quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dois dedos de prosa sobre a prostituição.


Escrevi isso há um tempo atrás.

                                  Dois dedos de prosa sobre a prostituição.


Por Ronaldo Silva. De 2006 a 2008 convivi intensamente com o universo da prostituição. Por causa de um trabalho acadêmico li bastante sobre o tema e freqüentei a Rua dos Guaicurus em Belo Horizonte e seus hotéis de batalha. Fui mais freqüente de janeiro a abril de 2008. 

Não, não fui lá em busca de sexo. Fui para observar o ambiente e entrevistar algumas mulheres sobre suas práticas informacionais (este é um assunto da ciência da informação e da biblioteconomia e diz respeito à busca e uso de informações pelas pessoas). 

Enfrentei estranhamentos fora e dentro da zona. Fora as pessoas não entendiam a importância e a relevância de pesquisar este assunto na ciência da informação e na biblioteconômia. 

No ambiente da zona o estranhamento vinha das mulheres que não estavam acostumadas a dar entrevistas para um estudante de biblioteconomia. Com estudantes e profissionais do jornalismo, da psicologia, da sociologia elas estavam acostumadas a falar.

No trabalho acadêmico procurei me despir dos valores morais e religiosos - fruto da minha vivência católica - e olhar de forma isenta o trabalho das prostitutas. Parti da premissa de que a prostituição não é uma atividade criminosa, embora tenha atividades subjacentes a ela que sejam (lenocínio, tráfico de pessoas, exploração sexual, etc.). 

Percebi o quanto é difícil desvencilhar-se dos preconceitos sociais, mesmo dentro da universidade. Ouvi de anedotas a grosserias. E críticas infundadas. A concepção da sociedade a respeito da prostituição é de desprezo e desinformação. 

A pergunta que mais ouvi (e ainda ouço), quando falo que a prostituição é uma atividade honesta, é: você gostaria (ou aceitaria) que sua mãe, irmã, filha, sobrinha, esposa (ou outra mulher próxima a você) fizesse isso? Respondo que não, não gostaria. 

Aceitar é diferente, porque trabalhar (isso mesmo, trabalhar) como prostituta é opção da pessoa, não caberia a mim aceitar ou não. Mas não gostaria. Não pelo preconceito contra a atividade. 

Não gostaria porque é um trabalho duro, difícil, estressante, desgastante e perigoso. Assim como não gostaria de vê-las cortando cana de manhã à noite, quebrando e carregando pedra, fazendo faxina doze horas por dia, de pé diante de um balcão quatorze horas por dia, ou trabalhando em qualquer atividade insalubre e mal remunerada.

A prostituição nas zonas de baixo meretrício é uma atividade insalubre (embora não seja tão mal remunerada, mas a alta remuneração depende de uma quantidade grande de programas por dia). Os hotéis de batalha da Rua dos Guaicurus (citados aqui como exemplo) são escuros, mal ventilados e sujos. 

O risco de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis, por doenças “dermatológicas”, por doenças respiratórias é alto. O risco psicológico também. A exposição à violência, o preconceito da sociedade em relação à prostituição e as concepções morais e religiosas das mulheres que exercem a atividade (sim, elas também têm valores morais e religiosos) são fatores que podem desencadear depressões, pânicos e levar à dependência química. Ironicamente o conforto dessas mulheres costuma vir da religião, especialmente das leituras da bíblia e de livros espíritas.

Por tudo isso, trabalhar como prostituta não é fácil. Aliás, nada mais mentiroso que o rótulo “mulher de vida fácil”. Elas têm uma vida difícil, com jornada de trabalho acima de doze horas diárias e sem descanso semanal. 

E porque essa jornada tão opressiva? Tem vários motivos: porque a prostituta dos “hotéis de batalha” tem que pagar a diária do quarto (na época da pesquisa custava em torno de R$ 80,00 por meio período); porque a quantidade de programa varia de acordo com a idade e o físico da mulher (as mais jovens faturam mais); porque as mulheres estabelecem metas (como juntar uma quantidade de dinheiro, comprar uma casa, pagar um curso, montar uma pequena empresa) com prazo definido, geralmente de dois ou três anos.

