sexta-feira, 17 de maio de 2013

As reavaliações do "mensalão".

Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital:

Não se deu atenção devida à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de aprovar as contas do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, referentes ao ano de 2003, e de recomendar a aprovação das contas de 2004.

O veredicto convalidou os empréstimos bancários do PT, perto de 58 milhões de reais, que estão no centro turbulento da Ação Penal 470, popularizada com o nome de “mensalão”, configurados em crimes diversos no julgamento do Supremo Tribunal Federal.

Na avaliação dos especialistas, os empréstimos do PT constituem o que se chama de “ato jurídico perfeito”, pois foram tornados válidos judicialmente em Minas Gerais, onde o banco cobrou e a Justiça executou as garantias do contrato de empréstimo. Após a execução, o PT apresentou proposta de pagamento, aceita pelo credor, validada pela Justiça e homologada em juízo. Posteriormente, os empréstimos foram registrados perante o TSE e agora aprovados ainda que com ressalvas e aplicação de multas.

Na sequência, o Ministério Público nada opôs ao que se refere à cobrança judicial ao PT da dívida bancária contraída. Nem mesmo contestou o pagamento feito, como já se disse, mediante cobrança judicial.

Assim, tecnicamente, a questão está preclusa. Não há mais como discutir algo que transitou em julgado. Tendo se desincumbido da obrigação cobrada pela Justiça e não tendo sofrido nenhuma oposição do Ministério Público, sem a apresentação de qualquer contestação, a ação judicial de cobrança exauriu-se com o pagamento.

É o que estabelece a lei e, certamente, foi essa uma das bases da decisão de aprovação das contas do PT dada pela ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE.

Outros dois ministros do STF que compõem o TSE, Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli, também reconheceram a licitude dos empréstimos que, após convalidação judicial, ganharam consistência de atos jurídicos perfeitos. Transitados em julgado, não podem ser contestados. O TSE reconheceu esse princípio do mundo jurídico.

Como o STF não é instância revisora do Tribunal Eleitoral, exceto em questões constitucionais, não é competente para discutir a decisão tomada.

Essa decisão tem contornos não só importantes, mas também curiosos.

Do TSE, além dos três ministros já citados, participam dois outros nomes do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pode-se deduzir daí que os dois mais altos tribunais do País entendem como juridicamente inquestionável o ato de homologação da Justiça de Minas Gerais que revalidou os empréstimos bancários do PT, ponto central de inúmeros atos tipificados como criminosos no julgamento do chamado “mensalão”.



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os motivos por trás da guerra no Iraque

Por Dê
Da Revista Vice

O Greg Palast é um autor de best-sellers lançados pelo New York Times e um destemido repórter investigativo que trabalha para a BBC Television, a Newsnight e o The Guardian. Palast mastiga e cospe os ricos. Veja as matérias e filmes dele no www.GregPalast.com, onde você também pode mandar para ele aqueles seus documentos carimbados como “confidenciais”.

Como todas as páginas estavam marcadas com o carimbo de “confidencial”, a fantoche da indústria do petróleo não conseguia acreditar que o Departamento de Estado norte-americano tivesse me dado uma cópia de seus planos secretos para campos de exploração de petróleo no Iraque.

Na verdade, o Departamento de Estado não fez isso mesmo. Mas minha experiência com enrolação é tão ampla e minha identidade falsa tão bem estabelecida, que até eu estou começando a acreditar nas minhas próprias mentiras.

Me fechei. Disse que queria ter certeza de que trabalhávamos no mesmo projeto do Departamento de Estado. Eu disse que precisava que ela me desse o nome oficial, a data e o número de páginas. E ela me deu.

Bingo! Eu tinha vencido o Complexo Petroleiro Militar num concurso de mentiras, estava na hora do meu prêmio.

Depois de ligar para alguns números da Califórnia para o Cazaquistão para disfarçar meu sinal, minhas próximas chamadas foram para o Departamento de Estado e para o Pentágono. Agora que eu tinha especificações sobre o esquema para o petróleo do Iraque — que os departamentos de Estado e de Defesa tinham jurado, por escrito, que não existiam —, eu disse que apreciaria muito se eles me mandassem uma cópia disso (nada de expurgos, por favor) ou uma história muito embaraçosa sairia no Newsnight aquela noite na BBC.

Alguns dias depois, nossa chefe de investigações, senhorita BadPenny, entregou na minha cabana nos arredores de Nova York um programa de três volumes e 323 páginas para o petróleo iraquiano criado pelo Departamento de Estado de George Bush e uma comissão de pessoas de dentro da indústria de petróleo em Houston, Texas.

Quando abri a pilha de papéis, fiquei pasmo.

Como a maioria dos jornalistas de esquerda, eu achava que George Bush e Tony Blair tinham invadido o Iraque para comprar barato seus campos de petróleo sob a mira das armas. Achávamos que sabíamos o verdadeirocasus belli dos neoconservadores: sangue por petróleo.

Mas a verdade sobre as opções para a indústria do petróleo iraquiana eram muito piores que “Sangue por Petróleo”. Muito, muito piores.

A chave estava no gráfico da página 15, Cronograma do Regime Petrolífero do Iraque & Análise de Cenário:

“...Uma única companhia estatal... melhora as relações do governo com a OPEP.”

Infográfico feito pelo autor apresentando a história secreta da Guerra do Iraque. Clique para aumentar.

Deixe-me explicar por que essas palavras mexeram com a minha cabeça.
Eu já tinha em mãos um documento de 101 páginas, outro esquema secreto do Departamento de Estado, descoberto primeiramente pelo repórter do Wall Street Journal Neil King, que pedia a privatização, a completa liquidação de todos os ativos de propriedade e indústrias do governo. E no caso de alguém ter perdido o fio da meada, as privatizações incluiriam cada torre, cano e barril de petróleo, ou, como o documento colocava, “especialmente o petróleo”.

O plano tinha sido criado por um bando de lobistas corporativos e neoconservadores que trabalhavam para a Heritage Foundation. Em 2004, a autenticidade do plano foi confirmada pelo poderoso de Washington, Grover Norquist (é difícil apagar da memória a cena bizarra de Grover gesticulando empolgado com suas mãos macias enquanto se gabava de transformar o Iraque numa Disneylândia de livre mercado, recriando o Chile na Mesopotâmia com uma ditadura estilo Pinochet necessária para trancar os ativos — atrás dele, Richard Nixon ria da minha cara em seu retrato gargantuesco pendurado na parede).

A ideia neoconservadora era quebrar e vender os campos de petróleo iraquianos, aumentar a produção, inundar o mercado mundial com petróleo — esmagando assim a OPEP e, de quebra, a dominância política da Arábia Saudita.

O general Jay Garner também confirmou o plano de se apropriar do petróleo. De fato, o secretário da defesa Donald Rumsfeld demitiu Garner quando o general, que tinha morado no Iraque, reclamou que o plano neoconservador começaria uma guerra civil. O que realmente aconteceu. No entanto, Rumsfeld substituiu Garner com um novo vice-rei norte-americano, Paul Bremer, sócio da empresa de Henry Kissinger, para completar a tomada corporativa dos ativos iraquianos — “especialmente o petróleo”.

Mas simplesmente não era para ser. Enquanto Bremer supervisionava a transferência total das indústrias iraquianas para corporações estrangeiras, ele foi barrado bruscamente à beira dos campos de petróleo.

Como? Eu sabia que existia apenas um homem que poderia rebater de uma só vez todo o exército neoconservador: James Baker, ex-secretário de Estado, conselheiro da família Bush e, mais importante, conselheiro da Exxon-Mobil Corporation e da Casa de Saud.

(Uma fonte involuntária foi o especialista da indústria petroleira Edward Morse, do Lehman/Credit Suisse, que ameaçou processar a Harper's Magazine por eu tê-lo citado num artigo. Morse negou ter falado comigo. Mas quando toquei a gravação da nossa conversa no meu gravador portátil escondido, a memória dele voltou magicamente e ele saiu correndo.)

