sábado, 31 de março de 2012

Metade das capitais já tem ou prepara guarda municipal armada para ser "polícia preventiva"

Guarda MUnicipal de Aracaju
Criada para proteger o patrimônio público das cidades, as guardas municipais ainda lutam para ganhar reconhecimento como uma força de segurança no país. Em meio à falta de regulamentação sobre a função dessas tropas, as capitais brasileiras passaram a armar os guardas, que em algumas cidades . Segundo levantamento feito pelo UOL, 13 capitais já usam armas ou estão com processos em andamento.

Segundo o Ministério da Justiça, existem hoje mais de 86 mil guardas municipais no Brasil, que atuam em uma profissão sem regulamentação federal. 

Além de armas, a categoria –que ainda não possui sequer um órgão sindical nacional - reivindica que as guardas sejam regulamentadas como “polícia preventiva” e atuem para evitar crimes nas cidades, e não apenas na segurança do patrimônio.

De acordo com o Estatuto do Desarmamento, de 2003, os municípios com mais de 50 mil habitantes podem armar suas guardas municipais. Desde lá, muitas capitais adotaram o uso de armamento pela guarda. Cidades como São Paulo, Porto Alegre, Vitória, Florianópolis, Curitiba, Belém e Aracaju já usam armas há algum tempo.

Outras capitais estão em processo avançado e devem passar a usar armas em breve, como Belo Horizonte e Goiânia, onde os convênios com a PF (Polícia Federal) –responsável pelo porte de armas-- já foram assinados. Na capital mineira, por exemplo, as armas já foram compradas, e apenas os portes são aguardados.

No Nordeste --região onde o número de homicídios vem crescendo-- é que se verifica o maior interesse atual em armar as guardas. Recentemente as prefeituras de Natal e Salvador anunciaram convênios com a PF para fornecer o porte aos guardas. Em João Pessoa, um projeto que prevê o uso de armas foi aprovado pela Câmara de Vereadores em dezembro de 2011. Em Maceió, um projeto encaminhado pela prefeitura está em análise desde 2010 na Polícia Federal.

Segurança desarmada

Em outras capitais, como Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza, os guardas ainda fazem a segurança de prédios desarmados, e não há previsão de uso de armamento. E foi justamente a atuação desarmada que gerou polêmica esta semana, quando os guardas municipais de Fortaleza iniciaram um protesto por conta de dois casos de violência sofrido no início da semana.

No último domingo (25), dois guardas foram baleados por torcedores no terminal de ônibus do bairro Antônio Bezerra, após o clássico entre Ceará e Fortaleza. No mesmo dia, outros guardas não conseguiram impedir uma invasão e assalto à Câmara de Vereadores --eles ainda foram algemados durante a ação.

Em protesto, os guardas paralisaram as atividades na quarta-feira (28), mas voltaram parcialmente na quinta-feira (29), após a prefeitura anunciar a criação de um grupo para discutir o assunto. Mas eles prometem só voltar às atividades de patrulhamento em locais de risco após o município aceitar comprar armamento.

“Essa discussão precisa passar também pela sociedade. Defendemos o armamento, mas de forma responsável, com capacitação. A gente quer que arme o servidor, mas não é só pegar uma arma e mandar ir para rua sem está preparado. Tem que ter treinamento. 

Só que a gente está pressionando as autoridades porque todo meliante tem uma arma de fogo e nós, só um cacete. Nem algema todos os guardas têm. E fazemos vigilância em escolas, hospitais de locais perigosos, não dá mais para seguir assim”, disse Márcio Cruz, presidente do Sindicato dos Guardas Municipais do Ceará.

Distorção de função

Legalmente, as guardas deveriam atuar apenas na proteção de bens, serviços e instalações das cidades. Mas não é isso que ocorrer em algumas cidades. Em Aracaju, por exemplo, a guarda municipal tem como uma das missões "coordenar e exercer atividades de policiamento, fiscalização e vigilância ao meio ambiente, bem como os objetos e áreas que integram o patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico local."

