terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O "MENSALÃO" E A DITADURA DA IMPRENSA CONSERVADORA.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 - No Democracia e Política
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Retrato do Brasil: a farsa do "mernsalão" e a ditadura da mídia conservadora
Por Emir Sader

“O editorial da revista 'Retrato do Brasil' (fev/2012), com o título “Com a faca no pescoço, ou sem a faca?”, expõe, mais uma vez, o instinto ditatorial da grande mídia conservadora: ela pretende fazer o papel de polícia, tribunal e algoz de suas vítimas. E pressiona o STF a desrespeitar os autos e ir além dos delitos realmente praticados no chamado mensalão.

No final do ano passado, o jornalista [tucano] Augusto Nunes relembrou, no site da [ultradireita] “Veja.com”, detalhe significativo da primeira plenária do Supremo Tribunal Federal que tratou do caso do mensalão, a sessão de aceitação da denúncia que abriu o inquérito naquela corte. Nas palavras de Nunes: “Às nove e meia da noite de 28 de agosto de 2007, o ministro Ricardo Lewandowski chegou ao restaurante em Brasília ansioso por comentar com alguém de confiança a sessão do Supremo Tribunal Federal que tratara da denúncia do então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, sobre o escândalo do mensalão. Por ampla maioria, os juízes endossaram o parecer do relator Joaquim Barbosa e decidiram processar os 40 acusados de envolvimento na trama. Sem paciência para esperar o jantar, Lewandowski deixou a acompanhante na mesa, foi para o jardim, na parte externa, sacou o celular do bolso do terno e, sem perceber que havia uma repórter da “Folha de S. Paulo” por perto, ligou para um certo Marcelo. Como não parou de caminhar enquanto falava, a jornalista não ouviu tudo o que ele disse durante a conversa de dez minutos. Mas qualquer uma das frases que anotou valia manchete.”

Depois dessa abertura, num texto mais longo, Nunes cita algumas das frases de Lewandowski: “A tendência seria amaciar para o Dirceu”, “A imprensa acuou o Supremo”, “Todo mundo votou com a faca no pescoço”, “Não ficou suficientemente comprovada a acusação”.

Ao relembrar a história, Nunes ataca Lewandowski por sua declaração de que o julgamento poderá ser realizado apenas em 2013, pois ele terá de proferir um voto paralelo ao de Barbosa, será o revisor oficial do voto deste na sessão plenária e terá de ler os 130 volumes dos autos um a um – em suas próprias palavras –, porque não poderá “condenar um cidadão sem ler as provas”. Nunes disse, em seu comentário, que Lewandowski “se puder, vai demorar seis meses para formalizar o que já está resolvido há seis anos: absolver os chefes da quadrilha por falta de provas”. E concluiu, com uma espécie de conclamação ao público da “Veja.com”, o qual ele chama de “o Brasil decente”: “Para impedir que o STF faça a opção pelo suicídio moral, “o Brasil decente” deve aprender a lição contida na conversa telefônica de 2007. Já que ficam mais sensatos com a faca no pescoço, os ministros do Supremo devem voltar a sentir a carótida afagada pelo fio da lâmina imaginária.”

Em sua catilinária, Nunes repete o que a grande mídia mais conservadora diz desde meados de 2005, quando o escândalo começou, a partir de duas entrevistas de denúncia na “Folha de S. Paulo”. O denunciante, o então deputado federal e atual presidente do PTB, Roberto Jefferson, falou de uma mesada, um “mensalão”, paga regularmente a deputados de partidos da base aliada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que votassem com ele. Nunes e outros editorialistas de mesma opinião querem o julgamento do mensalão imediatamente e a condenação dos acusados, especialmente de José Dirceu, apontado como o “chefe da quadrilha”. Eles acham ter sido o caso mais do que bem apurado, por eles. E acham, também, que é preciso por na cadeia os que eles consideram culpados.

Felizmente, no Brasil ainda não é assim. O julgamento será feito não pela mídia, mas nos termos da lei, numa sessão plenária do STF, instituição em que corre o processo. Depois da aceitação da denúncia, em 2007, foi aberta a Ação Penal nº 470, e os réus foram ouvidos e apresentaram suas testemunhas. No segundo semestre do ano passado, todos – acusação, defesa e relator – expuseram suas considerações finais. Faltam, agora, o voto inicial de Barbosa e o voto do revisor, Lewandowski, para o julgamento começar, o que talvez aconteça ainda neste semestre.

