quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

São Luís. Obra de João Castelo não suportou nem a primeira chuva.

do Blog Marrapá


Fotos do canal do Rio Gangan, obra orçada pela Prefeitura de São Luís em R$ 15 milhões, iniciada na gestão do ex-prefeito João Castelo (PSDB), o absurdo é que tal obra  não suportou nem ao primeiro temporal que desabou sobre a capital na noite de ontem.


Canal do Rio Gangan (hoje)

Canal do Rio Gangan – dezembro passado

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Hei Castelo, qual foi o tipo de material usado nessa obra?


chuva 

É inadmissível o descaso com o dinheiro público nesse país!!! Quais são os critérios adotados, seja pelo poder federal, estaduais e municipais, para fazer as medições das obras de infraestrutura por esse país afora. Acho que estão brincando com a cara do contribuinte!!!


Nesse caso especifico, a medição foi efetuada pelo governo federal e diante dessa desgraça de obra, é preciso que tanto o Ministério Público Federal quanto a CGU, além do TCU tome as providências cabíveis. Chega de tanto desperdício e impunidade nesse país.


Essa obra – constate das fotos – foi orçada no valor de R$ 13,5 milhões, com recursos do BNDES, diretamente com a Prefeitura de São Luís, na gestão de João Castelo, para canalização, retificação, requalificação urbana e paisagístico do Canal do Cohatrac, mas especificamente no Rio Gan Gan, que atravessa todo o conglomerado COHAB-Cohatrac e bairros adjacentes, estendendo-se até a Estrada da Maioba.


Bastou uma chuva, para que os milhões fossem levados pelas águas e os bairros ficassem alagados.


Isso é um caso de apuração de imediato!!!


Foto de Moraes Moralez 

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Saída de tenente aviadora da FAB: 'desilusão total com a aviação militar'.

ex-tenente Fabrícia Souza Aguiar Oliveira


Força Militar: Soldado perde a guerra.
Reportagem de Marco Aurélio Reis.


Rio -  O pedido de baixa da primeira oficial aviadora da FAB, está sendo entendido como mais uma derrota dos soldos militares para os vencimentos pagos pelo governo a servidores civis. 
Supertreinada, ex-aluna do Colégio Militar de Salvador, tenente Fabrícia Souza Aguiar Oliveira passou em concurso para Controladoria Geral da União. 
No novo emprego vai ganhar como salário inicial R$12.960, quase o dobro do que recebe hoje ou valor muito próximo ao que ganharia no topo da carreira. “Passa a impressão de desilusão total com a aviação”, avalia uma fonte, repetindo o que a Coluna ouviu durante a semana. 
Como desilusão entende-se baixos vencimentos somados a indefinições sobre o reaparelhamento (a compra de novos caças da FAB não tem data para ser concluída). Nem o reajuste de 9,2% previsto para março tem animado a tropa.
Fonte: Jornal O Dia. 
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Homenageando Bezerra da Silva um artista do Povo. Uma entrevista com Bezerra da Silva em Notícias de Ontem.

Hoje, acordei com uma ressaca de nossa terça feira de carnaval. Com a preocupação adicional de três resenhas  de questões agrárias, e uma prova que farei amanhã. Porém com uma persistente nostalgia... lembrando das músicas e malandragens de Bezerra da Silva, resolvi parar com tudo para homenagear este herói do nosso povo Brasileiro... Bezerra da Silva Vive. 
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José Bezerra da Silva (Recife, 23 de fevereiro de 1927Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) foi um cantor, compositor e violonista, percussionista e interprete brasileiro dos gêneros musical Coco e Partido Alto, sub-gêneros do Samba. Considerado o embaixador dos morros e favelas, cantou sobre os problemas sociais encontrados dentro das comunidades, se apresentando no limite da marginalidade e da indústria musical, também é considerado um dos principais expoentes do samba do estilo partido alto. .... (http://pt.wikipedia.org/wiki/Bezerra_da_Silva)....  

O curioso desta data é que Bezerra se auto-intitulava "bom malandro", por isso quando morresse, queria que não fosse numa sexta-feira ou feriado, para não atrapalhar a praia dos amigos. 

