| Escrito por Rodrigo de Oliveira Andrade |
| Sexta, 10 de Fevereiro de 2012 |
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Na última semana, o Facebook oficializou sua intenção de ir a público ao entregar à Comissão de Valores Imobiliários (Securities and Exchange Commission) dos Estados Unidos seu pedido para oferta pública inicial. De acordo com texto publicado pela NewScientist, a expectativa é que a empresa de Mark Zuckerberg fature, a curto prazo, a bagatela de US$ 5 bilhões. No entanto, calcula-se que quando o processo tiver sido concluído o Facebook valha até US$ 100 bilhões (R$ 172 bilhões). Junto ao pedido também foi enviado um documento (disponível aqui), o qual me chamou a atenção por divulgar algumas das marcas alcançadas pela rede social nos últimos anos, a saber: o Facebook possuía até dezembro do ano passado 845 milhões de usuários, sendo que 483 milhões, isto é, mais da metade, o acessavam todos os dias, gerando, com isso, 2,7 bilhões de “likes” e comentários – provavelmente sobre as cerca de 250 milhões de fotos que, diariamente, são enviadas ao site de relacionamento. Segundo o jornalista Jacob Aron, tais números (e outros também) fizeram com que o Facebook tivesse lucro de US$ 1 bilhão em 2011 e uma receita de US$ 3,7 bilhões, tornando-se, assim, mais rentável que o Google quando, em 2004, foi a público com sua oferta pública inicial (Initial Public Offering). Agora, mais importante do que discutir o futuro da rede social é discutir o que faz do Facebook algo tão valioso e rentável a ponto de permitir que seu fundador receba um salário de quase US$ 500 mil, como atesta texto publicado esta semana pelo Observatório da Imprensa. Em entrevista ao Russia Today em maio de 2011, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, já afirmava ser o Facebook a “mais espantosa máquina de espionagem já inventada”. Isso porque, para Assange, as redes sociais são capazes de fornecer aos serviços de inteligência estadunidenses amplas bases de dados sobre os cidadãos que delas fazem uso, o que inclui suas relações, nomes de seus contatos, seus endereços etc. Os protestos que assolaram as ruas da Inglaterra, principalmente as do bairro de Tottenham, no ano passado ilustram bem tal afirmação, visto que a polícia local (Scotland Yard) utilizou-se de páginas como as do Twitter, Facebook e Youtube para localizar possíveis “perturbadores da ordem pública” (o vídeo com a entrevista de Assange encontra-se disponível aqui). Para além da Teoria da Conspiração, contudo, o fato é que o negócio do Facebook é a venda de espaços publicitários. Para se ter uma idéia, de acordo com Lori Andrews, em texto publicado pelo jornal The New York Times, apenas em 2011, o site de relacionamento arrecadou US$ 3,2 bilhões com anúncios publicitários, ou seja, 85% de sua receita total. O curioso, porém, é que cada anúncio postado pelo Facebook é direcionado aos usuários de acordo as informações que os próprios fornecem ao site. Em outras palavras, significa dizer que, ao mudar seu status de relacionamento, compartilhar um link de um filme ou de uma peça teatral, comentar a foto de um amigo ou “curtir” um comentário qualquer, você está fornecendo ao Facebook informações que definem seus gostos e preferências. A partir daí, afirma Andrews, “os anunciantes escolhem palavras-chave ou detalhes – como o status de relações, a localidade, as atividades, os livros preferidos e o emprego – e o Facebook publica os anúncios, dirigindo-os ao subconjunto de seus milhares de usuários”. Logo, quem utiliza as redes sociais, além de trabalhar de graça para as agências de inteligência dos Estados Unidos, como podemos concluir com base nas declarações de Assange, está contribuindo para que seu tempo e trabalho, gastos lendo, publicando, comentando e compartilhando conteúdos, se materializem no valor de mercado da empresa, no caso o Facebook. De acordo com Rafael Evangelista, doutor em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), essa é uma característica de um fenômeno chamado Web 2.0. Afinal, indaga o pesquisador, será que interagir e colaborar em espaços proprietários não significa trabalhar sem ser pago? Segundo Evangelista, o termo Web 2.0 engloba o que seria a segunda geração da internet, a qual possui uma gama de serviços que promovem as comunidades virtuais, a interatividade e o conteúdo construído pelo grande público. Entretanto, a questão apresentada pelo pesquisador é que esses sites, construídos coletivamente, ganharam um alto valor de mercado e hoje são objeto de negociação em bolsas de valores. O Facebook é constituído, majoritariamente, pelo compartilhamento de informações. Esse é seu único e principal atrativo. O problema nesse caso é que a rede social não detém os direitos autorais acerca desses conteúdos, os quais, na maioria dos casos, resumem-se a imagens, vídeos e links externos. Estes, por sua vez, são lidos, debatidos e, novamente, compartilhados por todos no site. Mesmo os fóruns de discussões são construídos a partir das reflexões dos usuários. Impossível, assim, não relacionar tal fenômeno ao conceito de mais-valia, adaptado, aqui, por Evangelista para Mais-Valia 2.0. Desenvolvida por Karl Marx, o conceito de mais-valia, grosso modo, representa a diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador. Trata-se do excedente produzido pelo trabalhador referente ao necessário para que ele mantenha seus meios de subsistência. Pois ao possibilitar que seus usuários compartilhem conteúdos produzidos por terceiros, obtendo de quebra informações valiosas sobre seus gostos – os quais possibilitam ao site mapear seus interesses e, com isso, criar mecanismos, ancorados em banco de dados, que permitem aperfeiçoar o direcionamento das mensagens publicitárias, fazendo com que o site arrecade valores com anúncios publicitários superiores aos divulgados –, o Facebook está gerando lucro tendo como matéria-prima o tempo e o talento intelectual de seus usuários, afirma Evangelista. Neste contexto, a Mais-Valia 2.0 configura-se, portanto, a partir da não divisão dos lucros do Facebook com seus reais funcionários. O acesso gratuito à rede social, condição que por vezes acaba por atrair mais usuários, pode ser considerada, pois, uma ilusão, visto que quem usa o Facebook não tem acesso 100% livre ao site, no sentido de poder acessar seus códigos e até mesmo modificá-lo, característica esta corriqueira no dia-a-dia de usuários de softwares livres. Pelo contrário, a maioria das modificações feitas por Zuckerberg até hoje foram impostas, algumas delas, inclusive, esbarram em questões delicadas, tais como até que ponto a privacidade dos usuários pode ser violada pela rede social. O acesso gratuito ao Facebook poderia ser comparado, então, ao valor da força de trabalho, isto é, ao valor dos meios de subsistência indispensáveis à reprodução da classe trabalhadora – leia-se aqui usuários. Essa seria a única compensação aos milhares de usuários do Facebook por alimentarem, diariamente, o site. Em suma, tudo indica, no entanto, que Mark Zuckerberg se tornará a nona pessoa mais rica do mundo ainda este ano. Rodrigo Oliveira Andrade é jornalista. Fonte:http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6806:social100212&catid=71:social&Itemid=180 |
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Facebook: como lucrar com uma máquina de espionagem
A Boeing está oferecendo vender o caça F-18 ao Brasil com o preço de 2009.
