Pesquisa indica filtro de barro brasileiro como mais eficiente do mundo para purificar a água
O ‘bom e velho’ filtro de barro brasileiro
Nós, brasileiros, temos provavelmente o melhor sistema de filtragem
de água nas mãos. Nada de purificadores, torneira de cozinha com
filtros, nem galões com água mineral. O melhor mesmo para limpar a água
das impurezas é o bom e velho filtro de barro.
Segundo pesquisas norte-americanas, os filtros tradicionais de barro
com câmara de filtragem de cerâmica são muito eficientes na retenção de
cloro, pesticidas, ferro, alumínio, chumbo (95% de retenção) e ainda
retém 99% de Criptosporidiose (parasita causador de doenças).
Os estudos relacionados ao tema, que foram publicadas no livro The Drinking Water Book,
também indicam que esses sistemas de filtro de barro do Brasil,
considerados mais eficientes, são baseados na filtragem por gravidade,
em que a água lentamente passa pelo filtro e goteja num reservatório
inferior.
Considerado um sistema ‘mais calmo’, ele garante que micro-organismos
e sedimentos não passem pelo filtro devido a uma grande pressão
exercida pelo fluxo de água.
O processo lento é o que o diferencia dos filtros de forte pressão,
que recebem água da torneira ou da tubulação, os quais são prejudicados
exatamente pela força da água, o que pode fazer com que
micro-organismos, sedimentos ou mesmo elementos químicos, como ferro e
chumbo, cheguem ao copo do consumidor.
Ainda de acordo com o livro de pesquisas, o consumidor precisa ficar
alerta na hora de comprar esse tipo de produto, pois há tecnologias
lançadas que não são eficientes e permitem a passagem de elementos
perigosos para a saúde.
Autoridades de Minas Gerais começaram a
investigar indícios de que criminosos ligados ao PCC, gangue criminosa
de São Paulo, estariam estendendo seus negócios pelo território mineiro.
As suspeitas são que pessoas do grupo estejam adquirindo postos de
combustíveis no sul de Minas para lavar dinheiro.
No Estado de São Paulo, a prática já é
conhecida das autoridades. Postos, juntamente com falsas cooperativas de
transporte público em micro-ônibus e com imóveis, têm sido um meio a
que o PCC vem recorrendo para legalizar recursos ilícitos.
"Nossa preocupação agora é o PCC entrar
no Estado", disse ao Valor o promotor de Justiça Renato Froes A.
Ferreira, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de
Defesa da Ordem Econômica e Tributária. Segundo ele, o Ministério
Público recebeu recentemente donos de postos da região reclamando de
concorrentes vendendo combustível abaixo do preço e cujas suspeitas
estão sendo investigadas.
Na Secretária de Estado da Fazenda, a
informação é que na última operação contra esquemas de sonegação na
venda de etanol, em julho na região no município de Campo Belo, no sul
de Minas, surgiram suspeitas de que alguns postos já poderiam estar nas
mãos do PCC.
Especializada no combate ao crime
organizado, a promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo,
Beatriz Lopes de Oliveira, diz que a facção guardou em seus primeiros
anos de atuação dinheiro obtido com o crime, em especial com o
narcotráfico, em cofres escondidos em imóveis alugados, em veículos
abandonados ou enterrados. Eram o que os próprios criminosos chamavam de
"minerais".
Mas com a polícia fechando o cerco a
esses esconderijos, o modo de operação foi se refinando e a lavagem de
dinheiro passou a ser mais frequente. "Nas cooperativas de perueiros tem
gente do PCC", diz, citando um ramo usado para esquentar o dinheiro. A
compra e venda de imóveis é outro caminho utilizado.
"Começamos a verificar que uma das
atividades que o PCC usa para lavar é a dos postos. Por quê? Porque é
muito fácil fazer a troca de titularidade e porque a fiscalização é
difícil", afirma a promotora. "Eles sempre usam o nome de um laranja,
gente que não tem ficha, mas que também não tem mínimas condições
econômicas para ser dona de uma posto".
Segundo ela, esse tipo de transação tem
sido identificado não só na capital, mas também em cidades importantes
do interior paulista como Campinas, Araçatuba e Presidente Prudente.