E morreu numa segunda-feira - ou seja, depois do fim-de-semana e no dia 17 de janeiro, o primeiro mês do ano. Se foi o rei do SAMBA deixando todos abalados pela sua morte. 

Um fato curioso lembrado pelo sambista e amigo Dicró foi que a morte de Bezerra da Silva se deu no dia 17/1, uma verdadeira sátira ao 171 tão aclamado em suas músicas.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Bezerra_da_Silva)....  



 

Por Antonio C.  Do O Malaco - Malaco da Silva


A sabedoria do sambista mais respeitado e admirado do País.


TEXTO PUBLICADO EM O MALACO #1 - Fevereiro de 2001.


É difícil entrevistar Bezera da Silva e não indagá-lo sobre a diferença entre um malandro e um mané. Chavões à parte, O Malaco foi buscar numa peculiaridade das músicas que ele canta o ponto central da conversa: a falta da palavra “amor” nas letras. E aí o intérprete mais longevo do samba deita e rola.”Se o amor é tudo isso que eles falam, então na Terra ele não mora”, define. Emendando um assunto atrás do outro, Bezerra opina sobre encrencas com a polícia, jornalistas, samba, favela e, óbvio, malandragem.


A palavra AMOR. Que Bezerra não soletra.


“O problema não é a palavra. Eu sempre procurei ouvir as minhas opiniões e as dos outros, vivendo dentro de uma realidade. Então, eu tive prestando a atenção nessa palavra, A-M-O-R, eu procurei saber o que era, não falando dos compositores do mundo artístico, que esse é um tema manjado, cansado, fica cansativo. 

Você vê a maioria das composições é “meu amor, eu te amo”, não sai disso, é uma coisa de novela. Quanto à palavra amor, eu procurei saber, e de acordo com a definição, isso não pode existir aqui na Terra. 

Segundo a definição, ‘o amor não tem sexo, o amor é puro, é sublime, eterno, divino, puro, lindo, perfeito, sem defeito…’. Se o amor é isso tudo, então aqui na Terra ele não mora, bicho, de maneira nenhuma.


Inclusive tem frases como ‘fazer amor’, eu queria saber onde fica essa fábrica. Se você for observar, ‘amai-vos uns aos outros’ não existe. Eu tive vendo o nono mandamento da lei de Deus, ‘não cobiçar a mulher do próximo’, ninguém passa nessa, só viado (risos generalizados). Aparece uma mulher boa pra caralho, ah… pecou, já foi pro inferno. Entendeu bem?


Mas esse tema começou uma vez lá na Rádio Globo: ‘o Bezerra da Silva não canta o amor’, isso não tem nada a ver com o gênero, entendeu. Eu não acredito nessa história. De vez em quando eles dizem ‘você diz que não tem amor’, então fica com o teu pra lá que tá tudo bem, agora, não vai querer me levar pra grupo que eu não sou nenhum otário, porra, entendeu. Quer dizer, a mulher te ama, daqui a pouco te bota um chifre, que porra de amor? É de boi? Porra, cara, entendeu? (risos) Cadê o amor no sistema capitalista? Que amor que tem? Se botou ‘nosso amor’ na música, já não serve.


Existe também um termo, uma frase bem marcante ‘o amor é eterno’. Eu não sei dizer o que é eterno. É claro, todo mundo sabe o quê que é, mas daqui a pouco você amava uma mulher, era gamado mas já largou ela, então etcetera e vai pra casa do cacete. Vida a dois é um problema sério, como acontece depois que casou e descobre o defeito da mulher, depois separa, isso aí é um agá, tá havendo aí um negócio de caô caô do cacete, pra engrupir, pra levar a rapaziada pra grupo, morô?


Se amanhã você for namorar uma moça, ou vice-versa, se alguém for namorar a sua irmã, se ela quer o fulano, a primeira preocupação dos pais é saber onde você trabalha, se tem condições financeiras de sustentar a filha dele, então o amor vai pra casa do cacete. Primeiro ele vai ver o vil metal. Esse amor é foda né, bicho, não dá pra eu entender. Então como não gosto de agá, meu negócio é na dura, é zero a zero.”


