domingo, 23 de junho de 2013

O golpe no Brasil já tem roteiro.


Crédito : Reprodução Facebook
O movimento conservador e “antipartidário” que se infiltrou nas manifestações de rua nos últimos dias já defende abertamente um golpe de estado, conforme este Portal apontou mais cedo, e começa a pedir o afastamento da presidenta Dilma Rousseff e a clamar pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa, como o “salvador da pátria”. Nas redes sociais, já há até mesmo um “roteiro” para o golpe, conforme conta reportagem da Rede Brasil Atual. 

Leia abaixo na íntegra. 

Movimento ‘antipolítica’ antecipa o roteiro do golpe nas redes sociais

Da Rede Brasil Atual – Com a apropriação da onda de manifestações em várias cidades brasileiras por pautas conservadoras, as redes sociais ligadas a esses grupos já começam a traçar uma espécie de "roteiro do golpe". 

De um lado, defendem o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, de "todos os políticos" e de "todos os partidos". De outro, clamam para que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, assuma o comando do país para que as forças armadas ajam “em defesa da população que se manifesta nas ruas”.

Embora sejam difusamente compartilhadas, as campanhas atingem um número relevante de pessoas. Uma delas, com a foto de Barbosa pedindo que assuma a presidência do país, já passa de 270 mil compartilhamentos.

Outra, no site Avaaz.org, pede o impeachment de Dilma e tem 315 mil assinaturas. Junto a elas, comentários pedindo o fim dos partidos, ação das forças armadas, separação de São Paulo do restante do país etc.

Em outra ação, os grupos de direita criaram um evento no Facebook convocando greve geral para 1º de julho. Na pauta de reivindicações estão o “fim da roubalheira", a "auditoria no caixa do governo" e a "punição para os corruptos”, entre outros nove temas. O ato contava 390 mil confirmações até as 13h de hoje.

Um vídeo da organização Anonymous, publicado na terça (18), chegou à marca de 1,4 milhão de compartilhamentos. O filme divulga “as cinco causas diretas, sem cunho religioso ou ideológico, sem bandeiras partidárias ou subjetividades”. As ideias propostas como de “cunho moral” e “unanimemente aceitas” são:

- Não à PEC 37; 

- saída de Renan Calheiros da presidência do Congresso Nacional — ele é presidente do Senado;

- investigação e punição das irregularidades na organização da Copa do Mundo;

-  lei que torne a corrupção crime hediondo; e 

- fim do foro privilegiado.

Na noite de ontem (20), o site do jornal Brasil de Fato denunciava a realização de uma pesquisa pelo Instituto Datafolha, que perguntava às pessoas qual afirmação ela se identificava mais: "a democracia é sempre melhor que qualquer forma de governo"; "em certas circunstâncias, é melhor uma ditadura do que um regime democrático"; ou "tanto faz se o governo é uma democracia ou uma ditadura".

Todas essas iniciativas incendeiam ainda mais o cenário de temeridade formado pela tomada do movimento que ganhou as ruas nos últimos dias pelas pautas identificadas com a direita política. 
O Movimento Passe Livre declarou na manhã de hoje que não convocará mais protestos, pois alcançou a vitória almejada, e criticou a violência contra organizações políticas ocorridas na manifestação de ontem (20) na avenida Paulista.

A chance de se implantar a democracia digital.

 
Coluna Econômica

Esgotada a fase das passeatas e manifestações públicas, com algumas recaídas aqui e ali, o país entrará na fase do pós-manifestações.

Então, haverá desafio para estadista nenhum botar defeito. Quem entender os novos tempos, se consagrará; quem não entender, estará fora do jogo.

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Qualquer estratégia política não pode ignorar as características dos novos tempos:

1 - O campo político, doravante, é o online, as redes sociais. São as novas ágoras, as praças púbicas das democracias gregas. Não dá para fugir da arena.
 
2 - As decisões políticas de gabinete estão definitivamente superadas. O país já avançou com a Lei de Transparência, que expõe alguns dados a posteriori. Terá que começar a trabalhar com formas de democracia direta.
 
3 - O cidadão entrou, finalmente, no centro das políticas públicas. Na segunda-feira, por exemplo, no embalo das manifestações, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) anunciará uma comissão de juristas para trabalhar a Lei de Proteção aos Direitos do Usuário de Serviços Públicos. É típica reação civilizatória contra um dos pontos centrais de abuso, a ausência de Estado na regulação dos serviços públicos.
 
4 - O atual arcabouço político-partidário envelheceu irreversivelmente. Não haverá como fugir ao tema central da reforma política, definindo formas que eliminem, de vez, os financiamentos privados de campanha.

