quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Presidente Dilma, desapropria 14 fazendas no Maranhão para a Reforma agrária.

Ao todo foram desapropriadas 60 fazendas em todo o território nacional. O objetivo é assentar 2.739 famílias sem-terra; área total soma mais de 112 mil hectares.


QUADRO COM RELAÇÃO DAS TERRAS DESAPROPRIADAS PELO INCRA, NO ULTIMO DIA 23 DE DEZEMBRO DE 2011, NO MARANHÃO.


RELAÇÃO DOS IMOVEIS DESAPROPRIADOS PELO INCRA.

ITEM
NOME DA FAZENDA DESAPROPRIADA
MUNICIPIO
TAMANHO DA AREA EM HECTARES.
01
Fazenda Bebedouro.
Urbano Santos
1.359
02
Fazenda Santo Antonio
São Benedito do Rio Preto
1.310
03
Sitio Lagoa ou Lagoa do Carrapato
Brejo
1.599
04
Fazenda Boa Esperança, São Braz e Arrupiado.
Coelho Neto e Chapadinha
3.352
05
Fazenda Alegre
Codó
3.901
06
Fazenda Santa Emilia, em Cocalzinho e Barra de Areia.
São Benedito do Rio Preto
6.807
07
Fazenda Riachão ou Penteado.
Vargem Grande
1.654
08
Fazenda Guarimã,
Chapadinha
944
09
Fazenda Boa Hora de Baixo, Boa Hora de Cima e Campestre.
Alto Alegre do Maranhão
1.470
10
Fazenda Vista Verde.
São Benedito do Rio Preto
1.421
11
Fazenda Santa Maria
Lago Verde
1.687
12
Fazenda PAVI I e II.
Vargem Grande
4.542
13
Fazenda São Luís ou Picos.
São Benedito do Rio Preto.
1.429
14
Fazenda Olho D’agua, Bom Princípio e Boa Vista.
São Benedito do Rio Preto.
1.680
TOTAL DE HECTARES DE TERRA DESAPROPRIADOS PARA A REFORMA AGRÁRIA.
33.155

O governo publicou na edição desta segunda-feira (26) do Diário Oficial da União decretos de desapropriação de terras para fins de reforma agrária.

No total, são 60 fazendas em 13 Estados, somando uma área de 112,8 mil hectares para assentamento de 2.739 famílias sem-terra.

A avaliação para as desapropriações e assentamentos foi feita conjuntamente ao longo de 2011 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).


A formatação dos 48 decretos está baseada em três critérios básicos. 


O primeiro prevê que o valor das fazendas a serem desapropriadas obedeçam a uma média histórica dentro da área onde estão situadas.

O segundo define que cada área tenha capacidade de assentar um mínimo de 15 famílias. 

O terceiro critério trata da localização: as áreas têm de estar próximas de estradas e em locais de fácil ingresso de políticas públicas para benefício das famílias assentadas.

Os Estados de Minas Gerais, da Bahia, do Ceará e Maranhão estão entre os que mais concentram imóveis rurais para desapropriação.

De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a partir da publicação dos decretos, o primeiro passo é a procuradoria do Incra requerer à Justiça Federal o ajuizamento das desapropriações.


MATÉRIA ESCRITA COM DADOS COMPLEMENTARES DA Agência Brasil.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

GUERRA DO IRAQUE MAQUIADA

Ramzy Baroud

Por Ramzy Baroud, no “Counterpunch”. Traduzido pelo “pessoal da Vila Vudu

MORAL VICTORY AND SELECTIVE BODY COUNTS: EMBELLING THE IRAQ WAR

Alguém deveria informar aos produtores e distribuidores de noticiário que os cerca de 4.500 soldados norte-americanos mortos na guerra do Iraque não são as únicas vítimas a lamentar. Morreram, também, centenas de milhares de iraquianos, resultado da tresloucada invasão norte-americana, e muitos mais foram feridos e/ou mutilados para sempre.

Somente os mortos americanos são computados e reverenciados
Não fosse a ação alucinada do ex-presidente George W Bush e seu bando de neoconservadores, é alta a probabilidade de que essas vítimas da guerra do Iraque ainda estivessem vivas hoje. O Iraque foi destruído várias, várias vezes, por mistura bizarra de ambição evangélica, mania de fazer-se ver como ‘mocinho’ de filme de caubói e desejo patológico de “garantir a segurança de Israel” [além da motivação principal: apropriação da produção e exportação do petróleo iraquiano].

Matéria curta, exibida pela rede WTKR, afiliada da rede CBS de televisão em Virgínia, citada em matéria do “Los Angeles Times Online” dia 16 de dezembro, mostrava uma bandeira dos EUA sendo hasteada numa pequena base militar em Bagdá. Na cerimônia, o secretário de Defesa Leon E. Panetta reiterou os sacrifícios dos EUA e tentou apresentar sob a luz de alguma racionalidade uma das guerras mais destrutivas na memória recente do mundo. Vários outros noticiários também declararam terminada a guerra do Iraque, embora alguns manifestassem dúvidas sobre se os iraquianos – apresentados como historicamente, se não geneticamente, “violentos” – conseguirão administrar a própria vida, agora que os EUA davam por encerrada sua intervenção “humanitária”.

Numa revisão rápida dos fatos: Estimativa publicada em “The Lancet” informou que, entre março de 2003 e junho de 2006, 601.027 iraquianos sofreram morte violenta. Levantamento feito por “Opinion Research Business”, fixou em 1,03 milhão o número de mortos na guerra do Iraque, de março de 2003 a agosto de 2007. “WikiLeaks” publicou declaração em que se lia que “dentre os quase 400 mil documentos secretos dos EUA sobre a guerra do Iraque que divulgamos, vários documentos comprovam que os EUA sabem que morreram pelo menos 15 mil iraquianos a mais do que antes supunham”. Isso, além das centenas de milhares de iraquianos mortos ao longo da década de sítio que os EUA impuseram ao Iraque, e as centenas de milhares que foram mortos durante a primeira guerra do Iraque, entre 1990-91.

Bagdad sob ataque da USAF (bombardeio para gerarchoque e pavor”)

À parte os números, a imprensa-empresa em todo o mundo está hoje dedicada a reescrever os parâmetros da discussão, numa operação de omissão, apagamento e o mais escancarado racismo.

Tome-se, por exemplo, o artigo de Loren Thompson na revista “Forbes”. Thompson entende que a guerra foi erro – não por causa das mentiras, da imoralidade ou da ilegalidade – mas, exclusivamente, pelos muitos erros cometidos envolvendo recursos, indecisão, falta de objetividade, ou por causa do sectarismo dos iraquianos, ou por causa da inconsistência das decisões militares e outras causas desse tipo. Apesar desses erros, “nossas intenções eram boas” – garante Thompson [1].

Para evitar que alguém o tomasse por “esquerdista imbecil antiguerra” – que é como a imprensa-empresa de direita apresenta qualquer um que se oponha por qualquer motivo às guerras dos EUA – Thomson faz um comentário interessante:

O que os políticos e a maioria dos eleitores nos EUA já sabem hoje é que o Iraque, em primeiro lugar, nem deveria ser país; tentar fazer a democracia funcionar lá sempre foi, mesmo, missão sem futuro”.

Esse tipo de intransigência, de falta de decência democrática (destruir um país soberano e, para justificar a destruição, negar-lhe o direito de algum dia ter existido) – eco perfeito do que Israel diz sobre o que faz na Palestina – é traço sempre presente em todos os veículos da grande imprensa-empresa nos EUA, dessa vez nas representações que oferecem da Guerra do Iraque.

Em artigo no “Los Angeles Times” de 15/12, David S. Cloud e David Zucchino reconhecem, embora atrasados, que iraquianos foram mortos. Mas citam o menor número de mortos que encontraram (do website Iraqi Body Count), e recorreram a generalizações tão vagas, que acabam por culpar os iraquianos por todas as violências: “Sem os EUA, caberá aos iraquianos controlar a violência endêmica naquele país”. [2]

Sim, “endêmica” – uma endemia de violência: violência que seria “natural ou característica de povo ou local específicos”, como diz o dicionário. Se os iraquianos são naturalmente “violentos”, violentos por causa de sua cultura, de sua religião, ou mesmo que fossem geneticamente violentos... por que o número de mortos cresceu tanto, no Iraque, a partir de março de 2003, data da invasão norte-americana? Quem tomou a decisão de ir à guerra, tornando a violência “endêmica” no Iraque? Com certeza, não foram os iraquianos.

Tampouco foram os iraquianos os culpados por ressemear sementes dos conflitos sectários. Estimular a violência sectária também foi estratégia para redefinir o papel dos militares no Iraque: pararam de ter de encontrar armas de destruição em massa (que jamais existiram) e puseram-se a combater o terrorismo e, simultaneamente, jogavam gasolina no fogo da violência sectária.

Em termos militares crus, é possível que a guerra do Iraque esteja acabada, mas no que tenha a ver com o povo do Iraque, a guerra continua. O “experimento”, iniciado há nove anos com bombardeio para gerar “choque e pavor”, reaparecerá nas futuras políticas dos EUA. Toda a região foi convertida em espinha dorsal de um Império norte-americano que enfrenta a decadência.

Em seu influente livro “A Doutrina do Choque - a Ascensão do Capitalismo de Desastre”, Naomi Klein mostrou como a guerra do Iraque foi concebida como modelo para todo o Oriente Médio. Foi um teste, cujo sucesso influenciaria a geopolítica de toda a região. No capítulo intitulado “Apagar o Iraque: À procura de um modelo para o Oriente Médio”, Klein expõe a tentativa de destruir e, em seguida, ressuscitar o país, de modo a que passasse a caber melhor na forma que mais interessava aos que provocaram a destruição. A autora conclui assim a Parte 5 do livro: “De fato, no final, a guerra do Iraque criou um modelo econômico: o modelo da guerra e da reconstrução privatizadas – modelo que rapidamente se tornou produto de exportação.”

Em artigo para “FoxNews Online”, sob o título “Iraque: vitória ou derrota?”, Oliver North não perde tempo com tentar mostrar-se isento, nem com manifestar qualquer simpatia aos iraquianos. “Quem venceu a guerra?” – pergunta ele. “Essa é fácil: os soldados, marinheiros, pilotos, policiais e Marines dos EUA e o povo dos EUA, cujos filhos e filhas serviram no Iraque”. [3]

Foi esse tipo de patriotismo irracionalista, esse fanatismo de torcedor de futebol, que tornou a guerra possível. E continuará a facilitar guerras futuras, que serão apresentadas ao “público interno” e, daí, ao mundo, como mais vitórias falsas.

Quanto aos milhões de norte-americanos (e muitas outras pessoas, nos EUA e em todo o mundo), gente que valentemente, corajosamente, se opôs à guerra e continua a opor-se.

Se os EUA contam com reconquistar um átomo de credibilidade em todo o mundo, que parem de pensar a guerra como mera oportunidade estratégica. A guerra é brutal e desumana. É caríssima, em vários planos de valor e em vários sentidos. E suas consequências terríveis persistem ao longo de várias gerações – como o futuro do Iraque comprovará, sem dúvida e muito infelizmente.”

NOTAS DOS TRADUTORES

[1] 15/12/2011, “Iraq: The Biggest Mistake In American Military History”, Forbes (em inglês).

[2] 15/12/2011, Los Angeles Times, “Final U.S. troops roll out of Iraq” (em inglês).

[3] 16/12/2011, Oliver North, “Iraq: Victory or Defeat?” (em inglês).

FONTE: escrito por Ramzy Baroud, no “Counterpunch”. Traduzido pelo “pessoal da Vila Vudu”. Transcrito no blog “redecastorphoto”  (http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/12/guerra-do-iraque-maquiada.html). [imagem do Google, legendas e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].

Para barrar haitianos, Brasil tenta acordos com serviços secretos.

Agência Brasileira de Inteligência e Polícia Federal acionam parceiros de países da 'rota haitiana' para tentar conter imigração ilegal.

Rota é operada por 'coiotes' que cobram dois mil dólares por pessoa e já exploram imigrantes árabes e asiáticos. 

'É preciso encontrar solução urgente', diz presidente do comitê de refugiados.

BRASÍLIA - A Agência Brasileira de Informação (Abin) e a Polícia Federal (PF) estão buscando a cooperação de serviços secretos de outros países latinoamericanos para tentar desbaratar a quadrilha responsável por facilitar a entrada ilegal de haitianos no país, por meio da fronteira com a Bolívia e com o Peru. 

Mapa dp Haiti
“Temos que acabar com o tráfego de pessoas e impedir que a atuação criminosa dos 'coiotes' se estabeleça na região”, diz a coordenadora-geral da Secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucionais do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, Mírian Medeiros da Silva.

'Coiotes' são os operadores da rota de imigração ilegal do Haiti para o Brasil. O principal roteiro deles passa pela República Dominicana, vizinha do Haiti, e atravessa Equador, Peru e Bolívia, até chegar ao Brasil.

De acordo com Miriam, os 'coiotes' cobram, em média, dois mil dólares dos imigrantes ilegais, que se submetem às condições mais precárias possíveis durante a viagem e a estadia nos países vizinhos.

Brasileia - Imigrantes Haitianos.

“Relatos de haitianos que chegam ao país revelam que eles são agredidos e extorquidos no trajeto até aqui, principalmente na Bolívia. Por isso, o Brasil se torna o paraíso, com seu povo extremamente acolhedor”, diz o senador Aníbal Diniz (PT-AC).

De acordo com o ministério das Relações Exteriores, a atuação dos 'coiotes' é facilitada, principalmente, porque, ao contrário do Brasil, os países das paradas anteriores não exigem visto de entrada para haitianos. A exceção é a República Dominicana que tem deportado os haitianos que entram ilegalmente no país.

“Desde fevereiro, estamos tentando solucionar o problema. Tivemos conversas promissoras com o Peru, que chegou a se comprometer a cobrar o visto, mas o Equador se nega a cobrar visto de qualquer imigrante”, esclarece o diretor do Departamento de Imigração do ministério, Rodrigo do Amaral Souza.

Fronteira aberta
O secretário-executivo do Ministério de Justiça e presidente do Comitê Nacional para Refugiados, Luiz Paulo Teles Barreto, acrescenta que os membros da quadrilha são os mesmo coiotes que ganham a vida levando latinoamericanos para os Estados Unidos, em condições tão precárias que, algumas vezes, acabam morrendo.

Barreto alerta que, além dos haitianos, eles têm oferecidos os serviços para outros estrangeiros que almejam entrar no país, como asiáticos e árabes. “Com o crescimento da economia brasileira, os coiotes estão explorando essa nova rota de tráfego de pessoas. É preciso encontrar uma solução urgente para o problema”, diz ele.

Exemplo é o crescimento da exportação da carne brasileira para países árabes, que exigem que o abate de animais se dê dentro das normas estabelecidas pelo Islã. “Com isso, muitos afegãos e paquistaneses estão vindo trabalhar no Brasil e, muitas vezes, só querem o visto quando já entraram e já estão empregados”, conta o secretário-executivo.

Ajuda humanitária
A imigração ilegal de haitianos foi tema de uma audiência pública no Senado na última semana de trabalho dos parlamentares antes as férias. No debate, o senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) defendeu que o país empreenda seus esforços para que, no futuro, também não precise fazer controle das fronteiras. “Se temos mobilidade para mercadorias, por que não podemos ter para as pessoas?”, questionou.

Já o senador Jorge Vianna (PT-AC), cujo irmão, Tião Viana, é governador do Acre, sugeriu que o governo brasileiro institua uma política para receber entre 10 e 30 mil haitianos, pela porta da frente do país, legalmente, sem estimular a atuação criminosa dos coiotes, e garantindo a segurança dessa população. “Seria um grande gesto humanitário”, defendeu.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) propôs a revisão imediata da Lei de Imigração, para torná-la mais atual e, com isso, facilitar a entrada de vítimas de catástrofes naturais ou econômicas, como é o caso dos haitianos, de forma legal no país. “Os latinos vem para o Brasil, hoje, como os africanos vão para a Europa, buscar uma vida melhor”, comparou. 

Reportagem de Najla Passos.
Matéria copiada:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id= 19282

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Novo Salário Minimo sai a regulamentação. DECRETO Nº 7.655, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2011.

Vigência
Regulamenta a Lei no 12.382, de 25 de fevereiro de 2011, que dispõe sobre o valor do salário mínimo e a sua política de valorização de longo prazo. 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 3o da Lei no 12.382, de 25 de fevereiro de 2011, 
DECRETA: 
Art. 1o  A partir de 1o de janeiro de 2012, o salário mínimo será de R$ 622,00 (seiscentos e vinte e dois reais). 
Parágrafo único.  Em virtude do disposto no caput, o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 20,73 (vinte reais e setenta e três centavos) e o valor horário, a R$ 2,83 (dois reais e oitenta e três centavos).  
Art. 2o  Este Decreto entra em vigor no dia 1o de janeiro de 2012. 
Brasília, 23 de dezembro de 2011; 190o da Independência e 123o da República. 
DILMA ROUSSEFF
Guido Mantega
Paulo Roberto dos Santos Pinto
Miriam Belchior
Garibaldi Alves Filho

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7655.htm#art2
Este texto não substitui o publicado no DOU de 26.12.2011

Brasil supera Reino Unido e se torna 6ª maior economia, diz entidade.

O Brasil deve superar o Reino Unido e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês) publicadas na imprensa britânica nesta segunda-feira.

Segundo a consultoria britânica especializada em análises econômicas, a queda do Reino Unido no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.


O jornal "The Guardian" atribui a perda de posição à crise bancária de 2008 e à crise econômica que persiste em contraste com o boom vivido no Brasil na rabeira das exportações para a China.
 

O "Daily Mail", outro jornal que destaca o assunto nesta segunda-feira, diz que o Reino Unido foi "deposta" pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.

Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao "futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global" com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.
 
Um artigo que acompanha a reportagem do Daily Mail, ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no Carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.

"O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado", conclui o artigo intitulado "Esqueça a União Europeia... aqui é onde o futuro realmente está".

A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo "Guardian", que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos.

"A única compensação (...) é que a França vai cair em velocidade maior". De acordo com o jornal, Sarkozy ainda se gaba da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás do tradicional rival Reino Unido.


O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site This is Money intitulada: "Economia britânica deve superar francesa em cinco anos".

Matéria copiada: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/12/26/brasil-supera-reino-unido-e-se-torna-6-maior-economia-diz-entidade.jhtm

domingo, 25 de dezembro de 2011

Poemas de Drummond

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Receita de Ano Novo !

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegrama?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

.....................................2012.............................................

Passagem do Ano.

O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia
e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.

O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus…

Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.

O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de kant e da poesia,
todos eles… e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gesto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.

..................................................2012..........................................

MÃOS DADAS.

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos,
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Matéria copiada: http://espacoacademico.wordpress.com/2011/12/24/poemas-de-carlos-drummond-de-andrade/

'Oásis' global, Brasil 'importa' mais e 'exporta' menos trabalhadores

Retomada do crescimento e resistência contra crise global de 2008 e à volta dela em 2011 invertem fluxo de pessoas que cruzam fronteiras do país. Número de brasileiros no exterior cai pela metade e o de imigrantes, sobe 50%. Portugueses e espanhóis em fuga de Europa decadente se destacam. Imigração ilegal também avança.

BRASÍLIA - Houve um tempo em que os jovens brasileiros, pressionados pela falta de oportunidades no país, sonhavam em ganhar a vida nos Estados Unidos, mesmo que, para isso, precisassem arriscar a própria vida para cruzar, ilegalmente, a fronteira da maior economia do mundo.

Hoje, essa é uma realidade cada vez mais distante. O crescimento econômico brasileiro, a crise internacional que assola a Europa e castiga até mesmo os Estados Unidos, além dos recentes desastres naturais no Japão, inverteram as estatísticas migratórias.

Há seis anos, quatro milhões de brasileiros viviam no exterior, conforme estimativa do Departamento de Estrangeiros da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça. Hoje, acredita-se que esse número tenha caído pela metade.

Dados do Banco Central apontam que o envio ao país de dólares mandados por brasileiros que vivem no exterior foi reduzido em cerca de 10% de 2009 para 2010.

Em contrapartida, o número de estrangeiros que escolhem o Brasil aumentou cerca de 50% de 2010 para cá. Segundo o Departamento de Estrangeiros, até junho de 2011, eram 1,466 milhão de estrangeiros vivendo regularmente no país, enquanto em dezembro de 2010, era 961 mil.

Os estrangeiros que chegam ao Brasil atraídos pelas notícias sobre a boa fase da economia brasileira são, principalmente, portugueses e espanhóis bem qualificados profissionalmente, que deixam a crise das economias europeias para contribuir com o desenvolvimento brasileiro.

Mas cresce também o número de estrangeiros que, pelos mesmos motivos, entram ilegalmente no país, em busca de emprego. Eles vêm da Bolívia, do Paraguai e, em condições mais precárias, do Haiti.

Do ano passado pra cá, os portugueses aumentaram de 276.703 para 328.856 e, os espanhóis, de 58.505 para 59.322. Segundo secretário-executivo do Ministério da Justiça e presidente do Comitê Nacional para Refugiados (Conare), Luiz Paulo Teles Barreto, eles vêm para o Brasil exercer funções altamente especializadas, como na atividade de prospecção de petróleo. Entretanto, são trabalhos sazonais. “Eles passam um tempo no país e depois vão embora para outras terras”, afirma.

Na sequência, estão os bolivianos, que aumentaram de 35.092 para 50.640; os chineses, de 28.526 para 35.265; e os paraguaios, de 11.229 para 17.604. Os bolivianos e paraguaios procuram melhores condições de vida em um país próximo e de economia sólida. “Eles exercem o direito humano à migração e vêm em busca de oportunidades”, explica. Já os chineses, ainda de acordo com ele, reforçam um fenômeno global, verificado principalmente com os países que mantêm boas relações comerciais com a China.

Os haitianos, em número bem menor, fogem da miséria do mais pobre país latinoamericano, devastado por um furacão, em 2010, e por um consequente surto de cólera, este ano. Mesmo tendo que entrar no Brasil de forma ilegal, eles sabem que, aqui dentro, terão condições de vida muito melhores do que no Haiti.

Apesar de manter suas fronteiras fechadas, o país jamais negou alojamento, refeição diária, trabalho e visto humanitário para os cerca de quatro mil haitianos que já cruzaram as fronteiras brasileiras, desde o ano passado. Entretanto, o país não possui uma política sólida que garanta abrigo a essa população.

“O Brasil tem uma forte participação no Haiti. Mantém o maior efetivo da Força de Paz e realizou um jogo de futebol que foi fundamental na reconstrução da auto-estima daquela população. A notícia de que a construção da usina de Belo Monte iria empregar mais de 25 mil trabalhadores se espalhou naquele país devastado pela miséria, provocando a alta do fluxo migratório”, explica Teles Barreto.

Matéria copiada: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19277

sábado, 24 de dezembro de 2011

Lançado livro da vida da presidenta Dilma.

O editor geral do Blog da Dilma, Daniel Pearl Bezerra foi ao Iguatemi de Fortaleza, e ao visitar a Livraria Saraiva, encontrou e comprou o livro de Ricardo Batista Amaral: "A VIDA QUER É CORAGEM, a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil", Editora Pessoa, e deixou reservado "A Privataria Tucana". 

A trajetória pessoal da presidenta Dilma Rousseff e a História do Brasil moderno se entrelaçam numa grande reportagem. O suicídio de Getúlio Vargas, quando ela era criança. O Golpe de 64, quando se aproxima das organizações de esquerda. 

A clandestinidade, prisão e tortura na ditadura militar. A luta pela anistia e pela redemocratização. O encontro de Dilma com Leonel Brizola, na fundação do PDT, e sua aproximação de Lula durante o apagão e na campanha eleitoral de 2002.

A chefe da Casa Civil, que assume em plena crise do mensalão. Os bastidores da reeleição de Lula, a luta contra o câncer e a vitória nas eleições de 2010: uma história de resistência, esperança e coragem.

Autor: Ricardo Batista Amaral.

Preço: R$ 39,90 - Livrarias Saraiva.

Matéria copiada; http://dilma13.blogspot.com/2011/12/lancado-livro-da-vida-da-presidenta.html

O dia do juízo sobre nossa cultura?

Escrito por: Leonardo Boff -Teólogo, filósofo e escritor -Adital.
O final do ano oferece a ocasião para um balanço sobre a nossa situação humana neste planeta. O que podemos esperar e que rumo tomará a história? São perguntas preocupantes pois os cenários globais apresentam-se sombrios. Estourou uma crise de magnitude estrutural no coração do sistema econômico-social dominante (Europa e USA), com reflexos sobre o resto do mundo. A Bíblia tem uma categoria recorrente na tradição profética: o dia do juízo se avizinha. É o dia da revelação: a verdade vem à tona e nossos erros e pecados são denunciados como inimigos da vida. Grandes historiadores como Toynbee e von Ranke falam também do juízo sobre inteiras culturas. Estimo que, de fato, estamos face a um juízo global sobre nossa forma de viver na Terra e sobre o tipo de relação para com ela.
 
Considerando a situação num nível mais profundo que vai além das análises econômicas que predominam nos governos, nas empresas, nos foros mundiais e nos meios de comunicação, notamos, com crescente clareza, a contradição existente entre a lógica de nossa cultura moderna, com sua economia política, seu individualismo e consumismo e entre a lógica dos processos naturais de nosso planeta vivo, a Terra.

Elas são incompatíveis. A primeira é competitiva, a segunda, cooperativa. A primeira é excludente; a segunda, includente.


A primeira coloca o valor principal no indivíduo, a segunda no bem de todos. A primeira dá centralidade à mercadoria, a segunda, à vida em todas as suas formas. Se nada fizermos, esta incompatibilidade pode nos levar a um gravíssimo impasse.

O que agrava esta incompatibilidade são as premissas subjacentes ao nosso processo social: que podemos crescer ilimitadamente, que os recursos são inesgotáveis e que a prosperidade material e individual nos traz a tão ansiada felicidade. Tais premissas são ilusórias: os recursos são limitados e uma Terra finita não agüenta um projeto infinito. A prosperidade e o individualismo não estão trazendo felicidade; mas, altos níveis de solidão, depressão, violência e suicídio.

Há dois problemas que se entrelaçam e que podem turvar nosso futuro: o aquecimento global e a superpopulação humana. O aquecimento global é um código que engloba os impactos que nossa civilização produz na natureza, ameaçando a sustentabilidade da vida e da Terra. A conseqüência é a emissão de bilhões de toneladas/ano de dióxido de carbono e de metano, 23 vezes mais agressivo que o primeiro. Na medida em que se acelera o degelo do solo congelado da tundra siberiana (permafrost), há o risco, nos próximos decênios, de um aquecimento abrupto de 4-5 graus Celsius, devastando grande parte da vida sobre a Terra. O problema do crescimento da população humana faz com que se explorem mais bens e serviços naturais, se gaste mais energia e se lancem na atmosfera mais gases produtores do aquecimento global.

As estratégias para controlar esta situação ameaçadora praticamente são ignoradas pelos governos e pelos tomadores de decisões. Nosso individualismo arraigado tem impedido que nos encontros da ONU sobre o aquecimento global se tenha chegado a algum consenso. Cada pais vê apenas seu interesse e é cego ao interesse coletivo e ao planeta como um todo. E assim vamos, gaiamente, nos acercando de um abismo.

Mas a mãe de todas as distorções referidas é nosso antropocentrismo, a conviccção de que nós, seres humanos, somos o centro de tudo e que as coisas foram feitas só para nós, esquecidos de nossa completa dependência do que está à nossa volta. Aqui radica nossa destrutividade que nos leva a devastar a natureza para satisfazer nossos desejos.

Faz-se urgente um pouco de humildade e vermo-nos em perspectiva. O universo possui 13,7 bilhões de anos; a Terra, 4,45 bilhões; a vida, 3,8 bilhões; a vida humana, 5-7 milhões; e o homo sapiens cerca de 130-140 mil anos. Portanto, nascemos apenas há alguns minutos, fruto de toda a história anterior. E de sapiens estamos nos tornando demens, ameaçadores de nossos companheiros na comunidade de vida.

