domingo, 12 de maio de 2013

BNDES abre diálogo sobre financiamento de meios de comunicação públicos e alternativos.

Fotos: Casa das Redes

BNDES abre diálogo sobre financiamento de meios públicos e alternativos

Em audiência na Câmara dos Deputados, representante do banco mostrou-se disposta a encontrar caminhos para os veículos do campo público e alternativo acessarem recursos de programas já existentes, mas também enfatizou que é preciso “desconstruir um pouco essa impressão de que o BNDES pode ser a solução de todos os problemas”.

Brasília – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi à Câmara dos Deputados nesta terça-feira (7), convocado pela Comissão de Cultura, para debater as possibilidades de financiamento público aos meios de comunicação que não pertencem à grande mídia comercial, como os veículos públicos, comunitários e alternativos.

Durante a audiência pública, Luciane Gorgulho, chefe do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo do BNDES, listou as formas de atuação do banco no financiamento da comunicação, mostrou-se disposta a encontrar caminhos para os veículos do campo público e alternativo acessarem recursos de programas já existentes, mas também enfatizou que era preciso “desconstruir um pouco essa impressão de que o BNDES pode ser a solução de todos os problemas”.

Segundo Gorgulho, em 2006 o BNDES deixou de ser apenas patrocinador de produções audiovisuais via leis de incentivo para apoiar toda a cadeia produtiva ligada à cultura, ao setor audiovisual, aos jogos eletrônicos (games), às novas mídias e às telecomunicações. 

Este apoio pode ser dividido em três tipos: linhas de crédito, empréstimos oferecidos ao setor empresarial – incluindo o Cartão BNDES para empresas de menor porte – e a capitalização das empresas através de fundos de investimento, onde o banco entra diretamente no risco do negócio.

A representante do BNDES disse que, apesar de o foco histórico de apoio do banco ser indústrias ricas de ativos tangíveis, ele vem despertando há alguns anos para o potencial das indústrias baseadas em conhecimento, flexibilizando, inclusive, suas regras de garantias e de spread para atender às necessidades diferenciadas desses setores, em relação aos segmentos tradicionais. 

Entretanto salientou que o foco do banco é oferecer linhas de crédito com rigor de análise. “Mesmo sendo um banco de desenvolvimento, somos um banco. É necessário que haja um rigor na análise de crédito, que seja verificada a saúde financeira da empresa, a sua possibilidade de pagar a dívida, mas dentro das possibilidades”, disse.

Questionamentos
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), presidenta da Comissão de Cultura, ressaltou que era preciso o BNDES dar mais sentido a letra “S” de sua sigla para poder contribuir com a democratização da comunicação no país. “Exigir garantias bancárias de uma rádio comunitária vai ficar difícil. Mesmo o Cartão BNDES é dificílimo para uma microempresa, sobretudo as que estão abrindo agora, porque sempre pedem o faturamento. 

E do ponto de vista de uma rádio ou TV comunitária a expectativa de faturamento é, em tese, nenhuma”, questionou. A deputada perguntou se não era possível se pensar um fundo que não seja reembolsável para o campo público e alternativo e emedou: “Já ouvimos que o BNDES já tirou grandes meios de comunicação de grandes crises. Por via direta e via sociedade do BNDES com grandes empresas que hoje jogam grandes publicidades nos meios de comunicação. A gente pergunta: como é que esses recursos podem cair na comunicação pública?”, arguiu.

O presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Nelson Breve, também destacou a importância de financiamentos a fundo perdido para a ampla maioria do setor da comunicação alternativa e pública, o que permitiria a sua consolidação e um retorno financeiro que tornariam desnecessários, no futuro, novos financiamentos especiais. 

Outra saída apontada por Breve, nesse caso específica aos meios públicos, seria liberar a Contribuição para Fomento da Radiodifusão Pública, que corresponde a 5% do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), e estão retidos por força de ação judicial movida pelo sindicato das teles. 

O repasse de 75% desta contribuição à EBC é previsto em lei, assim como 2,5% devem ser destinados a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por gerir esses recursos e os outros 22,5% ainda não tem regulamentação. Segundo Breve, estes recursos depositados em juízo já ultrapassam a soma de R$ 1,5 bilhão.

