "Aliança do Pacífico", bloco comercial competidor do Mercosul, inaugurado pela "Declaração de Lima", de abril de 2011, e sacramentado pelo "Acordo Marco de Antofagasta", assinado em junho de 2012, pelo Peru, Chile, Colômbia e México. Quatro países com economias exportadoras de petróleo ou minérios, e adeptos do livre-comércio e das políticas econômicas ortodoxas. O entusiasmo ideológico, ou geopolítico, entretanto, encobre - às vezes - alguns fatos e dados elementares.

Os quatro membros da "nova aliança" já tinham assinado acordos prévios de livre- comércio com os EUA.

O primeiro é que os quatro membros da "nova aliança" já tinham assinado acordos prévios de livre-comércio com os EUA e com um grande numero de países asiáticos. O segundo e mais importante é que o México pertence geograficamente à América do Norte, e desde sua incorporação ao Nafta, em 1994, se transformou num pedaço inseparável da economia americana e no território ocupado pela guerra entre os grandes cartéis da droga que fornecem a cocaína da sociedade americana, que vem, em boa parte, exatamente do Peru e da Colômbia.

Em terceiro lugar, os três países sul-americanos que fazem parte do novo bloco, têm territórios isolados por montanhas e florestas tropicais e são pequenas ou médias economias costeiras e de exportação, com escassíssimo relacionamento comercial entre si, ou com o México. O Chile é o único desses três países, que possui um clima temperado e terras produtivas, mas é um dos países mais isolados do mundo, e é quase irrelevante para a economia sul-americana. A soma do produto interno bruto dos três, é de cerca de U$ 800 bilhões, menos de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, e menos de um quarto do PIB do Mercosul. Além disso, o crescimento econômico recente do Chile, Peru e Colômbia foi quase igual ao do Equador e Bolívia, que também são andinos, não pertencem ao novo bloco, se opõem às políticas e reformas neoliberais, e devem ingressar brevemente no Mercosul, como aconteceu com a Venezuela.

Concluindo, se pode dizer com toda certeza que esse "cisma do Pacífico" tem mais importância ideológica do que econômica, dentro da América do Sul, e seria quase insignificante politicamente se não fosse pelo fato de se tratar de uma pequena fatia do projeto Obama de criação da "Trans-Pacific Economic Partenership" (TPP), peça central da sua política de reafirmação do poder econômico e militar americano na região do Pacífico. Desde 2010 o presidente Barack Obama vem insistindo na tecla de que os EUA são uma "nação do Pacífico" que se propõe exercer um papel central e de longo prazo no controle geopolítico e econômico dos dois lados do Pacífico, no Oceano Índico e no sul da Ásia.

Nesse sentido, é preciso ter claro que a inclusão do Brasil nesse novo "arco do Pacífico", implica numa opção pela condição de "periferia de luxo" do sistema econômico mundial, e também significa, em última instância, apoiar e participar da estratégia americana de poder global, e ao mesmo tempo, de uma disputa regional, entre os EUA, o Japão e a China, pela hegemonia do leste asiático e do Pacífico Sul. Segundo o Foreign Affairs, "if the negociations be fruit, the TPP will add billions to the U.S. economy and solidify Washington"s political, financial, and military commitment to the Pacific for decades to come." (july/august 2012; p.22).

José Luís Fiori, professor titular de economia política internacional da UFRJ, é autor do livro "O Poder Global", da Editora Boitempo, e coordenador do grupo de pesquisa do CNPQ/UFRJ "O Poder Global e a Geopolítica do Capitalismo". Escreve mensalmente às quartas-feiras.
 
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São Luís. MP investiga possíveis casos de improbidade administrativa na implantação do VLT.

A procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, designou uma comissão para apurar casos de improbidade administrativa no processo de implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) pela Prefeitura de São Luís em 2012. A investigação foi iniciada na última segunda-feira (21).

A comissão recebeu documentos do Ministério Público Federal (MPF), noticiando uma possível falta de transparência no processo de implantação. Na segunda-feira foram solicitados do Município o procedimento licitatório e os contratos relativos à instalação do VLT. O prazo para a prestação das informações é de 15 dias úteis.

O Imparcial Online com informações da Ascom/MPMA

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Secretária diz que não encontrou estudos técnico e orçamentário do VLT

Myrian Aguiar disse ainda que estuda, em parceria com a Semosp, alternativas para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
 

Arleysson Rodrigo - Publicação: 15/01/2013 11:34 Atualização: 15/01/2013 12:25.

