sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

“Anonymous” à caça dos governos (e da Rede Globo) depois dos protestos Anti-SOPA.

Quinn Norton





25/1/2012, Quinn Norton, Wired
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu





Ver também
3/1/2012, Anonymous” 101: Introdução aoLulz  [1], Quinn Norton, Wired (Parte I)
3/1/2012, Anonymous 101: O moralismo derrota o Lulz”, Quinn Norton, Wired  (Parte II)
23/1/2012,A únicaentrevista que Anonymous jamais deram” , The shorty interview
11/1/21012 – “2011: Anonymous contra polícia,ditadores e ameaça existencial” – Quinn Norton, Wired   



Na semana passada, os Anonymous lançaram sequência sem precedentes de ataques a páginas de governos e empresas, por todo o mundo. A fúria do enxame, que ano passado atacou Mubarak no Egito, volta-se agora contra outros governos em todo o mundo.

Repetidos ataques DDoS e de hacking, pelos Anonymous, parecem ser em boa parte uma resposta a propostas de arrocho na lei de propriedade intelectual à custa de uma internet aberta; e ao que os Anonymous veem como excessos no exercício do poder, por vários governos. Depois de atacar páginas de agências do governo dos EUA e dos grandes grupos proprietários de direitos autorais, em resposta contra a prisão de empregados da página de compartilhamento Megaupload, iniciou-se um novo round internacionalista, depois de mensagem distribuída por AnonyOps, numa espécie de “conta oficial” dos Anonymous no Twitter, no sábado [aqui traduzido]:
Se você odiou #SOPA, vai super odiar #ACTA [1]. Negociado em segredo. Buscas no iPod estão em jogo.
O controvertido tratado será votado em breve na Polônia, o que contribuiu para transformar convenientemente a indignação contra uma lei norte-americana de censura à internet, em proposta transnacional.
Os Anonymous uniram-se a ativistas digitais poloneses, para responder. No Facebook, ativistas montaram um protesto físico e criaram um dia de blackout, na 3ª-feira, semelhante ao blackout de protesto contra a lei SOPA. Os Anonymous deflagraram um ataque DDoS contra páginas do governo polonês e anunciaram que teriam invadido computadores de ministérios dos quais teriam extraído documentos.
A combinação de ataques anônimos e reação das autoridades polonesas trouxe à luz o sempre obscuro tratado ACTA e ampliou a discussão na Polônia sobre se o tratado ACTA realmente interessa à Polônia e à internet polonesa. O ministro da Administração e Digitalização Michał Boni declarou que o tratado seria assinado, com ou sem ameaças dos Anonymous ou protestos da população na Polônia; mas o tratado ainda terá de ser aprovado no Parlamento polonês, antes de ser convertido em lei.
Com o início das manifestações de rua na Polônia, alguns Anons distribuíram uma nota, dizendo que era hora de suspender os ataques DDoS e, com isso, caíram também os ataques DDoS contra alvos nos EUA. Na 4ª-feira, milhares de manifestantes saíram às ruas em várias cidades da Polônia, cantando e exibindo cartazes de protesto contra a assinatura do tratado, prevista para acontecer dia 26/1.
O tratado ACTA é acordo secreto, promovido e possivelmente redigido, pelo menos em parte, pelos mesmos interesses que acabam de ver atacados em pleno voo, pela internet, os planos que tinham para aprovar a lei SOPA: a indústria do entretenimento. Os termos do ACTA jamais foram bem discutidos publicamente, mas vazaram algumas versões do tratado, que revelaram que o ACTA inclui um dispositivo de lei pelo qual três acusações de infringir a lei implicariam o “acusado” ser expulso da Internet e uma volta ao estilo dos “portos seguros” do Digital Millennium Copyright Act (DMCA) de 1998, que permitiram o funcionamento de empresas como YouTube, Flickr, Tumblr, Twitter, Facebook e Google.
O governo Obama também já disse que não é necessário que o Congresso aprove o tratado, para torná-lo vigente nos EUA, e que será implementado por ordem executiva. A incapacidade da comunidade de internet para avaliar leis que podem afetar todos muito profundamente continua a ser frustrante.
“Todo o governo, basicamente, é sempre ‘levado no bico’, em todos os aspectos” – disse um Anon, no IRC envolvido com as ações anti-ACTA.
Na França, o movimento para deter a tramitação do Tratado ACTA floresceu em milhares de canais francófonos de servidores IRC dos Anonymous. Houve muitos ataques DDoS contra o império de mídia francês Vivendi. Centenas de falantes de francês, polonês e português tornaram os servidores AnonOps mais globais do que nunca antes.
Brasil: a violência policial em Pinheirinho
Outra parte dessa missão de envolvimento planetário veio à superfície no Brasil, onde um ataque de força policial contra uma favela chamada Pinheirinho também provocou a indignação e a ação do grupo Antisec – enquanto a expulsão violenta de mais de 5.000 moradores entra no quarto dia.
Hackers brasileiros pediram ajuda aos Anons “chapéu preto”, que informaram que teriam conseguido invadir dúzias de caixas no Brasil, cujos documentos teriam sido saqueados; informaram também que as chaves teriam sido passadas aos hackers brasileiros.
Antisec ajudou os brasileiros, porque eles pediram ajuda” – disse um Anon, num chat online, à revista Wired. “Eles consideram-se fãs e membros de Lulzsec e Antisec.”
Entre as páginas hackeadas estava uma página das Organizações Globo, grande conglomerado de mídia latino-americana que tem sede no Brasil  [2]. Numa das páginas liam-se agradecimentos a Sabu e #antisec, e a frase que talvez já seja a mais perfeita tradução do “espírito do tempo” na internet, semana passada: “Que porra está acontecendo no mundo?!” 
Segundo Biella Coleman, professora da cátedra Wolfe, de Alfabetização Científica e Tecnológica [orig. Chair in Scientific and Technological Literacy] da McGill University, o que está acontecendo é que uma geração de pessoas, cujo modo de vida já é inseparável da rede, sente sua cultura ser ameaçada e decide lutar.
“A operação tem raízes em algumas questões chave, que mobilizam profundamente os Anonymous e os entusiastas da internet: liberdade de expressão, censura e restrições de propriedade intelectual” – disse Coleman.
É impossível saber por quanto tempo o enxame manterá a energia e o foco, na disputa contra os governos do mundo. Muito dependerá de como os cidadãos, nos países afetados, apoiarão o que os Anonymous estão fazendo, nos próximos meses. Seja como for, ao longo dos últimos meses os Anonymous parecem estar-se transformado em força unificada de ativismo pela rede, a única força que está conseguindo ultrapassar barreiras nacionais, de jurisdições, de protocolos e de idiomas.
Desde a 4ª-feira passada, muitos Anons estão praticamente sem dormir, saltando de alvo para alvo, tentando derrubar páginas de governos e grandes empresas, ou atacando servidores, ou até, em alguns casos, os computadores pessoais de representantes de governos. “Mas o momento é crucial” – disse um Anon, no IRC, à revista Wired – “e a batalha nunca foi mais importante”.
Eles concordam que a ação tenha sido disparada pelo caso MegaUpload, alimentada depois pelo sucesso dos protestos difundidos pela internet contra as leis SOPA/PIPA, mas dizem que, depois, a ação ultrapassou essas duas questões. Um Anon viu a notícia das prisões [MegaUpload] e conectou-se para distribuí-la; mas as operações já estavam em andamento. Esse Anon previu que os Anonymous “vão ficar doidos”.
A1: Acho que é mais que isso. MegaUpload fazia serviço válido pra todos nós 
A2: e eles entraram e acabaram com tudo
A2: Quero dizer: essa é a parte principal
A1: Estamos doidos, porque hoje perdemos um grande sistema 
E não ficou nisso, porque vários outras páginas de hospedagem de arquivos foram derrubadas ou saíram voluntariamente do ar nos últimos dias, talvez tentando fugir à ação da lei norte-americana, ou desconectaram-se dos EUA e de países que seguem o regime de IP dos EUA.
No IRC, um Anon de Antisec chamou a atual situação de “a mais grave ameaça à nuvem”. 
“Os Federais fecharem uma página por força judicial é a mão de ferro em luva de veludo” – disse um Anon envolvido nas ações de DDoS e de antisec. 
Durante os ataques, legais e não legais, na França, Polônia, EUA, Brasil e outros, a ala Antisec “chapéu preto” dos Anonymous hackearam e desmontaram a página OnGuardOnline.gov, da Comissão de Comércio Federal [ing. Federal Trade Commission website], onde estão reunidas várias agências federais que ali recebem online informação de segurança de computadores. Antisec diz ter centenas de servidores já rastreados, mas essa ação visava a transmitir mensagem específica aos chamados “chapéus brancos” – os hackers profissionais que trabalham para grandes empresas e governos. A mensagem dizia (excerto):
#ANTISEC SEZ É HORA DE RETALIAR CONTRA SOPA/PIPA/ACTA. APROVEM ESSE LIXO E POREMOS ABAIXO METADE DA INTERNET CORPORATIVA (...)
Se as leis SOPA/PIPA/ACTA forem aprovadas, será guerra infinita contra a internet corporativa. Destruiremos dezenas e mais dezenas de páginas de governos e empresas. Enquanto vocês lêem aqui, estamos arregimentado nossos exércitos de sombras aliadas, arquitetando o próximo raid. Estamos sentados em centenas de servidores, nos aprontando para derrubar e-mails e serviços de vocês. As senhas? Suas preciosas contas bancárias? Detalhes de seus sexy-encontros virtuais? Vocês nem sabem o que os espera.
Não é a primeira vez que o coletivo distribui manifestos dramáticos e apocalípticos, ou movidos por húbris-arrogância hacker ou movidos pelo lulz, mas a ação, dessa vez, foi mais ampla e mantida por mais tempo que qualquer outra ação dos Anonymous, desde que se envolveram na Primavera Árabe. “Mostra também que os Anonymous continuam capazes de colher uma emoção generalizada e difusa de descontentamento e amplificá-la, torná-la visível, mediante a campanha de DDoS e as ações de publicidade e divulgação que eles criam e distribuem muito rapidamente. A grande novidade, de fato, nas operações recentes, é o grande número de páginas que conseguiram derrubar ou desmontar num único dia. A ação foi impressionantemente ampla” – disse Coleman.
Na 4ª-feira, a Comissão Federal de Comércio disse, pelo Twitter: “Essa Comissão levará a sério esse ato criminoso” –, num de uma longa série de tuítes sobre o assunto. A página continua fora do ar, até que todas as vulnerabilidades de segurança sejam identificadas e corrigidas.
Depois de derrubarem (ação que causou grande prejuízo) toda a rede PlayStation da Sony, na primavera passada, e depois que, em dezembro, hackers invadiram a empresa de inteligência privada Stratfor, de cujos servidores extraíram muitos dados (o que causou grande embaraço), o mundo das grandes corporações começa a temer os Anonymous. Medo de verdade.