Boeing congela preço em briga por caças ao Brasil
Empresa norte-americana está oferecendo jatos 12% mais baratos para a Força Aérea Brasileira, segundo fontes
A Boeing congelou o preço de sua oferta para um contrato multibilionário de jatos com a Força Aérea Brasileira (FAB), disseram fontes próximas ao assunto à Reuters, enquanto a corrida global se torna mais competitiva para vender equipamentos bélicos a potências emergentes.
A Boeing está oferecendo vender o caça F-18 ao Brasil pelo mesmo preço por avião que o oferecido durante uma rodada de ofertas em 2009, disseram as fontes, que pediram anonimato.
As fontes não quiseram divulgar a quantia em dólares da oferta, que inclui o custo do avião e também da manutenção futura e da substituição de peças. Mas a oferta significa, essencialmente, que a Boeing assumiria o custo da inflação dos últimos dois anos, enquanto os aviões sairiam 12% mais baratos para o Brasil em termos reais comparado a 2009.
"É uma medida incomum... Isso mostra quanto valor está sendo posto em cima desse contrato", disse uma das fontes. A Boeing compete com a francesa Dassault e a sueca Saab pelo acordo com o Brasil, que deve valer mais de US$ 4 bilhões ao longo do tempo. O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse à Reuters em janeiro esperar que o governo tome uma decisão no primeiro semestre de 2012.
A oferta da Boeing ilustra a agressividade com que os Estados Unidos e as empresas de defesa europeias estão buscando acordos com países em desenvolvimento, enquanto seus mercados secam em casa devido a cortes orçamentários. Empresas também disputam contratos nos Emirados Árabes, no Catar e na Coreia do Sul.
Na semana passada, a Dassault entrou em negociações exclusivas para vender seu Rafaleà Índia, que pode resultar na primeira encomenda externa do jato. O acordo pode fazer do Rafale uma opção mais viável no processo de oferta brasileiro, pois uma linha já estabelecida de produção permitiria que a Dassault oferecesse preços mais estáveis ao longo do tempo e reduzisse o risco de disparada de custos.
O acordo brasileiro será decidido por critérios que vão além dos preços. Embora acredite-se que o F-18 seja mais barato que o Rafale, Amorim disse que o Brasil baseará sua escolha priorizando a generosidade das empresas em partilhar tecnologia. O Brasil espera que o conhecimento ajude o país a construir uma indústria nacional de defesa, liderada pela Embraer, que está voltando às raízes ao investir no segmento de defesa.
A presidente Dilma Rousseff também vê o acordo como uma decisão importante no alinhamento estratégico do Brasil durante as próximas décadas, segundo autoridades do governo. Os aviões serão usados para ajudar a vigiar a costa brasileira, proteger os recém-descobertos campos de petróleo no pré-sal e projetar um poder maior conforme a economia do país escala para a elite mundial.
Um porta-voz do governo não respondeu a um pedido de comentário. A porta-voz da Boeing, Marcia Costley, disse: "Nós estamos em uma competição e não podemos comentar sobre as especificidades da nossa oferta, mas o que eu posso dizer é que a Boeing pode garantir um preço que tende para baixo, porque nós temos uma linha de produção ativa e podemos alavancar economias de escala".
Posted 6 hours ago by Michel Medeiros
Fonte: http://codinomeinformante.blogspot.com/2012/02/boeing-congela-preco-em-briga-por-cacas.html
Fonte: http://codinomeinformante.blogspot.com/2012/02/boeing-congela-preco-em-briga-por-cacas.html
Rio de Janeiro. Número de policiais militares presos ou punidos já passa de 150.
Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil.
Rio de Janeiro - Já chega a 159 o número de policiais presos ou punidos
administrativamente no estado do Rio desde a decretação de greve da
área de segurança pública, que também envolve bombeiros e policiais
civis.
O comando da PM divulgou nota no início da noite de hoje (10)
informando que a Justiça decretou a prisão preventiva de 11 militares da
corporação, por conclamar ou incitar a paralisação, dos quais nove
mandados já foram cumpridos.
Outras medidas punitivas foram adotadas, incluindo a instauração de
processos administrativos disciplinares contra 14 policiais, sete
autuações em flagrante por crimes de desobediência e a instauração de
129 inquéritos policiais militares (IPM) contra PMs do Batalhão de Volta
Redonda.
Na mesma nota, o comando da PM reiterou que considera normal a situação em todo o estado do Rio de Janeiro.
Edição: Vinicius Doria
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-10/numero-de-policiais-militares-presos-ou-punidos-ja-passa-de-150-no-rio
Mineração. Não tem bobo, mas os espertos fazem seu papel
Quando começam os campeonatos estaduais e os times grandes começam a
jogar – e suar – para vencer as agremiações menores, é comum a gente
ouvir dizer que “não existe mais time bobo” no futebol.
Se no futebol não existe, imagine em mercados mundiais milionários como o de minério de ferro.
E, lógico, se não tem bobo, quem meter-se a esperto corre o risco de acabar fazendo este papel.
Depois de se desfazer, a preço de banana, da frota de navios
mineraleiros da Docenave, no início da década passada, quando o frete
marítimo estava barato e barato também estava o minério, o ex-presidente
da vale, Roger Agnelli, diante dos preços altos que o transporte do
minério de ferro – agora também caríssimo – resolveu ser esperto e
comprar, a toque de caixa, uma superfrota de navios gigantes para
acelerar as exportações da Vale e não perder, com o rebaixamento do
custo do frete próprio, cargas para seus concorrentes australianos e
indianos.
Ora, todos sabem que a gula é a soma do apetite com a pressa e, neste
caso, o apetite de lucros e a pressa de fazer negócios de ocasião,
ditados exclusivamente pelas flutuações de mercado.
O resultado, que já foi antecipado em vários episódios, agora toma
forma com a decisão anunciada ontem governo chinês, de proibir a
atracação de navios com mais de 300 mil toneladas de porte bruto – os da
Vale têm 400 mil – em seus portos, alegando razões operacionais e de
segurança.
