O referido evento terá
como foco discutir coletivamente as ações necessárias para a inclusão sócio-produtiva dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis e o
encerramento dos lixões existentes no Estado, como normatiza a Lei
nº 12.305/2010 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, as
diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos
e às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos
econômicos aplicáveis.
sábado, 12 de abril de 2014
SETRES convida os Prefeitos Maranhenses e demais interessados para o Seminário Estadual Pró-Catador Maranhão que será realizado nos dias 24 e 25 de abril.
Eleições 2014 - PSDB E PPS Rearticulam Aliança no Maranhão.
Em nota assinada pelos deputados Carlos Brandão e Eliziane Gama, PSDB e PPS não descartam a possibilidade de candidatura própria; mas querem antes discutir aliança com o pré-candidato do PCdoB, Flávio Dino; Brandão e Eliziane disputam a indicação de vice-governador na chapa de Dino; em fevereiro a dirigente se reuniu com Aécio Neves (PSDB), segundo a deputada discutiram a possibilidade de aliança entre os dois partidos no Maranhão
9 DE ABRIL DE 2014.
Maranhão 247 - Os presidentes estaduais do PSDB, deputado federal Carlos Brandão e do PPS, deputada estadual Eliziane Gama divulgaram nota conjunta em que defendem um realinhamento dos partidos de oposição no Maranhão, para a disputa eleitoral de 2014.
Para o PSDB e PPS a "necessidade de convergência dos partidos de oposição em torno de uma única candidatura oposicionista ao governo e ao senado".
No documento, Brandão e Eliziane analisam que, “a decisão da governadora Roseana Sarney de permanecer no governo e de não disputar o Senado “abre reais perspectivas para a vitória de uma candidatura de oposição, tanto para governador como para senador, no pleito que se aproxima”.
Carlos Brandão e Eliziane Gama disputam a indicação de vice-governador na chapa de Flávio Dino (PCdoB). O PDT já anunciou que o empresário Márcio Honaiser é o candidato da legenda, caso os pedetistas componham a chapa majoritária.
Na nota, o PSDB e PPS não descartam a possibilidade de candidatura própria. “Caso não sejam criadas as condições objetivas que viabilizem essa aliança, PPS e PSDB lançarão projeto próprio, fundamentado em um programa de governo que promova desenvolvimento com sustentabilidade e a inclusão social”, diz trecho da nota.
Em fevereiro, Eliziane Gama se reuniu com o presidenciável tucano Aécio Neves, segundo a deputada discutiram a possibilidade de aliança entre os dois partidos no Maranhão foi discutida durante o encontro entre as lideranças.
“Temos possibilidade real de ter o PSDB como aliado do PPS no estado, pois ambos têm alinhamento nacional e no Maranhão, não podia ser diferente”, disse Eliziane.
Leia a íntegra da Nota.
“A decisão da governadora Roseana Sarney, de permanecer no governo até o final do seu mandato, demonstra, decerto, a evidente deterioração da unidade política do seu grupo. Permanecer no governo é também uma demonstração de contagiante fragilidade da continuidade do projeto de poder do grupo.
Além disso, sua decisão de não disputar a vaga para o Senado abre reais perspectivas para a vitória de uma candidatura de oposição, tanto para governador como para senador, no pleito que se aproxima.
Em razão disso, defende-se que a unidade das oposições aproximará as condições políticas e eleitorais necessárias para enfrentar e derrotar a mais antiga oligarquia em atividade no Brasil.
Cientes da necessidade e da complexidade dessa unidade, que reúne partidos com proposições diversas no plano nacional, é que o PPS e o PSDB, partidos fundamentais para a consolidação de uma frente de oposição programática, alertam para a urgente necessidade do realinhamento das alianças necessárias para o enfrentamento da disputa eleitoral e para a consecução de um projeto de mudanças reais que tragam dias melhores para o povo maranhense.
O realinhamento dessas alianças passa necessariamente pela rediscussão da chapa majoritária do candidato da oposição. Por razões nacionais e também estaduais, PPS e PSDB no Maranhão compõem, a partir de agora, um bloco unitário e programático, em razão de ter entre seus quadros excelentes nomes para disputa eleitoral.
O ideal é que haja a convergência dos partidos de oposição em torno de uma única candidatura ao governo e ao senado. Todavia, caso não sejam criadas as condições objetivas que viabilizem essa aliança, PPS e PSDB lançarão projeto próprio, fundamentado em um programa de governo que promova desenvolvimento com sustentabilidade e a inclusão social de milhares de maranhenses”.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Operação Lava Jato - PF cumpre mandados da segunda fase da Operação Lava Jato no Rio e São Paulo.
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
Vinte e cinco dias depois de desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, suspeita de movimentar mais de R$ 10 bilhões, e prender o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, agentes da Polícia Federal cumprem hoje (11) mais 21 mandados de prisão (dois), condução coercitiva (quatro) e de busca e apreensão (15) em São Paulo e Campinas, no estado de São Paulo e no Rio de Janeiro, em Macaé e em Niterói, no Rio de Janeiro.
Saiba Mais
De acordo com a PF, a ação visa a obter documentos que auxiliem nos trabalhos de investigação iniciados com a Operação Lava Jato.
Na operação, deflagrada em 17 de março, além das prisões do ex-diretor da Petrobras e de Youssef, foram apreendidos veículos de luxo e grande quantia de dinheiro em moeda nacional e estrangeira - dólares e euros.
A operação foi intitulada Lava Jato porque o grupo usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar os valores.
A organização contava com quatro grupos que tinham à frente doleiros que lucravam com câmbio paralelo ilegal, mas também praticavam crimes como tráfico de drogas, exploração e comércio ilegal de diamantes e corrupção de agentes públicos, entre outros.
Juntos, os grupos movimentaram mais de R$ 10 bilhões nos últimos três anos, de acordo com informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda.
Barbarie - Jovem negro (INOCENTE) é espancado e morto por populares no Espírito Santo.
O corpo negro ensanguentado e o olhar assustado que você na foto é do menino Alailton Ferreira, de 17 anos, cercado por um grupo armado com pedras, barras de ferro e pedaços de madeira. Momentos depois, ele foi alvo de um espancamento coletivo. Desacordado, foi levado ao hospital, mas não resistiu e morreu na noite de terça-feira (8).
| Foto - Facebook. |
Aos gritos de “mata logo” e de vários xingamentos, o espancamento aconteceu às margens da BR 101, na tarde do último domingo (6), no bairro de Vista da Serra II, cidade de Serra, há cerca de 30km da capital Vitória, no Espírito Santo. Só depois de duas horas de muita violência, a Polícia Militar chegou ao local, colocou o jovem na viatura e o levou até a Unidade de Pronto Atendimento. “Os policiais militares descreveram no boletim de ocorrência que foi necessário utilizar spray de pimenta para conter os populares” disse o delegado-chefe do DPJ, Ludogério Ralff.
Acusação de Estupro
O motivo do linchamento foi causado por acusações controversas. Alguns disseram que o jovem teriatentado estuprar uma mulher. Outros que ele seria suspeito de tentar roubar uma moto e abusar de uma criança de 10 anos. Tudo ocorreu no domingo (6), mas até esta quarta-feira, dia em que Alailton foi enterrado, não havia qualquer denúncia ou relato de testemunhas, segundo a Polícia Civil.
O irmão contesta as acusações e diz que o adolescente sofria de problemas mentais: “Ele chamou a menina, ela se assustou e correu para chamar a família. Os familiares e vizinhos correram atrás dele. Por isso as pessoas falaram que ele era estuprador. Se ele quisesse roubar uma moto, teria feito no próprio bairro, mas ele nem sabe pilotar”. Segundo o tio do jovem, foi um ato de covardia. “Ele estava com uns problemas de saúde e ficava assustado com frequência”.