Não tinha como os clientes de Baker, da Exxon ao Abdullah, deixarem um bando de malucos neoconservadores destruírem a indústria de petróleo iraquiana, as cotas de produção da OPEP, inundarem o mercado com seis milhões de barris de petróleo iraquiano por dia e assim derrubar o preço para US$13 o barril como se estivéssemos em 1998.


O autor.
A indústria do petróleo não ia permitir que os campos iraquianos fossem privatizados e tomados do controle estatal. Isso tornaria impossível manter o Iraque dentro da OPEP (um objetivo confesso dos neoconservadores), já que o estado não poderia mais limitar a produção de acordo com o sistema de cotas do cartel. A indústria do petróleo norte-americana estava usando todo seu mojo político para evitar receber a posse dos campos de petróleo do Iraque.

Isso mesmo: as companhias de petróleo não queriam os campos de petróleo — e com certeza também não queriam o petróleo. E sim o contrário. Eles queriam ter certeza de que haveria um limite para a quantidade de petróleo que saía do Iraque.

Saddam não estava tentando impedir o fluxo de petróleo — ele queria é vender mais. O preço do óleo subiu 300% com as sanções e um embargo que cortava as vendas de petróleo do Iraque para dois milhões de barris por dia, dos quatro milhões anteriores. Com Saddam fora do caminho, a única maneira de manter o maldito petróleo no chão era deixar isso trancado dentro das empresas estatais que continuariam atuando sob as cotas da OPEP (ou seja, dos sauditas).

O James Baker Institute rápida e secretamente começou a elaborar o plano de 323 páginas para o Departamento de Estado. Com garantia de autoridades no topo (ou seja, Dick Cheney), o ex-CEO da Shell Oil USA, Phil Carroll, foi mandado às pressas para Bagdá em maio de 2003 para tomar conta do petróleo iraquiano. 

Ele disse a Bremer: “Não haverá privatização do petróleo — FIM DA DECLARAÇÃO”. Carroll depois passou o controle do petróleo iraquiano para Bob McKee da Halliburton, a antiga companhia de petróleo de Cheney, que implementou a opção de “reforço à OPEP” ancorada na propriedade estatal de Baker.

Algum petróleo até podia ser liberado, principalmente para a China, através de “acordos de produção compartilhada” limitados, porém lucrativos.

E foi assim que George Bush venceu a guerra do Iraque. A invasão não foi uma questão de “sangue por petróleo”, mas algo muito mais sinistro: sangue por petróleo nenhum. Uma guerra para manter a oferta escassa e os preços na estratosfera.

Homens do petróleo, seja James Baker, George Bush ou Dick Cheney, não estão no negócio de produção de petróleo. Eles estão no negócio de produção de lucros.

E eles tiveram sucesso. O Iraque, capaz de produzir de seis a 12 milhões de barris por dia, ainda exporta sob a velha cota da OPEP de três milhões de barris.

O resultado: enquanto comemoramos o décimo aniversário da invasão do Iraque este mês, também podemos festejar o quinto ano do óleo cru na marca de US$100 o barril.

Como George Bush podia dizer orgulhosamente para James Baker: missão cumprida!

Siga o Greg no Twitter: @Greg_Palast

Matéria Lincada de: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-motivos-por-tras-da-guerra-no-iraque 

Nilton Monteiro: Desmoralizar é pouco, agora querem sua morte.

Participante, denunciante e testemunha dos esquemas de corrupção envolvendo o senador Aécio Neves se torna preso político em plena democracia.
 
Nesta segunda-feira, 06, a Polícia Civil de Minas Gerais distribuiu nota a imprensa, informando que; “Foi preso hoje, pela Polícia Civil, Nilton Antônio Monteiro, cuja prisão preventiva havia sido decretada pela justiça estadual de Minas Gerais. A prisão foi requerida pela autoridade policial, com parecer favorável do Ministério Público, e decretada pelo juízo da Vara de Inquéritos policiais de Belo Horizonte. 

Nilton Monteiro

A decisão foi proferida em decorrência de Nilton Monteiro, preso no ano 2011 e solto pelo juízo, ter praticado reiteradamente diversos crimes. 