"Tem postos que são adquiridos pela facção que são de grandes bandeiras e
aí é que está a sofisticação", diz Beatriz. "Um posto de uma marca
conhecida serve até de escudo mais eficiente para os criminosos do PCC."
Juntamente com a lavagem de dinheiro,
continua Beatriz, o Ministério Público identifica muitas vezes nesses
postos a prática da sonegação fiscal e da adulteração das bombas para
ludibriar os clientes. Paulo Miranda, presidente da Federação Nacional
do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), diz que
o último mapeamento feito pelo sindicato das distribuidoras apontou que
mais de 70 postos em São Paulo já são de propriedade do PCC.
Ele confirma que o alvo não são só os
postos chamados "bandeira branca". "Às vezes, eles adquirirem um posto
que tem um contrato de exclusividade de compra de 300 mil litros por mês
de uma grande distribuidora. Colocam o preço na bomba lá embaixo e
compram mais 300 mil de fora. Com isso, lavam dinheiro de assaltos a
banco, do tráfico e ganham com a venda de combustível que vêm em
caminhões roubados".
Segundo ele, as informações são
partilhadas com MP e Secretaria de Estado da Fazenda. São Paulo tem o
maior número de postos do país, cerca de 8,5 mil. Minas tem a segunda
maior rede, com 4 mil.
Imperatriz. Um suicídio aconteceu na noite do ultimo sabado, por volta das 19 horas e 30 minutos no
Buraco Fundo, calçada da Escola Municipal Wady Fiquene, em frente ao
Campo do Jacózão.
Wesley estava bebendo com amigos no bar do tio que
fica próximo a´Escola, ele estava com um revolver na cintura e teria
dito para amigos na mesa que estava pensando em tirar cabo da própria
vida por causa de um relacionamento que não estava dando certo.
A Vítima era morador da Rua Iracema, Bairro Nova Imperatriz, foi ouvido um
tiro, a policia chegou ao local e encontrou um revolver calibre 38 na
mão do suicida. depois mais informações e fotos da arma.
Pegando um email passado por um companheiro de rede do thackday, o Henrique Parra, resolvi socializar ainda mais esta informação, e disponibilizei aqui noBlog.
Capa do Livro
Informamos que finalmente está disponível para
download o livro "Movimentos em marcha: ativismo, cultura e
tecnologia".
A coletânea reúne mais de 40 textos que estavam
espalhados pela web num debate muito instigante que aconteceu em
2011 com a Marcha da Liberdade, a ocupação da FUNARTE e o movimento
de oposição à ex-ministra Ana de Hollanda.
A polêmica discutiu, entre outras coisas, a politização dos agentes
culturais, a emergência da rede Fora do Eixo e o papel das novas
tecnologias para os movimentos sociais.
Entre os participantes,
artistas, ativistas e intelectuais numa interação como há muito
tempo não se via.
Para quem tiver tempo, recomendo a leitura do
começo ao fim, em ordem cronológica.
O livro foi organizado pela Silvio Rhatto, Pablo Ortellado e
Henrique Parra, contando com o design e projeto gráfica da Anah
Clara.
Não sabe ou não quer saber. Esta é a dúvida, porque
informação não é o que deveria estar faltando na mesa de um repórter ou
editor. A internet é um dos assuntos onipresentes na agenda de uma
redação, mas por incrível que pareça uma das mais rentáveis áreas do
jornalismo está sendo explorada, com muito sucesso, por não jornalistas.
A matéria-prima do jornalismo são os dados, fatos, eventos e processos
que depois de contextualizados e publicados se transformam em
informação, um bem que está sendo disputada a tapa por
algumas das mais poderosas empresas do mundo financeiro, industrial,
agrícola e comercial.
E é justamente essa matéria-prima informativa que
jaz inerte nos arquivos digitais ou físicos de empresas jornalísticas
cuja sobrevivência está ameaçada por conta da crise no seu modelo de
negócios.
O imenso volume de informações acumuladas pelas empresas jornalísticas é tratado como arquivo morto e não como insumo para sistemas de processamento baseados na teoria dos Grandes Dados (tradução literal do jargão Big Data), um dos mais revolucionários subprodutos da inovação tecnológica contemporânea.
