quinta-feira, 27 de junho de 2013

Maranhão - Secretário de Segurança Aluisio Mendes está propenso a solicitar auxílio da Força Nacional e pede que a população não compareça aos protestos.

Entrevistado, ao vivo, pelo repórter Alex Barbosa, no Jornal do Maranhão 1ª Edição, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, pede que a população não compareça às manifestações que estão sendo realizadas em São Luís.
 
“Estamos preocupados com a dimensão desses protestos, em vários pontos da cidade, sem nenhuma coordenação. Infelizmente, alguns têm partido para a violência. Peço que a população não compareça a esses eventos”, diz Aluísio.
 
O repórter Alex Barbosa retruca, afirmando que esteve acompanhando os protestos, na tarde e noite de ontem, e presenciou a agressão policial contra pessoas que estavam sentadas. “Esse é um procedimento correto da polícia?”, questionou o repórter.
Aluísio disse que houve agressão gratuita à polícia. “A população não respeitou a polícia. Vamos ver as imagens. Se houve excesso por parte da polícia, vamos tomar providências”, acrescenta Aluísio.

O secretário não descarta a possibilidade de requisitar auxílio da Força Nacional de Segurança para combater as manifestações em São Luís e em outras cidades do Maranhão.
 

Maranhão - Governo do Estado e Movimento Grito da Terra firmam acordo.

O Governo do Maranhão selou com o Movimento Grito da Terra pacto que define uma série de ações para intensificar o desenvolvimento no campo e o fortalecimento da agricultura familiar no estado. 
Assinaram o documento (Pacto), na ultima terça-feira, dia 25 do corrente mês, no Palácio Henrique de La Rocque, o vice-governador Washington Luiz de Oliveira; o secretário de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar, Fernando Fialho; diretor de Recursos Fundiários do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), Luiz Augusto Martins; e o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Maranhão (Fetaema), Chico Miguel.

“Essa é uma pauta que negociamos todos os anos e procuramos atender da melhor forma possível. Isso demonstra o caráter democrático do Governo. Procuramos estabelecer uma parceria com os mais diversos segmentos dos movimentos sociais para propiciar um desenvolvimento mais equilibrado ao Maranhão”, comemorou Washington Luiz, ao assinar o documento, que estabelece uma parceria com o Movimento Grito da Terra e Fetaema.

Para o presidente da Fetaema, Chico Miguel, vários avanços foram obtidos. “O que importa é que temos um canal de diálogo com o Governo. Novas reuniões estão sendo agendadas e acreditamos que podemos evoluir ainda mais”, disse.

O secretário de Desenvolvimento Social, Fernando Fialho, enumerou que entre as ações e medidas já definidas estão a realização do Fórum de Discussão da Assistência Técnica no Estado com a participação de renomados conferencistas da área de estados como Bahia, Acre e Minas Gerais e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Ficou agendada, ainda, uma nova reunião para o dia 23 de julho para a apresentação do projeto de Compras Governamentais. O secretário Fernando Fialho assegurou também que o Governo do Maranhão vai construir 20 unidades de recebimento e distribuição de produtos da Agricultura Familiar que apoiarão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“Nessas unidades de recebimento e distribuição vão funcionar 20 galpões de comercialização de produtos denominados Espaço do Agricultor Familiar”, contabilizou Fialho ao ressaltar o papel do vice governador no processo de negociação e dos líderes do movimento que buscaram sem radicalismos um acordo com o Governo.

Serão instaladas ainda 15 feiras livres da Agricultura Familiar em municípios maranhenses e visitas de agricultores familiares a projetos exitosos de mini indústrias de beneficiamento de polpa de frutas em municípios como Raposa, Arari, São João do Sóter, Apicum-Açu e Senador Henrique de La Rocque.

O secretário destacou ainda o empenhado do Governo para revitalizar o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), no Maranhão, paralisado há mais de cinco anos. No final do mês maio foi realizada a Oficina para a Construção do Plano Operativo Anual – POA/2013, onde foram delineadas as novas diretrizes de execução do Programa, sendo o acesso à terra, inclusão produtiva e infraestrutura de apoio à produção, alguns dos principais objetivos da nova fase de implantação do PNCF, que é exatamente um dos principais pontos da pauta de reivindicação do Movimento.