Drogas, Polícia…


“Eu sou um cara realista e não se trata de malandragem, sabedoria, nem porra nenhuma. Se trata que eu sou ruim de me levar pra grupo porque, por exemplo, eu ensinei meus filhos. E você vivendo dentro de uma realidade, você passa a sofrer pouco, você não tem mais surpresas, sabe que maconha faz mal, que cocaína faz mal, você sabe que você vai preso, que há repressão, mas tem a sua saúde que vai pro beleléu, então você é um cara preparado pra vida. 

Não é que eu seja, por exemplo, como essa garotada do hip-hop, Racionais, toda essa juventude gosta de mim, porque realmente eu sempre adorei uma coisa que chama real. Porque não há tempo pra viver mais enganado, pra sonhar acordado, tá entendendo? Agora, eu me dou bem, eu vivo bem. Jamais eu vou discutir com você, te convencer.


Mas há um tempo atrás, até os anos 70, se a gente tivesse conversando aqui, passava a polícia e ficava pedindo ‘documento, documento!!’ e sabe o que eles queriam? Era uma carteira profissional assinada. Era a prova de trabalho. Aí você podia ir por aqui, por ali.. Então se não tivesse aquela carteira eles levavam você pra delegacia para ‘averiguação’. Mas isso era arbitrário. Então o policial se achava no direito de zoar de você e convidar você pra ir à delegacia, chegar lá e bater um boletim, ler a sua ficha penal seja lá o que for daí depois pediam desculpa, coisa e tal, botavam você no carro e deixavam você no mesmo lugar onde tinha sido pego. 

Sabiam que você não fazia porra nenhuma, aí botavam no xadrez 24 horas pra esperar o boletim, mostrar que tá trabalhando, com as estatísticas e o policial que prendia mais ganhava um prêmio. Então ele prendia os otário, né? Não matei, não roubei, então eu não vou correr. ‘Pare, eu sou Polícia’, legal, bicho. ‘Agora sai, Bezerra da Silva, vai embora e não aparece mais aqui’. E eu respondia: ‘tu acha que eu vim sozinho pra delegacia ou foi você que me trouxe?’. Pergunta cretina. (risos). Minha folha penal é ‘nada consta’, mas se bobear, eles dizem que sou mal-criado, mal educado.”


Cantando para sobreviver

“Eu saí de casa com 15 anos de idade e fui lutar pela vida, trabalhar em construção civil e coisa e tal. Quando eu não tinha onde morar eu morava na rua, e acabei por me criar no Morro do Cantagalo. Ali eu vi de tudo, aprendi tudo.. então é um universo próprio, né? É um diploma que bem poucos têm. O morador do morro é um trabalhador incansável. Então, quando você aprende o mundo com a própria vida, então ninguém agüenta você, ninguém te leva pra grupo. Que porra de vim me falar por livro, o caralho! Tudo bem, você vai pra escola, aprende a falar bonito, mas não vai levar você pra grupo. Entrei em cana 21 vezes, sou campeão de averiguação sem fazer porra nenhuma, entendeu? Todo dia quase entrando em cana lá, não sei por quê…


Realmente existe uma mídia violenta, selvagem, desumana e tal, então eu vivo num gênero que é marginalizado, desde os tempos que eu cheguei do Recife, que não sou carioca, me criei no morro, aquela coisa toda, porque esse gênero já existia, eu não inventei nada. Então quando teve a chance, eu fui o primeiro a gravar, eu não criei nada, entendeu? Quando eu não era nascido, o gênero já existia. E fiquei também, dei uma sorte que não tenho concorrente, por isso que eu tô de pé até hoje. Porque se eu cantasse esse ‘meu amor eu te amo, pá pá pá’ eu já tinha me fudido há muito tempo, já tinha batido na trave, ido pra casa do cacete. Então essa é a minha realidade.


Eu canto a realidade brasileira, eu canto o dia-a-dia do compositor pobre, porque eu não sou autor, tô cansado de dizer isso, certo?