Percebi que uma parte do preconceito em relação à atividade vem do desconhecimento dela. Já ouvi coisas do tipo: “ah, mas existem trabalhos honestos que elas podem fazer, elas podem fazer faxina, atender no comércio”. Sim, elas têm muitas opções de “trabalhos honestos”. Inclusive a prostituição, que é um trabalho honestíssimo. 

Das mulheres entrevistadas por mim, todas tinham experiências profissionais anteriores (balconistas, cozinheiras, caixas de supermercado, cabelereiras). Algumas chegaram até a se especializar em uma atividade. Outras cursaram (ou cursavam) faculdade. A escolha pela prostituição foi por uma razão lógica: no momento em que estavam desempregadas a prostituição foi vista como um meio para alcançar a independência financeira.

Quando ouço alguém criticando a prostituição e as prostitutas até desconsidero. Já entrei em muitas discussões que eu sabia que não ia mudar a concepção das pessoas. Agora não faço mais. Ouço e me calo. Mas sempre que vejo a possibilidade de falar abertamente sobre isso, com pessoas abertas ao diálogo, volto à carga. Porque foi gratificante fazer este trabalho. Aprendi muito e isso me ajudou a desfazer meus preconceitos. Enfim, é isso!".

Caso voce queira ler a dissertação do autor deste texto ela se é intitulada As práticas informacionais das profissionais do sexo na zona boêmia de Belo Horizonte, e está disponível para download no link abaixo. 


   Esta matéria foi publicada originalmente em:


Continue lendo outras notícias relacionadas:

Prostituição em Rondônia. Vidas em trânsito: sexo, violência e ausência de órgãos públicos. http://maranauta.blogspot.com.br/2012/12/vidas-em-transito-sexo-violencia-e.html


Morte de estudante da UFPE cercada de mistério.

Falta uma explicação razoável sobre a morte de Raimundo Matias Dantas Neto, o Samambaia, estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Amigos e familiares do estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Raimundo Matias Dantas Neto, realizarão um protesto às 16 horas deste domingo para cobrar o esclarecimento sobre a morte dele. O rapaz saiu de casa na quarta-feira passada, dizendo que iria comprar um notebook no Centro do Recife para poder lecionar História e desapareceu.

Seu corpo foi encontrado na manhã da sexta-feira, na praia de Boa Viagem, em frente ao edifício Brigadeiro Eduardo Gomes, trajando apenas uma bermuda com a Carteira de Reservista no bolso. O caso está cercado de mistério.

samambaia estudante universitário ufpe
Raimundo Matias Dantas, o Samambaia, foi encontrado morto na praia.
A família questiona a falta de acesso para a identificação do corpo no Instituto de Medicina Legal (IML) e a liberação muito rápida. A Declaração de Óbito foi assinado pela médica legista Ana Dolores do Nascimento que identificou “asfixia por afogamento”. 

Irmã do estudante, Martinha Matias Dantas disse que o acesso foi proibido em duas visitas sob o argumento de que a Carteira de Reservista encontrada no bolso dele já o identificava.

Segundo familiares, a perita falou que o corpo não apresentava ferimentos ou escoriações e estava com roupa. Mas na segunda tentativa foram mostradas fotos nas quais o estudante estava sem blusa, parte dos seus dreads foram arrancados, existiam escoriações pelo corpo, a bermuda estava rasgada e seu pescoço parecia deslocado.

Abaixo, o relato de Bruna Machado Simões, amiga do estudante, sobre o ocorrido. Em seguida, a nota do departamento de Ciências Sociais da UFPE.

“Samambaia” – Raimundo Matias Dantas Neto, aluno do curso de Ciências Sociais da UFPE

Nosso querido amigo Samambaia saiu de casa na quarta-feira, dia 02/01 por volta das 19 h, informando a família que iria comprar um notebook. Nesse mesmo horário, um amigo dele entrou em contato para confirmar sua participação na “pelada” da quinta-feira, ele confirmou. Depois disso não se teve mais notícias dele. A família começou a procurar em hospitais, delegacias e nada. Na quinta-feira, a notícia do desaparecimento foi divulgada pelo programa “Ronda Geral”.
Na madrugada da quinta para sexta, o corpo dele foi encontrado na praia de Boa Viagem, na altura do posto 57. A família compareceu ao IML na sexta feira pela manhã, mas só tomamos conhecimento do desaparecimento dele depois da matéria exibida na TV, mais ou menos às 13:30 da tarde. 

