segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Violência. Região do Conjunto São Raimundo, virou uma verdadeira terra sem lei. Em dez meses, foram registrados 136 assassinatos.


Douglas Cunha Publicação: 16/12/2012 10:54 Atualização: 16/12/2012.


Bairro do São Raimundo, região com alto índice de violência,é comandada por traficantes que cobram pedágio e ameaçam as pessoas (Gilson Teixeira/OIMP/D.A Press)

Bairro do São Raimundo, região com alto índice de violência, é comandada por traficantes que cobram pedágio e ameaçam as pessoas.



As comunidades encravadas na região circundante da reserva florestal,da Força Aérea Brasileira se constituem num verdadeiro território sem lei, onde homens cruéis se revelam também sem alma. Esta região é da circunscrição da 15ª Delegacia Distrital (Conjunto São Raimundo), uma unidade do sistema de Segurança Pública que desprovida de recursos humano e técnico, se torna incapaz de atender às necessidades das comunidades atingidas por elevado índice de criminalidade e extremada violência.

Trata-se de uma região dominada pelo narcotráfico, cujos chefes , motivados pela impunidade, se julgam senhores de tudo, acima do bem e do mal, com capacidade de julgar e executar seus antagonistas ou qualquer um do povo que contrarie suas vontades.

Um jovem viciado foi executado somente porque o traficante estava desejoso de matar uma pessoa naquele dia. Outro foi seqüestrado e está desaparecido porque estava reformando sua casa, tornando-a mais bonita, sendo morador novo no bairro.

Sua casa e de uma irmã foram saqueadas pelos traficantes que levaram tudo inclusive o vaso sanitário e a pia da cozinha. Diante de tanta violência e acinte, a população vive autêntica síndrome do medo, recusando-se a fazer qualquer comentário sobre os atos criminosos que testemunha no seu cotidiano.

Vontade de matar - Na manhã do último dia 3 de dezembro, Mabio Alves de Sousa, 23 anos, saiu do sítio de sua tia Maria do Carmo Alves Carvalho, onde trabalhava e foi até à Rua do Cajueiro, na Vila Romário, como habitualmente fazia e foi surpreendido por Augusto César Viana dos Santos, que sem qualquer discussão ou motivo aparente, sacou de um revólver e fez um disparo contra a cabeça da vítima. Mabio morreu no local.

Antes de fugir, Augusto César, que seria traficante, entregou a arma usada no crime para um homem conhecido como "Louro", que seria ligado ao tráfico de drogas na região. Sabe-se que momentos antes de cometer o crime, Augusto César teria dito que naquele dia tinha que matar um. O fato foi comunicado na 15ª Delegacia Distrital e os investigadores realizaram diligências, porém não encontraram o acusado. Um inquérito foi instaurado para apurar responsabilidades.

Morte e mistério - Outro crime que está envolto em denso mistério é a morte do servente Celso Araújo Lopes, morador do Tibiri. Ele foi visto com vida pela última vez, por volta das 22 horas do dia 15 de agosto. Seu cadáver foi encontrado na noite do dia 17 do mesmo mês, no velho prédio do curtume desativado, no Tibiri. Celso era viciado em maconha e crack e teria saído na companhia do namorado de sua irmã Marinildes Lopes, identificado como Elson Santos Farias, conhecido como "Farinha" e o irmão deste, Manoel Santos Farias.

Não retornou para casa de sua irmã Marinildes, onde morava, e seus acompanhantes negaram ter ficado com ele além das 20 horas, quando a vítima teria saído da casa de Manoel, após os três terem consumido drogas. Celso Araújo Lopes foi morto a facadas e seu corpo, já em estado de putrefação, foi encontrado dois dias depois, no interior do prédio do velho curtume. Um inquérito tem andamento na 15ª Delegacia Distrital ( São Raimundo) para apurar o crime.