A ideia de armar as guardas é vista com bons olhos, mas ao mesmo com ressalvas pelo delegado federal aposentado e atual secretário de Segurança e Cidadania de Maceió, José Pinto de Luna. O problema estaria em atribuições equivocadas da guarda, como ocorreria na capital sergipana.  Segundo Luna, a Polícia Federal já precisou intervir para tirar o poder dado a algumas guardas municipais armadas pelo país, especialmente em São Paulo, onde atuou por décadas como delegado.

"Para proteger o bem público, as guardas municipais têm de estar armadas e ter os recursos necessários. Mas isso tem que ser visto com muita responsabilidade. Têm muitos lugares no interior de São Paulo onde a guarda ultrapassou a corporação militar. Em alguns locais, o guarda tomou gosto pelo poder de polícia, que ele não tem, e aí começaram a nascer grupos de extermínio", disse. 

Luna defende que Maceió --capital com maior taxa de homicídios do país, 107 para cada 100 mil habitantes, segundo o Mapa da Violência 2012--, mas avalia que existem exigências que encarecem e dificultam o processo. "Temos uma dificuldade de implementar por conta de uma grade curricular sugerida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, que envolve 600 disparos. Se você somar isso para 850 guardas, fica uma fortuna. Esse está sendo o principal entrave. Estamos vendo se essa grade pode ser flexibilizada ou pegarmos o mais preparados fisicamente e psicologicamente para o corpo armado da guarda", afirmou.

Polícia preventiva

A discussão sobre os critérios para regulamentação dos guardas está ocorrendo no Congresso, e pode resultar em mais poderes à categoria. Na quarta-feira, comandantes de guardas municipais, sindicalistas e parlamentares defenderam a regulamentação do trabalho da categoria na prevenção da violência. O tema foi discutido em audiência publica da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. Segundo sindicalistas, a ideia é dar um leque maior de atuações às guardas.

“Hoje, temos polícia de pronto atendimento que atua depois do ato de violência. Queremos desenvolver o papel de uma polícia preventiva, próxima do cidadão, dando a ele a sensação de segurança”, disse o presidente do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo, Carlos Augusto de Souza, que faz parte de um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Justiça, em 2011, para discutir a regularizar da profissão.

O deputado Vicentinho (PT-SP) também defendeu a ação preventiva das corporações. “A guarda municipal tem de ter uma atuação pacífica, pacificadora e comunitária. Ela deve atuar sobre a causa, não a consequência”, afirmou.

*com Agência Câmara

FONTE: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/03/31/metade-das-capitais-ja-tem-ou-prepara-guarda-municipal-armada-para-ser-policia-preventiva.htm

sexta-feira, 30 de março de 2012

MP/RN. Pede que Senador José Agripino Maia (líder do DEM) seja investigado.

FÁBIO FABRINI - Agência Estado
(Senador José Agripino Maia - Lídr do DEM).
O Ministério Público do Rio Grande do Norte enviou à Procuradoria-Geral da República pedido para que investigue o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), apontado como beneficiário de pagamentos feitos pela máfia da inspeção veicular em seu Estado.

Em depoimento, o empresário José Gilmar de Carvalho Lopes, preso na Operação Sinal Fechado, relatou o suposto repasse de R$ 1 milhão ao parlamentar e a Carlos Augusto Rosado, marido da governadora do RN, Rosalba Ciarlini (DEM).

Segundo a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Lopes é sócio oculto do advogado George Olímpio, apontado como mentor das fraudes na inspeção veicular e outros projetos do Detran-RN. 

Nas declarações, de 24 de novembro, mesmo dia das prisões de envolvidos no esquema, ele disse que Olímpio lhe relatou ter feito pagamentos a Agripino e Rosado.

O valor teria sido pago em dinheiro, parcelado, na campanha de 2010, e a negociação teria ocorrido no sótão do apartamento do senador em Natal. Agripino nega ter recebido propina, mas diz que Olímpio esteve no imóvel, interessado em implementar o contrato de inspeção veicular no governo de Rosalba. 

Agripino pediu ao grupo Estado que ligasse para o advogado de Lopes, José Luiz Carlos de Lima, que desmentiu o depoimento do cliente. Segundo ele, Lopes estava sob efeito de medicamentos quando fez as acusações. As informações sobre a operação foram enviadas à PGR, que decidirá se há elementos para pedir ao Supremo Tribunal Federal investigação contra o senador.