O principal motivo da prisão foi o fato de Nilton Monteiro apoiar em documentos falsos, inserindo em processo, para se habilitar um crédito inexistente, calcado em falsidade não só documental, mas em fraude. 

Nilton Antônio Monteiro é investigado em diversos inquéritos policiais e processos judiciais pela prática dos crimes de estelionato, falsidade documental, comunicação falsa de crime, uso de documento falso e formação de quadrilha”.

Por ter participado, rompido e ser testemunha ocular e detentor de toda documentação que comprova os diversos esquemas de corrupção montado pelas principais figuras da classe política mineira após a “Nova Republica”, Nilton transformo-se em “risco permanente”, principalmente diante da pretensão do senador Aécio Neves em disputar a Presidência da República em 2014.

Afinal, quem é este Nilton Monteiro que desperta tanto pavor, obrigando que os integrantes do Governo de Minas, apoiados pelo próprio governador Anastasia, se exponham ao executar diversas prisões, comprovadamente arbitrarias até então apenas no intuito de desacreditá-lo?

Sabidamente Nilton Monteiro não é santo, foi interlocutor entre os esquemas de corrupção montados após a conquista do Estado pelo lado podre da política mineira através da “Nova República”.

Devido ao seu pequeno porte físico e cara de criança era conhecido pelas diversas organizações criminosas que atuaram nas varias áreas do setor público como o filho de Sérgio Naya."

Sérgio Augusto Naya nasceu em 1942 em Laranjal, zona da mata mineira, na época um aglomerado de casas dentro da fazenda da família Flores, maior produtora de café da região. Formou-se engenheiro no final dos anos 1960 em Juiz de Fora e mudou-se para Brasília, onde muitos empresários da construção civil faziam fortunas.

Na capital federal aproximou-se do Poder pelas mãos do general Golbery do Couto e Silva que costumava repetir: "Esse menino tem instinto para ganhar dinheiro." No final dos anos 1970, já sócio da construtora Sersan, o governo militar lhe delegou a construção do polêmico "Bolo de Noiva", que levou nove anos para ser concluído.

No governo João Figueiredo, associou-se ao empresário Paulo Octávio, à época genro do ministro da Marinha, Maximiano da Fonseca, para a construção do hotel St. Paul, onde a Marinha adquiriu 40 dos 272 apartamentos.

Em 1986, tentou uma vaga para a Assembleia Constituinte pelo PMDB-MG, mas obteve apenas a suplência, vindo a assumir a vaga no ano seguinte, devido à cassação de Mário Bouchardet (PMDB-MG).

Em 1990, concorreu novamente a deputado federal sendo o mais votado de Minas Gerais. Em 1994 obteve um terceiro mandato, desta vez pelo PP, o qual não cumpriu até o final, devido á sua cassação em abril de 1998.

Conhecedor dos “atalhos” da maquina pública federal em Brasília, Naya, na condição de deputado, passou a administrar um grupo de colegas recém eleitos, igualmente sem qualquer compromisso e tradição política, em paralelo ao esquema que mais tarde transformou-se na CPI denominada “Anões do Orçamento”.

Tratava-se de uma operação montado na Câmara Federal para fraudar a aplicação dos recursos fruto das emendas parlamentares e outros dispositivos do Orçamento da União.

Com a cassação dos integrantes do denominado “Anões do Orçamento”, Sérgio Naya passou a operar de 1993 a 1998 o gigantesco esquema de corrupção junto a Comissão de Orçamento da Câmara Federal.

Diversos deputados e empresas participavam deste esquema e por indicação e representando os interesses de Naya, Nilton foi o operador, ou seja, atuava do início ao fim do processo, mantendo contato com as empresas para negociar o valor da propina que seria paga, assim como fazia o recebimento das mesmas com a entrega ao deputado ou político beneficiado.  

Como as emendas dos parlamentares levavam tempo para serem pagas e por conseqüência o recebimento da propina combinada, Sérgio Naya cobrava juros para antecipar para os parlamentares os valores a serem recebidos. Como garantia os deputados entregavam a Naya uma Nota Promissória ou documento equivalente oficializando a dívida.

