segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Polícia Federal e Ibama prendem maior desmatador da Amazônia. Apenas o núcleo familiar do grileiro responde por quase R$ 47 milhões em multas junto ao Ibama.

Foto - Grileiro Ezequiel Antônio Castanha, preso pela Polícia Federal.

O Ibama e a Polícia Federal Ambiental do Pará prenderam no último sábado o grileiro Ezequiel Antônio Castanha, considerado o maior desmatador da Amazônia, segundo informou nesta segunda-feira a organização ambiental.
Castanha é acusado de dirigir uma quadrilha que se dedicava a apoderar-se ilegalmente de terras de titularidade pública na Amazônia para depois desmatá-las e vendê-las como pasto a um preço elevado.
A quadrilha operava nas proximidades da BR-163, no Pará, e segundo cálculos do Ministério Público estadual, era responsável por 20% do desmatamento ocorrido na Amazônia brasileira nos últimos dois anos.
A detenção de Castanha fez parte de uma operação contra desmatadores realizada em agosto do ano passado, na qual o líder da quadrilha não tinha sido detido.
Apenas o núcleo familiar do grileiro responde por quase R$ 47 milhões em multas junto ao Ibama, sem contar com os autos de infração em nome dos demais membros da quadrilha.


O maior desmatador da Amazônia será julgado pela Justiça Federal e poderá receber pena de mais de 46 anos de prisão pelos crimes de desmatamento ilegal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos, entre outros.
O diretor de proteção ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, afirmou que a detenção de Castanha e o desmantelamento da quadrilha "contribuem significativamente para o controle do desmatamento na região", segundo um comunicado da organização ambiental.


Em entrevista ao blog do Robert Lobato, deputado Zé Carlos admite disputar a Prefeitura de São Luis

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Dep. Zé Carlos.
Dep. Zé Carlos.