O presidente da Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM), Paulo Miranda, afirmou que o BNDES poderia desde já financiar o seu setor destinando parte de seus recursos de publicidade, mas também enfatizou a importância de um apoio a fundo perdido. “No Canadá existe esse fundo, são US$ 79 milhões por ano”, exemplificou. 

A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) e o coordenador do movimento Fora do Eixo, Ney da Silva, que também compuseram a mesa da audiência pública, seguiram a mesma linha de cobrança do BNDES.

Respostas
Luciane Gorgulho reconheceu a importância de se construir um sistema que garanta a democratização da comunicação, mas disse que a fonte de recursos não-reembolsáveis (a fundo perdido) do BNDES é pequena, não é prevista por dotação ministerial e já é usada em ações feitas a muitos anos, como na restauração do patrimônio histórico brasileiro e apoio ao combate a pobreza. “A área é meritória, mas esses recursos são muito disputados com outras ações igualmente meritórias. 

Vou levar essa sugestão, mas queria desconstruir um pouco essa impressão de que o BNDES pode ser a solução de todos os problemas. Acho que o BNDES pode e deve ser complementar, mas especialmente explorando aquilo que é o carro-chefe do BNDES: a linha de crédito”, explicou.

Ela também enfatizou que o microcrédito também não é especialidade do BNDES, porque não há agências que o permitam chegar à ponta. “O Banco do Nordeste, ao contrário, é super-reconhecido por essa ação e poderia ser chamado a debater sobre isso”, aconselhou.

Gorgulho insistiu que o BNDES tem uma dos maiores orçamentos do mundo e seus desembolsos crescem a cada ano porque seus recursos retornam na forma de juros, ou então nas modalidades de fundos de investimentos e participações nos resultados.

O que ela acredita ser bem viável é “pegar carona nos programas que já existem” e organizar uma ação de fomento diferenciada, “com juros baixíssimos, com prazos alongados, com flexibilização de regras de garantias”. 

Entre os programas citados por Gorgulho estão o Programa para o Desenvolvimento da Economia da Cultura (Procult) e o Programa de Apoio à Implementação do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (PROTVD), além dos Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional (Funcines) e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

“É uma área de interface de vários ministérios, como o da Cultura, com a Ancine; o MIDIC, com todas suas agências não só o BNDES, Finep, Apex Inpi; e o Ministério das Comunicações. É uma ação interministerial que já tem algumas ações sendo feitas”, defendeu.

Quanto a descentralização da verba publicitária do BNDES, Gorgulho disse que levaria a sugestão ao banco, mas, sem citar valores, afirmou que orçamento para este fim é irrisório.

Encaminhamento
Ao final, a deputada Feghali pediu a Gorgulho a realização de um encontro da Comissão de Cultura com o presidente do BNDES para lhe apresentar três propostas: a disputa dos recursos não reembolsáveis, ainda que sejam menores; a criação de uma linha de crédito especial dentro das linhas existentes; e a pressão pela regulamentação dos 22,5% da Contribuição para Fomento da Radiodifusão Pública que poderiam ser administradas pelo banco.

A deputada ainda confirmou que convidará a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, para uma audiência pública na comissão.

Crise Líbia - Britânicos começaram evacuação.

BP, British Petroleum, Líbia, Empresas
EPA

A companhia petrolífera BP evacuou hoje parte de seu pessoal do escritório em Tripoli.

Foram evacuados colaboradores não-líbios do elo médio, informou o canal BBC News. 

Os representantes da companhia qualificaram a evacuação como "medida de precaução" e prometeram acompanhar a situação na Líbia.

A BP deu esse passo, cumprindo uma recomendação da embaixada britânica. 

Na véspera, os diplomatas declararam que a situação política na Líbia estava recrudescendo e também evacuaram parte dos funcionários.

Bahia - ABIN e Polícia Federal investigam possível ataque de bioterrorismo, diz secretário.

O ataque da lagarta Helicoverpa Armigera que atinge plantações de algodão e soja em nove municípios do Oeste baiano e outros quatro estado pode ser resultado de bioterrorismo, de acordo com o secretário estadual da Agricultura (Seagri), o engenheiro agrônomo Eduardo Salles. Ele disse, por meio de nota, que a Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) investigam a suspeita.

Lagarta Helicoverpa Armigera ataca plantações de algodão e soja no Oeste baiano

A praga já causou prejuízo de mais de R$ 1 bilhão e compromete 228 mil hectares de algodão apenas na Bahia. Também há registro do problema no Paraná, Goiás, Piauí e Mato Grosso. 

