quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Polícia - Quatro Assaltantes de banco são Presos e Três Morrem em troca de tiro com a Polícia.

A Polícia Militar do Pará reagiu com firmeza e matou nesta madrugada mais três assaltantes de bancos, além de prender outros três. Eles são oriundos de São Paulo, Rio de Janeiro e de outras cidade do Nordeste.

A turma da pesada vinha agindo em cidades do Maranhão, Pará e Ceará. Eles assaltavam a matavam alguns reféns. O principal líder do bando, um paulistano, foi metralhado.

No dia 4 passado deste mês de dezembro, a PM paraense desarticulou uma quadrilha que fazia assaltos as agências bancárias no interior do Maranhão e Pará. 

Três assaltantes foram mortos na cidade do Marabá. Eles teriam feito assaltos em Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, e em Baião, no Pará.


No momento da ação, três homens reagiram e foram mortos em troca de tiro com a polícia. Com os assaltantes, foram apreendidas várias armas.



Abaixo as imagens dos assaltantes de banco que foram mortos:


bandido
bandido 1
bandido 2
bandido 3

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

UFMA – Aumentam as adesões à Greve Estudantil no Campus do Bacanga.



Foto - Chico Barros.
Hoje com a intermediação da Assembleia Legislativa, da Defensoria Pública e de outros Órgãos, criou-se finalmente um Canal de Comunicação entre a Reitoria e movimento estudantil da UFMA, porém foi só o início do dialogo...
 
Foto - Raniere. Josemiro sendo Socorrido.
Não podemos esquecer que já são oito dias de greve de fome do Companheiro Josemiro, que se encontra Hospitalizado há três dias, mas sem comer...

Tivemos um dia vitorioso no Acampamento do Aterro do Bacanga, com a adesão do Curso de Serviço Social, que em Assembléia decidiu paralisar totalmente suas atividades estudantis, em solidariedade a Causa do Josemiro, do Daniel e de todos nós que fazemos o Curso de Ciências Sociais. 

Nosso propósito, lembramos, é ter uma Casa Estudantil no Campus.....
 
Foto - Ranieri: Daniel também passou mal hoje a tarde.
Durante a tarde logo após a Assembléia Estudantil um novo susto, o Companheiro Daniel que se encontra no quarto dia em Greve de Fome, passou mal, e também precisou ser atendido pelo SAMU e posteriormente hospitalizado... Graças a Deus ele não corre perigo de morte...

Com dois Moradores das Casas Estudantis da UFMA, já Hospitalizados, um Terceiro voluntário se acorrentou... O Companheiro se chama Rômulo Ricardo Silva Santos, natural da Cidade de Bacabal, é do Curso de Ciência da Computação
 
Foto - Chico Barros. Terceiro Jovem a se Acorrentar Romulo Ricardo.
Somos muitos, mas inspirados num único propósito, que é ter uma Casa Estudantil no Campus, estamos conscientes que muitos poderão ainda virem a se acorrentar, passarmos fome... outros tantos serem hospitalizados, até quando precisaremos nos violentarmos para conseguirmos sensibilizar o Senhor Magnífico Reitor ?...
 
Foto Ranieri - Somos todos Josemiro.
Seremos muitos... “Josemiro”, “Daniel”, “Rômulo”, outros anônimos, porém todos focados num só propósito, queremos uma Casa Estudantil no Campus.
 
Foto Chico Barros - Foto do Quadro de avisos do CCH.
No final da noite Josemiro mesmo hospitalizado nos repassa uma ótima notícia... O Campus de Bacabal Parou por completo em solidariedade a nossa causa, são novos “Josemiros” aderindo a nossa manifestação pacifica e com um único propósito, termos uma Casa Estudantil no Campus....

Foto Ranieri. Josemiro recebendo visita no Hospital.
Este texto me fez recordar que no mês de dezembro, é a comemoração do natal “mês Natalino” quando devemos elevar nosso espírito a Deus, pensarmos em nos doarmos mais a família e ao próximo, sermos mais humildes e cordiais, ou isto é apenas mais uma falácia natalina? 