Após a Rede Globo divulgar vídeo de reunião política em Três Pontas, interior de Minas Gerais, onde o Naya confessou vários crimes, dentre os quais que ele falsificara a assinatura do então governador Eduardo Azeredo, Sérgio Naya é cassado, passando a partir desta data a delegar a Nilton Monteiro a cobrança do cumprimento dos acordos assim como os recebimentos das dívidas assumidas pelos deputados federais e outros políticos.

Monteiro, como todo lobista, tinha uma participação no que conseguia “prospectar”. Esta é a palavra utilizada nas rodas de lobistas, nada mais que uma comissão. Com a crise financeira, devido à queda de dois prédios no Rio de Janeiro, com seus bens indisponíveis, Naya passou diversas destas dívidas para Monteiro, assim como, devido sua fidelidade de anos, principalmente quando esteve preso e depois em sua doença, indicou-o seu herdeiro.

De posse dos documentos e após cassação e posterior morte de Naya, Nilton, sem sucesso, tentou receber e os devedores passaram a questionar as dívidas sob a alegação de que não teriam assinado. Tudo porque Naya havia dito em uma reunião política em Três Pontas que falsificara a assinatura de Eduardo Azeredo, quando governador de Minas Gerais, isso se transformou em argumento.

O esquema de Furnas, embora atribuído a Dimas Toledo, na verdade o mesmo era apenas testa de ferro do pai de Aécio Neves, o ex-deputado Aécio Cunha, que do Conselho de Administração da empresa comandava tudo.  Era para Aécio Cunha ter ocupado a presidência de Furnas após a posse de Sarney, pois este era um compromisso de Tancredo.

Porém, assim que Sarney assumiu estourou o mega escândalo, do Brasilinvest, um banco de investimento pertencente a Mario Garnero, que se casara com uma herdeira do poderoso Grupo Monteiro Aranha, que possuía 20% do capital da recem-instalada Volks, do Brasil. Nos anos 70, Garnero assumiu cargo na Volks, como representante do grupo.

No auge do chamado “Brasil Grande”, junto com o "Bilderberg Group", ele montou um congresso em Salzburg, Alemanha, para onde convergiu a nata do capitalismo mundial da época. Do encontro surgiu a ideia do banco de investimento, com a participação de grandes multinacionais, incumbido de preparar projetos para investimentos externos no país.

O Brasilinvest emprestava para um conjunto de holdings de nomes africanos, controladas por ele próprio. Aí, na condição de presidente do banco, ele convocava os acionistas para aumentos de capital. E definia prazos incompatíveis com a lentidão do processo de decisão das grandes multinacionais.

Um dos membros do Conselho da Brasilinvest era Aécio Cunha, pai de Aécio Neves. Os outros três eram os mais influentes empresários brasileiros: Smidt, Sauer e Mauro Salles.

Aécio Cunha também se encontrava desgastado, pois no período em que Figueiredo esteve internado em Cleveland, para operar do coração, armou-se uma conspiração civilista no país, tentando colocar o vice-presidente Aureliano Chaves na presidência.

Essa operação deu-se entre os líderes empresariais reunidos pelo jornal Gazeta Mercantil. Participaram dela desde o empresário Abílio Diniz até economistas como Luiz Gonzaga Belluzzo e João Manuel Cardoso de Mello. Seria o caminho mais rápido para abreviar a sucessão para um civil. Figueiredo teria sido avisado por Garneiro e Cunha, abortando tal iniciativa.

Nilton, embora freqüentasse esta roda, nada sabia sobre as ligações políticas que o envolviam e passou a ser utilizado por integrantes do grupo para mediar conflitos. Diante da possibilidade da perda de seu cargo em Furnas, Dimas Toledo entregou a Monteiro a Lista de Furnas para que fosse entregue ao grupo de Aécio Cunha que o abandonara.

Assim como Claudio Mourão entregou-lhe a documentação relativa ao Mensalão Tucano para que Monteiro apresentasse a Azeredo obrigando-o a honrar uma dívida milionária que o levara a perder tudo.

