quinta-feira, 6 de junho de 2013

War_in_MA. Cabo da PM morre em confronto com suspeitos de tráfico em Timbiras.

http://correiocodoense.com.br/wp-content/uploads/2013/06/PM-moreira.jpg
Vítima - cabo Manuel Domingos Miranda Moreira

Ferido em confronto com suspeitos de tráfico no final da noite desta  terça-feira (4), morreu por volta das 23 h, na cidade de Timbiras, o Cabo PM Moreira. O tiroteio teria ocorrido por volta das 22h.


De acordo com as primeiras informações, o cabo Moreira e outro policial estavam em perseguição a dois supostos traficantes, e quando eles tentaram abordar a dupla, em cima da ponte José Sarney, ocorreu um intenso tiroteio.


No confronto um dois traficantes identificado apenas como “Manga Rosa” foi atingido com vários tiros e morreu no local.


O outro suspeito conseguiu fugir em uma moto, e está sendo procurado pela polícia. Ele é considerado um elemento perigoso, e conhecido da polícia da região.


O cabo Moreira morava na cidade de Codó, e estava lotado na cidade de Timbiras. 

Ele foi atingido com dois tiros, um na região do tórax e outro no rosto.


O corpo do suspeito de tráfico que também morreu, mesmo depois de morto el foi levado ao hospital da cidade. Com ele foram encontrados uma boa quantidade de dinheiro e munição.


O cabo Correia também chegou a dá entrada no mesmo local, mais não resistiu aos ferimentos e morreu minutos após dá entrada na casa de saúde.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFtnPNFzxgUVZ93JWWHUMr1OfgrdP2A8XIFiNhkjM4piGw7sLt8-W6Jnt40Pp2jAzSF0SI9Y0bW679WsxtgCYItzSfaXcVLsW2ckyM0sgI190VBkSbt-lTRwcsoFNTMdk8VYpsfBUkCI8/s400/DSC05980.jpg
Traficante morto em timbiras. Raimundo Nonato da Conceição


Segundo informações, o policial foi atingido com dois tiros um na região torácica e outro no rosto falecendo minutos depois de dar entrada no hospital.


O Comando Geral da Policia Militar em São Luís determinou a intensificação do trabalho no sentido de prender o outro elemento envolvido no confronto em Timbiras.


Link desta Matéria: http://www.gazetadailha.com.br/2013/06/05/cabo-da-pm-morre-em-confronto-com-suspeitos-de-trafico-em-timbiras/ 


ATUALIZAÇÃO:  

Ação da PM prende traficantes e homem envolvido na morte de policial em Timbiras.

Policiais militares da 9ª Companhia Independente (CI), de Codó, realizaram, na madrugada desta quarta-feira (5), uma ação que culminou com a prisão de uma dupla que transportava 1,5 kg de maconha para cidade de Timbiras. A interceptação da dupla se deu em Coroatá. Nas ações, a PM prendeu, ainda, um dos envolvidos na morte do policial em Timbiras.

De acordo com informações policiais, diversas denúncias indicavam que duas pessoas estariam saindo da cidade de Coroatá com destino a Timbiras transportando drogas. As equipes da PM montaram campanas no povoado São Benedito, em Coroatá.

Durante revista, a PM encontrou todo o entorpecente. Em seguida, a dupla identificada por Mateus de Oliveira Sousa Silva e Luan Ramon de Sousa, foi conduzida para o distrito policial de Coroatá, onde foram apresentados ao delegado Reno Cavalcante.

Segundo o delegado, os suspeitos não apresentaram documentos durante a oitiva, o que não descarta a possibilidade de que os nomes dados sejam falsos. Eles serão encaminhados ao Instituto de Identificação (Ident), órgão responsável em emitir carteira de identidade, para que sejam realizados exames datiloscópicos.

A moto utilizada para transportar o entorpecente, uma Honda Fan 150, de cor preta, com placas NWM-6118 de São Mateus/MA também foi apreendida pela Polícia.

Interceptação em Timbiras
De posse das informações de quem receberia o entorpecente, a PM montou campanas na ponte sobre o rio Itapecuru e interceptou dois suspeitos que transitavam em uma moto.

