segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ricardo Teixeira. A queda livre de um peso pesado.

A queda livre de um peso pesado
20 Fev 2012

Antes todo-poderoso do futebol brasileiro, Ricardo Teixeira é levado a planejar uma nova carreira longe do esporte e dos corredores do poder
HUDSON CORRÊA E NELITO FERNANDES

Ricardo Teixeira sempre pareceu inabalável. Em seus 23 anos à frente da Confederação Brasileira de Futebol, foi senhor absoluto sobre uma das maiores paixões dos brasileiros. O excesso de poder, entretanto, muitas vezes mascara falhas estruturais graves, como já descobriram grandes empresas (Pan Am, Enron, General Motors) e líderes nacionais (Muammar Khadafi, Hosni Mubarak, Silvio Berlusconi). Como um velho dique carente de manutenção, Ricardo Teixeira começou a exibir pequenas fissuras, inicialmente controladas à custa de amigos influentes. No último ano, as rachaduras tornaram-se mais profundas – e levaram à enxurrada de informações divulgadas na semana passada sobre o desejo de Teixeira de largar o osso a que sempre teve tanto apego. O que há anos parecia impossível assumiu tom de realidade nas conversas do mundo do futebol. Exatamente como no diálogo de dois veteranos de guerra no clássico O Sol também se levanta, de Ernest Hemingway, no qual um personagem pergunta como o outro foi à falência, e ouve a resposta: “De dois jeitos. Aos poucos e, depois, de repente”.
Nos últimos dias, de repente, mas aos poucos, o presidente da CBF falou a amigos sobre sua saída do cargo e do comando da organização da Copa 2014. A família Teixeira já está em Miami, nos EUA. Isso sugere uma mudança de ares. Aos 64 anos, Teixeira não pretende, porém, pendurar sua gravata. Segundo documentos obtidos por ÉPOCA, o mandachuva futebolístico já aponta para outra direção: consultorias e transações envoltas em suspeitas. Em 2011, revelam os documentos, Teixeira retomou e ampliou um negócio apontado pelo Ministério Público Federal como o meio usado por ele nos anos 1990 para receber, de uma agência de marketing esportivo europeia, US$ 9,5 milhões de propina.Esse duto de dinheiro sujo chama-se RLJ Participações, de acordo com a Procuradoria da República uma empresa de fachada com endereço no centro do Rio de Janeiro. Durante 17 anos, não houve qualquer alteração contratual da RLJ na Junta Comercial. Em meados do ano passado, após novas denúncias de pagamento de suborno a Teixeira, ele voltou a investir na empresa, meses depois de a rede britânica BBC tê-lo acusado de receber propina. O esquema da RLJ foi mencionado pela primeira vez em 2001, pela CPI do Futebol no Congresso Nacional. Oito anos depois, durante o julgamento dos envolvidos em irregularidades na empresa de marketing suíça ISL, parceira da Fifa na década de 1990, foi revelado o pagamento de propina a dirigentes da entidade para a obtenção de contratos lucrativos. No final de 2010, alguns bois receberam nome. A BBC disse que Teixeira recebeu US$ 9,5 milhões de suborno da ISL. O pagamento, segundo a acusação, ocorreu por meio da empresa Sanud Etablissement, sediada na minúscula nação europeia Liechtenstein. A Sanud é sócia de Teixeira na RLJ Participações. Para o Ministério Público, a Sanud também pertence a Teixeira, algo que ele nega. Os documentos agora obtidos por ÉPOCA reforçam as suspeitas dos procuradores. Procurada, a assessoria de Teixeira negou haver qualquer “investigação ou acusação sobre recebimento de propina” em andamento.