A partir disso houve uma mobilização pelas redes sociais, até que de fato foi confirmado que o corpo dele já estava no IML. Quando conseguimos o telefone da família dele, entramos em contato e em seguida fomos ao IML. 

Chegando lá, conversamos com os parentes, e no atestado de óbito continha ‘ASFIXIA POR AFOGAMENTO’. 

Durante a conversa perguntamos se os parentes haviam visto o corpo, e eles disseram que foram PROIBIDOS, pois como a carteira reservista dele se encontrava no bolso, o corpo já estava “identificado”.

Questionamos e duas pessoas acompanharam o irmão dele em um nova tentativa de reconhecer o corpo, e mais uma vez lhe foi negado o direito de reconhecer o corpo do irmão.

“O por quê dessa agonia para vermos o corpo”? perguntou a perita que falou com a família de manhã. Segundo ela, havia relato que o corpo estava liso, sem nenhum ferimento ou escoriação, e estava de roupa. Achamos estranho pois, se foi por asfixia, haveria marcas no corpo. Nessa nova ida houve uma pressão para reconhecer o corpo estava notório o desconforto da pessoa que nos atendeu e sua constante tentativa de negar aos familiares o corpo de Samambaia.

Depois de muita insistência, foi mostrado um documento que contém fotos no momento em que o corpo chegou ao IML, nessas fotos foi visualizado que: ELE ESTAVA SEM BLUSA (a perita havia dito que ele estava vestido), PARTE DOS SEUS DREADS FORAM ARRANCADOS, HAVIA SIM ESCORIAÇÕES PELO CORPO, A BERMUDA DELE ESTAVA TOTALMENTE RASGADA, E O PESCOÇO ESTAVA APARENTEMENTE DESLOCADO.

Conseguimos uma advogada (mãe de uma aluna de pedagogia), ao relatarmos o caso para ela, ela começou a nos dar diretrizes. O IML queria se livrar do corpo sem ao menos esclarecer a morte. Na delegacia consta “morte a esclarecer”, no IML “asfixia por afogamento” e nada mais)… Quando se trata de uma asfixia se trata de um homicídio. Ao saber do caso a advogada nos orientou que o corpo não poderia sair do IML pois perderíamos as provas.

samambaia estudante ufpe
Raimundo Matias Dantas Neto, estudante universitário encontrado morto.
Hoje de manhã voltamos ao IML para falar com diretor, porém ele não trabalha nos finais de semana. Fomos pedir esclarecimento da causa morte, e ninguém soube dar explicação. 

Daí fomos com a família e a advogada, ao DHPP. Chegando lá depois de muita conversa, a delegada orientou que o corpo não fosse retirado do IML, pois como o caso não havia sido registrado como homicídio o DHPP não poderia instaurar o inquérito.

A delegada fez um ofício com pedido de URGÊNCIA que fosse feito um exame TOXICOLÓGICO. Voltamos com esse ofício para o IML, e mais uma vez houve um total descaso: primeiro não quiseram receber o ofício enviado pelo DHPP. Disseram que teríamos que esperar a perita que havia feito a perícia anterior. Isso era por volta das 11h, e essa perita chegaria às 13h.

Ficamos a sua espera, deu a hora e nada dela chegar e ninguém mais sabia onde encontrá-la. O perito que estava de plantão recebeu o ofício solicitando o exame e falou que haveria uma nova perícia.

É isso galera. Estão tratando o caso como mais um preto e pobre assassinado. Lá, eles chamam ‘ZÉMICIDIO’, apenas mais um na estatística. Queremos o apoio de todos. Quem tiver contato com a mídia, seja ela televisiva ou jornal impresso, por favor, que entrem em contato.

Tentaremos obter apoio da UFPE e do reitor para que haja um posicionamento da Secretaria de Defesa Social, não podemos deixar de cogitar a hipótese de crime racial.