Revoltado e sem qualquer Poder para obrigar que seus devedores lhe pagassem, partiu para o ataque cobrando judicialmente as dívidas, denunciando e apresentando os documentos que tinha e testemunhando o que sabia. 

Diante do antecedente criado pela confissão de falsificação por Naya da assinatura de Azeredo, apoiado pelo que existe de mais podre nas Polícia Civil, Ministério Público e no Judiciário, tentam agora desacreditar Monteiro, prendendo-o sob a acusação de falsário. Ninguém, contudo, ressalta que Naya, em suas declarações, afirmara o que falsificara e que fora ele próprio quem fizera. 

Novojornal disponibiliza abaixo cópia da transcrição do vídeo que motivou a cassação de Sérgio Naya, para que o leitor faça sua análise. Com o auxílio de parte da mídia, da Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário, os Tucanos Mineiros querem desacreditar a testemunha de seus atos de corrupção.  

Novojornal deixa de citar o nome dos devedores de Monteiro, pois não teve como obter esta informação devido ao fato dele estar preso, porém, assegura que a maioria das cobranças está sendo analisadas pela Justiça, que comprovou a autenticidade das mesmas. Como Novojornal já noticiou, autoridades do Governo de Minas em vez de pagarem suas dívidas, mandam prender e sumir com seus credores.

Este é o Nilton Monteiro que sabidamente é hoje um homem marcado para morrer. 

Documento que fundamenta esta matéria

Cópia da transcrição do vídeo que deu origem a cassação de Sérgio Naya

Matéria Lincada de: http://www.novojornal.com/politica/noticia/nilton-monteiro-desmoralizar-e-pouco-agora-querem-sua-morte-08-05-2013.html

War in MA. Mais um assassinato em São Luís na noite de quarta-feira. Mais um acerto de contas?

O tráfico de drogas pode ser o responsável por mais um assassinato em São Luís. Por volta das 21h de quarta-feira(15), quatro homens assassinaram Benedito Rodrigues, de 29 anos, conhecido como "Biné", residente no bairro Pirapora.
A vítima foi alvejada no momento em que caminhava pela calçada do "Silvanete Bar", na Avenida Santos Dumont. Pelas informações, Biné seguia para a residência dele no bairro Pirapora. 

"Os executores não deram chances de defesa à vítima. Chegaram a pé e foram logo disparando vários tiros. Pelo que observamos, a principal área atingida foi a cabeça. 
É mais um crime que pode estar relacionado a acerto de contas pelo tráfico de drogas", disse um policial militar.
     
O assassinato de Biné provocou um grande congestionamento na Avenida Santos Dumont, devido ao grande número de pessoas que foram ao local. 
Familiares da vítima não quiseram falar sobre o homicídio. A mãe, abalada, disse apenas que Biné não morava mais com ela. 

Instantes depois do crime, a reportagem do blog e do programa "Comando da Noite", da Rádio Educadora, passava pelo local e fez todo o registro.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

MEC lança site para ensinar francês gratuitamente.

Parceria entre os governos do Brasil e da França coloca no ar site[http://francoclic.mec.gov.br/] com o objetivo de ensinar o idioma francês gratuitamente. 

As aulas podem ser utilizadas por quem nunca teve contato com a língua ou por estudantes iniciados. 


Publicada Medida Provisória que exige título de doutor para professores de universidades federais.

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil.

Brasília – Uma medida provisória sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada na edição de hoje (15) do Diário Oficial da União exige o título de doutor para a contratação de professores de universidades e institutos federais de ensino superior. A Medida Provisória n° 614 altera a lei do plano de carreiras e cargos do magistério federal.

Em dezembro do ano passado, uma lei excluiu a exigência de doutorado para a contratação dos profissionais. Ontem, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que houve um erro na lei que seria corrigido com a publicação da medida provisória.

O texto da medida prevê exceções para a exigência em duas situações. Quando houver carência de docentes com doutorado em determinada área do conhecimento ou em determinada localidade, as instituições de ensino vão poder substituir o título de doutor por um de mestre, especialista ou diploma de graduação. Nesse caso, é necessário que haja decisão do conselho superior da instituição.