Texto de Francisco Barros.

CONTINUE LENDO AQUI:

UFMA – Eu quero uma casa no Campus... Estudantes em greve realizarão Ato Público nesta quinta-feira. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/12/ufma-eu-quero-uma-casa-no-campus.html


 

Marcelo Déda: "por que tanto amor pra tão pouca vida?".

Foto: Brasil 247 - Velório de Marcelo Déda.
O último poema de Marcelo Déda, que, além de político, era também escritor, foi lembrado pela primeira-dama de Sergipe, Eliane Aquino, em discurso emocionado e singelo; ela agradeceu pelas orações e disse que ele continuará vivo como uma estrela no céu e no olhar de cada um dos cinco filhos dele: "O último poema que ele fez, que ele falou para mim, foi que ele ‘não sabia por que tanto amor pra tão pouca vida’. E esse amor vai regar até o último dia da minha vida, te amando, te carregando no meu coração e dizendo para todo mundo quem foi Marcelo Déda. Vai com Deus, meu amor. Te amo, te amo, te amo”.

3 de Dezembro de 2013 às 06:58.

Foto: Brasil 247 - Velório de Marcelo Déda.
Valter Lima, do Sergipe 247 – A esposa do governador Marcelo Déda, a primeira-dama Eliane Aquino, pessoa que esteve diretamente envolvida com todo o processo de tratamento contra o câncer no estômago que se encerrou na madrugada desta segunda-feira (2), em São Paulo, quando ele faleceu, fez o discurso mais marcante do velório, já em Aracaju, na noite desta mesma segunda. 

Revelou, em pouco mais de cinco minutos, os sentimentos e as convicções que deram tônus a luta pela vida – tanto dele quanto dela – e as dificuldades na resistência à doença.

Ao iniciar sua fala, Eliane não escondeu o cansaço – “as pernas estão fracas e o coração, dolorido” –, mas logo partiu para o agradecimento especial “à população sergipana que nunca vacilou” nos momentos em que eles mais precisaram. “Quando pedíamos oração, sempre se formava uma corrente linda e era isso que segurava”, disse.

“Nós passamos um ano lutando, ali, em São Paulo, lutando contra o câncer, tendo muita esperança, muito esperança mesmo, de que a gente voltaria pra cá, ele vivo, curado. Muitas vezes eu questionei a Deus. Muitas vezes, eu falava assim: ‘Porque, meu Deus, com tanta gente ruim na face da terra, o senhor quer tirar Marcelo Déda, que além de ser brilhante como político, é brilhante como pai, marido, e que vivia muito intensamente tudo?’”, relatou.

Para Eliane, Déda era um “meteoro”.  “Nada na vida dele foi mediano. Tudo foi muito intenso. Até o sofrimento foi muito intenso”, afirmou. Segundo ela, “nos últimos dias, ele estava bem calado”, o que a levou a questionar: “o que está passando aí nessa cabeça?”.

E ele respondeu: “o meu funeral. Eu quero que o meu povo me veja”. E ele começou a chorar, segundo o relato da primeira-dama.

“E hoje, na hora que a gente veio, eu só falava pra ele: 'meu amor, aí está o seu povo, aí está o seu povo que você tanto ama, fazendo uma baita de uma homenagem para você'. E eu tenho certeza  que ele viu cada momento”, disse Eliane, sendo muito aplaudida, tanto dentro do Palácio-Museu Olímpio Campo, onde ocorria a missa para familiares e amigos, quanto na praça Fausto Cardoso, onde centenas de pessoas ouviam a cerimônia.