5 - É hora de se repensar a questão da militarização da Polícia Militar.


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A presidente da República Dilma Rousseff tem a faca e o queijo na mão. Se tiver discernimento, as manifestações poderão se constituir no empurrão definitivo para lançar o país em uma nova etapa da democracia.

Há um roteiro à vista, a ser protagonizado por Dilma.

O primeiro passo é radicalizar uma iniciativa sua, a Lei da Transparência – que obriga todos os órgãos públicos a disponibilizarem dados na Internet. Já existem experiências no Brasil e no mundo, sobre o uso inteligente das redes sociais para fiscalização de obras e serviços públicos.

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Tome-se o caso dos transportes urbanos em São Paulo. Embora atropelado pelos fatos, o prefeito Fernando Haddad é um dos políticos com cabeça mais aberta para participação popular.

Ora, aproveite o impulso dado pelo Movimento Passe Livre e exponha todos os dados das empresas de transporte à fiscalização das redes sociais. Coloque os GPs dos ônibus, as rotas seguidas, o número de passageiros de cada trajeto, os dados do trajeto, as planilhas de custos e peça a parceria da rapaziada, ensinando como analisar os dados e como disciplinar as empresas.

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Já existem ferramentas tecnológicas para monitoramento de obras públicas, para análises de contratos, para montar fóruns de discussão, para captar os sentimentos nas redes sociais. 

Através de um sistema de redes, o governo não ficará prisioneiro de indicadores que, muitas vezes, servem de biombo para esconder funcionários relapsos.

Sem rompantes, Dilma abriu os dados públicos com a Lei de Transparência. É hora de avançar e expor os sistemas de decisão aos olhos das redes sociais.

A crise, se bem interpretada, poderá permitir ao Brasil montar o primeiro movimento sério de cidadania digital.

sábado, 22 de junho de 2013

(Espionagem) Todos sob controle.

O novo herói da transparência democrática se chama Edward Snowden, tem 29 anos, e nasceu em Maryland, vizinho do Fort Meade, sede da poderosa NSA (sigla em inglês para designar a Agência de Segurança Nacional dos EUA). 

Ele nunca completou o ensino médio e foi dispensado do serviço militar, em 2003, devido a um ferimento. Como demonstrava grande talento para a informática, a CIA o recrutou.

Agora ele se encontra refugiado em Hong Kong por denunciar, com provas, que o governo dos EUA, através da NSA, controla a vida privada de milhões de cidadãos. 

Os jornais The Guardian, britânico, eWashington Post, estadunidense, publicaram os documentos sobre o projeto Prisma, vazados por Snowden em maio deste ano. Ele trabalhava para empresas contratadas pela NSA, como a Dell e, nos últimos meses, para a Booz Allen Hamilton.

Os documentos comprovam que a NSA tornou-se o verdadeiro Big Brother, descrito no célebre romance 1984, de George Orwell. Ela pode entrar em seu e-mail, gravar todos os seus telefonemas, apropriar-se de todos os dados de seu cartão de crédito, como já vem monitorando a vida privada de quase 5 milhões de cidadãos. Segundo Snowden, basta conhecer o e-mail de uma pessoa para se ter acesso a todo conteúdo do computador dela.

Com a invenção do Facebook já não é preciso recrutar espiões. Muitos usuários descrevem ali sua rotina diária, preferências e até intimidades amorosas. Mark Zuckerberg, seu inventor, admite que "utilizamos as informações (divulgadas pelos internautas) para prevenir atividades potencialmente ilegais." Todo adepto do Facebook, ao clicar seu acordo às normas, aceita que todos os seus dados sejam "transferidos e estocados nos EUA".

"Não quero viver num mundo em que tudo que faço e digo fica registrado", justificou-se Snowden. Acrescentou que agiu assim porque "progressivamente tomei consciência de que os presidentes podem mentir para se manter no poder e ignorar suas promessas públicas sem consequências".

O governo Obama não sabe onde enfiar a cara. Os documentos comprovam que a NSA burla inúmeras leis dos EUA, além de ser protegida por "leis secretas", recurso que, ao arrepio dos princípios do Direito, é adotado pelas ditaduras. A esperança de Snowden é que a Justiça de seu país venha a contestar a vigilância eletrônica praticada em larga escala pela NSA.

Edward Snowden ingressa, agora, na seleta lista doswhistleblowers (acionadores de alertas). Um dos mais famosos deles é Daniel Ellsberg, funcionário do Departamento de Estado que, em 1971, vazou os papéis do Pentágono denunciando o verdadeiro caráter da guerra do Vietnam. Na época, ele trabalhava para a Rand Corporation, um instituto de pesquisa estreitamente vinculado aos serviços secretos estadunidenses.