O que está em discussão, efetivamente? A nosso ver, examinando o conteúdo do processo, Nunes não tem razão, mesmo que sua opinião seja mais ou menos a mesma de uma autoridade indiscutível no caso, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para quem o mensalão é “o maior crime político da história da República”. Não é estranho que Gurgel e Nunes tenham opiniões parecidas. No Brasil, está acontecendo esse fenômeno na política. Alguns políticos, e mesmo procuradores e magistrados, processam o que a mídia investiga. E como ela investiga mal, vê-se algo como neste caso: o procurador-geral, num dos aspectos centrais da Ação Penal nº 470, tentando sacramentar o julgamento já feito pela grande mídia mais conservadora. Como diz Nunes, o caso “já está resolvido há seis anos”.

No País, felizmente, a grande mídia ainda não tem o poder legal de decidir quem deve ou não ser condenado e preso. Os julgamentos ainda não são feitos a partir do que a mídia mais conservadora escreve, embora ela se empenhe nesse sentido. Os julgamentos são realizados com base nos autos. Ainda existe o devido processo legal, que obriga a provar as acusações com depoimentos, fatos, laudos periciais. E, a nosso ver, os termos da denúncia do procurador-geral usados para justificar sua pretensão de ter revelado “o maior crime de nossa história” alinhavam um conjunto de indícios precários, alguns manifestamente ainda não investigados quanto à sua ligação com a tese principal da acusação.”

[OBS deste blog ‘democracia&política’: complementando o bom artigo acima, acrescento alguns casos de corrupção abafados e não cobrados pela “grande” mídia, sobre o mesmo tema “mensalão”. Apresento trechos extraídos do Wikipedia  (http://pt.wikipedia.org/wiki/Mensalao_mineiro) e  (http://pt.wikipedia.org/wiki/Escandalo_do_Mensalao_no_Distrito_Federal_) :

1) “Mensalão tucano”, também chamado [eufemicamente) de “mensalão mineiro”, ou ainda “valerioduto tucano”, é o escândalo de corrupção que ocorreu na campanha para a eleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - um dos fundadores e presidente do PSDB nacional - ao governo de Minas Gerais em 1998, e que resultou na sua denúncia pelo Procurador-Geral da República ao STF. A denúncia foi baseada no Inquérito nº 2280 que a instrui. Azeredo é acusado de "peculato e lavagem de dinheiro". O Procurador-Geral da República denunciou, também, 15 políticos pelos mesmos crimes de peculato e lavagem de dinheiro e afirmou que o esquema foi montado pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza para injetar dinheiro público na campanha a governador do tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG). As investigações atingem o então secretário do governador mineiro, o tucano Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à presidência da república em 2010. O Supremo Tribunal Federal aceitou a denúncia criminal por cinco votos a três. Votaram pela aceitação os ministros Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio, que acompanharam o voto do relator Joaquim Barbosa, tornando Eduardo Azeredo réu pelos crimes de peculato (roubo de dinheiro público) e lavagem de dinheiro. Desde então, nunca mais o assunto foi abordado pela mídia.

Senador Eduardo Azeredo, então Presidente Nacional do PSDB
2) “Mensalão dos Democratas” (DEM), escândalo do também eufemicamente tratado na mídia como “Mensalão no Distrito Federal”, “Mensalão do GDF”, “Mensalão do Democratas de Brasília”, é o escândalo de corrupção que surgiu no final de novembro de 2009, descoberto pela Polícia Federal, através da “Operação Caixa de Pandora”. O principal envolvido, o então governador José Roberto Arruda (DEM), estava cotado para ser o vice-presidente de José Serra, governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB, nas eleições de 2010. Em agosto de 2010, a Polícia Federal concluiu o relatório final da “Operação Caixa de Pandora”, que aponta o ex-governador José Roberto Arruda como chefe de uma organização criminosa para desviar recursos públicos por meio de empresas contratadas por seu governo.”


Serra e Arruda, pretendentes à presidência e vice-presidência do Brasil!!! 
FONTE: revista “Retrato do Brasil”, edição n° 55, fevereiro de 2012. Transcrito no portal “Vermelho”. (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174861&id_secao=6). [Imagens do Google e trechos do Wikipedia, obtidos nos endereços acima citados, adicionados por este blog ‘democracia&política’].
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/clipping-do-dia-527
 

Governo Dilma estuda reforma das Polícias Militares.