O secretário diz que há risco do problema atingir outras regiões do Brasil. A praga quarentenária A1 não existia no país.

O secretário se reuniu nesta sexta, 10, com promotores do Ministérios Públicos do Estado (MPE) e do Trabalho (MPT), com o diretor geral e do diretor de Defesa Vegetal da Adab, Paulo Emílio Torres e Armando Sá; produtores e secretários de Agricultura, de Saúde e do Meio Ambiente dos municípios de Barreiras, São Desidério, Luís Eduardo Magalhães, Baianópolis, Formosa do Rio Preto, Riachão das Neves, Correntina, Jaborandi e Cocos. Eles discutiram as regras para aplicação do produto agroquímico Benzoato de Amamectina, que já foi usado em outros países no combate à lagarta Helicoverpa.

A previsão é que o produto chegue ao município de Luís Eduardo Magalhães, onde vai ficar armazenado, nesta quarta, 15. Inicialmente, será utilizado em 10 propriedades em fase de teste. Após análise do efeito, o material será usado todos as lavouras atingidas pela praga.

Estudantes da UFMA ocupam Reitoria em protesto - Notícias de Ontem.


Ocupação da Reitoria da UFMA

Estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) ocupam, desde a noite desta terça-feira (7), a Reitoria da universidade como forma de protesto. 

Eles reivindicam a construção de residência estudantil, melhorias no Restaurante Universitário, no transporte público do campus e a contratação de mais professores. 

A organização da manifestação se deu na Assembleia Geral dos Estudantes da UFMA, que ocorreu na tarde desta terça, antes da ocupação.

“Passamos a noite aqui e só vamos sair quando o reitor Natalino Salgado nos receber e nos assegurar que nossas reivindicações forem minimamente atendidas. Acontece que, agora, muitos estão trancados aqui, dentro da reitoria. Não pode entrar água, nem comida. É um absurdo o que está acontecendo. O que estamos propondo é uma negociação simples”, declarou Geovani Castro, coordenador do Diretório Central dos Estudantes da UFMA.

Segundo o site G1, a assessoria da UFMA informou que o reitor Natalino Salgado iria a Brasília na manhã desta quarta para tentar garantir apoio para atender as reivindicações dos estudantes. 

A ocupação faz parte de uma série de protestos iniciada no dia 29 de abril, quando dezenas de estudantes de vários cursos da UFMA fecharam os portões de acesso ao Centro de Ciências Sociais (CCSO) para protestar contra a falta de professores. Na ocasião, os manifestantes aproveitaram para reclamar de problemas de estrutura de alguns prédios.

ANDES-SN

Era 16 de abril, uma terça-feira que abortou o golpe na Venezuela. Notícias de Ontem.

 

Com a prisão de oficiais comprometidos e serenidade ante as provocações o plano da CIA gorou por hora
A Venezuela viveu nesta terça-feira, 16 de abril, o dia mais tenso de sua vida constitucional desde o frustrado golpe de abril de 2002. Até as quatro da tarde, estava em marcha um plano golpista que foi temporariamente abortado pela maturidade política da militância chavista e pela firme demonstração de autoridade do presidente Nicolás Maduro, com o apoio dos vários escalões das Forças Armadas Nacionais Bolivarianos.
Desde segunda-feira, quando o chefe oposicionista de direita Henrique Capriles Radonski, derrotado nas eleições presidenciais de domingo,  ordenou protestos violentos contra a proclamação de Maduro como vencedor das eleições, com o apoio de mercenários para-militares em pelo menos 15 estados do país, sua expectativa era de criar uma situação semelhante a de 13 anos atrás, que redundou na deposição por dois dias do presidente Hugo Chávez.  

A agitação de rua levaria a uma sedição militar sob a liderança de dois generais e nove oficiais da Guarda Nacional, que operariam a partir do Comando de Apoio Aéreo de La Carlota. 
 
No entanto, uma rápida ação da Direção de Inteligência Militar deteve os potenciais sublevados ainda na noite de domingo, no mesmo momento em que Capriles Radonski declarava que não reconhecia o resultado anunciado pelo Conselho Nacional Eleitoral e ordenava as ações violentas de segunda-feira.