Grandes Dados é um conceito genérico para conjuntos de
dados em volumes tão grandes que os números já não são mais capazes de
representá-los de forma significativa. Trata-se de uma realidade nova
criada pela avalanche informativa e que inexistia até o surgimento da
internet e da digitalização. Uma realidade que está mudando nossos conceitos tradicionais de medição e avaliação.
Foi movido pela ideia dos Grandes Dados que um jovem empreendedor
norte-americano, Bradford Cross, e o PhD linguagem computacional Aria
Haghighi criaram o projeto Prismatic para
garimpar informações jornalísticas, que já está no terceiro ano de
funcionamento.
Os dois chegaram ao Prismatic, acredite quem quiser, a
partir do sucesso de um programa gratuito que prevê atrasos de voos comerciais
nos Estados Unidos e que foi vendido, em 2011, por várias dezenas de
milhões de dólares. Todo o desenvolvimento do programa custou 800 mil
dólares.
Cross e Haghighi simplesmente pegaram dados públicos de vários milhões
de voos domésticos e internacionais de companhias aéreas americanas
durante os últimos 40 anos, e misturaram com outros milhões de
informações meteorológicas e registros de centenas de aeroportos para
criar uma megabase de dados de onde saíram previsões que deixaram
boquiabertas as autoridades aeronáuticas, companhias de aviação, agentes
de turismo e, principalmente, os passageiros. Foi um sucesso instantâneo de acessos pelo público.
Essa intuição ou faro por oportunidades alimentadas pelos Grandes Dados
normalmente é aproveitada por quem não é do ramo, como afirmam os
autores do livro Big Data, Revolution that Wil Transform How We Live, Work and Think, o professor Viktor Mayer-Schonberger e o jornalista Kenneth Cukier.
Trata-se de uma questão cultural,
porque os donos de grandes arquivos geralmente os acumularam com outros
objetivos, aos quais se agarraram sem perceber que o entorno de seus
negócios mudou.
É o caso, por exemplo, das empresas de cartões de crédito, que acumularam durante anos dados valiosíssimos sobre os hábitos de consumo
de seus usuários mas estavam apenas preocupadas em administrar rápida e
eficientemente o pagamento das contas.
Há dois anos elas se deram
conta da mina de ouro que haviam acumulado e hoje ganham tanto dinheiro
comercializando as informações que já poderiam deixar de cobrar
anuidades dos usuários, sem que seus orçamentos sofressem o mínimo
baque.
As empresas jornalísticas possuem um registro de fatos, dados, eventos e
processos nos mais variados campos da atividade social, econômica,
política, cultural e esportiva em nível internacional, nacional,
regional e local. Algo que ninguém tem e cujo valor é incomensurável.
Só para citar um exemplo: caso um investidor desejasse iniciar um
mega empreendimento no entorno de uma grande cidade ele poderia comprar de um jornal um informe com dados
processados sobre a região escolhida num lapso de tempo de várias
décadas, com um grau de certeza infinitamente maior do que um
levantamento pontual.
O investidor pagaria algumas centenas de milhares
de reais pelo estudo e ainda sairia no lucro porque estaria evitando
prejuízos de milhões caso o investimento esbarrasse em questões
ambientais de longo prazo, por exemplo.
O problema está na cultura empresarial predominante entre os nossos executivos de empresas jornalísticas, em sua maioria herdeiros de tradições analógicas.
Na luta pela manutenção de seu negócio acabaram inteiramente absorvidos
pela dinâmica financeira, perdendo oportunidades óbvias que acabam
sendo detectadas, em geral, por quem não tem nada a ver com o
jornalismo.
Com meus oito anos de Rússia, no Teatro Bolshoi, tenho orgulho de dizer que aprendi a ter dignidade.
A verdade sempre aparece, é o que diz a minha mãe. Quem fala a verdade não merece castigo – frase preferida do meu pai.
O
que me intriga não é isso, é qual o tempo que nós teremos que pagar por
uma mentira? Nós que falamos a verdade, somos fiéis e lutadores...
Quanto tempo temos que esperar pela preciosa verdade? As pessoas que não
têm condições de contar com profissionais como advogados e
psicanalistas renomados contam com Deus, Justiça Divina, tempo,
paciência, a esperança de que o tempo tudo mostrará.