Sequestro e vandalismo - Há seis meses o jovem Thailson Lopes Alves, 19 anos, recebeu uma casa que lhe foi presenteada pelo pai, o aposentado Isanil Alves, na Vila Cutia. No final da tarde do último dia primeiro dezembro, ele desapareceu e até agora não foi localizado. Teria saído para comprar alguns metros de piso. Há suspeitas de que Thailson foi seqüestrado pelo grupo do traficante conhecido como Maurinho, que aterroriza na Vila Cutia.

Depois de receber a casa presenteada pelo pai, Thailson foi morar ali na casa 77 da Rua 31 com sua então companheira Larissa, de quem se separou após saber que ele havia emprestado um revólver de sua propriedade para um morador daquele bairro, que seria um jovem com problemas de conduta.  (?)

Conforme Isanil Alves, seu filho Thailson Alves ficou morando só e, mesmo estando desempregado, trabalhava como servente de pedreiro e aplicava o dinheiro que ganhava na melhoria da estrutura de sua casa. Comprou TV LCD de 40 polegadas, geladeira, aparelho de som, tendo colocado piso de cerâmica, pia de inox e revestimentos e pretendia construir uma piscina no quintal da casa. "Se tratava de uma moradia fora dos padrões do bairro e isto despertou inveja do traficante Maurinho", disse (?).

Fonte: http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2012/12/16/interna_urbano,127179/regiao-do-sao-raimundo-vira-uma-verdadeira-terra-sem-lei.shtml

Igreja Universal é condenada pelo MPT-MA

14.Dez.2012 - O Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Igreja Universal do Reino de Deus, que havia contratado vários policiais militares para prestar serviços de segurança privada e transporte de valores em São Luís. A 4ª Vara do Trabalho da capital reconheceu a conduta irregular da Igreja e determinou o pagamento de 80 mil reais por danos morais coletivos, entre outras medidas.

De acordo com a procuradora responsável pelo caso, Anya Gadelha Diógenes, os contratados tinham seus direitos trabalhistas desrespeitados, uma vez que não havia anotação em carteira de trabalho, o que resultou em sonegação de recolhimento de FGTS e Previdência Social, além de ausência de férias e de pagamento de 13º salário.

“A Igreja utilizou mão de obra treinada e aparelhada pelo Estado em benefício próprio. Os policiais prestavam serviços no horário em que deveriam estar em descanso. Esse acúmulo de atividades (pública/privada) reflete na precarização dos serviços prestados, além de representar riscos à população, que passou a ser servida por policiais estressados e fadigados”, ressalta.

O mercado de segurança privada é regido por lei específica, que determina a contratação de profissionais que passaram por curso de formação. As atividades são autorizadas e fiscalizadas pela Polícia Federal. “Dezenas de vigilantes regularmente capacitados para o exercício da profissão deixaram de ter acesso a um posto de trabalho em razão da contratação ilícita de policiais militares”, observou ela.

Na sentença, a juíza do Trabalho Ângela Cristina Mota Luna afirma que os documentos reunidos pelo MPT-MA comprovam as irregularidades cometidas pela Igreja Universal. 

Segundo a magistrada, os policiais tinham que adequar sua escala de trabalho na Polícia Militar do Maranhão à conveniência da Igreja, o que causou prejuízos à população de São Luís – pelo desvirtuamento do serviço de segurança pública – e aos vigilantes devidamente credenciados, que perderam espaço no mercado de trabalho. 

A Igreja Universal foi proibida de contratar policiais para prestação de serviços de segurança privada. A juíza determinou também que a Igreja Universal registre em livro, ficha ou sistema eletrônico a admissão e manutenção de empregados em seu quadro funcional. 

Os 80 mil reais de danos coletivos podem ser revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Da decisão cabe recurso.

(Ascom / MPT-MA)

Fonte: http://jornalpequeno.com.br/2012/12/14/igreja-universal-e-condenada-pelo-mpt-ma-239491.htm

Mineradora Vale mantém 'austeridade' em 2013

Ferreira prevê 2013 menos volátil
Autor(es): Por Vera Saavedra Durão | Do Rio
Valor Econômico - 17/12/2012

A poucos dias do fim do ano, Murilo Ferreira, presidente da Vale, disse ao Valor esperar um 2013 menos volátil para as commodities minerais e metálicas, com preços do minério de ferro entre US$ 110 a US$ 140 a tonelada, num contexto de crescimento mais vigoroso da China. Apesar do cenário "mais benigno", ele não vê razão para a Vale abandonar sua atual política de "austeridade".