“A minha frase não só para os sergipanos, mas para o Lula, que foi um companheirão, para a Dilma e para o Zé Eduardo, para toda a família, que o tempo inteiro nós estivemos juntos, é de muito obrigada. E eu falo para vocês o seguinte: ‘eu daria qualquer coisa para estar trazendo ele hoje para vocês. Curado. Mas ele é uma estrela. 

E as estrelas brilham em várias partes. E eu falei para o meu filho que quando ele olhasse para o céu e visse a estrela que mais estivesse brilhando, ele vai saber que é o pai dele. E eu vou saber que ele está perto, como ele me disse, quando eu olhar nos olhos de cada filho dele, quando eu olhar nos olhos dos cinco filhos, eu vou saber que ele está ali, eu vou sentir o cheiro dele, eu vou sentir a presença dele, eu vou sentir o amor dele”, afirmou.

E Eliane encerrou, citando uma poesia que Déda fez em sua homenagem: “O último poema que ele fez, que ele falou para mim, foi que ele ‘não sabia por que tanto amor pra tão pouca vida’. E esse amor vai regar até o último dia da minha vida, te amando, te carregando no meu coração e dizendo para todo mundo quem foi Marcelo Déda. Vai com Deus, meu amor. Te amo, te amo, te amo”.

Foto: Brasil 247 - Velório de Marcelo Déda.
O corpo do governador Marcelo Déda chegou a Sergipe por volta das 16h30 (horário local) e foi levado em carro aberto pelo Corpo de Bombeiros, do aeroporto até o Palácio-Museu, no Centro da capital. 

Desde a saída, centenas de pessoas se reuniram nas calçadas por onde o veículo passou para homenageá-lo. “Olê, olê, olê, olá, Déda, Déda” foi o som mais ouvido enquanto ele passava, assim como aplausos. Muitos aplausos.

Na chegada à Praça Fausto Cardoso, onde está localizado o museu, revitalizado no primeiro governo dele, pétalas de flores foram lançadas de um helicóptero. Centenas de pessoas já o aguardavam no local (leia mais aqui). 

A presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Lula (PT), o governador Jacques Wagner (PT/BA) e o prefeito Fernando Haddad (PT/SP) participaram da missa.

O velório foi aberto para visitação pública às 21h30. O horário de visita se estenderá até o meio dia desta terça-feira (3). O corpo de Marcelo Déda será levado à capital baiana, Salvador, onde será cremado.

UFMA - Greve de Fome. Com apoio de Dom Belisário, organismos da Igreja Católica apelam a Natalino para que abra diálogo com estudantes.


Magnífico Reitor

Professor Doutor Natalino Salgado

Universidade Federal do Maranhão – UFMA

N/Cidade



Magnífico Reitor:


A conquista de direitos não se dá sem a luta, principalmente da camada popular.

Vivenciamos, nestes dias, a luta de estudantes da Universidade Federal do Maranhão pelo direito à moradia. É o que tem noticiado a mídia local, em que o estudante do Curso de Ciências Sociais, Josemiro Araújo, num gesto extremo e de graves riscos para a sua saúde e vida, mantém-se acorrentado e em greve de fome, na expectativa de ser recebido por Vossa Magnificência.

Diante do impasse para superar esse grave conflito, a Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz de São Luís, as Pastorais da Juventude e Universitária e, também, o Setor  Juventude da Arquidiocese de São Luís, com o apoio do Excelentíssimo Senhor  Arcebispo Metropolitano de São Luís, Dom José Belisário da Silva, vêm apelar a Vossa Magnificência para que receba os estudantes que pleiteiam o direito à moradia digna,  abrindo o diálogo  que se faz necessário entre essa Reitoria e o corpo discente da UFMA.

Apelamos, inclusive, para o seu espírito humanitário, diante das dificuldades que enfrentam e os esforços que dispendem esses universitários para fazer um Curso Superior na Capital, o que, naturalmente, só pode afetar o seu desempenho,ao longo do curso.

Antecipadamente, manifestamos agradecimentos pela acolhida que dispensar a este expediente e, mais, à sua capacidade de ouvir e encaminhar os pleitos de nossa juventude.