Blog do Robert Lobato segue entrevistando alguns dos nossos representantes na Câmara dos Deputados. E o entrevistado de hoje é deputado federal Zé Carlos (PT).
Eleito com mais de 90 mil votos, o parlamentar petista falou sobre as perspectivas para o primeiro ano de mandato, destaca as pautas do PT no parlamento, em especial a reforma política, criticou a organização do PT/MA, considerada “débil” pelo deputado, e admitiu a possibilidade de disputar a Prefeitura de São Luis em 2016 como formar de garantir que o PT dispute a “hegemonia social”.
Ex-superintende estadual da Caixa Econômica no Maranhão, Zé Carlos elegeu-se deputado estadual em 2010 e fez um bom mandato na Assembleia Legislativa, o que pavimentou o seu caminho para a Câmara Federal em 2104. Agora o parlamentar do PT pode dar voos mais altos na política maranhense.
Fiquem a com a íntegra da entrevista com o deputado federal Zé Carlos:
“Não é correto colocar o lava jato só na direção do PT, se tem erro aqui, a gente assume e pune, aliás, tem sido assim contra os petistas, até para os que não se comprovou irregularidades. Mas também tem desvios de conduta do lado de lá, e não são poucos, é deles toda essa tecnologia de corrupção”.
Como está sendo a experiência de Deputado Federal após a estreia na política como deputado federal?
A política em si é um desafio inusitado em minha vida. Há seis anos se você me perguntasse sobre as possibilidades de ingressar na política, na vida partidária, certamente iria te dizer que: Nem em camisa de força. Contudo, o fato de ter gerido a Caixa Econômica durante os oito anos no governo Lula, me identificou com o projeto apontado para o país pelo PT.
Um projeto que aponta da direção da inclusão social, desenvolvimento nacional e inversão das prioridades históricas. Isso me motivou, me fez filiar ao PT, me fez candidato, e me fez Deputado Estadual eleito em 2010.
A passagem pela Assembleia Legislativa do Estado, além de motivo de orgulho, como cidadão maranhense que sou, me deu as condições de estar hoje na Câmara Federal apto e preparado para este novo desafio. Estou muito motivado para fazer aqui, o que conseguimos executar na Assembleia sob as mesmas premissas: mandato lincado aos movimentos sociais e populares; na construção e defesa do projeto petista, para dentro e para fora do partido; mandato combativo, quando for preciso; e propositivo sempre, afinal essa é minha marca, a de gestor. Sou essencialmente um gestor a serviço do parlamento.
Na Câmara o ritmo tem sido intenso, chego às 9h da manhã para as reuniões de bancada do partido. Em seguida reunimos com a base de apoio ao governo, trabalhamos nas comissões. Na parte da tarde, a partir das 14h, plenário, quando se inicia o pequeno e grande expediente. Invariavelmente com uma ou outra alteração, de segunda a quinta, essa é a rotina. Como eu sou fominha, participo de quase tudo. É meu estilo.
Não raro tenho encerrado os trabalhos no Congresso às 23h. Esse tem sido o ritmo, não só meu, mas da Câmara, o que tem me feito ressentir do contato de antes que dedicava à base partidária e social. Para compensar, o nosso gabinete no Maranhão será maior que o de Brasília, pois meu compromisso primeiro é com quem me enviou pra lá: o povo do Maranhão, os movimentos sociais e a base do PT.
Quais serão as principais bandeiras do mandato?
Sem sobra de dúvida as que o PT aponta: A reforma política e a reforma tributária. O PT tem dado grandes contribuições ao país, e não falo aqui das experiências exitosas de governo do Lula e da Presidenta Dilma, falo das mudanças que os petistas de parlamento tem feito pelo Brasil. Mais uma vez estamos sendo chamados pelo povo brasileiro, para apontarmos o caminho. É isso que se espera de nós, e não frustraremos a população. Vamos enfrentar o debate. O país não pode ficar a mercê desse sistema eleitoral que cada dia mais, segue na direção do poder econômico. A minha eleição, por exemplo, é um milagre, fruto do reconhecimento do nosso trabalho na Assembleia e seus resultados, mas acima de tudo, da determinação, tenacidade e lealdade do militante petista. Enfrentei um abuso de poder político e econômico inimaginável. Não dá mais. Precisamos de eleições com financiamento público, sem reeleição, realizadas a cada cinco anos, com uma legislação que valorize o partido e a participação popular.
Não mudo meu foco também. A exemplo do estadual exercido, vou dedicar este mandato ao movimento social: fui votado por companheiros da FETAEMA e do MST, que representam trabalhadores e trabalhadoras rurais; pela ABRAÇO – MA, movimento de rádios comunitárias; pelo movimento Sindical: Policiais, Ecetistas (Correios), Servidores do judiciário (SindJUS), servidores estaduais (Sindicato dos Agentes de Fiscalização Agropecuária) e municipais (Fetran), Sindicato dos Técnicos em Radiologia, Sindicato dos Panificadores e Sindicato dos Taxistas; Por setores do movimento negro (ACONERUQ), pela Cooperativa de Transporte Alternativo e pela Educação no campo: ARCAFAR e UEFAMA. É nesta direção que vou me mover. É na defesa desses interesses. Além disso, serei um Deputado obstinado para criação de leis que endureçam ainda mais no combate à corrupção, a meu ver, a raiz de todos os males deste país. Os mecanismos e leis que contribuam no combate à corrupção será uma obsessão deste Deputado.
