sábado, 20 de dezembro de 2014

Dia 22 de dezembro, é a data prevista para o inicio da construção do Canal da Nicarágua, que ampliará as relações entre a América Latina e a China.

Foto - Voz da Russia,
Está previsto para esta segunda-feira, 22 de dezembro, o início da construção do Canal da Nicarágua, que para muitos será uma alternativa ao Canal do Panamá. O especialista em História das Américas Rafael Araújo concedeu uma entrevista à emissora Sputnik, no qual avaliou a importância do novo canal.

“Em primeiro lugar o Canal da Nicarágua tem o objetivo de ampliar e facilitar as transações comerciais entre os oceanos Pacífico e Atlântico", disse Rafael Araujo.

Ele também opina que o Canal da Nicarágua é importante para ampliar as relações comerciais entre a China e os países da América Central e América Latina em geral, facilitando a navegação dos navios. A executora e concessionária do novo canal é a empresa chinesa Wang Jing.

O especialista concorda que a China consolida mais uma vez a sua presença nos países latino-americanos: “Sim, a China nos últimos 15 anos ampliou não só a importação de produtos latino-americanos, mas também a exportação de produtos para cá, para a região. 

Então a China é a maior interessada na concessão desse canal."“Ela (China – ed.) tem interesse em cada vez mais se consolidar como principal parceiro comercial da região. Não só no sentido da importação de matérias-primas, mas também na exportação de produtos industrializados. O que é bem interessante é que a China tem superávit da sua balança comercial com a quase totalidade dos países da América Latina. Então é importante para ela esse canal porque vai viabilizar ainda mais a ampliação das suas exportações para a região, para além de importações de matérias-primas que são extremamente necessárias para o país."

O entrevistado disse que o projeto beneficiará a economia da região, e vai possibilitar a saída da pobreza, melhorando a vida da população, não só na Nicarágua, mas em toda a América Central.  Os analistas econômicos fizeram uma projeção que apenas com o início das obras de construção em maio de 2014 o crescimento econômico da Nicarágua deveria atingir 10,8% em 2014 e 15% em 2015.

Mas o governo da Nicarágua não deixou claro o impacto ambiental do projeto: "O grande problema é a questão ambiental, já que o governo da Nicarágua não deixou claro não só para os nicaraguenses mas também para a população da América Central, os impactos que poderão ocorrer com a construção desse canal."

Link original desta matéria:  


Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_12_20/Canal-da-Nicar-gua-ampliar-rela-es-entre-Am-rica-Latina-e-China-1473/

Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_12_20/Canal-da-Nicar-gua-ampliar-rela-es-entre-Am-rica-Latina-e-China-1473/

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Brasil - Câmara dos Deputados agride direitos elementares dos 307 povos indígenas do Brasil, mantendo a tramitação de forma ilegal da PEC 215.


Foto: Isaac De Almeida.
Segundo o Deputado Federal do PSOL Chico Alencar Os Deputados Federais da bancada ruralista fundamentalista estão tentando aprovar, no apagar das luzes do ano legislativo, em Comissão Especial, a PEC 215, que agride direitos elementares dos 307 povos indígenas do Brasil.

Nem o direito de participar da reunião os indígenas estão tendo!

Houve confronto entre eles, a PM e a Segurança da Câmara, com safanões, gás de pimenta e flechadas. Fomos lá fora para diminuir a tensão.

Há notícias agora da detenção de 4 lideranças indígenas: Davi Guarani, Cleriston Tupinambá, Alessandro Terena e Tucuri Pataxó, o que não ajuda em nada.

A indignação dos nativos do Brasil por ter suas garantias constitucionais arrancadas é grande. Conseguimos adiar a reunião de hoje, e as irregularidades da anterior são notórias.

Se o Regimento for cumprido, esta PEC não será aprovada na Comissão (para, assim, ir a Plenário) este ano. Mas aqui, muitas vezes, o interesse econômico mais mesquinho atropela tudo.

Resistiremos! Promete o Deputado Chico Alencar.

..........................................................................
Extra, extra, extra.....

A PEC 215 FOI ARQUIVADA.



Graças à pressão das comunidades indígenas e quilombolas, de organizações da sociedade civil, de diferentes pessoas e deputados que defendem a causa, a PEC 215 foi arquivada! Grande vitória de todos nós!

A luta, no entanto, continua. Fomos vitoriosos nesta batalha, mas em 2015 o projeto pode ser desarquivado e uma nova Comissão Especial pode ser formada. 


Devemos continuar atentos para que os direitos das populações tradicionais do Brasil não sejam desrespeitados. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Polícia Federal desarticula esquema de concessão empréstimos irregulares no Rio Grande do Norte.


PF desarticula esquema de concessão empréstimos irregulares no RN

Natal/RN – A Polícia Federal realiza, nesta quinta-feira (18), a operação Insipiente*, que visa desarticular associação criminosa constituída para captar recursos de terceiros e conceder empréstimos, atividade típica de instituição financeira, sem autorização do Banco Central do Brasil no Rio Grande do Norte.
Foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão nos Estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte, com a participação de  aproximadamente 35 policiais federais, além de auditores da Receita Federal.
A investigação decorre de apuração anterior, realizada em conjunto pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal, que apontou profissionais de diversas áreas, além de empresários, que cometeram o mencionado crime financeiro. 
Com a instauração de novo inquérito em julho de 2013, investigações confirmaram a prática ilícita inclusive com a utilização de empresas de “factoring” para cometer os delitos.

*O termo insipiente, que significa “que não tem prudência ou juízo”, refere-se ao principal suspeito do inquérito policial, investigado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público Federal cerca de dez vezes.
 Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do Norte - Telefones: (84) 3204.5588/5518.

Início do Dialogo EUA e Cuba. - Obama, em Espanhol: "Somos todos Americanos".

Presidente Barak Obama
17 DE DEZEMBRO DE 2014. Presidentes dos EUA e de Cuba fazem anúncio histórico ao revelar medidas de aproximação depois de 53 anos de ruptura diplomática; "Começamos um novo capítulo nas histórias dessas duas nações das Américas", disse Barack Obama, em discurso na Casa Branca; é preciso "soltar as amarras do passado", acrescentou o presidente, que prometeu conversar com o Congresso sobre a suspensão do embargo à ilha; Raúl Castro disse reconhecer as "profundas diferenças" entre os dois países, antes de completar: "Reafirmo nossa vontade de dialogar"; serão abertas embaixadas nas respectivas capitais; Obama e Castro discutiram ontem as mudanças em conversa telefônica que durou quase uma hora.

Presidente Raul Castro.
247, com Reuters - O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou mudanças para normalizar as relações entre Estados Unidos e Cuba nesta quarta-feira, dizendo que é hora de "soltar as amarras do passado".
Em um discurso na Casa Branca, Obama disse que o degelo nas relações após um congelamento de cinco décadas está sendo feito depois que ele determinou que a política "rígida" e ultrapassada não conseguiu ter um impacto sobre Cuba.
"Hoje estamos fazendo essas mudanças porque é a coisa certa a fazer. Hoje a América escolhe se soltar das amarras do passado, de modo a alcançar um futuro melhor, para o povo cubano, para o povo americano, para todo o nosso hemisfério, e para o mundo", disse ele.
Em seu discurso, o presidente norte-americano falou uma frase em espanhol: "Todos somos americanos".
Obama afirmou que a nova política vai tornar mais fácil as viagens de norte-americanos a Cuba. Ele disse que também irá conversar com membros do Congresso dos Estados Unidos sobre a suspensão do embargo dos EUA a Cuba.
O papa Francisco contribuiu para a melhoria nas relações ao pressionar a libertação do funcionário norte-americano Alan Gross, preso em Cuba, disse o presidente. Obama agradeceu ao Canadá pelo papel que desempenhou ao sediar as negociações entre EUA e Cuba.
O presidente cubano Raúl Castro disse que reconhece que há "profundas diferenças" entre os dois países, "fundamentalmente em matéria de soberania nacional, democracia, direitos humanos e política exterior", antes de completar: "reafirmo nossa vontade de dialogar sobre todos esses temas".
Durante a entrevista em que anunciou a retomada das relações entre EUA e Cuba, o irmão de Fidel afirmou que seu colega americano Barack Obama "merece respeito".
(Reportagem de Steve Holland, Roberta Rampton e Jeff Mason)
Cuba liberta norte-americano Alan Gross e abre caminho para mudança de relação com EUA
Por Daniel Trotta e Matt Spetalnick
HAVANA/WASHINGTON (Reuters) - Cuba libertou o trabalhador de ajuda humanitária norte-americano Alan Gross após cinco anos de prisão, em uma reportada troca de prisioneiros com Havana que os Estados Unidos disseram nesta quarta-feira que é um prenúncio de uma revisão da política dos EUA em relação à Cuba.
Uma autoridade dos EUA disse que Gross foi libertado por razões humanitárias. A CNN relatou uma troca de prisioneiros que também teria incluído a libertação por Cuba de uma fonte de inteligência dos EUA e a libertação pelos EUA de três agentes de inteligência cubanos.
Gross, um funcionário da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês) agora com 65 anos, foi preso em Cuba em 3 de dezembro de 2009, e depois condenado a 15 anos de prisão por importar tecnologia proibida e tentar estabelecer um serviço clandestino de Internet para judeus cubanos.
Os EUA e Cuba mantêm relações hostis há mais de meio século, e Obama deverá enfrentar protestos em Washington e na comunidade de exilados cubanos em Miami por libertar agentes de inteligência cubanos depois de 16 anos de prisão. A libertação será comemorada como uma vitória por Raúl Castro.
A recompensa para Obama foi a libertação de Gross, cujo advogado e familiares descreveram-no como derrotado mentalmente, magro, mancando e sem cinco dentes.
Cuba prendeu Gross em 2009 e, posteriormente, o condenou a 15 anos por tentativa de estabelecer o serviço de Internet clandestino a judeus cubanos no âmbito de um programa gerido pela Usaid. Seu caso levantou alarmes sobre a prática da Usaid de contratação privada de cidadãos para que realizem missões secretas em lugares hostis.
Cuba considera a Usaid outro instrumento do contínuo assédio dos EUA contra a revolução de 1959 que levou Fidel Castro ao poder em Cuba. Fidel se aposentou em 2008, entregando o poder a seu irmão Raúl.
Os EUA já disseram que querem promover a democracia na Cuba comunista, um Estado de partido único que reprime opositores políticos e controla os meios de comunicação. Autoridades norte-americanas acusaram Cuba de prender Gross como uma manobra para conseguir a libertação de seus espiões.
Os três agentes de inteligência cubanos, presos desde 1998, são Gerardo Hernandez, de 49 anos, Antonio Guerrero, 56, e Ramon Labañino, 51. Dois outros foram libertados antes de cumprirem a sentença toda: Rene Gonzalez, 58, e Fernando Gonzalez, 51.
MUDANÇA NAS RELAÇÕES
O chamado grupo dos Cinco Cubanos foi condenado por espionar grupos anticastristas exilados na Flórida e pelo monitoramento de instalações militares dos EUA.
Dois deveriam ser libertados nos próximos anos, mas Hernandez, o líder, recebeu uma sentença de dupla prisão perpétua por conspiração na derrubada de dois aviões civis em 1996, matando quatro cubano-americanos.
A libertação do norte-americano Gross pode ser a largada para um processo de normalização das relações dos EUA com Cuba.
Um assessor parlamentar sênior dos EUA disse que Obama vai aliviar o embargo comercial e as restrições de viagens a Cuba.
Agentes de inteligência cubanos voltam a Cuba, diz Raúl Castro

HAVANA (Reuters) - Três agentes de inteligência cubanos que passaram 16 anos em prisões nos Estados Unidos retornaram a Cuba nesta quarta-feira como parte de um troca de prisioneiros na qual Cuba libertou um funcionário norte-americano que ficou cinco anos preso em uma prisão cubana, disse o presidente cubano, Raúl Castro.

Raúl disse ter falado com o presidente dos EUA, Barack Obama, por telefone na terça-feira antes do anúncio feito por Obama de que os Estados Unidos mudarão sua política em relação a Cuba e buscarão normalizar as relações com a ilha, uma adversária de longa data dos Estados Unidos.
(Reportagem de Daniel Trotta).

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Paquistão - No dia seguinte ao terrível atentado terrorista que matou 140 pessoas, o premiê reintroduz a pena de morte.

Paquistao, taliban, crianças, atentado, terrorismo
Foto: AP/Fareed Khan.

No dia seguinte ao sangrento atentado terrorista em Peshawar, o premiê do Paquistão Nawaz Sharif tomou, provavelmente, a decisão mais correta ao reintroduzir a pena de morte.

Isso, infelizmente, não irá devolver a vida às mais de 140 vítimas, mas as autoridades do país recebem carta-branca para tomar as medidas mais duras relativamente aos que apenas são capazes de assassinar inocentes.
É difícil comentar acontecimentos semelhantes aos que ocorreram na terça-feira em Peshawar ou há dez anos em Beslan – as emoções são demasiado fortes. Mas como já não é possível alterar nada, somos obrigados a refletir sobre o que terá falhado no passado e sobre o que deverá ser feito para evitar a repetição de tragédias semelhantes no futuro.
Podemos retirar várias lições dessa ocorrência.
Em primeiro lugar, as ações dos terroristas que atacaram a escola em Peshawar e mataram mais de 140 pessoas (dos quais mais de cem eram crianças), eram muito diferentes do “esquema clássico” de tomada de reféns. Os terroristas de Peshawar não avançaram quaisquer exigências, seu único objetivo era matar o máximo possível de pessoas, fossem adultos ou crianças.
O porta-voz oficial do Tehrik-i-Taliban Pakistan (Movimento Talibã do Paquistão, ou TTP) Muhammad Khurasani tentou mesmo dar fundamentação ideológica a esses atos, tendo declarado: “A nossa shura decidiu atacar esses inimigos do Islã em sua própria casa para que eles sentissem a dor da perda de seus próprios filhos.”
Dessa forma, o Taliban paquistanês declarou de fato uma guerra de extermínio não apenas contra as autoridades do país, mas a toda a população que não partilha de seus objetivos. Dessa forma é completamente excluída toda a possibilidade de haver quaisquer negociações de paz, apesar de ainda no início do ano existir a ilusão de se poder negociar alguma coisa com o TTP.
Parece que o governo do Paquistão finalmente percebeu essa dura realidade. Na quarta-feira, o primeiro-ministro Nawaz Sharif anunciou o levantamento da moratória sobre a pena de morte, que tinha sido decretada em 2008 pelo anterior governo de presidente Asif Ali Zardari. Dessa forma foi desfeita mais uma ilusão: a de que a não utilização da pena capital favorece a correção dos costumes da sociedade.
Ao contrário, segundo demonstrou o atentado realizado dois dias antes em Sidney, na Austrália, hoje nenhum país se pode sentir em segurança, mesmo que as leis que aí vigoram cumpram com rigor as normas da democracia liberal ocidental.
Se nos recordarmos uma história ainda mais recuada no passado, os atentados da Noruega em 2011, podemos afirmar que a pena ridícula a que Anders Breivik foi condenado  pelo assassinato de 77 pessoas (21 anos de reclusão em uma prisão confortável) apenas estimula este tipo de atos.
Também é importante referir que, ao realizar o atentado em uma escola de Peshawar, o Taliban paquistanês não apenas se colocou ao mesmo nível com as forças mais cruéis, sem princípios e radicais como o Estado Islâmico (a quem os líderes do TTP juraram recentemente fidelidade), mas também provocou o repúdio mesmo das forças que até há pouco eram consideradas suas aliadas.
Assim, o movimento homônimo afegão tornou pública uma declaração em que o assassinato de pessoas inocentes é condenado e declarado como contrário ao Islã. Os talibãs afegãos também não são anjinhos, claro, mas existe uma grande diferença entre combates contra forças militares (em primeiro lugar, forças de ocupação estrangeiras) e o assassinato de crianças desarmadas, cuja única culpa é alguns deles terem nascido em famílias de militares.
Outra lição consiste em que hoje quaisquer tentativas para mudar o sistema político de qualquer país (mesmo que existam fundamentos de peso e plenamente justificados para o protesto) favorecem inevitavelmente apenas as forças extremistas mais radicais.
Foi o que aconteceu na Síria, onde as tentativas apoiadas pelo Ocidente para derrubar Bashar Assad resultaram no crescimento do Estado Islâmico. O mesmo ocorreu na Ucrânia, onde o movimento Maidan, inspirado pelo mesmo Ocidente, provocou o aumento do neonazismo. Da mesma forma, também no Paquistão os órgãos policiais, cujas atenções estavam consideravelmente desviadas para as ações de Imran Khan, falharam na prevenção do atentado de Peshawar.
Finalmente, a conclusão principal consiste em que, da mesma forma que o terrorismo se tornou há muito tempo em um fenômeno transnacional que não reconhece fronteiras, o combate ao mesmo também deve deixar de ser assunto para cada país em particular e exige a criação de uma frente unida global.


Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_12_17/Talibas-afegaos-condenam-matanca-de-Peshawar-5516/
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_12_17/Talibas-afegaos-condenam-matanca-de-Peshawar-5516/

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Estados Unidos - Marchas e protestos contra o racismo e assassinatos cometidos pela polícia contra negros levam norte-americanos às ruas.

Leandra Felipe – Correspondente da Agência Brasil/EBC.
Edição: Lílian Beraldo.
Milhares de norte-americanos foram às ruas na noite de ontem (13) em manifestações em defesa da igualdade racial e contra o racismo. Moradores de Atlanta, Nova York, Boston, São Francisco e de Washington realizaram os protestos. Crianças, jovens e adultos, negros e brancos, participaram dos eventos motivados pela morte de afro-americanos por policiais, no estado de Missouri e em Nova York.

Em Nova York, onde mais de 30 mil pessoas foram às ruas, de acordo com as organizações que promoveram o protesto, a marcha foi chamada de Milhões Marcham em NYC e percorreu parte da zona sul da Ilha de Manhattan até chegar à sede da polícia na cidade. Com o protesto, organizado pelas redes sociais, a população pediu uma resposta contundente por parte do Estado e a punição dos envolvidos no assassinato dos afro-americanos.

Nas marchas, os manifestantes levavam cartazes com frases “Nenhum mais” e “As vidas dos negros importam”.

Dois casos emblemáticos vêm motivando os protestos nos Estados Unidos. O primeiro deles é uma decisão da Justiça, proferida no começo deste mês, de não “imputar crime” ao policial acusado de assassinar, em agosto, em Fergunson (Missouri), o jovem afro-americano Michael Brown. 

O segundo diz respeito à morte do afro-americano Eric Garner, assassinado em julho, em Nova York. Vídeos mostraram policiais espancando o afro-americano de 43 anos que morreu estrangulado. No caso de Garner, a Justiça também não levou o julgamento adiante sob a alegação de que não havia provas contundentes contra os envolvidos.

Familiares e defensores de direitos civis alegam que os dois estavam desarmados e que a ação da polícia foi violenta, motivada pelo racismo.

Após os episódios, o presidente Barack Obama tem repetido que é inadmissível que eventos como esses continuem ocorrendo. O discurso, entretanto, não agrada às entidades defensoras dos direitos civis e da luta pela igualdade racial nem analistas sociais do tema.

Para eles, a administração de Obama tem “discurso”, mas pouca ação efetiva na promoção da igualdade racial e da justiça para casos de abuso de autoridade cometidas contra pessoas afro-americanas.


domingo, 14 de dezembro de 2014

Maranauta Cultural. Brasil. Ipea apresenta a situação social da .População Negra no Brasil por Estado.


capa-sit-popula-negra

O Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) lançaram a publicação "Situação social da população negra por Estado: Indicadores de situação social da população negra segundo as condições de vida e trabalho no Brasil".
O estudo apresenta indicadores construídos a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), nos anos de 2001 e 2012, de acordo com os eixos:
Características das famílias; escolaridade; trabalho e renda; e seguridade social.
Os temas foram selecionados para apresentar um conjunto abrangente de informações para compor o cenário social que envolve a população negra no Brasil.