O último registro sobre atividades da RLJ era datado de 1994. A empresa tinha capital de R$ 3 milhões, divididos entre a Sanud (49,99%), Teixeira (25,01%) e a então mulher do dirigente, Lúcia Havelange (25%). Dezessete anos depois desse último registro e já abalado pelo retorno da denúncia à imprensa internacional, Teixeira resolveu retomar a operação da RLJ em junho de 2011. Primeiro comunicou à Junta Comercial que uma decisão judicial de 1999 transferira para ele as ações de sua agora ex-mulher – era parte da partilha de bens na separação do casal. O segundo passo foi mudar o ramo de atividade da empresa. Ela passou a ter como objeto social a participação como sócia em empresas e entidades, prestação de serviço de administração, consultoria e assessoria técnica específica. Teixeira incluiu uma gama maior de possibilidades de atuação. Também aumentou o capital da RLJ em mais R$ 3,1 milhões. No final do mês passado, fez um novo aporte, de R$ 1,2 milhão. Isso elevou o capital social da RLJ a R$ 7,3 milhões. Teixeira ainda transformou a empresa de limitada para sociedade anônima e nomeou seu filho Roberto como diretor “sem designação específica”. Em todas as alterações registradas na Junta, consta dos documentos somente a assinatura de Ricardo Teixeira. Em nenhum dos cinco casos descritos há assinatura, nome ou procuração de representantes do outro dono, a Sanud. Sócios majoritários, como no caso de Teixeira, podem administrar sozinhos empresas do tipo limitada (Ltda.). Mas o fato de não haver qualquer menção a representantes da Sanud reforça a versão do Ministério Público de que ela também pertence a Teixeira.
A Sanud mandou ao menos R$ 2,9 milhões à RLJ em 1996 e 1997, remessas identificadas pela CPI do Futebol. Teixeira alegou na ocasião que a transação fora lícita e devidamente registrada no Banco Central como aporte de capital. Com base nos trabalhos da CPI, a Procuradoria da República iniciou uma investigação sobre o caso em 2003. Os procuradores não aceitaram o argumento de aporte de capital e denunciaram Teixeira, em 2008, por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Dois anos depois, o Tribunal Regional Federal da 2a Região, no Rio, trancou a ação por entender que, mesmo se houvesse algum crime, ele já prescrevera. Após a reportagem da BBC, a Procuradoria solicitou a instauração de um novo inquérito à Polícia Federal. A pedido de Teixeira, o TRF interrompeu a investigação, alegando a ausência de fatos novos. Especialistas ouvidos por ÉPOCA disseram que a movimentação da empresa habilita Teixeira a prestar serviços que antes não poderia. Com a transformação de limitada em sociedade anônima (S.A.), novos sócios podem ser admitidos com a negociação de ações. Isso facilita aumentos de capital. Dessa forma, a empresa pode se cacifar para participar de licitações que exijam capital mínimo maior.
A RLJ era também dona de uma agropecuária que Teixeira mantinha em sua fazenda em Barra do Piraí, Rio de Janeiro. No mesmo endereço funcionou a VSV Agropecuária e Empreendimentos Ltda., segundo revelou o jornal Folha de S.Paulo. Essa empresa pertence à Ailanto Marketing, acusada de ter superfaturado gastos com um amistoso entre Brasil e Portugal, em Brasília, em 2008. São, no mínimo, novas relações suspeitas, que abalam ainda mais a frágil situação de Teixeira. Na Fifa, ele perdeu o apoio do presidente, Joseph Blatter, depois de ter articulado a favor de seu adversário, Mohammed Bin Hammam. Em dezembro, a Justiça suíça mandou a Fifa divulgar os documentos sobre as propinas da ISL. Isso ainda não aconteceu e pode expor a verdade sobre as transações de Teixeira. No Brasil, ele nunca teve da presidente Dilma Rousseff o mesmo apoio – e intimidade – desfrutado com Luiz Inácio Lula da Silva. Antes incontáveis, as opções de Ricardo Teixeira ficaram cada vez mais escassas. Sem ofertas de emprego, restou a ele, além de brigar com a Justiça, planejar uma nova carreira de empresário.

