domingo, 19 de maio de 2013

Evangélicos fazem força-tarefa pela criação do partido de Marina Silva.

Pastores fazem mutirão para colher assinaturas para o novo partido de Marina. O ‘Rede’ agora corre contra o tempo para conseguir o registro da Justiça Eleitoral até 5 de outubro, prazo que permitiria disputar a eleição de 2014

Em frente à Assembleia de Deus – Ministério do Belém, na capital paulista, duas mulheres, com prancheta nas mãos, se aproximam dos homens que chegam apressados à igreja, segurando Bíblias. Vestidas com camiseta do Rede Sustentabilidade, as voluntárias pedem assinaturas para o partido articulado pela ex-senadora Marina Silva, antes da reunião mensal que reúne até 3 mil pastores e obreiros. “É para apoiar a Marina”, diz uma das mulheres, exibindo uma foto da ex-senadora. Na porta do templo, são distribuídas fichas para a coleta de 66 mil assinaturas.

Cada religioso ganha um envelope com 11 folhas, com espaço para 33 assinaturas. “O pastor Lélis pediu para pegar e devolver preenchida”, diz o pastor que entrega as fichas. A orientação é devolver tudo completo dentro de uma ou duas semanas.

O nome do pastor Lélis Washington Marinhos, uma das lideranças do Ministério do Belém, quebra a resistência dos que não sabem para quem coletarão assinaturas. “Não é um trabalho oficial da igreja, mas é um exercício de cidadania”, diz o pastor, que é presidente do conselho político nacional da Convenção Geral das Igrejas Assembleia de Deus no Brasil. “Temos formadores de opinião e é justo que eles opinem. Todos têm liberdade”, afirma. A relação com Marina é amistosa. “Ela goza da simpatia da igreja”, diz, lembrando que a ex-senadora é integrante da igreja em Brasília.

Além das igrejas, partido busca apoio de artistas em show destinado a apoio de signatários
O pastor Luciano Silva, de 37 anos, que acompanhava a ação na igreja, diz ter pego fichas para coletar 9 mil assinaturas. “Marina é irmã. Tem origem humilde e sempre lutou pelas causas sociais. As pessoas têm boa aceitação”.
À frente do contato com os evangélicos está o presbítero Geraldo Malta, de 54 anos, um dos fundadores do PSDB e responsável pela aproximação de José Serra com pentecostais e neopentecostais nas campanhas pela Prefeitura de São Paulo em 2012 e pela Presidência em 2010. Malta é assessor do deputado federal Walter Feldman (PSDB), um dos articuladores do Rede Sustentabilidade.

A expectativa de coleta nas igrejas evangélicas da capital paulista, diz Malta, é de 80 mil a 100 mil assinaturas – quase um quinto das 492 mil necessárias para viabilizar o novo partido. “Já visitamos quase todas as denominações evangélicas”, diz. No mesmo dia em que foi ao Ministério do Belém, Malta pediu apoio ao pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus do Brás, e ao presidente do Partido Ecológico Nacional (PEN), Adilson Barroso, ligado à Assembleia de Deus.

A busca de assinaturas entre evangélicos, no entanto, é apenas um dos caminhos investidos pelos articuladores do Rede Sustentabilidade para tentar viabilizar o partido. Na comemoração do 1º de Maio, o grupo pediu permissão ao presidente da Força Sindical, deputado Paulinho da Força (PDT), para coletar assinaturas na festa da central sindical e conseguiu cerca de 3 mil apoios, segundo Malta.

As universidades são um dos focos do partido. A coleta é reforçada quando Marina é convidada a fazer palestra aos estudantes, como na USP leste, na capital paulista, na semana passada. Parques, praças públicas e onde há aglomeração de pessoas, como perto de estações de metrô, são outros pontos em que há voluntários do Rede.

Há também a mobilização de deputados de diferentes legendas, como o tucano Feldman, Dr. Ubiali (PSB-SP), Domingos Dutra (PT-MA) e Alfredo Sirkis (PV-RJ), que poderão ingressar na sigla.

Artistas têm ajudado a dar visibilidade ao grupo e nesta semana a coleta de assinaturas será reforçada durante show de Adriana Calcanhoto, com Nando Reis e convidados em São Paulo, feito exclusivamente para apoiar o partido e angariar fundos para bancar a coleta.