Queremos justiça!

Nota do Departamento de Ciências Sociais e do Curso de Ciências Sociais da UFPE

Morte de Raimundo Matias Dantas Neto
SEGUNDA-FEIRA, 7 DE JANEIRO DE 2013
O Departamento de Ciências Sociais e o Curso de Ciências Sociais da UFPE, apoiados por vários Programas de Pós-Graduação e Cursos que compõem o Centro de Filosofia e Ciências Humanas desta Universidade, tentaram publicar nos principais Jornais do Estado de Pernambuco a nota abaixo. 

Um destes jornais chegou a cobrar de nossa Chefe de Departamento a soma de R$ 6.000,00 pela oportunidade de publicar o pequeno texto em sua íntegra… 

Pedimos, encarecidamente, aos leitores deste blog que divulguem a nota em suas redes, já que se trata de um fato e uma questão que nos dizem respeito como cidadãos.

O Departamento de Sociologia e a Coordenação do Curso de Ciências Sociais da UFPE, diante da trágica morte do estudante do Curso de Ciências Sociais Raimundo Matias Dantas Neto, encontrado morto na madrugada do último dia 04, em circunstâncias ainda não esclarecidas e que dão margem à suspeita de que não teria sido uma morte acidental por afogamento, vêm de público reivindicar das autoridades responsáveis pela investigação em curso uma apuração rigorosa das condições que provocaram seu trágico desaparecimento. 

Esta nota vem juntar-se às manifestações do corpo discente no sentido de um esclarecimento cabal dessas condições, de modo que à dor de sua perda tão sentida por seus colegas e familiares, a quem prestamos solidariedade, não venha somar-se o sofrimento, para o qual não há luto, de qualquer dúvida sobre as circunstâncias de sua morte.

Recife, 07 de janeiro de 2013.
Maria da Conceição Lafayette de Almeida – Chefe do Departamento de Sociologia
Eliane Maria Monteiro da Fonte – Coordenadora do Curso de Ciências Sociais

Também Subscrevem essa nota:
José Luiz Ratton – Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Lady Selma Albernaz – Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia
Patrícia Pinheiro de Melo – Chefe do Departamento de História
Maria do Socorro Abreu de Andrade Lima – Coordenadora do Curso de História
Gabriela Tarouco – Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política
Daniel Rodrigues – Diretor do Centro de Educação
Ana Cristina Fernandes – Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Geografia
Cláudio Ubiratan Gonçalves – Chefe do Departamento de Geografia
Fernanda Torres – Coordenadora da Graduação em Geografia

(Acerto de Contas, Diário Pernambucano e Que Cazzo é Esse)

 Continue lendo outras notícias relacionadas:
 
Estudante ‘rejeitado’ da Unifesp comete suicídio dentro da faculdade. 
 
 UFPE de luto. Morreu o aluno do curso de Ciências Sociais, popularmente conhecido como SAMAMBAIA.

  Esta matéria foi publicada originalmente em:  Morte de estudante da UFPE cercada de mistério.
 http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/01/morte-estudante-ufpe-samambaia.html

Na China, foi executado "serial killer" Canibal. Cometeu 11 assassinatos.

china

Foi executado hoje, 10 de janeiro, na China, Zhang Iunming, assassino em serie, apelidado de “monstro canibal”, que em 4 anos assassinou 11 pessoas, informa The China Daily.

A agência France Presse cita o jornal chinês informando que os vizinhos de Zhang Iunming viram em sua casa sacos com objetos parecidos com ossos. 
O jornal afirma também que o assassino vendia os restos de suas vítimas no mercado aos clientes que não suspeitavam de nada, como “carne de avestruz”. 
O jornal escreve que a polícia detectou na casa do assassino os indícios de que ele comia fragmentos de corpos humanos.
 Sugestão de notícias relacionadas:
Esta matéria foi publicada originalmente em:

Socializando conhecimento - III. Dica de leitura Coleção A história da Ciência.

Dando continuidade a proposta deste tópico "Socializando conhecimento" apresento aos visitantes deste espaço virtual, uma nova sugestão de endereço eletrônico, além de indicar uma coleção de "e-book's", acrescentando hoje o segundo volume da referida coleção. 

