segunda-feira, 17 de junho de 2013

Grande São Luís - Seis homicidios registrados no final de semana, sendo o ultimo cometido contra um frentista do Posto Paloma no São Raimundo.

Atualização: 

Frentista é assassinado em assalto ao Posto Paloma, na Vila Cascavel

Um assalto ao Posto Paloma, na entrada da Vila Cascavel/São Raimundo, por volta das 19h30 deste domingo(16), resultou a morte de um frentista. A vítima foi identificada como Carlos Eduardo do Nascimento de Jesus, conhecido como Índio, de 29 anos. Ele residia na Rua 02, quadra 01, no Conjunto São Raimundo. A frentista Flávia Regina Pereira também foi alvejada com um tiro e levada em estado grave ao Socorrão II, na área da Cidade Operária.
 

Pelas informações de policiais militares, o latrocínio foi praticado por dois elementos que, depois de conseguirem pegar o dinheiro que estava com os frentistas, atingiram Carlos Eduardo com um tiro no tórax. O frentista, depois de atingido, ainda tentou correr para a Loja de Conveniência, mas terminou morrendo.
 
Os assaltantes fugiram em direção ao Conjunto São Raimundo. Várias viaturas da PM foram acionadas para tentar localizá-los.
Dezenas de moradores da área da Cascavel e São Raimundo foram até o local de mais esse latrocínio. Muitos lamentavam a onda de violência que toma conta daquela região da cidade.
Neste momento, peritos do ICRIM estão fazendo a perícia no local.
O presidente do Sindicato dos Frentistas, Kelps da Costa Oliveiras, esteve no local do latrocínio para acompanhar de perto os trabalhos da perícia. 
 
Ele informou ao blog que, em conversa com a família da vítima, o frentista estava trabalhando há três meses no Posto Paloma, sem carteira assinada. “Todos sabem que, mesmo em período de experiência, todo trabalhador tem que estar com carteira assinada. 
 
A partir desta madrugada, estaremos deflagrando um movimento grevista para reivindicar melhores salários e condições de trabalho.
 
Os patrões não contratam segurança e deixam os trabalhados expostos ao perigo permanente”, diz Kelps. Ele acrescenta que muitos frentistas, depois do expediente, são obrigados a ficar vigiando postos.

A  concentração dos frentistas vai ser na sede do Sindicato, na Casa do Trabalhador, na manhã desta segunda-feira.
Link desta Matéria: http://gilbertolimajornalista.blogspot.com.br/2013/06/frentista-e-assassinado-em-assalto-ao.html
 
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Por Redação (GI Portal)
 
Eduardo Nascimento de Jesus foi alvejado e morto a tiros na noite deste domingo (16), quando se encontrava trabalhando no Posto Paloma, localizado no bairro do São Raimundo.


O frentista trabalhava no posto há três meses, e segundo testemunhas, ele foi morto pelo ladrão após ter entregado o dinheiro, o crime foi praticado apenas por um elemento armado.

VÍTIMAS DE HOMICÍDIOS EM SÃO LUÍS:

Além de Eduardo também foi morto no final de semana, também foram assassinados:

Rafael Aparecido Araújo Melo, 28 anos, vitima de arma de fogo, o crime aconteceu no Coroadinho; 

Wanderson Santos Oliveira, 24 anos, vitima de arma de fogo, bairro da Vila Embratel; 

VÍTIMAS DE HOMICÍDIOS EM SÃO JOSÉ DE RIBAMAR:  
Marcos Paulo Caldas Barbosa, 24 anos, vitima de arma branca, em São José de Ribamar.

VÍTIMAS DE HOMICÍDIOS EM PAÇO DO LUMIAR:
Ozéias dos Santos Ferreira, 49 anos, arma branca, bairro do  Maiobão,  Paço do Lumiar.

VÍTIMAS DE HOMICÍDIOS EM PEDRINHAS:  Genilson Ferreira Castro, 31 anos, o crime aconteceu na Penitenciária de Pedrinhas.

Link original desta Matéria: http://www.gazetadailha.com.br/2013/06/17/frentista-e-assassinado-no-sao-raimundo-apos-entregar-dinheiro-ao-assaltante/

Deputado Evandro Milhomen (AP) quer levar cultura popular para dentro da escola

O deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), vice-presidente da Comissão de Cultura da Câmara e relator do projeto que institui o programa de proteção e promoção das culturas populares, afirmou que ainda esse semestre apresentará seu parecer propondo levar para “dentro das escolas” o saber popular e a cultura do povo.
 
Milhomen quer levar cultura popular para dentro da escola  
A proposta é integrar ao Plano Nacional de Cultura a criação de políticas de transmissão dos saberes e fazeres populares e tradicionais.