Eu gravo para os compositores do morro, da favela, da periferia, da Baixada Fluminense, quer dizer, as pessoas humildes, trabalhadores de baixa renda, então gravo pra esse pessoal. 

Então eles escrevem o dia-a-dia deles, na favela, e o gênero pegou, foi conquistando o público de todas as idades. Já fui até fazer palestra na universidade, lá em Vitória. Você não é obrigado a acreditar em nada, pode fazer o que você quiser. Não tem esse negócio de amor de mãe, amor de pai, amor de porra nenhuma. Se realmente tivesse mesmo, tem mãe que abandona filho, tem mãe que mata o filho quando nasce, joga na lata do lixo, tal. Complicado, então.”


Samba, partido alto ou pagode?


“Isso aí é um terreno de músico, e eu sou músico. Trabalhei na Sinfônica da Globo oito anos, então esse negócio de partido alto, essas coisa tudo, fica dentro de um compasso, se você é músico sabe disso. Então não tem essa história, tem samba, entendeu, samba, dois por quatro. Agora você pode cantar o que você quiser ali dentro, mas é dois por quatro. 

Esses subtítulos, esses rótulos que eles botam, pagode, sambode, MPB, não sei o quê, tudo isso eu vejo como uma maneira de querer ludibriar as pessoas, entendeu? Eu sou sambista, acabô aí. Cabô. Agora, pagode é um termo pejorativo, apesar de ter dicionário que dá uma interpretação, tem outro que dá outra, você fica sem saber. Pagode, se você for abrir um diconário, é ‘templo pagão de alguns povos asiáticos’, ou então, ‘pândega ou divertimento’, e dentro dessa informação não tem nada a ver com dó ré mi fá sol lá si. É um negócio nosso, da nossa cultura, da falta de educação, estupidez.


Eu já passei em lugar que te densina violão em três meses, não tô entendendo, ou eu sou muito burro, meu professor também, porque violão em seis meses você não aprende nem a afinar. Meu filho toca bateria porque eu ensinei. Porque se você for pra uma escola, te ensinam a tocar aquele rock, tum, tum, tum, daí não passa, acabou, dois por quatro não vai tocar nunca. 

O garoto não sabe, o pai não sabe, vai gastando dinheiro, vai não sei o quê, então nós temos essa série de, problemas sociais, de educação e cultura, e o pessoal vive enganado. ‘Onde é o seu nariz?’ (aponta) ‘ah, é aqui no pé’ (risos). Tá entendendo? Uma série de analfabetos se apropriaram do Brasil, dá até pena, é doloroso. Não tenho curso superior não sou formado em porra nenhuma e nem quero. Leio código penal, aquela coisa toda. Quer dizer, fico olhando, observando os agás, né, os caô caô, tudo grupo, então eu não vou cair naquela.”


Culpa da imprensa

“Uma vez tava num programa, tava brincando com os jornalistas, até que um, famoso, disse ‘um nunca vi crioulo pobre, favelado, bem criado e bem educado’. É mal criado porque o cara passa muita fome, mal educado porque ele não vai pra escola. Daí veio o (Jorge) Mascarenhas e disse: ‘Não, mas acontece que educação é uma coisa de cultura. Educação é de berço’. 

E eu falei: ‘Mentira tua. Você é omisso’. Não existe educação de berço. Ah, vá sacanear o cacete.. Será que a pessoa não sabe o que quer dizer educação? Eu tenho dois filhos, e paguei escola pra eles porque podia. Porque no Brasil não tem curso de graça pra ninguém, e quando tem é agá. Não é política, é realidade.”


Décadas de Bezerra


“Fazer sucesso é realmente difícil, mas difícil ainda é manter. Tem uns colegas meus que acerta numa música só e acabou. O poder econômico, dentro do rádio, atua contra o talento. É preciso que você tenha muita ajuda de Deus, seja muito esperto. 

Por exemplo, em 1979, quando o Brasil passou a conhecer essa sigla, essa marca Bezerra da Silva, eu já tava na área há muito tempo. Trabalhava como músico, portanto… De 69, 65 pra cá, praticamente eu devo ter uns 34 anos de área.