O partido também investe na mobilização nas redes sociais e na internet. Há uma ficha disponível no site da legenda para quem quiser coletar assinaturas por conta própria. Responsável pela coordenação executiva do grupo, a advogada Marcela Moraes, de 32 anos, diz que há sete mil pessoas inscritas como voluntárias em todo o país.

A presença de Marina nos eventos de coleta dá visibilidade nos meios de comunicação. Em visita a São Paulo, em março, cercada por jornalistas e fotógrafos, a ex-senadora chamava a atenção nos mercados públicos por onde passou para pedir apoio. Com calça jeans e tênis, Marina explicava: “Não é filiação ao partido. É endosso. É concordar que o partido seja criado”.

Depois de cumprimentar Marina, a aposentada Madalena Prestes, de 64 anos, diz ter assinado a ficha por desejar mudanças na política. “Quero que ela faça alguma coisa. Estou cansada desses partidos”.

Para bancar parte dos custos, o grupo de Marina organizou dois eventos com empresários e apoiadores para levantar recursos, em São Paulo e em Brasília. A maior parte dos cerca de R$ 55 mil arrecadados veio de doadores da campanha presidencial de 2010, como Guilherme Leal, da Natura.

O Rede agora corre contra o tempo para conseguir o registro da Justiça Eleitoral até 5 de outubro, prazo que permitiria disputar a eleição de 2014 e dar legenda para a candidatura de Marina. E se não der tempo de registrar o partido até outubro, há possibilidade de concorrer por outro partido? Feldman evoca Marina e diz: “Ela sempre fala o seguinte: quem tem plano B não tem plano A”, afirma. “Não existe a possibilidade de não dar certo”.

Por Valor Econômico. Via Limpinho&Cheiroso

Matéria Lincada de: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/evangelicos-fazem-forca-tarefa-pela-criacao-do-partido-de-marina-silva.html

War in MA. Imperatriz. Com 02 assassinatos neste domingo, já são 12 (doze) homicidios so neste mês de maio.

  Caixa da Romanos é baleado em frente a Texana e morre a caminho do Socorrão.


Foto - Vítima Jacilene Cardoso Nascimento

Por volta das 5:00 horas e 40 minutos deste domingo duas pessoas foram baleadas em frente a Boate Texana na Avenida Beira Rio, Jacilene Cardoso Nascimento, 31 anos e o menor de 14 anos R.F.B, foram socorridas pelo SAMU para Socorrão, Jacilene não resistiu e morreu quando dava entrada, o menor foi direto Centro Cirúrgico onde foi operado e encontra em estado gravíssimo na UTI. 

Jacilene era moradora da Rua Rui Barbosa, Bairro Vila Lobão, ela tinha acabado de sair da Boate Texana e estava falando ao celular quando foi alvejada por uma bala perdida, o tiro acertou seu ombro esquerdo, Jacilene estava de férias do trabalho, onde era caixa da Romanos da Avenida Dorgival Pinheiro, ela estava em companhia da prima, o corpo estava sendo velado na Rua 10 no Bairro Vila Redenção.

 

Segundo assassinado de Domingo.  O segundo assassinato do domingo aconteceu na Rua 10, entre as Ruas 9 e Protestante, Bairro Imigrante, Thiago Wesley Vasconcelos de Sousa, morador da Rua 17, Bairro Vila Macedo foi alvejado com três tiros, sendo dois cabeça e outro na virilha, segundo a policia o atirador estava em um celta prata e teria alvejado a vitima de dentro do veiculo em movimento, Thiago foi socorrido pelo SAMU onde morreu a caminho do Socorrão, o pai de Thiago disse que o filho já tinha passagens pela policia.

 

Ambulância do SAMU saindo do IML depois de ter levado o corpo de Thiago que morreu a caminho do Socorrão, com estas duas mortes deste domingo sobe para 12 assassinatos somente no mês de maio, agora são 35 assassinatos no ano, maio é agora o mais violento do ano.  

Thiago Wesley Vasconcelos de Sousa, (CAMISA VERMELHA) tinha sido preso em Dezembro de 2012 pelo GOE juntamente com o primo Daniel Vasconcelos de Sousa com 55 petecas de crack e uma pistola calibre 7.65 municiada com oito projéteis, uma motocicleta BIZ cor vermelha e uma balança de precisão, na época os dois foram autuados por trafico de droga e porte ilegal de arma de fogo. 