O morador Uelder Santos, 29, em entrevista para um jornal também colocou as acusações sob suspeita: “Ninguém viu esse tal estupro ou mesmo noticias da suposta vítima”.
“Peçam perdão a Deus pelo que fizeram”, diz a Mãe
| Foto - Diva Suterio Ferreira, mãe de Alailton. |
Em entrevista a um jornal, a mãe de Alailton, a doméstica Diva Suterio Ferreira, 46, disse que o filho teria sido vítima de uma injustiça: “Ele já foi preso por furto, usava droga, mas não estuprou ninguém, jamais faria isso”.
Cristã, disse que se apega a Deus para socorrê-la nesse momento difícil: “Meu filho era amado, sonhava em me dar uma casa. Dizia que queria um quarto para ele, um para mim e um para irmã. Minha filha, de 11 anos, só chora, tem medo de sair à rua depois do que aconteceu. Acredito na justiça divina. Peço que essas pessoas peçam perdão a Deus pelo que fizeram ao meu filho”.
Violência endêmica e elemento racial (nada) subjetivo
O escritório das Nações Unidas apresentou nesta quinta-feira (10) um levantamento sobre as taxas de homicídio em que conclui que as Américas são as regiões mais violentas do planeta. O Brasil está entre países mais violentos. Das 30 cidades mais violentas do planeta, 11 são brasileiras. Segundo a publicação, Maceió é a quinta cidade do mundo com mais homicídios por cada 100 mil habitantes. A cidade de Vitória do Espírito Santo, vizinha ao local onde Alailton foi assassinado por populares, é a 14ª da lista mundial.
Não gosto de suposições, por isso fico nas perguntas: qual seria o resultado de uma amostragem com o recorte racial das vítimas desses homicídios em toda América? Teríamos uma proporção parecida com a média brasileira, que aponta 70% de vítimas negras?
Não sei se Alailton estuprou alguém. Era mulher feita ou uma criança de 10 anos? Ambos os crimes são gravíssimos. Mesmo que tenha sido uma “apenas” uma tentativa ou ainda que o jovem tivesse problemas mentais, sem dúvida caberia alguma punição. E a Lei prevê. Mas jamais um linchamento. Jamais!
E pior: nada leva a crer que houve de fato o crime. Aliás, ao que parece (não sou investigador, nem gostaria), ele teria sim sido “vítima de uma injustiça”, como disse a mãe doméstica.
O fato de ser um menino negro teria sido um elemento potencializador do ódio coletivo e da precipitação de um julgamento instantâneo – acusação, julgamento, condenação e execução: Foi ele! Pega ele! Só pode ter sido ele!?
E se fosse um menino branco, a história teria tais requintes de crueldade e terminaria no cemitério?
| Alailton Ferreira |
A bala não é de festim, aqui não tem dublê!
O assassinato covarde do menino negro Alailton Ferreira me fez lembrar dois filmes norte-americanos muito famosos. O primeiro é o clássico “O sol é para todos”, de 1962, que conta a história de Tom Robinson (Brock Peters), um jovem negro que fora acusado de estuprar Mayella Violet Ewell (Collin Wilcox Paxton), uma jovem branca.
Atticus Finch, um advogado extremamente íntegro, interpretado por Gregory Peck – que viria ganhar o Oscar de melhor ator com esse trabalho, concordou em defendê-lo e, apesar de boa parte da cidade ser contra sua posição, ele decidiu ir adiante e fazer de tudo para absolver o réu. Nos Estados Unidos como aqui, sempre fora comum acusações de estupros e outros crimes recaírem sobre negros, sem que haja grandes contestações.
O outro filme, esse mais recente (1996), faz ainda mais sentido com o momento que vivemos, inclusive no nome: “Tempo de Matar”, que se passa em Canton no Mississipi, onde Carl Lee (Samuel L. Jackson), um negro que, ao matar dois brancos que espancaram e estupraram sua filha de 10 anos é preso, e um advogado branco Jake Brigance (Matthew McConaughey ) e Ellen (Sandra Bullock) uma obstinada estudante de Direito, ambos se voltam contra o preconceito e o racismo existente na comunidade daquela cidade para defender o acusado.