Na audiência pública para discutir o tema, realizada na ultima terça-feira (11), o deputado disse que a contribuição dos participantes da audiência e o documento entregue pelo Mestra Doci (Maria dos Anjos Mendes Gomes), representante Nacional dos Griôs e Mestres, valorizarão muito mais seu relatório.

O projeto de Lei, apresentado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), no qual foi apensado o de mesmo teor do deputado Edson Santos (PT-RJ), quer criar marcos legais de proteção e difusão dos conhecimentos e expressões culturais tradicionais e valorização efetiva dos autores das expressões da diversidade brasileira, sobretudo aquelas correspondentes ao patrimônio imaterial.

A proposta é integrar ao Plano Nacional de Cultura a criação de políticas de transmissão dos saberes e fazeres populares e tradicionais, por meio de mecanismos como o reconhecimento formal dos mestres populares, leis específicas, bolsas de auxílio, integração com o sistema de ensino formal, criação de instituições públicas de educação e cultura que valorizem esses saberes e fazeres, criação de oficinas e escolas itinerantes, estudos e sistematização de pedagogias e dinamização e circulação dos seus saberes no contexto onde atuam.

A valorização dos mestres e mestras dos saberes e fazeres das culturas populares deve ser buscada incessantemente e normatizada por meio deste Programa proposto sob a forma de Projeto de Lei, explica Jandira, que presidiu a audiência pública na condição de presidente da Comissão de Cultura da Câmara.

O secretário-executivo da Rede das Culturas Populares e Tradicionais, Marcelo Manzatti, destacou os avanços obtidos nessa área nos últimos anos. “Nos últimos dez anos, muitas medidas contribuíram para reconhecer as comunidades tradicionais e o saber disseminado por elas, seja entre a comunidade indígena, quilombola e mesmo cigana”, lembrou.

E o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marcelo Ferreira, disse que a tradição oral do conhecimento é a “afirmação da cultura e do saber popular.” Para ele, não deve existir disputa de modelos de transmissão da cultura oral e escrita, mas sim “a coexistência pacífica entre os dois modelos”.

Bolsa de estudo

“Essa foi uma audiência pública qualificada, que reforçou a necessidade de valorizar a cultura por meio da certificação dos mestres da cultura popular”, destacou Edson Santos, que enfatizou ainda o apoio obtido durante a reunião à proposta do pagamento de bolsas para os disseminadores desse conhecimento.

“Eles poderão obter Bolsas do CNPq, de até quatro anos, que poderá ser de doutorado e mestrado para os mestres mais antigos, e até de iniciação científica para os mais novos”, explicou.

Segundo a representante do Ministério da Cultura e Diretora do Departamento Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Célia Corsino, se a bolsa seguir o modelo do CNPq, poderá variar de R$1.500 e R$2.000 mensais. “O governo também poderá inserir os mestres no programa ‘Mais Cultura’ nas escolas do governo federal”, opinou.

Da Redação em Brasília

Link original desta Matéria: http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=215998&id_secao=11

Presidenta Dilma prepara mais um pacote, vem ai o PAC Mineração.



A presidente Dilma Rousseff vai anunciar nesta semana o 20° pacote de medidas de estímulo à economia de seu governo. 

O pacote da vez será o novo Código de Mineração que deve na visão do governo, impulsionar os investimentos das mineradoras no Brasil já a partir do segundo semestre. 

O anúncio do novo código está previsto para amanhã, no Palácio do Planalto. O governo vai enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional. 

A ideia é evitar o expediente das medidas provisórias, e, com isso, obter uma tramitação suave. 

Ao sinalizar para os parlamentares que o pacote não exige a mesma pressa para ser aprovado que os demais 19 tiveram, o governo aposta numa nova estratégia. 

Dois empresários que se reuniram nos últimos meses com o ministro da Fazenda, Guído Mantega, e também com técnicos do Palácio do Planalto, contaram ao Estado que o "excessivo" do govemo Dilma Rousseff na economia foi positivo ao atenuar os efeitos da crise mundial no Brasil. 

Mas, ambos, que optaram pelo anonimato, afirmaram que o outro lado da moeda foi a retração de parte dos investimentos.

Operação Vinagre VII - São Paulo. Governador age ilegalmente. Prefeito assume desgaste. Autoridades se omitem.

Credito - Foto http://contextolivre.blogspot.com.br
O prefeito de São Paulo não percebeu a continuidade da estratégia de Alckmin: mandar a PM cruzar os braços contra os arrastões na Virada Cultural e ordenar a violenta repressão aos estudantes e manifestantes pela redução das tarifas.
O objetivo do governador era criar um clima de pânico na cidade com duas finalidades: 
1) dar a sensação que Haddad representa a insegurança e o caos na cidade; 
2) dividir com Haddad a crise do sistema de segurança pública promovida pelos tucanos em 20 anos de gestão.
 