Matéria Lincada de: http://noticiadafoto.blogspot.com.br/2013/05/caixa-da-romanos-e-baleado-em-frente.html

Leia Matéria Relacionada: 

War in MA - Imperatriz, mês de maio é o mais violento do ano, com treze homicidios, sendo tres homicidios no ultimo domingo.

 http://maranauta.blogspot.com.br/2013/05/violencia-imperatriz-teve-tres.html

O psiquiatra de Caruaru: “Homofobia é veadagem enrustida”

Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons
 homofobia


Caruaru é a maior cidade do interior de Pernambuco, conhecida como Capital do Agreste, terra da feira que “faz gosto a gente vê, de tudo que há no mundo, nela tem pra vendê”, conforme cantava Luiz Gonzaga.  

Por Fernando Soares Campos*


Mas o que pouca gente sabe é que em Caruaru também tem pelo menos um psiquiatra bageguiano ― adepto dos métodos gauchescos do analista de Bagé, com adaptações aos costumes nordestinos. Ele recebe a clientela trajado de gibão, alpercatas e chapéu de couro. Em vez de divã, tem uma rede rosa-shocking instalada no consultório, na qual os pacientes se deitam, desfiam queixumes e resenham seus pecados.

Outro dia, o filho de respeitado coronel midiático entrou no consultório aparentemente avexado, com as mãos nos bolsos, talvez para dissimular o nervosismo. Mas não passou despercebido pelo tarimbado terapeuta.

― Que foi que aconteceu, cabra? Parece que viu lobisomem!

― Não é nada não, doutor. Já faz muito tempo que eu queria falar com o senhor… Mas tava evitando, porque dizem que só vem aqui quem tá com o miolo mole…

― Nada disso, meu jovem. O que mais atendo aqui é cabeça-dura.

― Apois eu quero me consultar.

― Então, deite aí na rede e desembuche.

― Deitar?! Precisa isso?!

―Sim, que é pra você relaxar e liberar a alma do cabresto.

O rapaz deitou-se, mas manteve as mãos nos bolsos.

― Por que não tira as mãos dos bolsos?

― É que o ar condicionado tá fazendo muito frio…

― Acho que você tá é com medo de desmunhecar na minha frente.

― Hein?!

― Deixa pra lá. Vamos ao que interessa. O que foi que trouxe você aqui? Que bicho te mordeu?

― Num é nada demais não, doutor. É que ando cismado comigo mesmo… ― ficou meio alheado, olhando para o teto.

― Continue.

― De repente, perdi o interesse por quase tudo: parei de andar com os amigos de sempre, larguei a namorada e até deixei de assistir televisão, coisa que eu gostava muito… ― continuou com olhar fixo no teto.

― Bom, parar de andar com amigos e largar a namorada, a gente até que entende, não parece coisa tão grave. Mas deixar de assistir televisão é um tanto esquisito, preocupante. Isso, sim, pode indicar um comportamento anormal. Tem alguma ideia dos motivos que levarem você e se comportar assim?

― Sei não, doutor, sei não… ― pensou um pouco e concluiu: ― Acho que deve ser por causa dessa campanha toda que tão fazendo contra nós…

― Nós, quem?! De que campanha você tá falando?

O jovem mexeu-se inquieto, e a rede balançou suave.

― Dessa que diz que ninguém pode mais nem dar umas porradas num boiola. Toda hora tem alguém na tevê dizendo que a gente tem que parar com o preconceito, com a violência contra os gays, essas coisas. Isso aperreia a gente.

― Peraí! Na verdade, isso quer dizer que você é homofóbico.

― Chame como quiser. Só sei que não gosto de baitola. Tenho raiva de pirobo.

― Nesse caso, você procurou a pessoa certa. Homofobia é doença, precisa ser tratada. Aliás, qualquer fobia é sinal de neurose e pode evoluir para uma psicose.

― Num é nada disso, doutor! Doença mesmo é boiolice. Doente é quem queima a rosca.

― Mas homofobia é veadagem enrustida, cabra!

― Como assim?! O senhor tá me chamando de viado?

― Não, porque acho que você ainda não deu… Entende?