Mesmo que seja estranho que um país proíba a atracação de
navios que ele próprio fabrica – uma dúzia dos gigantes da Vale foi ou
será feita lá – o acidente com o Vale Beijing (que ironia…) no porto de
Itaqui no Maranhão, não há dúvidas que ficou “coberta” nesta decisão.
E é claro que, no fundo, todos sabem que a razão é outra, a de
preservar o problemático mercado de frete naval chinês, atingido pela
retração do mercado internacional provocada pela crise.
Agnelli, o voraz, não consegue entender que o mundo multilateral é
feito de parcerias estratégicas. A rapidez com que quis os navios
impediu-o de ver que eles poderiam ser o centro de uma parceria que
envolvesse a vinda de estaleiros chineses, contratos firmes de
fornecimento de aço naval e de exportação de minério de ferro.
Como, aliás, fez JK com os japoneses, quando o “boom” daquele país,
no final dos anos 50, passou a demandar quantidades enormes, para a
época, de minério de ferro. Muitos dos navios que o transportaram, ao
longo dos anos 60 e 70, saíram do estaleiro Ishikawagima, montado pelos
japoneses aqui na Ponta do caju, no Rio de Janeiro.
Agora, “micada” em três dúzias de navios gigantes – prontos ou
contratados – que não podem aportar em seu principal destino, a Vale
terá de se virar para desvia-los a outros países e a montar centros de
distribuição na África e na Arábia, para transferir a carga a navios
menores, muitos deles chineses.
O nosso “grande empresário”, tão cantado em prosa e verso por uma
imprensa tão ruim de visão a longo prazo quanto ele, deixou uma herança
que vai custar muito, não apenas aos acionistas da Vale, mas ao Brasil, a
quem ela pertence, por história e importância econômica.
Por: Fernando Brito em 01.02.2012.
Fonte: http://blogprojetonacional.com.br/nao-tem-bobo-mas-os-espertos-fazem-seu-papel/
São Luís. Polícia Federal prende homem por corrupção ativa.
São Luís/MA- Policiais
federais hoje, 8/2, em fiscalização no posto da PRF de Itapecuru Mirim,
BR 135, abordaram um veículo em que estava um casal que voltava do Mato
Grosso.
Ao efetuarem uma busca no veículo, os policiais encontraram
dinheiro escondido embaixo do carpete e no motor. Questionado sobre o
dinheiro, o condutor de 28 anos de idade não soube explicar a origem dos
valores.
Ao saber que iria para a delegacia de
polícia, o condutor ofereceu aos policiais rodoviários federais a
quantia de R$10 mil para que ficassem quietos, que assim seria bom para
todos. Quando os policiais recusaram a oferta o condutor tentou fugir
correndo, mas foi preso e conduzido para a Superintendência Regional de
Polícia Federal em São Luís.
O valor total apreendido foi de
R$19.287,00. Não foram encontrados entorpecentes no veículo. A carteira
de identidade do condutor e o veículo foram apreendidos e encaminhados
para perícia por suspeita de adulteração.
O condutor será autuado por corrupção
ativa e será encaminhado ao Presídio de Pedrinhas, onde permanecerá à
disposição da Justiça.
Fonte: http://www.dpf.gov.br/agencia/noticias/2012/fevereiro/pf-prende-homem-por-corrupcao-ativa
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Greve ou motim?
| Escrito por Laerte Braga |
| Qui, 09 de Fevereiro de 2012 |
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É fato que policiais militares ganham pouco. É uma realidade que
professores ganham muito pouco e são espancados por policiais militares
quando entram em greve e buscam condições dignas de trabalho.
Ou moradores do bairro Pinheirinho, em São José dos Campos. A
“reintegração de posse” – uma posse malandra, fraudulenta – foi feita da
forma mais violenta que se possa imaginar, sem qualquer respeito
àqueles moradores. Há suspeitas de abuso sexual, de roubo de pertences
das pessoas que foram expulsas de suas casas, há evidências claras de
barbárie por parte da PM de São Paulo. Vai ficar por isso mesmo e
ninguém tem dúvidas de que isso aconteceu, levando em conta os
antecedentes da “corporação”.
Polícia é uma instituição civil. Polícia Militar com a estrutura que temos é uma anomalia no Estado de direito.
Policiais militares são trabalhadores?
É claro que são. Só não têm consciência de classe trabalhadora, “ou lugar de classe”, como bem disse a socióloga Vanessa Dias.
Servem às elites econômicas e políticas em seus respectivos estados.
Quando terminar a “greve” – motim – na Bahia, sem qualquer vacilo vão
espancar camelôs, professores, desocupar áreas para o latifúndio, muitos
voltarão às atividades segundas (segurança de traficantes, de
contraventores, etc.).
O aumento dos índices de homicídios na capital da Bahia e numa ou
outra cidade do interior, 132% segundo dados da Secretaria de Segurança
Pública, não significa como querem fazer crer os policiais militares que
sua presença é indispensável nas ruas. A presença da Polícia, sim, mas
da instituição civil, com o objetivo de prevenir e combater o crime,
manter a ordem pública.
Parte dos “grevistas” ocupa a Assembléia Legislativa, parte está nas
ruas portando armas que pertencem ao poder público. Semeando terror para
forçar negociações com o governo do estado.
Dois únicos governadores enfrentaram o poder paralelo das polícias
militares em seus estados. Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, e Olívio
Dutra, no Rio Grande do Sul. Proibiram prisões ao arrepio da lei.
Invasões de casas sem mandados judiciais. Revistas humilhantes a homens e
mulheres e repressão a manifestações populares.
Os dois foram vítimas de toda a sorte de imputações caluniosas sobre
suposta “ligação com o crime organizado através de acordo”. Com o tempo
essas acusações se mostraram falsas, foram orquestradas nos porões da
bandidagem oficial e encontraram guarida na mídia de mercado, parte
desse sistema corrupto. Sócia desse modelo.
Quando os telejornais se “indignam” com a situação na Bahia não estão
preocupados com o cidadão comum, o trabalhador, o que mora em Salvador,
nada disso. No caso o jogo é desgastar um governador (não estou
entrando no mérito, não sou do partido dele) para beneficiar em eleições
municipais os caciques que durante anos sufocaram aquele estado e agora
tentam voltar à prefeitura da capital através da sigla do terror e da
corrupção: ACM Neto.
Para além desse objetivo existem outros que se alastram por todo o
país. Existe a possibilidade que mais seis ou sete dessas “corporações”
entrem em “greve” em outros estados brasileiros.
É motim puro e simples. Uma demonstração de força da pistolagem
oficial na tentativa de levar pânico ao cidadão, mostrar as garras aos
seus próprios chefes e tentar reagir à imagem cada vez mais negativa
dessas forças anômalas ao chamado Estado democrático (como se o
tivéssemos em sua essência).