Quais as comissões que o senhor integrará na condição de titular e de suplente?
Como Deputado Federal, posso assumir e participar de até quatro comissões, duas delas permanentes e duas especiais. Coerente com tudo que disse antes, considerando os objetivos, metas e compromissos do mandato, me inscrevi nas comissões da reforma política, da agricultura, da lei orgânica de segurança pública e na de desenvolvimento urbano, onde são tratadas as questões relativas a habitação, urbana e rural, e mobilidade urbana, tema para o qual tenho me dedicado e tenho conhecimento de causa, em função de minha experiência como gestor da Caixa Econômica Federal.
Qual a sua expectativa quanto à gestão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha?
Creio que o PT e o governo erraram em não ter feito uma aliança com o PMDB para comandar a casa, ainda que o presidente fosse do PMDB. Fomos para a disputa e perdemos. Mas isso acabou, cabe ao governo e a liderança do partido no Congresso reagrupar a base. Claro que o presidente Eduardo Cunha, eleito como foi, em primeiro turno, tem muita legitimidade, e deve colocar na pauta da Câmara, temas pelos quais o governo, talvez, gostaria de adiar. Mas creio que estas dificuldades serão momentâneas, afinal o PMDB tem responsabilidades com o país e com o governo. Eles são governo, ocupam parte significativa da esplanada dos Ministérios e a Vice-presidência da República. Além do que, acho mesmo que nós temos que dar exemplo quanto a relação de independência entre os poderes. Hoje somos governo, mas amanhã poderemos não ser. O primeiro ano deve difícil, mas depois as coisas se ajeitam.
A oposição é que não desceu do palanque ainda. Se nega a aceitar o resultado da eleição. Contudo, estão no papel deles, nós é que teremos que ter competência para trabalhar o Congresso com a pauta que interessa ao país. Os adversários do PT, na cegueira dos seus interesses, no erro da dose, se comportam como adversários do Brasil. Isso o povo vai perceber, a sociedade, os movimentos sociais, os partidos de esquerda irão reagir, e como disse, a pauta terá que ser a que dialogue com os interesses do povo. Caso contrário, eles, os opositores, é que cairão no isolamento.
Como o senhor avalia essa crise envolvendo casos de corrupção e a tentativa de desestabilizar o governo Dilma?
A meu ver tem três verdades da qual não podemos fugir: uma que interessa aos opositores do governo e a outra que eles fazem questão de esconder, e nesses eles, eu incluo aqui a grande imprensa que adotou de que lado está. Ela está contra o governo, por isso, em muitos momentos, fica de costas para a verdade.
A primeira verdade é que houve erro sim. De gestão e de conduta e o PT não pode compactuar com desvios de quem quer que seja. Mesmo que seja do PT. A segunda verdade é que a presidenta Dilma não é leniente com a corrupção, ao contrário, apura as irregularidades, com os instrumentos democráticos que dispõe o estado brasileiro. Portanto, é um absurdo que ela, que se porta na perspectiva de punir os maus feitos, seja criminalizada.
A terceira verdade é que a corrupção é endêmica, não está presente só nesse governo, mas em qualquer governo. O sistema político e eleitoral foi preparado para a corrupção imperar e a matriz está no financiamento das eleições.
Quanto custa um mandato hoje? Uma fortuna. Quem paga e patrocina os mandatos, quer troco. Vá apurar o período dos que hoje mais nos acusam, não ficará pedra sobre pedra.
O caminho é apurar tudo, mas de maneira honesta. Não é correto colocar o lava jato só na direção do PT, se tem erro aqui, a gente assume e pune, aliás, tem sido assim contra os petistas, até para os que não se comprovou irregularidades. Mas também tem desvios de conduta do lado de lá, e não são poucos, é deles toda essa tecnologia de corrupção, ou alguém já esqueceu onde se originou o mensalão? A origem é lá em Minas, no governo tucano.
A justiça e a PF precisam ser republicanas nesta apuração. Quanto a grande imprensa não tem jeito, essa é problema da sociedade organizada empurra-la na direção da verdade. Ela também tem medo de povo, não é só político não.
Em relação ao Governo do Maranhão, no que o governador Flávio Dino pode contar com o deputado Zé Carlos?