No plano internacional, o golpe teve o apoio ostensivo do governo norte-americano, que ainda não formalizou o reconhecimento da vitória de Maduro, e da Espanha, que lançou suspeitas sobre o pleito. 
 
Na manhã de terça-feira, enquanto a militância orgânica do Partido Socialista Unido da Venezuela se preparava para o contra-ataque sob o comando de Jorge Rodrigues, Maduro deu um ultimato ao governo espanhol e este reconsiderou sua  postura.

Durante toda a segunda-feira, as agitações de rua ficaram por conta dos grupos ligados a Capriles, que apostava num confronto de grandes proporções com centenas de mortes. 
 
Com a ajuda de para-militares armados, esses grupos atacaram repartições públicas, tentaram tomar a estação estatal de TV e forçar uma paralisação  das empresas por ordens dos patrões.

Maduro avisou que poderia radicalizar com a tomada das empresas por seus trabalhadores. “fábrica parada será fábrica ocupada” – advertiu a deputada chavista Blanca Eekhout, em emocionante pronunciamento na Assembléia Nacioal. 
 
Mas as organizações sociais chavistas surpreenderam e não reagiram à violência espalhada, apesar das sete mortes registradas, 62 feridos e de mais de mil pessoas atendidas nos hospitais das cidades  onde os grupos de direita incendiavam objetos nas ruas e atacavam inclusive sete  Centros de Diagnóstico Integral, onde trabalham médicos e enfermeiros cubanos dentro de um convênio que já produziu grandes mudanças positivas nos índices de saúde dos venezuelanos.  

Clique na foto e veja imagens da violência na Venezuela 
Esses ataques, que  tiveram requintes de violência e destruição, foram registrados nos Estados de Táchira, Miranda, Anzoátegui, Carabobo e Zulia. 
 
O pretexto usado era de que havia propaganda de Maduro nesses centros médicos.

Os sete mortos foram atacados em pontos diferentes do país quando ainda celebravam a vitória de Maduro.  Alguns foram atingidos por balas disparadas pelos para-militares  contratados pelo “Comando Simon Bolívar”, o comitê eleitoral do candidato da direita. 
 
O relato documentado dos crimes, com os nomes das vítimas e as condições em que foram executadas, foi  apresentado no final da tarde de terça-feira pelos ministros do Exterior, Elias Jaua, e Comunicação e Informação, Ernesto Villegas.

A resposta firme contra a tentativa de golpe

Na Assembléia Nacional, o seu presidente, deputado Diosdado Cabello, responsabilizou Capriles Radonski pela violência desencadeada. Coronel da reserva e parceiro de Hugo Chávez desde a insurreição militar de 1992, Cabello escreveu em sua conta no twitter:
“Capriles fascista, eu vou pessoalmente cuidar para que você pague por todos os danos que está causando ao nosso país e ao nosso povo ".

Deputada Blanca Eekhout: a resposta
Na sessão da tarde de terça-feira, a deputada Blanca Eekhout, segunda-vice presidente da Assembléia, depois de emocionado discurso, leu uma resolução aprovada pelos colegas apoiando as investigações do Ministério Público e acusando formalmente Capriles pela onda de violência de segunda-feira.

Com o passar do dia, o líder direitista foi se vendo isolado, apesar do apoio reiterado do governo norte-americano. 
 
Ele contava com uma grande marcha hoje à sede do Conselho Nacional Eleitoral, onde fica a memória de todo o processo eleitoral,  numa movimentação que poderia degenerar na invasão de suas instalações e destruição dos seus documentos.

Depois de reunir-se com o comando das Forças Armadas, o presidente Nicolás Maduro anunciou, ao meio dia,  a proibição dessa marcha que teria conseqüências incontroláveis.

O recuo dos golpistas isolados.

Até as quatro da tarde, Capriles e seu staff se mostravam dispostos a desafiar a proibição.  Mas a repercussão negativa das ações violentas de segunda-feira, as  dúvidas sobre qual atitude tomaria a militância chavista organizada e a detenção dos 11 oficiais que puxariam o golpe militar o deixaram confuso.

Às cinco da tarde, convocou uma entrevista coletiva, com a presença de jornalistas estrangeiros, e anunciou seu recuo, alegando que fora informado por amigos da inteligência militar que os chavistas infiltrariam provocadores dentro da marcha.  
 