Buscando sempre publicizar e respeitar os direitos autorais.



Passeio virtual, que tal você conhecer o site abaixo?


Nossa dica é que você visite a página virtual da Fundação Alexandre de Gusmão que é pertencente ao governo federal, sendo a referida fundação, a maior editora do País na área de Política Externa Brasileira e Relações Internacionais.  http://funag.gov.br


Com o objetivo de aproximar governo, academia e sociedade, a FUNAG disponibiliza seu acervo para download gratuito. A FUNAG coloca à disposição do público obras relativas ao estudo dos grandes temas de interesse da política externa brasileira e das relações internacionais. 



O Maranauta apresenta como dica de leitura:


Dica de Leitura - História da Ciência


Coleção História da Ciência. 


Obra dividida em quatro volumes, abordando toda a história da ciência. 


Diariamente acrescentarei um link, referente a cada volume, aqui até disponibilizar a Obra por completo. 


( ... "O autor argumenta que uma nova era científica teve início no século XX com o definitivo triunfo do espírito científico no meio intelectual sobre quaisquer").

     Boa leitura... (Link de download do Livro abaixo)


http://www.funag.gov.br/biblioteca/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=444&Itemid=41






MATÉRIAS RELACIONADAS. 
 

UFPE de luto. Morreu o aluno do curso de Ciências Sociais, popularmente conhecido como SAMAMBAIA.

Foto: "Samambaia" - Raimundo Matias Dantas Neto, aluno do curso de Ciências Sociais da UFPE. 
Nosso querido amigo Samambaia saiu de casa na quarta-feira, dia 02/01, informando a família que iria comprar um notebook. Por volta das 19 h, um amigo entrou em contato para confirmar sua participação na "pelada" da quinta-feira, ele confirmou. Depois disso não se teve mais notícias dele. A família começou a procurar em hospitais, delegacias e nada. Na quinta-feira, a notícia do desaparecimento foi divulgada pelo programa "Ronda Geral".
Na madrugada da quinta para sexta, o corpo dele foi encontrado na praia de Boa Viagem, na altura do posto 57.
A família compareceu ao IML na sexta feira pela manhã, mas só tomamos conhecimento do desaparecimento dele depois da matéria exibida na TV, mais ou menos às 13:30 da tarde.  Houve uma mobilização pelas redes sociais, até que de fato foi confirmado que o corpo dele já estava no IML. Quando conseguimos o telefone da família, entramos em contato e em seguida fomos ao IML também. Chegando lá, conversamos com os parentes, e no atestado de óbito continha 'ASFIXIA POR AFOGAMENTO'. Durante a conversa perguntamos se os parentes haviam visto o corpo, e eles disseram que foram PROIBIDOS, pois como a carteira reservista se encontrava no bolso, o corpo já estava “identificado”.
Questionamos e duas pessoas acompanharam o irmão dele  em um nova tentativa de reconhecer o corpo, porém mais uma vez lhe foi negado o direito de fazer o reconhecimento. 
“O por quê dessa agonia para ver o corpo”? perguntou a perita que falou com a família. Segundo ela,  havia relato que o corpo estava liso, sem nenhum ferimento ou escoriação, e estava de roupa. Achamos estranho pois,  se a causa da morte foi asfixia, haveria marcas  no corpo. Nessa nova ida houve uma pressão para reconhecer o corpo, estava notório o desconforto da pessoa  que nos atendeu e sua constante tentativa de negar aos familiares o corpo de Samambaia. Depois de muita insistência, foi mostrado um documento que com fotos do momento em que o corpo chegou ao IML, nessas fotos foi visualizado que: ELE ESTAVA SEM BLUSA (a perita havia dito que ele estava vestido), PARTE DOS SEUS DREADS FORAM ARRANCADOS, HAVIA SIM ESCORIAÇÕES PELO CORPO, A BERMUDA DELE ESTAVA TOTALMENTE RASGADA, E O PESCOÇO ESTAVA APARENTEMENTE DESLOCADO.
Conseguimos uma advogada (mãe de uma aluna de pedagogia), ao relatarmos o caso para ela, ela começou a nos dar diretrizes. O IML queria se livrar do corpo sem ao menos esclarecer a morte. Na delegacia consta “morte a esclarecer”, no IML “asfixia por afogamento” e nada mais... Quando se trata de uma asfixia, se trata de um homicídio. Ao saber do caso a advogada nos orientou que o corpo não poderia sair do IML pois perderíamos as provas. 
Hoje de manhã voltamos ao IML para falar com diretor, porém ele não trabalha nos finais de semana. Fomos pedir esclarecimento da causa morte e ninguém soube dar explicação. Fomos com a família e a advogada ao DHPP. Chegando lá depois de muita conversa, a delegada orientou que o corpo não fosse retirado do IML, pois como o caso não havia sido registrado como homicídio o DHPP não poderia instaurar o inquérito.
A delegada fez um ofício com pedido de URGÊNCIA que fosse feito um exame TOXICOLÓGICO. Voltamos com esse ofício para o IML, e mais uma vez houve um total descaso: primeiro não quiseram receber o ofício enviado pelo DHPP. Disseram que teríamos que esperar a perita que havia feito a perícia anterior. Isso era por volta das 11h, e essa perita chegaria às 13h.
Ficamos a sua espera, deu a hora e nada dela chegar e ninguém mais sabia onde encontrá-la. O perito que estava de plantão recebeu o ofício solicitando o exame e falou que haveria uma nova perícia. É isso galera. Estão tratando o caso como mais um preto e pobre assassinado. Lá, eles chamam  'ZÉMICIDIO', apenas mais um na estatística. Queremos o apoio de todos. Quem tiver contato com a mídia, seja ela televisiva ou jornal impresso, por favor, que entrem em contato. Tentaremos obter apoio da UFPE e do reitor para que haja um posicionamento da Secretaria de Defesa Social. Não podemos deixar de cogitar a hipótese de crime racial.  Queremos justiça!
(Relato de Bruna Machado Simões, sobre a morte brutal do nosso amigo Samambaia)

POR FAVOR, DIVULGEM!!!
Raimundo Matias Dantas Neto - "Samambaia".

"Samambaia" - Raimundo Matias Dantas Neto, aluno do curso de Ciências Sociais da UFPE.

Nosso querido amigo Samambaia saiu de casa na quarta-feira, dia 02/01, informando a família que iria comprar um notebook. 

Por volta das 19 h, um amigo entrou em contato para confirmar sua participação na "pelada" da quinta-feira, ele confirmou. 

Depois disso não se teve mais notícias dele. A família começou a procurar em hospitais, delegacias e nada. 

Na quinta-feira, a notícia do desaparecimento foi divulgada pelo programa "Ronda Geral". Na madrugada da quinta para sexta, o corpo dele foi encontrado na praia de Boa Viagem, na altura do posto 57.

A família compareceu ao IML na sexta feira pela manhã, mas só tomamos conhecimento do desaparecimento dele depois da matéria exibida na TV, mais ou menos às 13:30 da tarde. 

Houve uma mobilização pelas redes sociais, até que de fato foi confirmado que o corpo dele já estava no IML. Quando conseguimos o telefone da família, entramos em contato e em seguida fomos ao IML também. 

Chegando lá, conversamos com os parentes, e no atestado de óbito continha 'ASFIXIA POR AFOGAMENTO'. Durante a conversa perguntamos se os parentes haviam visto o corpo, e eles disseram que foram PROIBIDOS, pois como a carteira reservista se encontrava no bolso, o corpo já estava “identificado”. 

Questionamos e duas pessoas acompanharam o irmão dele em um nova tentativa de reconhecer o corpo, porém mais uma vez lhe foi negado o direito de fazer o reconhecimento. “O por quê dessa agonia para ver o corpo”? perguntou a perita que falou com a família. 

Segundo ela, havia relato que o corpo estava liso, sem nenhum ferimento ou escoriação, e estava de roupa. Achamos estranho pois, se a causa da morte foi asfixia, haveria marcas no corpo. Nessa nova ida houve uma pressão para reconhecer o corpo, estava notório o desconforto da pessoa que nos atendeu e sua constante tentativa de negar aos familiares o corpo de Samambaia. 