Fernando Fialho revelou ainda que também já está prevista a assinatura de um Termo de Cooperação entre o Governo do Estado e a Caixa Econômica, para a implantação do programa “Minha Casa Minha Vida Rural”, para facilitar aos agricultores familiares o acesso a habitações rurais.

Enfim, concluiu Fialho, são uma gama de ações que vamos implementar para o fortalecimento e incremento da agricultura familiar que vão do plantio, passando por assistência técnica e crédito orientado, até a colheita sempre utilizando como fórum de debates e definição de uma agenda positiva o Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (Cedrus).

Iterma - O Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes), já tomou medidas para atender as reivindicações contidas na pauta dos trabalhadores após reunião ocorrida nesta semana, na Vice-Governadoria.

Dentre as diversas questões contidas na pauta, o Iterma assumiu o compromisso de revisar os processos administrativos e encaminhar o resultado à coordenação do movimento.

Fonte: Secom
Link desta matéria: http://construindoumnovomaranhao.blogspot.com.br/2013/06/governo-do-estado-e-movimento-grito-da.html

quarta-feira, 26 de junho de 2013

MINC publica Portaria definindo os periodos de realização das Etapas que antecedem a 3ª Conferencia Nacional de Cultura.

O Diário Oficial da União do dia 21 de Junho de 2013 publicou a Portaria, assinada pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, definindo os períodos de realização das etapas que antecedem a 3ª Conferência Nacional de Cultura que acontecerá entre 26 e 29 de novembro, em Brasília.

A Secretaria de Articulação Institucional (SAI), do Ministério da Cultura, criou um hot site para divulgar as informações relacionadas à Conferência. Na página, poderão ser consultados o Regimento Interno, o texto-base, as minutas de documentos e as guias para a realização das etapas municipais e estaduais.

O endereço é www.cultura.gov.br/3cnc

PUBLICADA PORTARIA QUE PRORROGA OS PRAZOS DE REALIZAÇÃO DAS ETAPAS MUNICIPAIS OU INTERMUNICIPAIS, REGIONAL OU TERRITORIAL, ESTADUAL E DISTRITAL.

A portaria nº 52, de 19 de junho de 2013, altera a de nº 33, de 16 de abril de 2013, definindo que as etapas antecedentes da 3ª Conferência Nacional de Cultura serão realizadas nos seguintes períodos:

I - Etapa Municipal ou Intermunicipal, até o dia 11 de agosto de 2013;

II - Etapa Regional ou Territorial, até o dia 15 de setembro de 2013; e

III - Etapa Estadual e Distrital até o dia 29 de setembro de 2013.

Acesse aqui a publicação na íntegra.

ATENÇÃO! A ETAPA NACIONAL PERMANECE DE 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2013.
 
A III CONFERÊNCIA NACIONAL DE CULTURA
Foi publicado no Diário Oficial da União, no dia 17 de abril de 2013, a Portaria nº 33, de 16 de abril de 2013, que convoca a 3ª Conferência Nacional de Cultura e homologa o seu Regimento Interno.

A etapa nacional da 3ª Conferência Nacional de Cultura será realizada em Brasília, de 26 a 29 de novembro de 2013 e reunirá representantes da sociedade civil escolhidos nas conferências municipais e estaduais, além de membros do governo.


O tema escolhido para esta edição foi "Uma Política de Estado Para a Cultura: Desafios do Sistema Nacional de Cultura" que será desdobrado em debates sobre a implementação do Sistema Nacional de Cultura em todo o país, sobre a produção simbólica e diversidade cultural, sobre a cidadania e direitos culturais, e sobre Cultura e desenvolvimento econômico, dentre outros.
 
Para a 3ª CNC, em Brasília, no mê de novembro de 2013, está sendo esperada a participação de mais de 3 mil delegados de todo o país, entre representantes do Governo Federal, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Além desses poderão participar convidados com direito a voz e a voto e observadores apenas.


Ampliar a participação

O regimento interno da 3ª CNC permite que sejam realizadas conferências livres e conferências virtuais como forma de ampliar o debate dentro da Conferência Nacional. Essas formas de participação não permitem a eleição de delegados, mas somente o surgimento de propostas e a mobilização da sociedade.