― Nem dei nem pretendo dar.

― Aí é que tá o problema: você reprime o seu impulso homossexual, não tem coragem de se revelar, por isso descarrega nas pessoas assumidas. Inveja dos ânus libérrimos. Sacou?

O terapeuta se levantou, foi até a estante, pegou uma garrafa contendo uma beberagem, encheu uma caneca e se aproximou do paciente.

―Isso aqui é uma garrafada que inventei com ervas da caatinga, uma verdadeira panaceia: amansa corno brabo, mulher arengueira e biriteiro valentão, entre outras serventias. Só não cura político corrupto, que esse aí não tem mais jeito. Acho que vai resolver seu problema. Tome.

O rapaz ficou meio cabreiro, mas pegou a caneca e bebeu devagar. Fechou os olhos, parecendo meditar. Súbito, saltou da rede, agarrou o psiquiatra de Caruaru pelo guarda-peito do gibão, sacudiu o homem violentamente, fazendo o chapéu de couro voar longe, e gritou histérico:

― Agora me bate! Me cospe! Me joga na parede! Me chama de lagartixa!

Empurrou o terapeuta cabra da peste, que se estatelou no chão. Saiu disparado. Na porta, ouviu o psiquiatra lhe perguntar:

― Não vai pagar a consulta?

― Pagar?! Que pagar que nada, eu vou é processar você e pedir indenização por danos morais.

― Como assim? Baseado em quê?

O ex-machão pôs as mãos nos quadris, respirou fundo, sacudiu a cabeça para os lados e respondeu:
― É proibido tratar bichice como doença, e você tratou um homofóbico, que, como você mesmo diz, é um viado enrustido. Agora liberei de vez. Morou?! 

*Fernando Soares Campos é escritor e colunista.


Fonte: Alagoas Net

Matéria Lincada de: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=213994&id_secao=1

Policia Federal vai investigar boato sobre suspensão do Bolsa Família

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil.
Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do boato sobre a suspensão do Programa Bolsa Família, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
A informação falsa de que só seria possível sacar o benefício até ontem (18) levou muitas pessoas às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios. 

A Presidência da República detectou a informação em estados como a Paraíba, o Amazonas, o Maranhão e o Rio de Janeiro. O boato se espalhou pelas redes sociais e há beneficiários perguntando se o Bolsa Família será suspenso ou cancelado.


 
A Caixa Econômica Federal e o MDS divulgaram notas negando qualquer mudança no calendário de pagamento e reafirmando a manutenção das regras do programa. “O Ministério do Desenvolvimento Social informa que não há qualquer veracidade nos boatos relativos à suspensão ou interrupção dos pagamentos do Programa Bolsa Família. 

O MDS reafirma a continuidade do Bolsa Família, assegura que o calendário de pagamentos divulgado anteriormente está mantido e que não há qualquer possibilidade de alteração nas regras”, diz a nota do MDS.


”A Caixa Econômica Federal informa que o pagamento do Programa Bolsa Família ocorre normalmente de acordo com calendário estipulado pelo governo Federal”, diz a nota da Caixa.


O calendário de pagamento está no site www.caixa.gov.br e pode ser consultado pelo telefone 0800 726 0101.
 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhxwLTFGOqPYN7GqzzNLlu9zFq-2zVfeFSkI1VelV5f81MHpQia2d-4drAtKXf1CJ6c7VlC8eqsZmpk64tjMYaPmpspQDW0WwpevqPzZLBCO2ZsI65b6yEycb7dLlY5q0whahVkryd2DEo/s1600/calend%25C3%25A1rio+do+bolsa+fam%25C3%25ADlia+2013.jpg


A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, vai dar uma coletiva sobre o assunto às 14h.

Edição: Andréa Quintiere
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Direitos Humanos. Presos de Guantanamo (USA) - chegam aos 100 dias de greve de fome.




Leandra Felipe - Correspondente da Agência Brasil/EBC.
 
Bogotá - Quase 130 dos 166 detentos (78,3%) da Prisão de Guantánamo, na Base Naval dos Estados Unidos em Cuba, chegaram hoje (17) aos 100 dias sem ingerir alimentos. 
 
Os presos acusam os funcionários do presídio americano de abusos e maus-tratos, o que teria motivado a greve de fome.

