sábado, 15 de junho de 2013

São Paulo. Datafolha comprova: Transporte coletivo precário legitima os protestos.

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Pesquisa revela que a avaliação da população sobre o sistema de transporte público é a pior desde 1987, primeiro ano da série histórica; 55% o consideram ruim; transportados sem qualquer dignidade em ônibus lotados, os passageiros começam a se insurgir contra décadas de descaso do poder público; números também desmentem a tese do governador Geraldo Alckmin, que vê protesto de natureza política.

15 de Junho de 2013 às 08:08

sexta-feira, 14 de junho de 2013

São Luís - Policiais Militares são presos suspeitos de praticar extorsão.

13/06/2013 21h54 - PMs são presos suspeitos de praticar extorsão. 

Outro homem também foi preso por suspeita de colaborar com o grupo.

As prisões foram efetuadas pela Seic nesta quinta-feira (13).


Três policiais militares que, de acordo com a Polícia, recebiam dinheiro para fazer vistas grossas a criminosos foram presos nesta quinta-feira (13), em São Luís. Um homem também foi preso por suspeita de colaborar com o grupo. Os quatro foram levados para a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).
Os três policiais militares eram monitorados pelo Serviço de Inteligência da PM há um ano. 
 
Ainda de acordo com a Polícia, eles são suspeitos de fazerem abordagens a traficantes e pessoas envolvidas em crimes e negociavam não efetuar prisões em troca de dinheiro, o que se caracteriza como extorsão e desvio de função. 
 
“Eles se passavam por membros do Serviço Velado da Polícia Militar fazendo supostas prisões e a partir daí tentavam extorquir algum valor, para que depois liberassem essas pessoas que, supostamente, estariam sendo presas”, disse o coronel Marco Pimentel. 
 
Com os policiais foram apreendidos duas pistolas ponto 40, um revólver calibre 38, dois celulares, uma balança de precisão e R$ 300 em espécie. 
 

São Paulo - Maioria da população é a favor dos protestos, mostra Datafolha.

A maioria dos paulistanos defende os protestos contra o reajuste da tarifa do transporte público, mostra pesquisa Datafolha realizada ontem, antes das manifestações da noite passada. 

O apoio foi manifestado por 55% dos entrevistados, enquanto 41% disseram ser contrários. Foram feitas 815 entrevistas no município. 

Para 78%, porém, os manifestantes "foram mais violentos do que deveriam". Apenas 15% acham que eles agiram na "medida certa". 

A mesma pergunta foi feita sobre o comportamento da polícia. Antes das ações registradas ontem, quase metade, 47%, disse que os policiais foram "violentos na medida certa"; 40% os condenaram. 

O percentual dos que defendem os protestos cresce entre os entrevistados com renda acima de 10 salários mínimos, atingindo 67% nesse recorte. Entre os apoiadores, metade (51%) disse que não usa transporte público. 

A pesquisa mostra também um descontentamento com o novo preço da tarifa do transporte público, que passou de R$ 3 para R$ 3,20. Para 67% o reajuste foi alto ante 29% que o consideram adequado. 

O MPL (Movimento Passe Livre) defende tarifa zero. Para que isso ocorra, a prefeitura teria que desembolsar pelo menos R$ 6 bilhões por ano, verba que hoje é usada em outras áreas. Neste ponto, a maioria é contra. Para 76%, a prefeitura não deveria realocar esses recursos em benefício do passe livre. 

Os paulistanos estão insatisfeitos com a qualidade do transporte. Para 55%, o sistema na capital é ruim ou péssimo. Entre os ouvidos, 40% disseram que usam transporte público diariamente. 

São Paulo - Policia Militar barbariza na repressão ao protesto dos ônibus.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjk3myGXguts3QxDUuSqW0rOAR20dvh0LuEtHNQI5CegkxBUp0j1oVi5X2M1aAJrVMzKSomn07NHC87V_sxzvkY_9mZ7-EDGlnMEeES8yIRIX-gJZCHrBFPHUOz_PXDvXbvYKkA6_X7_Ho3/s1600/diego-zanchetta-reporter-baleada-600.jpg
Foto: Diego-zanchetta-reporter.
 Aos números: 235 presos e 7 jornalistas agredidos, numa ação que chocou até a Anistia Internacional; protesto contra o aumento dos ônibus teve jovens detidos ainda na concentração; prefeito Fernando Haddad condenou "violência policial" e o secretário de Segurança, Fernando Grella, afirmou que a corregedoria da instituição irá atuar para coibir abusos.


14 de Junho de 2013 às 06:11.

 http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2013/06/pm-de-sao-paulo-realiza-prisoes-em-massa-e-se-recusa-a-dar-informacoes-2575.html/mpl4_facebook.jpg-6592.html/@@images/ba09b45a-f4d2-41ff-b04c-97989b67376c.jpeg


247 - No quarto dia de protestos contra os aumentos de ônibus em São Paulo, a Polícia Militar decidiu barbarizar. Ainda na concentração, 40 jovens foram detidos.

Na madrugada, contabilizados todos os presos, eram nada menos que 235 pessoas. 

[Policial Quebra Vidro da Própria Viatura - São Paulo 13/6/2013


Desses suspeitos, 198 foram encaminhados ao 78º DP (Jardins) e outros 37 para o 1º DP (Liberdade). Destes, 231 foram soltos e quatro seguem detidos, acusados de formação de quadrilha. 
 

Ao comentar o episódio, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad condenou a violência policial. "Na terça, a imagem que ficou foi da violência dos manifestantes. 

Hoje, infelizmente, não resta dúvida, a imagem que ficou e da violência policial". 
 http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2013/06/pm-de-sao-paulo-realiza-prisoes-em-massa-e-se-recusa-a-dar-informacoes-2575.html/mplf_folhapress.jpg-3655.html/@@images/c7280536-f8c9-424c-b1ee-e8cb33cb0b9c.jpeg

O secretário de Segurança do estado, Fernando Grella, disse que as ações foram tomadas para garantir o "direito de ir e vir", mas afirmou que abusos serão investigados pela "corregedoria" da instituição.

Ao todo, sete jornalista da Folha de S. Paulo foram agredidos e, entre os detidos,  está o repórter da "Carta Capital", Piero Locatelli. 

http://p2.trrsf.com.br/image/fget/cf/619/464/images.terra.com/2013/06/14/spprotestospoliciaaumentopassagemterra4.jpg

A repressão ao trabalho da imprensa provocou protestos até mesmo da Anistia Internacional.

Os protestos criticam o aumento das passagens dos ônibus de R$ 3,00 para R$ 3,20 e o Ministério Público propõe um congelamento dos preços durante 45 dias – que seria o prazo para uma negociação com o governador Geraldo Alckmin e com o prefeito Fernando Haddad. "Quanto a reduzir o valor da passagem, não há possibilidade", afirmou o governador. 

O prefeito Fernando Haddad (PT) também disse que não reduzirá a tarifa de ônibus. 

 

Ele reafirmou que o aumento de R$ 3 para R$ 3,20 ficou abaixo da inflação e que cumpriu compromisso de sua campanha.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Bolivia - Estuprador é enterrado vivo com caixão da vitima por cima




Um jovem suspeito de estuprar e matar uma mulher foi enterrado vivo num vilarejo ao sul da Bolívia por uma multidão em fúria, na quarta-feira. 

Um repórter relatou que Santos Ramos Colque, de 18 anos, foi capturado por moradores da região e levado ao funeral de sua suposta vítima, Leandra Arias Janco, de 35. Lá, foi jogado dentro da cova. 

Em seguida, o caixão da mulher foi colocado por cima dele e coberto com terra.

 "O suposto agressor foi enterrado vivo com as mãos amarradas e a barriga para baixo, com o caixão da vítima colocado por cima", detalhou o promotor Gilberto Cruz à rádio Erbol.

"Bateram muito nele antes de enterrarem-no", acrescentou. O ataque à mulher ocorreu no domingo, no povoado de Colquechaca, 400 km ao sul de La Paz, habitado por cerca de cinco mil pessoas.

Segundo o procurador local, José Luis Barrios, Colque foi identificado pela polícia como o suspeito de atacar Leandra. No dia do enterro da mulher, ele foi localizado, e o pequeno contingente policial do lugar não conseguiu evitar que fosse pego e morto.

http://www.meiahora.ig.com.br/

Mato Grosso do Sul - Disputa por terras provoca morte de mais um índio.

Por André Borges, Maíra Magro e Tarso Veloso | De Brasília
13 Jun 2013. Mais um índio foi assassinado ontem, no Mato Grosso do Sul, como consequência dos conflitos de terra crescentes no país entre fazendeiros e indígenas. 

Segundo relatos passados ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o índio guarani-caiová Celso Rodrigues, de 42 anos, estava a caminho do trabalho, até uma fazenda, quando foi bloqueado por dois pistoleiros no município de Paranhos, no sul do Estado.

É o terceiro indígena baleado nas últimas semanas. O primeiro morreu e o segundo está em estado grave no hospital. O Ministério da Justiça informou que não iria se manifestar até confirmação oficial do fato.

Em meio ao agravamento dos conflitos, a bancada ruralista aprovou ontem, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, a convocação do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para dar explicações sobre a demarcação de terras indígenas no país.

Carvalho, responsável pela interlocução com movimentos sociais, terá que comparecer ao Congresso e explicar o que o governo está fazendo para resolver a situação. 

Deputados governistas tentaram blindar o ministro e transformar a convocação em convite, mas sem sucesso. Os ruralistas conseguiram aprovar a convocação por 25 votos a 10.

A intenção da bancada ruralista é pressionar o governo para mudar o atual sistema de demarcação de terras indígenas. 

Em maio, a ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann também foi convocada pela Comissão de Agricultura, quando assumiu o compromisso de que o governo passaria a incluir outros órgãos no processo de demarcação além da Fundação Nacional do Índio (Funai), como Embrapa e Ministério da Agricultura.

Ontem, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a ministra Gleisi Hoffmann se reuniram com lideranças indígenas e ruralistas. 

Cerca de 140 índios permaneciam ocupando a Funai, em Brasília, enquanto ruralistas preparam uma manifestação em 14 Estados, amanhã, envolvendo o bloqueio de estradas com tratores e caminhões.

Na tarde de ontem, Cardozo teria se comprometido com parlamentares a editar uma portaria regulamentando a atuação de outros órgãos, além da Funai, no processo de demarcação, segundo integrantes da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados, que se reuniram com o ministro. 

Também haveria um compromisso de regulamentar o artigo 231 da Constituição Federal, que trata da demarcação de terras indígenas.

Depois da reunião, porém, Cardozo não quis comentar quais os caminhos para uma solução. "Vamos cogitar todas as hipóteses. 

Há um compromisso do governo de aperfeiçoar o processo de demarcação, sem tirar o protagonismo da Fundação Nacional do Índio [Funai], mas evitando a judicialização. 

Vamos aperfeiçoar o processo para dar mais segurança jurídica", afirmou. Ele voltou a defender a necessidade de diálogo. "Precisamos sentar e discutir alternativas. Com violência e radicalização, não se resolve."

Matéria Originada Publicada em: http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha;jsessionid=2A7F0D321868415C07515E459443237A.lr1?p_p_id=arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&ac

A saída de Gugu é um marco na consolidação da Era Digital na Mídia.

Por: Paulo Nogueira.

A internet primeiro massacrou a mídia impressa; agora é a vez da tevê.

Gugu pertence a um mundo em desintegração
Gugu pertence a um mundo em desintegração

A saída de Gugu da Record é um marco no mundo da mídia, menos por ele e mais pelas circunstâncias.

O que está dito, ali, é que a Era Digital, depois do massacre da mídia impressa, vai avançar ferozmente sobre a televisão.

A lógica é a mesma, e o roteiro também.

A internet reduz a audiência da tevê e, com isso, deixa insustentáveis os patamares de receitas publicitárias com os quais as emissoras se habituaram.

Lembre. Se a mídia impressa tinha outra fonte de receita – os assinantes – a tevê aberta depende da publicidade.

E o crescimento avassalador da internet levou num primeiro momento os anunciantes a deslocar seus investimentos da mídia impressa para o universo digital.

Concluída essa transição, a próxima vítima do deslocamento das verbas é a tevê. 

Não há BV, não há nada capaz de convencer anunciantes a colocar dinheiro em programas de tevê que ninguém mais vê.

Alguns anos atrás, a queda da tiragem dos jornais e das revistas prenunciavam o desastre publicitário. Agora, é o colapso generalizado das audiências de televisão.

Parece que as audiências de 60%, 70% da Globo pertencem a uma passado remoto. Quase todos os campeões de Ibope da emissora são uma fração do que foram.

Repare quantas vezes você lê que uma novela teve o pior Ibope da história, ou que o Faustão desceu ao abismo da audiência lado a lado com o Fantástico e outras marcas que vão sumindo das conversas e se tornando anacronismos na Era Digital.

Recentemente, vimos o esforço da Globo para promover o novo programa de humor. O resultado do empenho se traduziu numa medíocre audiência de 12%, e que aponta para baixo.

No passado, as pessoas guardavam o domingo para o Fantástico
No passado, as pessoas guardavam o domingo para o Fantástico
Num artigo publicado na última edição da revista americana GQ, o jornalista e escritor Michael Wolff prestou um tributo a um ‘mundo morto’ em sua Nova York – aquele em que a capa da Time era esperada com ansiedade, e em que os figurões da mídia tradicional eram reverenciados.

“Acabou”, lamentou ele. Ninguém mais na cidade conhece os jornalistas que causavam sensação. Quanto à Time, a empresa proprietária tentou se desfazer dela, mas não encontrou comprador.

Uma visita ao imperial prédio da revista mostrou a Wolff que a redação estava com aparência desoladora. Ele notou, melancólico, até a sujeira provocada por restos de fast food.

O sentimento de fim dos dias de que fala Wolff é facilmente percebido também no Brasil.

Quem ainda lê revista, quem ainda assina jornal — quem reserva a noite de domingo para ver o Fantástico?

As demissões que estão sendo feitas nas empresas de mídia apenas refletem esse cenário.

Não se trata de enxugar para se curar. Trata-se, isso sim, de enxugar para adiar a morte.

É dentro desse quadro fúnebre que se deve entender a saída de Gugu da Record.

Não cabe, nele, um salário de 3 milhões de reais, fora as despesas de produção. 

Onde a audiência para convencer os anunciantes a comparecer, onde o dinheiro para honrar a folha de pagamentos?

Onde a esperança de qualquer melhora no futuro?

A desintegração do mundo da mídia tal como o conhecemos vai ser um processo longo, sangrento, sofrido.

Com o tempo, as coisas vão se ajustar digitalmente. O jornalismo não está morrendo, por exemplo, ao contrário do que alguns dizem: está migrando de plataforma, apenas.

Mas até que a nova ordem se estabeleça, no espaço de alguns anos transientes que serão turbulentos para os velhos protagonistas, muito drama ocorrerá sob nossos olhos.

Fonte: DCM

Matéria original publicada em: http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1991