Ao perceber a presença da PM, o garupa reagiu disparando contra os policiais. Na ação, o cabo Manuel Domingos Miranda Moreira, lotado na 9ª C.I, foi atingido com dois disparos. O PM foi socorrido, mas não resistiu e veio a óbito. Durante a ação policial, um dos criminosos identificado como Raimundo Nonato da Conceição, o Diego, também foi baleado e veio à óbito no local.

O segundo envolvido conseguiu empreender fuga pelo matagal, mas foi localizado no final da manhã desta quarta-feira (5), em sua própria residência na cidade de Timbiras. Arivonaldo de Oliveira da Conceição, 23 anos, foi preso e conduzido para Delegacia Regional de Codó e foi autuado em flagrante pelo crime de associação para o tráfico de drogas e participação em homicídio qualificado.

A arma utilizada no crime, um revólver calibre 38, com cinco munições deflagradas e sete intactas, foi abandonada no local e entregue na Delegacia da cidade. Ele foi encaminhado para o Centro de Ressocialização de Codó, onde ficará á disposição da Justiça. (Secom)

Link da Matéria: http://oprogressonet.com/noticiario/14721/geral/2013/6/6/acao-da-pm-prende-traficantes-e-homem-envolvido-na-morte-de-policial-em-timbiras/

quarta-feira, 5 de junho de 2013

CHILE - Estudantes ocupam universidades em protestos por mudanças no sistema educacional.

Renata Giraldi* Repórter da Agência Brasil

 http://www.diarioliberdade.org/archivos/Administradores/Maur%C3%ADcio/2013-05/240513_livre.jpg

Brasília - Pelo menos 19 universidades do Chile foram ocupadas ontem (4) por estudantes e ativistas que protestam contra o sistema educacional do país. As manifestações levaram também à paralisação das atividades nas universidades. Os estudantes defendem a implementação do ensino público gratuito no Chile.

http://portalcorreio.uol.com.br/obj/11/118707,362,80,0,0,362,271,0,0,0,0.jpg
CHILE. Universitários em luta.
No país, não há ensino superior gratuito, a queixa é a principal reivindicação dos estudantes nos últimos anos em sucessivos protestos contra o governo do presidente chileno, Sebastián Piñera. 

As manifestações ocorrem menos de um mês de o governo Piñera ter apresentado, no Parlamento, uma prestação de contas sobre o ensino. 

Os protestos ocorreram em vários locais no país, inclusive em centros de referência, como a Universidade de Chile. 

De acordo com os dados dos estudantes, fora da capital, Santiago, houve protestos em Valparaíso e Concepción, entre outros locais do país. Também aderiram às paralisações 26 centros de ensino municipais.

Os protestos dos estudantes chilenos começaram em maio de 2011. Segundo estudantes e professores, o sistema de ensino do país é o mesmo do período da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). 

Em 2006, houve a chamada Revolução Pinguim com uma série de manifestações de estudantes secundaristas.

*Com informações da emissora multiestatal de televisão, Telesur
Edição: Talita Cavalcante

Ministro da Saúde exonera diretor após campanha para o Dia Internacional das Prostitutas.

Mariana Tokarnia. Repórter da Agência Brasil.

Brasília - Após a divulgação de uma campanha para o Dia Internacional das Prostitutas com a frase “Sou feliz sendo prostituta", o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, determinou a exoneração do diretor do Departamento Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério, Dirceu Greco.

http://www.meionorte.com/imagens/2013/06/04/NOT-ministro-alexandre-padilha-diz-que-mensagem-sou-feliz-sendo-prostituta-nao-sera-veiculada1370367394_460_322.jpg

 
A campanha foi lançada no último fim de semana nas redes sociais pelo departamento dirigido por Greco. 

Nesta terça-feira (4), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a pasta não avaliza a peça da campanha e disse que, enquanto fosse ministro da Saúde, a mensagem não faria parte da campanha do ministério.


Em nota, a pasta diz que as peças expostas "não foram aprovadas pela Assessoria de Comunicação Social, como ocorre com todas as campanhas", além disso, esclarece que a campanha foi elaborada a partir de oficina de comunicação comunitária conduzida pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais com representantes desse público alvo. 

Ele diz que as peças estão agora sendo analisadas pela assessoria e que serão disponibilizadas se aprovadas.

 
Edição: Fábio Massalli.