Embora os advogados de defesa sustentem que seja esse o número de detentos, as autoridades da prisão contestam, dizendo que o total de presos sem comer seria 100, o que ainda representa a maioria.

Segundo os defensores dos presos, pelo menos 30 vêm sendo alimentados à força há algumas semanas e cinco estariam hospitalizados dentro da base naval.
 Os presos denunciam que são alimentados sob tortura, em "procedimento doloroso", e que também recebem castigos por se negar a comer.

O Exército americano reconheceu que cerca de 30 grevistas recebem comida à força, mas segundo as denúncias dos advogados, para receber a "alimentação forçada" os presos são acorrentados em cadeiras e recebem a comida por um tubo largo que é introduzido em suas fossas nasais e que chega ao estômago com nutrientes líquidos.

 
 
"Nunca me esquecerei da primeira vez em que passaram o tudo de alimentação pelo meu nariz. Não posso descrever o quão doloroso é ser alimentado à força desta maneira", relatou um preso a seu advogado.

O protesto começou em fevereiro, quando um grupo pequeno decidiu iniciar a greve de fome. Além dos maus-tratos, os detentos reclamam que os responsáveis pela segurança profanam o Alcorão - livro sagrado dos mulçumanos - e se apropriam de objetos pessoais dos presos.

Os advogados têm relatado que outra reclamação dos detentos é a indefinição sobre os tempos de pena que cumprem em Guantanamo. Recentemente uma Comissão da Cruz Vermelha Internacional visitou a prisão para averiguar as instalações carcerárias e o estado de saúde dos presos. 
 
De acordo com o organismo, a situação é crítica dentro do presídio e há risco de uma "crise humanitária".

A maioria dos presos de Guantanamo foi detida por forças militares americanas no Afeganistão e Paquistão. Há alguns dias, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou sobre o tema e prometeu trabalhar para conseguir transferir os 166 presos. Cuba também já se manifestou para que a prisão seja retirada de seu território.

A prisão está localizada em uma base militar dos Estados Unidos, na Baía de Guantanamo, parte arrendada da ilha cubana pelo governo americano em 1903.

(Agência Brasil)
 

Após uma década parada no Senado, regulamentação da regionalização da comunicação volta a tramitar.

Uma década depois, o Projeto de Lei (PL) 256/91, de autoria da deputada federal Jandira Feghali e que regulamenta a regionalização da comunicação no País, avançou no Senado Federal. Cujo o teor segue anexo.
 
O PL recebeu parecer favorável na Comissão de Ciência e Tecnologia, do relator Valdir Raupp (PMDB/RO) na segunda-feira (13). A tramitação é mais um passo positivo na regulamentação do artigo 221 da Constituição Brasileira, que determina um maior fluxo de informações locais e de forma democrática.
 
Regionalização da comunicação democratizaria o fluxo de informações no País. Foto: Reprodução / Internet

A deputada, que também preside a Comissão de Cultura na Câmara dos Deputados, vibrou com a movimentação: “A matéria é tema da Carta Magna, que tem a Comunicação como base para o País. 

Apesar de muita disputa política, empresarial e de entidades, o PL conseguiu sair da Câmara redondo, embora tenha recebido emendas no Senado. A essência dele se mantém, mesmo com a modernidade e a Internet, pois falar de regionalização é falar de democratizar a comunicação brasileira”, explica.

Ainda segundo a parlamentar, alguns pontos do PL são essenciais nessa luta: “Falamos de que os veículos de radiodifusão incorporem 1% da produção independente, que hoje em dia é larga, abrangente e muito presente na sociedade. 

Além disso, faz com que a cultura local se enxergue mais, mesmo com a produção centrada nas grandes empresas do Sudeste”, aborda Jandira.

A partir de agora, o PL tramitará para a Comissão de Educação do Senado, antes de retornar para Câmara dos Deputados.

Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado.



Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado




Nina Lakhani, do The Independent.




Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. 

 Continua a solidariedade cubana ao Haiti

Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.



Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.



Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. 

De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente.

A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.



Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. 

Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.


Foto: Jornal The Independent.

Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito – incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar – para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.



John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: “A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado.”.



Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.



Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, ganhando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a “Operação Milagre”, que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.




A imprensa mundial esconde os verdadeiros heróis para não envergonhar as grandes potências



A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norte-americanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.