Por Francisco Barreira: A ação federal na Bahia, onde se desenvolve uma greve da PM, não foi apenas uma reação pontual. Foi uma demonstração de mudança na política global em relação às Polícias Militares que poderão sofrer reformas radicais.
 
Os jornais não deram o devido destaque à ação dos Ministérios da Justiça e da Defesa realizadas ainda na sexta-feira (03) e às declarações feitas pelas autoridades federais na Bahia, na manhã de sábado (04). Além disso, em função da crise baiana, a presidenta Dilma Rousseff assinou o decreto Lei e Ordem.
 
Foi uma operação de guerra: em menos de 24 horas foram transferidos para a Bahia milhares de soltados do Exército e de elementos da Polícia Federal e da Força Nacional. E mais: o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao lado do governador Jaques Wagner, anunciou que os grevistas serão remetidos para prisões federais.
 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Greve da PM na Bahia. O direito e o perigo.

 
Está na Constituição Brasileira, em seu art. 5º, inciso 16:
Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

Logo, não está em discussão o direito da polícia baiana – como a de qualquer Estado brasileiro – reunir-se, reivindicar, protestar.

Este blog “apanhou” muito ao criticar a invasão do QG dos Bombeiros, no Rio de Janeiro.

Agora, porém, as cenas de policiais em greve na Bahia, armados, erguendo pistolas, certamente devem ter feito muitas pessoas entenderem que isso traz mais perigos do que, dentro da democracia, as instituições legítimas e eleitas pela população, podem correr.

Não importa se o governador é A ou B. Polícia e bombeiros, embora seja discutível se o devem ser, são instituições militares. E militar não protesta armado, como não “toma” quartel.

Igualmente, não se tem notícia de que metalúrgicos, professores, trabalhadores em geral realizem atos grevistas enchendo-os com suas mulheres e crianças.

Isso é irresponsável. Fazer isso e depois dizer, como fez um líder grevista que “”vai acontecer uma chacina aqui, e o responsável é Jaques Wagner” não é algo correto, independente da justiça que se possa reconhecer nas reivindicações.

Não se tem notícia de que estes líderes tenham se manifestado assim diante de qualquer violência praticada pela  polícia contra manifestantes civis desarmados.

Não há nem deve haver limites para o direito de reivindicar. Mas há e deve haver limite nos métodos que se usa para exercê-lo.

Senão, o que é direito de reivindicar, inclusive através de paralisações, vira motim.

Fonte: http://www.tijolaco.com/

Agência de notícias do governo federal admite erro e nega mortes no Pinheirinho.


Agência de notícias do governo federal admite erro e nega mortes no Pinheirinho

Do UOL, em São Paulo.

A Agência Brasil, pertencente a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) –rede pública do governo federal– divulgou nota nesta segunda-feira (6) reconhecendo erro em uma reportagem que afirmava haver mortos no processo de reintegração de posse ocorrida na região do Pinheirinho, em São José dos Campos.

A reportagem da Agência Brasil foi ao ar no dia 23 de janeiro e chegou a ser destacado na manchete do UOL. O texto foi também citado ou republicado por diferentes veículos de imprensa nacionais e internacionais.

Na ocasião, a Agência Brasil afirmou, baseada em declarações de Aristeu César Pinto Neto, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e também advogado dos moradores desalojados, que havia mortos na ação policial. As autoridades dos governos estadual e municipal negaram a informação. “Não houve a devida checagem da veracidade da informação sobre supostos mortos na operação de reintegração de posse da área conhecida como Pinheirinho”, afirma a rede pública.


Leia a íntegra da nota:

Agência Brasil reconhece erro em notícia sobre mortes no Pinheirinho.

A Agência Brasil errou no processo de apuração, edição e publicação da notícia OAB de São José dos Campos diz que houve mortos em operação no Pinheirinho, no dia 23 de janeiro. A notícia foi publicada com base em entrevista concedida à TV Brasil pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José dos Campos, Aristeu César Pinto Neto. No entanto, não houve a devida checagem da veracidade da informação sobre supostos mortos na operação de reintegração de posse da área conhecida como Pinheirinho.

A entrevista foi gravada por uma equipe da TV Brasil que se deslocou para São José dos Campos, mas a parte que denunciava a morte não foi utilizada no noticiário televisivo por falta de confirmação ou comprovação. No entanto, a reportagem da Agência Brasil em São Paulo teve acesso à íntegra da gravação e considerou a informação relevante e suficiente para ser publicada, tendo em vista o advogado ter se apresentado como representante de uma instituição respeitável.

A Agência Brasil, embora tenha atendido a exigência de identificação da fonte da informação, não seguiu os demais procedimentos da boa prática de apuração, como recomenda o Manual de Jornalismo da Radiobrás, que ainda está em vigência.

“O jornalismo deve procurar o equilíbrio. O equilíbrio é o cuidado de ouvir os principais envolvidos e de apurar os aspectos mais importantes da notícia, para reportar os acontecimentos com objetividade. Ao apurar um fato, o jornalista deve analisar o interesse de cada pessoa ou grupo a ele relacionado. Tem que se perguntar quem é o afetado pela notícia e ir além da velha agenda de fontes, trazendo novos interlocutores para comentar o tema.

Ouvir sempre dois ou mais lados distintos de uma questão é fundamental  para a equidade e para o desenvolvimento do trabalho de qualidade que a Radiobrás se propõe a fazer. Fontes da sociedade civil organizada devem ser consultadas e cidadãos não organizados devem ser considerados. A edição tem que se estruturar  de maneira igualitária e seguir o bom senso. Cada personagem deve ocupar um tempo proporcional a sua importância relativa dentro da notícia. Quem foi criticado deve ter chance de responder”, diz o texto.

O Manual de Jornalismo da EBC, que está em fase de revisão, é claro ao exigir rigor nesse tipo de apuração. “Toda denúncia deve ser confirmada antes de ser publicada. A apuração de uma denúncia deve manter o seu caráter jornalístico, ou seja, a intenção de buscar informação para o cidadão não se confundir com a atuação da polícia, do Ministério Público ou de qualquer outro ente oficial de investigação. Se a denúncia tiver origem no trabalho do Jornalismo da EBC e não estiver publicizada por qualquer outro meio, deve-se conceder ao denunciado um prazo até 24 horas para sua manifestação”, diz o texto.

Neste caso, a denúncia estava publicizada, não apenas em redes sociais, mas até na imprensa internacional, que, antes mesmo da Agência Brasil, já mencionava a suposição de mortes. No entanto, a gravidade da denúncia requeria ao menos outra fonte fidedigna que a corroborasse.

Faz-se necessário assegurar aos nossos leitores que não houve má-fé da Agência Brasil ao publicar a matéria. Tampouco houve submissão desta agência a qualquer interesse de natureza política. O que ocorreu foi um erro jornalístico diante de uma situação de poucas e controversas informações em uma situação tumultuada.

A gravidade dos fatos e a urgência em noticiar informações sobre o assunto também levaram outros veículos a noticiar a possível ocorrência de mortes no conflito de Pinheirinho. É o caso do jornal britânico The Guardian, que informou ter recebido informações da mídia social que tratavam o despejo como um “massacre” e sobre a ocorrência de mortes não confirmadas.

“Ao longo do domingo [22], sites de mídia social estavam cheios de relatórios apocalípticos de um suposto "massacre" na comunidade. Um e-mail, enviado aos meios de comunicação internacionais, afirmou que havia relatos de que pessoas haviam sido mortas. A maior rede de TV do Brasil, a TV Globo, descreveu o despejo como "uma operação de guerra", publicou o jornal britânico, na segunda-feira (23), às 15h27.

A matéria da Agência Brasil foi publicada às 17h30.
As informações controversas, no entanto, não justificam a falta de rigor nos procedimentos de apuração da notícia. No mesmo dia, às 22h15, a Agência Brasil publicou a matéria Terreno do Pinheirinho deve R$ 16 milhões em impostos, diz prefeitura de São José dos Campos, na qual o prefeito do município, Eduardo Cury, negava a ocorrência de mortes.

No dia seguinte, a Agência Brasil publicou uma reportagem com a negação da existência de mortes. A matéria Autoridades negam que tenha havido morte durante desocupação em São José dos Campos foi publicada às 14h01 de terça-feira, dia 24.

Para evitar o mau entendimento do leitor, a Agência Brasil ainda anexou à primeira matéria, que tratava da possibilidade de mortes, o link da segunda, que desmentia a informação. Além disso, cuidou de acrescer à primeira matéria uma explicação sobre o ocorrido.

A Agência Brasil reconhece, no entanto, que uma vez publicada uma informação, mesmo de uma fonte supostamente crível, sem a devida checagem, foi cometido um erro de difícil reparação. Ampliado pelo fato de o título da notícia não ter deixado claro que a informação era do presidente da Comissão de Direitos Humanos, e não da OAB.