Veja aqui a íntegra do Regimento Interno

Link desta matéria: http://carlosleen.blogspot.com.br/2013/06/minc-define-etapas-estaduais-para.html

Moção contra o retrocesso aos direitos humanos dos povos indígenas e comunidades tradicionais.

Os participantes do VII Encontro Nacional do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, realizado entre os dias 04 e 06 de junho de 2013, em Porto Alegre, RS, entendem que as formas de ser e de viver dos povos indígenas e comunidades tradicionais nos reportam ao paradigma de um modelo de desenvolvimento ambientalmente sustentável que possibilita a produção de alimentos saudáveis sem contaminantes e o convívio da humanidade de forma responsável ao preservar e conservar o patrimônio da biodiversidade dos campos
e das florestas.

A resistência destes povos gera conflitos como relataram neste encontro os representantes dos Guarani-kaiowá – MS e Pukobjê-Gavião - MA. O modo de vida dos povos e comunidades tradicionais se contrapõe aos padrões do modelo hegemônico de desenvolvimento que são estruturados nos valores capitalistas, na
apropriação privada dos recursos naturais, pela concentração de riquezas e da terra e pela mercantilização da vida.

Assim, os participantes do VII Encontro do FBSSAN manifestam seu apoio aos povos indígenas e comunidades tradicionais, repudiando a PEC 215 - que inclui, como competências do Congresso Nacional, a aprovação de demarcação das terras indígenas e quilombolas e a ratificação das demarcações já homologadas, representando isso um retrocesso histórico na luta pela garantia do direito à terra
dessas populações; 

A PEC da Mineração, que prevê mineração em terras indígenas; novo modelo de demarcação de Terras Indígenas pretendido pelo Governo Federal que descentraliza a ação que hoje é atribuição da FUNAI; e, a portaria 303 - que estabelece 19 condicionantes impostas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para Raposa Serra do Sol no que se refere ao usufruto do território.

Da mesma forma, exigem o direito dos Povos indígenas, conforme exposto na Constituição Federal e Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, de serem recebidos pela Presidência da República. 

Vale ressaltar que somente no MS ao longo dos últimos oito anos foram registrados mais de 250 homicídios indígenas e que ao longo do seu mandato a Presidente Dilma Rousseff não recebeu até o momento os povos indígenas.

Os participantes do VII Encontro Nacional do FBSSAN consideram que estas iniciativas se constituem em grave violência aos direitos fundamentais, em especial ao direito humano à alimentação adequada porque nega o acesso aos territórios que para estes povos são constitutivos da vida que se traduz na sua identidade étnica, social, cultural e religiosa.

Fonte: xa.yimg.com_kq_groups_18895546_104300378_name_Proposta_de_Mocao.

War-in-MA. Criança é brutalmente assassinada a facadas no pescoço.

Um trágico crime vitimou na tarde desta terça-feira uma criança de 1o anos em São Luís.

 
O suposto latrocínio aconteceu na Rua 15, do bairro Jota Lima, por volta das 13h.

Gabriele da Silva Coelho (na foto ao lado, cedida pela família) recebeu uma profunda facada no pescoço e ainda teve a língua cortada, apresentando esgojamento [quando há um corto profundo, mas o pescoço não é decepado].

Um suspeito de cometer o crime já foi detido pela polícia.

A primeira versão da motivação é a de que o crime tenha sido cometido por uma pessoa que teria ido para roubar a residência e, logo após ter sido reconhecido pela criança, resolveu matá-la de forma covarde e brutal. 

Outra versão é a de que a criança tenha sido vítima de um estupro.

No momento do crime, Gabriele estava só em sua casa, provavelmente assistindo televisão, uma vez que a TV estava ligada.

De acordo com a equipe de policiais da Delegacia Homicídios,  o corpo da garota teria sido encontrado pelo tio da vítima. Ele contou a  que foi à residência para tomar água e encontrou a criança morta.

A menina tinha dois irmãos, mas ambos estavam para escola, enquanto aos pais estes estavam trabalhando.