Ellsberg fez vazar 43 volumes ultra confidenciais, com 7 mil páginas, provando que, de Eisenhower a Nixon, todos os presidentes mentiram sobre o envolvimento dos EUA no Vietnam. Isso fez mudar a opinião pública que, a partir de então, passou a exigir o fim da guerra, que terminou com a derrota de Tio Sam.

Nixon ficou tão furioso que, após ofender a progenitora do denunciante, mandou invadir o consultório do psiquiatra dele, em busca de informações que pudessem desacreditá-lo, e tentou colocar LSD em sua sopa. O processo se encerrou em 1973, quando a defesa de Ellsberg comprovou que houve escutas ilegais e "provas" fabricadas. Hoje, aos 82 anos, ele defende os jovens acionadores de alertas.

Outro é Bradley Manning, analista militar no Iraque que, aos 22 anos, repassou ao WikiLeaks de Julian Assange 700 mil documentos.

Como Snowden e Manning, funcionários subalternos, puderam ter acesso a documentos ultrassecretos? A resposta, segundo analistas, é o pânico que tomou conta dos EUA após a queda das Torres Gêmeas, em 2001. A pressa em recrutar agentes para os serviços de espionagem impede uma seleção mais criteriosa.

"Uma de nossas obrigações é garantir que os EUA permaneçam seguros", declarou a senadora democrata Dianne Feinstein após a denúncia de Snowden. Obama não foi menos enfático: "É preciso admitir que não se pode ter 100% de segurança e, ao mesmo tempo, 100% de privacidade e nenhum inconveniente".

Eis a consagração do Estado Policial, capaz de controlar todos os seus cidadãos. O medo do terrorismo doméstico faz com que, hoje, 56% dos estadunidenses apoiem a vigilância telefônica e eletrônica da população.

Temos, então, um arremedo de democracia. Uma democracia sem liberdade e privacidade. Comprovar que democracia e liberdade individual não são compatíveis é, sem dúvida, uma vitória de Osama Bin Laden.

Alô PT o Exemplo vem de Minas. Prefeito de Poços da Caldas,que é petista enfrenta a massa e é ovacionado


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Prefeito de Poços de Caldas, uma das cidades mais ricas de Minas Gerais, deixou seu amplo gabinete de trabalho, desceu as escadarias do Paço Municipal e foi ao encontro de uma multidão calculada em cerca de 10 mil jovens.

22 de Junho de 2013 às 17:09

Minas247 - O prefeito de Poços de Caldas, uma das cidades mais ricas de Minas Gerais, deixou seu amplo gabinete de trabalho, desceu as escadarias do Paço Municipal e foi ao encontro de uma multidão calculada em cerca de 10 mil jovens. A inusitada cena se deu no fim da tarde de sexta-feira, no município com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de Minas e uma das mais ricas do Brasil, sede de grandes empresas como a Alcoa, Danone, Mitsui, Nuclebrás, Mineração Curimbaba e uma população de quase 180 mil pessoas.

Os manifestantes protestavam contra o preço da passagem do ônibus urbano e o monopólio de uma empresa de transporte coletivo. O protesto, convocado por jovens através das redes sociais, obteve a adesão de outros setores da comunidade e transcorreu com relativa tranquilidade. Supostos provocadores infiltrados, logo identificados pelos organizadores, tentaram incitar a violência e praticar atos de vandalismo como o incêndio de um ônibus, foram prontamente detidos pela Polícia Militar.

O inusitado exemplo, único caso no Brasil, veio de um negro, eleito pelo PT. O dentista e professor Eloísio Lourenço, 45 anos de idade, casado com uma advogada, dois filhos adolescentes, é católico praticante mas tem como vice o empresário Nizar El-Khatib, muçulmano e amigo pessoal ex-presidente Lula.

Eloísio Lourenço venceu em todas as urnas de Poços de Caldas, cidade tradicionalmente conservadora, derrotando outros dois fortes candidatos, o ex-prefeito e deputado federal Geraldo Thadeu (PSD) e o então prefeito Paulinho Courominas, do PPS. Seu governo tem inédita aprovação e o secretariado mereceu elogios até da oposição pela qualidade dos escolhidos e perfil técnico..

Recebido sem hostilidade por uma multidão que o ouviu em rigoroso silêncio. O prefeito petista falou por alguns minutos explicando a situação do transporte coletivo, condenando o monopólio e declarando que também era contra a situação do transporte coletivo e o seu preço caro, mas que iria fazer tudo dentro da lei, além de convidar os jovens à participarem de uma comissão que discutirá o assunto. 

Pediu paz, desejou sucesso e declarou que apoiava a luta do Movimento Passe Livre. Terminou recordando que "todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido" Foi ovacionado pelos jovens. O prefeito petista, negro e bom gestor, é um exemplo a todos os outros governantes que não tiveram sua impressionante coragem e espírito público nos episódios que o Brasil está vivendo.

Mídia internacional destaca protestos no Brasil e pronunciamento da presidenta Dilma.

Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil.

Brasília – O pronunciamento feito na noite de ontem (21) pela presidenta Dilma Rousseff e as manifestações nas ruas do Brasil foram citados hoje (22), com destaque, por alguns dos principais veículos de comunicação do mundo. Entre eles, os britânicos BBC e The Guardian; os norte-americanos New York Times e Washington Post; e o jornal espanhol El País.

De acordo com a BBC, é cedo para avaliar os impactos da recente onda de protestos na economia brasileira e nos investimentos no país. Analistas ouvidos pela mídia pública inglesa apresentam posições diferentes sobre o fenômeno que ocorre no Brasil. 

Um grupo considera haver risco de os eventos gerarem incertezas e prejudicarem os investimentos estrangeiros no país. Outro grupo acredita que a presidenta Dilma não corre risco político nem econômico sério, e que poucos deverão ser os efeitos nos negócios.

O The Guardian informa que a presidenta Dilma ouviu o chamado da população por mudanças e, em cadeia nacional, anunciou planos para as áreas de transporte, educação e saúde.

A tomada das ruas por manifestantes contrários a líderes políticos de todos os partidos, corrupção e a baixa qualidade dos serviços públicos foram citadas pelo jornal The New York Times. De acordo com a matéria, a presidenta brasileira apresentou “medidas para resolver algumas das queixas” apresentadas pelos manifestantes.

O jornal norte-americano chama a atenção para algo que, há pouco tempo, era impensável para o país: boicotar a Copa do Mundo. “Em um sinal do quanto o país está virado de cabeça para baixo, até mesmo alguns dos heróis do futebol reverenciados do país tornaram-se alvos de raiva, por terem se distanciado da revolta popular”, diz a matéria ao se referir a Pelé e Ronaldo Fenômeno.

Outro jornal dos Estados Unidos, o Washington Post, publicou em seu site alguns vídeos apresentando depoimentos de pessoas contrárias à realização da Copa no Brasil. O jornal diz que Dilma rompeu o silêncio, após mais de uma semana de protestos, com uma mensagem pré-gravada.

O periódico espanhol El País informa que Dilma Rousseff usou cadeia nacional de rádio e televisão para prometer “uma grande quantidade de serviços públicos”, em especial nas áreas de mobilidade, saúde e educação, e que convocará governadores e prefeitos das principais cidades para tratar das melhorias. 

A matéria diz que ela pretende destinar todo o dinheiro o pré-sal para a educação, e que deseja dialogar com líderes de movimentos pacíficos, representantes de organizações de juventude dos sindicatos e associações populares.

Edição: Beto Coura
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Link desta matéria: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-06-22/midia-internacional-destaca-protestos-no-brasil-e-pronunciamento-da-presidenta-dilma 

UFMA promove nos dias 25 a 29 de junho de 2013. A I Jornada Internacional de Ciências Sociais e a II Reunião da Rede Brasil Estados Unidos.




Tendo o Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais e o Departamento de Sociologia e Antropologia como promotores, a I JICS/II Workshop Brazil-U.S.Network são organizados pelo Grupo de Estudos Rurais, GERUR, tendo como tema geral: “Ambiente, Sociedade e Governança”.

O evento, que congrega as duas reuniões, consolida os esforços do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFMA no sentido da ampliação e internacionalização de agendas de pesquisas relacionadas às concepções e usos do ambiente, tendo em vista a diversidade de questões que perpassam esses estudos (relações de poder, sistemas de conhecimento e de construção da natureza, articulação de diferentes escalas territoriais, estudo de conflitos socioambientais, ambientalização de movimentos sociais, dentre outras).

Busca-se, assim, reunir pesquisadores vinculados a instituições de ensino e pesquisa brasileiras e estrangeiras para discutir agendas de pesquisa associadas à governança ambiental nos seus mais variados aspectos.

Uma das questões que tem sido levantadas em pesquisas de docentes das universidades que promovem/participam do evento é que muitos grupos sociais, apesar de manejarem ricos ecossistemas, não apenas sofrem as consequências da falta de ações de desenvolvimento econômico e político que levem em consideração o seu modo de vida, como enfrentam a destruição/degradação dos recursos básicos que manejam por outros agentes sociais movidos por lógicas outras de relação com o ambiente.

Esses grupos, recobertos por variadas referências identitárias (indígenas, quilombolas, pescadores, ribeirinhos, quebradeiras de coco, populações tradicionais e outras), assim como segmentos vulneráveis de populações urbanas, enfrentam interesses de empresas nacionais e internacionais cujas ações se contrapõem ao desenvolvimento sustentável e à conservação ambiental, enquanto o Estado, em inúmeras situações, parece ter perdido a capacidade de monitoramento e controle sobre a movimentação desses variados agentes econômicos.

O empenho na viabilização de espaços de reflexão e debate sobre a temática também se deve à percepção dos desafios associados às significativas transformações sociais observadas tanto no Brasil como no mundo, gerando provocações igualmente significativas ao esforço intelectual de compreensão sociológica dessas realidades e das possibilidades abertas ao campo das Ciências Sociais. 

São desafios que apontam para a necessidade de aprofundamento de pesquisas empíricas, de diálogo com pesquisadores de outros países, de modo a comparar realidades distintas e a refinar esquemas interpretativos que possam dar conta de toda a complexidade que envolve tais transformações sociais, econômicas e ambientais.

Sendo assim, o principal objetivo da I Jornada Internacional de Ciências Sociais e da II Reunião da Rede Brasil Estados Unidos é propiciar espaço de aprofundamento dessas reflexões a especialistas nacionais e internacionais junto a um público amplo e qualificado.

A I Jornada Internacional de Ciências Sociais terá como público principal: 

a) pesquisadores, professores, alunos vinculados a cursos de graduação, estudantes de programas de pós-graduação da UFMA, do IFMA, da UEMA, de campi da UFMA no continente, assim como de outras instituições brasileiras e estrangeiras de ensino superior ; 

b) profissionais atuantes em institutos de pesquisa, órgãos públicos ou empresas privadas; 

c) integrantes de órgãos de classe, movimentos sociais e organizações não-governamentais.

A Rede Brazil U.S. em ambiente, sociedade e governança, por sua vez, reunirá professores e pesquisadores de várias áreas disciplinares e de distintas universidades brasileiras e dos Estados Unidos, dando continuidade às discussões iniciadas em Boulder, na Universidade do Colorado, em 2012.


Coordenação Geral:
Prof. Dr. Benedito Souza Filho – PPGCSoc/UFMA
Profa. Dra. Maristela de Paula Andrade – PPGCSoc/UFMA

Mais informações: www.jicsufma.com

Brasil recebe da BAE Systems o navio ‘Araguari’ o mais novo Navio de Patrulha Oceânico da nossa Marinha de Guerra.

UK WELCOMES 250TH BRAZILIAN NAVY SAILOR FOR MAIDEN SEA TRIALS

O Araguari, o terceiro dos três navios de patrulha oceânicos construídos pela BAE Systems, será entregue oficialmente hoje à Marinha do Brasil, em uma cerimônia na Base Naval de Portsmouth.

De acordo com Mick Ord, diretor executivo da unidade de Navios de Marinha da BAE Systems Maritime: “Temos um grande orgulho em entregar o Araguari.  

Trata-se de um navio de grande capacidade e, com os demais de sua classe, constituirá um importante ativo da Marinha do Brasil. 

Com ele escrevemos mais um importante capítulo na história das relações entre a BAE Systems e a Marinha do Rrasil e aguardamos, com otimismo, a oportunidade de dar continuidade à nossa parceria nos próximos anos”.

O Vice-Almirante Francisco Deiana, Diretor de Engenharia Naval da Marinha do Brasil tem uma visão semelhante. “Os três navios da classe Amazonas são uma importante contribuição à nossa capacidade de prover segurança e proteção às nossas águas jurisdicionais e à concretização dos compromissos que assumimos com a Autoridade Marítima Brasileira. 

O Araguari e seus irmãos são um ativos fundamentais para o patrimônio da Marinha do Brasil, assim como uma clara indicação da ótima relação que temos com a BAE Systems”.

O primeiro de sua classe, o Amazonas, foi entregue à Marinha do Brasil, em junho de 2012.  O segundo navio, o Apa, foi concluído, em novembro do ano passado. 

Durante a preparação dos três navios, Portsmouth recepcionou 250 efetivos brasileiros que receberam um extenso treinamento e preparação para a tomada de posse dos novos navios.

FONTE: Portos e Navios