Mas durante aquele período de músico, quando eu trabalhava na Rede Globo, ninguém sabia, o pessoal só conhece depois do sucesso. Então tudo começou em 79, entendeu?. E eu segurei até hoje.


Mas aquela leva de colegas que veio junto, praticamente dançou todo mundo. Janaína, Neguinho da Beija-Flor. Porque.. não é que ele não seja bom, eles tão sendo usados. E também porque eles cantam uma coisa que é corriqueira, e tem que gastar muito, tem muita pedra pra chegar lá. E se você entra no gênero romântico, como eles falam, tá arrumado. 

Vai ter que encarar muita coisa, vai ter que encarar Roberto Carlos, que é profissional, inteligente, tem máquina publicitária, tal, e uma série de coisas, e depois o vil metal. E o público tá sempre enganado. O público é sempre aquele último a saber. Principalmente o rádio, hoje em dia, é na base do vil metal. 

Você paga pra cantar na televisão, paga pra cantar no rádio, paga pra não sei o quê. Então não é pra pobre. Você observa, dá até pena. Vocês lembram daquele negócio do sapatinho (o ex-bando do filho do Zico, Só No Sapatinho)? 

Cadê? Vendeu 100 mil naquela brincadeira. E acabou. É diferente do crioulo, do pobre, favelado, encarar a realidade. 

Porque eu fui consagrado pelo povo, e não pela mídia.”

Entrevista: Fabrício Rodrigues/Gabriel Rocha/Romeu Martins
Fotos: Fred Carvalho


 http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/uma-entrevista-com-bezerra-da-silva 



Caso Décio. Testemunha de agiotagem morre após atentado.

Morreu. Ricardinho ou “Carioca” Foto: Divulgação/SSP

SÃO LUÍS – Morreu, na madrugada desta quarta-feira (14), Ricardo Silva, o Ricardinho ou “Carioca”, no Hospital Carlos Macieira, em São Luís. 

Ele é quem teria avisado o agiota Gláucio Alencar – preso como mandante da morte do jornalista Décio Sá – que haveria uma trama para assassiná-lo. 

Ricardo Silva saberia de todo o esquema de agiotagem envolvendo a quadrilha e, por isso, constava na relação de testemunhas a serem ouvidas nas audiências do processo.

Ricardo Silva sofreu, em janeiro deste ano, uma tentativa de assassinato na qual chegou a ser alvejado com sete tiros. Desde então, ele estava internado, primeiro, no hospital particular São Domingos e, depois, foi transferido para o Hospital Carlos Macieira, estando na custódia de homens da polícia.


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Jornalista britânico que investigou Teixeira é condenado sem conhecer acusação.

Andrew Jennings:  ”Como eu posso ter ofendido o caráter dele? Ele é corrupto, já estava com a imagem suja”. Foto: Wikipedia
de CartaCapital.

Levantamento publicado no fim de semana pelo Jornal do Brasil mostra que o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira conseguiu na Justiça o arquivamento de todos os inquéritos nos quais era acusado de crimes como lavagem de dinheiro e recebimento de propina. As ações corriam no Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

A única condenação, de acordo com a reportagem, ocorreu na Justiça estadual do Rio. A decisão, no entanto, é favorável a Ricardo Teixeira, que foi chamado de “corrupto” pelo jornalista inglês Andrew Jennings, da BBC, e conseguiu 10 mil reais por danos morais. 

A declaração do jornalista, que levantou as primeiras suspeitas sobre o cartola – como a de que teria recebido 15 milhões de reais de propina da agência de marketing esportivo ISL – foi feita ao blog do deputado federal Romário (PSB-RJ). Jennings foi condenado à revelia e, em entrevista ao Jornal do Brasil, classificou a decisão como “absurda”.

“Não faz o menor sentido, eu nem sabia que tinha esta acusação formal contra mim”, disse.

A decisão do juiz Augusto Alves Moreira Junior, da 3ª Vara Cível do fórum regional da Barra da Tijuca, foi publicada em 22 de novembro do ano passado e só veio à tona após a reportagem. Cabe recurso.