Atenciosamente



Cecília Aparecida Amim Castro

Comissão Justiça e Paz - CJP

Professor Mario Cella

Membro da Pastoral Universitária

Kécio Rabelo

Coordenador do Setor  Juventude da Arquidiocese de São Luís 


Com apoio de Dom Belisário, organismos da Igreja Católica apelam a Natalino para que abra diálogo com estudantes.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Médicos nos rincões dão impulso a Dilma

Ueslei Marcelino/Reuters: Cuban doctor Dania Rosa Alvero Pez examines a young patient at the Health Center in the city of Jiquitaia in the state of Bahia, north-eastern Brazil, November 18, 2013.  They were heckled and called slaves of a communist state when they first landed, but
"Eles foram vaiados e chamados de escravos de um Estado comunista assim que desembarcaram no Brasil, mas nos cantos mais pobres do país a chegada de 5.400 médicos cubanos está sendo saudada como uma benção", diz Anthony Boadle, correspondente da Reuters, que foi a Jiquitaia, na Bahia, e narrou o que viu

2 de Dezembro de 2013 às 20:59.

Maranhão - Washington Oliveira é empossado como Conselheiro do TCE.


Em sessão extraordinária realizada nesta segunda-feira (02), o ex-vice governador do Maranhão, Washington Oliveira, foi empossado como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.
A solenidade aconteceu no plenário do TCE e contou com a participação de representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; além de amigos e familiares de Oliveira, que assumiu a vaga deixada pelo ex-conselheiro Yêdo Flamarion Lobão, que se aposentou compulsoriamente no mês passado.

A sessão extraordinária transcorreu de maneira simples e rápida. A saudação por parte dos membros da Corte de Contas (conselheiros e procuradores do Ministério Público de Contas) foi feita pelo vice-presidente do Tribunal, conselheiro Jorge Pavão.

Washington Luiz durante juramento à Constituição.
“O conselheiro Washington, como homem público, tem bons serviços prestados à sociedade maranhense. E agora, nesta nova missão, tenho certeza que desenvolverá um bom trabalho, sempre pautado no compromisso com a ética e a transparência”, afirmou Pavão.

O presidente do TCE, conselheiro Edmar Cutrim, também destacou a trajetória de vida de Washington Oliveira que, segundo ele, sempre atuou como servidor público federal exemplar, militante sindical e político responsável, e vice-governador atuante.

“O Tribunal tem função fundamental para a sociedade. É ele quem orienta e fiscaliza a boa aplicação dos recursos públicos. O conselheiro Washington tem uma trajetória de vida pautada no zelo com a coisa pública. Dará, a partir de agora, importante contribuição a esta Corte de Contas”, disse Cutrim.

Em seu discurso, Washington Oliveira agradeceu o apoio da família, amigos e militantes políticos que o acompanham há décadas. Afirmou que como conselheiro do TCE atuará em sintonia com os seus pares, trabalhando para que a sociedade se aproxime, cada vez mais, das atividades do Tribunal. Ele também agradeceu a forma respeitosa e receptiva com a qual foi recebida pelos conselheiros e demais servidores da Corte de Contas.

“A exemplo do que fiz ao longo da minha pública, pautarei meu trabalho aqui, nesta Corte, na transparência e zelo para com relação as contas públicas. Além disso, me esforçarei ao máximo para disseminar o caráter pedagógico que o Tribunal possui. Aproximar os gestores do TCE como forma de orientá-los a administrar seguindo a lei e aplicando bem os recursos”, garantiu Oliveira.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Os hackers utilizados pelo FBI na guerra secreta contra o Brasil

Entenda como o FBI usou hackers em sua guerra secreta contra o Brasil. Até a agência de espionagem canadense coletava informações sobre o Ministério das Minas e Energia do Brasil.