A Operação Sinal Fechado apurou o desvio de recursos do Detran-RN para empresas de Olímpio e pessoas ligadas a ele. Segundo o MP, políticos receberam vantagens para favorecê-las em licitação e contratos públicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

TERROR EM CAROLINA: Bandidos assaltam agência do Banco do Brasil - Veja imagens do local do assalto

http://boscoascenso.blogspot.com.br/
Pelo menos sete bandidos fortemente armados, assaltaram na manhã de hoje a agência do Banco do Brasil de Carolina.

A agência estava cheia de clientes. A população entrou em pânico por causa da quantidade de tiros. Seis reféns foram levados. 

Os assaltantes fugiram pela BR-230, rumo à cidade de Riachão. Entre os reféns o gerente da agência José de Ribamar e os funcionários Tércio Medeiros e Neto estavam entre os reféns – que já foram liberados na saída da cidade.
 
Não a informações sobre os valores levados pelos bandidos.
 
A Polícia Militar de Carolina, totalmente despreparada para este tipo de ocorrência nada pode fazer.
 
Segundo informações de testemunhas, os assaltantes usavam apenas escopetas e uma submetralhadora.
 
Essa é a quarta vez que o Banco do Brasil de Carolina é assaltado. Os marginais agem sempre da mesma forma – usam armamento pesado e atiram para todos os lados para assustar a população.
 
Os assaltantes usavam dois veículos - uma S10 e uma EcoSport (todos da cor prata) - a S10 foi incendiada na entrada da cidade de Goiatins, na BR-230 - há oito quilômetros do centro da cidade.
 
O assalto na agência do Banco do Brasil em Carolina-MA alertou a polícia na região do Bico do Papagaio, pois segundo informações da polícia maranhense os ladrões, que fizeram reféns, possivelmente adotaram o Tocantins como rota de fuga.
 
 As cidades de Filadélfia e Goiatins estão em alerta.
De acordo com o delegado Emerson Francisco, de Filadélfia/TO, como a cidade faz divisa com o Estado do Maranhão, uma equipe está sendo enviada para Goiatins e outra deve permanecer em Filadélfia para evitar que os bandidos façam das duas cidades tocantinenses sua rota de fuga e novos assaltos.

 
A equipe disponibilizada para esta operação é composta por seis agentes e o delegado. Os policiais farão fronteira nas ruas adjacentes que dão acesso ao Tocantins, a equipe já está se deslocando.  

Segundo o delegado Emerson, as primeiras informações dão conta que os bandidos usaram duas caminhonetes S-10 e Cross Fox.

Ainda não se sabe se o reféns foram liberados.

Suspeita de assalto em Vitorino Freire/MA.  

Ontem policiais militares do 15º Batalhão , sediado em Bacabal, fizeram uma ofensiva na cidade de Vitorino Freire. De acordo com informações repassadas pelo serviço de inteligência das Polícias Militar e Civil, havia a possibilidade de um assalto ao Banco do Brasil daquela cidade.O Grupo Tático Aéreo – GTA – chegou a deslocar para a região em um helicóptero. Até o momento não foi divulgada prisão de nenhum bandido.
 
Fontes:
http://www.louremar.com.br/
http://boscoascenso.blogspot.com.br/ 
http://surgiu.com.br/noticia/29299/assaltantes-atacam-agencia-do-bb-em-carolina-fazem-refens-e-fogem-rumo-ao-tocantins.html

http://www.maranhaonews.com

DEVERES DO JORNALISTA Os quatro pilares da imprensa livre Por Albert Camus em 27/03/2012.

Por. Albert Camus em 27/03/2012 na edição 687. Reproduzido do suplemento “Ilustríssima” da Folha de S.Paulo, 25/3/2012; tradução de Paulo Werneck.

É difícil, hoje em dia, evocar a liberdade de imprensa sem ser tachado de extravagante, acusado de ser Mata Hari, sem se ver convencido de ser sobrinho de Stalin. No entanto, essa liberdade, entre outras, é só um dos rostos da liberdade pura e simples, e nossa obstinação em defendê-la será compreendida se houver boa vontade para admitir que não há outra maneira de vencer de fato a guerra.

É certo que toda liberdade tem seus limites. É preciso, ainda, que eles sejam reconhecidos. Sobre os obstáculos que hoje são postos à liberdade de pensamento, aliás, já dissemos tudo o que foi possível dizer e diremos novamente, à saciedade, tudo o que nos será possível dizer.

Em particular, uma vez imposto o princípio da censura, jamais nos espantará o bastante ver que a reprodução de textos publicados na França e examinados pelos censores da metrópole seja proibida no Soir Républicain [jornal publicado em Argel, do qual Albert Camus era redator-chefe], por exemplo.

O fato de que, a esse respeito, um jornal dependa do humor ou da competência de um homem demonstra melhor do que qualquer outra coisa o grau de inconsciência a que chegamos. Um dos bons preceitos de uma filosofia digna desse nome é o de jamais se derramar em lamentações inúteis diante de um estado de fato, que não pode mais ser evitado.

A questão na França não é mais a de saber como preservar as liberdades da imprensa. É a de procurar saber como, diante da supressão dessas liberdades, um jornalista pode permanecer livre. O problema não interessa mais à coletividade. Ele diz respeito ao indivíduo.

Meios
E justamente o que nos agradaria definir aqui são as condições e os meios pelos quais, no próprio seio da guerra e de suas servidões, a liberdade pode ser não somente preservada, mas também manifestada. Esses meios são quatro: a lucidez, a recusa, a ironia e a obstinação.

A lucidez pressupõe a resistência aos movimentos do ódio e ao culto da fatalidade. No mundo de nossa experiência, é certo que tudo pode ser evitado. A própria guerra, que é um fenômeno humano, pode ser a todo momento evitada ou interrompida por meios humanos. Basta conhecer a história dos últimos anos da política europeia para nos convencermos de que a guerra, seja ela qual for, tem causas óbvias. Essa visão clara das coisas exclui o ódio cego e o desespero que deixa estar.

Um jornalista livre, em 1939, não se desespera e luta pelo que acredita ser verdadeiro como se a sua ação pudesse influenciar o curso dos acontecimentos. Não publica nada que possa incitar ao ódio ou provocar o desespero. Tudo isso está em seu poder.

Em face da maré de besteiras, é preciso igualmente opor algumas recusas. Nenhuma das limitações do mundo leva um espírito um pouco limpo a aceitar ser desonesto. Ora, por menos que conheçamos o mecanismo das informações, é fácil nos assegurarmos da autenticidade de uma notícia.

É a isso que um jornalista livre deve dedicar a sua atenção. Pois, se ele não pode dizer o que pensa, pode não dizer o que não pensa ou o que acredita ser falso. E é assim que se mede um jornal livre: tanto pelo que diz como pelo que não diz. Essa liberdade bem negativa será, de longe, a mais importante de todas, se soubermos mantê-la.

Pois ela prepara o advento da verdadeira liberdade. Em consequência disso, um jornal independente dá a fonte de suas informações, ajuda o público a avaliá-las, repudia as cascatas, suprime as injúrias, compensa, em comentários, a uniformização das informações e, em resumo, serve à verdade na medida humana de suas forças. Essa medida, por mais relativa que seja, lhe permite ao menos recusar aquilo que nenhuma força no mundo pode fazê-lo aceitar: servir à mentira.

Chegamos, assim, à ironia. Podemos estabelecer que, em princípio, um espírito que tem gosto e os meios para impor limitações é impermeável à ironia. Não vemos Hitler, para tomar apenas um exemplo entre outros, utilizar a ironia socrática.

Conclui-se que a ironia permanece como uma arma sem precedentes contra os poderosos demais. Ela completa a recusa na medida em que permite não rejeitar o que é falso, mas muitas vezes dizer o que é verdadeiro. Um jornalista livre, em 1939, não tem muitas ilusões sobre a inteligência daqueles que o oprimem. Ele é pessimista no que diz respeito ao homem. A cada dez verdades ditas em tom dogmático, nove são censuradas. Essa disposição ilustra com bastante exatidão as possibilidades da inteligência humana.