São Paulo é Carnaval. USP Reitor Rodas aciona PM para desocupar moradia; 12 alunos presos.

Rodas aciona PM para desocupar moradia; 12 alunos presos

Rodas aciona tropa da PM para acabar com ocupação de moradia; 12 alunos presos
do Blog da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre – SP, por sugestão  do professor Caio Toledo e de Ricardo Maciel.

Nesta manhã de domingo de carnaval, mais um triste fato marca a história da Universidade de São Paulo. Por volta das 5h da manha, mais uma vez o Reitor Rodas acionou a Polícia Militar para sitiar a Universidade, dessa vez para acabar com a ocupação da moradia Retomada. 12 estudantes foram presos, apesar de não terem resistido. Lutar não é crime! Repudiamos categoricamente a ação truculenta de Rodas e da PM! Defendemos liberdade imediata aos 12 colegas presos e exigimos anistia completa de todos os estudantes!

Infelizmente, a truculência e a falta de diálogo tem sido a marca da Reitoria da Universidade de São Paulo. Depois do dia que a USP amanheceu literalmente sitiada, com 400 homens do batalhão de choque para prender 73 estudantes, depois da tentativa de derrubar a sede do Núcleo de Consciência Negra, depois de expulsar 6 estudantes que participaram da luta pela Moradia Retomada,  depois de lacrar e retomar o espaço estudantil, Rodas mais uma vez mostrou a que veio: Reprimir para privatizar!

Em março 2010, diante da triste situação da assistência e permanência estudantil na USP, quando mais de 100 calouros que tiveram o alojamento emergencial negado pela Coordenadoria de Assistência Social, estudantes retomaram um espaço no Conjunto residencial da USP (CRUSP) que havia sido tomada pela Divisão de Promoção Social da COSEAS e pelo banco Santander, inviabilizando a utilização do espaço como moradia estudantil. A então Moradia retomada foi uma forma de viabilizar moradia a estudantes que não conseguiam passar pelo “pente fino” da Reitoria para garantir o que deveria ser um direito: a moradia estudantil assegurada pela Universidade.

A realidade atual da Universidade de São Paulo é de uma grande disputa entre aqueles que defendem uma Universidade pública, gratuita e de qualidade, autônoma, guardiã do livre pensar, e aqueles que querem o desmonte desse modelo.  Rodas comprou essa briga! A privatização e terceirização dos serviços tem sido o carro chefe da Reitoria. Todos os últimos acontecimentos na USP são a tentativa de garantir a adequação ao projeto do governo do PSDB, de uma larga adequação do ensino público as demandas essencialmente privadas. Por isso que o Reitor Rodas é ofensivo na batalha contra os movimentos sociais organizados na Universidade. Rodas quer calar os milhares de estudantes, professores e funcionários que acreditam e lutam para construir uma USP cada vez melhor, mais segura e moderna, defendendo também seu caráter público e gratuito.

Queremos qualidade de ensino e não repressão!
Tendo em vista que a educação, especialmente o ensino público, não tem sido prioridade dos governos, a assistência estudantil tem se tornado cada vez mais precarizada. No Estado de São Paulo essa situação é ainda mais grave uma vez que para adequar a educação pública as demandas privadas, os estudantes sem poder aquisitivo não tem vez. Com a tentativa de construir Universidades cada vez mais elitizadas, a Assistência Estudantil está sendo literalmente desmontada.

Em todas as Estaduais Paulistas o problema de falta de bolsas, falta de moradia e serviços de assistência estudantil fazem parte da realidade universitária. As Reitorias e o Governo do PSDB tratam como caso de polícia o que deveria ser tratado como um direito. Além do triste ocorrido na USP nessa manhã, somado a expulsão dos 6 estudantes em janeiro, na Unicamp 6 estudantes também acabam de serem suspensos por 6 meses, sem direito a nenhum vínculo com a Universidade, por terem participado de uma luta por moradia estudantil.

A repressão no campus, através da presença ostensiva da PM, fecha, portanto, um ciclo do fim completo da democracia, transparência e autonomia universitária, adequando as Estaduais Paulistas a um largo projeto de elitização e privatização. A Assistência estudantil é um direito e deve ser tratada como tal.  Acreditamos que ela deve ser plena, gratuita e de qualidade e por isso lutamos que a qualidade de ensino seja associada a uma política efetiva de assistência em termos de moradia, alimentação, saúde, cultura, lazer e demais condições necessárias ao desenvolvimento pleno da formação acadêmica. Seguiremos na luta em defesa de uma USP pública, a serviço do povo pobre e trabalhador!

O apoio jurídico da CSP-Conlutas já se encontra na 14º DP para auxiliar os estudantes! Entre os 12 presos temos uma estudante grávida de 8 meses e um menor de idade! Chamamos as entidades e movimentos a prestarem solidariedade e a se somarem numa ampla campanha contra a ditadura de Rodas e do PSDB na USP!

Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/reitor-da-usp-aciona-pm-para-acabar-com-ocupacao-de-moradia-12-alunos-presos.html

domingo, 19 de fevereiro de 2012

As novas decisões do CNJ

Min. Eliana Calmon - CNJ.
 sua primeira reunião desde que teve suas prerrogativas mantidas pelo Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostrou, mais uma vez, a importância de sua atuação para o bom funcionamento do Judiciário.