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. 
Para reproduzir o material é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil 

Link da Matéria:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-06-04/ministro-da-saude-exonera-diretor-apos-campanha-para-dia-internacional-das-prostitutas

LEIA MAIS A RESPEITO: 

02 de junho - Dia Internacional da Prostituição.
 
http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/02-de-junho-dia-internacional-da.html


PROSTITUIÇÃO - Movimento cria o slogan "Volta para casa, Padilha". 

http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/movimento-cria-o-slogan-volta-para-casa.html

terça-feira, 4 de junho de 2013

Programa Mais Cultura financia 5 mil projetos culturais nas escolas.

FELIPE L. GONCALVES.
DA REDAÇÃO - 03.06.13: Mais de 5 mil escolas fazem parte do programa Mais Cultura. O programa vai financiar 5 mil projetos culturais que serão desenvolvidos no segundo semestre deste ano. 

As escolas contempladas receberão dinheiro para investir em atividades de teatro, música, artes visuais, além de atividades externas como visitas a museus. 

A proposta do programa é fazer com que o ambiente escolar seja vivenciado como espaço de diversidade e produção cultural. 

A Redação da TV NBR preparou uma reportagem sobre o assunto.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Fotos sensuais causam polêmica no Exército de Israel

Uma foto de um grupo de quatro mulheres recrutas do Exército de Israel quase causou uma crise nas Forças Armadas do país. Na imagem, as soldados aparecem vestindo apenas parte do fardamento, com as calcinhas aparecendo.

Fotos: Reprodução/Facebook

Em uma outra foto, cinco recrutas vestem um capacete de combate e cobrem uma pequena parte do corpo com o uniforme militar.


As fotos foram postadas na conta de Facebook de uma das jovens e divulgadas no site de notícias Walla.



Fotos: Reprodução/Facebook
O comando militar de Israel condenou o comportamento das recrutas e anunciou que as mulheres já foram punidas.


Segundo fontes ligadas ao Exército, as soldados passavam pelo ciclo básico de treinamento no sul de Israel.
Fotos: Reprodução/Facebook

Este não é o primeiro episódio embaraçoso para as Forças Armadas do país envolvendo soldados e as redes sociais. 

Em 2010, um vídeo postado no YouTube mostrou uma soldado dançando ao lado de uma mulher palestina vendada.
Fotos: Reprodução/Facebook

Em outro incidente, um soldado postou uma foto no Instagram apontando uma arma na direção da cabeça de um menino palestino.

DO UOL, COM EDIÇÃO DO GI PORTAL

Link da Matéria: http://www.gazetadailha.com.br/2013/06/03/fotos-sensuais-causam-polemica-no-exercito-de-israel/

Exoesqueleto para paraplégicos começa a ser testado em humanos em junho

O projeto que pretende fazer um paraplégico dar o pontapé inicial da Copa de 2014, no Brasil, deve entrar na fase de testes com humanos no mês que vem. O esqueleto biônico, chamado de exoesqueleto, será controlado pelo pensamento. A iniciativa é de um grupo de cientistas comandado pelo paulistano Miguel Nicolelis.

De acordo com a Folha de S.Paulo, a revelação foi feita por Nicolelis durante palestra ontem na Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), a agência pública brasileira que financia o projeto, chamado Andar de Novo e orçado em R$ 33 milhões.

"As primeiras simulações do exoesqueleto já foram feitas e, para minha satisfação, ele funciona como planejado", disse Nicolelis, que está à frente do IINN (Instituto Internacional de Neurociências de Natal) e é professor da Universidade Duke (EUA).

Até o momento, já houve uma simulação com macacos usando um protótipo. 

"Conseguimos realizar padrões de marcha usando simuladores e, daqui a alguns meses, a gente espera que esse macaco ande com o exoesqueleto tanto lá na Duke quanto no nosso laboratório aqui em Natal."

Para os testes com humanos, os voluntários serão selecionados pela AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) , em São Paulo, segundo Neiva Paraschiva, diretora-executiva da associação que gerencia o IINN. Ela afirmou também que os primeiros testes "não serão invasivos", ou seja, não haverá a conexão de eletrodos ao cérebro do paciente para que eles possam emitir os comandos que controlarão o exoesqueleto. O equipamento deve incluir ainda um revestimento que dará um feedback tátil ao cérebro do usuário, permitindo que ele "sinta" o chão onde pisa.