Mariana Gomes e o Teatro Bolshoi: oito anos de trabalho e dignidade
Fiquei
surpresa quando recebi uma ameaça de um jornalista de uma televisão
globalmente famosa, de que, caso eu não comentasse certo tema – "a
prostituição no meu teatro" –, o jornalista escreveria que eu preferi me
calar, e todo o Brasil entenderia que sou “uma delas”.
A minha
resposta foi simples. Primeiro, acredito que um bom jornalista deve
pesquisar de onde vem o comentário. Afinal, alguém te conta uma fofoca e
você deve se interessar pelo passado e os complexos dessa pessoa para
saber se tem algum fundamento ou interesse, não é?
Segundo, eu disse a
essa pessoa, ou melhor, a esse profissional da mídia, que, assim como
ele(a), eu poderia escrever sobre prostituição na minha profissão, eu
poderia escrever sobre prostituições e ameaças a entrevistados na
profissão dele, que é o que estamos lendo aqui hoje.
Terceiro, e último
ponto, a minha mãe, que mora no interior da Bahia, onde cresci e comecei
a fazer balé, me conta de uma vizinha do bairro onde cresci e de onde
saí para estudar profissionalmente em Joinville, com muita ajuda e
esforço de muitos amigos e pessoas que são da mesma vizinhança. Pois
bem, a vizinha lhe perguntou: "Na empresa da sua filha o pessoal dorme
com o diretor?"
Respondo: saia da sua casa e talvez encontre um
supermercado ou uma farmácia na esquina, pouco mais adiante a sua
própria empresa, seu banco... Acredite em mim, em todos esses lugares,
alguém dorme com o gerente ou com diretor e nem por isso eu julgo o
banco, a farmácia e os funcionários desses lugares. O caminho, a
educação, a direção que as pessoas tomam na vida delas – tudo é opção de
cada um.
E ver que isso pode se tornar um rótulo para todo teatro, toda empresa, é triste. Mas posso resumir da seguinte forma:
Coitada
da artista que precisou escrever sobre isso para reaparecer na mídia
depois de demitida. Sinto muito pelo jornalista que precisa usar isso
para receber seu salário no fim do mês. E tiro o chapéu para a minha
mãe, que mora no interior da Bahia, escutou tudo isso, morre de orgulho
de mim e, o que mais me impressionou, ela nunca me fez nenhuma pergunta
sobre prostituição no Teatro Bolshoi.
Me contou com tom irônico o
comentário da vizinha, que nessa história toda sai como a mais inocente e
culpada. Aquela que é influenciada pela mídia – o que hoje, nesse
comentário sem importância, amanhã custe talvez a decisão de um voto,
uma presidência do país... Na inocência dela, influenciada pelo que
escutou.
Com meus oito anos de Rússia, no Teatro Bolshoi, tenho
orgulho de dizer que aprendi a ter a minha personalidade, carrego nas
costas minha dignidade e a certeza de que as noites que passo em claro,
sem dormir, são muitas, mas não são por motivos dos quais a minha mãe se
envergonharia.
Pelo contrário, passo noites em claro escrevendo textos
como este, noites em claro por excesso de dor no corpo e muito trabalho,
preocupação e ensaios, resultados do meu esforço e das minhas escolhas.
Porque eu desde os 14 anos escolho o caminho mais difícil da vida, e
isso me dá segurança, independência e um aprendizado que com certeza nem
a vizinha nem o jornalista tenham.
Desejo às “vizinhas" ,
influenciadas pelo que escutam, e aos jornalistas, responsáveis pelo que
foi publicado: uma Páscoa tão boa e com muita paz quanto a minha Páscoa
e da minha mãe, de coração tranquilo e com o orgulho das pessoas que
somos e nos tornamos.
Muitas bailarinas dignas hoje pagam o preço pela ambição de algum jornalista e a inocência de algum leitor.
Algum suspeito pode estar pagando na cadeia pela ambição de algum advogado e a inocência de alguém que o recriminou.
Você,
que pode ser uma pessoa comum, pode estar pagando pela ambição de
alguém que o influenciou e pela inocência daquele que apenas acreditou
numa história.
Assim como no teatro de bonecas. Bonecas de madeira
que estão em cima do palco, onde a marionete é a estrela influenciada
pela mão do diretor. A boneca exposta no palco recebe aplausos ou vaias,
da plateia que naquela história acreditou.