O caso Pinheirinho ganhou repercussão internacional e deve ser levado
a instâncias de direitos humanos em vários lugares do mundo. Isso
desagrada a grupos de extrema-direita como o governo do estado de São
Paulo (controlado pela seita terrorista OPUS DEI).
Não há um só dia que os jornais – da mídia de mercado, logo deles –
não noticie violências cometidas por policiais militares, ou prisões
desses “trabalhadores” por ilícitos – como gostam de dizer – tais como
tráfico de drogas, assassinatos a mando de criminosos, assaltos etc.
Em Belo Horizonte, há menos de três dias, um PM matou um motoqueiro
dominado e sem qualquer reação da vítima, ou possibilidade disso, pura
covardia. Foi preso, e daí?
A hipótese de fim da “greve” na Bahia e anistia – como reivindicam –
para os “grevistas” soa como absurda. Professores, por exemplo, quando
entram em greve buscando condições dignas de trabalho são rechaçados
violentamente pelos governos de seus estados e através das respectivas
polícias militares. Pagam os dias parados ao final da greve.
E com uma diferença fundamental. Não saem às ruas portando armas do
poder público e intimidando e ameaçando pessoas, quiçá matando para
reforçar os “índices” de homicídio e justificar as pressões sobre o
governador, em última instância, a própria população.
É hora de repensar a instituição Polícia. Esse assunto foi discutido
no Congresso Nacional Constituinte de 1986 (gerou a Constituição de
1988) e um forte lobby de polícias militares estaduais evitou o fim
dessa aberração em termos de Estado de direito.
Sem levar em conta que o próprio modelo/sistema está falido, enfrenta
perspectivas de crise e de tocaia. A extrema-direita já percebeu que
Dilma Rousseff é menor que o cargo que ocupa, a despeito da “boa
vontade”. Como disse o ex-presidente FHC, “Dilma desmistificou a
privatização”. Deu a colher de chá que faltava para justificar a
privataria tucana, criando a privataria petista.
Por trás de cada movimento semelhante aos dos policiais militares
baianos existem objetivos inconfessáveis de um Estado autoritário,
prepotente, privatista e que em todas as suas dimensões serve às elites
econômicas, que por sua vez controlam as elites políticas (executivos,
legislativos e judiciários) em grande maioria.
Eu ouço sempre falar em progresso. Não percebo essa afirmação como
real. Só é progresso aquilo que é comum a todas as pessoas. Se somente a
alguns, é privilégio.
E progresso não são sedes suntuosas de bancos, de grandes empresas,
nem extensas áreas de cultivo de transgênicos regados a agrotóxico do
latifúndio brasileiro - mas nem tanto, pois o etanol já é dos gringos.
Progresso representa educação, saúde, condições dignas de existência,
coexistência e convivência humanas, trabalho, moradia (as casas do
programa Minha Casa Minha Vida são construídas com verbas repassadas a
prefeituras e superfaturadas, além de serem gaiolas de qualidade
duvidosa), enfim, toda uma gama de direitos básicos e fundamentais que,
normalmente, as polícias militares reprimem.
São trabalhadores sem “consciência de classe”, servem aos donos, são
como que cães amestrados que neste momento estão sem coleira e
focinheira, caso da Bahia.
Não há “greve”, apenas um motim. E um erro colossal de setores ditos
de esquerda – a esquerda que a direita adora – em tentar transformar um
motim num movimento de trabalhadores com consciência de classe, com
consciência do lugar de classe.
Isso não existe, soa a oportunismo eleitoral e eleições neste sistema que temos não são caminhos para a democracia.
O sistema é como uma bolha. Isolado da classe trabalhadora. Voltado
para seu interior – o da bolha – sem a menor intenção de mudar as
regras.
Por isso está falido, por isso o governo Dilma Rousseff vai ficando cada vez mais com cara de PSDB.
A luta popular é outra, tem outro viés.
Laerte Braga é jornalista.
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Nhozinho Santos. Único estádio de SL é interditado Exigências de TAC não foram cumpridas. Veja!
Na tarde desta quarta-feira (8), o único Estádio de Futebol da
capital maranhense, com condições mínimas para a realização de jogos,
foi considerado inadequado.
A decisão de interditar o Estádio Nhozinho Santos se deu após
inspeção realizada no local pelo Ministério Público. O motivo foi o não
cumprimento do TAC - Termo de Ajustamento de Conduta firmado ano
passado, entre a Prefeitura de São Luís e a Promotoria do Consumidor.
No TAC o município se comprometia em adequar o Estádio ao que
determina o Estatuto do torcedor, o prazo acordado terminou hoje. A
vistoria foi realizada por uma equipe do Corpo de Bombeiros, eles
constataram que as medidas de segurança que foram prometidas não foram
cumpridas.
Com a medida a jogo que estava marcado para está quinta-feira (9),
entre o São José de Ribamar e o Moto, pelo Campeonato Maranhense está
suspenso, e não se sabe até quando.
A inspeção foi realizada pelo Ministério Público, Corpo de Bombeiros e PROCON.
Piaui. Bloqueadas matrículas de terras griladas.
Decisão assinada pela Corregedora Geral de Justiça do TJPI,
Desembargadora Eulália Pinheiro, determina o bloqueio imediato das
matrículas de mais de meio milhão de hectares de terras no extremo sul
do Piauí. Para efeito de comparação, a extensão da área corresponde a
1/4 do estado de Sergipe.
As terras foram registradas nos cartórios das
Comarcas de Avelino Lopes, Gilbués e Parnaguá com dados adulterados. A
constatação surgiu após correições extraordinárias nos cartórios de
registro de pessoas e imóveis das comarcas de Avelino Lopes e Gilbués e
inspeção em matrículas específicas no cartório de Parnaguá.
O juiz-corregedor auxiliar Luís Henrique Moreira Rêgo foi designado e
realizou as correições e a inspeção nos cartórios das três comarcas
após pedido de providências protocolado na Corregedoria Geral de
Justiça. Em seu relatório, o magistrado destaca que, após verificar os
Livros de Registros de Imóveis, encontrou irregularidades de todos os
tipos. "Escrituras foram 'fabricadas' e dados constantes nos registros
foram adulterados. Faltam escriturações de dados nos Livros. Eram
emitidas apenas certidões sem que os registros constem nas páginas, que
ficam em branco para posterior escrituração", informou.
Para exemplificar as irregularidades, o juiz Luís Henrique citou caso onde, na cidade de Parnaguá, uma propriedade de 437 hectares foi ampliada para mais de 49 mil hectares por decisão do hoje Juiz aposentado Osório Bastos, quando este estava em atividade.
