sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Chade envia tropas para ajudar Camarões a combater o Grupo Terrorista Boko Haram.

Foto - http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1427747.html.
"O Sr. Idriss Deby, presidente do Chade, decidiu enviar um grande contingente de tropas para ajudar as forças armadas camaronesas a enfrentar com coragem, determinação e valentia os repetidos ataques da seita terrorista Boko Haram" em solo camaronês, lê-se num comunicado do porta-voz do governo dos Camarões, Issa Tchiroma Bakary, citado pela Agência France Presse.

O comunicado não especifica o número de efetivos do contingente do Chade nem a data da sua chegada aos Camarões.
O envolvimento de soldados chadianos surge na sequência "das excelentes relações de amizade e de boa vizinhança que unem os Camarões e o Chade", ambos países que fazem fronteira com o nordeste da Nigéria, reduto do Boko Haram, sublinha o comunicado de Paul Biya.
"Saudamos calorosamente esse gesto de fraternidade e solidariedade, que se inscreve no compromisso constante dos dois chefes de Estado em favor da estabilidade, paz e segurança dos seus países e respetivos povos", acrescenta o texto do presidente camaronês.
Quarta-feira, o Chade tinha proposto um "apoio ativo" a Yaounde, para lutar contra o Boko Haram, exortando a comunidade internacional a agir após novos ataques mortíferos no extremo norte dos Camarões.
Na segunda-feira, intensos combates eclodiram em redor de um acampamento militar nos Camarões, opondo soldados camaroneses e centenas de combatentes islâmicos da vizinha Nigéria.
De acordo com o governo camaronês, "143 terroristas" e um soldado foram mortos e um grande arsenal de guerra foi apreendido.
"Diante desta situação, que ameaça seriamente a segurança e estabilidade do Chade e os seus interesses vitais, o governo não pode ficar de braços cruzados", indica, por sua vez, o governo chadiano, também em comunicado.
Nos Camarões, a passividade da Nigéria e da comunidade internacional face aos progressos do Boko Haram tem sido fortemente criticada, criando um crescente sentimento de isolamento.
O grupo islâmico tem vindo a desdobrar-se em ações no extremo norte dos Camarões, colocando explosivos, atacando transportes públicos e bases militares, bem como provocando incêndios em localidades e roubando gado.
O Chade tem sido, até agora, poupado aos ataques do Boko Haram, mas apenas uma estreita faixa de terra formada pelo extremo norte dos Camarões - cerca de 50 quilómetros - separa N'Djamena do estado nigeriano de Borno, reduto do grupo islâmico.
Tendo em conta o ataque de janeiro, o mais violento desde 2009, o secretário de Estado norte-americano John Kerry considerou hoje que os massacres cometidos recentemente pelo Boko Haram na Nigéria constituem um "crime contra a Humanidade".
Numa ofensiva lançada a 3 de janeiro, centenas de pessoas "ou mais" terão sido mortas por insurgentes durante a destruição de Baga (um centro comercial do nordeste da Nigéria) e em ataques às zonas circundantes, revelou a Amnistia Internacional.
Nos últimos meses, o Boko Haram tem vindo a ocupar vastos territórios no norte da Nigéria e prossegue com ataques sangrentos quase diariamente.
Lusa.

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