Na manhã desta terça feira (15) a secretária de Trânsito e Transportes, Myrian Aguiar, concedeu entrevista coletiva, no Auditório Reis Perdigão, no Palácio La Ravardière, para explicar à população os planos de ação de sua pasta para os primeiros dias de 2013.

A secretária explicou que teve que trabalhar dentro de condições limitadas já que encotrou a SMTT com contratos suspensos , a maior parte da frota de carros recolhida e com os agentes de trânsito paralisados, devido ao atraso nos salários

VLT - Em relação ao Veículo leve sobre trilhos (VLT), Aguiar afirmou que não foi encontrado nenhum estudo de demanda, viabilidade técnica e nem orçamentária. Por conta disso, a SMTT em parceria com a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), estuda alternativas para o VLT.

"Estamos fazendo uma análise das demandas e volumes e a Semosp está estudando os aspectos de engenharia para oferecer solucões efetivas”, declarou.



Planos de Ação da Secretaria

*Projeto de Engenharia;
*Recuperação física de Terminais;
*Campanhas educativas;
*Criar conselho de Mobilidade Urbana;
*Intervenções em 18 pontos fixos de paralisação;
*Criação de 80 abrigos de passageiros;
*Parceria com a SEMOSP, para garantir a segurança publica;
*Fazer um evisto no termo de ajustamento de conduta assinado em 2011;
*Elaborar edital de licitação sobre serviço de transporte coletivo;
*Fazer um cronograma de implantação de bilhetagem única.

http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2013/01/15/interna_urbano,128152/secretaria-diz-que-nao-encontrou-estudos-tecnico-e-orcamentario-do-vlt.shtml 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Maranhão. Juíza bloqueia bens e quebra sigilo bancário de João Castelo.

A juíza de direito da 1ª vara da fazenda pública, Luzia Madeiro Nepomucena, decretou no dia 17 de dezembro de 2012 a quebra do sigilo bancário, do sigilo fiscal, a suspensão do pagamento de qualquer valor pelo município de São Luís e indisponibilidade dos bens dos réus, Pavetec Construções Ltda., Gustavo José Melo Fonseca, Daniel França dos Santos, Cláudio Castelo Carvalho e do ex-prefeito da capital, João Castelo Ribeiro Gonçalves.

A medida visa eventual ressarcimento de recursos públicos com suspeitas de desvio em sua gestão.

Castelo é acusado de desviar recursos, sobretudo na reta final do seu governo. Pelas informações passadas por Edivaldo Júnior, o montante da dívida deixada pelo ex-prefeito é da ordem de R$ 800 milhões.

E a situação da prefeitura após a posse do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) fortaleceu a suspeita de que ele tenha se beneficiado de dinheiro público.

Em sua sentença – prolatada ainda em dezembro - a juíza Luzia Madeiro Nepomucena, da 1ª Vara da Fazenda Pública, determinou também a quebra do sigilo bancário de Castelo, do seu então secretário de obras, Cláudio Carvalho, e dos sócios da empresa Pavitec.

Todos são acusados pelo Ministério Público de irregularidades na licitação de R$ 115 milhões, que beneficiou a empresa.
Com a decisão da juíza Luzia Madeiro Neponucena o ex-prefeito João Castelo e os sócios da empresa PAVETEC começam a responder na justiça pelas condutas irregulares e atos que afrontaram a população de São Luís. 

No seguimento do processo cabe a determinação da impossibilidade de nova candidatura do membro do PSDB com o enquadramento na Lei da Ficha Limpa.

Com informações do Blog do Marco D´Eça e do Felipe Klant.
 
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Chefe da quadrilha que seqüestrou garoto em Imperatriz é preso no Piauí.

O Serviço de Inteligência da Policia Civil do Maranhão prendeu na madrugada desta terça-feira (22), Sebastião Soares da Silva, o “Velho”.

Considerado um dos seqüestradores mais perigoso do Brasil, ele vinha sendo procurado pela policia em todo o país.

Contra “Velho” há oito mandatos de prisão provenientes de vários Estados brasileiros, também por homicídios.

A policia do Maranhão estava à procura de “Velho” desde o fim do seqüestro do garoto Pedrinho, ocorrido na cidade de Imperatriz. Ele foi quem coordenou e comandou o seqüestro. O caso teve grande repercussão e mobilizou as policias dos estados do Maranhão, Pará e Tocantins.