Pra tudo. Tudo que for do interesse do estado, o governador pode contar comigo, já disse isso ao Secretário de Articulação política do Estado, Márcio Jerry, a Secretaria de Turismo do Estado, Delma Andrade, e direi ao governador em agenda oficial que faremos ainda este mês. Nesse momento precisamos apenas chancelar a participação do PT no governo, mas creio que isso está pacificado, pelo menos é o que eu entendo pelo posicionamento dos deputados petistas na assembleia, que simbolizam o posicionamento dos seus grupos. No meu caso, mais de 95% da base petista e não petista que me apoiou, votou em Flávio. Creio que posso ajudar na interlocução com o governo federal e nas articulações que envolvem a bancada. Agora acho que o governador precisa estreitar mais os laços com os parlamentares federais.
Como o senhor avalia a organização do PT no estado?
Nossa organização ainda é débil. A metáfora que costumo utilizar para definir a nossa situação é que somos um gigante, preso a um anão, por um barbante. Precisamos sentar as várias forças e tendências internas e definir qual o projeto do PT no estado.
No PT, o guarda chuva é amplo, cabem todos os projetos, não precisamos ficar nos digladiando internamente. Estamos há cinco anos sob-regime de intervenção do DN, por que temos uma direção que se deixa conduzir assim.
Para que se tenha uma ideia, se prefeitos do PT votassem integralmente nos Deputados Estaduais e Federais petistas, teríamos uma bancada de pelo menos quatro estaduais e dois federais; não se discutiria em nenhuma hipótese coligação para ameaçar os mandatos do PT, como foi o meu caso.
O PT estava na periferia no governo estadual passado, com uma posição rebaixada, e hoje não é sócio do condomínio político do atual governo. Não pode, somos o partido que ocupa a presidência da República, podemos contribuir mais com o estado.
Após 35 anos de nossa fundação, ainda existem cidades do estado que não estamos organizados. Não estou aqui acusando que é problema de uma única gestão, mas do conjunto da obra. Mas não quero ficar olhando para trás. Para trás só devemos olhar para aquilo que nos orgulha, como o Manoel da Conceição, lendário líder camponês que foi um dos fundadores em do PT em 1980. Devemos olhar para frente, planejar o futuro de nossa inserção política no Maranhão. Quantos prefeitos queremos eleger em 2016? Quantos vereadores? Como estão nossos mandatos atuais? Quais mandatários refletem o pensamento e o ideário petista? Quais nossas bandeiras programáticas a serem cumpridas pelo governo do estado? Qual nosso papel na eleição da capital? São questões que o PT precisa responder a luz de um amplo entendimento interno.
O senhor defende a imediata oficialização da participação do PT no governo do estado?
Uma coisa é fato, a candidatura do governador eleito foi a opção da grande maioria dos petistas, portanto, nada mais natural que a participação do PT se imponha, como aliás já está posta, pois alguns petistas assumiram secretarias.
A decisão de participar é do partido, contudo, creio que há algumas premissas que devem ser observadas, premissas que já externei ao Secretario de Articulação Política do governo e presidente do PC do B Marcio Jerry, e não tem nada de extraordinário. Uma delas é que o governo externasse o interesse em ter o PT participe do governo e fizesse oficialmente o pedido, o que já foi feito. Neste momento estamos apenas no aguardo da manifestação da instancia; a outra premissa é que alinhássemos os interesses políticos do PT no estado, considerando 2016; e por fim o estabelecimento de uma pauta programática. É isso.
Quais as demandas do PT/MA em relação aos cargos federais no estado?
Fizemos algumas tentativas de alinhamento. Eu particularmente tenho feito ponderações a todos, de não haver exclusão de nenhum campo político do partido, no que tange as pretensões e os movimentos em curso. Há o movimento da bancada federal; há os de tendências internas ao PT; há o do governo do estado e naturalmente há o do nosso mandato, como único federal eleito pelo PT no Maranhão. Defendo que todo esforço deva ser empenhado na pactuação de todos esses interesses.
Comenta-se que o senhor pode ser apresentar o seu nome para prefeito de São Luis em 2016. Há realmente esta possibilidade?
Há. Não exatamente por um gesto isolado, mas como referencia de alguns companheiros e grupos do PT no plano municipal. Defendo que o PT precisa protagonizar politicamente a disputa e se oportunizar diante da sociedade. Isso não quer dizer que não estejamos abertos às composições. As coligações também servem de opção, mas não como tem sido, como uma espécie de obrigação. 
É preciso reposicionar o partido na direção de maior protagonismo. Um partido com a história, a importância e o tamanho do PT, sempre tem que disputar hegemonia social. Neste sentido, se não houver outras pretensões, e se meu nome representar consenso, e se o partido julgar procedente, estranguladas as alternativas de composições, o nome está posto. O mais importante é definir como o PT pode contribuir para melhorar a qualidade de vida do povo de São Luís e da gestão pública na capital.