Ela explica também que jornais franceses como Le Merle ou Le Canard Enchaîné [jornais satíricos parisienses] possam publicar regularmente os corajosos artigos que conhecemos. Um jornalista livre, em 1939, é portanto necessariamente irônico, ainda que, volta e meia, a contragosto. Mas a verdade e a liberdade são amantes exigentes, pois têm poucos apreciadores.

Obstinação
Com essa atitude de espírito brevemente definida, é claro que ela não se poderia sustentar de modo eficaz sem um mínimo de obstinação. Não são poucos os obstáculos à liberdade de expressão. Não são os mais graves deles que poderão desencorajar um espírito. Pois as ameaças, os empastelamentos, as perseguições geralmente obtêm na França o efeito oposto ao que propõem.

É preciso reconhecer, porém, que há obstáculos desencorajadores: a constância na tolice, a covardia organizada, a ininteligência agressiva – e por aí vai. Eis o grande obstáculo sobre o qual é preciso triunfar. A obstinação é aqui uma virtude cardeal. Por um paradoxo curioso, porém óbvio, ela se põe a serviço da objetividade e da tolerância.

Eis, portanto, um conjunto de regras para preservar a liberdade até mesmo dentro da servidão. E depois?, diremos. Depois? Não sejamos tão apressados.

Se cada francês quiser apenas manter em sua esfera tudo o que acredita ser verdadeiro e justo, se quiser ajudar de sua frágil parte a manutenção da liberdade, resistir ao abandono e divulgar sua vontade, então, e somente então, essa guerra estará ganha, no sentido profundo da palavra.

Sim, é muitas vezes a contragosto que um espírito livre deste século faz sentir a sua ironia. O que encontrar de agradável neste mundo inflamado? A virtude do homem, porém, é a de se manter diante de tudo o que o nega.

Ninguém quer recomeçar em 25 anos a dupla experiência de 1914 e de 1939. É preciso, portanto, testar um método ainda novo em folha, que seria a justiça e a generosidade. Mas estas só se exprimem nos corações já livres e nos espíritos ainda clarividentes.

Formar esses corações e esses espíritos, ou melhor, despertá-los, é a tarefa ao mesmo tempo modesta e ambiciosa que se apresenta ao homem independente. É preciso se aferrar a isso sem olhar para mais à frente. A história vai levar em conta ou não esses esforços. Mas eles terão sido feitos.
***
A história do manifesto
Publicado pela primeira vez no domingo (18/3) pelo jornal Le Monde, o manifesto de Camus deveria ter aparecido na edição de 25 de novembro de 1939 do jornal Le Soir Républicain.

Coeditado por Albert Camus em Argel, o jornal se resumia a uma página frente e verso. Teve só 117 edições: em janeiro de 1940, foi proibido pelo governador de Argel.

Ao mesmo tempo que, em Paris, a imprensa denunciava a manipulação da informação feita por Hitler, os jornalistas da maior colônia francesa (que conquistaria sua independência em 1962) eram submetidos à censura oficial.

A contradição não escapou ao jovem Camus, então com 26 anos, que a denunciava em seus textos no jornal Le Soir Républicain.

Francês nascido na Argélia, pacifista engajado na luta pela liberdade em sua terra natal, o Nobel de Literatura de 1957 fez das contradições do colonialismo um dos pilares de sua ficção, em romances como O Estrangeiro.

A repórter Macha Séry, de Le Monde, localizou o texto nos Archives Nationales d'Outre-Mer, em Aix-en-Provence. Embora não esteja assinado, o texto teve sua autenticidade comprovada, afirmaram à Folha os herdeiros de Camus.

***
[Albert Camus (1913-1960), escritor franco-argelino, foi também ensaísta e dramaturgo. Autor de A Peste e O Estrangeiro, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957]

FONTE:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed687_os_quatro_pilares_da_imprensa_livre

Exército israelense abriu fogo contra manifestantes palestinos.

Exército israelense abriu fogo contra manifestantes palestinos
foto: EPA


As forças israelenses de segurança usaram balas de borracha, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para dissolver grupos de palestinos que atiravam pedras durante uma manifestação.

Os confrontos ocorreram no posto de controle na Cisjordânia, ao norte e oeste de Jerusalém. 

Os protestos começaram também em outros postos de controlo nos territórios palestinos, bem como nas cidades de Belém e Ramallah. 

Os manifestantes exortam a organizar uma “marcha para Jerusalém” no Dia Mundial da Terra.

FONTE:http://portuguese.ruvr.ru/2012_03_30/70140585/

O enigma Eike Baptista

Coluna Econômica - 30/03/2012.

Há numa enorme confusão envolvendo os negócios do empresário Eike Baptista. Em parte por ter se convertido em um dos homens mais ricos do mundo. Em parte por um exibicionismo incontrolável – impensável em uma cultura mais calvinista, como a norte-americana. Mas, em parte, devido às características de seu próprio negócio.

Há dúvidas consistentes mas, também, incompreensões sobre as características do seu negócio.

O que a imprensa tem chamado de “prejuízo”, na verdade, são investimentos pré-operacionais. Isto é, aqueles investimentos feitos para colocar o negócio de pé.

Se o sujeito tem uma jazida de petróleo, por exemplo, e monta uma empresa, o valor da empresa será X. Aí ele investe durante dois anos para adquirir equipamentos, iniciar a prospecção até que o negócio comece a gerar receitas. É esse o investimento pré-operacional, que a mídia tem chamado de “prejuízo”.

A OGX, por exemplo, apenas esta semana entregou sua primeira carga de óleo. No ano passado, o que chamam de prejuízo ascendeu a R$ 482,2 milhões – mais que natural.

O empresário anunciar investimentos da ordem de US$ 15,5 bilhões nos próximos dois anos. É um dos maiores investimentos de qualquer empresa global.

Não significa que tudo seja claro na aventura de Eike. Revelou-se um craque na arte de farejar oportunidades e montar alianças estratégicas. Adquiriu uma mina de ferro, revendeu no auge do boom do metal, teve senso de oportunidade para participar dos poucos leilões do pré-sal. E continua montando parcerias, associações e atraindo investidores de todas as partes do mundo.

Além disso, tem no pai, Eliezer Baptista, o melhor consultor que alguém capitalizado poderia pretender. Eliezer sabe como poucos os gargalos da infraestrutura, as possibilidades estratégicas seja na área de transporte marítimo, portos, mineração, siderurgia.

Juntou um capital quase infinito com a quase infinita capacidade de Eliezer de pensar projetos grandiosos.

Acontece que no mundo das empresas o capital é apenas um dos insumos. Os demais são capacidade de gestão, montagem de equipe, definição de padrões de eficiência, montagem de sistemas, uma parafernália infernal, que não se coloca de pé da noite para o dia – ainda mais abrindo a quantidade de frentes que o empresário se dispôs a abrir.

E até agora – com exceção de quem trabalha diretamente com Eike – ninguém pode assegurar qual o seu potencial na montagem da parte operacional do seu império.

É verdade que, nas estatais do Rio de Janeiro, Eike tem um estoque enorme de executivos de alto padrão. E tem o conhecimento acumulado de Eliezer, homem que construiu a Vale, que pensou o projeto Eldorado dos Carajás.

Mesmo assim, é uma quantidade de frentes abertas inédita para um empresário só. Mesmo grandes organizações, já estabelecidas, teriam dificuldades em caminhar em tantas frentes simultâneas. Ainda mais sabendo-se que, antes dessa última corrida campeã, Eike não se notabilizara por ser um construtor de empresas.

No fundo, Eike ainda é um enigma a ser decifrado. E apenas o tempo dará a resposta. Poderá ser reconhecido como um dos grandes empreendedores do século 21. Ou apenas um sujeito com extraordinário senso de oportunidade, que foi engolfado por um ataque irrefreável de megalomania.

FONTE:http://advivo.com.br/blog/luisnassif/o-enigma-eike-baptista

Relembrando. Jornal goiano teve acesso a parte do Inquérito da "Operação Monte Carlo"

Jornal goiano teve acesso a parte do Inquérito da "Operação Monte Carlo".


13/3/2012 - Ed. 7796O Anápolis teve acesso ao Inquérito da Operação Monte CarloDesenvolvido pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal.

Veja todo o diálogo entre os membros do que se denominou como operação criminosa sob o comando de Carlos Cachoeira.

 
FONTE:http://advivo.com.br/blog/luisnassif/os-relatorios-da-operacao-monte-carlo