segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Irã suspende petróleo à França e ao Reino Unido.

A medida é retaliação às sanções econômicas da União Europeia e dos Estados Unidos

Em resposta às sanções econômicas impostas pela União Europeia (UE), o Irã suspendeu ontem a exportação de petróleo à França e ao Reino Unido. O anúncio foi feito horas depois de Teerã ter defendido um diálogo acerca de seu programa nuclear — o governo quer um acordo no qual "ambas as partes saiam ganhando", segundo o chanceler iraniano, Ali Akbar Salehi.

Para o diretor-geral para a Europa Ocidental do Ministério de Relações Exteriores iraniano, Hassan Tayik, a decisão reforça a posição de Teerã. "As sanções não vão afetar os iranianos, mas terão (com a retaliação comercial) um efeito adverso na população europeia, que está em uma situação econômica difícil e enfrenta um duro inverno". A Arábia Saudita já declarou, contudo, que está preparada para fornecer petróleo extra aos países europeus e suprir a redução do fornecimento pelo Irã.

A França minimizou a medida. "A decisão iraniana não tem consequências diretas", disse Jean-Louis Schilansky, presidente da União Francesa das Indústrias de Petróleo (UFIP), ao pricipal jornal francês Le Monde. Ele afirmou que, "a França praticamente parou de importar petróleo iraniano desde 2011" e essas entregas agora barradas "representavam uma parte muito pequena da oferta". A Inglaterra está na mesma situação, segundo Schilansky.

O iraniano Tayik destacou, ainda, que o país "não pode permanecer indiferente a um embargo de petróleo da UE", considerando que o bloco compra cerca de 20% dos 3,6 milhões de barris de petróleo que Teerã exporta por dia. Ele avalia, entretanto, que o Irã "não terá problemas para encontrar novos clientes". Na última quarta-feira, o país já havia anunciado novas condições para a compra e venda de petróleo aos países europeus, uma decisão que criou polêmica e fez aumentar os preços do petróleo no mercado internacional.

A suspensão anunciada agora já era esperada por autoridades internacionais. Logo depois de a UE anunciar as novas sanções, o ex-ministro da Inteligência iraniana Ali Fallahian propôs que o país suspendesse a venda de petróleo aos países do bloco. Para ele, como o grupo levaria seis meses para encontrar uma alternativa de reposição do combustível, a suspensão seria altamente prejudicial aos europeus. "Com a falta do produto, o preço subirá no mercado internacional", indicou. Fallahian observou que a Rússia é a única que pode oferecer aos europeus um petróleo similar ao iraniano.

Pressão
Em janeiro deste ano, a tensão entre o Irã e as potências ocidentais aumentou. A UE decidiu diminuir gradativamente a importação do produto iraniano, além de congelar os ativos do Banco Central persa no bloco, para pressionar Teerã a abandonar seu controverso programa nuclear, suspeito de ser destinado à produção de armas atômicas.

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, entretanto, alegou inúmeras vezes que o projeto tem fins pacíficos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sugeriu que o país teria começado a controversa produção de urânio enriquecido a 20% em Fordo, o que teria aumentado as suspeitas da comunidade internacional, já que, a 90%, o urânio pode servir para fabricar bombas atômicas.

Os Estados Unidos também anunciaram novas e mais rígidas medidas contra o Irã. A medida bloqueia qualquer bem ou participação em ativos do governo iraniano. A ordem afeta todo o sistema financeiro do país.

Decisão solitária
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, general Benny Gantz, afirmou que o país não irá fazer consultas caso decida atacar o Irã. "Israel é o fiador central de sua própria segurança. O Estado de Israel deve se defender", argumentou o general Gantz em uma entrevista à rede de televisão pública, uma das várias concedidas no fim de semana, sobre a crise iraniana.

As declarações coincidem com a chegada a Israel do conselheiro de segurança nacional americano, Tom Donilon. No sábado, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, convocou a comunidade internacional para aumentar o regime de sanções contra o Irã antes que a República Islâmica ingresse em uma "zona de imunidade" que a tornaria invulnerável aos ataques contra seu programa nuclear. Há algumas semanas persiste o rumor de que Israel poderia bombardear o Irã para paralisar seu programa nuclear.

Fonte:http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha/correiobraziliense

Ricardo Teixeira. A queda livre de um peso pesado.

A queda livre de um peso pesado
20 Fev 2012

Antes todo-poderoso do futebol brasileiro, Ricardo Teixeira é levado a planejar uma nova carreira longe do esporte e dos corredores do poder
HUDSON CORRÊA E NELITO FERNANDES