Reconhece também que a tentativa de correção do erro no noticiário seguinte foi insuficiente. Deveria ter sido enfatizada para alcançar a mesma amplitude da denúncia incomprovada.

Por isso, a Agência Brasil está reorientando seus profissionais e revendo seus procedimentos internos para evitar que erros como esse ocorram novamente em seu noticiário.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/02/06/agencia-brasil-divulga-nota-afirmando-que-houve-erro-em-reportagem-sobre-pinheirinho.htm

UFMA. Possível esquema de compra de notas não vai ser tolerado.

Denúncias vão ser apuradas o quanto antes pelos setores competentes para identificação e punição de possíveis responsáveis.








SÃO LUÍS - A denúncia de que notas estariam sendo vendidas a estudantes de alguns dos cursos de graduação da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), como toda denúncia e/ou suspeita que envolva a idoneidade dos processos da Universidade, deve ser apurada o quanto antes. Veiculada em um blog maranhense e replicada por outros blogueiros há cerca de 15 horas, a denúncia teria partido de uma conta no microblog Twitter que é atribuída a um professor da Instituição.

Nas mensagens postadas pelo perfil denominado
@AyalaGurgel na rede social, são revelados casos de alunos que teriam sido aprovados sem sequer terem feito provas em disciplinas ministradas pelo referido professor. Além disso, o perfil acusa uma das docentes da UFMA de ter plagiado sua tese de doutorado o que, ainda de acordo com as postagens, é de conhecimento público.

Cumpre ressaltar que toda denúncia sem provas documentais, seja ela feita em redes sociais ou em quaisquer outros canais de comunicação, caracteriza mera leviandade. Mais do que falar ou, nesse caso, escrever, é preciso estar legalmente respaldado para garantir a imparcialidade na apuração dos fatos. Ações como essa em nada engrandecem a Instituição ou potencializam a lisura de seus processos, pelo contrário, contribuem para uma divulgação negativa da imagem da UFMA com base em posturas individualistas e amorais.


Ainda assim, segundo o reitor da Universidade, Natalino Salgado Filho, qualquer indicativo de fraude em qualquer nível e que envolva a comunidade acadêmica (docentes, discentes e técnicos) é inaceitável dentro da Instituição. Há, inclusive, uma determinação da Administração Superior da UFMA para que casos assim sejam apurados rigorosamente pelos setores competentes para identificação e punição jurídica, administrativa e/ou pedagógica dos possíveis responsáveis.


Nessa direção, vale destacar que, desde que o atual gestor assumiu a Reitoria, as ações em prol da moralização dos processos produtivos na Federal do Maranhão são contínuas. Há, inclusive, casos de professores que já foram demitidos da Instituição por desleixo e/ou fraco desempenho, bem como concursos anulados para que candidatos de notório mérito não fossem, em qualquer etapa dos seletivos realizados, prejudicados pelas eventuais “panelinhas” - como é popularmente conhecido o esquema no qual candidatos capazes de assumirem os cargos seriam prejudicados na atribuição de notas com o intuito de beneficiar outros candidatos “indicados” por membros de bancas avaliadoras.


Saiba +


Embora alarmantes, as revelações surgem curiosamente logo depois da veiculação, também pela Internet, de casos de compras de notas e aprovações “misteriosas” em uma Instituição de Ensino Superior (IES) privada do Estado. Envolvendo filhos de políticos e de “figurões maranhenses”, as denúncias ganharam a rede e se espalharam pelos demais canais de comunicação.


Mesmo que não se possa afirmar que o professor Ayala Gurgel é o verdadeiro responsável pelas postagens no Twitter, é preciso ter em vista que esse docente já foi afastado de suas atividades na UFMA em decorrência de posturas não éticas que ferem os princípios sob os quais está assentada a maior e mais antiga IES do Maranhao.


Fonte: http://www.ufma.br/noticias/noticias.php?cod=12172

Bahia: Exército cerca PMs em greve.

 
Cerca de 600 homens do Exército cercam a Assembleia Legislativa da Bahia para garantir que a Polícia Federal cumpra os 11 mandados de prisão contra policiais militares grevistas que ocupam a Casa desde a semana passada.

A Justiça decretou a ilegalidade do movimento e expediu 12 mandados de prisão. O primeiro foi cumprido na madrugada de domingo 5. O policial Alvin Silva foi preso e encaminhado para a Polícia do Exército sob a acusação de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público (viaturas). Além disso, o policial vai passar por um processo administrativo na própria corporação.