A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. “Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU.”



Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10.000 trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra.



Onde quer que sejam convidados, os cubanos implementam o seu modelo de prevenção com foco global, visitando famílias em casa, com monitoração proativa de saúde materna e infantil. 

Isso produziu “resultados impressionantes” em partes de El Salvador, Honduras e Guatemala, e redução das taxas de mortalidade infantil e materna, redução de doenças infecciosas e deixando para trás uma melhor formação dos trabalhadores de saúde locais, de acordo com a pesquisa do professor Kirk.



A formação médica em Cuba dura seis anos – um ano mais do que no Reino Unido – após o qual todos trabalham após a graduação como um médico de família por três anos no mínimo. 

Trabalhando ao lado de uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vive.



Este modelo ajudou Cuba a alcançar alguns índices invejáveis de melhoria em saúde no mundo, apesar de gastar apenas $ 400 (£ 260) por pessoa no ano passado em comparação com $ 3.000 (£ 1.950) no Reino Unido e $ 7.500 (£ 4,900) nos EUA, de acordo com Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento.



A taxa de mortalidade infantil, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos – comparável com a Grã-Bretanha e menor do que os EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, mostram os números da Organização Mundial de Saúde.



As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, é um degrau a partir do médico de família. Cada uma prevê 15.000 a 35.000 pacientes por meio de um grupo de consultores em tempo integral, assim como os médicos de visita, garantindo que a maioria dos cuidados médicos são prestados na comunidade.



Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. “A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção.

A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA “, disse o professor Choonara.



A política, inevitavelmente, penetra muitos aspectos da saúde cubana. Todos os anos os hospitais produzem uma lista de medicamentos e equipamentos que têm sido incapazes de acesso por causa do embargo americano, o qual que muitas empresas dos EUA de negociar com Cuba, e convence outros países a seguir o exemplo. 

O relatório 2009/10 inclui medicamentos para o câncer infantil, HIV e artrite, alguns anestésicos, bem como produtos químicos necessários para o diagnóstico de infecções e órgãos da loja. Farmácias em Cuba são caracterizados por longas filas e estantes com muitos vazios. Em parte, isso se deve ao fato de que eles estocam apenas marcas genéricas.



Antonio Fernandez, do Ministério da Saúde Pública, disse: “Nós fazemos 80% dos medicamentos que usamos. O resto nós importamos da China, da antiga União Soviética, da Europa – de quem vender para nós – mas isso é muito caro por causa das distâncias.”



Em geral, os cubanos são imensamente orgulhosos e apóiam a contribuição no Haiti e outros países pobres, encantados por conquistar mais espaço no cenário internacional. 

No entanto, algumas pessoas queixam-se da espera para ver o seu médico, pois muitos estão trabalhando no exterior. E, como todas as commodities em Cuba, os medicamentos estão disponíveis no mercado negro para aqueles dispostos a arriscar grandes multas se forem pegos comprando ou vendendo.



As viagens internacionais estão além do alcance da maioria dos cubanos, mas os médicos e enfermeiros qualificados estão entre os proibidos de deixar o país por cinco anos após a graduação, salvo como parte de uma equipe médica oficial.



Como todo mundo, os profissionais de saúde ganham salários miseráveis em torno de 20 dólares (£ 13) por mês. Assim, contrariamente às contas oficiais, a corrupção existe no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos e até hospitais, estão fora dos limites a menos que o paciente possa oferecer alguma coisa, talvez almoçar ou alguns pesos, para tratamento preferencial.



Empresas internacionais de Cuba na área da saúde estão se tornando cada vez mais estratégicas. No mês passado, funcionários mantiveram conversações com o Brasil sobre o desenvolvimento do sistema de saúde pública no Haiti, que o Brasil e a Venezuela concordaram em ajudar a financiar.

Médicos cubanos no Haiti
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A formação médica é outro exemplo. Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na Elam, que no mês passado comemorou o seu 11 º aniversário. 

O governo espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres pelo menos cinco anos.



Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey, é um dos 171 estudantes norte-americanos; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que Elam é parte da máquina de propaganda cubana. “É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo.”



Outros 49.000 alunos estão matriculados no “Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos”, a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeu em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.



O professor Kirk discorda: “A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. 

É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum.”



Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordariam.