por Leandro Fortes, no Facebook
Estou compartilhando essa informação porque ela passou a circular
pelo noticiário de internet, inclusive na Agência Estado, mas o único
que se dignou a me ouvir foi Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada.
Para início de conversa, jamais me referi a depoimento algum do
advogado Ruy Cruvinel à PF, nem muito menos acordei, um dia, e decidi
que iria inventar essa personagem de nome exótico e transformá-la no
algoz do senador Demóstenes Torres, essa figura impoluta do DEM de
Goiás.
TODAS as informações que estão na minha matéria foram retiradas das
mais de mil páginas do relatório da Polícia Federal referente à
Operação Monte Carlo, de 29 de fevereiro. Nela, foi preso o delegado da
PF Deuselino Valadares, acusado de passar informações sigilosas sobre
operações policiais para a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Pois bem, este mesmo delegado Deuselino, também feliz proprietário
de um Nextel registrado em Miami, foi coptado pela quadrilha porque, em
2006, levantou as primeiras informações sobre a estrutura da
quadrilha, justamente, a partir do advogado Ruy Cruvinel. Ele produziu
três relatórios, com nomes, quantidades de máquinas caça-níqueis,
bingos e valores. Nos relatórios, ele relata que Cruvinel tentou
suborná-lo com 200 mil reais e convencê-lo a montar um negócio paralelo
ao de Cachoeira. Nestes relatórios é que Deuselino estipula em 30% a
parte de Demóstenes no esquema de Cachoeira. Repito: trata-se de autos
de um inquérito policial produzido pela Superintendência da PF de
Brasília. Documentos oficiais, registrados em cartório judicial e em
papel timbrado.
O fato é que o mau hábito de boa parte dos jornalistas brasileiros
de, nos últimos anos, publicar matérias sem lastro de provas materiais
gerou, por sua vez, essa possibilidade de as fontes redarguirem sem
nenhum escrúpulo a uma informação jornalística baseada na verdade
factual. O fazem por orientação de advogados, na esperança de intimidar
o denunciante, mandar recados para eventuais comparsa de crimes e, no
limite, prestar conta para familiares, vizinhos e colegas de trabalho.
Em breve, provavelmente pelo site da CartaCapital,
irei disponibilizar a íntegra desses documentos para que, ao invés de
se submeterem a esse joguinho calhorda de notas à imprensa e notinhas
maldosas em sites e blogs ressentidos, os leitores possam tirar as
próprias conclusões e se informar de forma honesta e transparente.
*****
A nota a que refere Leandro Fortes é esta assinada pelo advogado Ruy Cruvinel Neto:
Manifesto minha indignação em relação as mentiras divulgadas na matéria da Revista Carta Capital.
Nunca fui preso nem tive cassino, muito
menos “estourado” em operação policial. E não fiz nenhuma declaração
acusando o Senador Demostenes Torres de qualquer ligação e muito menos
participação em atividade ilícita com quem quer que seja. Não conheço
o Senador Demostenes Torres e nunca estive pessoalmente com ele.
Desafio quem quer que seja a apresentar
algum documento comprovando que fui preso ou prestei declarações
acusando o Senador Demostenes Torres de participação em atividade
ilícita exercida pelo sr. Carlos Augusto Ramos, mais conhecido como
Carlinhos Cachoeira, ou por quem que seja.
Goiânia, 24 de março de 2012.
Fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/leandro-fortes-todas-as-informacoes-da-minha-materia-foram-retiradas-do-relatorio-da-pf.html
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