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| Prefeito João Castelo |
Isso ficou evidente nas declarações do prefeito João Castelo, na manhã desta terça-feira(22), quando afirmara que o problema não era da prefeitura, mas da justiça trabalhista. Na mesma linha, posicionou-se Clodomir Paz, secretário de transportes.
Aqui cabe uma pergunta: se o problema não
é da Prefeitura, é de quem, então? Do Papa? Esse tipo de atitude, num momento
em que a população é duramente penalizada, e os comerciantes amargam baixas no
faturamento, mostra a falta de compromisso de nossos “gestores” municipais.
Depois do caldo derramado, o município
garante que vai encaminhar mensagem à Câmara para licitação emergencial no sistema
de transporte coletivo.Um detalhe: a nota foi distribuída sem assinatura.
Confira o teor da Nota Oficial da
Prefeitura de São Luís.
PREFEITURA DE SÃO LUÍS
NOTA OFICIAL
Sobre a greve no sistema de transporte
coletivo, a Prefeitura de São Luís esclarece:
1 – É prerrogativa da justiça
trabalhista decidir sobre dissídio coletivo e índice de reajuste salarial
reivindicado pela classe dos rodoviários. O TRT já arbitrou em 7% o reajuste
nos salários dos rodoviários e a imediata suspensão da greve.
2 – A Prefeitura de São Luís está tomando
as medidas judiciais que lhe competem para que o sistema de transporte coletivo
volte à normalidade. Requereu à Justiça desde 11 de maio que fosse
mantido 80% da frota de ônibus em atividade, para não prejudicar a população.
3 – A greve é extremamente danosa à cidade
e à população, e não pode ser atrelada a qualquer arbítrio da Prefeitura. A
discussão salarial é questão estritamente trabalhista entre empresários e
rodoviários.
4 - A Prefeitura reitera, contudo, que não
haverá aumento na tarifa do transporte coletivo, e que tem adotado medidas para
melhorar cada vez mais o sistema de transporte público de São Luís, tais como:
- Envio à Câmara de Vereadores
de mensagem em regime de urgência que visa à realização de licitação nacional
para o sistema de transporte público coletivo, com o objetivo de modernizar e
melhorar a prestação dos serviços na área;
- Publicação de edital para a
licitação do Veículo Leve sobre Trilhos (metrô de superfície), alternativa para
complementação e melhoria do transporte de passageiros;
- Em parceria com o Governo
Federal, implantará o primeiro Corredor de Transporte Urbano, que ajudará a
desafogar o trânsito na capital maranhense, bem como melhorar o transporte
público com corredores exclusivos de ônibus.
Por fim, a Prefeitura de São Luís conclama
os empresários do transporte púbico para que cumpram as determinações da
Justiça do Trabalho e coloquem imediatamente nas ruas a frota mínima de
veículos, assegurando, assim, que o direito sagrado do cidadão de ir e vir
possa ser respeitado.
São Luís, 22 de maio de 2012.
...........................................................
Sindicato das empresas de ônibus é multado em R$ 50 mil por não contratar novos profissionais para garantir a frota em circulação
A
desembargadora Ilka Esdras Araújo, presidente do TRT/MA, confirmou, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (22), que o
Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos foi multado em R$ 50 mil reais por
não ter cumprido a determinação de contratar novos profissionais para garantir
a circulação mínima da frota pra atender a população.
-
Os empresários tomaram a decisão de não demitir trabalhadores grevistas e nem
contrataram outros para que os ônibus voltassem a circular. Por isso, aplicamos
a multa de R$ 50 mil. Todas as multas aplicadas aos dois sindicatos estão sendo
cobradas e executadas. Todo o dinheiro irá para o FAT-Fundo de Amparo ao
Trabalhador, declarou a desembargadora.
Os
que desobedeceram às determinações impostas pela desembargadora passarão por
procedimentos previstos em lei e responderão a inquéritos que devem ser
instaurados pela Polícia Federal.
-
Até agora não existe nenhuma determinação para prender aqueles que estão
desobedecendo às determinações. No entanto, isso não está descartado, caso as
partes envolvidas na greve resolvam radicalizar, promovendo atos que possam por
em risco a segurança das pessoas. A Polícia Federal deve instaurar inquérito para apurar a desobediência
à decisão deste Tribunal, acrescentou a desembargadora.
A
presidente do TRT garantiu que o processo está sendo despachado ao pleno para
que julgue todo o dissídio coletivo.
-
Nos próximos dias, em sessão extraordinária, o pleno deve analisar o dissídio,
inclusive determinando um percentual provisório de reajuste aos rodoviários,
disse Ela.
Ilka
Esdras revelou que os empresários já afirmaram que não aceitam conceder nenhum
percentual de aumento aos rodoviários.
FONTE: http://gilbertolimajornalista.blogspot.com.br/

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