Os deputados e a direção estadual do PT, perdidos em uma política cada vez mais parecida com o clientelismo do tucanato, não foram às ruas para coibir a violência da polícia.
A cúpula do Ministério Público paulista, dominada pela completa simpatia à política desastrada do governador, nada fez para exigir que a Constituição fosse respeitada. 
 :
O MP paulista se omite diante das declarações do Secretário da Segurança que irá impedir a livre manifestação de pessoas que são contrárias ao aumento das passagens de ônibus.
As cenas de agressão inequívocas praticadas por policiais, não sensibilizaram os fiscais da lei. Nenhum policial foi processado até agora pelos membros do Ministério Público.
O Ouvidor Geral da Polícia, criada pelo governador Mário Covas, não se pronunciou até o momento, nem exigiu que a Corregedoria da PM investigasse os abusos praticados pela polícia e fartamente relatados nas redes sociais e pela imprensa.
O grande desgastado nestas manifestações parece ter sido o Prefeito de São Paulo e o Ministro da Justiça. 
Os tucanos há muito tempo já romperam com os preceitos democráticos. O eleitorado de Alckimin elegeu o Coronel Telhada. Alckimin fala e age para uma parte do eleitorado paulistano que apoiou até o fim o regime militar. 
 
Pessoas que não se importaram quando Erasmo Dias jogou napalm, fósforo branco, na invasão da PUC, em 1977. Quanto mais ele reprimir os jovens, mais se consolidará sua liderança retrógrada. O Ministro da Justiça errou a acenar para os retrógrados que não se conformam com a existência de direitos de cidadania.
Todos sabemos o quanto é grave aceitarmos a política de Geraldo Alckimin de imputar a jovens estudantes o crime de formação de quadrilha. Quem diverge da política de Alckmin não pode ser considerado criminoso. 
Quem organiza passeatas não pode ser enquadrado no Art.284-A do Código Penal: "Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste Código".
 
Espero que até amanhã, o senso de dever democrático reapareça em algumas autoridades e que o senhor governador seja impedido de se divertir mandando sua polícia agredir jovens cidadãos que se manifestam pelos seus direitos. 
Espero que o Prefeito exija que a Polícia desocupe a praça da manifestação, pois quem dirige a cidade e diz como se organiza o trânsito não é a Secretaria de Segurança, mas a Prefeitura e a CET.
Link desta Matéria: http://contextolivre.blogspot.com.br/2013/06/governador-age-ilegalmente-prefeito.html 

LEIA MAIS.

Operação Vinagre I - São Paulo. Prisões realizadas nesta quinta são ilegais, afirmam advogados. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/operacao-vinagre-prisoes-realizadas.html

Operação Vinagre II -
São Paulo. Repúdio internacional contra violência da Policia Militar contra jornalistas. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/sao-paulo-repudio-internacional-contra.html

Operação Vinagre III -
São Paulo. Protestos contra aumento da passagem ganham ato de apoio em 15 países. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/operacao-vinagre-iii-sao-paulo.html

Operação Vinagre IV -
São Paulo. Jânio: a PM é que incita a desordem.  http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/sao-paulo-janio-pm-e-que-incita-desordem.html  

Operação Vinagre V - Secretário de Segurança de SP quer reunião com liderança do Movimento Passe Livre. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/operacao-vinagre-v-secretario-de.html

Operação Vinagre VI - Governo Alckmin: "Não haverá mais prisão por porte de VINAGRE" - http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/operacao-vinagre-vi-governo-alckmin-nao.html

25 bebês mortos em 15 dias na Santa Casa do Pará

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Credito Foto Brasil 247.
O sindicato dos médicos do Pará denuncia que pelo menos 25 bebês morreram nos últimos 15 dias nas dependências da Santa Casa de Misericórdia. 

O sindicato aponta a superlotação na unidade de saúde como responsável pelos óbitos e denunciou o caso ao Ministério Público estadual; "Há uma superlotação que acaba resultando em má qualidade de atendimento"; a Secretaria de Estado de Saúde Pública e a Fundação Santa Casa de Misericórdia reconhecem os óbitos mas descartam que as causas sejam decorrentes de negligência, falhas estruturais ou causadas por um surto de infecção hospitalar.

16 de Junho de 2013 às 19:29.

AM247 - O sindicato dos médicos do Pará denuncia que pelo menos 25 bebês morreram nos últimos 15 dias nas dependências da Santa Casa de Misericórdia. O sindicato aponta a superlotação na unidade de saúde como responsável pelos óbitos e denunciou o caso ao Ministério Público estadual. 

"Há uma superlotação que acaba resultando em má qualidade de atendimento", disse o diretor administrativo do sindicato, João Gouvea.  Uma outra investigação do Ministério Público sobre mortes de bebês no mesmo hospital está em andamento desde o ano passado. O Ministério Público do Pará já investiga mortes ocorridas no ano passado.

"As crianças estão amontoadas. Os leitos ficam muito próximos e, dessa forma, aumentam os casos de infecção hospitalar", disse Gouvea à Folha de São Paulo. Segundo ele, além da superlotação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, também faltam funcionários e equipamentos. 

Os óbitos denunciados pelo sindicato foram confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública e pela Fundação Santa Casa de Misericórdia, mas ambas descartam que as causas sejam decorrentes de negligência, falhas estruturais ou causadas por um surto de infecção hospitalar.

A Santa Casa de Misericórdia do Pará, fica localizada em Belém e recebe pacientes de todo o interior do Estado. A unidade realiza mensalmente cerca de 600 partos, dos quais 86% são considerados de alto risco. O hospital possui 67 leitos de UTI Neonatal.

domingo, 16 de junho de 2013

Operação Vinagre VI - Governo Alckmin: "Não haverá mais prisão por porte de VINAGRE"

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Credito - Foto Brasil 247.
Secretário de Segurança do Estado de São Paulo, Fernando Grella convida manifestantes para reunião às 10h desta segunda-feira, cinco horas antes do protesto agendado para o dia; "Não queremos ver mais o que aconteceu na semana passada. 

Queremos que as pessoas se manifestem, mas queremos também que a população consiga chegar em casa", disse Grella; "Sabemos que a imensa maioria dos manifestantes quer se manifestar em paz", completou, garantindo que, desta vez, quem estiver portando vinagre não será detido.


16 de Junho de 2013 às 16:37

SP247 - Pela primeira vez desde o início dos protestos contra o aumento das passagens em São Paulo, o governo de Geraldo Alckmin convidou lideranças dos manifestantes para conversar. 

Em entrevista coletiva concedida na tarde deste domingo, o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella, fez um convite para reunião às 10h desta segunda-feira 17. 

Uma nova manifestação já está agendada para as 17h do mesmo dia, no Largo da Batata, e conseguiu reunir mais de 180 mil confirmações pelo Facebook.


A ideia da conversa é tentar evitar novas cenas de violência, como as da última quinta-feira. "Não queremos ver mais o que aconteceu na semana passada. 

Queremos que as pessoas se manifestem, mas queremos também que a população consiga chegar em casa", disse o secretário, completando: "Sabemos que a imensa maioria dos manifestantes quer se manifestar em paz".


Para Grella, o uso da tropa de choque não deve ser necessária na próxima manifestação, já que, segundo ele, o ato será pacífico. 

Detalhe importante: quem estiver portando vinagre não será detido, garantiu o secretário de segurança, que também não aposta no uso de bombas e de balas de borracha durante o protesto da segunda-feira.

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Operação Vinagre I - Prisões realizadas nesta quinta são ilegais, afirmam advogados. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/operacao-vinagre-prisoes-realizadas.html

Operação Vinagre II - São Paulo. Repúdio internacional contra violência da Policia Militar contra jornalistas. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/sao-paulo-repudio-internacional-contra.html

Operação Vinagre III -
São Paulo. Protestos contra aumento da passagem ganham ato de apoio em 15 países. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/operacao-vinagre-iii-sao-paulo.html

Operação Vinagre IV - São Paulo. Jânio: a PM é que incita a desordem.  http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/sao-paulo-janio-pm-e-que-incita-desordem.html  

Operação Vinagre V - Secretário de Segurança de SP quer reunião com liderança do Movimento Passe Livre. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/06/operacao-vinagre-v-secretario-de.html


QUESTÃO DE GÊNERO - Quem é essa garotinha? (ela nasceu menino). Quem já viu o filme Minha Vida em Cor de Rosa, com certeza identificará aqui a vida imitando a arte.



Apesar de ter nascido com par de cromossomos XY, definidores genéticos do sexo masculino, Danann Tyler, 10, se expressa como menina desde os 2 anos. 

A história da criança, que se encaminha para o feminino, sob acompanhamento médico e psicológico, retrata um capítulo ainda movediço das questões de gênero. 
"Cindy, como alguém pode olhar para esse rosto e achar que eu poderia ser menino?" Danann Tyler se olhava no espelho e mexia nos cabelos durante a sessão com sua terapeuta, Cindy Paxton, em Redlands, cidadezinha vizinha a San Bernardino, na Califórnia. 

Especializada em crianças e adolescentes transgênero, Paxton atende Danann desde os seis anos. Hoje ela tem dez e é tratada em casa e na escola como a menina que diz ser. Nem sempre, porém, as coisas foram assim.

Danann nasceu menino, biológica e geneticamente. Isso significa que ela possui um cromossomo X e um Y, que define desde a fase embrionária os machos da espécie humana (as fêmeas são XX), e órgãos sexuais masculinos, interna e externamente. Mas, desde que começou a se expressar, aos dois anos, identifica-se como menina.

Quem a vê de legging e camiseta de paetês saltitando pela casa confortável onde mora, na região californiana de Orange County, falando sobre musicais da Broadway ou abraçando o interlocutor com um afeto espontâneo que meninos da mesma idade não costumam demonstrar, não escapa da pergunta feita por Danann diante do espelho. Como alguém pode olhar para aquele rosto e achar que possa ser de um menino?


Afinal, em poucas horas ao seu lado se constata que tudo, em Danann, é feminino, ou ligado àquilo que a sociedade identifica como feminino. E, não raramente, ao extremo: o tom dramático, o gosto por teatro e musicais, o talento vocal treinado em montagens locais amadoras das peças que adora, as roupas cor-de-rosa, os sapatinhos de salto, os brinquedos, os livros, os desenhos, a forma de andar, de falar, de pensar e de se expressar.


Paxton, uma doutora pela Universidade da Califórnia que leciona na unidade local da mesma instituição e atende crianças e adolescentes há mais de 15 anos, lembra que, historicamente, a maioria dos meninos que gostam de se travestir ou de brincar com brinquedos de meninas crescem e se tornam homens gays. "Mas uma pequena porcentagem, e não sabemos qual é esse numero com precisão, cresce como Danann", diz. "Suspeito que ela vá sempre se identificar como mulher, embora não dê para garantir. Ela se mostra coerente."


Danann diz que sempre teve certeza de que era menina. Por seis anos, essa certeza foi solitária.


Do momento em que a criança começou a se expressar até seguirem a orientação da terapeuta e de médicos decidirem pela transição --passar a vesti-la e tratá-la como garota, sem intervenção cirúrgica--, seus pais, a instrutora de ioga Sarah, 40, e o policial Bill, 43, se viram envoltos em dúvidas.


O mais natural, os especialistas explicam, é os pais acreditarem que aquela insistência em vestir-se e apresentar-se e comportar-se como alguém do sexo oposto seja uma fase. 

E, sem evidências físicas ou genéticas de que haja algo diferente com seus filhos, entender o que está acontecendo com a criança torna-se ainda mais difícil.

"Até o aparecimento da internet, os pais de crianças transgênero tinham certeza de que eram os únicos no planeta a enfrentar o dilema da variação de identidade de gênero diante do sexo genotípica, fenotípica e bioquimicamente coerente do filho", escreve Norman Spock, endocrinologista do Hospital Pediátrico de Boston e professor da Universidade Harvard, no prefácio de "The Transgender Child" (a criança transgênero, Cleis Press, 2008).


Não há estatísticas confiáveis sobre quantas crianças nos Estados Unidos (e menos ainda no mundo) sejam transgênero. Na literatura especializada, médicos, psicólogos e sociólogos evitam palpites, ressaltando que, como não se permitem pesquisas populacionais a esse respeito (por exemplo, não há pergunta sobre filhos transgênero no Censo), muitos casos permanecem encobertos.


As tentativas de fazer a transição, como no caso de Danann, são relativamente recentes: nos EUA, ocorrem há cerca de uma década. A amostragem de adultos e jovens submetidos ao processo --que em crianças e adolescentes de até 16 anos não envolve procedimentos cirúrgicos e se baseia na questão da identidade-- não é suficiente para um estudo mais elaborado.


Um levantamento de 2011, feito pela escola de direito da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e muito citado, estima que 0,3% da população adulta dos EUA, ou cerca de 700 mil indivíduos naquele ano, seja transgênero. Os números se apoiam em pesquisas nos Estados de Massachusetts e Califórnia e em dados reunidos por instituições ligadas à comunidade LGTB (lésbicas, gays, transexuais e bissexuais).


Em "The Transgender Child", as autoras Stephanie Brill e Rachel Pepper citam especialistas que calculam o percentual de crianças transgênero no país em 0,2% --mas alertam que o dado possa estar subestimado. A projeção mais consensual diz que três em cada quatro dessas crianças sejam meninas transexuais (nascidas meninos). 

Como Danann, observa Cindy Paxton, elas costumam manifestar muito mais cedo o desconforto com o próprio corpo do que os meninos trans, os quais muitas vezes passam a infância como molecas e a adolescência como mulheres lésbicas até concluírem ser homens transexuais.

PERSPECTIVA Nos últimos cinco anos, porém, os casos de crianças transgênero têm se tornado mais proeminentes. "Talk shows", programas de reportagens com grande audiência e o noticiário cotidiano deram visibilidade à questão e acabam ajudando pais como Sarah e Bill a ganharem perspectiva e compreenderem que seu caso está longe de ser um fato isolado e intransponível.


Neste ano, o caso da garotinha transgênero Coy Mathis, 6, mereceu longos minutos na TV americana e manchetes em jornais e sites quando seus pais passaram a educá-la em casa porque a escola onde estudava, no Colorado, proibiu-a de usar o banheiro feminino por considerá-la um menino.


Há duas semanas, Mark e Pam Crawford, da Carolina do Sul, abriram um processo contra o Estado porque seu filho adotivo, nascido com órgãos reprodutivos femininos e masculinos, teve o pênis e os testículos removidos aos 16 meses, sob anuência dos assistentes sociais responsáveis. Hoje, aos oito anos, a criança --adotada pelo casal após o procedimento cirúrgico-- se manifesta como menino, e não como menina.


"Dos poucos arrependimentos que tenho, o que mais me incomoda é não ter sabido como lidar [com Danann] mais cedo", diz Sarah Tyler, que mantém um grupo de apoio, o ShiftHappens ("a transição acontece", um trocadilho com a expressão americana "shit happens", algo como "às vezes, dá merda"), criado com uma amiga cuja filha adolescente, nascida homem, se matou.


Sarah e a amiga se conheceram em um seminário que a Igreja Unida em Cristo, frequentada pela mãe de Danann, organizou para informar os fiéis sobre o tema e para acolher os Tyler. De quatro pessoas no início, o grupo que se reúne uma vez ao mês em Orange County hoje tem 38, incluindo pais ou irmãos de uma mesma criança ou adolescente.


Sarah repassa com frequência a imensa solidão de descobrir aos poucos que seu filho ou filha tem uma incongruência de gênero --termo com que o novo DSM-5 substituiu o criticado "transtorno de identidade de gênero" usado nas versões anteriores do manual de estatística e diagnósticos da psiquiatria. Hoje o que sua filha tem não é considerado uma doença psiquiátrica, embora, como explica Cindy Paxton, o diagnóstico de transtorno muitas vezes seja exigido pelos seguros médicos americanos para cobrirem as despesas.


"Naquela época", lamenta a instrutora de ioga, não tinha nada sobre o assunto na internet. "Nunca tive amigos transgênero. Tenho amigos gays, mais gays do que lésbicas. Mas não transgênero. Muito menos crianças."


Foi, então que, sem saber como as coisas foram dar naquela cena, ela viu Danann tentar se mutilar aos quatro anos. Sarah conta que o flagrou --a mãe ainda mistura os pronomes ao falar do passado-- com uma tesoura infantil nas mãos, o pênis sangrando. "Tentando resolver sozinho o problema'", relembra. "Tirei a tesoura, ele não relutou. Liguei para a emergência. Não sabia o que fazer."


O corte era superficial, mas a situação ia se tornando progressivamente assustadora para os Tyler. Meses mais tarde, no episódio que culminaria com a consulta a Cindy Paxton e a conclusão, logo de cara, de que a criança era transgênero, Danann tentaria se matar.


Naquela altura, Danann já gostava de se fantasiar de personagens femininos e, na festa de Dia das Bruxas daquele ano, havia escolhido ser uma Southern Belle --as moças sulistas do século 19 e início do 20, das quais a personagem Scarlett O'Hara é o ícone maior. O pai achou que eram babados demais. A fase dos vestidos, disse Bill, precisava acabar.


Não era o que Danann achava. A criança saiu arrastada pela mãe da loja de fantasias. Gritou, mordeu, chorou. No caminho de volta, batia com força a cabeça no vidro do carro. "Ela dizia que queria morrer, e eu pensava a qual hospital deveríamos levá-la", lembra Sarah.


Quando a mãe estacionou diante da casa, a criança saltou repentinamente e correu para o meio da rua. Um motorista freou, e, apavorado, pediu desculpas. Danann revidou com tapas e a pergunta: "Por que você freou? Eu quero morrer!".

ROMARIA Depois disso, a romaria por psicólogos e psiquiatras se tornou intensa. Transtorno de deficit de atenção e hiperatividade, bipolaridade: os diagnósticos eram tão variados quanto imprecisos. 

Até que, no Hospital Infantil de Orange County, um painel de psiquiatras, pediatras e endocrinologistas levantou a hipótese de Danann ser transgênero. "Meu marido queria saber o que diabos isso significava", diz Sarah, que, de sua parte, sentiu-se aliviada por descartar outro dos diagnósticos aventados, o de esquizofrenia.

A suspeita foi confirmada depois pela psicóloga Cindy Paxton, mas para Bill Tyler (e de certa forma, para Sarah) a compreensão do que a filha vivia só viria mesmo com um documentário de TV apresentado pela veterana Barbara Walters, "My Secret Self" ("meu eu secreto") e levado ao ar em 2007.


No programa, a personagem central é Jazz Jennings, uma menina dois anos mais velha que Danann, também transgênero e também segura de sua identidade. Jazz, hoje adolescente, tem página no Facebook, sua própria ONG para crianças transgênero (TransKids Purple Rainbow, algo como "o arco-íris roxo das crianças transgênero"), e é convidada assídua de "talk shows" vespertinos.


"Foi uma revelação", conta Sarah. "Essa garotinha tinha muita coisa igual à Danann, até a queda por sereias [psicólogos atribuem a predileção ao fato de as sereias serem femininas da cintura para cima e indiferenciadas da cintura para baixo]. Ficou óbvio que tínhamos de fazer a transição."


No quarto de Danann não há sereias, ao menos não visíveis. Há uma pilha de livros sobre teatro e musicais. Em uma caixinha, ela guarda seus CDs preferidos. "Esse, do Fantasma da Ópera', você já ouviu? Eu adoro, adoro. É lindo."


Quase tudo no cômodo remonta a musicais e filmes clássicos. "Quero trabalhar na Broadway" é a resposta imediata que Danann dá à pergunta que toda criança ouve inúmeras vezes na infância.


Ela diz ter escolhido o que vai ser quando crescer aos cinco anos, ao ver "O Fantasma da Ópera". No dia da visita da Folha, ensaiava para uma montagem amadora de "Annie", clássico sobre uma garotinha órfã dos anos 30. A história teve uma versão no cinema em 1982, 21 anos antes de Danann nascer. "Também gosto de desenhar. E de ler. Sou bem artística."


E de moda? "Eu gosto", diz, explicando aspectos dos figurinos das peças; conhece de cor os detalhes de diferentes montagens do musical "Wicked", baseado em "O Mágico de Oz", de L. Frank Baum; mostra vídeos de maquiagem da peça e, num palco em miniatura, como uma casinha de bonecas, faz marcações para os atores.


A curiosidade com que Danann enche o interlocutor de perguntas e o vigor com que fala de seus interesses cessa quando o assunto é sua vida de antes da transição. "A escola e as pessoas eram chatas".


Após levarem-na à psicóloga, os pais decidiram tirá-la da escola particular de orientação luterana onde Danann estudava e onde, segundo a família, sofria bullying por querer usar peças de roupa mais femininas ("tops sob a camiseta, pulseirinhas; não vestidos", detalha Sarah). Na escola nova, um colégio público da região, ela se apresenta como menina sob consentimento da direção. Ali, ela tem amigos e, se lhe perguntamos se está feliz, consente com a cabeça, sorrindo, antes de desconversar.


De todos os pertences que tomam seu quarto, o preferido é o pôster com dedicatória de Ricki Lake, uma humorista que tem um "talk show" matutino e com quem, conta a mãe, a menina mantém contato. Danann e Sarah foram duas vezes ao programa. "Eu adoro a Ricki", confirma a criança.


Ela também esteve no programa vespertino do jornalista Anderson Cooper, no ano passado. A aparição rendeu críticas e mensagens agressivas para Sarah, acusando-a de "fazer" aquilo com o filho.


DIVAZINHA A professora de ioga diz que nunca quis ter uma menina. "Queria ser a rainha da minha casa, sozinha. E hoje tenho essa divazinha aí", brinca. "Mas é claro que nenhum pai pode fazer isso com um filho. Você não faz uma pessoa mudar de gênero, não dá. Isso é ela. É Danann."


De nome, aliás, ela não precisará trocar. O que os pais escolheram antes de ela nascer, de origem gaélica, em consonância com a ascendência irlandesa da família, é unissex. Remete ao "Tuatha dé Danann", povo da divindade Danu, espécie de mãe dos deuses e da terra na mitologia celta. O nome, conta Sarah, "pode ser traduzido também como criança de Deus' ou criança das fadas', conforme a versão". "Combina mais com ela do que eu poderia imaginar."


Sarah e Bill têm outro filho, William James, dois anos mais velho que Danann. Mais reservado, o adolescente conhecido como Jamie quando pequeno passou a pedir para ser chamado de James, nome mais másculo, quando a irmã fez a transição. Hoje ele se apresenta como Will e parece entediado com a atenção dispensada a Danann. "Mas ele a defende, e os dois se dão bem", avalia a mãe.


Com o resto da família, a relação não é tão natural. A mãe e a avó de Sarah, que a criaram, aceitaram a transição de pronto. Seu pai e sua avó paterna nunca entenderam o processo, e a família rompeu. Os pais de Bill mantêm contato, mas evitam encontrar a neta.


Danann está sendo monitorada pela endocrinologista pediátrica Susan Clark, do Hospital Infantil de Orange County, para detectar o início da puberdade.


Por decisão da família, dos médicos e sobretudo da própria criança, Clark vai usar inibidores hormonais para "frear" o desenvolvimento das características sexuais secundárias --voz grossa, pelos, pomo-de-adão. É como apertar um botão de pausa, para atenuar o dimorfismo sexual (a diferença de características físicas básicas, como altura) e permitir que, aos 15 ou 16 anos, Danann possa decidir se quer continuar a transição ou manter o sexo com o qual nasceu.


REVERSÍVEL "Tudo feito nessa idade tem de ser reversível; isso é fundamental", enfatiza a psicóloga Paxton. O processo, diz, só pode ser iniciado depois do diagnóstico, e o diagnóstico implica descartar todas as possibilidades de transtornos psiquiátricos. "A criança, por exemplo, não pode ter delírios; tem de ter conexão com a realidade." A terapeuta explica que a conclusão apontada deve ser de que se trata de uma criança típica, cuja única incongruência é estar no corpo errado.


Depois dos supressores, que Danann tomará por toda a vida caso se mantenha na sua decisão, ela poderá, já adolescente, receber hormônios femininos --estrógeno, essencialmente-- para desenvolver seios e outras características das mulheres. 

Não se fala ainda na eventual cirurgia de mudança de sexo --ou de confirmação de sexo, no jargão dos ativistas (eles também preferem os termos "disforia de gênero" e "variância de gênero" em vez de "incongruência", embora a WPath, maior associação médica de saúde transexual, tenha visto a recente mudança no DSM como um progresso).

Em mais de quatro horas de conversa, apenas uma vez --ao falar das contas da casa-- Sarah mencionou um "fundo de cirurgia de Danann", encadeando-o com um "fundo para a faculdade".


Nos EUA, a legislação quanto à questão cirúrgica e o custo das operações variam conforme o Estado; há casos de adolescentes de 16 anos que passaram pelo processo. Os valores sobem segundo o grau de intervenção; mas, em geral, a retirada do pênis, com a criação de uma vagina revestida com partes do órgão masculino e mais algumas cirurgias plásticas complementares, é estimada em US$ 50 mil (R$ 107 mil), parcialmente cobertos por alguns seguros-saúde.


Em março, a administração do Medicaid --o programa de assistência médica para a população mais pobre mantido pelo governo federal norte-americano-- chegou a anunciar que abriria um debate público sobre a cobertura da cirurgia, mas recuou após 24 horas, preferindo examinar a questão em um procedimento interno sem participação popular.


No Brasil, o SUS cobre a operação, que há dois meses passou a poder ser realizada a partir dos 18 anos, em vez de 21 --o tratamento hormonal pode ser iniciado aos 16.


Sarah especula sobre como será, no futuro, a aparência de Danann, sua aceitação e sua integração à sociedade.


Apesar de haver uma tradição de respeito e admiração por pessoas como Danann em algumas comunidades indígenas dos EUA --à semelhança do que acontece na Tailândia, onde transexuais são vistos como uma alma elevada que alia ambos os sexos (e onde as cirurgias de mudanças de sexo são oferecidas em panfletos distribuídos nas ruas)--, a sociedade americana ainda as vê, em geral, como estranhas, mesmo na comunidade ativista gay e lésbica. 


A própria Sarah perdeu o emprego em uma proeminente academia de ioga após levar os filhos ao trabalho, em um dia sem babá, e uma das alunas incomodar-se com a criança transexual.

Casos em que a pessoa transgênero é proibida de usar o banheiro destinado ao sexo com o qual se identifica têm proliferado, mas a expectativa dos envolvidos é que a exposição leve à informação e à aceitação. Danann não tem tido esse problema, mas foi expulsa do grupo de bandeirantes após descobrirem que ela nascera menino.


Nos momentos em que visualiza o futuro de Danann com mais otimismo, Sarah cita o exemplo de Christine McGinn. Hoje cirurgiã plástica especializada em mudança de sexo, McGinn, nascida homem, foi membro da Marinha americana e cirurgião de bordo em duas missões da Nasa. "A dra. McGinn, você precisa ver, é linda. Nós a conhecemos na gravação do documentário Trans', e ela disse que, se Danann quiser, fará todo o possível por ela [em termos de cirurgia] no futuro."


Entre seus planos para a Broadway, suas certezas espantosamente maduras para a idade e o que conseguiu até agora, Danann não se enxerga de outra forma, no futuro, que não como mulher.


Sua sexualidade ainda não se manifestou, e não é possível saber, ainda, qual a sua orientação. Paxton e outros estudiosos explicam que o vasto espectro da orientação sexual nem sempre está ligado à identidade de gênero (no passado, chegou-se a descrever os transexuais como homofóbicos radicais: pessoas que sentiam atração sexual e afetiva pelo mesmo sexo, mas não aceitavam esse sentimento e, por isso, achavam que seu sexo biológico estava "errado").


Neste momento, Danann não se interessa por meninos. Para ela, garotos "são muito chatos". Por causa do ativismo, tem duas amiguinhas trans, de sete e nove anos. Sarah, porém, diz que transexualismo nunca é um assunto mencionado entre elas. "Quando se encontram, são apenas menininhas brincando." 


[Trecho do Filme: Minha vida em cor de rosa, abordando situação semelhante.] 


(Ilustríssima/FSP)