Ainda segundo informações da Folha de S.Paulo, serão selecionados para o teste dez pacientes com lesão medular incompleta, isto é, ainda com algum grau de movimento. O superintendente-geral da instituição, João Octaviano Machado Neto, diz que a aprovação do estudo pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) deve sair ainda neste mês.

A parceria da AACD com os cientistas, financiada pela Finep, ampliará o laboratório da entidade, criando "o mais avançado laboratório de reabilitação neurorrobótica do planeta", segundo Nicolelis.

O cientista disse também que o primeiro simulador de locomoção completo do mundo será testado na AACD "nas próximas semanas".

"O paciente vai olhar para um avatar de si mesmo andando e vai treinar o cérebro, usando a informação visual, para gerar os sinais que precisamos pegar para controlar o exoesqueleto no futuro."

Nicolelis se emocionou ao citar a meta de demonstrar o projeto na abertura da Copa. "Se tudo der certo, um brasileiro ou uma brasileira, jovem adulto, de até 1,70 m, com até 70 kg, vai levantar de uma cadeira de rodas, realizar 25 passos da linha lateral até o centro do gramado e abrir a Copa com um chute da ciência brasileira para toda a humanidade", disse o cientista, indo às lágrimas.

Para Machado Neto, da AACD, o prazo curto, de um ano, até a abertura da Copa não é um problema. "É um desafio, mas os desafios produzem grandes resultados."

Jornalista Maria Inês Nassif, noticia que o Ministro Joaquim Barbosa ocultou inquérito que poderia ajudar os réus da Ação Penal 470 (Mensalão).

JB ocultou inquérito que poderia ajudar os réus

:

Inquérito sigiloso 2454 foi relatado em segredo por Joaquim Barbosa desde 2006, a pedido do então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza; laudo 2828, do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, poderia inocentar o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato; mas advogados tiveram acesso negado à peça jurídica; ministro Marco Aurélio Mello insistiu em plenário para que o presidente do STF esclarecesse o segredo ao tribunal, mas foi em vão.

3 de Junho de 2013 às 19:54.


247 – A jornalista Maria Inês Nassif, do GGN e da Carta Maior, acaba de publicar uma reportagem de conteúdo inédito sobre os bastidores da Ação Penal 470, o chamado processo do Mensalão. Ela apurou que desde 2006, a pedido do então procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza e relatado pelo atual presidente do STF, Joaquim Barbosa, corre sob sigilo no tribunal o inquérito 2454. Trata-se de uma investigação completa sobre a maioria dos réus da AP 470, mas que juntou algumas provas diferentes das que constam no chamado processo do Mensalão. Uma delas, um laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, de número 2828, poderia ser suficiente para inocentar do crime de desvio de dinheiro público o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato.

O inquérito secreto 2454, no entanto, nunca havia tido sua existência revelada aos advogados dos réus. O magistrado Marco Aurélio Mello debateu com Barbosa, em sessão plenária, a necessidade de revelar o conteúdo do inquérito paralelo, adiantando que provas colhidas poderiam ser usadas em embargos declaratórios, mas foi em vão.

Descoberta é da jornalista Maria Inês Nassif, do GGN e Carta Maior. Acompanhe:


Inquérito paralelo, ao qual os réus nunca tiveram acesso, foi montado em 2006 pelo ministro do STF em estratégia que envolveu o então procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza

por Maria Inês Nassif, do GGN e da Carta Maior publicado 03/06/2013 18:04, última modificação 03/06/2013 18:15

São Paulo – O então procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criaram em 2006 e mantiveram sob segredo de Justiça dois procedimentos judiciais paralelos à Ação Penal 470. Por esses dois outros procedimentos passaram parte das investigações do chamado caso do "Mensalão". O inquérito sigiloso de número 2454 correu paralelamente ao processo do chamado Mensalão, que levou à condenação, pelo STF, de 38 dos 40 denunciados por envolvimento no caso, no final do ano passado, e continua em aberto. E desde 2006 corre na 12ª Vara de Justiça Federal, em Brasília, um processo contra o ex-gerente executivo do Banco do Brasil, Cláudio de Castro Vasconcelos, pelo exato mesmo crime pelo qual foi condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato.

Esses dois inquéritos receberam provas colhidas posteriormente ao oferecimento da denúncia ao STF contra os réus do mensalão pelo procurador Antônio Fernando, em 30 de março de 2006. Pelo menos uma delas, o Laudo de número 2828, do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, teria o poder de inocentar Pizzolato.

O advogado do ex-diretor do BB, Marthius Sávio Cavalcante Lobato, todavia, apenas teve acesso ao inquérito que corre em primeira instância contra Vasconcelos no dia 29 de abril deste ano, isto é, há um mês e quase meio ano depois da condenação de seu cliente. E não mais tempo do que isso descobriu que existe o tal inquérito secreto, de número 2474, em andamento no STF, também relatado por Joaquim Barbosa, que ninguém sabe do que se trata – apenas que é um desmembramento da Ação Penal 470 –, mas que serviu para dar encaminhamento às provas que foram colhidas pela Polícia Federal depois da formalização da denúncia de Souza ao Supremo. Essas provas não puderam ser usadas a favor de nenhum dos condenados do mensalão.

Essa inusitada fórmula jurídica, segundo a qual foram selecionados 40 réus entre 126 apontados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito e decidido a dedo para qual dos dois procedimentos judiciais (uma Ação Penal em curso, pública, e uma investigação sob sigilo) réus acusados do mesmo crime deveriam constar, foi definida por Barbosa, em entendimento com o procurador-geral da República da época, Antonio Fernando, conforme documento obtido pelo advogado. Roberto Gurgel assumiu em julho de 2009, quando o procedimento secreto já existia.

A história do processo que ninguém viu

Em março de 2006, a CPMI dos Correios divulgou um relatório preliminar pedindo o indiciamento de 126 pessoas. Dez dias depois, em 30 de março de 2006, o procurador-geral da República, rápido no gatilho, já tinha se convencido da culpa de 40, número escolhido para relacionar o episódio à estória de Ali Baba. A base das duas acusações era desvio de dinheiro público (que era da bandeira Visa Internacional, mas foi considerado público, por uma licença jurídica não muito clara) do Fundo de Incentivo Visanet para o Partido dos Trabalhadores, que teria corrompido a sua base aliada com esse dinheiro. Era vital para essa tese, que transformava o dinheiro da Visa Internacional, aplicado em publicidade do BB e de mais 24 bancos entre 2001 e 2005, em dinheiro público, ter um petista no meio. Pizzolato era do PT e foi diretor de Marketing de 2003 a 2005.

Pizzolato assinou três notas técnicas com outro diretor e dois gerentes-executivos recomendando campanhas de publicidade e patrocínio (e deixou de assinar uma) e foi sozinho para a lista dos 40. Os outros três, que estavam no Banco do Brasil desde o governo anterior, não foram mencionados. A Procuradoria-Geral da República, todavia, encaminhou em agosto para a primeira instância de Brasília o caso do gerente-executivo de Publicidade, Cláudio de Castro Vasconcelos, que vinha do governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso. 

O caso era o mesmo: supostas irregularidades no uso do Fundo de Incentivo Visanet pelo BB, no período de 2001 a 2005, que poderia ter favorecido a agência DNA, do empresário Marcos Valério. Um, Pizzolato, que era petista de carteirinha, respondeu no Supremo por uma decisão conjunta. Outro, Cláudio Gonçalves, responde na primeira instância porque o procurador considerou que ele não tinha foro privilegiado. Tratamento diferente para casos absolutamente iguais.

Barbosa decretou segredo de Justiça para o processo da primeira instância, que ficou lá, desconhecido de todos, até 31 de outubro do ano passado, quando a Folha de S. Paulo publicou uma matéria se referindo a isso ("Mensalão provoca a quebra de sigilo de ex-executivos do BB"). Faltavam poucos dias para a definição da pena dos condenados, entre eles Pizzolato, e seu advogado dependia de Barbosa para que o juiz da 12ª Vara desse acesso aos autos do processo, já que foi o ministro do STF que decretou o sigilo.

O relator da AP 470 interrompera o julgamento para ir à Alemanha, para tratamento de saúde. Na sua ausência, o requerimento do advogado teria que ser analisado pelo revisor da ação, Ricardo Lewandowiski. Barbosa não deixou. Por telefone, deu ordens à sua assessoria que analisaria o pedido quando voltasse.

Quando voltou, Barbosa não respondeu ao pedido. Continuou o julgamento. No dia 21 de novembro, Pizzolato recebeu a pena, sem que seu advogado conseguisse ter acesso ao processo que, pelo simples fato de existir, provava que o ex-diretor do BB não tomou decisões sozinho – e essa, afinal, foi a base da argumentação de todo o processo de mensalão (um petista dentro de um banco público desvia dinheiro para suprir um esquema de compra de votos no Congresso feito pelo seu partido).

No dia 17 de dezembro, quando o STF fazia as últimas reuniões do julgamento para decidir a pena dos condenados, Barbosa foi obrigado a dar ciência ao plenário de um agravo regimental do advogado de Pizzolato. No meio da sessão, anunciou "pequenos problemas a resolver" e mencionou um "agravo regimental do réu Henrique Pizzolato que já resolvemos". No final da sessão, voltou ao assunto, informando que decidira sozinho indeferir o pedido, já que "ele (Pizzolato) pediu vistas a um processo que não tramita no Supremo".

O único ministro que parece ter entendido que o assunto não era tão banal quanto falava Barbosa foi Marco Aurélio Mello.

Mello: "O incidente [que motivou o agravo] diz respeito a que processo? Ao revelador da Ação Penal nº 470?"

Barbosa: "Não".

Mello: "É um processo que ainda está em curso, é isso?"

Barbosa: "São desdobramentos desta Ação Penal. Há inúmeros procedimentos em curso."

Mello: "Pois é, mas teríamos que apregoar esse outro processo que ainda está em curso, porque o julgamento da Ação Penal nº 470 está praticamente encerrado, não é?"

Barbosa: "É, eu acredito que isso deve ser tido como motivação..."

Mello: "Receio que a inserção dessa decisão no julgamento da Ação Penal nº 470 acabe motivando a interposição de embargos declaratórios."

Barbosa: "Pois é. Mas enfim, eu estou indeferindo."

Segue-se uma tentativa de Marco Aurélio de obter mais informações sobre o processo, e de prevenir o ministro Barbosa que ele abria brechas para embargos futuros, se o tema fosse relacionado. Barbosa reitera sempre com um "indeferi", "neguei". Veja sessão:



O agravo foi negado monocraticamente por Barbosa, sob o argumento de que quem deveria abrir o sigilo de justiça era o juiz da 12ª Vara. O advogado apenas consegui vistas ao processo no DF no dia 29 de abril do mês passado.

Um inquérito que ninguém viu

O processo da 12ª Vara, no entanto, não é um mero desdobramento da Ação Penal 470, nem o único. O procurador-geral Antonio Fernando fez a denúncia do caso do Mensalão ao STF em 30 de março de 2006. Em 9 de outubro daquele ano, em uma petição ao relator do caso, solicitou a Barbosa a abertura de outro procedimento, além do inquérito original (o 2245, que virou a AP 470), para dar vazão aos documentos que ainda estavam sendo produzidos por uma investigação que não havia terminado (Souza fez as denúncias, portanto, sem que as investigações de todo o caso tivessem sido concluídas; a Polícia Federal e outros órgãos do governo continuavam a produzir provas).

O ofício é uma prova da existência do inquérito 2474, o procedimento paralelo criado por Barbosa que foi criado em outubro de 2006, imediatamente ganhou sigilo de justiça e ficou sob a responsabilidade do mesmo relator Joaquim Barbosa.

Diz o procurador na petição: "Por ter conseguido formar juízo sobre a autoria e materialidade de diversos fatos penalmente ilícitos, objeto do inquérito 2245, já oferecia a denúncia contra os respectivos autores", mas, informa Souza, como a investigação continuar, os documentos que elas geram têm sido anexados ao processo já em andamento, o que poderia dar margens à invalidação dos "atos investigatórios posteriores". E aí sugere: "Assim requeiro, com a maior brevidade, que novos documentos sejam autuados em separado, como inquérito (...) ".

Barbosa defere o pedido nos seguintes termos: "em relação aos fatos não constantes da denúncia oferecida, defiro o pedido para que os documentos sejam autuados em separado, como inquérito. Por razões de ordem prática, gerar confusão."

No inquérito paralelo, o de número 2474, foram desovados todos os resultados da investigação conduzida depois disso. Nenhum condenado no processo chamado Mensalão teve acesso a provas produzidas pela Polícia Federal ou por outros órgãos do governo depois da criação desse inquérito porque todas todos esses documentos foram enviados para um inquérito mantido todo o tempo em segredo pelo Supremo Tribunal Federal.