Primeiro,  a notícia que fez manchetes em todo o mundo na sexta-feira, 15 de novembro. Jeremy Hammond, membro do grupo de hackers LulzSec, foi condenado a 10 anos de prisão em Nova Iorque por uma juíza americana, por ter acessado ilegalmente os servidores da empresa de inteligência privada Strategic Forecasting (Stratfor), em dezembro de 2011. Nessa operação, ele alegadamente roubou milhões de e-mails, milhares de números de cartões de crédito, e destruiu as informações da empresa no processo.

A mídia norte-americana noticiou em detalhes a condenação de Hammond. Mas o que foi ignorado pela mídia foi a declaração de Hammond no Tribunal de Manhattan de que ele seguia as “instruções de um informante do FBI [Federal Bureau of Investigation] para invadir os websites oficiais de vários governos em todo o mundo”.

Jeremy Hammond hacker fbi
Jeremy Hammond (reprodução)
Em uma revelação chocante, Hammond disse ao tribunal que um colega hacker, conhecido como “Sabu”, deu a ele as listas de websites que eram vulneráveis a ataques, incluindo aqueles de muitos países estrangeiros. Em sua declaração, Hammond mencionou especificamente o Brasil, o Irã e a Turquia antes de a juíza Loretta Preska determinar que ele parasse de falar. A juíza havia avisado que nomes dos países envolvidos deveriam ser removidos para ficar em segredo.

“Eu invadi vários sites e entreguei várias senhas que permitiram Sabu – e por extensão seus contatos do FBI – controlar esses alvos”, disse Hammond ao tribunal. Sabu era um dos líderes do grupo de hackers LulzSec, afiliado ao grupo Anonymous, mas acabou sendo captado pelo FBI para ser um dos seus mais importantes informantes do mundo hacker depois de sua prisão em 2011.
 
Hammon fez uma grande revelação no Tribunal. Ele disse ao mundo que foi usado pelo FBI – através de Sabu – como parte de uma espécie de exército privado que atacou websites vulneráveis de governos estrangeiros. “O governo celebra a minha condenação e a minha prisão, com a esperança de que isso vá encerrar o caso. 

Eu assumi a responsabilidade sobre as minha ações, e aceitei que sou culpado, mas quando o governo vai responder por seus crimes?”, questionou Hammond no tribunal, antes de a juíza determinar que se calasse.

A juíza americana não queria que os nomes dos países-alvos da operação de hackers fossem revelados no tribunal. Mas Jacob Appelbaum, um conhecido pesquisador de segurança cibernética que vive em Berlin, divulgou a lista de websites-alvos e da informação disponibilizada no servidor do FBI por Sabu. “Essas intrusões ocorreram em janeiro e fevereiro de 2012 e afetaram mais de dois mil domínios, incluindo numerosos websites de governos estrangeiros no Brasil, na Turquia, na Síria, em Porto Rico, na Colômbia, na Nigéria, no Irã, na Eslovênia, na Grécia, no Paquistão, e outros…”, diz a declaração de Hammond,  segundo Appelbaum em uma série de tuítes na sexta-feira, 15 de novembro.

Isso significa que o FBI tinha como alvo todos esses países, incluindo o Brasil, através de um grupo de hackers. É interessante notar que o FBI prendeu Sabu em 7 de Junho de 2011, e no dia seguinte, o hacker concordou em tornar-se informante da agência americana. Duas semanas depois, houve um maciço ataque a websites governamentais brasileiros.

Em uma notícia de Mathew Lynley no VentureBeat, um website tecnológico, em 22 de Junho de 2011, há a informação de que um integrante brasileiro do grupo de hackers LulzSec invadiu vários websites governamentais brasileiros como parte de uma campanha maciça de ataque de hackers liderada pelo LulzSec. 

