| Crédito : Conversa Fiada-Charge do Bessinha |
Postado por Simone de Moraes.
No
seu segundo editorial nos últimos dois meses Mino Carta, editor da
revista Carta Capital, critica mais uma vez a politica implantada pelo
neo-petismo do governo Dilma, mostrando as vísceras de um governo que
aos pouco vai se revelando covarde e ineficaz em peitar seus
adversários.
Por
que então a revista chamada de “chapa branca” pela mídia endinheirada,
torna-se a critica algoz do governo petista? Simples, o editor da Carta
Capital, como ele mesmo diz,” assume por escassos minutos o papel do PT e
das suas lideranças”.
É
verdade que Lula, timoneiro hábil, soube durante seu governo, driblar
seus adversários com tapinhas nas costas. Dilma, avessa aos tapinhas,
tem deixado o barco a deriva para os aloprados mais íntimos e os
aloprados mais espertos deitarem e rolarem.
Nas
entrelinhas Mino Carta reclama, e com toda razão, o que até os petistas
mais asnos estão cansados de saber: ou Dilma assume o leme e enfrenta
seus adversários midiáticos ou será enterrada viva.
Leia o editorial:
Pacientes, convidam-me
a atentar para uma recentíssima pesquisa do Datafolha, divulgada
domingo 16. Segundo o instituto, no caso acima de qualquer suspeita,
houvesse hoje o pleito presidencial, Dilma, ou Lula eventualmente
candidato, ganhariam com tranquilidade no primeiro turno.
Claro,
observam os botões com sua tradicional isenção, não contariam com o
sufrágio dos nativos que gostariam de morar em Coral Gables ou Dubai.
Teriam, no entanto, os votos da maioria da nação verde-amarela.
Segundo
o Datafolha, os números a favor de Dilma e Lula já foram melhores,
ainda assim a popularidade de ambos é muito grande. Em compensação,
revela (a contragosto?) a pesquisa, quem perde pontos é a mídia.
Há
menos gente a confiar nela e mais a desconfiar. Informações preciosas
para o governo, o que torna mais difícil entender por que a primeira
reação firme e forte à campanha dos barões midiáticos se dá somente
agora, com a fala do ministro Gilberto Carvalho.
Permito-me
assumir por escassos minutos o papel do PT e das suas lideranças. Não
caberia o revide ao presidente do partido? E não haveria de ter sido
resposta pronta e imediata a cada acusação sem prova? O que se viu foi o
comportamento do deputado Odair Cunha, relator da CPI do Cachoeira,
herói da velhacaria, de resto instado pela própria direção do seu
partido ao recuo dos pedidos de indiciamento do diretor da sucursal de Veja em Brasília, Policarpo Jr., e de investigação do pro-curador-geral da República, Roberto Gurgel.
Nem
assim os integrantes da CPI ficaram satisfeitos e ao cabo, na terça
18, atiraram o relatório ao lixo. Cunha tem ainda o desplante de
declarar-se aplastrado pelo “rolo de pizza”. Mas parece que todos ali,
investigados e investigadores, contavam com a chegada de Papai Noel.
Insondável
o destino dos jogos partidários dentro da chamada base governista, mas
é aceitável a companhia de figuras do porte de Miro Teixeira, deputado
do PDT de Leonel Brizola? Dentro da maioria parlamentar, Teixeira é o
porta-voz da Globo, aquela que combateu ferozmente o fundador e grande
líder do partido. Diga-se que de quando em quando os botões sugerem com
alguma perfídia: as nossas autoridades, salvo honrosas exceções,
apreciam sobremaneira aparecer no vídeo da Globo e nas Páginas Amarelas
de Veja.
O
ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da
República, convoca os militantes petistas para se manifestarem a favor
de Lula depois das festas de Natal e Ano-Novo.
Diz Carvalho ser preciso
dar um basta aos ataques “sem limite” que, ao alvejarem o
ex-presidente, também se dirigiram contra o governo e o Partido dos
Trabalhadores, para “destruí-los” na perspectiva das eleições de 2014.
Os
ataques partem da casa-grande e são executados diligentemente por seus
porta-vozes. Palavras, palavras, palavras. Impressas e faladas. Nem
sempre miram exclusivamente em Lula, às vezes balas da saraivada são
reservadas à presidenta Dilma. Certa a expressão “ataque sem limite”.
Pergunto, porém, aos meus atentos botões qual seria o peso específico
desta campanha midiática.
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