Chegamos no ápice do processo da evolução não para destruir mas para guardar e cuidar este legado sagrado. Só então o dia do juízo será a revelação de nossa verdade e missão aqui na Terra.

Matéria copiada: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=63678

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Crise do Euro - Mapa da pobreza na Alemanha aponta tendências surpreendentes.

Mapa da pobreza em Berlim (à dir. Ulrich Schneider)

Na Alemanha 12 milhões sofrem ou estão ameaçados pela pobreza, registrou mais recente relatório sobre o assunto no país. Região do Ruhr, antigo polo industrial no oeste alemão, é atualmente a área mais problemática.

A região do Vale do Rio Ruhr, no oeste da Alemanha, é atualmente a maior fonte de preocupação do país.


Nela, a desigualdade social aumenta mais do que em qualquer outro território. A surpreendente informação é da Confederação Alemã do Bem-Estar Social, que nesta quarta-feira (21/12) divulgou um relatório sobre as tendências de risco de pobreza nas diferentes regiões. Na Alemanha, uma pessoa é considerada ameaçada pela pobreza se recebe menos do que 60% da média salarial do país.

A confederação abriga 10 mil organizações, fundações e instituições das áreas social e da saúde. Ela apresentou seu primeiro mapa da pobreza em maio de 2009. Segundo Ulrich Schneider, seu diretor geral, o atual relatório permite constatar tendências de desenvolvimento, pois foi realizado durante um período relativamente longo.

O novo mapa mostra que o maior número de áreas pobres se concentra no Estado da Renânia do Norte-Vestfália, no oeste do país, onde se localiza a região do Ruhr. A cidade de Dortmund, por exemplo, apresenta uma cota de pobreza mais alta que Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, o último estado do ranking.

A região do Ruhr já foi um dos principais polos da indústria de aço e carvão mineral da Alemanha. O maior centro de concentração demográfica do país abriga atualmente 5 milhões de pessoas. Muitos de seus municípios sofrem com dívidas altas, estando quase impossibilitados de funcionar. Schneider alerta: "Se o caldeirão do Ruhr começar a ferver, será difícil apagar o fogo". Isto é: a área ameaça tornar-se um foco de tensão social, como já acontece em algumas áreas de Londres ou Paris.

Tendência positiva no Leste
Alemanha - Mapa da Pobreza em 2011.

Outra tendência constatada pela confederação é a melhoria da situação no Leste da Alemanha. Anteriormente sob regime comunista, a região apresenta altos índices de risco de pobreza desde da reunificação do país, em 1989-1990. Segundo Ulrich Schneider, essa melhoria se registra principalmente no estado de Brandemburgo,onde a tendência ascendente estável, assim como na Turíngia e em Hamburgo.

O índice de risco de pobreza em 2010, em toda a Alemanha, esteve em 14,5%, com 12 milhões de cidadãos considerados pobres ou ameaçados de pobreza. Desde 2005, a estatística quase não se alterou, apesar do crescimento econômico em certos anos. "O mercado pode produzir riqueza, mas não distribuí-la", explica Schneider. Do ponto de vista regional, uma boa política estrutural e econômica poderia gerar um efeito positivo como se mostrou, por exemplo, em Brandemburgo e na Turíngia, acrescentou.

Ulrich Schneider ataca política social de Berlim
Diretor da Confederação critica política social de Berlim
  A Confederação Alemã do Bem-Estar Social aproveitou a apresentação do mais recente relatório de pobreza na Alemanha para um balanço parcial da política social do governo formado por democrata-cristãos (CDU/CSU) e liberal-democratas (FDP). 

A avaliação não é positiva: "O governo alemão não está apto ou não tem condições de obter as verbas necessárias a uma política social eficiente".

Schneider acredita que as medidas implantadas pelo governo acentuarão ainda mais o problema da pobreza. Como exemplo, ele menciona os cortes na assistência aos desempregados, e a nova distribuição da bolsa-família. 

A distribuição da renda entre pobres e ricos tem que ser re-estudada, defende diretor da Confederação Alemã do Bem-Estar Social, "senão o Estado social irá bater contra um muro".

Autor: Kay-Alexander Scholz (br)
Revisão: Augusto Valente

Matéria copiada: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15620728,00.html