Depois de muita insistência, foi mostrado um documento que com fotos do momento em que o corpo chegou ao IML, nessas fotos foi visualizado que: ELE ESTAVA SEM BLUSA (a perita havia dito que ele estava vestido), PARTE DOS SEUS DEDOS FORAM ARRANCADOS, HAVIA SIM ESCORIAÇÕES PELO CORPO, A BERMUDA DELE ESTAVA TOTALMENTE RASGADA, E O PESCOÇO ESTAVA APARENTEMENTE DESLOCADO.

Conseguimos uma advogada (mãe de uma aluna de pedagogia), ao relatarmos o caso para ela, ela começou a nos dar diretrizes. O IML queria se livrar do corpo sem ao menos esclarecer a morte. Na delegacia consta “morte a esclarecer”, no IML “asfixia por afogamento” e nada mais... Quando se trata de uma asfixia, se trata de um homicídio. 

Ao saber do caso a advogada nos orientou que o corpo não poderia sair do IML pois perderíamos as provas.

Hoje de manhã voltamos ao IML para falar com diretor, porém ele não trabalha nos finais de semana. Fomos pedir esclarecimento da causa morte e ninguém soube dar explicação. 

Fomos com a família e a advogada ao DHPP. Chegando lá depois de muita conversa, a delegada orientou que o corpo não fosse retirado do IML, pois como o caso não havia sido registrado como homicídio o DHPP não poderia instaurar o inquérito.

A delegada fez um ofício com pedido de URGÊNCIA que fosse feito um exame TOXICOLÓGICO. Voltamos com esse ofício para o IML, e mais uma vez houve um total descaso: primeiro não quiseram receber o ofício enviado pelo DHPP.  Disseram que teríamos que esperar a perita que havia feito a perícia anterior. Isso era por volta das 11h, e essa perita chegaria às 13h.

Ficamos a sua espera, deu a hora e nada dela chegar e ninguém mais sabia onde encontrá-la.  

O perito que estava de plantão recebeu o ofício solicitando o exame e falou que haveria uma nova perícia. É isso galera. 

Estão tratando o caso como mais um preto e pobre assassinado. Lá, eles chamam 'ZÉMICIDIO', apenas mais um na estatística. Queremos o apoio de todos. 

Quem tiver contato com a mídia, seja ela televisiva ou jornal impresso, por favor, que entrem em contato. 

Tentaremos obter apoio da UFPE e do reitor para que haja um posicionamento da Secretaria de Defesa Social. 

Não podemos deixar de cogitar a hipótese de crime racial. 

Queremos justiça!

(Relato de Bruna Machado Simões, no facebook. Sobre a morte brutal do nosso amigo Samambaia)

LEIA MAIS: 

SAMAMBAIA - Caso de morte de estudante será acompanhado pelo MPPE.  Raimundo Matias Dantas Neto foi morto na última sexta

As investigações sobre a morte do estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Raimundo Matias Dantas Neto, de 25 anos, Samambaia, também serão acompanhadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Nesta quarta-feira (09), o promotor criminal Humberto Graça foi designado para atuar em parceria com a Polícia Civil do Estado, na tentativa de elucidar o caso. Samambaia foi encontrado morto na última sexta-feira (04), na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.

A missa de sétimo dia do estudante será celebrada nesta quinta-feira (10), às 13h, na Igreja do Carmo, no bairro de São de José, na região central do Recife. Já no sábado (12) haverá manifestação na praia de Boa Viagem. O protesto está sendo organizado por parentes e amigos da vítima.

De acordo com a delegada Gleide Ângelo, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), ainda não é possível saber exatamente como se deu a morte do estudante, mas não descarta nenhuma possibilidade.

 Continue lendo outras notícias relacionadas:
  
Estudante ‘rejeitado’ da Unifesp comete suicídio dentro da faculdade.

  A ultima parte desta matéria foi publicada originalmente em:

Jornal Folha de Pernambuco. Samambaia. Caso de morte de estudante será acompanhado pelo MPPE . Raimundo Matias Dantas Neto foi morto na última sexta... 

http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/cotidiano/noticias/arqs/2013/01/0068.html

Mulher que matou “Piauí” se apresenta e confessa autoria do disparo

Assaltante morto - Alclines Meneses, vulgo “Piauí”.
A autora dos disparos que mataram esta semana na Holandeses, o bandido identificado como “Piauí”, durante uma saidinha bancária, se apresentou à polícia acompanhada dos advogados e membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Maranhão, Erivelton Lago e Antonio Pedrosa.

Ela confessou ao delegado que investiga o caso que foi a autora do disparo que acertou Piuaí, na cabeça. 

Ela disse ainda que estava junto com a mãe, quando tudo aconteceu, e que efetuou três tiros.

Apesar de assumir a autoria, e se apresentar á polícia, o nome da advogada ainda não foi divulgado oficialmente.

Ao contrário do que vinha sendo noticiado, ela não é da polícia, e, sim, advogada. 

Ela tem porte de armas e faz parte do clube de tiros. 

Ela é filha de um casal de dono de postos de gasolina na capital maranhense.

 Continue lendo outras notícias relacionadas:



 Esta matéria foi publicada originalmente em:

MSN (messenger) sairá do ar no dia 15 de março




A Microsoft anunciou nesta quarta-feira o fim do Windows Live Messenger, previamente conhecido como MSN. 

De acordo com a companhia, o serviço sai do ar no próximo dia 15 de março, quando será definitivamente substituído pelo Skype – adquirido pela Microsoft em 2011 por 8,5 bilhões de dólares. 

Após o prazo limite, apenas algumas cidades chinesas continuarão com acesso ao Messenger, uma vez que a plataforma que o substituirá é controlada com o auxílio de operadoras de telefonia móvel no país.

"Para fazer a migração, basta atualizar o Skype para a última versão e entrar no serviço utilizando sua conta da Microsoft. Todos os contatos do Messenger estarão na ponta de seus dedos. Você poderá enviar mensagens instantâneas e iniciar conversas em vídeo como antes, além de descobrir novas formas de se comunicar através do seu smartphone ou tablet", informou a Microsoft em um comunicado oficial.

A transição foi facilitada pelas mudanças realizadas no ano passado no sistema de contas do Windows Live, que foi transferido para um novo modelo de cadastros. Ao entrar no Skype utilizando a conta da Microsoft - as alternativas são a própria conta do Skype e a conexão com a rede social Facebook - o programa faz a migração imediata dos contatos.

De acordo com leitores do site de VEJA, a atualização não agradou, e pode apresentar problemas durante a migração dos contatos. A equipe responsável pelo Skype afirmou que está monitorando os problemas para corrigi-los o quanto antes. Para auxiliar os usuários, a Microsoft publicou uma lista de respostas para as dúvidas mais frequentes dos usuários.

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES
O que acontecerá entre hoje e o dia 15 de março?
O Messenger continuará a funcionar normalmente. Se você se conectar através do seu computador pessoal, o programa irá exibir um banner informando sobre a atualização. Quando você clicar nesse banner, o instalador do Skype entrará em ação instalando o novo serviço e apagando o Messenger.

O que acontecerá entre hoje e o dia 15 de março?
O Messenger continuará a funcionar normalmente. Se você se conectar através do seu computador pessoal, o programa irá exibir um banner informando sobre a atualização. Quando você clicar nesse banner, o instalador do Skype entrará em ação instalando o novo serviço e apagando o Messenger.

Posso atualizar para o Skype no meu smartphone ou tablet?
Sim. O Skype está disponível para iPhone e aparelhos com o sistema operacional Android, do Google. Logo, ele também estará disponível para o Windows Phone 8. Você pode instalar a última versão no seu dispositivo e acessá-lo a partir da sua conta da Microsoft para conversar com seus contatos do Messenger. Telefones com outros sistemas operacionais continuarão a operar com a última versão do Messenger.

Não tenho a última versão do Messenger e não recebi o aviso de atualização. O que devo fazer?
Apenas a versão mais atual do Messenger aceita a atualização automática. Se você usa alguma das versões anteriores, será obrigado a baixar a última versão do Skype a partir do site oficial, em www.skype.com.br.
 Continue lendo outras notícias sobre tecnologia: