por Marcelo Pellegrini da Carta Capital Está em discussão
na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados uma proposta para a
criação de um fundo de financiamento público e linhas de crédito
especiais para as pequenas empresas do setor de mídia no Brasil –blogs
inclusive. Fundo para pequenas empresas de mídia asseguraria a pluralidade de opinião e a diversidade cultural, segundo a deputada Feghali. Uma audiência
pública na Câmara debaterá, na terça-feira 7, a viabilidade da proposta.
Participarão do debate Luciene Fernandes Gorgulho, chefe do
Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo do BNDES, Nelson
Breve, presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e Paulo
Miranda, presidente da Associação Brasileira de Canais Comunitários
(ABCCOM). “Nossa intenção é sair com algum plano concreto de
financiamento do BNDES”, afirma a deputada federal Jandira Feghali
(PCdoB-RJ), presidente da Comissão de Cultura. “(A ideia) é
viabilizar a chamada mídia livre no Brasil. Notamos que há uma grande
dificuldade dos blogs, rádios comunitárias e até mesmo da TV Pública em
ter a sustentação financeira necessária para se manter no ar com
qualidade, em um nível competitivo, e com possibilidade para se
estruturar”, diz a parlamentar. “É impossível se imaginar a pluralidade
da informação sem esses veículos e entendemos que é o momento dos bancos
públicos financiarem a democracia da comunicação no País”, acrescenta. A proposta em
discussão na Comissão surge em um momento que a Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República (Secom) concentra 70% do
dinheiro de publicidade do governo federal em apenas 10 veículos de
comunicação.
Só para citar um exemplo, desde o início do governo Dilma
Rousseff, 50 milhões de reais – de um total de 161 milhões repassados a
emissoras de tevê, rádios, jornais, revistas e sites - foram
direcionados apenas à TV Globo. Hoje, 72% da publicidade da internet é
também direcionada a grandes grupos. Isso, na visão da
deputada Feghali, prejudica a divulgação das culturas locais brasileiras
e a pluralidade da informação e de opiniões. “Hoje, na Comissão de
Cultura, eu não vejo como podemos garantir a pluralidade da diversidade
cultural brasileira se essa mídia (blogs, rádios comunitárias e tevês
públicas) não existir ou não puder funcionar e divulgar aquilo que a
cultura brasileira produz”. Para ela, o
financiamento de pequenas empresas de mídia é apenas o primeiro passo e
deve ser seguido por outras ações, como um financiamento mais bem
distribuído entre os veículos de comunicação. “Vamos montar parcerias
com as outras comissões e órgãos que lidam com o tema e puxar esse
debate”, disse. Em sua edição
número 742, Carta Capital abordou a falta de vontade política do
ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em revisar a regulamentação
de mídia brasileira e torná-la mais plural e democrática. Sob esse
contexto, surgem diversas medidas e demandas sociais para contornar a
concentração de mídia no País.
Entre eles, está o Projeto de Lei de
Iniciativa Popular (PLIP) para a democratização das comunicações no
Brasil [leia aqui -Projeto de Lei da Comunicação Social Eletrônica (Clique aqui)].
[Conheca todo o Projeto clicando aqui: http://ujs.org.br/portal/?p=14856)], que começará a colher assinaturas a partir de 1º de
maio. O documento precisa de no mínimo 1,3 milhão de assinaturas para
ingressar no Congresso Nacional. “Eu acho que o
governo deveria ter uma atitude mais ofensiva em relação à regulação da
mídia por tudo o que representa, inclusive no que diz respeito ao avanço
democrático no Brasil”, opinia a parlamentar. “Isso é um tema
estratégico para a consolidação da democracia e na medida que o governo
não faz, já surge um PLIP colhendo assinaturas”. “Agora, vamos ter que aliar parlamento e sociedade para tomarmos iniciativas sobre o tema”, conclui.
Enviado por Baby Siqueira Abrão.Brazilian
journalist - Middle East correspondent.P.
O. Box 1028, Ramallah, West Bank
Israel ataca Damasco
O
ataque de Israel à Síria na sexta-feira à noite parece ter sido somente o
prólogo de um bombardeio de grandes proporções em Damasco, a capital do país
árabe.
Pouco antes das duas da madrugada deste domingo, 5 de maio, aviões
israelenses invadiram o espaço aéreo sírio e atiraram cerca de 12 mísseis perto
do monte Qasioun a menos de 20 quilômetros do centro de
Damasco e onde se localiza o centro de pesquisa científico-militar de Jamraya.
O
ataque, segundo uma fonte dos serviços de inteligência ocidentais ouvida pela
agência de notícias Reuters, teve como alvo 100 mísseis Fateh, supostamente
armazenados em Jamraya, que também supostamente seriam enviados ao Hezbollah,
grupo militar da resistência libanesa, vindos do Irã.
Outra fonte afirmou à rede
russa RT que o bombardeio também visou atingir a 104a e a 105a brigadas da Guarda da
República Síria. Assista o vídeo que segue:
Abdullah Mawazini, jornalista que vive em Damasco, declarou que quatro explosões foram
ouvidas na capital, “fazendo todas as casas tremerem”. A poeira se espalhou pela
cidade e os moradores acordaram, “correndo para a rua, em pânico”.
Testemunhas
afirmaram que o ataque, sem precedentes, lembrava “um terremoto”. O cheiro forte
e a asfixia sentida pelos habitantes levou alguns especialistas a suspeitar que
os mísseis atirados por Israel conteriam material nuclear.
As
primeiras notícias informaram que cerca de dois mil civis e 300 militares sírios
perderam a vida no bombardeio, e que várias casas foram atingidas.
A vista
privilegiada do monte Qasioun – de onde se vê toda Damasco – levou para a região
milhares de pessoas e dezenas de restaurantes, sempre cheios. O local também é
carregado de simbolismo religioso: diz-se que Adão, personagem bíblico
considerado o primeiro homem, viveu numa caverna situada na encosta do monte;
que Abrão e Jesus costumavam rezar ali e que aquele foi o lugar onde Caim matou
Abel. Diz-se também que as preces feitas no Qasioun são sempre
atendidas.
Caças
abatidos e reação russa.
William Parra, jornalista da TeleSur, publicou no Twitter que o Exército sírio derrubou
dois caças israelenses e conseguiu capturar os pilotos. As TVs de Israel
confirmaram que a força aérea do país perdeu contato com dois
aviões.
A
reação da Rússia não tardou: segundo a agência de notícias Interfax, um navio
russo deixou o Mar Negro com destino ao porto de Tartur, na Síria. Na outra
ponta do conflito, o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyhau, parte na
tarde de domingo para uma visita de cinco dias à China, outra aliada da Síria.
Em pauta, além de assuntos econômicos, a discussão dos conflitos na
região.
Cerca de 300 militares foram mortos no
ataque aéreo de Israel a um subúrbio de Damasco, centenas de pessoas
ficaram feridas, informou o portal da Internet Damas Post, alegando fontes próprias.
Segundo
se informa, o ataque foi assestado contra uma área suburbana, na qual
estão aquarteladas duas brigadas da Guarda presidencial.
Além disto,
foram atacados depósitos de armas e um centro militar de pesquisas, na
localidade de Jamraia.
Hoje, o vice-ministro
das Relações Exteriores da Síria, Faisal Mekdad, qualificou o ataque
israelense como “declaração de guerra”
O corpo de Caio Rodrigo da Silva Assunção foi encontrado neste
domingo (5), no bairro do São Cristovão.
A policia acredita que ele
tenha sido atraído levado para o local onde foi encontrado, para ser
executado.
Segundo as primeiras investigações, Caio teria se dirigido a área da
Força Aérea Brasileira, onde seu corpo foi encontrado com outra pessoa
identificada Ivaldo Silva Junior.
Os dois seriam usuários de droga, e teriam sido recepcionados a tiros
ao chegarem ao local do crime, provavelmente por traficantes.
Caio
morreu após ser atingido, quanto a Ivaldo, este conseguiu fugir.
O Seminário sobre Conhecimento Aberto na Universidade
será realizado no dia 16 de maio de 2013 no auditório do Núcleo de Altos
Estudos Amazônicos (NAEA/UFPA), das 8h30 à 18h, e tem o objetivo de
reunir acadêmicos, profissionais e a comunidade externa para a discussão
sobre licenças livres na produção acadêmica, incluindo a discussão
sobre softwares livres e o reaproveitamento do lixo eletrônico na
Universidade, sobre Recursos Educacionais Abertos (REA) e sobre o
financiamento público de pesquisas e transparência de dados,
relacionando com o debate sobre Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.
O evento é uma iniciativa de discentes e docentes do Mestrado em
Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido do NAEA, e conta com a
co-realização da Pró-Reitoria de Relações Institucionais da UFPA
(Prointer), por meio do Projeto UFPA 2.0, do Instituto de Letras e
Comunicação da UFPA (ILC), da Universidade da Amazônia (UNAMA) e da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), além de apoio do
Coletivo Casa Preta, da Colaborativa e da empresa Yesbil.
Serão convidados para as discussões nos paineis, professores e
pesquisadores locais e de outras instituições e grupos que já trabalham
com essas temáticas em pesquisas.
O intuito do evento é iniciar uma
discussão crítica sobre o conhecimento produzido dentro e fora da
Universidade e a sua divulgação científica, além da questão da
apropriação de softwares livres na Universidade, com vistas ao
estabelecimento de parcerias para ações posteriores resultante das
discussões.
As inscrições são gratuitas.
Serviço:
Seminário sobre Conhecimento Aberto na Universidade
Data: 16 de maio de 2013
Horário: 8h às 18h
Local: Auditório do NAEA/UFPA (Cidade Universitária José da Silveira
Netto, Setor Profissional, Av. Perimetral, n.º 1, bairro do Guamá,
Belém/PA)
Inscrições: http://va.mu/cVix
Bog do evento: http://culturadigital.br/conhecimentoaberto
Falhou o teste do novo míssil balístico M51 lançado hoje pelo submarino nuclear Vigilant S618 ao largo da costa atlântica da França.
“O
míssil foi destruído pouco tempo depois do lançamento, na área vedada à
navegação”, informou o Ministério da Defesa da França.
Representantes
do Ministério da Defesa recusaram-se a comentar o decurso e os
resultados do teste, tendo apenas assinalado que o míssil não tinha
carga explosiva.
O
M51 é um míssil balístico sofisticado de combustível sólido, instalado
em submarinos. Ele foi posto em serviço na França em 2010.