Por 12 votos contra 2, o órgão encarregado de promover o controle da magistratura puniu com a aposentadoria compulsória - a pena máxima em processo disciplinar administrativo - o desembargador Roberto Wider, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Wider, que está afastado de suas funções desde que o CNJ abriu uma sindicância contra ele, em janeiro de 2010, foi condenado por ter nomeado dois advogados - sem concurso público, como determina a lei - para dirigir cartórios extrajudiciais e por ter favorecido candidatos considerados corruptos, quando presidiu o Tribunal Eleitoral do Rio de Janeiro, livrando-os do risco de cassação de candidatura.

Os dois advogados trabalhavam no escritório de um conhecido lobista carioca, que está sendo acionado por vender sentenças judiciais, cobrar propina de tabeliães, atuar irregularmente como doleiro e ser dono de empresa cujas movimentações financeiras foram consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As investigações do CNJ mostraram que o lobista, amigo pessoal de Wider, exercia enorme influência em suas sentenças - inclusive no tempo em que ele foi corregedor da Justiça fluminense, quando tinha por atribuição coibir o tráfico de influência, o nepotismo e a corrupção.

Outra importante iniciativa do CNJ, em sua primeira sessão de 2012, foi abrir consulta pública para debater a proposta de resolução apresentada pela corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, com o objetivo de regulamentar a participação de magistrados em congressos e eventos patrocinados por entidades privadas, empresas estatais e sociedades de economia mista. 

O problema é antigo, mas foi agravado no segundo semestre do ano passado, depois de três eventos polêmicos. O primeiro envolveu um torneio esportivo de juízes trabalhistas, realizado na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, com patrocínio da Ambev, Oi, Qualicorp e Banco do Brasil. O segundo evento foi realizado em hotel de luxo da Praia da Enseada, no Guarujá. 

O encontro contou com a presença de ministros dos tribunais superiores e as despesas foram pagas por seguradoras. O terceiro evento, cuja realização foi suspensa por ordem da Corregedoria Nacional de Justiça, era um torneio de futebol de juízes federais no campo de treino da seleção brasileira, em Teresópolis, com base num acordo feito com a Confederação Brasileira de Futebol, cujo presidente é acusado de crimes financeiros.

"Trata-se de um problema ético da magistratura. Muitas vezes a instituição patrocinadora está ligada a ações na Justiça e isso desgasta a corporação", disse a ministra Eliana Calmon, ao justificar sua iniciativa. Entre os conselheiros que votaram contra a proposta da corregedora destacaram-se o desembargador Tourinho Neto e o presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso. Tourinho, que integra a Justiça Federal, chamou a imprensa de "marrom" e a acusou de estar promovendo uma campanha contra as associações de juízes. Peluso afirmou que "a opinião pública não precisa ser consultada" e que o Código de Ética da magistratura já trata da matéria.

A última decisão do CNJ, e que não foi noticiada pela imprensa, foi o reconhecimento da legalidade, por 8 votos contra 6, da decisão administrativa tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6.ª Região após a última greve de seus servidores. A Corte decidiu descontar os salários dos grevistas, em vez de autorizar a tradicional - e inócua - compensação por meio de horas extras. Temendo que as Justiças estaduais sejam atingidas por paralisações, vários conselheiros recomendaram aos demais tribunais que seguissem o exemplo do TRT da 6.ª Região.

O saldo da primeira sessão do CNJ, desde que teve seus poderes mantidos pelo Supremo, não poderia, como se vê, ter sido mais produtivo.

Fonte: www.exercito.gov.br/resenha
19 Fev 2012

São Paulo. Policia Militar na USP: TROPA DE CHOQUE PRENDE 12 ESTUDANTES DA MORADIA RETOMADA. Reintegração de posse.

Hoje, (Domingo de Carnaval) por volta das 5h, a Tropa de Choque entrou na USP e fez a reintegração de posse da Moradia Retomada. 

Sabemos, por enquanto, que 12 estudantes foram presos e levados ao 14º DP em Pinheiros-SP.

 

SEXTA-FEIRA, 27 DE JANEIRO DE 2012.