Notas dos traditores
[1]  Acordo Comercial Anticontrafação [ing. Anti-Counterfeiting Trade Agreement (ACTA)].
[2]  Hoje, 26/1/2012, há mensagem dos Anonymous ao Brasil.  


Fonte: http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/anonymous-caca-dos-governos-e-da-rede.html

Internet - Polônia assina ACTA no Japão e vira palco de mais protestos.

26 de janeiro de 2012.

Com adesivos colados na boca, cartazes onde se lia Pare ACTA e máscaras de Guy Fawkes, os poloneses protestaram contra o ACTA. Foto: AFP Com adesivos colados na boca, cartazes onde se lia "Pare ACTA" e máscaras de Guy Fawkes, os poloneses protestaram contra o ACTA

A Polônia aprovou nesta quinta-feira o Acordo Comercial Anticontrafação (em inglês Anti-Counterfeiting Trade Agreement - ACTA), tratado comercial que gerou protestos em todo o país nesta semana. O ACTA foi assinado em Tóquio pela embaixadora polonesa Jadwiga Rodowicz-Czechowska. Mais tarde, após o anúncio pelo canal de TV TVN24, centenas de pessoas saíram em protesto nas ruas da cidade vizinha Lublin. 

O ACTA está sendo negociado desde 2007 e tem como objetivo estabelecer padrões internacionais para o cumprimento da legislação de propriedade intelectual. O pacto goza de amplo apoio dos produtores de música, filmes e uma gama de produtos que desfrutam da proteção de direitos autorais. O acordo de longo alcance cobriria tudo, desde a falsificação de medicamentos, bolsas de grife falsificadas até a pirataria online. Os Estados Unidos assinaram ACTA em outubro, ao lado de outros sete países: Austrália, Canadá, Coréia do Sul, Japão, Nova Zelândia, Marrocos e Cingapura.

O projeto é comparado ao Sopa (Stop Online Piracy Act) e ao Pipa (Protect Intelectual Property Act) norte-americanos como sendo uma forma de censura na web, e por isso gerou protestos. Hackers ligados ao Anonymous invadiram sites do governo e os deixam fora do ar por dias

A Polônia foi o único local em que houve protestos, apesar de que Finlândia, França, Irlanda, Itália, Portugal, Romênia e Grécia também aderiram ao acordo nesta quinta-feira. 

Com informações da Associated Press

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5579277-EI12884,00-Polonia+assina+ ACTA+no+Japao +e+vira+palco+de+mais+protestos.html

A análise do The Guardian sobre o caso Pinheirinho.

Por Marco St.
 
Relato do The Guardian sobre o massacre da Opus Dei no Pinheirinho.

A luta contra o despejo do Brasil Pinheirinho pode ser uma inspiração.

guardian.co.uk , Terça-feira 24 de janeiro de 2012 GMT 15,23.

A fotografia se espalhou pelo mundo rapidamente: mostra os moradores do Pinheirinho, favela no estado de São Paulo, vestindo capacetes, escudos e barricadas para resistir a uma ordem de despejo. (…)

Pinheirinho foi ocupado por oito anos, sem nenhum esforço do governo para regularizar a área ou desenvolver uma infra-estrutura adequada. Lar de cerca de 6.000 pessoas, a terra pertence a um fraudador do  mercado financeiro, preso em 2008. Estimulado pelo boom imobiliário do Brasil, a administração local tornou-se recentemente ativo na prossecução do despejo, com a cumplicidade de juízes que pareciam querer que isso acontecesse o mais rápido possível.

Depois da primeira imagem do despejo ser divulgada, o governo federal prometeu intervir através da compra de terra e devolvê-la para os ocupantes. Pelos fundamentos expostos, um juiz federal suspendeu o despejo, apenas para ser rapidamente anulado por um outro, que declarou ser uma questão de estado. O Poder Judiciário estadual, em seguida, agiu rápido antes que os advogados dos favelados ‘ pudessem reagir. No domingo, as redes sociais estavam zumbindo com relatos de guerra, como cenas de brutalidade e contos, incluindo a proibição da mídia e bloqueio de celular na área, além de rumores da possível detenção de um deputado federal e um senador que tentaram intervir (mais tarde foi esclarecido que não foram detidos, mas estavam num local fechado, tentando negociar). Até sete mortes foram relatadas, incluindo um bebê, embora nenhum deles confirmado oficialmente até o momento.

Foi principalmente graças aos meios de comunicação social que informações sobre os despejos pôde ser encontrado. No Twitter, a hashtag # Pinheirinho se tornou um top durante um par de horas. Durante todo o dia, a mídia corporativa do Brasil, que tem ligações históricas ao partido no poder [em SP], tanto em nível estadual e local, relatou a história em tons suaves: manchetes destacando uma van incendiada enquanto relevava as casas das pessoas em chamas.

Em lugares como Irã e Egito, a mídia social tem funcionado como uma ferramenta contra o controle estatal da informação. No Brasil, tem ajudado a contornar um monolítico setor de mídia privada, que é sub-regulamentada e altamente concentrada (90% da indústria está nas mãos de 15 famílias). Como outros meios de produção e circulação de informação tornou-se mais facilmente disponíveis, a mídia corporativa do país começou a perder credibilidade. Os meios alternativos foram veementes em sua condenação do Governo do Estado de São Paulo no último domingo, e com razão. Mas em outra parte da esquerda política há indícios de dissimulação.

O quadro mais amplo por trás da história Pinheirinho é boom econômico do Brasil, em que a construção e a propriedade estão jogando um papel crescente. Este processo foi acelerado pelo Brasil ser escolhido como sede da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. Um dossiê produzido pela Coordenação Nacional de Comitês Mundial estima que cerca de 170.000 pessoas em todo o país serão expulsas devido à eventos esportivos (os números oficiais nunca foram anunciados). Em última análise, significa o estado entregando áreas públicas – aquelas ocupadss pelos pobres -, enquanto contribuintes bancam todo o processo. Talvez o pior caso até agora tenha sido no Rio , onde os despejos têm sido tão autoritários e unilaterais como a do Pinheirinho, espetacularmente militarizados. Em comparação, as vozes na esquerda têm sido muito mais baixas para denunciar isso.

O desenvolvimentismo que caracteriza o governo de esquerda Rousseff, com sua ênfase no crescimento econômico e indicadores quantitativos em vez de participação proteção ambiental e redistribuição da riqueza, encontra-se em um impasse político. Muitos na esquerda têm encontrado dificuldade para articular uma crítica desses processos. Há agitações que sugerem que isso pode estar mudando, como as campanhas recentes contra a Petrobrás (empresa estatal de petróleo), Vale do Rio Doce (mineração) e construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Eles são pequenos sinais, até agora ainda um pouco isolados, mas pode ser o começo de algo. Se assim for, Pinheirinho poderia revelar-se uma lição, uma acusação e uma inspiração.

Fonte:  http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-analise-do-the-guardian-sobre-o-caso-pinheirinho

INPI implanta sistema para agilizar patentes

Economia
Da Agência Brasil

Brasília - O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) quer facilitar os pedidos de patentes dos empresários brasileiros e, para isso, vai lançar o depósito de patente via internet, por meio do qual o usuário poderá preencher todos os formulários e documentos, além acompanhar todo o processo de concessão.

O objetivo da iniciativa é reduzir o prazo médio estimado para análise de patentes no Brasil. Até 2015, a meta é que a redução seja de quatro anos, para se igualar à média dos principais institutos de propriedade industrial do mundo.

Em 2006, as patentes eram concedidas em até 11,6 anos. De 2010 para 2011, esse período reduziu de 8,3 anos para 5,4 anos, representando uma queda de 35% no tempo do processo de concessão. Para atender à demanda crescente dos pedidos, o Inpi estima a ampliação em 130% do quadro de especialistas.

Edição: Lana Cristina
 
Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/inpi-implanta-sistema-para-agilizar-patentes#more

Governo Alckimin (PSDB). Um em cada cinco mortos em São Paulo é vítima de Policial Militar.

Uma a cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011 foi morta por um policial militar, estivesse ele em serviço ou não. 

A informação é de reportagem de André Caramante, Afonso Benites e Evandro Spinelli, publicada na Folha desta quarta-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha). 

 
 
Levantamento feito pela Folha, com base nos dados da Corregedoria da Polícia Militar, revela que, das 1.299 pessoas mortas na capital paulista nesse período do ano passado, 290 foram atingidas por PMs 22,3% do total. 

As 290 mortes cometidas por PMs são casos de "resistência seguida de morte" (229) e homicídios dolosos fora do trabalho (61).

Essa é a maior média de mortos por PMs desde 2005, proporcionalmente ao total de pessoas mortas na cidade. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1040120-um-em-cada-cinco-mortos-em-sao-paulo-e-vitima-de-pm.shtml

Mineradora Vale recebe de ONG's o título de pior empresa do mundo. OSCAR DA VERGONHA.

Agencia Estado.


Pela primeira vez uma empresa brasileira ganhou inglório título de pior empresa por uma premiação criada desde 2000 pelas ONGs Greenpeace e Declaração de Bernia, a “Public Eye People’s”. O prêmio, também conhecido como o “Oscar da Vergonha” será anunciado amanhã durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.


Com cerca de 25 mil votos, a Vale venceu por uma diferença de menos de mil votos a Tepco, maior empresa de energia do Japão, responsável pela usinas nucleares de Fukushima no Japão.

Também estavam na disputa ao título de pior empresa do mundo a mineradora americana Freeport, o grupo financeiro Barclay’s, a empresa sul-coreana de eletrônicos Samsung e a suíça de agronegócios Syngenta.


A indicação da Vale foi feita por um grupo de instituições sociais e ambientalistas formado pela Rede Justiça nos Trilhos, a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, o International Rivers e a Amazon Watch.


No site da premiação, a indicação da mineradora era justificada por uma “história de 70 anos manchada por repetidas violações dos direitos humanos, condições desumanas de trabalho, pilhagem do patrimônio público e pela exploração cruel da natureza”.

Os organizadores condenam também o fato da Vale, em abril do 2011, ter comprado uma participação no Consórcio Norte Energia, responsável pela usina de Belo Monte, no Pará.


Na época em que foi escolhida como finalista, a Vale não se pronunciou sobre o assunto. A empresa se limitou a informar que disponibiliza anualmente um relatório de sustentabilidade no site da companhia na internet.

Para 2012, a companhia prevê investir US$ 1,648 bilhão, sendo US$ 1,354 bilhão na proteção e conservação ambiental, e US$ 293 milhões em programas sociais. A cifra supera a estimativa feita para o ano passado, que era de US$ 1,194 bilhão.

Sãp Paulo - Gov. Alckmin (PSDB) destrói 03 vezes mais lares no Pinheirinho, do que Israel faz com palestinos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012.


Israel vive uma guerra com a Palestina, e no ano de 2011, o exército israelense demoliu 622 domicílios de palestinos, desalojando cerca de 1.000 pessoas.

O governador tucano Geraldo Alckmin, junto com seu correligionário prefeito Eudardo Cury, conseguiram numa tacada só, a proeza de destruir quase 3 vezes mais lares, exterminando o bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos.
Foram cerca de 6.000 pessoas desalojadas, e 1.700 casas.

http://goo.gl/98Bp3

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2012/01/alckmin-destroi-3-vezes-mais-lares-no.html?utm_ source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+blogspot%2FJzclk+%28Os+Amigos+do+Presidente+Lula%29

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Vladimir Aras: O Pinheirinho e o naufrágio da Justiça.

Pior que o naufrágio do comandante Schettino.


São José dos Campos é conhecida por sua fábrica de aviões, não por seus navios. A cidade nem tem mar. Mas foi lá que se viu esta semana (22/jan) um dos piores naufrágios da história judiciária do Brasil.

Foi lá que a “justiça” afundou e pôs a pique mais um tanto de sua já pouca credibilidade. Numa condução pior do que a do comandante Schettino, o Judiciário e o Executivo pisotearam direitos de milhares de cidadãos.

Com a costumeira firmeza que a Justiça brasileira (não) age contra os seus próprios abusos – os desvios de conduta apontados pelo CNJ só são a ponta desse iceberg –, vimos uma ordem judicial ser cumprida com rigor.

Normalmente, quando um colarinho branco se vê nas barras dos tribunais, logo aparece alguma teoria extraterrestre para limpar “sua barra”, permitindo que siga em águas calmas. Em geral, valem os salamaleques para a cobertura e os chicotes na favela.

O naufrágio do Pinheirinho horrorizou o País. As pessoas desalojadas pelo Judiciário paulista, mediante uso de força policial militar, ficaram a deriva em meio aos petardos, sem saber o que ocorria.

Depois viram-se como náufragos em terra “firme”, privados de suas moradas, da proteção de seus tetos humildes e do pouco conforto que aquelas cabines-choupanas lhes propiciavam para navegar nos mares bravios de suas vidas atribuladas.

Todos sabiam da disputa judicial sobre o terreno. Mas ninguém ali esperava um maremoto. Os dois poderes não “entraram de gaiatos no navio”; comandaram o naufrágio e escreveram uma página tenebrosa da “justiça” brasileira. Neste caso não teve “katchanga” nem jeitinho. Não houve desculpologia nem cafuné processual, teorias tão comuns no dia-a-dia forense. Valeu o “Cumpra-se”, com armas e tratores, que cruzaram as ruas do Pinheirinhos como torpedos e destroyers.

Num domingo de aparente calmaria, a maré da injustiça virou, cuspiu na cara desses dois mil brasileiros e os lançou no sentimento abissal da perda do teto, da expulsão de seus lares. Roubaram-lhes a dignidade em poucas horas, conquanto a União, o Estado e o Município tenham tido anos, anos, anos, anos, anos, para resolver o grave problema social que se anunciava, diante da inevitável (?) desocupação para reintegração de posse.

Não sou desses que demonizam o “especulador” Naji Nahas, por estar do outro lado dessa convulsão. Se a área realmente lhe pertencia, seria justo privá-lo dela e ponto final? Não creio. O problema não está, portanto, em saber se o terreno era de Nahas ou da massa falida de sua empresa. A propriedade deve mesmo ser protegida, mediante reintegração (quando possível) ou por justa indenização, para fins sociais. 

A questão é: por que a área não foi desapropriada pelo governo a tempo para o assentamento daquelas famílias? Por que a Justiça paulista não providenciou junto ao Executivo, antes da desocupação, locais condignos para a relocação dos moradores? Por que o Estado e a Prefeitura não forneceram meios materiais (aluguel social ou a construção de casas populares) para aquela população antes da retirada? Por quê? A resposta é simples. Porque aquelas pessoas não importam. São pobres e marginais. Não entram na cartografia do poder. Não frequentam rivieras nem marinas. Suas canoas e jangadas singram esgotos a céu aberto, poças insalubres e fossas infectas.

Tudo foi um festival de desacertos. Entraram todos “numa barca furada”. E não se mediu o tamanho da tempestade.

 Publicamente, dizem que estavam seguros de suas decisões. Em suas casas, não sei o que dizem.. 

O Judiciário estadual determinou o cumprimento imediato da ordem de reintegração parapreservar o “prestígio e a autoridade” do Tribunal. Mas se lixou para a decisão liminar do TRF da 3ª Região em sentido contrário e mandou para o lixo a dignidade daqueles jurisdicionados. Muitos abordaram o tema nas redes sociais como se tudo fosse uma disputa de poder entre a Justiça estadual e a Justiça federal. Outros apegaram-se a tecnicalidades de competência ou falta dela. No meio dessa briga titânica do mar com o rochedo, ficaram os cidadãos desassistidos e espremidos, também sem voz nem expressão. A vaidade rugiu no horizonte e direitos ruíram aos seus pés.

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo é o homem da lei que autorizou a Polícia Militar a tolher qualquer oposição à reintegração de posse, ainda que vinda de força policial federal. Sua decisão é alarmante: “Autorizo, para tanto, requisição ao Comando da Polícia Militar do Estado, para o imediato cumprimento da ordem da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, repelindo-se qualquer óbice que venha a surgir no curso da execução, inclusive a oposição de corporação policial federal, somente passível de utilização quando de intervenção federal decretada nos termos do art. 36 da Constituição Federal e mediante requisição do Supremo Tribunal Federal, o que inexiste”. Quase o prenúncio de um duelo.

Algo semelhante a isto aconteceu há 100 anos em Salvador. Por desobediência a uma ordem sua, o então juiz federal da Bahia, Paulo Fontes, mandou o Exército atacar a Polícia Militar baiana, que sitiava o prédio do Legislativo estadual, numa crise de governabilidade. O general Sotero de Menezes ordenou que o Forte do Mar abrisse fogo contra a capital baiana e pôs em chamas o Palácio do Governo, a Biblioteca Pública e o Teatro São João. Pelo menos, em janeiro de 1912, o comando militar avisou a população civil para que desocupasse o centro da cidade horas antes do lançamento dos obuses. Foi o “Bombardeio a Salvador”, grave evento que opôs o senador Ruy Barbosa ao ministro J. J. Seabra. “Comemorei” a data, o 10 de janeiro de 1912, com um post neste blog (“O Verão de 1912”).

O episódio de São Paulo mostra que as ações dos nossos governantes continuam iguais depois de um século. Um desembargador encorajar uma força armada contra outra, desta vez a Polícia Militar contra a Federal, é algo de um risco tremendo! Jogar de uma só vez milhares de pessoas na sarjeta na maior cidade brasileira não dá para compreender nem tolerar.

Felizmente, em São Paulo, os palácios permaneceram intactos (ufa…) e não houve combate entre corporações “legalistas”, mas chegou-se perto de um massacre. Na verdade, houve um massacre aos direitos fundamentais daquela gente do Pinheirinho. Moradia, dignidade da pessoa humana, direito à propriedade, direito à integridade física, tudo foi rasgado a bala por policiais e riscado com canetas judiciais. A PM, com seu poder reforçado pela presidência do TJ/SP, atirou balas de borracha a esmo e lançou bombas de efeito (i)moral contra jovens, crianças, bebês, velhos, doentes, deficientes, toda a gente.

O prestígio da Justiça, que se quis preservar, agora está em águas mais profundas do que as que engoliram o centenário Titanic. O estrago no costado do Judiciário é mais extenso do que o rombo do Costa Concordia. A vergonha de todos nós, do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia, deveria ser maior que a do incauto Schettino. Não espanta que a resistência ao CNJ e às ações de “faxina ética” promovidas pela ministra Eliana Calmon tenham vindo justamente da maior Corte estadual do País, a de São Paulo, e que também lá tenha ocorrido esse rigor excessivo e essa insensibilidade contra tantas pessoas humildes.

A visão das cenas do que realmente se passou no Pinheirinho não produzem outros sentimentos senão os de horror e da mais profunda indignação. O que fizeram com essas crianças, com esses idosos, com esses doentes, com esses homens e mulheres de bem?! Inacreditável!

Essa grave e vergonhosa violação de direitos fundamentais precisa ser reparada. Se não o for mediante uma intervenção federal (art. 34, inciso VI ou VII, alínea `b`, da CF) ou num incidente de deslocamento de competência (art. 109, V-A, da CF), que o seja perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos, numa ação de responsabilização internacional do País. Por menos do que isso, o Brasil já foi condenado pela Corte da Organização dos Estados Americanos, em São José, na Costa Rica. Veja aqui (“Mais uma batalha do Araguaia“).

Pode ser que nada disso ocorra. O Brasil é um paraíso de impunidades. Porém, o mínimo que se espera é que sejam imediatamente implantados programas sociais para atendimento daqueles milhares de brasileiros. Um trabalho que deve ser acompanhado pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública e pelas comissões de direitos humanos da OAB e da Assembleia Legislativa. Esses órgãos tardaram a agir e, quando o fizeram, a tropa de choque já atropelara direitos dos artigos 5º e 6º da Constituição. O MPF, que acompanhava o problema por meio de um inquérito civil, propôs uma ação civil pública (aqui), mas a competência federal foi rechaçada.

Por ora, o rescaldo para todo o sistema judicial é lamentável. Primeiro, no plano geral, a Justiça perdeu o rumo. Depois, tantos que são os escândalos e tamanha que é a morosidade, essa nau começou a fazer água. Veio o inevitável afogamento da crença dos cidadãos de que algo de bom pode vir de nós, profissionais do Direito. No fim, afundamos até essa região pelágica em que se acha agora toda a Justiça do País. Não há farol, tampouco bússola. Sequer há como voltar a bordo. 

Também não há embarcações seguras. Tampouco há terra a vista. Nem temos bons comandantes. Hora de recolher o periscópio e emergir. Assim talvez enxerguemos alguma coisa. A Justiça não devia ser cega. Mas ainda é.

*VLADIMIR ARAS é mestre em Direito Público pela UFPE, professor assistente de Processo Penal da Ufba e membro do Ministério Público Federal. 

Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/vladimir-aras-pior-que-o-naufragio-do- comandante-schettino.html

Democracia Direta e Participativa em Porto Alegre.

http://rsurgente.opsblog.org/2012/01/19/porto-alegre-e-o-desafio-de-faze...

Porto Alegre e o desafio de fazer evoluir a democracia participativa direta
Jan 19th, 2012
by Marco Aurélio Weissheimer.

Everton Rodrigues (@GnuEverton) (*)


Uma reivindicação começou a ser posta em prática há 24 anos em Porto Alegre e foi sendo construída ao longo de quatro gestões consecutivas (1989 a 2004) do PT frente à prefeitura da capital.

O Orçamento Participativo e os conselhos municipais ajudaram a construir uma experiência de democracia participativa direta, uma democracia real que se tornou referência internacional. A cidade tornou-se berço do Fórum Social Mundial. 

Fazer essa experiência evoluir é um desafio permanente. Hoje, tanto os movimentos árabes pela democracia, como Ocupa Wall Street nos EUA e os “indignados” da Espanha também apontam as limitações e insuficiências da democracia representativa e defendem uma democracia real. 

A democracia liberal está em crise e o capital financeiro restringe o exercício da própria democracia representativa.

As experiências de democracia participativa em momento algum se propuseram a substituir a democracia representativa, mas sim aperfeiçoar os mecanismos de decisão de interesse público possibilitando a participação direta da população, superando todas as críticas que tentaram colocar um modelo de democracia contra o outro. 
Da mesma forma, nossos processos de participação digital não podem substituir fóruns de participação presencial, espaços estes formadores da consciência cidadã e de estímulo dos valores socialistas e da solidariedade.

O processo de democracia participativa, o Orçamento Participativo, juntamente com os conselhos municipais em Porto Alegre, somente foram possíveis a partir da disposição da população e também da demanda dos movimentos sociais e populares organizados, partidos políticos de esquerda e gestores públicos, que construíram as regras da participação e foram modificando-as ao longo do tempo.
Mas quais são os próximos passos para fazer essa prática avançar?

Hoje, entre outras possibilidades, a internet aparece como uma ferramenta poderosa para ampliar e aprimorar a participação presencial (OP e conselhos temáticos e setoriais). Ela pode qualificar a transparência e a mobilização popular para os fóruns presenciais a partir da nossa experiência de participação em Porto Alegre.

Após a participação direta da população nas assembleias públicas do OP e nas conferências temáticas e setoriais de tomadas de decisões das prioridades das políticas públicas, a internet e os meios digitais podem cumprir uma papel extraordinário para agilização de informação, elaboração dos planos de investimentos e serviços, prestação de contas entre o governo e os fóruns de conselheiros, delegados e população em geral.

Os meios digitais também oferecem condições para a gestão democrática e participativa dos serviços públicos nas áreas da saúde, educação, gestão ambiental, limpeza urbana entre outros, que possuem recursos consideráveis e que os cidadãos podem interagir durante a prestação dos serviços numa via de duas mãos, governo e sociedade, com resultados para a melhoria dos serviços e da transparência.
Para isto, este processo não pode ser somente consultivo, pois ele deve construir sistemas de participação de rede digital e presencial onde as pessoas possam praticar a cogestão entre governo e população.

Da mesma maneira que o Orçamento Participativo aperfeiçoou o sistema democrático, as ferramentas digitais oferecem condições para criar um processo de democracia em rede, conectado a ambientes interativos permanentes (participação digital) e integrado ao sistema de democracia participativa presencial.

Sem as facilidades de acesso, armazenamento e compartilhamento do “mundo digital”, muitas vezes os inúmeros fóruns presenciais repetem debates, sem considerar o acúmulo e a memória de discussões já realizadas em outros espaços. Um debate presencial repetitivo torna seus fóruns desestimulantes. 
Além disso, a complexidade e o caráter polêmico de certos temas podem estender os debates por horas ou dias, sem garantir espaço para que todas as posições se manifestem. A “vida corrida” também impede inúmeras pessoas de participarem dos fóruns presenciais.

É necessário envolver diferentes atores no ato de pensar a emancipação, através de ambientes de participação em rede. Um sistema de participação digital, se construído de forma colaborativa com a sociedade e integrado a um sistema de participação popular presencial, evoluirá para um sistema de participação em rede, que facilitará a mobilização da inteligência coletiva social também através da internet. 
Assim, todas as cidadãs e cidadãos que possuem algum tempo disponível em períodos diferentes dos fóruns presenciais também poderão participar dos debates, assim como interagir com participantes das instâncias presenciais, e os debates poderão ser continuados, aprofundados e sistematizados através da rede, qualificando e otimizando o tempo das reuniões presenciais.

As ferramentas digitais devem também ser capazes de segmentar os perfis dos participantes dos debates com a finalidade de aproximar pessoas e coletivos com interesses semelhantes, para que se comuniquem, criem e fortaleçam suas redes e também para os gestores públicos estabelecerem uma comunicação adequada de acordo com o interesse dos cidadãos.

Obviamente, muita coisa precisa ser feita para tornar esse objetivo realidade. As classes C e D possuem índices baixos de acesso apropriado à rede. Por isso, é necessário desenvolver um projeto de inclusão digital como parte do sistema de participação em rede, que ofereça banda larga gratuita de qualidade a todas as regiões da cidade e pontos de acesso público (laboratórios das escolas, lan houses, telecentros e pontos de cultura).

Mesmo com todos os limites da experiência do OP em Porto Alegre (que inspirou e foi modelo para centenas de experiências no mundo todo), é um exemplo a ser considerado em qualquer nova experiência de participação, justamente pela sua capacidade de gerar consciência política, e por ele próprio ser um projeto pedagógico educacional para a cidadania.

Em nenhuma pesquisa de comportamento dos brasileiros nas mídias digitais consta qualquer percentual sobre o uso das redes sociais para o debate político, sobre políticas públicas, governos, e muito menos sobre participação. 
Diante disto, um sistema de participação em rede (integrando processos presenciais e digitais) deve também contar com um projeto pedagógico de cidadania digital para ampliar a percepção das potencialidades das novas tecnologias da informação. 
Assim, os instrumentos interativos digitais serão capazes de aumentar as contribuições e o envolvimento de cidadãs e cidadãos em rede (no presencial e no digital) de forma complementar e contínuo para o desenvolvimento e qualificação das políticas públicas.

A participação direta é uma das principais formas de combater a alienação para promover uma cultura social solidária e justa, por isso, deve ser considerada um bem comum, que todas as instituições comprometidas com a democracia real devem construir e fortalecer. 
Precisamos combinar/articular diferentes pontos entre si, tais como: inclusão digital, banda larga, formação para cidadania digital, conexão com os existentes fóruns presenciais, software livre, dados abertos e ferramentas que facilitem pessoas com interesses comuns aproximarem-se também através da internet, para assim desenvolvermos um projeto de participação em rede.
Levantei alguns que podem servir ao menos para iniciarmos o debate e reflexões sobre o tema, ainda pouco discutido de forma coletiva e participativa.

(*) Com colaborações de Eliane Silveira, Carlos Rosa, Ubiratan de Souza e Marco Weissheimer.

Reproduzindo - O artesanato pirata de São Luís.

ACHEI MUITO OPORTUNA A MATÉRIA DO BLOG CAZOMBANDO E REPRODUZIDA PELO JORNALISTA MARCO D'EÇA SOBRE O ARTESANATO PIRATA QUE É COMERCIALIZADO NOS LOCAIS TURISTICOS DE SÃO lUÍS, POR CONCORDAR COM A MESMA, REPRODUZO O MESMO CONTEÚDO ABAIXO.

Do Blog Cazombando

Turistas incautos e nativos desatentos estão sendo ludibriados por inúmeras lojas de artesanato espalhadas pela cidade, notadamente na área da Praia Grande, Centro Histórico de São Luís, capital patrimônio da humanidade.

A maioria esmagadora dos objetos artesanais, que são comercializados nas lojas, não são provenientes do estado, mas, trazidas de outros lugares, tais como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba, Piauí, Pará e até da Bahia.

Os comerciantes podem revender produtos de outros locais, no entanto, os objetos ostentam a ilícita frase: “Lembrança de São Luís”, o que constitui propaganda enganosa.

Produtos cerâmicos figurativos de Pernambuco, roupas em algodão cru e tratado, oriundas do Ceará, redes provenientes da Paraíba (embora exista boa produção de redes nos municípios maranhenses de São Bento e Rosário), colares com sementes de açaí, que são trazidas do Pará, veleiros feitos com conchas e búzios, e até bolsas e chapéus de palha são vendidos como se fossem produzidos no Maranhão.

De original mesmo sobra pouco, tais como o artesanato à base de fibra de buriti (bolsas, sandálias, chapéus), azulejos pintados com nomes de ruas ou logradouros pitorescos de São Luís, camisas ostentando imagens que abordam o patrimônio histórico, figuras femininas tendo como base a semente de babaçu e algumas peças de renda oriundas do município da Raposa (com ressalvas, já que a maioria das peças da Raposa é, na verdade, revendida, sendo trazidas do Ceará).

Não é excessivo lembrar que o artesanato das mulheres da Raposa tem origem cearense.

Já se tornou bastante comum a presença de micro-ônibus, caminhões ou vans estacionados na Praia Grande, descarregando os produtos advindos de outros estados, disputados avidamente pelos donos de lojas de artesanato da área.

Segundo André Lira, proprietário da “São Luís Artesanato”, situada na rua da Alfândega, Praia Grande, os produtos locais não conseguem competir com os produtos vindos de outros estados, além de a mão-de-obra de fora ser mais barata.

- Não temos também uma produção suficiente para atender à demanda turística, e os incentivos estaduais são pequenos, o que nos leva a tomar essa atitude, o que é uma pena, já que o Maranhão possui um grande potencial para desenvolver seu artesanato e se destacar no cenário nacional em tal área - disse.

Grande parte das peças artesanais é encomendada, e os objetos já trazem pintada a frase que indicaria que o produto é de São Luís, o que caracteriza uma verdadeira pirataria.

A prática é danosa para o desenvolvimento da atividade comercial como um todo. Existe uma grande desinformação da população local e dos turistas sobre o artesanato maranhense, o que estimula o esquema fraudulento.

Os comerciantes estão interessados no lucro e muitos artesãos de outros estados ainda não conhecem o real valor do que produzem, vendendo as peças a um preço muito baixo, o que inviabiliza a produção local.

- Estamos trabalhando com os artesãos, buscando encontrar soluções para enfrentar esse problema, e um dos caminhos é a busca de uma identidade para o artesanato maranhense, como é o caso das rendas produzidas pelas mulheres da Raposa, cujas peças são bem trabalhadas e, portanto, mais caras do que o produto que vem do Ceará, com peças produzidas de forma mais rápida e grosseira. Tentamos incentivar a qualidade do produto visando mudar a realidade, gerando assim melhoria da qualidade de vida dos artesãos - informou o designer Marcelo Medeiros, consultor do SEBRAE.

Enquanto isso não acontece, muita gente continua sendo enganada.

Comprando gato por lebre…

Irã - EUA enviarão terceiro porta-aviões para o Golfo Pérsico.


No próximo mês de Março, os EUA tencionam expedir para o Golfo Pérsico mais um grupo de combate aeronaval comandado pelo porta-aviões nuclear, refere um comunicado da Marinha dos EUA.

O grupo será integrado igualmente por um cruzador de propulsão nuclear e por três contratorpedeiros de propulsão nuclear. Atualmente já encontram-se no Golfo Pérsico dois porta-aviões estadunidenses: "Abraham Lincoln" e "Carl Vinson".

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2012/01/26/64664728.html

Internet - Projeto Acta quer criar padrão internacional de proteção de direitos autorais. Polônia se comprometeu a assinar acordo na próxima quinta-feira (26).

 Manifestantes gritam frases contra projeto de lei antipirataria Acta (Acordo Anti-Pirataria, da sigla em inglês) na Polônia. O protesto ocorre nesta terça-feira (24), em frente a um escritório da União Europeia.

O Acta é diferente do Sopa e do Pipa (restritos aos EUA) porque almeja criar padrões internacionais para a proteção da propriedade intelectual, mas grupos se opõem dizendo que ele limita a liberdade da internet.

A Polônia se comprometeu a assinar o acordo na próxima quinta-feira (26). (Foto: Janek Skarzynski/France Presse)

FONTE: G1

Sites do governo polonês são atacados em protesto por acordo antipirataria.

LEGENDA OCULTA EMBUTIDA EM CC NO PLAYER DO YOUTUBE, CLIQUE EM PORTUGUÊS.

Oque é ACTA:
O Acordo Comercial Anticontrafação (ACTA, em inglês Anti-Counterfeiting Trade Agreement) é um tratado comercial internacional que está sendo negociado, com o objetivo de estabelecer padrões internacionais para o cumprimento da legislação de propriedade intelectual, entre os países participantes.
De acordo com seus proponentes, como resposta “ao aumento da circulação global de bens falsificados e da pirataria de obrasprotegidas por direitos autorais”.O tratado aparenta ser um complemento a um tratado anterior sobre propriedade intelectual, Acordo TRIPs, que foi severamente criticado por “defender” o domínio cultural e tecnológico dos países desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos.
As negociações se iniciaram em outubro de 2007 entre a Estados Unidos, o Japão, a Suíça e a União Europeia, tendo sido depois integradas por Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Marrocos, México, Nova Zelândia e Singapura.O tratado é bastante criticado pelo fato das negociações ocorrerem entre uma minoria e de forma sigilosa.
E também pela existência de indícios, como os documentos vazados para o Wikileaks, de que o acordo planejabeneficiar grandes corporações com o prejuízo dos direitos civis de privacidade e liberdade de expressão do resto da sociedade.Fatos sobre o ACTA:

O ACTA não é um SOPA Europeu. É quase global, e vai ser aplicado a cada país que assinar este tratado.O ACTA é muito mais agressivo. O ACTA não vai simplesmente afetar Web Sites e bloqueá-los da internet, são medidas de vigilância de qualquer coisa que é compartilhada na internet por meios privados.
Não existe uma campanha contra o ACTA e este é tão organizado como o SOPA. Ele é perigoso e há pouco tempo até o tratado ser finalmente assinado.O ACTA tem efeitos na saúde, no comércio e no turismo.
Fonte Wikipedia e Youtube 
 ALERTA!

SOPA E PIPA FORAM FEITOS PARA DESVIAR ATENÇÃO!

REPASSE A TODOS QUE VOCE CONHECE SOBRE O ACTA!

“Há duas coisas infinitas: o Universo e a tolice dos homens.” – Albert Einsten

“Não tenha medo da morte, Lute até o final, pois seu nome será lembrado” – João Victor

“O Povo não deve temer o seu Governo. O Governo é quem deve temer o seu Povo.” – V de Vingança.

FONTE: http://fimdostempos.net/sopa-pipa-acta-pior.html

 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

“O Google está destruindo nossa memória”, afirma estudo.


Professores de psicologia da Universidade de Columbia, Universidade de Wisconsin-Madison e da Universidade de Harvard, todas nos EUA, fizeram uma descoberta que, em um mundo todo conectado, pode deixar muitas pessoas assustadas. Eles descobriram que a ferramenta de busca do Google está destruindo nossa memória.

Basicamente, “estamos nos tornando simbióticos com as ferramentas de computador, crescendo dentro de sistemas interconectados que fazem com que nos lembremos menos da informação em si, e mais de onde podemos achá-la”, segundo a pesquisa.

Explicando a grosso modo, ao invés de nos lembrarmos o nome de cada presidente do Brasil, por exemplo, nós nos lembramos onde podemos encontrar a lista com esses nomes no Google. Essa memória é a chamada “memória externa”, e é a que está prevalecendo sobre a interna.

A pesquisa diz que quando as pessoas procuram as mesmas informações em um segundo momento, eles têm baixas taxas de lembrança sobre a informação em si e taxas maiores quando o assunto é saber localizar esses dados todos.

Fonte: http://portal.aprendiz.uol.com.br/2012/01/24/o-google-esta-destruindo-nossa-memoria-afirma-estudo/

Dilma enfrenta o surrealismo crítico

24 de janeiro de 2012.

O sucesso de Dilma nas pesquisas começa a produzir comentários surrealistas por parte de seus críticos.
 
Como se sabe, entre todos os presidentes eleitos por voto direto, Dilma conseguiu os maiores índices de popularidade para os primeiros doze meses de mandato.
 
Eu acho isso normal. Ela herdou uma economia em boa situação, soube dar respostas necessárias para solavancos do meio do caminho e evitou medidas excessivamente recessivas sugeridas pela oposição.
 
Teve grande firmeza para reduzir os juros enquanto adversários caiam no ridículo ao denunciar um suposto aparelhamento do Banco Central.

Basicamente, Dilma manteve a opção que herdou de Lula, de manter o país no ritmo de crescimento possível. Lula não para de elogiar seu governo e isso também pesa. Em seu devido tempo, Lula não tinha outro Lula com igual popularidade para apoiá-lo, certo?

Jânio de Freitas faz uma observação lúcida:

A aprovação de Dilma Rousseff é a negação do marquetismo como fator básico e decisivo para o êxito na opinião pública. A conduta de Dilma Rousseff ficou aquém, em tudo, do mínimo recomendável pelo marketing político. Nada de artifícios para criar eventos e situações que levem a demoradas e comentadas aparições nos telejornais, com bis nas primeiras páginas do dia seguinte.”

Mas há reações estranhas. Leia uma crítica em tom de lamento: “a presidente não anunciou medidas de impacto, não patrocinou reformas, não apresentou um plano de governo.”

É engraçado ler, em tom próximo ao desânimo, o que deveria ter sido uma observação em tom elogioso: ”Medidas de estímulo à economia evitaram reflexos mais graves no consumo e na taxa de desemprego.” Lamenta-se ainda que, depois da posse, Dilma “precisou apenas corrigir rumos. Beneficiou-se do crescimento econômico acumulado nos anos anteriores e da ligação estreita com o padrinho eleitoral.”

Por fim, uma observação final: a boa avaliação era “previsível”. Como é?

Não sou advogado de Dilma e tenho críticas ao primeiro ano de governo. A principal é que o Planalto perdeu uma grande oportunidade para encontrar uma solução definitiva para o financiamento da saúde pública, o que teria sido possível com a maioria que possui no Congresso e aquele sopro de tolerância que acompanha todo mandato O km.

Considero que, como regra geral, o espírito crítico e a independência são recursos indispensáveis para toda avaliação política séria.
 
Mas eu acho que os analistas deveriam ter aprendido uma boa lição dos cursos básicos de Ciência Política — a disposição para não perder contato com a realidade, única forma de evitar que ela seja confundida com nossos desejos. A critica exagerada, muitas vezes, transforma-se em pedantismo.

O espírito crítico inclui a capacidade de autocrítica, também. E independência deve valer para todo tipo de pressão que pode desviar um trabalho honesto de avaliação e julgamento.

Se uma presidente consegue ter a maior aprovação da história “sem medidas de impacto,” sem patrocinar “reformas,” sem apresentar “um plano de governo” é porque, talvez, quem sabe, não houvesse necessidade tão urgente assim de “medidas de impacto”, nem de “reformas” nem de um “plano de governo”.

Quem fala que a presidente apenas “corrigiu rumos” e assim mesmo chegou aos 59% de aprovação parece admitir, sem perceber, que talvez não houvesse necessidade de inventar muita coisa no primeiro ano de governo.

Minha impressão é que Dilma fez um governo do tamanho certo para ela, para o país e para a herança que recebeu. Num capítulo em que muitos anunciavam uma postura desastrosa, deu as respostas necessárias ao afastar ministros que não podiam permanecer no governo.

A julgar pelo que se disse e se pensou sobre Dilma, há um ano, talvez fosse o caso de constatar que, para seus críticos, seu governo é uma decepção positiva. Concorda?
 
(Do blog de Paulo Moreira Leite)