sábado, 4 de junho de 2016

Despachantes de veículos defendem clareza do Judiciário sobre o papel do conselho da categoria.

Coordenador da Frente, o deputado Cléber Verde (em pé) defende a regulamentação da profissão; proposta que trata do tema está em tramitação no Senado.
A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Despachantes e Documentalistas do Brasil se reuniu nesta quinta-feira (2) para apresentar sua agenda legislativa.
O despachante documentalista é responsável por dar mais agilidade a processos junto aos Detrans e outros órgãos municipais, estaduais e federais, como Ibama, Incra e Receita Federal.
Durante o encontro, o ponto central trazido pelos representantes dos despachantes foi a necessidade de o Judiciário ter clareza quanto ao entendimento da personalidade jurídica do conselho da categoria.
“Existe uma dança de decisões conflitantes, o que prejudica muito a harmonia entre os despachantes documentalistas e os órgãos dos municípios, dos estados e do governo federal”, explicou o procurador jurídico do Conselho Federal dos Despachantes Documentalistas, David Leal Diniz.
Regulamentação da profissão
Uma das prioridades da Frente é trabalhar pela aprovação de projetos de interesse da categoria, entre eles o Projeto de Lei 292/14, em tramitação no Senado, que regulamenta a profissão de Despachante Documentalista.

A profissão foi regulamentada em 2002, mas, em razão de vetos, segundo o presidente da Frente, deputado Cleber Verde (PRB-MA), a lei não contempla na sua totalidade as necessidades desses profissionais e impede que os conselhos realizem a fiscalização.
“Entendemos que tem várias atividades que podem ser desempenhadas e desenvolvidas, intermediadas por esses despachantes, desde que haja uma regulamentação e, especialmente, um apoio dos órgãos para que essa atividade continue a exercer tão bem a sua profissão e apoiando, como sempre faz, a sociedade e o cidadão”, disse Cleber Verde.
Dia nacional
Integrantes da Frente também defendem o Projeto de Lei 6239/09, do ex-deputado Ratinho Junior, que estabelece a responsabilidade dos órgãos executivos de trânsito para credenciar ou nomear os despachantes de trânsito. Essa proposta foi aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, mas foi arquivada ao fim da legislatura passada.

Também defendem o Projeto de Lei 773/07, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que institui o Dia Nacional do Despachante Documentalista. Essa proposta já foi aprovada pela Câmara e aguarda votação pelo Senado.
A Frente em Defesa dos Despachantes e Documentalistas do Brasil foi lançada em março deste ano e é formada por 198 deputados e 4 senadores.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Da Redação – NA

Link - http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/509925.html A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

Justiça manda arquivar investigação da PF contra professora estrangeira da UFMG.


Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil.

A Justiça Federal, em Belo Horizonte (MG), determinou o arquivamento do inquérito instaurado pela Polícia Federal (PF) contra a professora Maria Rosaria Barbato, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De nacionalidade italiana e residente no Brasil há oito anos, a professora era acusada de militância em partidos políticos e participação em atividades partidárias e sindicais, o que, para a PF, violaria a Lei 6.815/1980, conhecida como Estatuto do Estrangeiro.

Contudo, ao acatar o pedido de habeas corpus impetrado pelo Ministério Público Federal (MPF), o juiz Murilo Fernandes de Almeida, titular da 9ª Vara Federal, em Belo Horizonte, entendeu que "o respeito devido à dignidade de todos os homens não se excepciona pelo fator meramente circunstancial da nacionalidade”. Para o magistrado, as vedações impostas aos estrangeiros pela Lei 6.815 não foram recepcionadas pela Constituição Federal de 1988.

“O pluralismo político assegura ao indivíduo a liberdade para se autodeterminar e levar a sua vida como bem lhe aprouver, imune à intromissão de terceiros, sejam elas provenientes do Estado ou mesmo de particulares. Assim, embora a Constituição brasileira utilize a expressão pluralismo, agregando-lhe o adjetivo político, o que, à primeira vista, poderia sugerir tratar-se de um fundamento que se refere apenas a questões políticas ou ideológicas, certo é que sua abrangência é muito maior, significando pluralismo na polis, ou seja, um direito fundamental à diferença em todos os âmbitos e expressões da convivência humana”, afirmou Almeida.

Na sentença, proferida na última terça-feira (31) e divulgada hoje (3), o magistrado considerou que a liberdade de expressão, também consagrada na Constituição, "permite a qualquer pessoa manifestar o que pensa, vedando apenas que o faça sob o manto do anonimato”.

No dia 3 de maio,  Maria Rosaria, professora concursada da UFMG, onde ministra aulas de Direito do Trabalho e de Introdução ao Estudo do Direito, foi alvo da PF, a partir de denúncia anônima segundo a qual a professora estaria envolvida com militância de partidos políticos e participando de atividades sindicais.

No dia 16 de maio, o Ministério Público Federal impetrou habeas corpus questionando a ação da PF. No dia seguinte, o juiz da 9ª Vara Federal concedeu liminar suspendendo o trâmite do inquérito, bem como o depoimento que Maria Rosaria teria que prestar à PF.

Após obter as informações da delegada responsável pela investigação, o magistrado determinou o encerramento do caso. Na sentença, o juiz considerou a ação policial “manifestamente abusiva" e "claramente contrário à ordem jurídica, que veda expressamente o anonimato porque, além de ofender a dignidade da pessoa humana, permite, ainda, a prática do denuncismo inescrupuloso", ao lembrar que o inquérito foi originado de uma representação anônima.

Edição: Stênio Ribeiro

OCUPAMinC RESPONDE AO SUBPREFEITO DO CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS.

Artistas, estudantes, professores, professoras e ativistas que fazem parte do movimento OcupaMinc em São Luís divulgaram carta em resposta a uma postagem (veja fotos abaixo) do subprefeito do Centro Histórico de São Luís, Fabio Henrique Farias Carvalho, em uma rede social

O OcupaMinc é um movimento nacional de denúncia do golpe político-jurídico-midiático no Brasil e resultou na ocupação de vários prédios públicos, especialmente os equipamentos culturais. Em São Luís, a ocupação alcançou a sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


Incomodado com a mobilização, o subprefeito disse, em sua conta no Facebook, que o prédio do Iphan está "invadido" e recomenda o uso da força policial para evacuar o espaço. "A #Polícia Federal - #Ministério Público Federal - #Judiciário Federal precisam acabar com essa ocupação patrocinada por meia dúzia de pessoas que infelizmente estão agindo de maneira inconsequente, atingindo de forma negativa um bem tombado como Patrimônio da Humanidade e seus documentos", sugeriu Fabio Carvalho.

O subprefeito acusou os ocupantes de uso indevido das instalações do Iphan e insistiu na repressão com o objetivo de retirar os ocupantes do prédio.

A resposta do OcupaMinc foi imediata e colocou o subprefeito no seu devido lugar. Leia na íntegra a carta:

CARTA AO SR. “SUBPREFEITO” FÁBIO HENRIQUE FARIAS

O OcupaMinC-MA está ocupando o prédio do IPHAN sim. O prédio está ocupado por artistas, professores, educadores, produtores culturais e sociedade civil em geral que está engajada na resistência contra um governo golpista, fascista, ilegítimo que, em poucos dias, usurpou inúmeros direitos sociais conquistados nas últimas décadas.

A idéia é acionar o Ministério Público Federal? Ótimo! Então por que não ir mais além e acioná-lo para uma intervenção/inspeção sobre a transparência pública do repasse dos 133 milhões de reais disponibilizados para o Maranhão do PAC Cidades Históricas, que desde 2012 tem seu processo empacado com a desculpa da crise econômica? Ora, por favor, essa ocupação não se dá apenas no Maranhão, mas em todo o território nacional e tem se fortalecido ainda mais diante da podridão da política institucional estourada por todo o país.

O senhor [subprefeito do Centro Histórico de São Luís, Fabio Henrique Farias Carvalhoé um dos responsáveis pela situação de abandono em que se encontra o Centro Histórico, por ser incapaz de articular políticas que respeitem a diversidade humana e revitalizem esse setor nuclear da história da cidade, especialmente para as camadas da população que precisam de políticas públicas para ter acesso à cultura.

Vale ressaltar que estamos há 13 dias ocupando (e não 20!). E em 13 dias já realizamos 02 vistorias: a primeira com o Superintendente Alfredo Alves Costa Neto e os ocupantes, e a segunda (solicitada pela ocupação) com a presença do defensor público federal Yuri Costa, onde catalogamos e interditamos todas as áreas com documentos patrimoniais. 

As áreas de uso da ocupação foram determinadas em comum acordo com o Superintendente e o Defensor Público, como banheiro e cozinha (até porque são necessidades básicas de seres humanos), corredores e salas de reunião, além do hall principal de entrada, onde acontecem as plenárias, as aulas públicas da Universidade Federal do Maranhão, da Universidade Estadual do Maranhão, Instituto Federal do Maranhão e debates atuais como: a Assembléia das Mulheres contra a cultura de estupro, o Encontro de povos de Terreiros, Movimento em Defesa da Ilha e inúmeros debates sobre a situação do Cajueiro e RESEX de Tauá Mirim, que está ameaçado pela construção de um porto privado.

Nós sim entendemos a importância da preservação do patrimônio histórico, e temos dado um excelente uso ao prédio: com aulas públicas com professores universitários, oficinas de formação, rodas de debates, exibição de filmes e uma programação cultural pública e gratuita no Centro Histórico, que está abandonado e depredrado, e por isso mesmo inseguro. Estamos revitalizando o espaço com atividades socioculturais e um intenso fluxo de pessoas ávidas por mais transparência e participação popular numa democracia radical.

Temos construído um novo fazer artístico, autônomo e independente das verbas públicas tão mendigadas por nós, demonstrando que é possível sim fazer uma cultura engajada quando se tem a participação de artistas renomados e novos talentos que a todo instante emergem da Ilha Rebelde. 

Meia dúzia de pessoas? Quem já passou pela ocupação e sabe contar, percebe que o número de ocupantes é muito maior. Nos dedicamos diariamente a organizar comissões de limpeza, alimentação, infraestrutura e segurança para cuidar do espaço no qual, pessoas e coletivos inteligentes têm se encontrado para utilizá-lo de forma criativa e, claro, responsável. 

Diante da imprudência do senhor de se pronunciar publicamente espalhando desinformação acerca do OcupaMinC-MA SEM NUNCA TER VINDO NOS VISITAR, o convidamos a comparecer na ocupação PARA UMA RETRATAÇÃO.

#OcupaMinCMA #OcupaMinc #OcupareResistir #ocupatudo 

#NãoÉSóPeloMinC

sexta-feira, 3 de junho de 2016

UFMA terá monitoramento da Polícia Militar para aumentar a segurança na Cidade Universitária.

Ações estão em estudo estratégico pela PM e UFMA, com acompanhamento do Ministério Público.

SÃO LUÍS – A reitora Nair Portela recebeu, nesta quinta-feira, 02, a procuradora da República, Talita de Oliveira, e oficiais da Polícia Militar para discutirem a implantação de novas ações de reforço da segurança da Cidade Universitária. 
A comitiva aproveitou para realizar uma visita de reconhecimento ao Campus e identificar as áreas de vulnerabilidade que terão maior atenção no monitoramento externo e interno, em parceria com a equipe de segurança da UFMA.

Atualmente, as ações são estudadas estrategicamente pela Polícia Militar e Universidade Federal do Maranhão, de modo a atender a comunidade universitária, com acompanhamento do Ministério Público Federal. A equipe percorreu as instalações da Cidade Universitária, contornou todo o muro de 4.600 metros de extensão e conheceu o sistema de segurança da UFMA, um dos mais modernos entre instituições de ensino superior do Maranhão. O sistema conta com 172 câmeras de ponta, com rotação em 360º e zoom em até 32x. As gravações das câmeras de videomonitoramento funcionam 24 horas por dia e ficam armazenadas por até 30 dias.
O prefeito de Campus, Guilherme Abreu, enfatizou que a Polícia Militar e UFMA trabalham para que as ações sejam iniciadas em até 30 dias, com a implantação de uma sala de acompanhamento permanente da PM. “Esta visita é muito importante para que a polícia identifique os pontos mais vulneráveis e  projete a atuação na universidade”, disse.

A reitora Nair Portela manifestou sua satisfação pela parceria que contribuirá com a segurança da Cidade Universitária. “A ação conjunta vai auxiliar a universidade quanto ao combate de furtos e roubos, garantindo muito mais segurança para comunidade”, destacou.
Para o tenente coronel Egídio Soares, a visita foi fundamental para que a PM pudesse conhecer os locais que deverão ter segurança mais efetiva. “Para que nós possamos atuar no Campus, temos que conhecer a área, perceber os locais de maior vulnerabilidade para então agir com mais intensidade nestes pontos”, acrescentou.
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Quer ver uma iniciativa bacana do seu curso divulgada na página oficial da UFMA? Envie informações à Ascom por WhatsApp (98) 98408-8434.
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Revisão: Patrícia Santos


Lugar: Cidade Universitária Dom Delgado
Fonte: Luciano Santos
Última alteração em: 03/06/2016 11:45

Garoto de 10 anos morre em troca de tiros com a Polícia Militar, outro menor de 11 anos foi apreendido, eram suspeitos de furtarem um carro

Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil
Um menino de 10 anos morreu na noite de ontem (2) baleado por policiais militares, na Vila Andrade, zona Sul da cidade de São Paulo. 
De acordo com nota da Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele e outra criança de 11 anos teriam furtado um carro de um condomínio na região do Morumbi. Policiais perceberam a ação e saíram em perseguição ao veículo, um Daihatsu Terios.

De acordo com relato dos policiais, durante a fuga, o menino que estava ao volante bateu contra um ônibus e um caminhão. Ao receberem ordem para parar, eles teriam feito três disparos de uma arma calibre 38 contra os policiais. Os PMs teriam então revidado, atingindo e matando o garoto de 10 anos, na rua José Ramon Urtiza.

Para o Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado (MPE), Clilton Guimarães, o caso levanta algumas indagações como, por exemplo, uma análise mais meticulosa sobre a atuação dos policiais diante de dois meninos, para avaliar se havia outra conduta possível a fim de evitar a morte do garoto.

Na avaliação dele, com base na hipótese de que os meninos estavam envolvidos em atos infracionais, fica evidente que há falhas por parte do poder público na questão social: “quando você vê uma criança e um adolescente envolvidos desde tão cedo com a criminalidade ficam denunciadas algumas omissões importantes do estado que se ausenta de políticas para o atendimento familiar”, apontou.

A criança de 11 anos que estava no veículo foi encaminhada para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). No local e acompanhado de sua mãe, ele relatou ao delegado que o outro menino atirou duas vezes contra os policiais e que, depois de bater o carro, disparou novamente, pouco antes de ser atingido e morrer.

Na nota, a Secretaria informa também que avisou o Conselho Tutelar e a Vara da Infância e da Juventude sobre o caso e que foi instaurado um inquérito de Morte Decorrente de Oposição à Intervenção Policial pelo DHPP. As armas dos policiais bem como a que estava em poder do menor foram apreendidas para perícia. Também foi aberto inquérito administrativo na Corregedoria da PM que acompanhará as investigações.

Edição: Denise Griesinger

A lei da ficha limpa fazendo aniversário em boa hora (por Jacques Távora Alfonsin).

Dia 04 deste mês de junho, a lei complementar à Constituição Federal nº 135, mais conhecida como lei da ficha limpa, completa cinco anos. Quando a nação inteira sofre os efeitos de uma escandalosa sucessão de notícias relacionadas com todo o tipo de prática criminosa praticada por agentes políticos, em co-autoria, ou não, com os seus partidos, os méritos dessa lei merecem cuidadoso exame crítico.
Desde a sua motivação e origem, sua aplicação, a oportunidade por ela aberta para uma tão sonhada quanto urgente reforma política, favorece a formação de uma consciência popular mobilizada em defesa de uma desejada limpeza ética dos mandatos políticos outorgados pelo povo.
Já sobre sua motivação e origem se encontra uma das verdades mais constrangedoras do poder político institucionalizado publicamente e mais demonstrativas do erro comum das elites em atribuir ao povo incapacidade cívica para agir em defesa dos seus direitos, sua dignidade e cidadania, permanentemente postas sob risco pelo exercício imoral de mandatos que ele outorga.
A lei 135 é das poucas de iniciativa popular que chegaram a ser promulgadas e está em vigência. Típica do chamado “direito achado na rua”, sua existência, validade e eficácia não partiram de nenhum poder público constituído. Partiu do povo organizado, do poder instituinte desse sujeito coletivo de direito, fazendo prevalecer sua vontade contrária às históricas apropriações do poder pelo poder, do que parasita o Estado para preservar privilégios, garantir sua permanência nas próximas eleições, elaborar leis classistas emanadas de interesses necessitados de aparência moral, mas de fundo opressor e excludente.
É uma lei visivelmente preocupada com a ética pública, pretende evitar o pernicioso vício do poder do dinheiro para comprar autoridades, viciar licitações, disfarçar formas de licença para ampliar negócios tendentes a explorar o trabalho alheio, depredar o meio ambiente, matar a terra, facilitar a usura, impedir qualquer mudança suficiente para  desmascarar  projetos de consequências prejudiciais para a população pobre e miserável.
Como bem refere a sua ementa, ela visa “proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato.” Para tanto, modificou a lei complementar 64 de 1990, entre outras disposições, nas do seu artigo primeiro, inciso i. Na letra e) desse inciso, por exemplo, verifica-se a possibilidade de alguém ficar inelegível nas seguinte hipóteses: A letra e, do inciso I, de seu primeiro artigo, por exemplo, diz que ficam inelegíveis os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes:
— contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público;
— contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência;
— contra o meio ambiente e a saúde pública;
— eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade;
— de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública;
— de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores;
— de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos;
— de redução à condição análoga à de escravo;
— contra a vida e a dignidade sexual; e
— praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando.
A ausência de caráter de agentes políticas/os, ultimamente revelada em gravações telefônicas, adverte a sociedade, outra vez, sobre o extremo cuidado a ser tomado com quem ela elege, seja pela esquerda, seja pela direita. Três falhas desse caráter, pelo menos, os casos de inelegibilidade, impostos pela lei de ficha limpa deixam claras: infidelidade aos fins buscados por toda a eleição, desvelando uma distorção solerte dos objetivos da própria democracia e da Republica; exercício do mandato em benefício próprio e criminosa fraude praticada contra as/os eleitoras/es.
Seja no ambiente administrativo interno de cada um dos Poderes Públicos, com suas sindicâncias, comissões de inquérito, modalidades diversas de investigação de ilícitos, seja no Poder Judiciário, o devido processo legal também pode ser fonte de resultados pífios como ocorre comumente pela impunidade de crimes praticados por gente que engana o povo.  Como toda a lei, a da ficha limpa não está livre disso. Também tem sua vigência e seus prometidos efeitos saneadores da política, em defesa da ética privada e pública, criticada ora por suas penas não serem suficientemente saneadoras, ora por serem demasiadamente rigorosas, mas muito mais pelos paradigmas hermenêuticos da sua interpretação, ainda fiéis, mesmo quando não o reconhecem, à cultura tradicional da licença, do jeito, da conveniência em se safar do aperto pela decretação da “falta de provas”, ainda que essas sejam até de domínio público.
O defeito não está nessa lei, então, e sim no parâmetro inspirador da sua aplicação. Entram em cena influente, em muitos casos, as mentiras proclamadas como verdades de uma e de outra das posições em conflito, particularmente quando envolvem disputa partidária, durante crises como essa atualmente sofrida pelo país, ou em véspera de eleições. A reforma política tem tanta dificuldade em ser implementada no Brasil, por mais que isso nos envergonhe, pelo fato de aquelas mentiras, travestidas de verdade, serem muito convenientes, tanto às campanhas eleitorais dos partidos como à parte da mídia que os apoia.
Uma vacina contra tal vício ainda não apareceu ao nível da infalibilidade.  Uma delas, porém, parece acessível a qualquer do povo: analisar de quem parte a publicidade sobre a versão de um mérito pessoal ou coletivo qualquer, alardeado como verdadeiro e que prestação de serviço tal fonte prestou efetivamente à sociedade como um todo. Se essa versão estiver mais preocupada com a sustentação da ideologia ou do partido e seu/sua candidata/o ou eleita/o, as vítimas das suas mentiras de hoje serão aclamadas amanhã como mártires das verdades que as desvelaram.
Esse foi um trabalho que as Comissões de verdade, por mais poderoso fosse o empenho em atrapalhá-las, conseguiram, ainda que parcialmente, cumprir aqui no nosso país.  Um/a prisioneiro/a político de ontem, vítima de todo o tipo de mentira passada como verdade, pode ser a/o presidente da república de hoje. Mandela, na África do Sul, Václav Havel na República Federativa Tcheca e Eslovaquia,  Michele Bachelet no Chile, dão prova disso, mesmo que tais lembranças sejam tão incômodas para vários grupos moralistas de hoje, auto proclamados  como os únicos fiéis à verdade, reconhecerem sua semelhança com o que está acontecendo no Brasil.
Prosseguir-se divulgando que a mudança de governo era necessária para eliminar de vez a corrupção política está se constituindo no melhor modo de preservá-la.
.oOo.
Jacques Távora Alfonsin é Procurador do Estado aposentado, Mestre em Direito pela Unisinos, advogado e assessor jurídico de movimentos populares.

São Luís - Sindicato dos Professores realiza protesto contra a insensibilidade de Edvaldo Holanda em negociar o reajuste salarial da categoria.


Nesta manhã dezenas de professores munidos de faixas, cartazes e apitos fizeram uma caminhada pela avenida beira mar, com o propósito de chamar a atenção da população para a grave crise que a educação de São Luís enfrenta, tendo percorrido um longo trecho da Avenida Beira Mar, passando em frente ao prédio da Câmara de Vereadores de São Luís, onde foram feitos discursos pelos manifestantes cobrando a adesão dos vereadores a causa da educação.



Após a parada em frente a Câmara de Vereadores,  a manifestação seguiu para a frente da Prefeitura de São Luís, em mais uma tentativa de sensibilizar o chefe do Executivo Municipal em negociar com  a categoria.

Texto Francisco Barros.

LEIA MAIS: Professores iniciam greve após o Prefeito de São Luís Edivaldo Holanda, se negar a pagar o reajuste salarial determinado por lei. http://www.atual7.com/noticias/politica/2016/05/calote-de-edivaldo-deixa-85-mil-alunos-sem-aula-por-tempo-indeterminado/