quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

João Paulo Cunha é autorizado pelo STF a cumprir o restante de sua pena em prisão domiciliar


Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

O ex-deputado federal João Paulo Cunha, condenado a seis anos e quatro meses de prisão no processo do mensalão, poderá cumprir o restante da pena em casa. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou hoje (18) a progressão do regime.

Desde fevereiro do ano passado, João Paulo Cunha estava no regime semiaberto, que permite ao detento trabalhar durante o dia e passar as noites num centro de ressocialização. Condenado a pagar multa de cerca de R$ 536,4 mil por desvios de verbas publicitárias quando presidia a Câmara dos Deputados, entre 2003 e 2005, Cunha era o último integrante do núcleo político do mensalão que ainda não cumpria prisão domiciliar.

Por ter trabalhado na cadeia e cumprido um sexto da pena, Cunha pediu a migração para a prisão domiciliar. Para autorizar a progressão de regime, no entanto, Barroso exigiu o pagamento da multa por entender que o benefício só poderia ser concedido após o ressarcimento dos valores desviados.

Após a rejeição do pedido, no início de dezembro, Cunha chegou a pagar R$ 5 mil e propôs acordo com a Advocacia-Geral da União. A proposta foi recusada por Barroso. No início deste mês, a defesa do ex-deputado apresentou ao STF a Guia de Recolhimento da União que comprovava o depósito do valor restante: R$ 531.440,55.

“Os valores até aqui recolhidos, R$ 536.440,55, correspondem ao valor mínimo fixado pelo acórdão exequendo (em execução) para a reparação do dano causado pelo sentenciado, em decorrência do delito de peculato”, escreveu Barroso na decisão.

Quem são os brasileiros que guardam $20 bilhões no HSBC?

A nossa mídia é uma espécie de Estado Islâmico. Jornalista que foge à regra, tem sua cabeça cortada em frente às câmeras.
18/02/2015.
Do Cafezinho.

O escândalo do HSBC ou Swissleaks revela a hipocrisia abissal da nossa imprensa corporativa.
O caso traz o nome de milhares de indivíduos, muitos super-ricos, que escondiam fortunas no exterior, evitando o pagamento de impostos em seus países.
Para a nossa mídia, escândalos só tem importância se puderem ser usados como arma política para detonar o PT e o governo.
O Brasil é um dos países com maior número de pessoas envolvidas na evasão fiscal  e lavagem de dinheiro proporcionadas pelo HSBC, e até agora, à diferença de diversos outros países, onde o caso domina a agenda jornalística, nossos jornais vem abafando o caso.
O único grande órgão de imprensa a manter a guarda dos nomes  dos brasileiros envolvidos é o UOL, que já declarou que irá divulgar apenas se “houver interesse público”.
Em outras palavras, os nomes apenas serão divulgados se puderem ser usados para jogar lenha em algum escândalo da imprensa e incorporados a alguma narrativa midiática.
É o que fez Fernando Rodrigues, que divulgou apenas os nomes envolvidos no escândalo do HSBC que também constam no inquérito da operação Lava a Jato.
Com extraordinária submissão, Rodrigues garante que outros nomes não irão vazar, apesar de informar que, no caso do Brasil, “são 6.606 contas bancárias (que atendem a 8.667 clientes) e um valor movimentado/depositado (em 2006 e/ou 2007) de cerca de US$ 7 bilhões – o equivalente a cerca de R$ 20 bilhões, um montante próximo ao que o governo da presidente Dilma Rousseff precisa economizar em 2015 para fazer o ajuste fiscal do país.”
20 bilhões de reais!
Rodrigues admite que, na lista, há “empresários, banqueiros, artistas, esportistas, intelectuais”.
Onde estão esses nomes? Por que não revelá-los?
O caso poderia gerar a um debate sobre o crime que mais retira recursos da economia brasileira: a sonegação e a evasão fiscal.
Mas esses assuntos são evitados por nossa imprensa com um fervor religioso.
Recentemente, a organização Tax Justice divulgou duas notícias envolvendo o Brasil que foram completamente abafadas por nossa grande imprensa.
Primeiro, foi o ranking internacional dos países que mais detêm fortunas em paraísos fiscais. O Brasil está em quarto lugar, com nossos super-ricos guardando no exterior, ilegalmente, mais de R$ 1 trilhão.
Em seguida, a mesma ONG divulgou outro estudo, posicionando o Brasil em segundo lugar no ranking dos países com maior taxa de evasão fiscal do mundo, só perdendo para a Rússia. Sendo que, em valor total, o Brasil sonega 280 bilhões de dólares por ano, contra 211 bilhões da Rússia.
Em valor, o Brasil só perde para os EUA.
A evasão fiscal dos EUA foi estimada em 337 bilhões de dólares, mas isso corresponde a somente 2,3% do PIB de lá.
A nossa evasão fiscal corresponde a 13,4% do PIB!
O engraçado é que a mídia poderia, facilmente, usar essa informação para bater no governo, exigindo maior controle sobre o vazamento de nossas divisas.
Por que não o fez?
Porque essa é uma crítica que a mídia não quer fazer ao governo.
O Globo prefere (como volta a fazer hoje), naturalmente, defender o ajuste fiscal do Levy, que ao lado de corrigir algumas distorções, dá umas mordidas desnecessárias em direitos dos trabalhadores.
Imagina se o Globo vai defender que a busca do saneamento das contas públicas se dê pelo aumento de rigor sobre a evasão fiscal?
A nossa mídia prestou um silêncio obediente em relação ao escândalo de sonegação da Globo.
Foi um fenômeno incrível, mas que serviu maravilhosamente para iluminar a hipocrisia da nossa mídia.
O abafamento do escândalo revelou a existência de um cartel poderoso, encabeçado pela Globo, que exerce um controle absoluto sobre milhares de outras empresas de mídia.
Ninguém fala mal um do outro.
A nossa mídia é uma espécie de Estado Islâmico. Jornalista que foge à regra, tem sua cabeça cortada em frente às câmeras. Empresa afiliada ao cartel que divulga escândalo incômodo, perde contratos de publicidade.

Suiça - Escritórios do Banco HSBC são alvo de buscas.

Promotores públicos realizam ação após abertura de investigação contra a filial do banco no país, acusada de lavagem de dinheiro. Instituição teria ajudado clientes ricos a sonegar impostos em mais de duzentos países.
http://www.dw.de/escritorios-do-hsbc-na-suica-e-alvo-de-buscas/a-18265457?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf
Procuradores de Genebra realizaram buscas nos escritórios da filial suíça do banco HSBC nesta quarta-feira (18/02), após abrirem uma investigação contra a instituição. Segundo denúnciasreveladas na semana passada, o banco teria ajudado traficantes de drogas, negociantes de armas e celebridades a sonegar impostos.
Os procuradores afirmam que investigam o HSBC Private Bank (Suisse) por lavagem de dinheiro e que as investigações poderão ser estendidas a pessoas suspeitas de cometer ou participar de tais práticas. A investigação partiu de "recentes revelações públicas" sobre o banco, afirmam.
Segundo informações divulgadas na semana passada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICJ), o banco ocultou milhões de dólares ao ajudar clientes ricos a sonegar impostos.
A denúncia baseia-se em documentos vazados relativos ao período até 2007 e se refere a contas no valor de 100 bilhões de dólares de mais de cem mil pessoas e entidades legais em mais de duzentos países.
Um ex-funcionário do HSBC, Hervé Falciani, forneceu as informações para as autoridades tributárias francesas em 2008. A França compartilhou as informações com outros governos e iniciou investigações sobre o caso. O jornal francês Le Monde obteve uma versão dos dados e os entregou ao ICJ. Os documentos também foram analisados por 45 veículos de imprensa internacionais.
"Cooperamos ininterruptamente com as autoridades suíças desde que ficamos cientes sobro o roubo de dados em 2008, e continuamos a cooperar", afirmou a filial suíça do HSBC num comunicado emitido nesta quarta-feira.
O chefe da filial, Franco Morra, afirmou na semana passada que o banco havia encerrado as contas dos clientes que "não atingiam nossos altos padrões" e que as revelações serviam como alerta de que o antigo modelo de negócios dos bancos privados na Suíça não é mais aceitável.
RC/ap/dpa/rtr

Em Salvador, blocos chamam a atenção para o combate ao racismo.

Sayonara Moreno* - Repórter do Radiojornalismo Edição: Graça Adjuto.

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As bandas e os artistas que se apresentaram durante o carnaval de Salvador aproveitaram o espaço dos blocos e a visibilidade da festa para chamar a atenção dos foliões para temas voltados aos direitos humanos e à violência. Este ano, as denúncias foram sobre o racismo. A cidade atrai pessoas de diferentes partes do país e do mundo e, apesar de ter a maioria da população formada por negros, ainda enfrenta casos de discriminação.

Um deles ocorreu com o advogado e compositor do Olodum Leandro Oliveira. O texto que expressa o desabafo foi publicado em uma rede social pelo presidente do grupo, João Jorge Rodrigues. Segundo o texto, Oliveira teve dificuldades de entrar em um camarote, no circuito Barra-Ondina, apesar de estar vestido com a camisa do evento. O compositor relatou que os seguranças do local exigiram dele a apresentação do ingresso, enquanto a mesma abordagem não era feita a pessoas de pele clara. O radiojornalismo da Empresa Brasil de Comunicação(EBC) tentou entrar em contato com a equipe do camarote, mas não obteve resposta.

“Isso não tem o menor cabimento. Acho que é inconcebível hoje, na cidade mais importante de matrizes africanas nas Américas, acontecer esse tipo de coisa. Nós lamentamos profundamente que isso tenha ocorrido. Com certeza, a gente repudia veementemente qualquer tipo de ação discriminatória”, disse o vice-coordenador do carnaval de Salvador, Isaac Edington.

Durante as apresentações em um dos palcos, um bloco de raízes africanas, o Cortejo Afro fez um protesto. Representantes do grupo deitaram na avenida para lembrar o caso dos jovens mortos pela Polícia Militar no bairro do Cabula, no início do mês. Diante das manifestações, o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, disse que a Polícia Militar deve ser enérgica, já que houve troca de tiros entre os homens e a polícia. Segundo o secretário, os mortos eram suspeitos de planejar um assalto a banco.

O editor-chefe do blog Mídia Periférica, Enderson Araújo, criticou os oficiais e sofreu ameaças tendo, inclusive, que deixar Salvador. “Ele [o policial militar] parou e falou que era melhor eu parar de criticar quem realmente fazia a segurança na comunidade, senão eu iria ficar sem segurança. Foi isso que me deixou muito assustado”, disse em entrevista à equipe de radiojornalismo da EBC.

Segundo o blogueiro, o carnaval em Salvador é desigual. Por ser da periferia e não ter dinheiro para participar dos blocos, a juventude negra vai para a chamada pipoca, o lado de fora das cordas. “Na pipoca é que acontece tudo de ruim. Cordeiro que briga com folião, aí vem um policial – em sua maioria negros – e acaba batendo muitas vezes em pessoas inocentes.”

O caso do bairro do Cabula está sendo investigado pelo Ministério Público. Testemunhas afirmam que se trata de uma execução, já que os jovens estavam rendidos e desarmados no momento em que morreram. Para a vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra de Salvador, Vilma Reis, a população brasileira precisa se unir para combater esse tipo de ação. “Eu gostaria de pedir a todo o país que se encarregue de não deixar que essa seja uma luta exclusivamente do movimento negro, das organizações negras.”

*Colaborou Michèlle Canes, da Agência Brasil.

Em Palestra na UFAM Juiz Marlon Reis afirma ‘Temos a pior formação do Congresso da história’ ele foi quem idealizou a Lei da Ficha Limpa.

Juiz que milita no combate à corrupção eleitoral, Márlon Reis  defende mudança do sistema eleitoral por meio de uma reforma política de iniciativa popular e diz que o Congresso de hoje não é o rosto da sociedade.



Foto de Márlon Reis (Érica Melo).
Um dos idealizadores do projeto de iniciativa popular que resultou na Lei da Filha Limpa e militante do movimento em defesa da reforma política, o juiz Márlon Reis afirma que o Brasil pode ter eleito em 2014 o pior Congresso Nacional de sua história.
É por essa constatação que o magistrado do Maranhão se mantém nas fileiras de um exército silencioso de cidadãos engajados em reunir 1,5 milhão de assinaturas e enviar para o Congresso um projeto de lei com alterações nas regras eleitorais.
Em entrevista exclusiva ao jornal A CRÍTICA, Márlon defende que os congressistas, na sua maioria, são o espelho de tudo, menos da sociedade brasileira. Para ele, a principal regra que contribui para essa distorção é o financiamento privado de campanha.
 “Não é a expressão de grupos sociais que está representada no Congresso. Estão representadas no Congresso as megas empreiteiras”, afirma Márlon. A seguir, trechos da entrevista.
A sociedade está aberta a esse debate?
Totalmente. E as organizações da sociedade civil, que tem proximidade e podem dialogar, por representar diretamente essa sociedade, também estão abertas e mobilizadas.
Há resistência de algum setor?
Só não tem interesse aqueles que estão lucrando com isso a partir de desvios propiciados pelo sistema. É praticamente unânime na sociedade a necessidade de mudanças nas regras desse jogo. As eleições brasileiras estão sendo pautadas por regras que não servem ao Brasil, completamente antidemocráticas e que favorecem o abuso do poder econômico.
Quais regras precisam ser mudadas?
 A primeira é o financiamento de campanha. Não podemos ter campanhas financiada por empresas que lucram com contratos públicos ou com grandes empréstimos do BNDES. Da mesma forma não faz sentido que empreiteiras que contratam com municípios, governos e estados sejam as maiores financiadoras. Essa relação está completamente morta e é prejudicial ao País.
Há quem alegue que a proibição do financiamento privado de campanhas estimule o caixa dois. O senhor concorda?
Se essa afirmativa fosse verdadeira, ela partiria do pressuposto que nós não teríamos nenhum ou pouco caixa dois atualmente. Só que todos sabemos que o caixa dois é gigantesco. Ouvi de um parlamentar que a estimativa é a de que apenas 10% dos recursos de campanha são contabilizados. Só tem uma coisa para impedir a corrupção, a transparência e o controle. Permitir que a sociedade tenha acesso às contas de campanha para comparar com o que de fato o candidato está fazendo na rua e criar os mecanismos institucionais e sociais para isso ser combatido e obtido a responsabilização. Não há fórmula mágica. É transparência e controle.
Como o Congresso tem se posicionando nesse debate?
O Congresso está dividido por conta da existência de projetos que ganharam conotação partidária. Partidos como PMDB, PSDB e PT desenvolveram, cada um, sua própria tese sobre reforma política e não estão dispostos a dialogar uns com os outros. Acho que aí que a sociedade brasileira pode cumprir um papel histórico, agindo de forma independente e levar para o Congresso seu próprio projeto e convidar os partidos a dialogar. Acredito que esse impasse entre os partidos é a maior provocação para que a sociedade saia do marasmo e entre de cabeça na história da reforma política.
Trabalha-se com prazo para concluir a coleta de assinaturas e mandar o projeto para o Congresso?
Não temos prazo. Temos uma meta de alcançar 1,5 milhão de assinaturas, das quais já temos 600 mil, para cumprir o dispositivo constitucional que exige para as iniciativas populares de projeto de lei 1% das assinaturas dos eleitores. Atingindo essa meta levaremos o projeto ao Congresso.
Como o senhor avalia a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2014? Era isso que os senhores tinham em mente quando apresentaram o projeto?
Tivemos avanços. A lei é a mesma. Conta com o apoio das organizações que lutaram. A redação da lei foi aplaudida pelas organizações. Agora nós estamos numa guerra de interpretações. Tivemos retrocessos e avanços em 2014.
O que avançou?
O reconhecimento do TSE já no final das eleições de que os prefeitos ficam inelegíveis só pela decisão dos tribunais de contas. Não é necessária a decisão da câmara de vereadores. Por outro lado, houve algumas decepções, com caso de pessoas notoriamente envolvidas com as práticas mais abjetas e grosseiras de corrupção e que conseguiram escapar. Mas consideramos que isso faz parte das contradições de uma lei que já existe no marco legal e agora precisa ganhar a maioria entre os componentes do próprio poder Judiciário.
Como resolver esse nó das interpretações contraditórias da lei?
É uma questão cultural. Cada um tem um modo de ver. Há pouco o que fazer nessa matéria, a não ser persistir na pregação continua de que é preciso dar a lei da ficha limpa uma interpretação condizente com o que a sociedade quis quando se mobilizou para conquistá-la. Mas, nesse sentido, vejo que estamos caminhando.
Com base no que foi aplicado da lei em 2014, deu para perceber uma seleção melhor dos novos congressistas?
Olha, o fato de uma pessoa não ter condenações não é um atestado de honestidade. Nesse aspecto, a lei reduziu e muito o número de pessoas candidatas que têm pendências criminais nessas eleições. Houve uma redução de mais de 30% do número de políticos que respondem a processos, o que era superior a 70%. Mas isso, como disse, não significa a expedição do atestado de honestidade. Em contrapartida, entendo que temos a pior formação do Congresso, talvez da história.
Por quê?
Porque se trata de um Congresso que foi eleito quase que exclusivamente pelo abuso do poder econômico. Não temos mais líderes de opinião no Congresso Nacional. Não temos líderes de grupos, o voto de opinião. Não é a expressão de grupos sociais que está representada no Congresso. Estão representados no Congresso as megas empreiteiras, bancos e agora uma grande indústria do setor de comércio e exportação de carne (JBS). Os mega empresários de setores que contratam com o governo. Esse é o rosto do Congresso Nacional hoje.
Além do fim do financiamento privado das campanhas, que outras regras tornam a disputa eleitoral ainda mais desigual?
Por uma lado, se permite que cada partido lance um número imenso de candidatos. Duas vezes e meia o número total de cadeiras em disputa. O voto é transferido. Vota-se em um, mas o beneficiário será outro. Suponhamos que um partido conquista duas vagas numa Assembleia Legislativa: quem terão sido esses dois. A resposta é dada por pesquisadores da Unicamp, esses dois são os financiados pelas empreiteiras, pelos bancos. Por isso que o Congresso Nacional não é o espelho da sociedade brasileira. Por isso precisamos mudar isso. Veja que eu citei falha do sistema eleitora, que permite essa transferência de votos, quanto do financiamento. Quando você junta as duas temos o perfil dessas assembleias legislativas no Brasil.
O que vocês propõem?
Nós propomos uma votação em dois turnos. Primeiro para dizer em que partido quer votar, um voto ideológico. Com esse voto, se decide quantas cadeiras o partido terá. No segundo turno, ele volta para dizer quem deve preencher aquelas cadeiras. Com isso preservamos o direito do eleitor de dar a palavra final sobre os eleitos, mas nós agregamos o aspecto programático que falta. Hoje não há mais programas. Os candidatos são iguais no discurso.
O esquema descoberto pela operação Lava Jato é um exemplo de como as regras no financiamento de campanha precisam mudar?
Esse episódio é didático e mostra exatamente como o sistema funciona. Ele se reproduz para fora da Petrobras em muitos campos. No âmbito dos governos, dos municípios. Essa prática de trocar favores com financiadores de campanha para ter dinheiro disponível para ganhar mandato ela é uma pratica generalizada no nosso modo de proceder político. E o bom da operação Lava Jato é o quão didática ela é. Não faz sentido que alguém seriamente defenda o direito das empreiteiras de bancar eleições após a ocorrência da Lava Jato.
Perfil Márlon ReisIdade:45
Estudos: Bacharel em Direito. Pós-graduado em Gestão Pública. Diploma de Estudos Avançados em Sociologia Jurídica e Instituições Políticas pela Universidade de Zaragoza (Espanha). Cursa doutorado na Espanha.
Experiência: Juiz desde 1997. Em 2002, idealizou e fundou, juntamente com lideranças sociais, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

Maranhão - Em Lago da Pedra dois Policiais Militares foram feridos com golpes de gargalo de garrafa e uma viatura foi danificada.


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Por pouco o carnaval na cidade de Lago da Pedra não termina em tragédia. Naquela cidade  policiais militares foram hostilizados e dois soldados foram feridos pela multidão que brincava o carnaval na praça. 
A confusão teve inicio quando os policiais comandados pelo tenente PM Ibiapina foram até o local na madrugada de terça-feira, (17) e cumprindo  determinação do juiz da comarca pediram para encerrar a festa. 
Naquele momento o secretario de cultura do município Biné Carvalho pegou o microfone passou a insultar os policiais e  insuflar as pessoas contra os PMs. Houve tumulto e dois policiais foram feridos com golpes de gargalo de garrafa e a viatura foi danificada. 
O clima ficou tenso na cidade e para garantir a segurança foi enviado reforço policial da cidade de Timon. O  Secretário de Segurança Jefferson Portela, determinou a abertura de inquérito para apurar o caso.
Matéria transcrita do Blog do Silvan Alves. 

Rio de Janeiro - Ônibus sofre Acidente seguido de Incêndio deixando Oito Mortos em São Gonçalo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o ônibus bateu em um poste na Rua Dr. Getúlio Vargas, no bairro de Santa Catarina, e um transformador caiu sobre o coletivo, ocasionando um incêndio; o acidente ocorreu na manhã desta quarta-feira 18.
Foto - Brasil 247.
18 DE FEVEREIRO DE 2015 - Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil.
Oito pessoas morreram em um acidente de ônibus na manhã de hoje (18), em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o ônibus bateu em um poste na Rua Dr. Getúlio Vargas, no bairro de Santa Catarina, e um transformador caiu sobre o coletivo, ocasionando um incêndio.
Foto -  Brasil 247.
Cinco feridos foram encaminhados para o Hospital Estadual Alberto Torres, no município vizinho de Niterói. O ônibus da Autoviação Mauá operava a linha 532, que faz a ligação entre Alcântara, em São Gonçalo, e Niterói.