Ricardo Teixeira sempre pareceu inabalável. Em seus 23 anos à frente da Confederação Brasileira de Futebol, foi senhor absoluto sobre uma das maiores paixões dos brasileiros. O excesso de poder, entretanto, muitas vezes mascara falhas estruturais graves, como já descobriram grandes empresas (Pan Am, Enron, General Motors) e líderes nacionais (Muammar Khadafi, Hosni Mubarak, Silvio Berlusconi). Como um velho dique carente de manutenção, Ricardo Teixeira começou a exibir pequenas fissuras, inicialmente controladas à custa de amigos influentes. No último ano, as rachaduras tornaram-se mais profundas – e levaram à enxurrada de informações divulgadas na semana passada sobre o desejo de Teixeira de largar o osso a que sempre teve tanto apego. O que há anos parecia impossível assumiu tom de realidade nas conversas do mundo do futebol. Exatamente como no diálogo de dois veteranos de guerra no clássico O Sol também se levanta, de Ernest Hemingway, no qual um personagem pergunta como o outro foi à falência, e ouve a resposta: “De dois jeitos. Aos poucos e, depois, de repente”.
Nos últimos dias, de repente, mas aos poucos, o presidente da CBF falou a amigos sobre sua saída do cargo e do comando da organização da Copa 2014. A família Teixeira já está em Miami, nos EUA. Isso sugere uma mudança de ares. Aos 64 anos, Teixeira não pretende, porém, pendurar sua gravata. Segundo documentos obtidos por ÉPOCA, o mandachuva futebolístico já aponta para outra direção: consultorias e transações envoltas em suspeitas. Em 2011, revelam os documentos, Teixeira retomou e ampliou um negócio apontado pelo Ministério Público Federal como o meio usado por ele nos anos 1990 para receber, de uma agência de marketing esportivo europeia, US$ 9,5 milhões de propina.Esse duto de dinheiro sujo chama-se RLJ Participações, de acordo com a Procuradoria da República uma empresa de fachada com endereço no centro do Rio de Janeiro. Durante 17 anos, não houve qualquer alteração contratual da RLJ na Junta Comercial. Em meados do ano passado, após novas denúncias de pagamento de suborno a Teixeira, ele voltou a investir na empresa, meses depois de a rede britânica BBC tê-lo acusado de receber propina. O esquema da RLJ foi mencionado pela primeira vez em 2001, pela CPI do Futebol no Congresso Nacional. Oito anos depois, durante o julgamento dos envolvidos em irregularidades na empresa de marketing suíça ISL, parceira da Fifa na década de 1990, foi revelado o pagamento de propina a dirigentes da entidade para a obtenção de contratos lucrativos. No final de 2010, alguns bois receberam nome. A BBC disse que Teixeira recebeu US$ 9,5 milhões de suborno da ISL. O pagamento, segundo a acusação, ocorreu por meio da empresa Sanud Etablissement, sediada na minúscula nação europeia Liechtenstein. A Sanud é sócia de Teixeira na RLJ Participações. Para o Ministério Público, a Sanud também pertence a Teixeira, algo que ele nega. Os documentos agora obtidos por ÉPOCA reforçam as suspeitas dos procuradores. Procurada, a assessoria de Teixeira negou haver qualquer “investigação ou acusação sobre recebimento de propina” em andamento.
O último registro sobre atividades da RLJ era datado de 1994. A empresa tinha capital de R$ 3 milhões, divididos entre a Sanud (49,99%), Teixeira (25,01%) e a então mulher do dirigente, Lúcia Havelange (25%). Dezessete anos depois desse último registro e já abalado pelo retorno da denúncia à imprensa internacional, Teixeira resolveu retomar a operação da RLJ em junho de 2011. Primeiro comunicou à Junta Comercial que uma decisão judicial de 1999 transferira para ele as ações de sua agora ex-mulher – era parte da partilha de bens na separação do casal. O segundo passo foi mudar o ramo de atividade da empresa. Ela passou a ter como objeto social a participação como sócia em empresas e entidades, prestação de serviço de administração, consultoria e assessoria técnica específica. Teixeira incluiu uma gama maior de possibilidades de atuação. Também aumentou o capital da RLJ em mais R$ 3,1 milhões. No final do mês passado, fez um novo aporte, de R$ 1,2 milhão. Isso elevou o capital social da RLJ a R$ 7,3 milhões. Teixeira ainda transformou a empresa de limitada para sociedade anônima e nomeou seu filho Roberto como diretor “sem designação específica”. Em todas as alterações registradas na Junta, consta dos documentos somente a assinatura de Ricardo Teixeira. Em nenhum dos cinco casos descritos há assinatura, nome ou procuração de representantes do outro dono, a Sanud. Sócios majoritários, como no caso de Teixeira, podem administrar sozinhos empresas do tipo limitada (Ltda.). Mas o fato de não haver qualquer menção a representantes da Sanud reforça a versão do Ministério Público de que ela também pertence a Teixeira.
A Sanud mandou ao menos R$ 2,9 milhões à RLJ em 1996 e 1997, remessas identificadas pela CPI do Futebol. Teixeira alegou na ocasião que a transação fora lícita e devidamente registrada no Banco Central como aporte de capital. Com base nos trabalhos da CPI, a Procuradoria da República iniciou uma investigação sobre o caso em 2003. Os procuradores não aceitaram o argumento de aporte de capital e denunciaram Teixeira, em 2008, por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Dois anos depois, o Tribunal Regional Federal da 2a Região, no Rio, trancou a ação por entender que, mesmo se houvesse algum crime, ele já prescrevera. Após a reportagem da BBC, a Procuradoria solicitou a instauração de um novo inquérito à Polícia Federal. A pedido de Teixeira, o TRF interrompeu a investigação, alegando a ausência de fatos novos. Especialistas ouvidos por ÉPOCA disseram que a movimentação da empresa habilita Teixeira a prestar serviços que antes não poderia. Com a transformação de limitada em sociedade anônima (S.A.), novos sócios podem ser admitidos com a negociação de ações. Isso facilita aumentos de capital. Dessa forma, a empresa pode se cacifar para participar de licitações que exijam capital mínimo maior.
A RLJ era também dona de uma agropecuária que Teixeira mantinha em sua fazenda em Barra do Piraí, Rio de Janeiro. No mesmo endereço funcionou a VSV Agropecuária e Empreendimentos Ltda., segundo revelou o jornal Folha de S.Paulo. Essa empresa pertence à Ailanto Marketing, acusada de ter superfaturado gastos com um amistoso entre Brasil e Portugal, em Brasília, em 2008. São, no mínimo, novas relações suspeitas, que abalam ainda mais a frágil situação de Teixeira. Na Fifa, ele perdeu o apoio do presidente, Joseph Blatter, depois de ter articulado a favor de seu adversário, Mohammed Bin Hammam. Em dezembro, a Justiça suíça mandou a Fifa divulgar os documentos sobre as propinas da ISL. Isso ainda não aconteceu e pode expor a verdade sobre as transações de Teixeira. No Brasil, ele nunca teve da presidente Dilma Rousseff o mesmo apoio – e intimidade – desfrutado com Luiz Inácio Lula da Silva. Antes incontáveis, as opções de Ricardo Teixeira ficaram cada vez mais escassas. Sem ofertas de emprego, restou a ele, além de brigar com a Justiça, planejar uma nova carreira de empresário.

São Paulo é Carnaval. USP Reitor Rodas aciona PM para desocupar moradia; 12 alunos presos.

Rodas aciona PM para desocupar moradia; 12 alunos presos

Rodas aciona tropa da PM para acabar com ocupação de moradia; 12 alunos presos
do Blog da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre – SP, por sugestão  do professor Caio Toledo e de Ricardo Maciel.

Nesta manhã de domingo de carnaval, mais um triste fato marca a história da Universidade de São Paulo. Por volta das 5h da manha, mais uma vez o Reitor Rodas acionou a Polícia Militar para sitiar a Universidade, dessa vez para acabar com a ocupação da moradia Retomada. 12 estudantes foram presos, apesar de não terem resistido. Lutar não é crime! Repudiamos categoricamente a ação truculenta de Rodas e da PM! Defendemos liberdade imediata aos 12 colegas presos e exigimos anistia completa de todos os estudantes!

Infelizmente, a truculência e a falta de diálogo tem sido a marca da Reitoria da Universidade de São Paulo. Depois do dia que a USP amanheceu literalmente sitiada, com 400 homens do batalhão de choque para prender 73 estudantes, depois da tentativa de derrubar a sede do Núcleo de Consciência Negra, depois de expulsar 6 estudantes que participaram da luta pela Moradia Retomada,  depois de lacrar e retomar o espaço estudantil, Rodas mais uma vez mostrou a que veio: Reprimir para privatizar!

Em março 2010, diante da triste situação da assistência e permanência estudantil na USP, quando mais de 100 calouros que tiveram o alojamento emergencial negado pela Coordenadoria de Assistência Social, estudantes retomaram um espaço no Conjunto residencial da USP (CRUSP) que havia sido tomada pela Divisão de Promoção Social da COSEAS e pelo banco Santander, inviabilizando a utilização do espaço como moradia estudantil. A então Moradia retomada foi uma forma de viabilizar moradia a estudantes que não conseguiam passar pelo “pente fino” da Reitoria para garantir o que deveria ser um direito: a moradia estudantil assegurada pela Universidade.

A realidade atual da Universidade de São Paulo é de uma grande disputa entre aqueles que defendem uma Universidade pública, gratuita e de qualidade, autônoma, guardiã do livre pensar, e aqueles que querem o desmonte desse modelo.  Rodas comprou essa briga! A privatização e terceirização dos serviços tem sido o carro chefe da Reitoria. Todos os últimos acontecimentos na USP são a tentativa de garantir a adequação ao projeto do governo do PSDB, de uma larga adequação do ensino público as demandas essencialmente privadas. Por isso que o Reitor Rodas é ofensivo na batalha contra os movimentos sociais organizados na Universidade. Rodas quer calar os milhares de estudantes, professores e funcionários que acreditam e lutam para construir uma USP cada vez melhor, mais segura e moderna, defendendo também seu caráter público e gratuito.

Queremos qualidade de ensino e não repressão!
Tendo em vista que a educação, especialmente o ensino público, não tem sido prioridade dos governos, a assistência estudantil tem se tornado cada vez mais precarizada. No Estado de São Paulo essa situação é ainda mais grave uma vez que para adequar a educação pública as demandas privadas, os estudantes sem poder aquisitivo não tem vez. Com a tentativa de construir Universidades cada vez mais elitizadas, a Assistência Estudantil está sendo literalmente desmontada.

Em todas as Estaduais Paulistas o problema de falta de bolsas, falta de moradia e serviços de assistência estudantil fazem parte da realidade universitária. As Reitorias e o Governo do PSDB tratam como caso de polícia o que deveria ser tratado como um direito. Além do triste ocorrido na USP nessa manhã, somado a expulsão dos 6 estudantes em janeiro, na Unicamp 6 estudantes também acabam de serem suspensos por 6 meses, sem direito a nenhum vínculo com a Universidade, por terem participado de uma luta por moradia estudantil.

A repressão no campus, através da presença ostensiva da PM, fecha, portanto, um ciclo do fim completo da democracia, transparência e autonomia universitária, adequando as Estaduais Paulistas a um largo projeto de elitização e privatização. A Assistência estudantil é um direito e deve ser tratada como tal.  Acreditamos que ela deve ser plena, gratuita e de qualidade e por isso lutamos que a qualidade de ensino seja associada a uma política efetiva de assistência em termos de moradia, alimentação, saúde, cultura, lazer e demais condições necessárias ao desenvolvimento pleno da formação acadêmica. Seguiremos na luta em defesa de uma USP pública, a serviço do povo pobre e trabalhador!

O apoio jurídico da CSP-Conlutas já se encontra na 14º DP para auxiliar os estudantes! Entre os 12 presos temos uma estudante grávida de 8 meses e um menor de idade! Chamamos as entidades e movimentos a prestarem solidariedade e a se somarem numa ampla campanha contra a ditadura de Rodas e do PSDB na USP!

Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/reitor-da-usp-aciona-pm-para-acabar-com-ocupacao-de-moradia-12-alunos-presos.html

domingo, 19 de fevereiro de 2012

As novas decisões do CNJ

Min. Eliana Calmon - CNJ.
 sua primeira reunião desde que teve suas prerrogativas mantidas pelo Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostrou, mais uma vez, a importância de sua atuação para o bom funcionamento do Judiciário.

Por 12 votos contra 2, o órgão encarregado de promover o controle da magistratura puniu com a aposentadoria compulsória - a pena máxima em processo disciplinar administrativo - o desembargador Roberto Wider, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Wider, que está afastado de suas funções desde que o CNJ abriu uma sindicância contra ele, em janeiro de 2010, foi condenado por ter nomeado dois advogados - sem concurso público, como determina a lei - para dirigir cartórios extrajudiciais e por ter favorecido candidatos considerados corruptos, quando presidiu o Tribunal Eleitoral do Rio de Janeiro, livrando-os do risco de cassação de candidatura.

Os dois advogados trabalhavam no escritório de um conhecido lobista carioca, que está sendo acionado por vender sentenças judiciais, cobrar propina de tabeliães, atuar irregularmente como doleiro e ser dono de empresa cujas movimentações financeiras foram consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As investigações do CNJ mostraram que o lobista, amigo pessoal de Wider, exercia enorme influência em suas sentenças - inclusive no tempo em que ele foi corregedor da Justiça fluminense, quando tinha por atribuição coibir o tráfico de influência, o nepotismo e a corrupção.

Outra importante iniciativa do CNJ, em sua primeira sessão de 2012, foi abrir consulta pública para debater a proposta de resolução apresentada pela corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, com o objetivo de regulamentar a participação de magistrados em congressos e eventos patrocinados por entidades privadas, empresas estatais e sociedades de economia mista. 

O problema é antigo, mas foi agravado no segundo semestre do ano passado, depois de três eventos polêmicos. O primeiro envolveu um torneio esportivo de juízes trabalhistas, realizado na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, com patrocínio da Ambev, Oi, Qualicorp e Banco do Brasil. O segundo evento foi realizado em hotel de luxo da Praia da Enseada, no Guarujá. 

O encontro contou com a presença de ministros dos tribunais superiores e as despesas foram pagas por seguradoras. O terceiro evento, cuja realização foi suspensa por ordem da Corregedoria Nacional de Justiça, era um torneio de futebol de juízes federais no campo de treino da seleção brasileira, em Teresópolis, com base num acordo feito com a Confederação Brasileira de Futebol, cujo presidente é acusado de crimes financeiros.

"Trata-se de um problema ético da magistratura. Muitas vezes a instituição patrocinadora está ligada a ações na Justiça e isso desgasta a corporação", disse a ministra Eliana Calmon, ao justificar sua iniciativa. Entre os conselheiros que votaram contra a proposta da corregedora destacaram-se o desembargador Tourinho Neto e o presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso. Tourinho, que integra a Justiça Federal, chamou a imprensa de "marrom" e a acusou de estar promovendo uma campanha contra as associações de juízes. Peluso afirmou que "a opinião pública não precisa ser consultada" e que o Código de Ética da magistratura já trata da matéria.

A última decisão do CNJ, e que não foi noticiada pela imprensa, foi o reconhecimento da legalidade, por 8 votos contra 6, da decisão administrativa tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6.ª Região após a última greve de seus servidores. A Corte decidiu descontar os salários dos grevistas, em vez de autorizar a tradicional - e inócua - compensação por meio de horas extras. Temendo que as Justiças estaduais sejam atingidas por paralisações, vários conselheiros recomendaram aos demais tribunais que seguissem o exemplo do TRT da 6.ª Região.

O saldo da primeira sessão do CNJ, desde que teve seus poderes mantidos pelo Supremo, não poderia, como se vê, ter sido mais produtivo.

Fonte: www.exercito.gov.br/resenha
19 Fev 2012

São Paulo. Policia Militar na USP: TROPA DE CHOQUE PRENDE 12 ESTUDANTES DA MORADIA RETOMADA. Reintegração de posse.

Hoje, (Domingo de Carnaval) por volta das 5h, a Tropa de Choque entrou na USP e fez a reintegração de posse da Moradia Retomada. 

Sabemos, por enquanto, que 12 estudantes foram presos e levados ao 14º DP em Pinheiros-SP.

 

SEXTA-FEIRA, 27 DE JANEIRO DE 2012.

Justiça decide que reintegração de posse da Moradia Retomada na USP ocorra até 6 de fevereiro

Foi divulgado no dia 17 de janeiro de 2012, por meio do Diário da Justiça da Capital, a decisão judicial que estabeleceu o prazo de 20 dias para a execução da reintegração de posse da Moradia Retomada, localizada no térreo do bloco G do Conjunto Residencial da USP (CRUSP), próximo aos guichês de venda de ticket para o bandejão.

Não podemos aceitar mais esse ataque aos estudantes!

Moradia Retomada


Em março de 2010, frente a mais de 100 calouros que tiveram o alojamento emergencial negado pela COSEAS, os moradores do CRUSP, reunidos em assembléia, decidiram pela retomada de parte do bloco G que antes era moradia e havia sido tomada pela Divisão de Promoção Social da COSEAS e pelo banco Santander, inviabilizando a utilização do espaço como moradia estudantil. Mesmo diante da falta de vagas, a reitoria criminalizou esse movimento expulsando 6 estudantes em dezembro de 2011.

Esta ocupação, além de permanência estudantil imediata, serviu para pressionar a Reitoria a finalizar a construção de um novo bloco no CRUSP, uma conquista do acordo resultante da ocupação da Reitoria em 2007.

Permanência estudantil

A luta pela moradia estudantil na USP é antiga. Foi somente com a justificativa de abrigar atletas dos Jogos Pan americano, da década de 60, que a Reitoria construiu 12 blocos do atual CRUSP (Conjunto Residencial da USP). Negada a liberação do uso dos blocos para moradia estudantil, os estudantes ocuparam bloco por bloco, entre os anos de 64 e 68. Se o surgimento do CRUSP remonta a história de luta estudantil, a origem da COSEAS, por outro lado, foi pautada na pretensão de controle e repressão da Reitoria ligada à Ditadura Militar, com a função de vigiar a vida pessoal e política dos moradores.


FONTE: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/pm-na-usp-reintegracao-de-posse-e-prisao -de-estudantes

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Maranhao. Projeto que cria 5ª Câmara Cível do TJMA aguarda sanção da governadora.

Aguarda sanção da governadora Roseana Sarney o projeto de lei complementar que altera quatro artigos do Código de Divisão e Organização Judiciárias e cria a 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Apreciado em regime de urgência, o projeto foi aprovado, por unanimidade de votos, em sessão plenária da Assembleia Legislativa, na quarta-feira (15/2). A expectativa do presidente do TJMA, desembargador Antonio Guerreiro Júnior, é de que a 5ª Câmara Cível funcione ainda neste semestre.
Na mensagem entregue ao presidente da Assembleia, deputado Arnaldo Melo, na sede do Legislativo estadual, dia 8, o presidente do TJMA justificou a necessidade de criação de mais uma câmara cível, pelo fato de as quatro já existentes não atenderem mais à demanda.
A justificativa foi fundamentada em dados estatísticos e na necessidade consequente da ampliação do quadro de 24 para 27 desembargadores. As três vagas de desembargador a serem preenchidas foram criadas por lei complementar, em 2009. 
 
“Trata-se de um projeto de reforma do Judiciário que trará melhorias no nosso perfil de resultados. É um avanço para a Justiça e para a sociedade, pois significa maior agilidade nas respostas às demandas judiciais”, disse Guerreiro Júnior, que já determinou à Diretoria de Engenharia do Tribunal a instalação dos gabinetes dos três novos desembargadores que assumirão o cargo.
 
No dia em que recebeu a mensagem acompanhada do projeto de lei, Arnaldo Melo elogiou a iniciativa do presidente do TJMA. “É matéria de repercussão tanto para o Judiciário como para a sociedade. A instalação das três novas vagas para magistrados, já criadas pela Assembleia, confere maior dinâmica ao trabalho dos magistrados”, avaliou.
 
Ações  - De acordo com dados catalogados no sistema Themis, cerca de 540 mil ações tramitam no Poder Judiciário estadual. Apenas no ano passado foram distribuídos 188 mil processos para uma população superior a 6,5 milhões de habitantes, segundo dados registrados pelo IBGE no último censo. Somente na Justiça de 2º grau foram distribuídos 14.284 processos, o que resulta em média de 1.190 processos por desembargador.
 
O documento registra que a instalação de mais uma câmara cível requer, em consequência, a criação de outra câmara cível reunida, em razão do impedimento regimental de funcionamento de câmaras com composição superior a 14 membros, exceto o Plenário. Justifica-se também a necessidade de realização de uma sessão de julgamento cível, uma vez por bimestre, para apreciar os recursos das câmaras cíveis reunidas e outras matérias.
 
A justificativa esclarece que o custo total do projeto está dentro dos limites de gastos previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, conforme estimativa anual de impacto orçamentário elaborada pelo Tribunal.
 
O projeto de Lei Complementa nº. 01/2012 altera o artigo 18; o § 2º do artigo 20; o caput e o parágrafo 1º do artigo 22 e o artigo 28, todos do Código de Divisão e Organização Judiciárias do Maranhão.


Do TJMA - www.cnj.jus.br/j65c

Paralelismos. Thomas Sankara, o herói que desafiou os credores

Aconteceu em 1987.
A Conferência da Organização da Unidade Africana reuniu-se em Addis Abbeba, Etiópia, nos últimos dias daquele julho de muito calor.
E lá estava ele. No uniforme caqui, com seu invencível bom humor, Thomas Sankara, presidente revolucionário de Burkina Faso, o Che Guevara da África.
Foi seu último discurso, e ali conquistou os corações dos pobres e explorados. Hasta siempre. 
“Não podemos pagar essa dívida, primeiro porque, se não pagarmos, os credores não morrem. Isso é garantido. Mas se pagarmos, morremos nós. Isso também é garantido” – disse ele.

E continuou: “Os que nos empurraram para que nos endividássemos, jogaram como se estivessem num cassino. 

Enquanto ganharam, ninguém discutiu coisa alguma. Mas agora, que estão perdendo muito, exigem pagamento. E nós só falamos de crise. Não, Sr. Presidente. Eles jogaram e perderam. É a regra do jogo. Não pagaremos. E a vida continua”. 
Como eco dos protestos contra as medidas de “austeridade” na Grécia, ouve-se outra vez a voz de Sankara, o Che Guevara da África. O herói que desafiou seus credores.
Mas Sankara também sabia muito bem que não poderia estar sozinho na resistência.

E portanto conclamou os demais chefes de Estado africanos a seguir seu exemplo: “Se Burkina Faso for o único Estado que se recusa a pagar a dívida, eu não estarei aqui, na nossa próxima Conferência”, disse ele, profético. E todos riram. Hoje, está acontecendo outra vez.
O Parlamento Grego reuniu-se no domingo à noite (na madrugada da 2ª-feria, para ser bem preciso) para votar um novo memorando que imporá ainda mais restrições à classe média e aos mais pobres naquele país, que já enfrentam terríveis dificuldades. E, isso, para obter mais um empréstimo, 70% do qual será gasto para pagar o serviço da dívida anterior. A sessão foi orquestrada por um governo preposto (não eleito) – comandado por um primeiro-ministro banqueiro (também preposto, não eleito) – formado, dentre outros, de gente da extrema direita.
As novas medidas incluem corte de 22% no salário mínimo (32% para os de menos de 25 anos), 15.000 demissões no setor público em 2012 e 150 mil até 2015 (num país cuja taxa de desemprego já é superior a 20%!), cortes em serviços públicos (saúde, educação e assistência social), privatização de patrimônio público (rentável!), mais a promessa assinada de que as medidas serão implementadas, seja qual for o resultado das eleições previstas para abril – como decretou recentemente “Sua Alteza” Wolfgang Schäuble.
Na rua, à frente do Parlamento, centenas de milhares de pessoas (entre as quais Manolis Glezos e Mikis Theodorakis, heróis da resistência grega) reuniram-se para manifestar sua oposição ao memorando, à “Troika”, ao modelo econômico dominante e àqueles políticos gregos que votavam, no Parlamento. No que gritavam, ouvia-se um eco que chegava de Addis Abbeba e do fundo dos tempos: 
“Não podemos pagar essa dívida, primeiro porque, se não pagarmos, os credores não morrem. Isso é garantido. Mas se pagarmos, morremos nós. Isso também é garantido”.
À primeira vista, parece que não fez diferença alguma. O memorando foi aprovado pelo Parlamento. Mas, agora, a “Troika” está em pânico, com medo de ser derrubada pelo poder do povo, nas eleições de abril. Então, os credores tentam pateticamente adiar o pagamento do “resgate” para depois das eleições, quando o novo governo grego, depois de eleito, tiver sido obrigado a jurar que também cumprirá os termos do memorando.
Temam o povo! Vivemos grandes tempos para a democracia! 

Thomas Sankara, o homem que acreditava que revolucionários podem ser assassinados, mas não suas ideias, não chegou à Conferência da Organização da Unidade Africana do ano seguinte. Foi assassinado três meses depois daquele famoso discurso em Addis Abbeba, por seu ex-amigo e companheiro em armas, Blaise Compaoré, que continua lá, presidente de Bukina Faso, até hoje.


*Leonidas Oikonomakis é um ativista, membro do grupo de hip hop Social Waste. Bacharel em Estudos Internacionais e Europeus da Universidade de Piraeus (2005) e mestrado em Desenvolvimento Internacional: Pobreza, Conflitos e Reconstrução pela Universidade de Manchester (2006). Foi professor associado para Pesquisas na Universidade de Creta, bem como no Centro de Estudos Europeus da Middle East Technical University, em Ankara, na Turquia. Atualmente é pesquisador do Instituto Universitário Europeu, Florença. Seus principais interesses de investigação incluem teorias e práticas de desenvolvimento internacional, mudança social, pobreza, sustentabilidade e os movimentos sociais. Seus artigos têm sido traduzidas para o francês, o urdu, hindi, árabe, bahasa da Indonésia e italiano
Fonte: http://redecastorphoto.blogspot.com/

Grécia.Imagens da repressão policial.

Isto aqui a imprensa canalha nacional e internacional não mostra! Quando é para promover a propaganda sionista de Israel sobre a Síria e Irã, todos os meios de comunicação em conjunto divulgam as mesmas imagens falsas para convencer a opinião pública a apoiar invasões e pilhagens.

As emissoras de TV simplesmente ignoram completamente a violenta repressão ao povo grego que já está passando fome, porque agora, já não interessa mais mostrar imagens do povo sendo surrado, pois os bancos já controlam totalmente o país e exterminaram sua soberania. O objetivo foi alcançado.

Ninguém fala que o que levou a Grécia a este ponto foi um golpe de estado financeiro realizado pelos banqueiros, principalmente o banco Goldman Sachs, comprovadamente uma instituição financeira criminosa e sionista.

Isto é nada menos que a ascensão do IV Reich Nazi-Sionista tomando o controle da Europa e do planeta. As imagens abaixo o leitor pode ter certeza que vão ocorrer também em Portugal, Espanha, Itália, depois se alastrará pelo mundo até chegar a outros países que jamais imaginaram passar por condições humilhantes como estas. As imagens mostram claramente que o povo está desarmado, são cidadãos de todas as idades, até os idosos são surrados impiedosamente pela força polícial.









































Essa é a “democracia” que os pseudo-intelectuais da mídia e meios acadêmicos defendem com unhas e dentes. Democracia nunca existiu, isso foi uma farsa inventada pela elite para impôr uma ditadura dos banqueiros e corporações.

O que está em curso é o que vêm sendo postado no blog, os banqueiros colocam seus marionetes no governo, e estes começam a endividar propositalmente e desnecessariamente o país, colocando a população numa dívida eterna e impagável com os bancos! Foi o que fizeram na América Latina.

Enquanto o país estiver pagando os juros extorsivos aos banqueiros, está tudo ótimo para a mídia. Mas deixe de pagar aos bancos para ver se não dão um golpe de estado ou assassinam quem estiver no governo.

Enquanto o povo grego passa fome e é espancado na rua, os políticos corruptos estão entregando o país para os banqueiros e realizando compras bilionárias em armamentos, como submarinos alemães, tanques russos e fragatas francesas! É para isto que usam o povo de uma nação, para explorar a mão-de-obra e colocá-los para pagar dívidas aos banqueiros.

A polícia existe para uma coisa somente, impedir que a população se rebele contra o poder que está no governo, o Establishment que o escraviza. Esta imagem resume tudo:

Força policial protegendo os banqueiros e políticos de uma rebelião popular

O sistema capitalista é o mais eficiente e complexo sistema de controle e escravidão humana, onde o escravo acha que é livre e que o sistema funciona para atender aos seus interesses.

Fonte das imagens: nuevodesordenmundial e altamiroborges
http://caminhoalternativo.wordpress.com/

"Obamacare": 23/03/2013 é a data que o mundo será chipado?

Isso foi omitido totalmente pela mídia (é claro)...
Mas os blogs alternativos também não captaram esta informação tão importante!

Será mesmo?

Vamos continuar a acompanhar...
Veja o artigo:

Esta nova lei de Saúde (Obamacare) requer um chip RFID implantado em todos os Norteamericanos.

Este chip não só irá conter a sua informação pessoal com capacidade de rastreamento, mas também será vinculada à sua conta bancária. 

E a conseguir isso, a página 1004 da nova lei, lê-se, e cito: "O mais tardar 36 meses após a data da promulgação". 

Agora é a lei da terra que por 23 de março de 2013 vamos todos ser obrigados a ter um chip de RFID sob nossa pele e este chip será o link para nossas contas bancárias, bem como ter os nossos registros pessoais e capacidade de rastreamento integrado.

polidics.com / news / outra-oculto-secreto-em-obamacare-rfid-chip implants.html-


No domingo, 21 de março de 2010 no Senado o projeto de lei HR3200 Saúde foi aprovado e transformado em lei na terça-feira seguinte.


A Página 1004 da nova lei (dita o tempo deste chip), lê-se, e cito: "O mais tardar 36 meses após a data da promulgação"


HR seção 3200 2521, pág. º, 1001 1.


"O secretário deve estabelecer um registro do dispositivo médico nacional (nesta subseção referido como o "registro")
para facilitar a análise de pós-comercialização dados de segurança e os resultados em cada dispositivo que, ''seja ou tenha sido utilizados em um paciente; ''e'' é uma classe de dispositivo III; ou ''uma classe de dispositivo II que é implantável, de apoio à vida, ou de sustentação da vida ".

Federal de Alimentos, Medicamentos e Cosméticos:

www.fda.gov / downloads / MedicalDevi ...

A classe de dispositivo implantável II é um "sistema de transponder implantável rádio frequência para identificação do paciente e informações sobre saúde." A finalidade de um dispositivo de classe II é coletar dados em doentes médicos, tais como ", afirma dados , paciente levantamento de dados, arquivos padronizados de análise que permitem a partilha e análise de dados de ambientes de dados diferentes, registos de saúde electrónicos, e quaisquer outros dados que julgar convenientes pelo Secretário. "

Classe III inventa são itens, tais como os implantes mamários, marca-passos, válvulas cardíacas, etc Um dispositivo de Classe II que é implantável é, como visto a partir da FDA, um transponder implantável rádio freqüência, chip RFID. De implantes mamários, a marcapassos, para chips RFID qual é a única possível que pode ser usado para os fins indicados na secção B, que é, "para vincular tais dados com as informações incluídas no registro"? Como sabemos por subsecção A, a informação no registro é o nome de um dispositivo. Na planície falar, estamos em um caminho claro a ser dito que os nossos registros médicos eletrônicos vão estar ligados a um dispositivo implantável classe II!


"O Secretário para proteger a saúde pública; deve estabelecer procedimentos para permitir a ligação das informações apresentadas nos termos do parágrafo (A, lembre-se parágrafo A é a classe 2 referência dispositivo implantável) com a segurança do paciente e dados os resultados obtidos no parágrafo (3, que é eletrônico registros médicos), e para permitir análises de dados relacionados; "


Continuando a página 1007, nos padrões, critérios de implementação e seção CRITÉRIOS DE CERTIFICAÇÃO, o secretário de Saúde e Serviços Humanos é dado plenos poderes para intactos todos os mandatos do rol de itens a fazer no processo de criação do registro como bem como ditar a forma como o concebe listado no Registro Nacional de dispositivos médicos estão a ser usadas e implementadas.


"O secretário dos Serviços de Saúde Humanos, por intermédio do chefe do Gabinete do Coordenador Nacional de Tecnologia da Informação em Saúde, adoptará normas, especificações e critérios de implementação, de certificação para a troca eletrônica e uso de certificados registros eletrônicos de saúde de um único dispositivo identificador para cada dispositivo descrito no parágrafo 1 (Registro Nacional de Dispositivos Médicos), se tal identificador é exigido pela seção 519 (f) do Federal Food, Drug e Cosmetic Act (21 USC 360i (f)) para o dispositivo. "


Leia mais: http://www.libertar.in/2012/02/23032013-e-data-que-o-mundo-sera.html#ixzz1mjrOrAA8

PF cumpre mandados de busca e apreensão contra rádios clandestinas

Belo Horizonte/MG - A Polícia Federal, em conjunto com fiscais da ANATEL, cumpriu, entre os dias 15 e 17 deste mês de fevereiro, mandados de busca e apreensão em três cidades da região metropolitana de Belo Horizonte (Betim, Itabirito e Ribeirão das Neves), com a finalidade de apreender equipamentos e encerrar atividades de rádios clandestinas.

Em um dos locais, na cidade de Itabirito, foi encontrada uma espécie de “alçapão”, onde o proprietário da rádio ocultava os equipamentos na tentativa de burlar a fiscalização dos órgãos competentes.

Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Penitenciária Nelson Hungria, onde permanece à disposição da Justiça.

Ele e os demais envolvidos responderão pelo crime de atividade clandestina de telecomunicação e, se condenados, poderão receber pena de até 04 anos de prisão e multa.

Comunicação Social / Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais
Tel.: (31) 3330-5270

A Espanha e o princípio da reciprocidade.

Coisas da Política. A Espanha e o princípio da reciprocidade

Por. Mauro Santayana.

Se, conforme o personagem de Guimarães Rosa, cada um de nós tem os seus seis meses, com as sociedades nacionais ocorre a mesma coisa. Em tempos recentes, e as causas são conhecidas, o Brasil passou por momentos amargos, e centenas de milhares de brasileiros se dispersaram pelo mundo – do Japão à Irlanda, de Portugal ao Canadá. Era a diáspora econômica, depois da diáspora política dos anos de chumbo.

Uma onda de xenofobia nos atingiu, principalmente na Península Ibérica. Em Portugal, país de que jamais poderíamos esperar uma atitude dessas, fomos rechaçados como leprosos morais. Foi necessária uma combinação diplomática hábil, entre firmeza e paciência, conduzida, nos momentos mais agudos, pelo Embaixador José Aparecido de Oliveira, que contou com as personalidades políticas mais responsáveis daquele país – entre elas e, em primeiro lugar, Mário Soares – a fim de que o repúdio aos brasileiros se amenizasse.

Dos espanhóis, a quem não nos ligavam os mesmos sentimentos afetivos, recebemos tratamento igual, mas que não nos doeu, naquele momento, tanto quanto o daqueles de quem herdamos a língua e a nossa forma de sentir o mundo.

Na época, muitos brasileiros lembraram, menos como cobrança histórica, mas com perplexidade, da acolhida que o nosso país sempre  deu aos europeus, nas épocas de crise, principalmente aos portugueses, mesmo tendo sofrido, como havíamos sofrido, a brutalidade do colonialismo. Em toda a Europa, a situação foi semelhante. Registremos, com justiça, que – mesmo com o rigor de suas leis a respeito do assunto – nos Estados Unidos, no Japão, e no Canadá, os brasileiros não foram vistos com o mesmo desprezo que sofríamos na Europa.

Os ventos históricos movem as nossas velas, neste momento. As circunstâncias internas e externas, aproveitadas com inteligência pelo governo e pela sociedade brasileira, nos permitiram, até agora, fazer frente à crise internacional, e assegurar relativo crescimento ao país. Os que têm bom senso se esquivam de considerar essa situação como adquirida para sempre.  Também contraria a nossa índole transformar os  êxitos atuais em manifestações grosseiras de desforra. As lições da História não podem ser desprezadas.

Todos os povos são iguais. O sentimento de patriotismo é positivo, mas  não pode ser exercido na xenofobia, no chauvinismo, no preconceito étnico. A nossa diplomacia sempre tratou com cautela o problema dos brasileiros no Exterior. Por um lado, em alguns governos, como os de Fernando Collor e Fernando Henrique, fomos conduzidos pelo complexo de inferioridade, e tentávamos entrar no convívio dos países maiores – como fazem os servidores contratados para as festas – pelas portas dos fundos.

Pelo outro, temíamos, ao tratar de tema tão delicado, que o nosso endurecimento pudesse provocar situações ainda mais difíceis aos nossos compatriotas no exterior. Depois que o Tratado de Schengen foi alterado pelos acordos de Lisboa, de 2007, a situação dos chamados extracomunitários na Europa se tornou ainda mais dramática. A Espanha, Portugal e a Itália exacerbaram o controle da entrada, em suas fronteiras, dos visitantes latino-americanos em geral – e dos brasileiros, em particular.

E, convém registrar: o Aeroporto de Barajas, em Madri, destacou-se na brutalidade em reter os turistas brasileiros em suas instalações, principalmente os mais jovens, antes de devolvê-los, sob o látego da humilhação. Muitos eram algemados, e assim mantidos nas dependências policiais, sem comer, nem beber. Ao mesmo jejum eram submetidas as crianças retidas.

Em 2007, mais de 3.000 brasileiros já haviam sido repatriados dos aeroportos espanhóis, com um prejuízo, só em passagens, de mais de 6 milhões de dólares. Em 2008, foram 2.196. Em 2009, 1.714. Em setembro de 2010, ocorreu a segunda Reunião Consular de Alto Nível entre os dois países, mas nada mudou. Naquele ano foram expulsos mais 1.695 brasileiros.

O governo atual, que procura solucionar problemas antigos, entre eles, os da corrupção no Estado, decidiu reexaminar a questão. O Itamaraty vinha tentando, com a paciência tradicional da Casa, resolver o problema com as autoridades espanholas, sem qualquer êxito. Reuniões se fizeram em Madri e foram feitas promessas, nunca cumpridas.


Diante de tudo isso, a Chancelaria decidiu exercer, na defesa de nossos compatriotas, o direito e o dever da reciprocidade. A partir de dois de abril, os espanhóis que vierem ao Brasil deverão cumprir as mesmas exigências que as autoridades espanholas exigem dos visitantes brasileiros. Nenhuma a mais, nenhuma a menos.

Em conseqüência, um movimento de ódio, insuflado pela extrema-direita espanhola, ocupou a internet, com insultos chulos contra o povo brasileiro. Voltaram aos estereótipos: todo jovem brasileiro que chega a Madri é um travesti; toda jovem, uma prostituta. Travestis e prostitutas existem em todas as sociedades, e se essas pessoas mudam de país é porque encontram em seu destino mercado para as suas atividades. E há mais: as organizações internacionais humanitárias denunciam essa mobilização como tráfico internacional da escravidão branca. Moças e rapazes são seduzidos com falsos contratos de trabalho, ou sob enganosas promessas de casamento, para serem submetidos ao cárcere privado, em prostíbulos.

Em princípio, qualquer estado soberano  tem o direito de fechar suas fronteiras a qualquer estrangeiro, negando-lhe a entrada, sem  explicar sua atitude. Mas é da boa norma, nas relações internacionais, que trate com dignidade o recusado, favorecendo seu contato com as autoridades consulares de seu país, se as houver, e de prestar-lhe a assistência recomendada nas circunstâncias, como alimentá-lo e dar-lhe alojamento decente, enquanto durar a custódia. Não era o que ocorria aos brasileiros em Madri.

Temos sido muito complacentes – em nome dos interesses dos negócios do turismo – com os estrangeiros. Em certo momento, e já no governo Lula, o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, propôs que revogássemos, unilateralmente, a exigência de vistos de turismo para os cidadãos norte-americanos. Felizmente, prevaleceu, na ocasião, o bom senso e a ponderação do Itamaraty de que não devíamos fazê-lo. Agora, o mesmo complexo de inferioridade se manifesta. Em  programa de televisão, certa senhora de São Paulo, apresentada como analista de não sabemos bem o quê, criticou a posição brasileira. Somos humilhados e ofendidos pelos espanhóis e devemos, conforme essa senhora,  tratá-los com o pão, o sal e as flores da velha hospitalidade.  Não só devemos oferecer a outra face aos que nos estapeiam, mas, também,  beijar as mãos agressoras.

Vamos receber, com o devido respeito, a partir do segundo dia de abril,  todos os espanhóis que chegarem às nossas fronteiras, marítimas, aéreas e terrestres, munidos da mesma documentação que nos exigem em seu país, e submetê-los aos mesmos trâmites imigratórios, mas sem nenhum arranhão aos direitos humanos.

Franco saúda os brasileiros no aeroporto de Barajas.

O povo de Cervantes e de Picasso, de Goya e de Lorca, é muito maior do que a facção dos Torquemadas e Francos, e merece o nosso respeito.

 Mas, até mesmo para que dêem valor à nossa acolhida, os espanhóis honrados sabem que devem cumprir as mesmas normas que cumprimos quando visitamos o seu país. Não merece respeito o povo que não respeita os outros povos, nem lhes exige, em troca, o mesmo comportamento.

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/02/17/santayana-e-a-espanha-franco-esta-vivo/

 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

São Bento. Pré-candidato diz que prefeito é inoperante.

Ademias Costa
Considerado como líder de um novo grupo político que está surgindo na cidade em São Bento, até então polarizado pelos ex-prefeitos Isaac Dias, a família Muniz e o atual prefeito Luizinho Barros, o empresário Ademias Costa, presidente local do PRP, diz que a cidade precisa, urgentemente de um administrador, por está um verdadeiro caos. 

“Até parece os escombros de uma guerra, a saúde e uma calamidade, o asfalto é uma verdadeira ficção, na educação, a merenda desapareceu faz tempo e o saneamento básico é coisa abstrata.

A cidade  está abandonada e o Ministério Público precisa mostrar sua cara, uma vez que ali impera o nepotismo, com o secretariado formado , em sua maioria, por familiares”, afirmou Ademias.

Pré-candidato a prefeito da cidade, Ademias destaca  que o foco de sua plataforma administrativa está na educação profissionalizante.

Ele diz ser necessário preparar a juventude para o ingresso no mercado com o advento da Refinaria Premium de Bacabeira. “O projeto está aí, batendo as nossas portas, mas o prefeito Luzinho Barros ainda não se deu conta da importância de preparar nossa juventude para ocupar seu espaço. Há uma letargia em todos os sentidos nessa administração, que é a síntese do atraso, do descaso e da  incompetência”, assinalou. Enquanto, isso, segundo Ademias, Luizinho Barros gasta tubos de dinheiro tentando eleger a esposa dele, ex-secretária de Saúde, prefeita de Palmeirândia.

FONTE: http://www.djalmarodrigues.com.br/2012/02/17/pre-candidato-diz-que-prefeito-de-sao-bento-e-inoperante/

Brasil vai ceder helicópteros para liberação de reféns na Colômbia.

Brasília - O vice-ministro de Assuntos Políticos da Colômbia, Jorge Enrique Bedoya, anunciou que dois helicópteros brasileiros com uma tripulação de 15 pessoas serão utilizados na liberação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Ainda não há uma data para a operação. O governo colombiano aguarda uma sinalização das Farc para poder organizar o resgate.

Bedoya fez o anúncio durante encontro preparatório para a reunião dos ministros da Defesa e Justiça da UNASUL, que acontece nos dias 3 e 4 de maio em Cartagena de Índias, Colômbia.

A participação do Brasil se dará apenas durante o processo de entrega dos reféns. O país não está autorizado pelo governo colombiano a fazer quaisquer gestões com as Farc.

Juan Manuel Santos também deixou claro que nenhum país ou organização poderá tratar de um processo de paz com a guerrilha. O presidente colombiano enfatizou que está é uma responsabilidade do seu governo.

Jorge Enrique Bedoya explicou ainda que a Colômbia quer a liberação dos reféns sem que haja um espetáculo midiático.

Além do Brasil, também o Comitê Internacional da Cruz Vermelha irá trabalhar na elaboração dos protocolos necessários para a liberação dos seqüestrados.

Uma reunião entre integrantes do governo colombiano, da Cruz Vermelha e do Brasil, deverá ser realizada nos próximos dias para organizar a operação.
 
Fonte: http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha

Israel. Hizbollah mata o número dois do Mossad.

De acordo com a BBC de Londres, que cita a mídia árabe, o Hizbollah teria matado ontem, quinta-feira (17), ninguém menos que Zvi Ashkalov, o número dois na hierarquia do Mossad.

Segundo o que foi apurado, um explosivo foi acoplado em seu carro quando esse dirigia em algum lugar na Espanha. Eu não consegui saber a cidade ou a localidade espanhola que isso acontecera.

O jornal kuaitiano “Al Watan” afirmou que o ataque foi uma represália ao assassinato de Imad Fayez Mughniyah e a mais cinco cientistas iranianos assinados de forma misteriosa.
 
Imad Mughniyah morreu em 12 de fevereiro de 2008 devido a uma explosão de um carro bomba.
 
Israel nunca assumiu a autoria do atentado, mas o Hizbollah acredita cegamente que o atentado foi perpetrado pelos serviços secretos israelenses.
 
Fonte:http://codinomeinformante.blogspot.com/

'Economist': Dilma aos poucos toma caminho próprio e deixa marca.

A presidente Dilma Rousseff se distancia de seu antecessor, imprime estilo próprio ao governo e pode estar preparando uma agenda ambiciosa, afirma a tradicional revista The Economist, em edição que chegou às bancas na noite de quinta-feira. Sob o título "Sendo ela mesma", o texto destaca que, sem gestos bruscos, a presidente vem emergindo da sombra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "predecessor e patrono", "para remodelar o estado brasileiro a seu próprio jeito". 

Com uma ilustração que mostra a presidente Dilma Rousseff dirigindo um ônibus que entra em uma rua chamada Dilma's Way (Caminho de Dilma), com membros de seu gabinete sendo arremessados para fora do veículo e o ex-presidente observando um Lula um tanto intrigado, a The Economist destaca os princípios firmes, o perfil mais técnico, a lealdade a aliados e o toque feminino como traços principais do atual governo brasileiro. 

A revista destaca que, embora tenha mantido a composição - e muitos ministros - de Lula, a presidente demitiu sete ministros por suspeita de corrupção, "depois de defendê-los inicialmente". E, embora tenha escolhido seus sucessores, manteve certo pragmatismo - traço de Lula - como no caso da substituição de Mario Negromonte no Ministério das Cidades. O novo titular da pasta, Aguinaldo Ribeiro, "já enfrentava acusações ao assumir", lembra a publicação. 

Agenda ambiciosa
Por outro lado, a Economist afirma que Dilma parece estar preparando terreno para uma agenda mais ambiciosa. "Muitas de suas escolhas soariam descabidas sob Lula", pondera a publicação, antes de citar as nomeações de Eleonora Menicucci, para a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Marco Antonio Raupp, para a Ciência e Tecnologia, e Maria das Graças Foster, para a presidência da Petrobras, como sinais de que está sendo posto em prática "um programa próprio". 

A revista diz que, em seu primeiro ano de governo, Dilma levou ao Congresso apenas uma grande reforma, a Desvinculação das Receitas da União, que permite ao Executivo manejar livremente até 20% de suas receitas anuais. Mas estariam a caminho, segundo a Economist, a reforma no sistema previdenciário, a partilha dos recursos do Pré-Sal, o Código Florestal e a adoção de metas para o serviço público. 

Diante deste cenário, a publicação cita a aprovação crescente, 59%, a ampla maioria na Câmara dos Deputados, onde a oposição "tem meros 91 representantes entre os 513 parlamentares", e o crescimento econômico como fatores que podem ajudar a presidente a se livrar de aliados problemáticos e "lembrar quem manda".

Fonte:http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5618469-EI306,00-Economist+Dilma+aos+poucos+toma+caminho+proprio+e+deixa+marca.html