Justiça decide que reintegração de posse da Moradia Retomada na USP ocorra até 6 de fevereiro

Foi divulgado no dia 17 de janeiro de 2012, por meio do Diário da Justiça da Capital, a decisão judicial que estabeleceu o prazo de 20 dias para a execução da reintegração de posse da Moradia Retomada, localizada no térreo do bloco G do Conjunto Residencial da USP (CRUSP), próximo aos guichês de venda de ticket para o bandejão.

Não podemos aceitar mais esse ataque aos estudantes!

Moradia Retomada


Em março de 2010, frente a mais de 100 calouros que tiveram o alojamento emergencial negado pela COSEAS, os moradores do CRUSP, reunidos em assembléia, decidiram pela retomada de parte do bloco G que antes era moradia e havia sido tomada pela Divisão de Promoção Social da COSEAS e pelo banco Santander, inviabilizando a utilização do espaço como moradia estudantil. Mesmo diante da falta de vagas, a reitoria criminalizou esse movimento expulsando 6 estudantes em dezembro de 2011.

Esta ocupação, além de permanência estudantil imediata, serviu para pressionar a Reitoria a finalizar a construção de um novo bloco no CRUSP, uma conquista do acordo resultante da ocupação da Reitoria em 2007.

Permanência estudantil

A luta pela moradia estudantil na USP é antiga. Foi somente com a justificativa de abrigar atletas dos Jogos Pan americano, da década de 60, que a Reitoria construiu 12 blocos do atual CRUSP (Conjunto Residencial da USP). Negada a liberação do uso dos blocos para moradia estudantil, os estudantes ocuparam bloco por bloco, entre os anos de 64 e 68. Se o surgimento do CRUSP remonta a história de luta estudantil, a origem da COSEAS, por outro lado, foi pautada na pretensão de controle e repressão da Reitoria ligada à Ditadura Militar, com a função de vigiar a vida pessoal e política dos moradores.


FONTE: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/pm-na-usp-reintegracao-de-posse-e-prisao -de-estudantes

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Maranhao. Projeto que cria 5ª Câmara Cível do TJMA aguarda sanção da governadora.

Aguarda sanção da governadora Roseana Sarney o projeto de lei complementar que altera quatro artigos do Código de Divisão e Organização Judiciárias e cria a 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Apreciado em regime de urgência, o projeto foi aprovado, por unanimidade de votos, em sessão plenária da Assembleia Legislativa, na quarta-feira (15/2). A expectativa do presidente do TJMA, desembargador Antonio Guerreiro Júnior, é de que a 5ª Câmara Cível funcione ainda neste semestre.
Na mensagem entregue ao presidente da Assembleia, deputado Arnaldo Melo, na sede do Legislativo estadual, dia 8, o presidente do TJMA justificou a necessidade de criação de mais uma câmara cível, pelo fato de as quatro já existentes não atenderem mais à demanda.
A justificativa foi fundamentada em dados estatísticos e na necessidade consequente da ampliação do quadro de 24 para 27 desembargadores. As três vagas de desembargador a serem preenchidas foram criadas por lei complementar, em 2009. 
 
“Trata-se de um projeto de reforma do Judiciário que trará melhorias no nosso perfil de resultados. É um avanço para a Justiça e para a sociedade, pois significa maior agilidade nas respostas às demandas judiciais”, disse Guerreiro Júnior, que já determinou à Diretoria de Engenharia do Tribunal a instalação dos gabinetes dos três novos desembargadores que assumirão o cargo.
 
No dia em que recebeu a mensagem acompanhada do projeto de lei, Arnaldo Melo elogiou a iniciativa do presidente do TJMA. “É matéria de repercussão tanto para o Judiciário como para a sociedade. A instalação das três novas vagas para magistrados, já criadas pela Assembleia, confere maior dinâmica ao trabalho dos magistrados”, avaliou.
 
Ações  - De acordo com dados catalogados no sistema Themis, cerca de 540 mil ações tramitam no Poder Judiciário estadual. Apenas no ano passado foram distribuídos 188 mil processos para uma população superior a 6,5 milhões de habitantes, segundo dados registrados pelo IBGE no último censo. Somente na Justiça de 2º grau foram distribuídos 14.284 processos, o que resulta em média de 1.190 processos por desembargador.
 
