sábado, 3 de agosto de 2013

História de Zumbi dos Palmares ganha nova cronologia.

Da Agência Fapesp

Por Frances Jones.

Agência FAPESP – Em 1678, o então rei dos Palmares firmou um acordo de paz com o governador de Pernambuco, a autoridade máxima sobre um território que englobava os atuais estados da Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, além de Pernambucano.

Zumbi

A negociação durou alguns meses e envolveu intérpretes, envio de embaixadas, presentes e libertação de prisioneiros. De um lado, Ganazumba (ou Gangazumba), tio de Zumbi, séculos depois apontado como símbolo da resistência contra a escravidão; de outro, dom Pedro de Almeida, governador prestes a voltar para Portugal.

Até agora pouco estudado e comentado pela historiografia, o episódio vem ganhando contornos mais definidos sob a luz de documentos originais, boa parte deles inéditos. 

O material, manuscrito, inclui cartas, despachos de conselheiros do regente português, crônicas e até rascunhos encontrados em Portugal pela historiadora Silvia Hunold Lara, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em pesquisa realizada no âmbito do Projeto Temático“Trabalhadores no Brasil: identidades, direitos e política (séculos XVII a XX)”.

A documentação tem permitido que Lara e outros historiadores tracem uma nova cronologia sobre Palmares. “Em geral, a historiografia periodizou a história palmarina a partir das guerras feitas contra eles. Procuro me concentrar na formação dos mocambos [os assentamentos de fugitivos] e entender como eles se organizavam em termos políticos e militares”, disse Lara à Agência FAPESP.

“A década de 1670 é importante porque marca o reconhecimento por parte das autoridades portuguesas e coloniais desse sobado (estado africano) em Palmares. Os termos do acordo negociado em 1678 constituem a maior evidência disso”, disse a historiadora.

Em seus estudos, Lara retoma teses de uma vertente da historiografia que dá ênfase às raízes africanas de Palmares, na qual se incluem os brasileiros Nina Rodrigues (1862-1906) e Edison Carneiro (1912-1972) e os norte-americanos Raymond Kent (1929-2008), Stuart B. Schwartz e John Thornton.

De acordo com Lara, um documento-chave para entender Palmares é uma crônica anônima, com data atribuída a 1678, escrita logo depois do acordo de paz selado entre Ganazumba e o governo de Pernambuco, quando d. Pedro de Almeida volta a Portugal e vai mostrar seus feitos às autoridades portuguesas.

“É uma crônica extensa, que faz uma história de Palmares, desde o seu início até 1678. Dá nome aos mocambos, descreve as relações entre os chefes militares e os chefes dos mocambos, conta as expedições feitas e equipara a uma conquista militar a vitória [parcial] obtida em 1677 por uma expedição que destrói os mocambos e está na origem do acordo de paz”, disse.

O grande ponto, segundo a professora titular do Departamento de História da Unicamp, é que essa crônica sempre havia sido lida pelos estudiosos a partir de uma publicação na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1859 – feita quase 200 anos após ser redigida.

“As pessoas não viram o original, que estava perdido nos arquivos. Quando você olha o original, pode ver que houve transcrições incorretas”, disse Lara. Um bom exemplo é o dos nomes das lideranças palmarinas e dos principais mocambos ali descritos – com diferenças em relação aos consagrados pela historiografia.

“A maior parte de quem lidou com Palmares trabalhou com uma documentação impressa. E quem transcreveu e publicou fez uma seleção. Ao ir às fontes e aos arquivos, localizei uma quantidade muito grande de fontes ao redor desses documentos transcritos, muitas nunca publicadas”, disse.

Os achados estavam no Arquivo Histórico Ultramarino e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, e na biblioteca pública da cidade de Évora, interior de Portugal.

Saindo da trilha dos Imbangala
Lara também parte de um trabalho publicado em 2007 por Thornton e pela historiadora Linda Heywood, da Boston University, nos Estados Unidos, sobre a história das guerras na África Central para estudar quem eram os africanos escravizados e trazidos para o Brasil que fugiram e acabaram se organizando em agrupamentos em vários pontos de uma extensa região nordestina ao norte do Rio São Francisco, caracterizada por matas de palmeiras.

“Hoje conseguimos saber com um pouco mais de precisão quem eram as pessoas trazidas para cá: muito provavelmente eram falantes de kimbundu, língua africana da região do então reino de Ndongo, que ocupava o que hoje é uma região de Angola”, disse.