Na decisão, o magistrado escreveu que “os danos morais restaram caracterizados porque os fatos imputados pelo réu ao autor abalaram a sua honra bem como a sua imagem perante a sociedade”. Ele considerou que a culpa do jornalista ficou caracterizada em razão de sua ausência no julgamento.

“Isso tudo é um absurdo. O Teixeira é um cara que fugiu do Brasil, ele é notoriamente corrupto, renunciou todos os cargos e assumiu que participou do esquema de corrupção. Como posso ter prejudicado a imagem de uma pessoa assim? Como eu posso ter ofendido o caráter dele? Ele é corrupto, já estava com a imagem suja”, disse Jennings ao JB.

Veja também:
O problema de Teixeira não é o passado, é o futuro
Sanud vai enterrar Ricardo Teixeira (na Suiça)
A bomba que vai estourar no colo de Teixeira
No New York Times, sobre a FIFA: “A cultura é a mesma de uma gangue”

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Brasilia. Primeiro médico indígena se forma na UnB.

Em depoimento, Josinaldo da Silva, indígena da tribo Atikum, conta como foi sua trajetória desde o sertão pernambucano até a formatura em um dos cursos mais concorridos do Brasil

A 85ª turma de Medicina da UnB marcou um feito inédito: entre os novos médicos estava o primeiro a ser formado pelo vestibular indígena. Josinaldo da Silva, representante da tribo Atikum, no sertão pernambucano, é o símbolo de um projeto de diversidade promovido pela UnB nos últimos dez anos. 

Engajado com a causa de seu povo, Josinaldo pretende usar o conhecimento adquirido na UnB no programa Saúde da Família, que leva saúde diretamente às comunidades.

médico indígena unb josinaldo silva
UnB forma primeiro médico indígena, Josinaldo Silva (Divulgação)
No depoimento concedido à UnB Agência, ele conta que sonhava em ser médico desde que começou a trabalhar como agente de saúde, aos 22 anos, mas a falta de opções em sua região fez com que ele estudasse Matemática. 

Foi a criação do vestibular específico para indígenas na UnB que possibilitou a realização de um sonho. “As informações são mais difíceis na aldeia. Um grupo de colegas veio à capital em 2005 e descobriu as cotas”, conta. Me interessei de imediato. Com o curso de Medicina, poderia contribuir mais com a minha aldeia”. Leia abaixo trechos do depoimento de Josinaldo.

Chegada a Brasília

Confesso que quando passei, não acreditei. A ficha demorou um pouco a cair. Foi no início de 2006. Vim com uma colega e aqui me reuni com um grupo de indígenas de outros cursos. Éramos 13 cotistas ao todo: além da Medicina, havia estudantes de Enfermagem, Nutrição, Biologia e Farmácia. Foi muito difícil no início. 

Precisamos pagar um aluguel caro, não tínhamos referências, conhecidos, ninguém que se dispusesse a ser fiador. Além disso, tínhamos uma bolsa de R$ 900. Todo mundo sabe que isso é pouco para a cidade. 

Nossa salvação foi a Dona Socorro, que nos acolheu na 706 Norte e agiu como um anjo. Era paciente e compreensiva, nos apoiava quando a bolsa atrasava e sempre negociava os pagamentos.


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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Rede Globo demitiu quase 300 no ano passado.



Rede Globo
Foto: Divulgação

A Rede Globo fechou o ano de 2012 com a demissão de 243 radialistas e 42 jornalistas no Rio de Janeiro. E estas dispensas acontecem mesmo que a emissora tenha assinado acordo no Ministério Público do Trabalho que a obriga a contratar – entre fevereiro de 2012 e de 2013 – 150 jornalistas e radialistas para acabar com o excesso de horas extras – muito acima do limite legal — dos profissionais de suas redações. 

O número de dispensas foi levantado pelo Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio e pelo Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro, através das rescisões homologadas. As duas entidades trabalham em conjunto e em contato com a Procuradoria do Trabalho, para que a emissora cumpra com o acordo. 

Até a metade de janeiro foram declaradas, pela empresa dos Marinhos, cerca de cem contratações – com comprovante anexado ao processo iniciado pelo Ministério Público. A grande maioria destes postos de trabalho é da categoria de radialistas. Além disso, algumas das contratações anexadas à ação civil são para vaga de contínuo. 