Rio de Janeiro - Em menos de 24 horas, Três Policiais de folga são mortos.

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto
Dois policiais civis e um militar que estavam de folga morreram entre a tarde de ontem (21) e a manhã de hoje (22) na região metropolitana do Rio de Janeiro. 

Segundo a Polícia Militar (PM), hoje, o policial civil Thiago Thome de Deus, lotado na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, estava em seu carro, no bairro do Cubango, em Niterói, quando foi abordado por homens armados.

Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Azevedo Lima, no município, mas morreu em seguida. Segundo a Polícia Civil, o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói. A perícia foi feita no local e agentes buscam testemunhas e imagens que possam ajudar na elucidação do crime.

Também de manhã, três policiais militares de folga saíam de uma padaria quando foram abordados por homens armados, no centro de Nova Iguaçu. Houve um tiroteio e dois policiais foram baleados. Segundo a Polícia Militar, eles foram encaminhados para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas Pedro Gabriel Ferreira morreu. O terceiro policial também foi atendido porque ficou em estado de choque. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga o caso.

Na tarde de ontem (21), o policial civil Cida Jackson Silva, lotado na Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, morreu durante um assalto na Vila Emil, em Mesquita. Ele chegou a ser levado para o Hospital de Clínicas de Nova Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a Polícia Civil, uma perícia foi feita no local e testemunhas estão sendo ouvidas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Paraná - ‘Pacote de maldades do governador Beto Richa matou o primeiro professor’, acusa deputado Professor Lemos do PT.

Foto - Morte do Professor de Juranda.
O deputado estadual Professor Lemos (PT), neste domingo (22), indignado, acusou o ‘pacote de maldades’ do governador Beto Richa (PSDB) de matar oficialmente o primeiro professor da rede pública em 2015.
Segundo o parlamentar, o professor Luís Carlos da Silva, diretor do Colégio Estadual João Maffei Rosa, do município de Juranda, na região Oeste, tombou lutando contra o pacotaço do governo tucano.

Foto - Morte do Professor de Juranda.
Neste domingo (22), centenas de professores, alunos e lideranças políticas da região se despediram do professor Luís em emocionado velório.
“Mais uma vítima fatal do pacotaço de maldades do governador Beto Richa. O colégio dele foi impedido de fazer matrículas do ensino médio noturno. A vice-diretora foi exonerada. Duas pedagogas foram tiradas da escola. O governo ainda fechou várias turmas. Tem alunos tendo que ir estudar nos municípios de Ubiratã e Rancho Alegre”, disse, às lágrimas, o deputado Lemos.
Foto - Morte do Professor de Juranda.
No último dia 12, emocionado, ele teria sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral) depois do confronto entre seus colegas professores, em Curitiba, com a PM, durante a ocupação da Assembleia Legislativa. O educador veio a falecer ontem à noite.
Professor Luís morreu prematuramente aos 46 anos e causou comoção na região Oeste. Ele era uma das expressões da APP-Sindicato na região Oeste.
Foto - Morte do Professor de Juranda.
“Juranda está de luto pela morte prematura de um grande batalhador da educação”, lamenta ou professor e vereador Molina (PT).
O enterro da primeira vítima do pacotaço de maldades de Beto Richa foi às 17 horas deste domingo.
“Poderia ter sido você, seu irmão, mãe, pai, avô, avó… Pode ter sido um amigo ou seu ex-professor”, dizia-se hoje à tarde no velório.

Rio de Janeiro - Tiroteio deixa três policiais feridos no Complexo da Penha.

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto
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Foto - Ilustração.
Três policiais militares ficaram feridos durante um tiroteio na comunidade da Chatuba, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. 

A informação é da assessoria de imprensa da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP).

De acordo com a CPP, os agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Chatuba faziam um patrulhamento na noite de ontem (21) quando encontraram criminosos, na localidade da Favelinha, e começou a troca de tiros.

Os policiais foram atingidos e levados ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Eles foram medicados e liberados em seguida.  O policiamento foi reforçado na região e buscas estão sendo feitas para localizar os responsáveis pelos disparos.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Maranhão: Governo articula debates para redução da violência no Estado.


Governo do Estado do Maranhão

21 de fevereiro, 2015.
A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) promoverá encontros interinstitucionais com representantes da sociedade civil, instituições de ensino superior e gestores públicos que trabalham com o monitoramento e estratégias de redução da violência e de homicídios no Maranhão.
O secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, destacou a importância do debate coletivo para tratar da questão. “O objetivo é articular os esforços voltados para a redução da violência e, a partir daí, institucionalizar uma política pública”, disse o secretário.
A primeira reunião será realizada com os membros de 12 instituições da sociedade civil e de ensino superior, na terça-feira (24), na sede da SEDIHPOP e na quinta-feira (26) com os órgãos públicos.
Depois de todas as reuniões haverá um workshop, em março, com a participação de profissionais de outros estados com experiência na área. A partir do intercâmbio de informações, serão definidas as ações para enfrentamento da violência.
Entre as instituições convidadas para participar do debate estão a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Defensoria Pública do Estado (DPE/MA), Ministério Público Estadual (MPE), Centro de Defesa Padre Marcos Passerini, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), ONG Matraca, Comissão da Pastoral da Terra (CPT), Observatório da Violência do Maranhão e Grupos de Extensão das Universidades.
Excelente iniciativa que tem o Petista e Secretário Francisco Gonçalves na coordenação.