O documento registra que a instalação de mais uma câmara cível requer, em consequência, a criação de outra câmara cível reunida, em razão do impedimento regimental de funcionamento de câmaras com composição superior a 14 membros, exceto o Plenário. Justifica-se também a necessidade de realização de uma sessão de julgamento cível, uma vez por bimestre, para apreciar os recursos das câmaras cíveis reunidas e outras matérias.
 
A justificativa esclarece que o custo total do projeto está dentro dos limites de gastos previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, conforme estimativa anual de impacto orçamentário elaborada pelo Tribunal.
 
O projeto de Lei Complementa nº. 01/2012 altera o artigo 18; o § 2º do artigo 20; o caput e o parágrafo 1º do artigo 22 e o artigo 28, todos do Código de Divisão e Organização Judiciárias do Maranhão.


Do TJMA - www.cnj.jus.br/j65c

Paralelismos. Thomas Sankara, o herói que desafiou os credores

Aconteceu em 1987.
A Conferência da Organização da Unidade Africana reuniu-se em Addis Abbeba, Etiópia, nos últimos dias daquele julho de muito calor.
E lá estava ele. No uniforme caqui, com seu invencível bom humor, Thomas Sankara, presidente revolucionário de Burkina Faso, o Che Guevara da África.
Foi seu último discurso, e ali conquistou os corações dos pobres e explorados. Hasta siempre. 
“Não podemos pagar essa dívida, primeiro porque, se não pagarmos, os credores não morrem. Isso é garantido. Mas se pagarmos, morremos nós. Isso também é garantido” – disse ele.

E continuou: “Os que nos empurraram para que nos endividássemos, jogaram como se estivessem num cassino. 

Enquanto ganharam, ninguém discutiu coisa alguma. Mas agora, que estão perdendo muito, exigem pagamento. E nós só falamos de crise. Não, Sr. Presidente. Eles jogaram e perderam. É a regra do jogo. Não pagaremos. E a vida continua”. 
Como eco dos protestos contra as medidas de “austeridade” na Grécia, ouve-se outra vez a voz de Sankara, o Che Guevara da África. O herói que desafiou seus credores.
Mas Sankara também sabia muito bem que não poderia estar sozinho na resistência.

E portanto conclamou os demais chefes de Estado africanos a seguir seu exemplo: “Se Burkina Faso for o único Estado que se recusa a pagar a dívida, eu não estarei aqui, na nossa próxima Conferência”, disse ele, profético. E todos riram. Hoje, está acontecendo outra vez.
O Parlamento Grego reuniu-se no domingo à noite (na madrugada da 2ª-feria, para ser bem preciso) para votar um novo memorando que imporá ainda mais restrições à classe média e aos mais pobres naquele país, que já enfrentam terríveis dificuldades. E, isso, para obter mais um empréstimo, 70% do qual será gasto para pagar o serviço da dívida anterior. A sessão foi orquestrada por um governo preposto (não eleito) – comandado por um primeiro-ministro banqueiro (também preposto, não eleito) – formado, dentre outros, de gente da extrema direita.
As novas medidas incluem corte de 22% no salário mínimo (32% para os de menos de 25 anos), 15.000 demissões no setor público em 2012 e 150 mil até 2015 (num país cuja taxa de desemprego já é superior a 20%!), cortes em serviços públicos (saúde, educação e assistência social), privatização de patrimônio público (rentável!), mais a promessa assinada de que as medidas serão implementadas, seja qual for o resultado das eleições previstas para abril – como decretou recentemente “Sua Alteza” Wolfgang Schäuble.
Na rua, à frente do Parlamento, centenas de milhares de pessoas (entre as quais Manolis Glezos e Mikis Theodorakis, heróis da resistência grega) reuniram-se para manifestar sua oposição ao memorando, à “Troika”, ao modelo econômico dominante e àqueles políticos gregos que votavam, no Parlamento. No que gritavam, ouvia-se um eco que chegava de Addis Abbeba e do fundo dos tempos: 
“Não podemos pagar essa dívida, primeiro porque, se não pagarmos, os credores não morrem. Isso é garantido. Mas se pagarmos, morremos nós. Isso também é garantido”.
À primeira vista, parece que não fez diferença alguma. O memorando foi aprovado pelo Parlamento. Mas, agora, a “Troika” está em pânico, com medo de ser derrubada pelo poder do povo, nas eleições de abril. Então, os credores tentam pateticamente adiar o pagamento do “resgate” para depois das eleições, quando o novo governo grego, depois de eleito, tiver sido obrigado a jurar que também cumprirá os termos do memorando.
Temam o povo! Vivemos grandes tempos para a democracia! 