Ferreira explica sua postura: "O superciclo (de commodities com preços muito elevados) acabou e nossa filosofia é que não vamos gerar mais excedentes financeiros tão generosos em futuro próximo". A empresa vai se desfazer de mais ativos não estratégicos, sendo que nas próximas semanas deve anunciar dois negócios na área de óleo e gás.

A poucos dias do fim de 2012, "um ano de grande desafio", Murilo Ferreira, presidente-executivo da Vale, disse em entrevista exclusiva ao Valor esperar um 2013 menos volátil, com preços do minério de ferro variando entre US$ 110 a US$ 140 a tonelada, e um ambiente de crescimento mais vigoroso da China, a taxas entre 8% e 8,5%. Apesar do cenário "mais benigno", Ferreira não vê razão para a mineradora abandonar "a política de austeridade" adotada nos últimos meses.

"O superciclo (de commodities) acabou e nossa filosofia é que não vamos gerar mais excedentes financeiros tão generosos em futuro próximo", disse o executivo. A empresa vai continuar cortando ativos não estratégicos e buscando parceiros em novos negócios para reduzir despesas e garantir caixa para tocar projetos, afirmou.

Nas próximas semanas, a companhia vai anunciar a venda de dois ativos de óleo e gás. Ao todo, são 19 blocos exploratórios em quatro bacias petrolíferas do Brasil desde 2008. Já em janeiro, a companhia pretende divulgar o nome dos parceiros financeiros e estratégicos da Valor da Logística Integrada (VLI), que reúne alguns ativos de ferrovias (FCA e Norte-SUL) e o porto de Mearim, no Maranhão.

Em busca de sócios estratégicos para o megaprojeto de potássio de Rio Colorado, na Argentina, de US$ 5 bilhões, a Vale está contratando bancos. E fará o mesmo para o projeto Kronau, de níquel no Canadá. "Vamos vender o Kronau ainda em 2013", informou Ferreira. O executivo também confirmou a venda das ações que a Vale possui da Norsk Hydro, gigante de alumínio da Noruega, correspondentes a 22% do capital da empresa. "Elas serão vendidas em momento mais adequado da indústria de alumínio."

Além de vender ativos que não estão no foco, os planos da Vale para 2013 priorizam a implantação "com muita eficiência" de todos os projetos do novo orçamento de investimento, de US$ 16,3 bilhões, anunciado no Vale"s Day, em Nova York. A maioria é de ferrosos, como o Serra Sul (S11D), em Carajás, e os "Itabiritos", em Minas. E ainda o projeto de cobre de Salobo II, da siderúrgica do Ceará, de Biodiesel e o de carvão de Moçambique.

"Só o S11D, com produção estimada de 90 milhões de toneladas de minério de ferro em 2016, vai custar R$ 40 bilhões (US$ 19,5 bilhões)", avalia o executivo. "Para tirar esses projetos do papel temos de apertar o cinto, cortar custos", disse Ferreira, manifestando preocupação. E brincou: "custo é como unha, se não cortar, cresce".

O corte de custos não passa por demissões na Vale, garantiu o presidente. A empresa emprega 140 mil pessoas em 37 países. Só no Brasil são 68 mil. "A Vale não vai demitir", declarou ao Valor. "Não temos este propósito, apesar de que vamos tocar menos projetos". "Garanto que não teremos novos empregos no Rio e em Belo Horizonte, mas vamos precisar de muita gente (engenheiros e projetistas, dentre outros) em Canaã dos Carajás". Só o projeto S11D vai empregar, na fase de obras, 30 mil pessoas. Depois de entrar em operação, em 2016, serão três mil empregos diretos e seis mil indiretos.

Ferreira negou pressões do governo para a Vale investir mais, apesar de ter encolhido os aportes programados. A estratégia do corte reduziu investimentos no Brasil. Dos 19 projetos listados, 12 estão no país e vão consumir US$ 4 bilhões no ano. No total, somam US$ 27,6 bilhões.