Já no fim da trama, quando tudo parecia perdido, afinal a cidade queria a condenação do acusado, no Tribunal Jake solicita a todos os presentes que fechem os olhos e ouçam a ele e a si mesmos, então ele começa a contar a história de uma garotinha que volta do armazém, e de repente surge uma “pick-up” de onde saltam dois homens e a agarram, eles a arrastam para uma clareira e, depois de amarrá-la, arrancam-lhe as roupas do corpo e montam nela, primeiro um, depois o outro, eles a estupram tirando toda a sua inocência com brutais arremetidas.
Depois de acabarem, e de ter matado qualquer chance daquele pequeno útero ter filhos, os dois rapazes começaram então a usar a garotinha como alvo, acertando-a com latas cheias de cerveja, cortando sua carne até o osso. Não satisfeitos, eles ainda urinaram sobre ela, e com uma corda fazem um laço e a enrolamo no seu pescoço e num puxão repentino a suspende no ar, esperneando e sem encontrar o chão até o galho quebrar e, milagrosamente cair no chão.
Nesse momento, eles a colocaram na “pick-up” e, ao chegar em uma ponte, jogam-na de cima da mureta, de onde ela cai de uma altura de 10 metros até o fundo de um córrego. Jake então pára a história e pergunta aos presentes se conseguem vê-la, se conseguem imaginar o corpo daquela garotinha estuprado, espancado, massacrado, molhado da urina, do sêmen deles e do próprio sangue, e depois abandonado para morrer…
E novamente repete para que todos façam uma imagem dessa garotinha, aguarda um instante e pergunta: “Agora imaginem que essa garotinha é branca”!
Carl Lee é inocentado pelo júri.
Ora, “impoluto escrevente”, me perguntaria um dos meus algozes sempre presentes nos comentários deste Blog: “Mas não está a criticar a ideia da justiça pelas próprias mãos? Contraditório o exemplo deste filme, não?”.
E eu responderia:
Sim e não.
Sim. E essa é a parte que não gosto no filme. Ele justifica a ideia de que, em alguns casos, pode-se aceitar a justiça feita pelas próprias mãos. E não podemos tolerá-la em hipótese alguma. Menos ainda quando o pressuposto é inexistente – como parece ser neste caso do Espírito Santo.
E não.
Não por que faz todo o sentido imaginar que, diante da violência sistemática, continuada e explícita contra a população negra, não seria absurdo imaginar que em algum momento pode haver reações, bastando para isso que aflore a percepção – por parte da população negra, de que vivemos sim um estado de desigualdades e de violência racial.
Mas se dirá: Loucura! Radicalismo deste blogueiro afro-lunático racialista! E diante da fúria democrata-gilberto-freyreana presente inclusive na parte bolchevique do mapa, diria por fim:
Sempre caberá o terrível e necessário pedido de reflexão feito pelo advogado branco, Jake Brigance (Matthew McConaughey ), em Tempo de Matar:
“Agora imaginem que essa garotinha é branca”!
Imagine que Alailton é branco!
Imagine que Cláudia é branca!
Imagine que Amarildo é branco!
Imagine que Douglas é branco!
Imagine que José Carlos, é branco.
Imagine que o menino torturado e amarrado nú em um poste na zona sul do Rio de Jaineiro é branco.
Imagine que, quem a polícia mata 3 vezes mais que negros, são os brancos.
Imagine um mundo onde as pessoas pudessem viver em paz.
Consegue?
Rio de Janeiro - CLIMA É TENSO E JORNALISTA É PRESO EM DESOCUPAÇÃO.