Para exemplificar as irregularidades, o juiz Luís Henrique citou caso onde, na cidade de Parnaguá, uma propriedade de 437 hectares foi ampliada para mais de 49 mil hectares por decisão do hoje Juiz aposentado Osório Bastos, quando este estava em atividade.
Atualmente, o magistrado
inativo cumpre prisão domiciliar, aguardando julgamento, por acusação em
vários crimes. Em outro caso, na comarca de Gilbués, um funcionário do
cartório alterou uma matrícula com área primitiva de Cr$20,00(vinte
cruzeiros, unidade usada à época para definir a relação valor/extensão),
transformando-a em 1.920 hectares por simples escritura particular em
1966, sem ação divisória ou demarcatória.
Segundo o juiz-corregedor, o
mesmo funcionário só começou a trabalhar no referido Cartório na década
de 80 e acabou se tornando proprietário das terras por meio de uma
escritura pública de doação que não foi localizada no Cartório. "É
possível afirmar que a referida matrícula e as dela decorrentes, são de
origem inconsistente, merecendo, portanto, serem anuladas, já que são
falsificadas", acrescentou o Juiz.
Ao analisar o relatório e documentos probatórios anexos, a Desembargadora Eulália decidiu que todas as matrículas das referidas Comarcas e de outras no Estado devem ser verificadas, a fim de que, eventualmente, possam ser descobertas irregularidades semelhantes .
Ao analisar o relatório e documentos probatórios anexos, a Desembargadora Eulália decidiu que todas as matrículas das referidas Comarcas e de outras no Estado devem ser verificadas, a fim de que, eventualmente, possam ser descobertas irregularidades semelhantes .
A corregedora geral editou provimento,
regulamentando o bloqueio das matriculas investigadas pelo Juiz Auxiliar
da Corregedoria. Também enviou ofícios aos juízes titulares das
comarcas citadas no relatório e aos representantes locais do Ministério
Público, sugerindo o afastamento dos Titulares dos Cartórios. A
desembargadora determina ainda a esses Tabeliães que informem também os
endereços referentes às matrículas investigadas, para abertura de
processos individuais.
Por último, a corregedora geral, também através de ofício, recomenda à Procuradoria Geral do Estado, o ajuizamento de Ações Discriminatórias em Avelino Lopes e Morro Cabeça no Tempo, para registrar áreas pertencentes ao Estado do Piauí. Cópia da decisão foi enviada à Superintendência da Polícia Federal no Piauí, para a competente apuração de que, na mesma leva, alguns títulos teriam sido usados como garantia em ações de execução fiscal junto ao INSS. Por determinação da Desembargadora Eulália Pinheiro, Correições e Inspeções com os mesmos objetivos poderão se estender a outras Comarcas do Piauí que possam estar em situação semelhante.
Do TJPI
Por último, a corregedora geral, também através de ofício, recomenda à Procuradoria Geral do Estado, o ajuizamento de Ações Discriminatórias em Avelino Lopes e Morro Cabeça no Tempo, para registrar áreas pertencentes ao Estado do Piauí. Cópia da decisão foi enviada à Superintendência da Polícia Federal no Piauí, para a competente apuração de que, na mesma leva, alguns títulos teriam sido usados como garantia em ações de execução fiscal junto ao INSS. Por determinação da Desembargadora Eulália Pinheiro, Correições e Inspeções com os mesmos objetivos poderão se estender a outras Comarcas do Piauí que possam estar em situação semelhante.
Do TJPI
Fonte: http://www.cnj.jus.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18097:bloqueadas-matriculas-de-terras-griladas-no-pi&catid=224:judiciario&Itemid=584
Rio de Janero. Cabo dos bombeiros, é preso acusado de incitar greve.
Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil.
Rio de Janeiro – O Corpo de Bombeiros do Rio decretou, na noite de
ontem (8), a prisão administrativa, de 72 horas, do cabo Benevenuto
Daciolo, acusado de crime militar de incitamento. Daciolo foi um dos
líderes do movimento grevista dos bombeiros fluminenses no ano passado e
chegou a ser detido com outros 400 militares por motim.
Bombeiros e policiais militares fluminenses ameaçam entrar em greve
por aumento salarial. Segundo o Corpo de Bombeiros, a Constituição
proíbe que militares (inclusive bombeiros e policiais) façam greve. O
secretário estadual de Defesa Civil e comandante dos bombeiros, Sérgio
Simões, informou que já solicitou à Justiça a prisão preventiva de
Daciolo.
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deve votar às 11h
de hoje (9) o Projeto de Lei 1.184/12, que trata de aumento concedido a
servidores da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e
de agentes penitenciários. O texto seria votado na última terça-feira
(7), mas foi retirado de pauta após receber 78 emendas.
Edição: Graça Adjuto
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-09/cabo-dos-bombeiros-do-rio-e-preso-acusado-de-incitar-greve
O Líder ex-soldado Prisco, é Preso. Policiais militares em greve começam a deixar Assembleia Legislativa da Bahia.
Luciana Lima - Enviada Especial.
Salvador - Os policiais militares (PMs) em greve que ocupavam a
Assembleia Legislativa da Bahia desde o dia 31 de janeiro começaram a
deixar o prédio por volta das 6h de hoje (9). A saída foi anunciada de
madrugada pelo advogado Rogério Andrade, que defende alguns líderes do
movimento. A saída é feita com calma e todos estão sendo revistados
pelos militares do Exército que cercam o local desde a última
segunda-feira (6).
O líder do movimento Marcos Prisco deverá ser o último a deixar o
prédio. Ele e mais 11 PMs tiveram a prisão decretada pela Justiça e
exigiam a revogação da medida para encerrar a greve. Há pouco, um
policial que protestava dentro de uma gaiola, também passou pela revista
do Exército. Ele fazia o protesto desde domingo (5).
Depois de serem revistados, os policiais militares que não têm
mandado de prisão, entram em seus próprios carros para ir embora.
Edição: Graça Adjuto
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-09/policiais-militares-em-greve-comecam-deixar-assembleia-legislativa-da-bahia
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Maranhão. Radialista é assassinado em Coêlho Neto. Maranhão
Lamentável!
Raimundinho do Povo, radialista comunitário da Cidade Livre FM 87,9 MHz
foi assassinado covardemente e por motivo fútil, hoje por volta das 7
horas da manhã, na Rua das Virtudes, no Bairro Santana, na cidade de
Coelho Neto.
O assassino disparou três tiros de revólver contra a
vítima, sendo que uma das balas atingiu-lhe o pescoço. Logo após o crime
o assassino fugiu a pé tomando rumo ignorado.