Não era bem isso: ele queria transformar o centro de Caracas numa praça de guerra, más já começava a ver-se ameaçado até de perder o cargo de governador do Estado de Miranda, diante de acusações documentadas de incitação à sublevações.

Ao final da coletiva, mudou totalmente seu discurso inicial, conclamando seus partidários com ênfase a não saírem de casa hoje: “quero dizer aos venezuelanos e ao governo que todos nós aqui estamos prontos para abrir um diálogo para que esta crise possa ser resolvida nas próximas horas".

Informado que a recontagem prevista de 54% das urnas havia sido encerrada sem registrar um único erro, tentou se explicar: “Não se trata de reconhecer ou não os resultados eleitorais de domingo. Estou simplesmente pedindo a recontagem de todos os votos”. Acusado pelo Ministério Público de não haver apresentado nenhum documento que justificasse a incitação à desordem, ele disse que hoje fará chegar ao CNE petição neste sentido.

A ameaça golpista ainda persiste

Apesar do anúncio do próprio presidente Nicolás Maduro de que todos os focos de violência haviam sido neutralizados, com a prisão de mais de 150 pessoas envolvidas diretamente nos ataques de rua, ainda acho cedo para dizer que a intentona golpista foi totalmente debelada.

Esta foi a maior operação já comandada pela CIA, através de algumas ONGs financiadas pelos Estados Unidos, e teve relativo êxito: primeiro, com a morte do líder Hugo Chávez, à semelhança do que aconteceu com o líder palestino Yasser Arafat. Depois com a votação do oposicionista, que derramou muito dinheiro na compra de votos em redutos chavistas, enquanto prometia manter todos os programas sociais do governo.  

Neste caso, houve um deslocamento de 1 milhão de votos dados em outubro a Chávez para Capriles, o personagem sob medida para o golpe: 41 anos,  bilionário, audacioso, carismático, celibatário (foi da TFP da Venezuela) é um fanático da direita bem treinado: já no golpe de 2002, quando era deputado, teve atuação de destaque, inclusive na invasão à Embaixada de Cuba.

Na liderança dos países exportadores de petróleo, a Venezuela tem hoje a maior reserva do mundo e adota um programa de diversificação econômica que tem sido muito interessante para empresas brasileiras e argentinas. Ao contrário do que imaginava a direita e seus monitores da CIA, Maduro, um ex-motorista de ônibus, demonstrou nessas últimas 48 horas que vai ser um osso duro de roer, com a mesma têmpera do coronel Hugo Chávez e uma militância orgânica maior.

Já dia 19, depois de amanhã, estará prestando juramento como novo presidente da República Bolivariana da Venezuela. E isso ainda não foi engolido pelos que conceberam o sofisticado golpe “tecnológico” que tirou a vida do  Comandante Chávez aos 58 anos e quase trouxe a direita de volta ao poder em Caracas.
 




Brasil - Construir ferrovias é mais importante que rodovias para o país, defende presidente da EPL.

Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil.
Brasília – A construção de ferrovias é mais importante para o país do que a duplicação ou ampliação da malha rodoviária. A avaliação é do presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. Para ele, o país está invertendo a sua logística, pois faz o transporte de longa distância por meio das rodovias e utiliza as ferrovias apenas para curtas distâncias.

“E qualquer análise que se faça diz exatamente o contrário: a ferrovia é mais competitiva na longa distância e a rodovia é mais competitiva na curta distância. Nós temos um custo logístico muito alto em função dessa inversão, estamos transportando da forma errada, e a rodovia é estruturalmente mais cara do que as outras modalidades na longa distância”, avalia.

Segundo Figueiredo, um único trem é capaz de substituir até 300 caminhões no transporte de cargas. Para ele, é preciso providenciar urgentemente a substituição do transporte rodoviário pelo ferroviário, porque isso vai impactar positivamente nos portos, no descongestionamento das rodovias, na travessia dos centros urbanos e na redução do custo logístico. “Temos que construir urgentemente uma malha interior que permita tirar a pressão que tem no [sistema] rodoviário hoje e transferir a carga com menores custos para o ferroviário”.

O Programa de Investimentos em Logística, lançado em agosto do ano passado pelo governo federal, prevê a duplicação de 7,5 mil quilômetros de rodovias e a construção de 10 mil quilômetros de ferrovias, com concessão à iniciativa privada.