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| Foto - Brasil 247. |
PMs cumprem a reintegração de posse de um edifício da Oi, ocupado por cerca de 5 mil moradores há 11 dias, na região do Engenho Novo e Jacaré, zona norte do Rio; uma das lideranças dos manifestantes foi presa e o confronto se acirrou; policiais usam bombas de efeito moral e gás lacrimogênio; repórter do jornal O Globo foi detido e demais jornalistas e fotógrafos que fazem a cobertura foram agredidos fisicamente e verbalmente.
11 DE ABRIL DE 2014 - Douglas Corrêa e Vitor Abdala - Repórteres da Agência Brasil.
A situação é muito tensa na região do Engenho Novo e Jacaré, zona norte do Rio de Janeiro, onde policiais militares cumprem a reintegração de posse, determinada pela Justiça, de um edifício da empresa Telemar - controladora do grupo Oi, ocupado por cerca de 5 mil moradores há 11 dias.
Após uma das lideranças dos manifestantes ser presa, o confronto se acirrou e os policiais usam bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para controlar a situação. Um repórter do jornal O Globo foi detido e demais repórteres e fotógrafos que fazem a cobertura foram agredidos fisicamente e verbalmente.
Manifestantes atearam fogo num carro da Polícia Militar e também em um ônibus e feriram três policiais com pedradas. Neste momento, tentam incendiar um micro-ônibus da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) que está estacionado na Rua Álvaro Seixas, no Largo do Jacaré. Homens da tropa de Choque da PM estão usando balas de borracha para tentar afastar os manifestantes. Um carro de uma emissora de televisão também foi parcialmente destruído a pedradas.
Com auxílio de uma escada Magyrus, os bombeiros conseguiram controlar o fogo no prédio ateado pelos moradores. No interior do prédio, que fica na Rua 2 de Maio e está abandonado há mais de dez anos, homens do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), estão usando retroescavadeiras para destruir os barracos feitos pelos invasores, com tábuas de compensado.
O policiamento conta com reforço do Batalhão de Choque, guarda municipal e três helicópteros, além de uma retroescavadeira, utilizada para desobstruir a rua.
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| Foto - Brasil 247. |
Há tensão também na entrada da favela do Jacarezinho, onde policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) tiveram de dispesar manifesatantes, no acesso pela rua Álvares de Azeveo, com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. De acordo com o tenente P. Norberto, da UPP do Jacaré, o policiamento foi reforçado e os militares fazem a guarda com fuzis, pistolas e escudos.
Um Centro Integrado de Educação Pública (Ciep), instalado na Rua Álvares de Azevedo foi atingido a pedradas. O acesso à rua foi bloqueado por manifestantes que fecharam a pista com pedaços de paus, pedras e pneus.
Os militares estão tentando liberar a pista. Agora há pouco, uma equipe de policiais do 3º Batalhão da PM chegou à Rua Álvaro Seixas e dispararam tiros para o alto, para tentar controlar manifestantes que atiram pedras contra os militares.
Em nota, o governo do estado, informa que, cumpre ordem judicial expedida pela juíza da 6ª Vara Cível da Comarca Regional do Méier, Maria Aparecida Silveira de Abreu, que deferiu liminar para reintegração de posse do imóvel localizado na Rua 2 de Maio, no Engenho Novo. A Polícia Militar realiza a operação de apoio aos 40 oficiais de Justiça que cumprem o mandato.
Rio de Janeiro - Em Ação de Desocupação proposta pela OI contra Cinco Mil Pessoas, 1.600 policiais usam de violência.
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| Foto - Brasil 247 - 1. |
JORNALISTA É PRESO EM DESOCUPAÇÃO. A Polícia Militar (PM) está com cerca de 1.600 homens na região do Engenho Novo, na zona norte do Rio, para cumprir a reintegração de posse determinada pela Justiça para retirar os cerca de 5 mil moradores que ocupam o terreno há 11 dias; no início, a ocupação foi pacífica, mas pouco depois das 6h30, o grupo começou a reagir e jogou um coquetel-molotov contra os militares.