Estamos
inconformados com esse crime bárbaro que aconteceu em nossa cidade.
Esperamos que a POLÍCIA faça a sua parte e prenda o assassino o mais
rápido possível.
Perdemos um amigo que diariamente emprestava a sua voz para entreter a comunidade através das ondas do rádio.
Fonte:http://erisantoscastro.blogspot.com/2012/02/em-primeira-mao-radialista-e.html
Aeroportos Privatização II."Concessão dos Aeroportos foi estratégia de redistribuição de renda".
A concessão dos Aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos à
inciativa privada desagrada a quem é contra as privatizações, por
princípio.
E a princípio, o governo Dilma é contrário à privatizações. Então qual é a lógica dessas concessões?
Se olharmos bem a operação ao longo dos 20 a 30 anos, veremos que não há uma política pública de diminuição do Estado no setor aéreo, e sim um remanejamento de capital estatal de uma região para outra, a fim de promover o desenvolvimento regional.
O governo está arrecadando dinheiro em mercados ricos como São Paulo e Brasília, para investir em mercados menos desenvolvidos que precisam de aeroportos melhores, como nas regiões Norte, Nordeste, no Pantanal, em Foz do Iguaçu, etc. O resultado disso será melhor distribuição de renda, principalmente para a indústria do turismo.
A concessão rendeu R$ 24,5 bilhões pelo que já existe em São Paulo, Campinas e Brasília. Esse dinheiro é destinado ao Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que tem a finalidade de garantir verbas para outros aeroportos a serem reformados ou construídos sob direção ESTATAL, especialmente os regionais.
E a princípio, o governo Dilma é contrário à privatizações. Então qual é a lógica dessas concessões?
Se olharmos bem a operação ao longo dos 20 a 30 anos, veremos que não há uma política pública de diminuição do Estado no setor aéreo, e sim um remanejamento de capital estatal de uma região para outra, a fim de promover o desenvolvimento regional.
O governo está arrecadando dinheiro em mercados ricos como São Paulo e Brasília, para investir em mercados menos desenvolvidos que precisam de aeroportos melhores, como nas regiões Norte, Nordeste, no Pantanal, em Foz do Iguaçu, etc. O resultado disso será melhor distribuição de renda, principalmente para a indústria do turismo.
A concessão rendeu R$ 24,5 bilhões pelo que já existe em São Paulo, Campinas e Brasília. Esse dinheiro é destinado ao Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que tem a finalidade de garantir verbas para outros aeroportos a serem reformados ou construídos sob direção ESTATAL, especialmente os regionais.
Portanto, o dinheiro do setor aéreo não está sendo "desestatizado", está
sendo remanejado da região mais rica para as regiões mais pobres,
corrigindo desequilíbrios regionais.
- O governo concedeu por decisão estratégica própria, e não por imposição do FMI, nem por necessidade de pagar dívidas.
Outra fonte de receita destes aeroportos concedidos, também para reinvestir nos aeroportos estatais através deste Fundo:
- 10% do faturamento bruto anual de Guarulhos;
- 5% do faturamento bruto anual de Viracopos;
- 2% do faturamento bruto anual de Brasília.
Por fim, a Infraero continua dona da concessão de 49% destes três aeroportos e, portanto, continuará tendo metade dos lucros
deles.
A ideia de conceder à iniciativa privada assusta, e protestos como os da
CUT são justos, válidos e compreensíveis, pela má experiência
das privatizações no passado, mas dessa vez nada tem a ver com o que foi
feito na era tucana. Eis as diferenças:
- O governo concedeu por decisão estratégica própria, e não por imposição do FMI, nem por necessidade de pagar dívidas.
- Não há diminuição do estado no setor. O dinheiro será investido em outros aeroportos estatais.
- A concessão tem prazo: 20 anos para Guarulhos, 25 para Brasília, e 30
para Viracopos, podendo prorrogar apenas por 5 anos. Depois disso, os
Aeroportos voltam às mãos Estado e, se lá o governo quiser deixar 100%
nas mãos da Infraero ou fazer novo leilão, pode decidir o que for
melhor.
- A Infraero não foi privatizada. Ela perdeu espaço nestes Aeroportos
por uma mão, mas ganhará pela outra, nos Aeroportos estatais que
receberão investimentos do FNAC.
- Se a Infraero não foi privatizada, não haverá demissões em massa de
seus funcionários, como ocorria na privataria tucana. No máximo ocorrerá
remanejamento, se houver excedente em algum dos aeroportos concedidos.
Se olharmos o todo, a operação foi engenhosa. Havia pouco interesse do
capital privado em investir nas outras regiões, e havia muito interesse
em investir em São Paulo e Brasília. O governo jogou com os investidores
para fazer uma triangulação: captou dinheiro em São Paulo, que será
investido no Nordeste, na Amazônia, no Pantanal, etc.
Detalhe: São Paulo e Brasília não terão nenhum prejuízo. Pelo contrário,
as concessionárias estão obrigadas a investir R$ 16 bilhões nos 3
aeroportos ao longo dos anos, para ampliação e modernização.
Em tempo: o BNDES não está financiando o valor da concessão, como há gente mal informada dizendo por aí. O BNDES oferece empréstimo para obras de ampliação dos aeroportos, como sempre fez com outros empreendimentos industriais e de infra-estrutura.
Em tempo: o BNDES não está financiando o valor da concessão, como há gente mal informada dizendo por aí. O BNDES oferece empréstimo para obras de ampliação dos aeroportos, como sempre fez com outros empreendimentos industriais e de infra-estrutura.
Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2012/02/concessao-dos-aeroportos-foi-estrategia.html
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Vereador Nato consegue junto a Prefeitura o Asfaltamento de mais de 75 Ruas no Polo do Coroadinho.
A
população do Pólo Coroadinho é beneficiada com mais de 75 ruas
asfaltadas, divididas entre as áreas da Vila dos Frades, Vila São
Sebastião, Bom Jesus entre outras.O Vereador Nato declara que é um grande avanço para a população do Pólo Coroadinho, pois o asfaltamento destas ruas permite uma melhoria significativa na qualidade de vida da população beneficiada.
Fonte: http://blogdovereadornato.blogspot.com
Petroleo. Para entender o que é estratégico
Postado por Fernando Brito.
| O Jurong Aracruz, no Espírito Santo: o navio sonda nasce junto com o estaleiro |
O mercado de exploração de petróleo não é igual a uma feira livre,
onde você pode ficar rodando e escolhendo, na hora em que quiser, a
melhor oferta de preço.
Os contratos de concessão, que vigem na maior parte do mundo, têm
datas, prazos que, se não cumpridos, acarretam a perda dos direitos
exploratórios.
E os equipamentos são altamente especializados e caríssimos.
O aluguel de uma sonda da águas ultra profundas, no mercado
“varejista” – contratos bem negociados ficam um pouco abaixo disso –
anda na faixa de US$ 500 mil por dia (por dia, é isso mesmo).
Em 2007 e 2008 a Petrobras teve de fazer malabarismo para colocar
sondas em todas as áreas que detinha e por pouco não perde os direitos
exploratórios de uma das áreas do pré-sal, o campo de Carioca.
A opção, corretíssima, da empresa foi estimular a fabricação aqui
destas sondas. Mas enfrentamos o problema de operação plena dos
estaleiros e do ineditismo desta produção.
A solução foi a própria Petrobras coordenar a formação de uma empresa
com este fim, a Sete Brasil, reunindo bancos e fundos de investimento.
Foi ela a contratada para fazer as sete primeiras sondas de um lote
total de 28 unidades, e concorreu às demais 21, no finalzinho do ano
passado, numa licitação que a Petrobras suspendeu à espera de uma baixa
de preços.
Mas as sondas têm de sair e vão sair.
Mesmo sem a garantia firmada do contrato, a Sete Brasil contratou uma
sonda ao estaleiro Jurong Aracruz, que está sendo construído no
Espírito Santo, ainda em fase inicial.
Baseado num desenho inédito, o navio-sonda poderá operar em lâmina
d´água de mais de 3,3 mil metros e tem capacidade para perfurar mais
outros 9 mil metros no subsolo.O índice de nacionalização deverá ser
superior a 60%.
Se a Petrobras não tivesse o peso que tem na empresa, ela firmaria um
contrato assim, de quase US$ 800 milhões? E se a sonda não começasse a
ser projetada agora, se as encomendas de partes e equipamentos não
pudesse começar a ser feita, se os problemas de um primeiro produto não
começassem a ser enfrentados já, haveira prazo para que a sonda entrasse
em operação no calendário-limite que tem a Petrobras?
Um empresa de petróleo com as perspectivas que tem a Petrobras
precisa deste poder, porque é dele que se origina a pressão que ela
precisa fazer sobre seus fornecedores. Se a Sete Brasil bancou os
riscos, é porque sabe que há mercado.
A Petrobras tinha apenas duas sondas de águas ultraprofundas em 2007,
hoje tem 25, terá 34 dentro de dois anos, quando- aí, sim – entrarão em
operação as sondas feitas no Brasil. Em 202o, quando o contrato estiver
concluído, serão 65, um terço delas fabricado aqui.
Sem o novo modelo de partilha, sem a garantia de operar todos os
nossos poços do pré-sal pela petroleira brasileira, alguém ia meter o
peito na correnteza e produzir este bilionário equipamento aqui,
turbinando a economia, a indústria, a tecnologia e o emprego?
Imprudência? Imprudência é um gigante que aceita rastejar.
Fonte: http://www.tijolaco.com/
Samsung pode assumir o Estaleiro Atlântico Sul
Atrasos na produção incomodam governo
O Atlântico Sul surgiu como uma espécie de “projeto-de-governo”, na
era Lula. Diante de impasses com outros estaleiros, teve-se a idéia de
se lançar um super-estaleiro, capaz de construir grandes navios e, além
disso, democratizar regionalmente o setor, antes excessivamente
concentrado no Rio de Janeiro – o que hoje não mais ocorre, pois, além
de projetos em Pernambuco e Alagoas, há pólos crescentes no Rio Grande
do Sul e projetos para a Bahia. A descentralização só não é mais intensa
porque Santa Catarina rejeitou o estaleiro de OSX, Eike Batista, que
traria um pouco de poluição e muitos empregos ao estado e agora cresce
de forma acentuada no Norte fluminense. Quando pronto, irá superar o
Atlântico Sul em capacidade de produção.
Um fato gerou grandes problemas para o Atlântico Sul: o navio “João
Cândido”. Houve erros a começar pelo nome do navio, uma provocação
infantil à Marinha do Brasil. João Cândido era um suboficial que liderou
revolta contra a estrutura da entidade, o que a Marinha, sob qualquer
governo, não aceita.
Problemas estruturais e de montagem fizeram com que, primeiro navio
da Transpetro a ser lançado ao mar, o “João Cândido” até hoje não fosse
entregue. O segundo navio a ser lançado, o “Celso Furtado”, do Mauá,
ficou com a láurea de ser o primeiro incorporado pela Transpetro. E, se
houver mais atrasos, o segundo navio a ser entregue será o “Sergio
Buarque de Hollanda”, também do Mauá, ou até mesmo o “Rômulo de
Almeida”. No caso do “João Cândido”, observadores pessimistas garantem
que o navio não pode navegar.
Mas a maioria dos analistas do setor
afirma que os problemas decorreram do excesso de soldagem exigido, pois o
navio foi feito com mais blocos a serem montados do que seria natural. A
pressa de Lula para ter uma solenidade marcante – de recuperação da
construção naval e de renascimento industrial no Nordeste – agravou esse
fato, mas a maioria dos informantes garante que o American Bureau of
Shipping (ABS) irá dar sinal verde ao navio. Com isso, o petroleiro
ganharia uma espécie de classificação AAA para a comunidade
internacional, pois com aprovação de entidade classificadora
internacional, um navio pode ser incorporado à frota alemã ou americana
sem ser submetido a qualquer teste.
Resta saber o que irá pedir a Samsung para assumir o estaleiro.
Certamente, não irá querer desembolsar altos valores, ao contrário do
que desejariam Camargo Corrêa e Queiróz Galvão. Mas, como tem estaleiros
na Coréia, a Samsung pode ser atraída pela possibilidade de receber
outras obras do Brasil (Petrobras), o que lhe compensaria a árdua tarefa
de reorganizar administração e setor técnico do Atlântico Sul. Tudo
indica que o acordo pode ser fechado, pois Camargo e Queiróz colheram
mais dissabores do que alegrias com o estaleiro pioneiro de Pernambuco.
Os estaleiros brasileiros não gostariam de ver obras prometidas ao
mercado interno levadas para a Coréia, mas este pode ser o preço para
pacificação do Atlântico Sul.
FONTE: NetMarinhaRead more: http://www.naval.com.br/blog/#ixzz1litvaVGJ
Cantanhede: Ensaio do Bloco Arrastão da Folia abre a temporada carnavalesca com mega evento e reúne público recorde.
Cerca
de cinco mil pessoas compareceram ao primeiro ensaio do Bloco Arrastão
da Folia realizado sábado (04) em Cantanhede. O mega evento começou
oficialmente às quatro horas da tarde e estendeu-se até as quatro da
madrugada de domingo.
Atrações
Atrações
A programação teve de tudo um pouco. Sete atrações, doze horas ininterruptas de samba, forró, swing, e som automotivo.
| Máquina de Descascar Alho, primeira atração da noite |
| César Muniz e Banda, swing e axé no Trio Matrix |
| Bateria da Escola de Samba Turma do Quinto |
| Bicho Terra |
| Mírian Rocha com brincantes do Bicho Terra |
| A coreografia do Bicho Terra contagiou os jovens |
Evento prestigiado
| Autoridades, empresários e personalidades cantanhedenses prestigiaram o evento |
O
primeiro ensaio do Bloco Arrastão da Folia foi prestigiado por diversas
autoridades e lideranças políticas da região. Participaram do evento os
Secretários de Estado Hildo Rocha (Assuntos Políticos) e Coronel Vieira
(Chefe da Casa Militar); os deputados estaduais César Pires (DEM) e
Roberto Costa (PMDB); o prefeito de Arari, em exercício, Djalma Machado,
acompanhado de assessores e do Secretário de Obras daquele município. O
vereador de Matões do Norte, Joni Rocha, a ex-secretária de Ação Social
de Cantanhede, Mírian Rocha, e o ex-prefeito do município, Hilton Rocha
também estavam presentes.
Volta ao passado de glórias e alegrias
A
qualidade e a diversidade de atrações, a primorosa organização e o
ambiente de alegria reinante durante a realização da festa fez lembrar
os mega eventos realizados no período compreendido entre 1997 e 2004,
quando o município era administrado pelo hoje Secretário de Estado de
Assuntos Políticos, Hildo Rocha.
| Mírian Rocha com participantes do evento |
| Roberto Brandão (Bicho Terra), Hildo Rocha, Benilma e César Pires, Deputado Estadual (DEM) |
Aeroportos Privatização I. “Dilma, eu não me engano, privatizar é coisa de tucano”.
“Dilma, eu não me engano, privatizar é coisa de tucano”, entoam manifestantes em frente à Bovespa. 06/02/2012.
CUT, CMP, CGTB, Sindicatos e partidos populares se somaram no ato
contra a privatização dos aeroportos e em defesa do patrimônio público.
“Dilma, eu não me engano, privatizar é coisa de tucano”,
entoaram nesta segunda-feira (6) manifestantes concentrados em frente à
Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), contrários ao processo de
privatização dos aeroportos.
O protesto reuniu militantes do Sindicato Nacional dos Aeroportuários
(SINA), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Movimentos
Populares (CMP), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),
Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Pátria Livre (PPL), que se
pronunciaram contra a entrega do patrimônio público nacional. A
privatização dos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, de Viracopos, em
Campinas, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, que juntos respondem por
30% da movimentação dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves
do sistema brasileiro foi denunciada como um “crime de lesa-Pátria”.
“É preciso falar o português claro, pois não tem sentido nenhum dar
dinheiro público para os estrangeiros virem tomar o que é nosso.
Infelizmente é o patrimônio do Brasil que está sendo entregue pelo
governo que nós ajudamos eleger. É a pauta dos derrotados, vindo com
força”, denunciou Francisco Lemos, presidente do SINA.
Lemos lembrou que primeiro o governo disse que não havia dinheiro
para modernizar os aeroportos diante da urgência da Copa do Mundo – e
que era preciso garantir a participação estrangeira no leilão. Depois, o
BNDES foi acionado para financiar a desnacionalização, o que é
totalmente absurdo.
Como sintetizou o secretário de Administração e Finanças da CUT
Nacional, Vagner Freitas, “a privatização dos aeroportos representa um
descarrilhamento do governo”. “A proposta neoliberal de sucateamento do
patrimônio público e abertura ao capital internacional foi derrotada
nas urnas, pois todos sabemos o que significou a privatização da
telefonia, da energia e da siderurgia. Neste momento em que o país
precisa crescer e se desenvolver para enfrentar os impactos da crise
internacional, não podemos permitir o retrocesso. Ao privatizar os
aeroportos, o governo não está sendo leal com o voto das urnas e a CUT
não vai admitir esta violência”, ressaltou Vagner.
“Coerente com o que defendemos e pensamos quando enfrentamos a
polícia e a repressão nos anos 90, estamos aqui hoje para denunciar o
absurdo que é entregar o filé do transporte aéreo brasileiro, os
melhores e mais lucrativos aeroportos à iniciativa privada. E pior, com
80% dos investimentos oferecidos pelo BNDES, que é um banco público”,
acrescentou Quintino Severo, secretário geral da CUT Nacional.
Representante da CMP, Luiz Gonzaga (Gegê) denunciou a privatização
como um retrocesso lamentável e defendeu a mais ampla mobilização da
sociedade brasileira para impedir o prosseguimento de tal crime.
O presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira destacou a
importância da unidade das centrais e do movimento social para a luta
em defesa do Brasil. “Nós precisamos de um Estado cada vez mais forte e
atuante em defesa dos interesses do nosso povo, do desenvolvimento
nacional. Privatizar é o oposto disso, é abrir mão da soberania”,
condenou Bira.
Para o diretor executivo da CUT Nacional, Júlio Turra, o momento
exige dos movimentos sindical e social uma ação mais contundente, “para
não dar vida fácil aos privatistas e aos que querem continuar
perpetrando crimes como este contra o patrimônio público”. “Não vamos
permitir que continuem metendo a mão em recursos públicos, em dinheiro
do BNDES, para dar lucro garantido a meia dúzia de assaltantes”,
acrescentou o secretário de Políticas Sociais da CUT São Paulo, João
Batista Gomes (Joãozinho).
Membro da direção nacional do PT, Marcos Sokol lembrou que um serviço
público essencial, como e o caso dos aeroportos brasileiros, funciona
na base de subsídio cruzado, onde a parte lucrativa garante a
deficitária. “Agora querem privatizar o filé, deixando o osso para o
Estado. Isso é um crime, uma concessão ao capital internacional, é a
volta dos que não foram, na realidade. Se há males que vêm para o bem,
posso dizer que esse crime contra a nação brasileira não ficará
impune”, acrescentou Sokol.
Em nome da Juventude Pátria Livre (JPL), Antonio Henrique denunciou
que a privatização dos aeroportos é “um ato praticado pelas viúvas de
FHC, que depois de terem vendido 121 estatais lucrativas querem agora
continuar entregando aos estrangeiros a nossa fronteira aérea,
dilapidando a nossa empresa de infraestrutura aeroportuária”. “O que
precisamos é de mais Estado, de empresas públicas para fazer o Brasil
crescer”, concluiu.
Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/dilma-eu-nao-me-engano-privatizar-e-coisa-de-tucano.html
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