O pedido para a desocupação do prédio foi feito no domingo à tarde pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo. O secretário de Segurança, Maurício Barbosa, e o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, acompanham a operação.

O estado conta com o apoio de mais de 2,5 mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional no patrulhamento de Salvador, Feira de Santana, Barreiras e Paulo Afonso. O grupo conta também com quatro veículos de combate Urutu, que já circulam por Salvador.

Os policiais militares da Bahia estão em greve desde a última quarta-feira 1º.

Número de homicídios chega a 87 no estado
Desde o início da greve da Polícia Militar na Bahia na terça-feira 31, 87 pessoas foram assassinadas no estado, segundo dados atualizados do site da Secretaria de Segurança Pública estadual. A grande maioria dos crimes, no entanto, ocorreu na região metropolitana de Salvador.

Além das mortes, no mesmo período foram registradas 41 tentativas de assassinato.

O dia mais violento foi a sexta-feira 3, com 32 homicídios e 16 tentativas de assassinato. Na quarta-feira 1, foram registrados sete homicídios, na quinta-feira, 14, no sábado, 17, e no domingo, até o momento, 18 mortes.

Segundo o governo baiano, os 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça contra policiais e participantes da greve, considerada ilegal, começaram a ser executados no estado. A primeira prisão ocorreu na madrugada deste domingo 5.

Alvin dos Santos Silva, policial militar lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA), foi detido sob a acusação de formação de quadrilha e roubo de viaturas.

No sábado 4, o governador Jacques Wagner (PT) afirmou que não vai conceder a reivindicação de anistia para os policiais que participaram do movimento, apresentada na pauta das associações da PM baiana. “Ultrapassar a democracia com a violação da lei, comigo não tem acordo.”

Os policiais e participantes da greve estão acampados em frente à Assembleia Legislativa de Salvador. Eles reivindicam a aprovação do plano de carreira, regulamentação da gratificação de atividade policial, nível 5, melhores salários e condições de trabalho.

De acordo com Wagner, nos últimos cinco anos, a corporação recebeu cerca de 60% de reajuste, ou um ganho real em torno de 35%. O governador admitiu, porém, que as condições de trabalho precisam ser melhoradas.

A Secretaria de Segurança aponta que a Justiça expediu um mandado de reintegração de posse para 16 viaturas em posse de manifestantes ligados aos grevistas e que parte dos veículos foi recuperada.

Ainda de acordo com o órgão, a Justiça determinou o fim do movimento grevista que conta com a participação de cerca de 20 mil dos 30 mil policiais baianos. Das 300 viaturas da corporação em Salvador, 210 estão em atividade.

Ajuda federal
Para avaliar a situação e acompanhar as operações das Forças Armadas na garantia da segurança da população, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, foram enviados a Salvador o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi, também estão na cidade.

Cardozo declarou no sábado que a presidenta Dilma Rousseff decretou Operação de Lei e Ordem. Isso possibilita a mobilização da Força Nacional, da PF e das Forças Armadas sob o comando do Ministério da Defesa. Ele ressaltou ainda que depredações e ataques a equipamentos submetidos à Operação são crime federal. “Neste caso, a PF poderá investigar, apurar e submeter as ações ao Ministério Público Federal, para que as medidas corretas sejam tomadas.”

A Secretaria de Segurança estadual informou que cerca de 3,5 mil militares foram disponibilizados para garantir a ordem no estado durante a greve da PM. Segundo o órgão, os bairros periféricos de Salvador começaram a receber o reforço militar na noite de ontem. As operações no interior do estado ocorrem pontualmente.

Violência
Boatos de arrastões fizeram com que o comércio fechasse mais cedo na sexta-feira e shows de bandas de axé, como Olodum – que teve um de seus integrantes morto em um assalto ontem  – , e uma apresentação da cantora Ivete Sangalo fossem cancelados.

A falta de policiais nas ruas gerou uma onda de saques e violência em todo o estado. Apenas na sexta-feira, 58 carros foram roubados e algumas lojas arrombadas e saqueadas.

De acordo com a Secretaria de Segurança, foi registrada “uma série de casos de vandalismo, com assaltos e arrastões, em várias áreas de Salvador”, desde que “PMs ligados à Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra-BA) anunciaram greve por tempo indeterminado.”

Com informações Agência Brasil

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Alcoa fecha Fabrica na Itália. Milhares de Espanhois fazem protesto nas ruas da Corunha em defesa do quadro de pessoal de Alcoa Inespal.

Galiza - Laboral/Economia
Domingo, 05 Fevereiro 2012 02:00
050212_cig_alcoa_corunhaCIG - Milhares de pessoas manifestárom-se na tarde desta sexta-feira contra o Expediente de Regulaçom de Emprego (ERE) apresentado por Alcoa Inespal e contra a deslocalizaçom da produçom da fábrica da Corunha. A marcha, convocada polo Comité de empresa, contou com a participação do quadro de pessoal das centrais que a multinacional tem na comarca da Marinha, no concelho de Sam Cibrao e nas Astúrias, na cidade de Avilês, para além do secretário geral da CIG, o secretário nacional da CIG-Metal e membros da executiva federal.

Com uma redução da produção de 50% e uma proposta de ERE de suspensão temporal acima da mesa para metade dos 420 operários e operárias da fábrica da Corunha, o pessoal de Alcoa Inespal manifestava-se no serám da sexta-feira pelas ruas da cidade, acompanhado por centenas de pessoas, para rejeitar as medidas da multinacional do alumínio e contra o desmantelamento industrial da comarca da Corunha.

Os delegados da CIG na empresa teimam em expor que o problema de fundo não é o expediente de regulação, senão a inexistência de um plano de viabilidade que garanta o futuro das instalações. Neste sentido, tinham reivindicado à direção que apresente que planos tem para a central da Corunha e qual é a viabilidade industrial que terá dentro do próprio Grupo. "Se a empresa não responder a estas questões entenderemos que Alcoa não tem interesse em continuar com a atividade desta central", sublinham. "Agora a direção parece disposta a assumir que o ERE seja rotativo para o cem por cento do pessoal, mas desconhecemos por completo que vai acontecer quando finalizar a vigência da regulação", assinalam.

Dúvidas sobre o futuro da multinacional para as fábricas galegas.
A este respeito, a CIG voltou a advertir que por trás deste corte da produção e o emprego se agacha a pretensão da Alcoa de deslocalizar a produção a países que tenhem uma tarifa energética mais barata e um mercado laboral desregulado. Neste sentido, apontam que os problemas da central da Corunha começaram com o desmantelamento da linha de produção de fio, deslocalizada há uns anos à fábrica da Islándia, e realocação que em 2013 está previsto que o consórcio Maaden-Alcoa ponha em marcha umha mega fábrica na Arábia Saudita.

No mesmo sentido manifestáram-se os companheiros e companheiras da CIG em Alcoa-Sam Cibrao, que esta tarde se achegaram à Corunha para participarem da manifestação. A representação da fábrica da Marinha mostrou-se pessimista quanto às expectativas de futuro para as centrais que Alcoa tem na Galiza. De fato, sublinham, a própria direção que recusou-se a oferecer garantias sobre a continuidade da atividade nas instalações de Sam Cibrao, chegando a ironizar sobre que "para assegurar o futuro já estão Carrefour ou El Corte Inglés".

"Entre a apresentação dos EREs e a predisposição da multinacional a deslocalizar a produção e o trabalho (praticamente em Sam Cibrao todas as tarefas som feitas através das auxiliares) temos muitas suspeitas de que as verdadeiras intenções passam polo encerramento das fábricas do nosso país". Este alvo, matizam, explicaria o recente Plano de Evacuação apresentado para a central da Marinha (apesar de levar 30 anos em funcionamento), através do qual se pretenderia evitar qualquer reclamação por responsabilidades ambientais uma vez abandonadas as instalações.

Aliás, as Seções Sindicais da CIG nas duas fábricas matizárom que nos informes económicos anuais, a empresa sempre destacou a rentabilidade das centrais galegas. Porém, "de súbito, Corunha não é competitiva e decidem aplicar-lhe um corte da produção e no emprego com o objetivo de reduzir custos, mas esta medida vai provocar o efeito contrário já que o se produzir nessa fábrica sairá mais caro", denunciam.

Manifesto do quadro de pessoal
Ao acabar a marcha, o Presidente do Comité de Alcoa Inespal, deu leitura ao manifesto dos trabalhadores e trabalhadoras que reproduzimos a seguir:

MANIFESTO

Boa noite:

No nome do Comité de empresa e dos trabalhadores/as de Alcoa-Inespal de Agrela, recebede uma carinhosa saudação todas e todos os que hoje nos acompanham (especialmente os companheiros e companheiras do norte do país e das Astúrias) por solidarizar-se e acompanhar-nos nesta manifestação reivindicativa pelo emprego e contra a deslocalização.