11 DE ABRIL DE 2014 ÀS 10:16. Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil.
A Polícia Militar (PM) está com cerca de 1.600 homens na região do Engenho Novo, na zona norte do Rio, para cumprir a reintegração de posse determinada pela Justiça para retirar os cerca de 5 mil moradores que ocupam o terreno há 11 dias. No início, a ocupação foi pacífica, mas pouco depois das 6h30, o grupo começou a reagir e jogou um coquetel-molotov contra os militares.
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Os invasores que ainda resistem à desocupação puseram fogo dentro do terreno e há muita fumaça negra saindo do prédio da Oi/Telemar. Os policiais estão atirando bombas de efeito moral e tiros com balas de borracha para afastar os manifestantes que insistem em não deixar a área. Uma equipe do Corpo de Bombeiros do Quartel do Méier está nas proximidades, mas ainda não chegou a entrar no prédio, por medida de segurança.
A todo momento, os manifestantes atiram pedras e coquetéis-molotov contra os militares. Para tentar controlar a situação, a PM cercou todo o entorno da Rua 2 de Maio, e todos estão a uma distância de mais de 1.000 metros do ponto de desocupação. No terreno, há famílias formadas por marido e mulher e até oito filhos. Há muitas crianças e idosos em cadeiras de rodas que tiveram de ser retirados às pressas devido à grande quantidade de fumaça que sai da parte alta do prédio. Uma mulher grávida, prestes a dar à luz, e uma senhora foram levadas para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Rua Souza Barros.
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A PM conta também com dois helicópteros para dar apoio à ação da tropa. As ruas 2 de Maio, Souza Barros e Baronesa do Engenho Novo estão interditadas ao tráfego. O local conhecido como Buraco do Padre, também no Engenho Novo, foi fechado ao tráfego. Os motoristas devem evitar a região. Há reflexos no trânsito, até bem distante do local, porque os motoristas são obrigados a desviar para chegar ao centro da cidade. A Rua Ana Néri, no Jacaré, e a Avenida Marechal Rondon, uma das principais ligações em direção ao centro, estão com o tráfego completamente congestionado.
Como o local é cercado pelas favelas do Rato Molhado e do Jacaré, onde há unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), o policiamento foi reforçado na região. Um policial militar foi ferido na cabeça por uma pedrada.
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| Foto - Brasil 247 - 4. |
SETE CIVIS E CINCO PMS SE FEREM EM DESOCUPAÇÃO.
O Corpo de Bombeiros socorreu sete pessoas durante a desocupação do prédio da antiga Telerj, feita por 1,6 mil homens da Polícia Militar, no cumprimento de uma decisão judicial em favor da Oi, dona do terreno; entre os atendidos, três eram menores: um adolescente de 13 anos, uma criança de 9, e um bebê de 6 meses; três adultos foram encaminhados para a a UPA do Engenho Novo, bairro onde fica o prédio desocupado.
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| Foto - Brasil 247 - 6. |
A Aeronáutica limitou o espaço aéreo na região do Engenho Novo e do Jacarezinho, no Rio, a cerca de 2 km de distância para que os helicópteros da força de segurança do estado possam circular livremente; na área, manifestantes fecharam ruas, atearam fogo a pneus e pedaços de madeira e jogaram pedras contra os cerca de 1.600 PMs que cumprem o mandado de reintegração de posse, determinado pela Justiça, no terreno da OI.
ÔNIBUS SÃO INCENDIADOS NA ZONA NORTE DO RIO.
Douglas Corrêa e Vitor Abdala - Repórteres da Agência Brasil.
A Aeronáutica limitou o espaço aéreo na região do Engenho Novo e do Jacarezinho, no Rio, a cerca de 2 quilômetros de distância para que os helicópteros da força de segurança do estado possam circular livremente. Na área, manifestantes fecharam ruas, atearam fogo a pneus e pedaços de madeira e jogaram pedras contra os cerca de 1.600 homens da Polícia Militar (PM) que cumprem o mandado de reintegração de posse, determinado pela Justiça, no terreno da OI, na Rua 2 de Maio, no bairro do Engenho Novo.
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| Foto - Brasil 247 - 5. |
Os ocupantes do terreno atearam fogo a um carro da PM e a um micro-ônibus, além de destruírem parcialmente a pedradas dois carros de reportagem de uma emissora de televisão. A situação está complicada também na Avenida Dom Hélder Câmara, na altura do Jacaré, onde ônibus urbanos que passam estão sendo atingidos a pedradas pelos manifestantes.
No prédio da Oi, equipes do Corpo de Bombeiros controlaram o incêndio e um helicóptero da corporação desceu no terreno para avaliar a situação de limpeza do espaço. Um caminhão-tanque foi destruído por um incêndio provocado pelos manifestantes na Avenida Dom Hélder Câmara, além de um ônibus urbano que teve os vidros dianteiros estilhaçados. Os bombeiros ainda não chegaram ao local.
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| Foto - Brasil 247 - Latuff. |
Homens da Tropa de Choque da PM estão atirando bombas de efeito moral a todo momento para tentar dispersar os manifestantes, que jogam pedras contra os policiais. O Viaduto Noel Rosa, que liga o bairro do Jacaré ao de Vila Isabel, na zona norte, foi fechado nos dois sentidos, por medida de segurança. O trânsito está complicado na zona norte. Os motoristas devem evitar os bairros do Engenho Novo, Méier e Jacaré, devido ao fechamento de várias ruas no entorno do Engenho Novo.
Mais adiante, na Rua Leopoldo Bulhões, em Manguinhos, um ônibus também foi incendiado. O tráfego está completamente congestionado e técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego pedem aos motoristas que evitem o local. A situação é tensa, com vários manifestantes circulando de um lado para o outro.
Link original desta matéria:
Efeito Lula: Graça vai ao Senado falar de Petrobras.
Embora a imprensa diga que é para “esvaziar a CPI” – seria a CPI um balão, a ser inflado ou esvaziado? – a decisão de Graça Foster de se oferecer para ir a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, na próxima terça-feira, é, evidentemente, reflexo do comando dado por Lula para “partir para cima” da oposição, em defesa da Petrobras.
A rigor, falar do que tem sido a Petrobras nesses últimos anos, longe de ser um problema, deveria ser uma oportunidade ansiada por todos os seus dirigentes.
Hoje, num comentário que fiz na Rádio Nacional, eu disse que as dificuldades porque passa a Petrobras, longe de serem um problema, são o resultado do desafio imenso que ela vem enfrentando de, em poucos anos, fazer em dobro tudo o que foi feito ao longo de 60 anos de história da companhia.
É a oportunidade de mostrar que há duas questões, ambas essenciais e ligadíssimas.
Uma, o controle brasileiro sobre nossa riqueza, o que só pode ser conseguido se for a Petrobras a única e exclusiva a operadora de sua retirada.
Outra, que a extração do petróleo seja a mola impulsionadora de um desenvolvimento tecnológico e industrial de nosso país, o só pode ocorrer se for da Petrobras a liderança deste processo, espalhando por estaleiros, fábricas, escritórios de projeto, consultorias de engenharia, prestadores de serviços técnicos e toda a sua gama imensa de fornecedores os investimentos necessários a esta epopeia em alto-mar.
A presidente Graça Foster deve estar pronta para enfrentar uma abordagem melíflua da oposição, que a vai adular com elogios à sua capacidade como técnica para tentar confrontar isso com uma suposta “politização” da empresa no Governo Lula.
A Petrobras, a melhor e mais bem organizada empresado país, sabe perfeitamente que nada disso a faria gigante se não fosse, ela própria, uma projeção dos desejos de soberania e progresso deste país.
Não é a gestão Graça Foster ou a de José Sérgio Gabrielli, o a de José Eduardo Dutra que estará em questão.
É a Petrobras. sem X, do Brasil e dos brasileiros.
Blog. Tijolaço - http://tijolaco.com.br/blog/?p=16547. - Efeito Lula: Graça vai ao Senado falar de Petrobras.
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