A Rede Globo pode estar tentando driblar o acordo, porque as contas não fecham. E, função disso os dois sindicatos estão em contato com os promotores responsáveis pelo caso. Os jornalistas da empresa relatam que não percebem qualquer aumento no número de funcionários nas redações. O que aumenta sempre, dizem eles, é a carga de trabalho. 

O acordo na Procuradoria do Trabalho da 1ª Região, assinado em dezembro de 2011 e revelado pelo Sindicato dos Jornalistas na edição 36 de seu informativo impresso, remete a uma ação civil pública de 2005. 

O Ministério Público, após solicitar à Globo cópia do controle de frequência de empregados, encontrou casos de funcionários com expediente de 19 horas por dia, desrespeito ao intervalo mínimo entre expedientes (11 horas) e não concessão do repouso semanal remunerado. 

Fonte: Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro

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http://www.meionorte.com/ricardomarques/rede-globo-demitiu-quase-300-no-ano-passado-240023.html 

Bahia. Spike Lee constata falta negro no poder - por Ancelmo Gois.

Gerou polêmica a crítica do cineasta Spike Lee de que a Bahia, mesmo com maioria negra, sempre foi governada pela elite branca. 
 
É gente que lembra que o negro Edvaldo Brito (foto), hoje vereador, foi prefeito de Salvador, entre agosto de 1978 e março de 1979. 
 
Mas é pouco, muito pouco.
 

Brasil. A chegada dos novos tempos.

Coluna Econômica

Há uma frase fundamental de Abraham Lincoln: “Nada é mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou”.

Vale para o Brasil de hoje, para a política e para a economia.

Democracia é o ambiente mais favorável às políticas de inclusão, ao acesso dos diversos grupos aos benefícios da cidadania. São processos lentos, porém irreversíveis. E foi assim com o Brasil, depois de um século 20 amplamente dominado por regimes autoritários ou modelos políticos anacrônicos e excludentes.

A transição custou caro ao país. Perdeu-se o rumo nos anos 80, a economia foi vítima de uma inflação renitente, nos anos 90 a carência de informações permitiu uma gigantesca transferência de recursos da economia real e das políticas sociais para juros.

Mas, aos trancos e barrancos, foi-se firmando o rumo para a estabilidade política e para a consolidação de novos valores democráticos. A política brasileira caminha para se encontrar no centro.

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No plano das eleições presidenciais, por exemplo, o jogo encaminha-se para três personagens forjados na democracia: Dilma Rousseff, pleiteando a reeleição; Aécio Neves, como candidato do PSDB; e Eduardo Campos, como candidato do PSB.

Dos três, o único a radicalizar o discurso tem sido Aécio, muito mais por pressão da mídia do eixo Rio-São Paulo – e dos maus conselhos de FHC – do que por vocação própria. Quando cair em si e voltar a ser Aécio, poderá aspirar a recuperar o espaço perdido para Eduardo Campos.

Os três candidatos empunham bandeiras de gestão e praticam uma política de alianças e coalizão partidária.

O candidato que representava o obscurantismo mais atroz – José Serra – já faz parte de um passado que, espera-se, não volte mais.

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Seja no estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Sergipe e na União, governantes de todos os partidos já aderem a um conjunto de novos valores políticos altamente democráticos:

1. O primado da gestão para controle dos atos de Estado. Esse modelo será aprofundado com a Lei da Transparência.

2. Políticas sociais inclusivas. Recorde-se que, no choque de gestão de Minas, a ponta mais vulnerável era a questão social. O mesmo ocorria em São Paulo. A consagração de políticas como o Bolsa Família mostrou que o atendimento das demandas dos mais pobres é ponto central de legitimação das políticas públicas.

3. As parcerias Eduardo Campos-Lula, em Pernambuco, Anastasia-Dilma, em Minas, Alckmin-Haddad-Dilma, em São Paulo, enterram o clima de ódio que marcou a política brasileira pós-redemocratização, polarizada entre o PSDB e o PT paulistas, os dois principais agentes da política nacional.

4. Cooperação federativa. Hoje em dia há uma boa estruturação de associações de secretários estaduais das diversas áreas, associação de municípios, conferências nacionais, permitindo troca de experiências e aprofundamento do modelo federativo.

Anos atrás, o PT era conhecido por sua intransigência, incapacidade de montar alianças ou abrir mão de poder nos locais em que governava. Na presidência, Lula – e, agora, Dilma – montaram um governo mais amplo do que o partido, consolidando um espaço socialdemocrata que ficou vago quando FHC afastou o partido das ruas.

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No PSDB, governantes totalmente infensos a qualquer política de alianças e de distribuição de poder, ouvindo a sociedade civil – como Geraldo Alckmin – começam a rever posição.


A nova mídia - 1
Ponto central dessas mudanças é o crescimento da Internet e dos diversos polos de irradiação de opinião. A democracia se acelera quando os diversos grupos de interesse têm acesso aos mesmos meios de disseminação das suas bandeiras. No pós-redemocratização, o jogo político foi dominado pela presença avassaladora das mídias paulista e carioca pautando as políticas públicas e definindo um conjunto restrito de atores.

A nova mídia – 2
Nesse jogo, apenas o mercado financeiro tinha voz permanente. Nem industriais, nem ruralistas, muito menos movimentos sociais, estados fora do eixo, tinham voz. Temas centrais de modernização – como inovação, gestão, políticas de segurança – passaram ao largo das grandes discussões midiáticas. E criaram-se imagens totalmente dissociadas da realidade, como a de um José Serra gestor competente.

A nova mídia – 3
A Internet passa a ser a mesma plataforma por onde transitam tanto as informações dos grandes grupos como dos blogs mais distantes. Mas um bom argumento tem condições de se espalhar através de redes sociais, permitindo o surgimento de novos veículos fazendo o contraponto. Muitos se assustam com o caos atual da Internet, com milhares de informações circulando, grupos se digladiando.

A nova mídia – 4
Os cientistas sociais sustentam que o excesso de manifestações políticas, longe de prenunciar o caos, na verdade amplia a democracia, ao permitir um debate mais rico e com mais personagens. O mesmo acontecerá com a Internet. A grande quantidade de informações permite o aparecimento de novos veículos, cujo diferencial será o de agregar as informações existentes e fomentar a participação dos leitores.

A nova mídia – 5
Hoje em dia, um fato só se torna notícia depois que um jornalista entrevista um personagem e escreve ao seu modo. Nesse modelo de produção, o jornal (e o jornalista) são não apenas os intermediários, mas os donos da informação. Eles podem selecionar quais informações dar, quais as que jogará fora, quais aqueles que irá valorizar. No novo tempo, as informações serão construídas colaborativamente.

A nova mídia – 6
Grupos especializados montarão suas redes, para discussões amplas; governos, empresas, ONGs, associações, se prepararão para gerar suas próprias notícias. Não haverá mais a necessidade de se ouvir uma fonte e colocar uma declaração em aspas – muitas vezes fora do contexto – para levantar a opinião de uma empresa sobre determinado tema. A posição estará em notícias publicadas em seus próprios sites.

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Carnaval Carioca. Integrante é retirada da concentração com violência por seguranças da Beija-Flor .

O sonho de desfilar na escola de coração terminou num triste pesadelo para a advogada Roberta Arcoverde, de 29 anos. 

Moradora da cidade de Maringá, no Paraná, ela veio pela primeira vez ao Rio para desfilar pela Beija-Flor, mas não conseguiu realizar o sonho. 

Na concentração, ela foi retirada por dois seguranças da escola e jogada com força contra a grade de proteção da Avenida Presidente Vargas.

A cena revoltou outros integrantes da escola e torcedores que viram a brutalidade dos seguranças. O motivo seria que ela estaria sem a sapatilha da fantasia. 

Impedida de desfilar, ela desabafou em meio às lágrimas, dizendo que a fantasia foi entregue incompleta."Não era somente eu que estava sem a sapatilha. 

Tinham outros integrantes na mesma situação porque eles entregaram faltando.

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