O deputado e jornalista Paulo Pimenta (PT-RS) leva ao ministro da Justiça apuração sobre escândalo do Banco HSBC.

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo
Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, recebeu o relatório do deputado Paulo Pimenta (PT-RS)            sobre o HSBC
Por Redação, com RBA - de Brasília e São Paulo.
O deputado e jornalista Paulo Pimenta (PT-RS) – parlamentar que inicia seu terceiro mandato, mas não deixou de lado o hábito de jornalista – descobriu logo no início que estava sendo investigado, em vários países, o escândalo de contas abertas irregularmente por clientes do HSBC na Suíça. Ao acompanhar detalhes do caso, soube que existiam nomes de brasileiros entre os correntistas dessas contas e tratou de fazer suas próprias apurações. Pimenta relatou, nesta sexta-feira, durante entrevista o site de notícias Rede Brasil Atual (RBA), que no último dia 11, antes mesmo de os jornalistas terem acesso à notícia, ele já estava atuando no caso.
Primeiro, na elaboração de um relatório mais detalhado, por parte do seu gabinete. Depois, com os documentos em mãos e após ter feito contato com vários personagens internacionais, ele pediu uma audiência ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e foi atendido no dia 11. Entregou o material a Cardozo, pediu providências por parte do governo brasileiro para que passe a participar da investigação com os órgãos competentes e, dois dias depois, protocolou formalmente a solicitação.
Somente nesta segunda-feira, ele deu entrada no pedido junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a investigação do caso e que o órgão tenha acesso à lista da qual fazem parte entre 6,7 a 8,5 mil nomes de brasileiros que lavaram ou sonegaram dinheiro para fora do país por meio do HSBC, além de pedir a divulgação da listagem. Foi somente aí, segundo ele, que a notícia começou a ser divulgada paralelamente pelo jornalista Fernando Rodrigues por meio da Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), pelo site UOL.
– Aqui no gabinete, somos todos jornalistas (os assessores da sua equipe na Câmara) e estávamos trabalhando nisso há algumas semanas. Ainda acho que até poucos dias atrás, as pessoas (jornalistas brasileiros) ainda não tinham dimensão do tamanho desse caso – afirmou, ao referir-se ao tema como o que pode vir a ser “o maior esquema de corrupção do mundo já detectado”.
Bancada do PT
Paulo Pimenta vai tratar do assunto junto aos outros parlamentares durante uma reunião já agendada pela bancada do PT na próxima segunda-feira, às 18h, no Congresso. Também tem uma audiência na próxima semana com representantes, no Brasil, do organismo internacional que está investigando o caso por aqui. E tem mantido contatos periódicos com a senadora norte-americana Elisabeth Warren, uma das primeiras a denunciar o esquema, com quem se comunicou desde o início e cuja troca de informações tem sido constante.
Além da senadora, da PGR, dos órgãos de investigação internacionais, também fazem parte da sua lista de contatos, militantes envolvidos na busca por informações mais detalhadas sobre o HSBC da França e da Inglaterra.
– Penso da seguinte forma: precisamos primeiro ter a lista com todos os nomes de brasileiros para apurar o que aconteceu. Se as contas não forem declaradas à Receita Federal, temos aí dois crimes, de evasão de divisas e de sonegação. E a partir de então, teremos que investigar a origem desse dinheiro – destacou, ao explicar que o banco oferecia, do Brasil, a abertura da conta na Suíça para que o depósito fosse feito por lá.
Sobre a forma tímida com que a grande mídia tem divulgado a notícia nos últimos dias, evitando divulgar os nomes da referida relação em sua totalidade, o parlamentar lembrou que se for observado qualquer jornal do mundo, hoje, o assunto está nas primeiras páginas, com exceção dos veículos de imprensa brasileiros.
– Isso acontece devido à insegurança do que poderiam descobrir numa investigação que não se sabe ainda até onde poderá chegar. Por isso, não serve para os grandes veículos – acredita.
Corrupção
As contas que estão sendo investigadas foram abertas a partir do final da década de 1990 até 2007. A expectativa é de que esses correntistas tenham movimentado um valor aproximado de US$ 7 bilhões num esquema de evasão de divisas acobertado pela instituição financeira.
– Isso pode trazer à tona personagens com vínculos diversos. Pode envolver esquemas relacionados ao tráfico de armas, tráfico de drogas e grandes casos de corrupção de muitos países – afirmou.