A central corunhesa de Alcoa leva mais de 50 anos na comarca herculina e em toda esta vida industrial com as diferentes denominações, sendo empresa pública ou privada (Alumínios da Galiza, Inespal, Alcoa), deu a possibilidade de que milhares de trabalhadores e trabalhadoras da cidade da Corunha, da comarca e da Galiza, tivessem um trabalho para poder viver dignamente com as suas famílias ou ir avante na sua trajetória laboral.

Mas hoje estamos aqui, porque a direção da Alcoa, a 9 de janeiro, convocou o Comité de empresa com carácter de urgência para informar sobre o corte de produção de 12% há nível mundial, devido aos maus resultados económicos no 4º trimestre de 2011.

Segundo a direção 7% da redução seria nos EUA (291.000 toneladas). O restante 5% faria-se na Europa mediante o encerramento da fábrica de Portovesme (Itália) de maneira permanente (155.000 toneladas), e uma redução temporal da produção na Corunha (Galiza) e Avilês (Astúrias) de 90.000 toneladas em Alcoa Inespal, o que suporia uma paralisação da produção de 50% em cada uma das fábricas. O corte de produção nas fábricas galega e asturiana implicaria um ERE temporal de um ano para 150 trabalhadores/as em Avilês e 210 na Corunha.

A Alcoa quer justificar esta medida na Galiza e nas Astúrias baseando-se nos altos custos de produção a causa do incremento das materias primas (coque, brea) e do baixo preço do metal na bolsa de metais de Londres (LME), com uma redução de 27% em 2011. Além do mais, está o incremento na tarifa elétrica e a falta de um contrato de energia competitivo de longo prazo.

Esta última questão, a da energia, é o verdadeiro problema que nos traz hoje aqui, pois não se pode esquecer que quase metade dos custos da produção do alumínio pertencem à eletricidade. Se a isto acrescentarmos que o atual contrato com as elétricas finaliza em dezembro deste ano, mais claro que a água.

Por todo iso, Alcoa propõe um ERE para uma central emblemática, desmantelando o futuro industrial da comarca corunhesa. Isto põe em risco os postos de trabalho tanto de Alcoa, como das companhias auxiliares Reymogasa, Masa Galicia, Montajes Dimar, Fremap, Climagal, Segasa, Galman, Montajes Biermar, Traexla, Jofrasa, Cotelsa, etc., que prestam os seus trabalhos auxiliares, assim como a incidência negativa que pode implicar para o setor metalurgico. Em total mais de 1.500 empregos afetados direta ou indiretamente.

O Comité de empresa leva anos insistindo para que Alcoa apresente um plano industrial que cubra as exigências da central, garantindo a sua viabilidade, e não aplicando saídas conjunturais que não suponhem nenhuma solução de futuro.

Pelo qual, exigimos da direção de Alcoa, que não é imprescindível a aplicação de um ERE, que tal e como está proposto põe em risco o futuro da fábrica, já que o que sim é preciso é a apresentação de um Plano Estratégico de Futuro que permita que esta atividade continue a gerar emprego e riqueza nesta comarca corunhesa que tanto apostou de forma direta e indireta polo mantenemento e a sobrevivência destes postos de trabalho, tanto para os trabalhadores/as atuais como para as geraçons vindouras.

Aliás, exigimos aos poderes políticos (Cámaras municipais, Deputados, Governo galego e espanhol) que se envolvam num compromisso político, claro, nítido e necessário para que esta atividade industrial continue a ter futuro e siga a ser um referente na comarca corunhesa. 

Pois estamos convencidos os sindicatos, trabalhadores/as e o povo, que se não o faz assim poderiam ser partícipes na desfunção industrial de uma atividade que leva mais de cinco décadas e vai a continuar a ter uma demanda de futuro do seu produto independentemente da situação pela que atualmente está a passar.

Obrigado de parte do quadro de pessoal de Alcoa e dos seus familiares por ter compartilhado conosco esta jornada reivindicativa e desejar-vos aos companheiros e companheiras da Marinha e das Astúrias uma feliz viajem de volta.

Fonte: http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=24066:milhares-nas-ruas-da-corunha-em-defesa-do-quadro-de-pessoal-de-alcoa&catid=222:laboraleconomia&Itemid=155