terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

São Luís - Homem diz ter sido torturado por oito policiais militares da Rotam.

Um homem de 28 anos, entregador de quentinhas, que preferiu não se identificar, registrou um caso de tortura que teria sido praticado por oito homens da Ronda Ostensiva Tático Móvel (ROTAM) da Polícia Militar do Maranhão contra ele. O caso teria acontecido na última quinta-feira (12) em um matagal na Areinha.
Ele contou que foi abordado pelos policiais, que o revistaram e não encontraram nada. Porém, um dos PMs o teria confundido com bandido que matou vários policiais e tiveram início as agressões. O homem disse que foi agredido com chicotadas, cortes de faca, tiros, socos e pontapés, e afirmou ter pensado que iria morrer.
torturado
Em um último ato de crueldade, um dos PMs teria atirado em sua perna e ordenado que ele fugisse. O homem correu e acabou sendo socorrido por outra viatura da polícia. Ele foi encaminhado para o Socorrão II, mas preferiu sair do hospital sem ter alta pois estava com medo de ser morto.
Os policiais suspeitos de envolvimentos do caso já foram identificados e afastados das ruas. O irmão da vítima espera o posicionamento da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão sobre a inclusão do homem no programa de proteção de testemunha.

Paraná - A pauta da rebelião de professores e demais servidores que o noticiário preferiu ignorar.

A mídia, abestalhada de tanto bolor reacionário, não deu a mínima para os protestos contra as medidas pretendidas pelo governo do Paraná, que coincidentemente, é do PSDB.
por Redação Carta Maior publicado 16/02/2015 17:00, última modificação 16/02/2015 17:17
LEANDRO TAQUES / MÍDIA NINJA
Curitba -Leandro-Taques.jpg
Professores do Paraná mostraram organização e união para rechaçar medidas do governador Beto Richa
Na última quinta-feira, Curitiba, a capital paranaense, assistiu a uma rebelião como há muito não se via no estado, governado atualmente pelo tucano Beto Richa, reeleito em 2014.
Milhares de professores e servidores públicos em greve cercaram a Assembleia Legislativa do Estado para impedir a entrada de deputados e a sessão do dia. 
Na pauta principal havia um fornido pacotaço de arrocho que atingiria duramente a qualidade da escola pública e a remuneração do professorado do Paraná.
A base de apoio de Beto Richa, festejada pela mídia conservadora como um "tucano promissor", após a reeleição em primeiro turno no ano passado, conseguiu alcançar o prédio viajando em ônibus blindado e escoltado, que usou o acesso dos fundos do edifício.
O episódio só elevou a tensão do lado de fora.
A partir daí, o aparato policial que despejava bombas, cacetetes e gás nos manifestantes percebeu que a revolta dificilmente seria contida sem sangue, quando a massa decidisse invadir o prédio.
Acuado pelo formigueiro humano em ebulição, o governador do PSDB recuou e retirou o pacotaço da pauta. De saída chamou de "baderneiros" os manifestantes que festejavam nas ruas da capital paranaense sem baixar o cerco na Assembleia.
Fosse na Ucrânia, ou no conflagrado Paquistão, ou ainda no Congo, na Argentina, ou melhor ainda, tivesse havido um cerco semelhante no palácio do governo em Caracas, quem sabe em Havana, como reagiria a mídia isenta e seu colunismo abestalhado de tanto bolor reacionário?
Abriria fotos de cinco colunas na primeira página dos diários e providenciaria escaladas extras dos telejornais em coberturas ao vivo.
Em estado de choque, porém, com o atropelamento de um de seus delfins, o que se viu de fato foi a suavização indecorosa do noticiário do levante curitibano, que teve suas imagens sonegadas em quase todos os diários na primeira página, e uma cobertura envergonhada nas internas.
A Folha, por mérito, se impõe como paradigma dessa norma. Ao lado de uma foto de Pizzolato entrando em um carro, na Itália, deu um pequeno registro da explosão popular em Curitiba na primeira página. E só na página oito voltaria ao assunto com uma cobertura burocrática, na qual não informava sequer o motivo da revolta e a reivindicação dos manifestantes: impedir o desmonte da escola pública por um governador do PSDB.
Para suprir essa lacuna deliberada de informação, leia abaixo a nota com a exposição dos muitos motivos do Sindicato dos Professores do Paraná:
GREVE GERAL! BARRAR O DESMONTE DA ESCOLA PÚBLICA NO PARANÁ.

Ele foi eleito Governador, não Imperador!

Só a mobilização imediata com uma GREVE GERAL por tempo indeterminado poderá barrar a sanha destrutiva do governo Beto Richa(PSDB) sobre a educação do Paraná!


Os(as) Trabalhadores(as) em Educação Pública do Paraná, através da APP-Sindicato, vem há décadas lutando intensamente pela ampliação de seus direitos, por melhores condições de trabalho e consequentemente por uma escola pública de mais qualidade. Juntamente com colegas educadores(as) de todo o Brasil reunidos na CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, travamos uma luta por um sistema público de educação e por valorização dos profissionais da Educação que remonta aos tempos do Brasil imperial.

Assim pensando, lutando e resistindo, avançamos coletivamente nos últimos anos em conquistas importantíssimas como: Planos de carreira de Professores(as) e Funcionários(as), equiparação salarial do magistério – não faz tempo os professores recebiam salários muito mais baixos que os demais servidores aos quais também é exigido nível superior para ingresso no mundo do trabalho público paranaense – 1/3 de hora atividade para professores(as) – tempo destinado ao trabalho docente fora da sala de aula - eleição para diretores(as) de escolas, além de manter uma luta permanente pelos direitos de uma aposentadoria digna depois de uma vida laboral dedicada aos fazeres do ensino-aprendizagem das gerações.

A reeleição em primeiro turno do governador do estado promoveu uma verdadeira guinada no comportamento de um político que afirmou com todas as letras que não mediria esforços para a valorização da escola pública e de seus Educadores. 

Em debate com os demais candidatos na APP-Sindicato no dia 19 de agosto, durante a campanha eleitoral, assumiu compromissos com uma pauta extensa que estava até agora em processos de debates, em grupos de trabalho, construção esta que vai por terra com as ultimas medidas adotadas.

Foram inúmero ataques até agora:

- Cancelamento do processo de eleição dos diretores e diretoras das escolas – o governador juntamente com um grupo de deputados estadual, desfez a própria resolução que havia desencadeado todo o processo. As escolas já tinham realizado assembleias, eleito comissões eleitorais e chapas já haviam se inscrito para o pleito marcado para o final de novembro/2014.

- Tarifaço final de ano – Além de penalizar toda a população paranaense com aumentos do IPVA, e a tarifa de ICMS de mais de 95 mil produtos, atacou a previdência pública, taxando em 11% o salário dos aposentados do estado bem como criou o fundo complementar para os futuros servidores públicos, estes fundos tem sido criticados mundialmente especialmente pela insegurança que geram quanto ao futuro pois quebra princípios caros na cultura previdenciária brasileira como o da solidariedade entre ativos e inativos.

- Impedimento de matrículas para 6º anos do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio em muitas escolas de pequeno porte, especialmente as escolas do campo, em curto período em escolas estarão fechadas para sempre, novamente sem ouvir a comunidade escolar nem os diretores.

- Decretos da posse – Não bastasse os mais de 20 projetos de lei do pacotaço, em plena data da posse o governador anuncia um conjunto de decretos que promovem uma não assumida reforma de estado.

Outras dívidas com a Educação:

- 29 mil professores(as) PSS – contratados temporários – com atrasos de pagamento, sem acertos da rescisão, demitidos sumariamente.

- 10 mil funcionários(as) de escola afastados com a promessa de corte de 30 % deste efetivo – as escolas do Paraná carecem de mais funcionários(as) para atender adequadamente os(as) estudantes.

- Não pagamento (conforme o governo anunciara) de 1/3 das férias – cerca de R$ 150 milhões.

- Não pagamento de promoções e progressões de professores(as) e funcionários(as) durante todo o ano de 2014, direito esse garantido pelos Planos de Carreira dos dois segmentos. Essa dívida já soma 90 milhões.

- Atraso sistemático no repasse de parcelas do fundo rotativo – esse recurso são utilizados para a manutenção e pequenos reparos nas escolas.

- atrasos do pagamento de convênios com escolas, entidades da educação especial, escolas itinerantes da reforma agrária.

- cancelamento da distribuição de aulas feitas em dezembro.

- Retomada de portaria antiga sobre o porte de escola – portaria esta que reduz horas para direção das escolas, número de pedagogos e pedagogas, funcionários(as) em número insuficiente para manter as escolas em condições de atender adequadamente os(as) estudantes.

- Superlotação de alunos(as) em salas de aulas.

Não bastasse todo o DESMONTE que denunciávamos como o caos instalado na educação do Paraná, veio mais um pacote de maldades divulgado nesta quarta-feira pela ALEP – Assembleia Legislativa do Paraná!

As mensagens de lei 01/2015 e 02/2015, enviadas pelo governador Beto Richa, se aprovadas pelos deputados(as), promoverão um tão retrocesso nas escolas que não serão recuperados senão em longo prazo. Gerações serão penalizadas com a precarização da escola pública.

Essas mensagens promovem um ataque com retirada de direitos de todos os segmentos dos Trabalhadores(as) em Educação, inclusive os(as) aposentados(as).

GASTOS DO ESTADO – Temos avaliado que a crise financeira do Paraná, passa principalmente pela péssima gestão desta área no governo Richa. Retrocessos na transparência tornam cada vez mais difícil estabelecer uma avaliação adequada e mais precisa. Porém ações governamentais apontam a opção clara deste governo neoliberal, promover estado mínimo com enriquecimento da parcela encastelada no poder: mais de R$ 400 milhões, em publicidade e propaganda, aumento de mais de 4.000% em processamento de dados, rompendo a política de software livre; aumento de 295% para salários dos cargos comissionados; antecipação de receitas extraordinárias que farão faltas futuramente; renegociou precatórios.

Assim sendo, com o agravamento da crise generalizada no interior das escolas paranaenses, iremos para a assembleia estadual no sábado(07), em Guarapuava, num consenso preliminar de que não há mais um dia sem iniciar a greve geral.

O esforço e a pauta central da greve será exatamente lutar para derrotar este pacotaço de desmonte geral dos direitos dos(as) TRABALHADORES(AS) EM EDUCAÇÃO bem como barrar o DESMONTE ORGANIZATIVO E ADMINISTRATIVO DAS ESCOLAS.

Hermes Silva Leão, professor de Educação Física e Pedagogo, é Presidente da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná.

Brasil - Dirigentes indígenas: "Os brancos estão caçando briga" por impedir demarcações.

No início do segundo mandato presidencial de Dilma Rousseff, o debate sobre a questão indígena parece estar se aquecendo.

A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) está há 20 meses sem presidente permanente. Agora o organismo é chefiado por Flávio Chiarelli Vicente de Azevedo, que assumiu o cargo depois da saída da presidente interina anterior, Maria Augusta Assirati. Dona Maria Augusta esteve no cargo por 16 meses, quase o mesmo período que a sua antecessora, Marta Maria do Amaral Azevedo. Já o antecessor de Marta Azevedo, Márcio Augusto Meira, esteve chefiando a Fundação por cinco anos, desde o final do governo Lula até o início do governo Dilma.

Tanto Marta Azevedo, como Maria Assirati, saíram da FUNAI em meio a crises. Segundo várias fontes, Azevedo demitiu-se, alegando razões de saúde, pouco depois da morte, pela polícia, de um indígena da etnia Terena. Naquela época, também houve manifestações contra a política do governo, em pleno debate e construção de hidrelétricas como a do Belo Monte.

Já a demissão de Maria Assirati deu-se após uma tentativa fracassada de persuadir o governo a não construir a usina de São Luis de Tapajós, que poderia alagar uma terra indígena da etnia Munduruku.

Segundo uma entrevista publicada em janeiro, Assirati tentou "explicar" aos representantes indígenas que a burocracia impedia a demarcação da terra. Segundo as informações mais recentes, esta hidrelétrica deverá ser licitada até finais do ano em curso. 

Agora, o Estado de São Paulo informou recentemente que a seção amazonense do Partido dos Trabalhadores (PT) propôs à presidente, Dilma Rousseff, uma candidatura para a liderança da FUNAI. 

É João Pedro, ex-senador do estado. A ficha dele no site do Senado mostra vários projetos de lei e outras iniciativas legislativas e políticos das quais participou João Pedro, várias delas parecem favorecer os indígenas.

Segundo fontes do PT, citado pelo Estado de São Paulo, o partido quer "fortalecer" o organismo nacional de defesa dos indígenas.

"Guerra" por demarcações
O governo de Dilma Rousseff teve o menor número de demarcações realizadas nos últimos 30 anos. O assunto é importante, como toda a questão indígena, pois trata-se de definir as terras que, fazendo parte do Brasil, teriam gerência diferente. Não seriam zonas privadas, mas territórios distintos, geridos conforme tradições próprias de povos que existiram aqui antes dos europeus terem chegado.

A questão é, portanto, sensível. E os brasileiros não indígenas, por que não podem usufruir de territórios que constituem parte do país? É este o argumento que os partidários da "convivência real" e terras comuns apresentam à FUNAI e aos representantes indígenas.

Os ruralistas e os industriais sempre irão querer explorar recursos terrestres. Os índios sempre irão querer conservar os seus costumes e tradições, vivendo a sós com a natureza própria. O conflito parece eterno e insolúvel, mas é isso que a FUNAI é encarregada de fazer.

Para isto, é preciso autonomia e poder de ação. Porque, ao que parece, já houve várias situações em que representantes e dirigentes da FUNAI tinham que atuar na qualidade de transmissores de mensagens e decretos de outrem.

Uma das maiores preocupações legais das lideranças indígenas brasileiras é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/200, que prevê que seria da competência do Congresso a decisão final sobre as novas demarcações e a sua ratificação. Segundo os críticos, há indícios de que esta PEC possa aumentar a vantagem dos ruralistas, que poderiam ratificar demarcações ou não dependendo de se são atraentes do ponto de vista comercial.

A PEC 215 não foi votada no ano passado, como o projeto de orçamento impositivo. 

Recentemente, o chefe da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, não descartou a possibilidade de a PEC 215 ser desarquivada em 2015.

Lideranças indígenas já mostraram o seu descontentamento pela situação. Eles temem que a bancada ruralista no Congresso pode usar o novo texto da Constituição (caso seja corrigido) em seu favor. Há até quem falou em "guerra legal" e "briga" que os brancos "estavam caçando" com os índios.

Um fator de irritação é a atividade incessante das construtoras, muito rápida se comparada com a tramitação dos processos de demarcações. No entanto, o clima das relações entre diversas nações no Brasil nem por todas as partes é tranquilo. 

No sábado passado, cinco índios da etnia Tenharim, condenados por sequestro e morte de três brancos em 2013, libertados do presídio e transferidos pela FUNAI a uma base do organismo, provocaram fortes críticas por medo de que escapem.

Tecnologia - Primeira fábrica de semicondutores do hemisfério Sul será inaugurada em 2015 no Brasil

O Brasil vai sediar a primeira fábrica de semicondutores do hemisfério Sul, a Unitec, que deve entrar em operação a partir do segundo semestre deste ano. A previsão é de que o empreendimento tenha um custo total de R$ 1 bilhão, do qual R$ 207 milhões concedidos pela Finep, por meio do BNDES.
Semicondutores blog

Segundo a Finep, a construção da Unitec, que vai fabricar o “chip do futuro”, transforma de maneira revolucionária o padrão industrial brasileiro. Os componentes produzidos por essa planta trarão uma característica de inovação muito forte para a indústria brasileira, com fortes investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
A planta está sendo erguida em uma área de 20.000m² de construção total e 5.000 m² de sala limpa, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Os primeiros produtos a serem vendidos no mercado devem ser cartões inteligentes para bancos, operadoras de telefonia e empresas de transporte público.
O diferencial competitivo, de acordo com Finep, deve ser o atendimento a nichos de mercado, produzindo circuitos integrados customizados e obtendo, consequentemente, margens maiores do que na produção em massa de semicondutores. Uma das parceiras do projeto é a IBM, líder mundial no segmento de semicondutores.
O empreendimento permitirá que o País ingresse no seleto grupo de países com alta tecnologia em semicondutores, com forte demanda nacional e internacional, suprindo a praticamente inexistente oferta de componentes locais . 
O projeto foi realizado graças à parceria entre o BNDES, a Corporación América, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), IBM (NYSE:IBM), Matec Investimentos e a Tecnologia Infinita WS-Intecs.
Empregos - A previsão é de que a Unitec gere 300 empregos diretos, na produção de 360 wafers por dia – lâminas de silício das quais são feitos os chips.
A mão de obra especializada no design de semicondutores no Brasil já existe, e muito se deve aos centros de design criados dentro do programa federal CI Brasil. Com apoio da Finep, a iniciativa ajudou a criar 21 centros de design em todo o País, com mais de 500 designers em atividade especializados em projetar chips.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Isto é Brasil. - Declaração da atriz Paolla Oliveira é usada para fundamentar sentença.

Foto - Atriz Paola Oliveira.
O juiz de Direito da 1ª vara Criminal do foro de Tristeza, em Porto Alegre/RS, Alex Gonzalez Custodio citou palavras da atriz Paolla Oliveira para fundamentar sentença que condenou um homem a sete anos de reclusão por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
No trecho retirado de entrevista concedida à revista feminina Marie Claire, em 2011, a atriz afirma que "Direitos Humanos é para quem sabe o que isso significa. Não para quem comete atrocidades de forma inconsequente (...) O sistema é muito frouxo. Tem que haver mais rigidez na punição".
  • Veja a citação abaixo. Clique na imagem para ampliar.
Embora, na ocasião, a atriz tecesse comentários sobre a invasão do Morro do Alemão, no RJ, a afirmação foi um dos argumentos do juiz para determinar que o réu cumprisse a pena em regime totalmente fechado. Ele foi acusado de associação com menor para praticar tráfico ilícito de entorpecentes, sendo preso em flagrante com 395 pedras de cocaína.
Além da atriz, o juiz também citou na senteça seu pai, Abel Custodio, promotor de Justiça jubilado. Segundo ele, em conversas sobre "Justiça e Verdade", o pai mencionava o Padre Antônio Vieira ao afirmar que "Juiz sem liberdade é como a noite que não segue a aurora. É a própria contradição!!!".
Ainda que tenha sido publicada em março, a sentença ganhou repercussão após ser publicada por um advogado em redes sociais, sob a afirmação que o caso demonstra "carência técnica jurídica".
  • Processo: 0279198-26.2012.8.21.0001

Veja a íntegra da sentença.

São Luís - Entre 13 e 15 de fevereiro tivemos 15 homicídios na Ilha de Upaon-açu, a violência não dá trégua.

Apesar de todo o planejamento e do aumento de efetivo policial nas ruas, continua altíssimo o numero de homicídios em nossa capital.

A totalidade das vítimas eram do sexo masculino e dentre as 15 mortes violentas registradas na grande ilha de São Luís, 11 foram causadas por arma de fogo, 03 foram praticadas com arma branca e uma foi cometida por outros meios, perfazendo um total de 15 mortes, no período compreendido entre 13 e 15 de fevereiro de 2015.  

Segue abaixo a identificação nominal de cada uma das vítimas, dados tornado publico pelo blog do silvan alves (http://silvanalves.blog.br/2015/02/16/15-mortos-no-carnaval/). 



Entre os Dias 13 e 15 de fevereiro tivemos 15 homicídios em São Luís.

Item
Data
Nome da Vítima
Idade
Local da Morte
Causa Mortis
01
13.02.2015
Thiago Venandson Viana Dias
16 Anos
Residencial Nestor - São José de Ribamar
Arma de Fogo
02
13.02.2015
Leandro dos Santos Silva
27 Anos
Res. José Reinaldo Tavares - São Luís.
Arma de Fogo
03
13.02.2015
Arimarcon Carvalho Ribeiro
22 Anos
Maioba - Paço do Lumiar
Arma de Fogo
04
13.02.2015
Bruno Duarte de Jesus
25 Anos
Anil - São Luís
Arma de Fogo
05
13.02.2015
Valmir Lindoso Gomes
38 Anos
Sítio Natureza – Paço do Lumiar.
Arma de Fogo
06
14.02.2015
Antônio Carlos Lago da Silva
34 Anos
Maracanã – São Luís.
Arma Branca.
07
14.02.2015
Hugo Max da Cruz Castro
19 Anos
Barreto – São Luís.
Outros Meios.
08
14.02.2015
Gleidson Silva
21 Anos
Pedrinhas – São Luís.
Arma de Fogo
09
15.02.2015
Felipe Matos dos Santos
21 Anos
Cidade Olímpica – São Luís.
Arma de Fogo
10
15.02.2015
Witaliano Pinheiro
26 Anos
Brisas do Mar – São Luís.
Arma Branca.
11
15.02.2015
Demerval Gleyson Pereira Pimenta
35 Anos
João de Deus – São Luís
Arma de Fogo
12
15.02.2015
Bruno Monteiro da Silva
28 Anos
Novo Horizonte – São Luís
Arma de Fogo
13
15.02.2015
Valdenilson Santos Sousa
26 Anos
Araçagi – São Paulo
Arma Branca
14
15.02.2015
Glaison Azevedo Lima
21 Anos
Vila dos Nobres - São Luís
Arma de Fogo
15
15.02.2015
Ronald François Wolbeek
60 Anos
Ponta D-Áreia – São Luís.
Arma de Fogo