Sobre a investigação da PGR que pediu recentemente para ser iniciada e as críticas divulgadas hoje sobre a lentidão para a apresentação da denúncia de políticos envolvidos na Operação Lava Jato pelo órgão – o que tem levado a especulações de que este caso terá o mesmo andamento moroso que tem sido observado em relação ao escândalo envolvendo a Petrobras –, Paulo Pimenta acredita que, a seu tempo, tanto o Ministério da Justiça como também a PGR cuidarão da investigação.
O parlamentar afirma, ainda, não temer que a lista seja escondida por pressão de nomes do mercado financeiro e políticos interessados em omitir os titulares das contas porque, a seu ver, não há como o assunto deixar de ser mencionado mais.
– Em algum momento essa lista vai aparecer, não estou preocupado com isso. Se não for divulgada por aqui no Brasil, será em algum outro país e chegaremos a todos os nomes. Está havendo um movimento mundial para que os correntistas sejam revelados e não vejo como isso possa ser mais bloqueado, porque parte de vários países e a indignação com o caso é imensa – acrescentou.
Critério estranho
O deputado ressaltou que não se incomoda com a forma como alguns veículos de comunicação estão evitando divulgar os nomes. O UOL, por exemplo, comunicou aos leitores que só vai mencionar nas matérias sobre o caso, nomes que estejam relacionados a empresas ou entidades que “tiverem interesse público e, portanto, jornalístico”, ou os que se possa “provar que existe uma infração relacionada ao dinheiro depositado no HSBC na Suíça”.
– É estranho esse critério porque uma coisa nós já sabemos: que essas pessoas são ricas. E que são enormes as chances de que sejam sonegadores. Mas se estes veículos não quiserem divulgar todos os nomes agora, não tem problema. Nós queremos ter acesso a tudo, e isso será feito e divulgado assim que conseguirmos a relação completa. É por isso que insistimos no acesso à relação em sua totalidade: para evitar escolher aqueles nomes que valem a pena divulgar e deixar outros de lado. A divulgação seletiva é ruim para todos porque esse escândalo nos permitirá entender melhor e acabar com esse grande esquema de corrupção, assim como a raiz do dinheiro e por onde circulou. Os esclarecimentos tendem a nos revelar outras conexões, feitas por mais bancos que também possam ter se constituído em lavanderias internacionais – salientou.
Grandes fortunas
Pimenta, quando questionado sobre o fato desse e outros casos observados atualmente apontarem para a necessidade de uma mudança dos vetores de concentração de renda e combate à desigualdade no país, citou a importância de vir a ser rediscutida a legislação sobre grandes fortunas e sobre o envio de altos volumes de dinheiro para os paraísos fiscais, inclusive para desvendar cadeias enormes voltadas para o crime organizado.
– Esse caso desnuda um pouco a hipocrisia de setores de uma suposta elite conservadora brasileira que encontra eufemismo para diferenciar roubo de sonegação, que critica o Bolsa Família, mas encontra formas de fazer seu dinheiro ir parar na Suíça para não pagar impostos – frisou.
Informações divulgadas pela revista Carta Capital mencionam como alguns nomes da lista de correntistas brasileiros já citados fora do país Edmond Safra, várias pessoas da família Steinbruch, Pedro Barusco, Júlio Faerman, Henrique Raul Srour, Raul Sabbá, Chaim Zalcberg, Augusto Ribeiro de Mendonça e Paulo Chiele.
Demissão
Na Inglaterra, país-sede do HSBC, vários jornalistas do britânico The Daily Telegraph denunciaram censura de notícias do veículo relacionadas a empresas e governos, por pressões comerciais. Os profissionais revelaram a insatisfação no programa Newsnight, exibido na última quarta-feira pela agência britânica de notícias BBC, pouco depois que um conhecido colunista de política do jornal, Peter Oborne, ter pedido demissão pelos mesmos motivos.
Ele acusou o veículo de não fazer uma cobertura adequada sobre o caso da chamada “lista Falciani” – informações sobre contas do HSBC em Genebra (Suíça) que abriga bilhões de correntistas de vários países, num esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Em comunicado divulgado pela internet, Oborne explicou que deixava o cargo após cinco anos ao denunciar que, por interferência da diretoria, o jornal conservador mais prestigiado do país estaria cedendo a interesses comerciais com o HSBC, em vez de apurar devidamente as irregularidades e crimes denunciados.