Em seu balanço de 2012, Ferreira taxou o ano de "desafiador", com volatilidade nos mercados de minério de ferro, cobre, níquel e carvão metalúrgico "muito maior do que qualquer um poderia esperar". Mas, fechou com saldo positivo. "Obtivemos 186 licenças e autorizações ambientais, um recorde, e conseguimos reduzir pendências judiciais com o governo federal e governos estaduais".

A Vale acaba de acordar pagamento de R$ 1,4 bilhão de royalties atrasados com o DNPM: R$ 300 milhões estão sendo pagos e R$ 1,1 bilhão será feito em janeiro. Também quitou R$ 673 milhões em taxas de mineração devidas aos Estados do Pará e Minas Gerais. Para 2013, resta o litígio judicial com a Receita Federal referente a cobrança de imposto de renda de subsidiárias e coligadas. O processo está no STF e Ferreira espera solução até a Páscoa.

Além de querer zerar as pendências judiciais no ano que vem, o presidente está empenhado em melhorar a imagem da mineradora. Vai se esforçar para a Vale ter nota 10 em segurança do trabalho e prepará-la para disputar o título de "melhor empresa para se trabalhar".

domingo, 16 de dezembro de 2012

Virada do Corinthians é também vitória de Lula.

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Nunca antes na história deste país um político fez tanto por um clube como Lula pelo time do Parque São Jorge. Cinco anos atrás, o Corinthians estava rebaixado, sem casa e sem dinheiro. Hoje, é campeão do mundo, terá seu estádio abrindo a Copa do Mundo de 2014 e ainda recebeu um patrocínio de R$ 30 milhões da Caixa Econômica Federal.

16 de Dezembro de 2012 às 11:09
247 - Há exatos cinco anos, o Corinthians, uma das equipes mais populares do País, e que tem a cara do Brasil, estava no fundo do poço. Em dezembro de 2007, a equipe do Parque São Jorge era rebaixada para a Segunda Divisão. 

Torcedor fanático, Lula foi provocado, cutucado nas redes sociais e ironizado, até declarar, três dias depois da degola, que seria um "torcedor militante" do time. "Quero provar que é no momento da adversidade que a gente se mostra torcedor", disse Lula.

Depois do rebaixamento, pode-se dizer que, nunca antes na história deste país, um político fez tanto por um clube de futebol como Lula pelo Corinthians. Bem mais até do que recomendaria a prudência. 

Em agosto de 2010, na véspera do centenário, o clube realizou um sonho antigo e anunciou a construção do seu estádio: o Itaquerão, na zona leste de São Paulo. Naquele momento, o projeto estava orçado em R$ 335 milhões – menos da metade do custo atual.

Em 2010, o estádio saiu como uma determinação pessoal do então presidente à construtora Odebrecht. E, na festa do centenário, Lula foi coroado como um espécie de presidente honorário da República Independente do Corinthians. 

Ainda hoje, dois anos depois, o Itaquerão não conseguiu equacionar totalmente seu projeto financeiro. Não saiu o financiamento do BNDES, nem o do Banco do Brasil. E a proposta de venda dos "naming rights", que daria o nome da arena a empresas privadas, não avançou diante da resistência da Globo.

Apesar das dificuldades, no entanto, a Odebrecht vem executando a construção do Itaquerão no prazo determinado pela Fifa e o estádio deverá ficar pronto a tempo de sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014. Lula e seu pupilo Fernando Haddad, prefeito eleito de São Paulo, enxergam no projeto a oportunidade de despertar maior atenção para a Zona Leste e criar um novo pólo de desenvolvimento em São Paulo. 

Assim, mais do que um presente ao Corinthians, o Itaquerão seria exemplo de uma política pública voltada aos mais pobres – uma tese que ainda terá que se provar.

Além do Itaquerão, Lula quase tomou o poder na Confederação Brasileira de Futebol, nomeando Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, para o cargo de diretor de seleções e emplacando Mano Menezes no comando da equipe. Recentemente, com a queda de Mano, que será substituído por Luís Felipe Scolari, Sanchez renunciou.