Dos vários assentamentos de fugitivos – todos conhecidos nessa época como palmares –, um deles em especial se consolidou durante o período da ocupação holandesa (entre 1630 e 1654), formando uma rede de mocambos que se tornou conhecida depois como Palmares. Nove mocambos chegaram a abrigar no total cerca de 11 mil habitantes, de acordo com algumas fontes.

“Todo mundo diz quilombo dos palmares, mas a palavra ‘quilombo’ é empregada deslocadamente nesse contexto e é anacrônica para designar Palmares. A palavra empregada naquele período para designar ‘assentamentos de fugitivos’ é mocambo”, afirmou Lara.

Segundo a historiadora, “kilombo” é uma palavra africana que significa “acampamento de guerra”, usada pelos grupos nômades guerreiros Imbangala, da África Central. Historiadores como o norte-americano Stuart Schwartz, da Yale University, consideraram que a formação dos quilombos nas Américas estava relacionada a esses acampamentos guerreiros – daí a origem do termo.

“Mas acho que essa não é uma matriz da formação dos assentamentos dos fugitivos no Brasil. Os kilombos Imbangala tinham rituais específicos, com morte de crianças, serragem de dentes e canibalismo. Como eram nômades, não tinham uma ligação territorial nem as linhagens que davam a legitimidade do poder, diferentemente do que ocorreu nos mocambos do interior de Pernambuco, onde se formou um reino linhageiro”, disse Lara.

Os mocambos se organizavam segundo uma gramática política centro-africana, explicou a pesquisadora. Como nos sobados centro-africanos (os potentados locais da África), os chefes políticos dos mocambos do Nordeste mantinham relações de parentesco entre si e todos estavam subordinados a Ganazumba, conhecido como rei dos Palmares. “Esse sobado que se formou no interior de Pernambuco foi reconhecido pelas autoridades coloniais como um poder político independente, com o qual se podia negociar”, disse.

Mudança para Cucaú
A pesquisadora conta que a ideia de as autoridades coloniais fazerem acordos com fugitivos sempre existiu – e não apenas no Brasil. O de 1678, porém, foi o que mais progrediu. Boa parte dos habitantes dos mocambos de Palmares mudou-se para uma aldeia criada especialmente para recebê-los, Cucaú, e eles foram considerados livres.

A paz, no entanto, não durou mais do que dois anos. Uma parte dos mocambos, liderada por Zumbi, rejeitou o acordo e ficou em Palmares. Seguidores de Ganazumba, como seu irmão Ganazona, participaram de buscas para trazer os que haviam permanecido no mato. Ganazumba termina assassinado e Cucaú, destruída, provavelmente por tropas coloniais. As pessoas que moravam lá voltaram à condição de escravos.

“A história contada até hoje sobre Palmares é uma história militante e toda ela converge para o enaltecimento da figura de Zumbi como a grande liderança que jamais se curvou e resistiu à escravidão até ser morto em 1695; as pessoas reiteram e usaram a mesma documentação para dizer mais ou menos a mesma coisa”, ressaltou Lara. “Essa história passa muito rápido pelo acordo de paz. Tão rápido que os termos do acordo nunca foram publicados nas coletâneas de documentos feitas sobre Palmares.”

Interessada em discutir as formas de dominação nesse período e o modo como africanos e indígenas lidaram com o domínio colonial, Lara recupera de todas as formas o acordo. “A história de Palmares, da maneira como a estamos estudando, ajuda a entender como a dominação colonial foi enfrentada e modificada pela ação dos índios e dos africanos na África e no Brasil.”

Com o auxílio do Projeto Temático FAPESP, Lara e sua equipe montaram uma base de dados sobre Palmares, organizada de forma a ser disponibilizada para consulta pública on-line. 

Cerca de 2 mil documentos foram digitalizados e aos poucos estão sendo transcritos. “Espero que, dentro de dois anos, tudo esteja aberto para o público”, disse.

Diversos bolsistas também produziram trabalhos relacionados à produção da base de dados. Um deles foi a monografia de graduação "Guerras contra Palmares: um estudo das expedições realizadas entre 1654 e 1695", de Laura Peraza Mendes, que ganhou prêmio de melhor monografia de graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp em 2011.

Mendes defenderá sua dissertação de mestrado, que contou com Bolsa FAPESP (www.bv.fapesp.br/pt/bolsas/127403/as-expedicoes-contra-os-mocambos-de-palmares-e-os-dilemas-do-governo-colonial-em-pernambuco-1654-169), em agosto de 2013.

Lara agora trabalha para transformar em livro a tese  “Palmares & Cucaú: o aprendizado da dominação”, com a qual se tornou professora titular.

Maranhão - Carro derruba portão de presidio e presos fogem em São Luís.

Cerca de nove presos fugiram de forma espetacular por volta das 7h30, deste sábado (3), do Centro de Triagem em Pedrinhas.

De acordo com as primeiras informações, um homem que aguardava o inicio da visita no presidio, junto com familiares dos presos, entrou num Corsa Clasic, de cor branca, e em alta velocidade de ré derrubou o portão de acesso ao CDP (Centro de Detenção Provisória), em seguida os presos fugiram.

O veiculo usado para derrubar o portão foi táxi roubado, outro carro deu apoio e foi usado para dar fuga para os presos. 

O bloco onde se encontravam os presos fujões esta em reforma, o que facilitou a ação considerada coisa de cinema.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Marina Silva é o atraso do Brasil financiado por banqueiros.

[*] Laerte Braga
Marina Silva ( por Daniel Costa de Souza)
O último evento promovido por Marina Silva teve o patrocínio de uma das acionistas do banco Itaú (conseguiu o segundo lugar no recorde da história de lucros de bancos em toda a história no primeiro semestre deste ano). Marina, há dias, defendeu a “cura gay” do deputado Marcos Feliciano.
O fato de ser evangélica em si não significa nada. Os conceitos evangélicos significam retrocesso e volta do Brasil a era medieval, além das bandalheiras conhecidas dos principais lideres das igrejas neopentecostais.
Marina Silva é a candidata da direita raivosa, Aécio foi para o brejo.
Marechal Henrique
Teixeira Lott
Na campanha eleitoral de 1960, em vários pronunciamentos, o marechal Henrique Teixeira Lott advertiu que uma eventual vitória de Jânio Quadros levaria o País ao caos. Não deu outra.
Marina repete a história como farsa.
Marina a “boazinha”.
O discurso ecológico, o chamado desenvolvimento sustentável, no Brasil e em boa parte do mundo são pretextos para a avalancha predadora do capitalismo.
Grandes grupos econômicos que atuam e devastam a Amazônia financiam Marina. 
A grande mídia começa a se voltar para sua candidatura. A mídia que controla a comunicação no País é instrumento dos grupos que detêm a maioria das ações do Brasil. Latifundiários, banqueiros e grandes empresários.
Boa parte deles já começa a entender que a candidatura Aécio é fadada ao fracasso e que o PSDB traz consigo o estigma de partido privatista, isso num momento que os brasileiros começam a ir às ruas protestar contra o atual estado de coisas.

                                  Aécio = fracasso                      Marina = atraso                           
Se Dilma, para alguns, está aquém da expectativa, Marina é o desastre absoluto e serve à direita mais radical e perigosa do País, a mesma que financiou 1964, o golpe comandado pelos “morte-americanos”.
O episódio de uma geógrafa presa sem motivo no Rio e o fato de O GLOBO, uma semana depois, ter revelado que seu marido trabalha para ABIN (Agência Brasileira de Informações), antigo SNI, é a clara opção por tentar fazer voltar as políticas privatistas de FHC e fechar escritura do Brasil, integrando-o ao Plano Grande Colômbia. O projeto “morte-americano” para a América do Sul.
Plínio de Arruda
Sampaio
Plínio de Arruda Sampaio foi quem mostrou um perfil correto para Marina Silva, num debate nas eleições de 2010. Ao ouvir as críticas da candidata ao governo Lula perguntou-lhe “mas por que você não pediu demissão antes, só agora para ser candidata?”.
O falso progressismo de Marina Silva apenas disfarça o caráter retrógado de seus pensamentos políticos. De seus projetos e compromissos de quem vai mandar no Brasil,
Não seria surpresa Marco Feliciano como Ministro da Cultura, ou um Ministério a ser criado, o da Fé. Ou pior, o país deixar de ser uma república laica...
Nessa medida a reação católica com a visita do papa cumpre papel importante.
Somos um estado laico e estado laico significa que todos têm direito a professar sua fé livremente. Com Marina não. O avanço evangélico sobre a Constituição do Brasil vai ser devastador. Inclusive nos Poderes Legislativo (já é, via bancada evangélica) e Judiciário. Edir Macedo acaba nomeado Ministro da Fazenda, ainda mais agora que é banqueiro.
Há um risco ameaçando o País. Tem um nome. Marina Silva. Como os agentes infiltrados, vem disfarçado de “Marina a boazinha”.
João Sem Terra
É a rainha má trazendo a maçã envenenada.
E o príncipe não vai salvar ninguém... Só com luta popular para evitar que tenhamos torneios de cavaleiros como na época de João Sem Terra.
Os sem terra continuarão assim: SEM TERRA!
Os lucros do Itaú vão disparar (ainda mais!) e os outros bancos virão atrás, é lógico. Essa gente não perde o caminho do neoliberalismo, pouco importam as consequências; desde que mantido o modelo atual.
Marina, a “boazinha”. Quem disse que “boazinha” não pode significar trevas?
_______________________
[*] Laerte Braga é jornalista, trabalhou no Diário Mercantil e no Diário da Tarde de Juiz de Fora, para os Diários Associados e pela agência Meridional (primeira grande agência de notícias do Brasil) e também dos Diários e Emissoras Associadas, tendo sido correspondente do Estado de Minas de Juiz de Fora e Zona da Mata, e também trabalhou como freelancer para revistas e jornais do Brasil e de outros países. Laerte escreve sazonalmente para a redecastorphoto. Eventualmente colabora com a redecastorphoto.

Link desta matéria: http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2013/08/marina-silva-e-o-atraso-do-brasil.html

Minas Gerais possui o menor IDHM da região Sudeste.

Comparando-se com todas as unidades da Federação, o Estado está com o nono melhor índice, entre as 200 cidades com melhor IDMH, 13 são mineiros.

Minas Gerais é o Estado com o menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da região Sudeste do país. 

O atlas publicado nessa segunda-feira (29) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (Pnud) leva em consideração quesitos como a expectativa de vida, a educação e a renda mensal per capita. 

O indicador é uma nota que varia de 0 a 1, e a melhor cidade é aquela que se aproxima ao número 1.

Enquanto Minas apresentou, em 2000, o IDHM de 0,624, ficando na oitava posição no país, segundo dados da Fundação João Pinheiro, em 2010, esse número subiu para 0,731, mas inferior ao de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Comparando-se com todas as unidades da Federação, o Estado está com o nono melhor índice.

No total, foram avaliados todos os 5.565 municípios do país. Após dez anos, as duas primeiras posições da lista de melhores cidades continuam inalteradas: São Caetano do Sul (SP), com IDHM de 0,862, seguida por Águas de São Pedro, também em São Paulo, com 0,854. 

A primeira cidade mineira a aparecer na lista das melhores do Brasil é Nova Lima, na região metropolitana da capital, em 17º lugar.

Entre as 200 cidades com melhor IDMH, 13 são mineiras. Já no que diz respeito às cidades menos desenvolvidas, São João das Missões, no Norte do Estado, se destaca, sendo a pior cidade da região Sudeste. 
 
No Brasil, em último lugar no índice de desenvolvimento está Melgaço, no Pará, com IDHM de 0,418, ou seja, um indicador considerado muito baixo.
 
Levando em conta o índice nacional, o Brasil cresceu 47,5% nos últimos 20 anos, alcançando, em 2010, IDHM de 0,727. 
 
Isso mudou a avaliação do desenvolvimento do país de muito baixo, em 1991, para alto, em 2010. As informações são do O TEMPO Online.
 

Lei Rouanet. Empresária denuncia esquema de fraude da cantora Claudia Leitte

Foto: Caio Duran / Ag.News. Claudia Leite



Hoje, a cantora Claudia Leitte grava, em grande estilo, em Recife, seu terceiro DVD ao vivo. 

Por trás da superprodução montada na moderna Arena Pernambuco está uma série de credores que reclamam o pagamento de dívidas da empresa da cantora. 

Agora, um deles resolveu vir a público para fazer uma denúncia: a existência de um esquema para receber do Governo Federal a autorização para captação de verbas através da Lei Rouanet. 

Sueli Dias, dona da empresa TeleEventos, que tem sede em São Paulo, fez uma consulta e descobriu que Claudia Leitte possui oito empresas com diferentes CNPJs, inclusive algumas abertas junto com a mãe. 

Em quase todas, constataram-se notificações de débitos. 

Na época da consulta, a única empresa da cantora que estava “limpa” era a recém-criada 2Ts Entretenimento, que conseguiu autorização do Ministério da Cultura no início do ano para a captação de R$ 5,8 milhões pela Lei Rouanet, de incentivo à cultura. 

O Governo Federal só permite que empresas com nome “limpo” possam captar recursos na área cultural. 

Para ver o outro lado desta matéria continue lendo aqui: http://blogs.odia.ig.com.br/leodias/author/leodias/.

Link desta matéria: 

Presidenta Dilma sanciona, Lei Anticorrupção.

Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil.

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff sancionou, com vetos, a  Lei Anticorrupção, que responsabiliza administrativa e civilmente empresas que cometem crimes contra a administração pública e prevê novas punições. A lei e a mensagem de vetos serão publicadas na edição de amanhã (2) do Diário Oficial da União.


Aprovada pelo Senado no começo de julho, a lei prevê punição, em outras esferas além da judicial, de empresas que corrompam agentes públicos, fraudem licitações e contratos ou dificultem atividade de investigação ou fiscalização de órgãos públicos, entre outros ilícitos.


Dilma fez três vetos ao texto, segundo informações da Controladoria-Geral da União (CGU). No primeiro veto, a presidenta retirou do texto o trecho que limitava o valor da multa aplicada às empresas ao valor do contrato. Fica mantida a redação que prevê a aplicação de multa de até 20% do faturamento bruto da empresa, ou até R$60 milhões, quando esse cálculo não for possível.


No segundo veto, o governo retirou da lei o trecho que tratava da necessidade de comprovação de culpa ou dolo para aplicar sanção à empresa. Segundo a CGU, diante do dano aos cofres públicos, não será necessário comprovar que houve intenção dos donos da empresa em cometer as irregularidades.


Dilma também vetou o inciso segundo o qual a atuação de um servidor público no caso de corrupção seria um atenuante para a empresa.


De acordo com a CGU, com a nova lei, na esfera judicial, poderá ser decretado perdimento de bens, suspensão de atividades e dissolução compulsória, além da proibição de recebimento de incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos ou entidades públicas e de instituições financeiras públicas ou controladas pelo poder público, por determinado prazo. As penas administrativas serão aplicadas pela CGU ou pelo ministro de cada área.


A Lei Anticorrupção também prevê tratamento diferenciado entre empresas negligentes no combate à corrupção e as que se esforçam para evitar e coibir ilícitos. Empresas que possuem políticas internas de auditoria, aplicação de códigos de ética e conduta e incentivos a denúncias de irregularidades poderão ter as penas atenuadas.


A nova lei determina ainda a desconsideração da personalidade jurídica de empresas que receberam sanções, mas tentam fechar novos contratos com a administração pública por meio de novas empresas criadas por sócios ou laranjas.  

Edição: Fábio Massalli
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir o material é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Mato Grosso do Sul - Pai espanca e ameaça matar o filho por ser gay.

Um pecuarista foi indiciado por tortura e injúria por agredir o filho e ameaçar arrastá-lo na rua em Três Lagoas (MS), a 310 quilômetros da capital. 

Segundo a denúncia feita à Polícia Civil na última segunda-feira pela mãe do adolescente de 16 anos, o garoto foi espancado por ser homossexual.

“Ninguém pode ser discriminado por sua opção sexual, a qual deve ser respeitada por todos”, conclui o delegado Paulo Henrique Rosseto de Souza, titular da 1ª Delegacia de Polícia do município.

De acordo com a mãe, o pecuarista agrediu fisicamente e tentou trancar o filho em um quarto, sem energia elétrica, durante a madrugada.

“Ele bateu na cara do menino, derrubou ele no chão, montou em cima e continuou dando socos e tapas em seu rosto e humilhando, dizendo que gay tem que apanhar mesmo, que é lixo, vagabundo”, relatou a mãe.

Para cessar as agressões, os irmãos e mãe levaram a vítima para a casa da avó. O pai foi ao local, jogou novamente o filho no chão e começou a agredi-lo com socos e pontapés. “Bateu a cabeça do menino no chão e dizia que estava ‘endemoniado’ e que iria tirar o capeta dele na unha”, contou a mãe à polícia.

O garoto foi levado para o hospital pelo próprio pai após as agressões. No caminho, ameaçou matar o filho caso não mudasse a opção sexual. 

Segundo testemunhas, o pecuarista amarrou uma corda na perna do adolescente e ameaçou jogá-lo para fora do carro e arrastá-lo na rua.

INFORMAÇÃO PORTAL TERRA 

Link: http://www.gazetadailha.com.br/2013/08/01/pai-espanca-e-ameaca-matar-o-filho-por-ser-gay/