Thomas Sankara, o homem que acreditava que revolucionários podem ser assassinados, mas não suas ideias, não chegou à Conferência da Organização da Unidade Africana do ano seguinte. Foi assassinado três meses depois daquele famoso discurso em Addis Abbeba, por seu ex-amigo e companheiro em armas, Blaise Compaoré, que continua lá, presidente de Bukina Faso, até hoje.


*Leonidas Oikonomakis é um ativista, membro do grupo de hip hop Social Waste. Bacharel em Estudos Internacionais e Europeus da Universidade de Piraeus (2005) e mestrado em Desenvolvimento Internacional: Pobreza, Conflitos e Reconstrução pela Universidade de Manchester (2006). Foi professor associado para Pesquisas na Universidade de Creta, bem como no Centro de Estudos Europeus da Middle East Technical University, em Ankara, na Turquia. Atualmente é pesquisador do Instituto Universitário Europeu, Florença. Seus principais interesses de investigação incluem teorias e práticas de desenvolvimento internacional, mudança social, pobreza, sustentabilidade e os movimentos sociais. Seus artigos têm sido traduzidas para o francês, o urdu, hindi, árabe, bahasa da Indonésia e italiano
Fonte: http://redecastorphoto.blogspot.com/

Grécia.Imagens da repressão policial.

Isto aqui a imprensa canalha nacional e internacional não mostra! Quando é para promover a propaganda sionista de Israel sobre a Síria e Irã, todos os meios de comunicação em conjunto divulgam as mesmas imagens falsas para convencer a opinião pública a apoiar invasões e pilhagens.

As emissoras de TV simplesmente ignoram completamente a violenta repressão ao povo grego que já está passando fome, porque agora, já não interessa mais mostrar imagens do povo sendo surrado, pois os bancos já controlam totalmente o país e exterminaram sua soberania. O objetivo foi alcançado.

Ninguém fala que o que levou a Grécia a este ponto foi um golpe de estado financeiro realizado pelos banqueiros, principalmente o banco Goldman Sachs, comprovadamente uma instituição financeira criminosa e sionista.

Isto é nada menos que a ascensão do IV Reich Nazi-Sionista tomando o controle da Europa e do planeta. As imagens abaixo o leitor pode ter certeza que vão ocorrer também em Portugal, Espanha, Itália, depois se alastrará pelo mundo até chegar a outros países que jamais imaginaram passar por condições humilhantes como estas. As imagens mostram claramente que o povo está desarmado, são cidadãos de todas as idades, até os idosos são surrados impiedosamente pela força polícial.









































Essa é a “democracia” que os pseudo-intelectuais da mídia e meios acadêmicos defendem com unhas e dentes. Democracia nunca existiu, isso foi uma farsa inventada pela elite para impôr uma ditadura dos banqueiros e corporações.

O que está em curso é o que vêm sendo postado no blog, os banqueiros colocam seus marionetes no governo, e estes começam a endividar propositalmente e desnecessariamente o país, colocando a população numa dívida eterna e impagável com os bancos! Foi o que fizeram na América Latina.

Enquanto o país estiver pagando os juros extorsivos aos banqueiros, está tudo ótimo para a mídia. Mas deixe de pagar aos bancos para ver se não dão um golpe de estado ou assassinam quem estiver no governo.

Enquanto o povo grego passa fome e é espancado na rua, os políticos corruptos estão entregando o país para os banqueiros e realizando compras bilionárias em armamentos, como submarinos alemães, tanques russos e fragatas francesas! É para isto que usam o povo de uma nação, para explorar a mão-de-obra e colocá-los para pagar dívidas aos banqueiros.

A polícia existe para uma coisa somente, impedir que a população se rebele contra o poder que está no governo, o Establishment que o escraviza. Esta imagem resume tudo:

Força policial protegendo os banqueiros e políticos de uma rebelião popular

O sistema capitalista é o mais eficiente e complexo sistema de controle e escravidão humana, onde o escravo acha que é livre e que o sistema funciona para atender aos seus interesses.

Fonte das imagens: nuevodesordenmundial e altamiroborges
http://caminhoalternativo.wordpress.com/