Praticamente todos os envolvidos no seqüestro já havia sido presos, faltando apenas Sebastião. Policiais vinham no encalço de “Velho” desde o fim do sequestro.

De acordo com a policia ele teria passado por seis Estados na sua fuga, acabando por se estabelecer na cidade de Picos-PI, onde comprou um sítio com parte do dinheiro do sequestro de Pedrinho.

Ele será apresentado ainda hoje na SSP. Uma aeronave do GTA já se deslocou ao Piauí para recambiá-lo a São Luís.
 
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Além de São Luís, Zé Doca e Coroatá agora é a cidade de Tuntum sem Carnaval.



Arleysson Rodrigo - Publicação: 21/01/2013 11:49 Atualização: 21/01/2013 12:28.
 

Neste domingo (20) o Prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB), decidiu que não irá financiar o carnaval da cidade com recursos do Município.

“Não vamos promover o carnaval de rua esse ano, a situação financeira não é boa, temos outras prioridades e a saúde é uma delas”, declarou.

Tema ainda explicou que o principal objetivo de sua gestão, no momento é reorganizar a administração, colocando toda estrutura pra funcionar a contento e assim atender a população.
Outras cidades do Maranhão que decidiram que não irão financiar o carnaval são Coroatá e Zé Doca. 
Em São Luís, a Fundação Municipal de Cultura decidiu não montar a passarela do samba e investir o dinheiro na saúde. 
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Prefeitura de São Luís não montará passarela do samba. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/01/prefeitura-de-sao-luis-nao-montara.html

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mineradora VALE. CARTA ABERTA DOS MORADORES DE VILA MARANHÃO E MARACANÃ AFETADOS PELA VALE À SOCIEDADE MARANHENSE.

Nós, moradores de Vila Maranhão, Maracanã e adjacências, bairros de São Luís, guardiões de patrimônio material e imaterial fundamental para a manutenção da memória da cidade, vimos através desta carta denunciar a violação do nosso direito de ir e vir e a acentuação de riscos à nossa integridade física devido ao prolongamento do túnel de acesso aos bairros referidos. 

O prolongamento desse túnel faz parte da obra de duplicação da Estrada de Ferro Carajás, preste a ser realizada pela mineradora VALE que, sem consultar as comunidades afetadas, pretende prolongar em vez de ampliar o túnel existente, que já nos causa tantos problemas.

O túnel é a única via de acesso entre as comunidades Maracanã, Vila Maranhão e adjacências, imprescindível para grande número de pessoas acessarem seus locais de trabalho e estudo, inclusive empregados terceirizados da própria empresa.

Por ser um túnel extremamente estreito, só permite a passagem de um carro por vez, o que deixa vulnerável a violências físicas os motoristas que precisam reduzir a velocidade para passar e, no horário de pico, provoca engarrafamentos com longas esperas. 

Problemas que se acentuarão com o aumento de 30.000 pessoas que habitarão condomínios do Programa “Minha Casa, Minha Vida”, em construção no Maracanã, Gapara e Vila Maranhão e com os alojamentos dos terceirizados da VALE.

O tamanho atual do túnel em largura e comprimento e a falta de iluminação nos deixam vulneráveis. 

Assaltos e até homicídios já ocorreram naquele espaço. 

Com receio de serem atacados, os moradores da comunidade Jacu só atravessam o túnel em grupo.

A trepidação provocada pelos trens causa rachadura nas casas mais próximas à ferrovia e a buzina do trem, a todo o momento, tira-nos a paz.

Com o início das obras de terraplenagem ao longo da ferrovia, temos sofrido com a poeira, que tem causado problemas respiratórios em alguns moradores.

As áreas de preservação ambiental foram desmatadas e nossos poços estão secando.

Na comunidade Sitinho, além de sofrerem com a poeira, os moradores têm suas casas afetadas por piçarras que caem das caçambas carregadas de materiais que a toda hora transitam por nossas estradas para o canteiro de obra da empresa, deixando-as mais danificadas

Solicitamos a VALE a garantia do nosso direito de ir e vir em segurança através da ampliação do túnel ou construção de um viaduto. Ela alegou não poder fazer por questões técnicas. 

Para duplicar a ferrovia a empresa faz uso da engenharia mais avançada, porém não dispõe da mesma quando se trata de garantir o bem estar, a segurança e os direitos das comunidades que afeta!

São Luís, 17 de janeiro de 2013.

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