Edição: Carolina Pimentel
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Matéria Lincada de:  http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-11/construir-ferrovias-e-mais-importante-que-rodovias-para-pais-defende-presidente-da-epl

Pernambuco - Novo incentivo para selar pacto contra a violência.

Municípios que atingirem metas para redução dos índices de criminalidade vão receber mais recursos de impostos e um selo de qualidade.

Wagner Sarmento

Pernambuco entrou no quinto mês de 2013 com 42 cidades sem registro de nenhum homicídio nesse período. Festejou também a marca simbólica de um dia sem mortes violentas em todo o Estado. E resolveu chamar, de papel passado, as prefeituras a participar da cruzada contra a violência. 
 
O governo aprovou a Lei 14.924, que institui o Selo Pacto pela Vida de Prevenção e Redução da Criminalidade nos Municípios (SPPV). A medida impõe uma série de metas a serem cumpridas pelas 184 cidades, tendo como objetivo a queda dos crimes violentos letais intencionais (CVLIs). 
 
Os municípios que estiverem em dia com os requisitos exigidos receberão um maior incentivo na distribuição da parcela do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A costura entre Estado e municípios ainda é embrionária, mas algumas cidades como o Recife, Jaboatão dos Guararapes e Ipojuca, na Região Metropolitana, largam na frente, adiantou o secretário de Defesa Social, Wilson Damázio. Segundo ele, o governo já mantém diálogos com essas prefeituras.

Outro município que se adianta é Limoeiro, Agreste. A cidade, de 56 mil habitantes, deixou a má fama para trás e chegou perto de completar seis meses sem assassinatos. Hoje, o cenário na antiga terra do medo é de ruas iluminadas, crianças brincando nas ruas, donas de casa conversando na calçada, num cenário tipicamente interiorano.

"Na nossa linha de redução dos CVLIs, o município é um componente fundamental. Até pouco tempo atrás, as prefeituras não se viam nessa empreitada. Diziam que segurança pública era obrigação apenas do Estado e da União. Mas o município também faz parte disso. Aí, para motivar as cidades a aderir ao Pacto pela Vida, criamos esse selo", afirma Damázio.

A Lei 14.924, de 18 de março, estipula requisitos que cada prefeitura precisa adotar se quiser receber o repasse diferenciado. Entre os principais pontos estão a manutenção de pelo menos 30% dos alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental matriculados, a criação do Comitê Gestor do Pacto pela Vida Municipal, a iluminação pública com lâmpadas de vapor metálico, o monitoramento eletrônico das ruas com central de câmeras, a instituição de um sistema de atendimento socioeducativo e a proibição de eventos públicos (à exceção do Carnaval) entre 2h e 6h.

Outro item contemplado na norma diz respeito ao emprego, dia e noite, da guarda municipal motorizada, conforme a população de cada cidade. Os municípios com mais de 400 mil habitantes, como é o caso do Recife, devem ter mais de 400 guardas. O efetivo da capital, hoje, é de 1.162 homens. A expectativa é que o número seja ampliado para 2.500 até 2016, último ano de gestão do prefeito Geraldo Julio, que assumiu em janeiro.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), o selo será concedido por meio de decreto do Executivo e renovado anualmente. Damázio explica que o momento atual é de pactuar com as prefeituras e que a parcela do ICMS para os municípios com SPPV começará a ser repassada em 2015. A secretaria contará com cerca de R$ 50 milhões para serem usados na concessão do benefício.

Outro foco do governo para atingir as metas estipuladas no Pacto é acabar com os chamados crimes de proximidade. No mês passado, a SDS lançou a Campanha Por Uma Cultura de Paz, com o slogan "Se você perde a cabeça, você perde a sua vida. Não deixe um impulso afastar você de quem você ama". Dados da secretaria revelam que 49% dos homicídios investigados no ano passado ocorreram por conflitos afetivos ou desavenças pessoais.

COMPLEXO - Na próxima terça-feira, em evento de comemoração dos seis anos do Pacto, o governador Eduardo Campos vai anunciar a construção do novo complexo de Polícia Científica, que abrigará o Instituto de Criminalística (IC), Instituto de Medicina Legal (IML) e Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB).

O prédio funcionará na Rua dos Palmares, em Santo Amaro, área central do Recife, e contará com três torres. O anúncio ocorre em meio à crise no IITB, que teve acervo de 50 milhões de documentos afetado por goteiras.