De todo modo, o saldo de Lula diante da gigantesca Fiel é positivo. Cinco anos atrás, o Timão do Parque São Jorge estava falido, na segunda divisão e sem casa própria. Hoje, é campeão mundial, tem um estádio que irá abrir a Copa de 2014 e ainda recebeu um patrocínio da Caixa Econômica Federal de R$ 30 milhões.

Lula fez muito pelo Corinthians, sendo fiel ao seu estilo, ou seja, assumindo riscos que outros presidentes evitariam.

Mulher mata marido a marteladas por abusar da filha

 
Uma mulher matou o marido a marteladas quando o flagrou bolinando sua filha menor de idade, neste domingo.

Mônica Luíza Anália de Siqueira, de 38 anos, saiu cedo de casa e quando voltou, no final de manhã e encontrou Sidnei Medeiros dos Santos Silva, de 39 anos, tocando as partes íntimas da garota – cuja idade não foi informada, segundo informações do 20° Batalhão da Polícia Militar de Mesquita, na Baixada Fluminense.

O crime ocorreu no bairro Chatuba, e a polícia foi chamada pelo 190. Quando chegou ao local, o homem já estava morto.

A mulher estava foragida, mas entregou-se mais tarde na 57ª Delegacia de Polícia, em Nilópolis.

Brasil terá míssil de médio alcance em 2016.

Roberto Godoy
16. Dez.2012. Estadao.com.br. - O Exército do Brasil está desenvolvendo os primeiros mísseis nacionais de alcance na faixa de 300 quilômetros e com a capacidade de fazer navegação inteligente até seus alvos. 

A carga explosiva fica entre 150 quilos e 200 quilos. O programa de construção do AV-TM é parte do sistema de artilharia Astros 2020, uma das sete prioridades estratégicas no processo de modernização da Força Terrestre.

O contrato para o desenvolvimento do míssil foi assinado no dia 29 de novembro no Comando do Exército, em Brasília. 

Uma cerimônia discreta. A empresa, dona do projeto, é a Avibrás Aeroespacial. O pacote completo do investimento no Astros 2020 é avaliado em R$ 1,246 bilhão. O custo, só da fase de desenvolvimento do AV-TM, será de R$ 195 milhões. 

Segundo Sami Hassuani, presidente da Avibrás, todas as etapas do empreendimento estarão integralmente cumpridas até 2018, "mas, o primeiro lote, será entre­gue ao Exército já em 2016". 

Em nota, o Comando do Exército informou que no período de 2011 e 2012 aplicou, diretamente no plano, R$ 220 milhões.

Hassuani acredita nas possibilidades do produto no mercado internacional. Ele estima que apenas clientes tradicionais do arranjo atual do Astros, como a Arábia Saudita, a Malásia e a Indonésia, representem "encomendas na escala de US$ 2 bilhões" aos quais "se somam novos negócios potenciais na linha de US$ 3,5 bilhões até 2022".

A primeira versão do míssil foi criada em 1999 e apresentada em 2001, na condição de munição alternativa e avançada do lançador múltiplo de foguetes. Ao longo dos últimos dez anos, a arma passou por constante aperfeiçoamento. O desenho atual é moderno, mais compacto e dispensa as asas retráteis da configu­ração original. O míssil mede 4,5 metros e utiliza materiais compostos. O motor de aceleração usa combustível sólido e é usado no lançamento. Durante o voo de cruzeiro, subsônico, o AV-TM tem o comportamento de uma pequena aero­nave - a propulsão é feita por uma turbi­na, construída também pela Avibrás.

No limite. O sistema está no limite do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, o MTCR, do qual o Brasil é signatário. O regime pretende conter a pro­liferação dessa classe de equipamento militar com raio de ação acima de 300 quilômetros e ogivas de 500 quilos. Nos termos do acordo multinacional, os 34 participantes - entre os quais, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia e França, todos potências nucleares - assumem que cada Estado deve estabelecer a política nacional de exportação dos vetores de ataque não tripulados. Em 1992 o MT-CR passou a considerar todas as armas de destruição em massa. "O AV-TM es­tá rigorosamente dentro da distância fixada e, de forma bem clara, com folga no peso", explica Sami Hassuani.

Falcão - Vant da Avibras.
De acordo com exposição do coronel Geraldo Antonio Diniz Branco, em seminário do Ministério da Defesa, em 2011, "ser parte do MTCR implica o grave compromisso de não permitir a proli­feração da tecnologia de mísseis a partir de seu território". Para Diniz Branco, todavia, isso não impede o desenvolvimento das tecnologias de mísseis, próprias ou de parceria com outro Estado".

O Comando do Exército destaca que o Astros 2020 e a plataforma para que a Força tenha apoio de fogo de longo alcance com elevados índices de precisão  e letalidade". A navegação do AV-TM é feita por uma combinação de caixa inercial e um GPS. O míssil faz acompanhamento do terreno com um sensor eletrônico corrigindo o curso em conformidade com as coordenadas armazenadas a bordo. Seu objetivo ideal é uma instalação estratégica - refinarias, usinas geradoras de energia, centrais de telecomunicações, concentrações de tropa, depósitos, portos, bases militares, complexos industriais.

"Ainda não tem o radar necessário para buscar alvos móveis; isso pode vir a ser incorporado, claro, em uma série especial", destaca Sami Hassuani. Esse recurso permitirá outras façanhas , - por exemplo, um disparo múltiplo contra uma frota naval, liderada por um porta-aviões, navegando a até 300 quilômetros do litoral, eventualmente ameaçando as províncias pe­trolíferas em alto-mar.

Foguete. O Astros 2020 terá ainda um novo, - menos sofisticado, mas mais barato - tipo de munição, o foguete guiado SS-AV-40, para chegar a  40 quilômetros com precisão e pouco "espalhamento", evitando a dispersão em relação ao ponto de impacto com recursos eletrônicos de direção I - entretanto, incapaz de navegar e procurar a área do objetivo. O Exército destinou R$40 milhões ao projeto. Cada bateria do sistema é composta por seis carretas lançadoras apoiadas por seis remuniciadoras, um blindado de comando, um carro-radar de tiro, um veículo-estação meteorológica e um de manutenção (veja gráfico). 

O míssil AV-TM é disparado dois a dois. O SS-30 em salvas de 32 unidades, o SS-40, de 16; os SS-60 e SS-80 de três em três. O grupo se desloca a 100 km/hora em estrada semipreparada e precisa de apenas 15 minutos de preparação antes do lançamento. Cumprida a missão, deixa o local des­locando-se para outro ponto da ação, antes que possa ser detectado.

A série 2020 opera os mesmos foguetes regulares do Astros-2, dois deles, o SS-60 e o SS-80, são dotados de cabeças de guerra de 150 kg de alto explosivo, ou perto de 70 granadas independentes. O conjunto eletrônico é da sexta geração. Melhora a exati­dão do disparo e permite a integra­ção do Veículo Aéreo não Tripulado (Vant) Falcão, da mesma Avibrás, ex­pandindo o reconhecimento.
 
Fonte: http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha

O ator Gérard Dépardieu renuncia à nacionalidade francesa.

Gerard Depardieu
EPA


O ator francês Gérard Dépardieu que mudou-se para a Bélgica para não pagar impostos à França, renunciará à nacionalidade francesa porque o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault qualificou sua partida de “miserável”. 

A resposta de Dépardieu às palavras do primeiro-ministro foi publicada pelo Journal du Dimanche.

Em carta aberta, o ator, considerado insultado, declarou devolver o passaporte francês e a segurança social de que nunca se tinha servido. “Não temos mais a mesma pátria, sou um verdadeiro europeu, um cidadão do mundo, conforme me foi sempre inculcado por meu pai”, escreve Dépardieu.

As autoridades francesas adotam a partir de 2013 um imposto de 75% sobre os ricos cujo rendimento anual ultrapasse um milhão e 300 mil euros. 

Os honorários de Dépardieu podem rondar os 2 milhões de euros.