Edição: Denise Griesinger
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

Matéria Lincada de: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-15/publicada-mp-que-exige-titulo-de-doutor-para-professores-de-universidades-federais

A melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal.

O documentário abaixo deveria ser assistido e discutido por todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas na educação no Brasil

A Finlândia tem a melhor educação do mundo. 

Lá todas as crianças tem direito ao mesmo ensino, seja o filho do empresário ou o filho do garçom. 

Todas as escolas são públicas-estatais, eficientes, profissionalizadas. 

Todos os professores são servidores públicos, ganham bem e são estimulados e reconhecidos. 

Nas escolas há serviços de saúde e alimentação, tudo gratuito.

Na Finlândia a internet é um direito de todos.

A Finlândia se destaca em tecnologia mais do que os Estados Unidos da América.

Sim, na Finlândia se paga bastante impostos: 50% do PIB.

O país dá um banho nos Estados Unidos da América em matéria de educação e de não corrupção.

Na Finlândia se incentiva a colaboração, e não a competição.

Mas os neoliberais-gerenciais, privatistas, continuam a citar os EUA como modelo.

Difícil o Brasil chegar perto do modelo finlandês? Quase impossível. 

Mas qual modelo devemos perseguir? Com certeza não pode ser o da privatização.

Veja o seguinte documentário, imperdível, elaborado por estadunidenses. 

Em inglês, com legendas em espanhol:


Leia abaixo matéria originalmente publicada no Diário do Centro do Mundo que trata da excelência do sistema de educação da Finlândia, reverenciado em todo o mundo.

Por que o sistema de educação da Finlândia é tão reverenciado

Acaba de sair um levantamento sobre educação no mundo feito pela editora britânica que publica a revista Economist, a Pearson.

É um comparativo no qual foram incluídos países com dados confiáveis suficientes para que se pudesse fazer o estudo.

Você pode adivinhar em que lugar o Brasil ficou. Seria rebaixado, caso fosse um campeonato de futebol. Disputou a última colocação com o México e a Indonésia.

Surpresa? Dificilmente.

Assim como não existe surpresa no vencedor. De onde vem? Da Escandinávia, naturalmente – uma região quase utópica que vai se tornando um modelo para o mundo moderno.

Foi a Finlândia a vencedora. A Finlândia costuma ficar em primeiro ou segundo lugar nas competições internacionais de estudantes, nas quais as disciplinas testadas são compreensão e redação, matemática e ciências.

A mídia internacional tem coberto o assim chamado “fenômeno finlandês” com encanto e empenho. Educadores de todas as partes têm ido para lá para aprender o segredo.

Se alguém leu alguma reportagem na imprensa brasileira, ou soube de alguma autoridade da educação que tenha ido à Finlândia, favor notificar. Nada vi, e também aí não tenho o direito de me surpreender.

melhor educação do mundo
Finlândia: a melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal (Imagem: Reprodução / Documentário)

Algumas coisas básicas no sistema finlandês:

1) Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro.

2) Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida.

3) Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados.

4) As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço.

5) Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste.

6) Os alunos são instados a falar mais que os professores nas salas de aula. (Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 85% do tempo numa sala é o professor que fala.)

Isto é uma amostra, apenas.
Claro que, para fazer isso, são necessários recursos. A carga tributária na Finlândia é de cerca de 50% do PIB. (No México, é 20%. No Brasil, 35%.)

Já escrevi várias vezes: os escandinavos formaram um consenso segundo o qual pagar impostos é o preço – módico – para ter uma sociedade harmoniosa.

Não é à toa que, também nas listas internacionais de satisfação, os escandinavos apareçam sistematicamente como as pessoas mais felizes do mundo.

Para ver de perto o jeito finlandês de educar crianças, basta ver um fascinante documentário de 2011 feito por americanos (vídeo publicado acima).

Comecei a ver, e não consegui parar, como se estivesse assistindo a um suspense.

Todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas na educação, no Brasil, deveriam ver e discutir o documentário.

com BlogdoTarso ; edição: Pragmatismo Politico


Matéria Lincada de: