domingo, 8 de setembro de 2013

Bahia - Ministério Público Federal pede aumento de homens da FNS e das Polícias Civil e Militar em Buerarema.

Apesar dos 60 integrantes da Força Nacional de Segurança presentes na cidade de Buerarema, no sul da Bahia, o Ministério Público Federal enviou ofício ao Ministério da Justiça e ao Governo da Bahia requisitando o aumento no número de homens para apoiar na pacificação do local, palco de conflitos entre produtores rurais e índios nas últimas semanas. 
O documento não especifica o número de oficiais que devem ser enviados à cidade, mas diz que diante da dimensão dos confrontos é necessário que um contingente maior de membros das Polícias Civil, Militar e da FNS prestem apoio na segurança de Buerarema. 
Os ofícios foram expedidos após reuniões entre os Procuradores da República em Ilhéus, lideranças indígenas, agricultores, órgãos de proteção aos direitos humanos, Fundação Nacional do Índio (Funai) e Polícia Federal. O MPF também pediu que um inquérito seja instaurado por conta da morte de um índio na última terça-feira (3) em uma fazenda entre as cidades de Una e Itabuna, e também pela tentativa de homicídio contra um agricultor. 
A investigação foi solicitada à Polícia Federal de Ilhéus. O Ministério Público também requisitou que o Ministério da Justiça se manifeste sobre os estudos da Funai em relação à demarcação de terras indígenas. O Ministro deveria ter se pronunciado sobre o assunto em 30 dias, mas o processo está no Ministério há um ano e meio.

São Luís - Cerca de vinte presos fogem por um túnel da Penitenciaria de Pedrinhas.


Mais uma fuga de presos foi registrada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, cerca de vinte presos escaparam neste domingo (8).

Eles estava na mesma cela, a de numero 6, do bloco J, que CADET (Casa de Detenção), na capital maranhense.

A fuga ocorreu durante a madruga, a visita de hoje, não foi cancelada.

De acordo com as primeiras informações, os fugitivos serraram as barras de ferro da cela, em seguida saíram do presídio através de um túnel.

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Detentos serraram grade e fugiram por túnel; número não foi divulgado.

Fuga foi registrada neste domingo (8), aniversário de 401 anos de São Luís.

Mesmo com fuga, visita aos presos da Cadet foi mantida (Foto: Douglas Júnior/O Estado)
Mesmo com fuga, visita aos presos da Cadet foi mantida (Foto: Douglas Júnior/O Estado)
Uma fuga de presos foi registrada neste domingo (8), na Casa de Detenção (Cadet), em Pedrinhas. A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão (Sejap).

De acordo com informações, uma das celas do Cadet foi serrada e os presos fugiram por um túnel. Contudo, o número de detentos foragidos ainda não foi divulgado pela Sejap. Porém, a visitação não foi cancelada pela direção do presídio. Enquanto isso, a recontagem de presos é feita no local.

No mês de agosto, quatro presos conseguiram fugir do bloco C do Presídio São Luís II. Os presos também serraram as grades. 

No mesmo mês, uma tentativa de fuga em massa foi impedida no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.


Caminhada no Rio pede liberdade religiosa e Estado Laico.

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil.
Rio de Janeiro Milhares de pessoas se reuniram hoje (8) na Praia de Copacabana para a 6ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, promovida pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio.
 
"A caminhada é importante porque mostra o conjunto de todas as religiões. A gente tem que defender o Estado Democrático de Direito, e levar em conta que, além de religiosos, somos todos cidadãos. 
 
A democracia no Brasil tem que se consolidar e compreender que a religião não tem que se impor ao Estado Laico. Ela pode sugerir, mas respeitar o espaço de todos. Essa é uma riqueza da sociedade brasileira em que temos que insistir", disse o babalaô Ivanir Santos, presidente da comissão.
 
Ivanir destacou que a caminhada cresceu em número de religiões representadas, e comemorou a adesão maior dos evangélicos ao movimento. Apesar disso, ele lamentou a ausência de líderes protestantes. "O desafio é avançar e convencer os segmentos evangélicos de que temos que estar todos juntos".
 
A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, participou da caminhada e pediu aos líderes religiosos que apoiem o Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa. "São atores políticos importantes os que estão aqui e devem nos ajudar a tornar realidade esse plano, uma realidade que se faz não somente em função de nossas iniciativas [do governo federal], mas pelas possibilidades de envolver os governos estaduais e prefeituras, porque, sem elas, o plano não se realiza".
 
Representando a Igreja Católica, religião com o maior número de fiéis no Brasil, o padre Fábio Luiz de Souza defendeu o conhecimento de todas as crenças. "Para acabar com a intolerância, é preciso principalmente se conhecer mutuamente e derrubar quaisquer barreiras e preconceitos".
 
O representante budista, Marcos Eduardo Purificação Correia disse que a religião só faz sentido se houver tolerância. "A importância dessa caminhada é demonstrar respeito acima de qualquer diferença. 
 
Se não conseguirmos superar essas diferenças, não há porquê termos religiões mais. Cada um tem que expor o que tem de melhor", disse, que defende o ensino religioso nas escolas, como uma forma de mostrar todas as formas de fé.
 
Sacerdote e presidente da União Wicca do Brasil, Og Sperle, destacou que mesmo nos debates pela liberdade religiosa é preciso dar espaço a grupos menos numerosos, como o seu. "O problema é que as minorias não são vistas pelas religiões majoritárias. Não somos convidados a participar dessa construção da liberdade. Existe uma dúzia de religiões que se juntam para ditar as regras".
 
Edição: Carolina Pimentel
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Estados Unidos - O homem que manteve três mulheres sequestradas durante uma década, foi encontrado morto na prisão. Notícias e ontem.

Crédito : Reprodução - Ariel Castro
Ariel Castro, o homem que manteve sequestradas durante uma década, três mulheres em Cleveland, nos Estados Unidos, foi encontrado morto na prisão.

Segundo fontes dos serviços penitenciários do Ohio, Castro foi encontrado enforcado na cela, na terça-feira à noite.

Tinha sido condenado no dia 1 de agosto a prisão perpétua, pelo sequestro e violação de três jovens de 14, 16 e 20 anos.

Durante a década em que estiveram sequestradas, Michelle Knight, Amanda Berry e Gina DeJesus foram espancadas e violadas em diversas ocasiões. 

Uma delas, Amanda Berry teve uma filha do homem que ficou conhecido como o “monstro de Cleveland”.

Ariel Castro tinha sido detido no princípio de maio depois de uma das vítimas ter conseguido fugir. A casa onde tudo aconteceu foi, entretanto, destruída.

(pt.euronews.com)

O adeus de Gushiken, um dos construtores do Partido dos Trabalhadores.

http://blogdadilma.com/brasil/4027-gggv4.html
Reproduzido do Blog do Nassif: Os telefonemas para o quarto de Luiz Gushiken, no Hospital Sirio Libanes, são atendidos por sua esposa. Com voz cansada, transmite os recados para o marido e seleciona as visitas que ainda irá receber.

Gushiken ministra, ele próprio, as doses de morfina para diminuir a dor e poder manter suas últimas conversas com amigos.
 
Ontem, segundo a jornalista Mônica Bérgamo, reuniu-se com José Dirceu, Aloizio Mercadante e dirigentes sindicais, fez um balanço de sua vida e do PT e considerou o julgamento do "mensalão" uma fase heróica, colocando o partido sob "um ataque sem precedentes".

Dirigente sindical, Gushiken teve papel central na defesa dos fundos de pensão contra os prejuízos causados pelo acordo com o Banco Opportunity, de Daniel Dantas. Foi alvo de campanha implacável na mídia, com denúncias frequentes - e jamais comprovadas - sobre o uso das verbas da Secom. Fora do poder, sua casa sofreu ataques suspeitos e chegou a ser incluído na AP 470 pelo procurador geral Antonio Fernando de Souza - que, posteriormente, já aposentado, ganharia um megacontrato da Brasil Telecom, controlada pelo banqueiro e que entrou na criação da Oi-Telemar.

Seu nome foi retirado da ação pelo relator Joaquim Barbosa.

Como Secretário de Comunicação do governo Lula, Gushiken não chegou a ser um executivo operacional, mas sempre esteve aberto às boas ideias. Partiu dele a criação do Projeto Brasil 2020, visando instituir uma área de discussões acadêmicas sobre o Brasil. Antes da eleição de Lula, teve participação ativa no Instituto da Cidadania, que inaugurou as grandes discussões do partido sobre temas nacionais.

Entra para a história como um dos construtores do PT.

PT discute PL 4330 e aprova resolução em defesa dos trabalhadores
 

Da Coluna de Mônica Bérgamo

Gushiken, em estado grave, chama Dirceu, Genoino e Mercadante em hospital
Monica Bergamo.
 
Luiz Gushiken, ex-ministro da Comunicação de Lula, chamou amigos para visitá-lo no hospital Sírio-Libanês. Internado em estado grave por causa de um câncer, mas lúcido, ele próprio ministrava as doses de morfina para controlar a dor e decidia quando ficava acordado para conversar com os antigos companheiros.

JULGAMENTO
José Genoino o visitou na quarta. Na noite de quinta, Gushiken reuniu em seu quarto José Dirceu, Aloizio Mercadante e dirigentes sindicais como o presidente da CUT, Vagner Freitas. Calmo, fez um balanço de sua vida e do PT. Segundo um dos presentes, disse que o julgamento do mensalão é uma "fase heroica" do partido, que em sua opinião estaria sofrendo um ataque sem precedentes.

LIÇÃO
De acordo com a mesma testemunha, Gushiken deu uma "lição de política e uma aula sobre a vida. Demonstrou não ter mágoa, tristeza nem remorsos". No fim da visita, emocionados, todos tiraram fotos ao lado do ex-ministro. Um cinegrafista registrou toda a cena para um documentário que está fazendo sobre Gushiken.

Link original desta matéria: http://blogdadilma.com/brasil/4027-gggv4.html

I Simpósio Brasileiro de Arqueologia e Antropologia Forense, será realizado em Recife/PE, nos dias 11 a 14 de novembro de 2013.

Ocorrerá em Recife (PE) de 11 até 14 de novembro de 2013 o I Simpósio Brasileiro de Arqueologia e Antropologia Forense. O cronograma de atividades ainda não foi disponibilizado, mas já estão no ar os temas das mesas de debate.

I Simpósio Brasileiro de Arqueologia e Antropologia Forense. 2013.
I Simpósio Brasileiro de Arqueologia e Antropologia Forense. 2013.

TEMAS DAS MESAS E PALESTRAS:

Tema 1: Introdução ao conhecimento dos fazeres sobre a arqueologia e a antropologia em meio forense.

Tema 2: Competências da Arqueologia Forense: Casuística, métodos e técnicas de campo e laboratório.

Tema 3: Competências da Antropologia Forense e casuística: a vez da medicina legal e da odontologia forense.

Tema 4: O Fenômeno da violência na Arqueologia e Antropologia: Homicídios, suicídios, guerras, campos de extermínio, tortura, maus tratos, desaparecidos políticos e outros.

Site do evento: http://www.sbaaf.com.br


NOTICIA RELACIONADA E ESTE TÓPICO:  Falta de antropólogos e arqueólogos forenses dificulta identificação de ossadas do Cemitério de Perus.http://maranauta.blogspot.com.br/2013/05/falta-de-antropologos-e-arqueologos.html


Link original desta Matéria: http://arqueologiaegipcia.com.br/2013/09/04/evento-de-arqueologia-e-antropologia-forense-pe/

O baobá é “símbolo da resistência do povo negro”.

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Para o escritor Antoine de Saint-Exupéry, em seu Pequeno Príncipe, livro de cabeceira de várias gerações – com mais de 230 traduções em todo mundo –, o baobá representava um grande perigo, quer pelas dimensões que atinge, quer pelas raízes que tanto se aprofundam quanto se espalham. 

O pequenino protagonista da obra passa um capítulo inteiro empenhado em destruir todas as suas “terríveis” e “más” sementes que infestam o solo de seu planetinha. Eu era criança quando esse livro caiu em minhas mãos e o tal baobá diabolizado pelo simpático e loiro herói, com quem eu havia aprendido que “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, enraizou-se em meu imaginário como um símbolo de terror, de destruição, cuja semente deve ser extirpada a qualquer custo.
 
Diz a lenda que antes de serem embarcados nos navios negreiros, os escravizados africanos, sob chibatadas, eram obrigados a dar dezenas de voltas em torno de um imenso baobá – também chamado de embondeiro, em alguns países –, enquanto negavam seus nomes, suas crenças, suas origens, seu território, enfim, sua essência, para em seguida serem batizados com uma identidade cristã-ocidental e enviados para o cativeiro. 

Por isso, o baobá passou a ser chamado de a “árvore do esquecimento”, afinal, os “esquecidos” teriam deixado depositadas alí, no tal baobá, suas verdadeiras identidades e memórias.

Outros autores, alguns pensadores, cientistas e vários políticos, ao longo de nossa história, também têm se empenhado em alardear o quanto é fundamental a extinção das sementes e raízes africanas para o sucesso do modelo de sociedade que se impôs ao nosso País, cuja terra fértil “em se plantando, tudo dá”.

“[O BAOBÁ É] SÍMBOLO DE MADAGASCAR E EMBLEMA NACIONAL DO SENEGAL, COM FORTE CARGA CULTURAL EM VÁRIOS PAÍSES AFRICANOS. NÃO À TOA , RECEBE TAMBÉM O NOME DE ‘ÁRVORE DA VIDA’.”

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QUE ÁRVORE É ESSA, AFINAL? - Leitura indispensável para todas as crianças e adultos, A Semente que Veio da África, de minha amiga antropóloga social Heloisa Pires Lima e seus parceiros, o costa-marfiense Georges Gneka e o moçambicano Mário Lemos, me fizeram refletir sobre o que realmente está por trás desses temores. A árvore se chama cientificamente de Adansonia – encontrada em oito espécies –, símbolo de Madagascar e emblema nacional do Senegal, com forte carga cultural em vários países africanos. 

Não à toa, recebe também o nome de “árvore da vida”. Com seus frutos, a mukua, riquíssimos em vitaminas e sais minerais, e a grande quantidade de água guardada em seu tronco, alimenta e sacia a sede de um número grande de pessoas. 

Ela vive cerca de 6 mil anos e é considerada um elo de ligação entre os povos, seus ancestrais e suas divindades. Aos seus pés, em países como o Mali, são sepultados os griots, guardiões e propagadores das histórias de seu povo, para que suas memórias fiquem ali depositadas.

“A sabedoria é como o tronco de um embondeiro. Uma pessoa sozinha não consegue abraçá-lo”, diz um provérbio de Moçambique. Talvez seja essa sabedoria africana e o que ela representa que assustam tanto aqueles que se desesperam diante da possibilidade da disseminação dessas sementes e raízes. Sequestrados e trazidos à força para as Américas, os sobreviventes do banzo construíram com sua força de trabalho, mas também com seus saberes, as riquezas das nações para as quais a diáspora os levou.

Em minhas reflexões, concluí que cada um desses africanos e de seus descendentes transformou-se numa semente de baobá. O interessante é que, a partir do momento em que nos debruçamos sobre essas reflexões, nada mais consegue nos deter. Eu concluí meu conto intitulado “Uma Sede de Beber o Mar” com o seguinte pensamento: “… ao pé do baobá, você jamais se sente saciado. Sempre querer mais, muito mais”. 

LEIA - http://geografia2011.wordpress.com/2011/06/03/lenda-do-baoba/
 A MULTIPLICAÇÃO DOS BAOBÁS - Desde o ano 2000, na Vila Matilde, zona leste da capital paulista, essa árvore floresce, em forma de sonoridades, danças e outros tipos de manifestações culturais afrobrasileiras. Trata-se do Coral Baobá, formado por crianças e adolescentes de origens étnicas diversas, fomentado por uma associação fundada por um grupo de artistas, educadoras, intelectuais e empresárias. Através da preparação vocal e corporal, da contação de histórias e de outras práticas, são transmitidos conhecimentos e exercitadas vivências de africanidade.

Durante o recente lançamento do documentário Raça, de Joelzito Araújo e Megan Mylan, o público foi informado de que a totalidade da renda de exibição desse filme será doada ao Fundo Baobá para Equidade Racial, uma organização sem fins lucrativos que visa mobilizar pessoas e recursos em apoio a projetos de organizações afro-brasileiras que objetivem a equidade racial. 

Criado em 2011 como uma das estratégias de saída do país da Fundação Kellogg, o Fundo Baobá reúne intelectuais e ativistas afrobrasileiros para debater alternativas que ajudem a garantir a sustentabilidade político-financeira dos projetos desenvolvidos por essas organizações. A Fundação deixou um legado de US$ 25 milhões, ao qual se deve somar igual valor, advindo de doações, recursos de indivíduos, governos e empresas, assim como a iniciativa dos produtores do documentário.

Dessa forma, vemos florescerem baobás – plantas, pessoas, organizações – que se somam a tantos existentes país afora, como aquele plantado, em 2002, na praça junto à escola de Geografia da Unicamp, em homenagem a Milton Santos. A placa de identificação registra que, assim como o grande geógrafo de reconhecimento internacional, o baobá é “símbolo da resistência do povo negro”.

Fonte: Revista Raça.

Link original desta Matéria:  http://cenpah.wordpress.com/2013/08/28/o-baoba-e-simbolo-da-resistencia-do-povo-negro/