A notícia, intitulada “LulzSec recruta hackers brasileiros e invade dois websites do governo”, diz que tanto o portal da Presidência da República do Brasil quanto o Portal Brasil, do governo, estavam fora do ar quando a VentureBeat tentou acessá-los. “Ambos os websites foram atacados pelo LulzSecBrazil, um sub-grupo do grupo de hackers que fez manchetes recentemente por vários ataques a alvos importantes”, diz a notícia.

Com Sabu dentro de uma prisão americana e trabalhando para o FBI como informante e usando hackers como Hammond para atacar websites de governos estrangeiros, fica claro que invadir websites do governo brasileiro era uma missão da agência americana.

Isso não é uma surpresa, após as revelações recentes sobre a Agência Nacional de Segurança (NSA)  mostrarem que os americanos transformaram em alvo a comunicação pessoal da presidente Dilma Roussef. Mais chocante foi a revelação de que a agência de espionagem canadense coletava informações sobre o Ministério das Minas e Energia do Brasil.  Antes havia sido noticiado – graças aos documentos revelados por Edward Snowden  – que os americanos espionaram a Petrobrás também.

Tudo isso  – as notícias sobre as espionagens da NSA e as revelações de Hammond no Tribunal – revela um cenário perigoso: já há uma guerra cibernética acontecendo no mundo. A guerra foi deslanchada pelos EUA e seus parceiros mais próximos com dois objetivos: o primeiro é roubar o máximo possível de informações sobre governos, cidadãos e empresas de outros países; e segundo, atacar websites de redes de outros governos. Enquanto o primeiro objetivo é conquistado sob a fachada de “luta contra o terror”, o FBI atira usando como apoio os ombros dos grupos de hackers para obter o segundo objetivo.

A Guerra cibernética não declarada é a última – e mais potente – arma da geopolítica nesses dias. Como as revelações de Edward Snowden mostraram, países de língua inglesa – EUA, Grã-Bretanha, Canadá, Austrália e Nova Zelândia – participaram conjuntamente de um grupo de espionagem, uma rede chamada “Cinco Olhos”. Seus maiores alvos eram países emergentes, como Brasil, Índia, Turquia e México, ou aquelas nações que seguem uma política externa independente.

O principal objetivo de toda essa espionagem feita em nome da “luta contra o terrorismo” é o desejo dos países “Cinco Olhos” de manter o seu controle e domínio sobre os recursos minerais e energéticos para continuar com as rédeas da economia global. Isso explica o fato de os EUA terem dividido a missão de inteligência sobre a América do Sul com os outros países “Cinco Olhos”.

Não é nenhum segredo que as empresas de petróleo britânicas e americanas planejam lucrar bilhões de dólares em seus campos de petróleo em torno das Ilhas Malvinas. O Brasil apóia a reivindicação argentina sobre essas ilhas, desenvolvendo sua própria tecnologia nas plataformas de petróleo no mar. Os “Cinco Olhos” querem saber tudo sobre a cooperação entre os dois países sul-americanos. Foi por essa razão que o Canadá – que encara o Brasil como uma ameaça nos campos de mineração – espionou o Ministério das Minas e Energia brasileiro.

O mesmo padrão de invasão cibernética, roubo e espionagem, foi repetido pelos “Cinco Olhos” em todo o mundo – da Índia ao Irã, passando pela Venezuela e China. Tudo isso com o objetivo de assegurar seus interesses financeiros. Mas os ataques do FBI a websites de vários governos são uma completa violação à sua soberania. Os americanos gostam de culpar os chineses por hackear redes de outros países, mas agora – graças a Hammond – sabe-se que o FBI dirige uma guerra secreta e suja contra outros países, especialmente aqueles que ousam seguir uma política externa e econômica independente.

Nenhum país pode parar esse ataque combinado da NSA, CIA e FBI e seus parceiros “Cinco Olhos”. Mas um esforço conjunto dos países emergentes pode pelo menos expor esse novo estilo de guerra suja.

Por Shobhan Saxena, correspondente do jornal indiano The Hindu na América do Sul