Na residência, além do corpo da garotinha, também foi encontrada uma toalha, que a polícia acredita ter sido usada pelo assassino para limpar seu corpo dos respingos do sangue.


Não havia sinais de arrombamento na casa, mas a porta do fundo estava aberta. A arma do crime também não foi encontrada no local.


“Tentei sujar o governo do Brasil no mundo”.

#Changebrazil: “O que eu fiz foi uma tentativa de sujar o governo brasileiro no mundo”. 

Onda da desinformação se alastra velozmente na Web, aproveitando marcas de protesto em outras partes do mundo

“O que eu fiz foi uma tentativa de sujar o governo brasileiro no mundo, exatamente como o vídeo diz.” Assim definiu Thismr Maia, pseudônimo de Silvio Roberto Maia Junior, porta-voz do movimento Change Brazil, o objetivo dos vídeos que postou na Web, segundo o site Direto da Aldeia. Nascido em 14 de junho, no momento em que uma onda de manifestações eclodiu no país, o movimento vocalizou por meio de vídeos de Maia pedindo – em inglês – um pedido de “ajuda” internacional.

No vídeo, que já tem mais de um milhão de acessos no YouTube, Maia fala da repressão sofrida por manifestantes em 13 de junho. Nesse dia, a polícia militar, controlada pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), reprimiu com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha o protesto, ferindo também jornalistas. 

Boa parte da mídia, que anteriormente havia criminalizado os protestos – especialmente por meio de editoriais raivosos pedindo a “retomada da Paulista” –, mudou completamente o tom e passou a defender o movimento Passe Livre.



Ali, naquele momento, nascia também o Change Brazil, ou #changebrazil. Nas redes sociais, pipocou um vídeo, em inglês, com legendas em inglês, que se intitulava “Please Help Us” (Por favor, nos ajude). Em um estúdio bem iluminado, em gravação de qualidade profissional, Maia começa falando sobre o aumento da tarifa de ônibus e imediatamente cita os levantes populares na Turquia e na Síria – “espontâneos”.

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De fato, o caso turco foi rapidamente comparado ao brasileiro pela mídia brasileira e internacional, que apontou como o denominador comum o caos das grandes metrópoles. Manifestantes aqui e lá trocaram afagos, com brasileiros levando aos protestos bandeiras da Turquia e vice-versa. 

O premiê turco, Tayyip Erdogan, porém, avalia que não se trata de uma coincidência e que os dois países são alvo, na verdade, de conspiração internacional. Não está claro que haja uma articulação externa, mas a correia da desinformação gira velozmente na Web.

changebrazil facebook mentiras anonymous
(Imagem: Reprodução/Facebook)

O Anonymous Brasil, um perfil que, como o próprio nome indica, preserva a identidade de quem o dirige, precisou desmentir que tinha publicado um vídeo que também teve mais de um milhão de visitas, que elencaria cinco bandeiras do movimento que segue nas ruas. Entre os perfis que espalharam este vídeo, um deles, talvez o mais acessado, é assinado por “Dilma Bolada” — ao que tudo indica, um perfil no Youtube falso que se aproveita da popularidade da personagem, essencialmente pró-governo, do Facebook.

Falando rápido, Maia critica a mídia, pedindo que o espectador tenha em mente que a “verdade” sobre os protestos não será reportada nem no Brasil nem no exterior. Por isso a “boa ação” do vídeo. Ainda antes de completar um minuto de fala – o vídeo tem mais de cinco minutos –, Maia já condena a classe política brasileira e aponta que a motivação dos manifestantes é justamente um rechaço contra a roubalheira e má fé, generalizadas. Ele não menciona nomes de partidos ou políticos.

Nos protestos seguintes, coincidentemente, muitos gritos eram direcionados exatamente contra os políticos, vários pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em 17 de junho, a matriz foi repetida pelos apresentadores de telejornais, enquanto as imagens da multidão espalhada pelas ruas das principais cidades brasileiras eram transmitidas ao vivo. Alguns jornalistas, enquanto narravam “o despertar do Brasil”, se emocionaram. Poucos dias antes, os mesmos reclamavam do trânsito provocado pelos protestos do Passe Livre e chegavam a chamar alguns manifestantes de “vândalos”.

No dia seguinte, os principais jornais, como Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, seguiram disseminando o “basta” escutado nas ruas brasileiras. Não demorou para o espírito do Change Brazil se espalhar. Mais tarde, na quinta-feira passada, membros de partidos de esquerda foram agredidos na Avenida Paulista

Organizada pelo Passe Livre para comemorar a redução da tarifa, a manifestação logo perdeu o intuito inicial. “Sem partido” e “Aqui é Brasil” eram as consignas tanto dos agressores como do resto dos manifestantes, muitos enrolados na bandeira nacional, com pinturas em verde e amarelo no rosto.

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Foto simula Maia levando um tiro na cabeça de uma arma – desenhada na parede com as cores da bandeira dos Estados Unidos. (Facebook)
Também se ouviu “Quem não pula quer a Dilma”, adaptado do protesto pelo aumento da passagem do transporte público, “Quem não pula quer tarifa”. Com o aumento da violência nos protestos, cada dia mais numerosos, a presidente se dirigiu à nação em cadeia de rádio e TV, onde deixou claro seu respeito aos manifestantes pacíficos. Ela também se disse disposta a analisar todas as demandas apresentadas nas ruas. “Eu estou escutando vocês”, sublinhou Dilma.

Maia comemora o êxito. “Essa tática sempre funcionou bem historicamente. Como também diz no vídeo, a Dilma não pode deixar o Brasil ficar feio no mundo agora. Eu só queria trazer a atenção mundial para o Brasil, e junto com a companheira que não conheço, do vídeo ”No, I’m not going to the world cup”, tenho orgulho de dizer que conseguimos. Agora, com pressão internacional, a Dilma e companhia são mais obrigados a nos ouvir”, comemora o brasileiro, em entrevista dada ao Aldeia.

Ainda segundo ele, “historicamente, pressão mundial tem se provado extremamente eficaz em relação a mudar governos opressores. Recentemente pedi para pessoas mandarem outro vídeo nosso para organizações humanitárias, e agora fiquei sabendo que a Greenpeace tem se pronunciado sobre o que está acontecendo aqui também”. Após celebrar a grande adesão ao movimento, Maia lança a chantagem: “se a Dilma quer que sua administração seja vista favoravelmente, ela terá que nos ouvir”.

Uma visita à página no Facebook do porta-voz do Change Brazil nos revela ainda mais sobre esse curioso personagem, que sublinhou na entrevista ser contra governos repressores. A foto acima simula Maia levando um tiro na cabeça de uma arma – desenhada na parede com as cores da bandeira dos Estados Unidos. 

Os “miolos” também estão pintados nas cores azul e vermelha. No resto da página, mais fotos de armas, com mensagens apoiando o porte civil. “Quando eu falei ‘o Brasil terá que se dobrar’, é óbvio que eu me referia ao governo brasileiro, né. Pelo amor de deus, gente”, justifica o porta-voz do Change Brazil.

Marina Terra, Opera Mundi

Link desta matéria: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/06/tentei-sujar-o-governo-do-brasil-no-mundo.html

Centrais sindicais convocam protestos conjuntos para 11 de julho.

Onda de paralisações é vista pelos sindicalistas como um preparativo para uma grande marcha prevista para agosto, em Brasília, e cuja data ainda vai ser discutida pela classe.
 
iG São Paulo

As principais centrais sindicais brasileiras marcaram para o dia 11 de julho uma greve geral em todo o País, numa onda de mobilização batizada pela categoria como "Dia de Luta". O motivo será pressionar a presidente Dilma Rousseff a dar mais atenção à pauta trabalhista entregue ao governo em março deste ano. A decisão foi tomada durante uma reunião realizada nesta terça-feira (25) com as lideranças da Força Sindical, CUT, UGT, CSP-Conlutas, CGTB, CTB, CSB e NCST, juntamente com o MST e o Dieese.

A onda de paralisações é vista pelos sindicalistas como um preparativo para uma grande marcha prevista para agosto, em Brasília, e cuja data ainda vai ser discutida pela classe. "Queremos o cumprimento dessa pauta histórica da categoria, que está nas mãos da presidente desde antes de ela ter sido eleita e que infelizmente ela não cumpriu", afirmou o deputado Paulinho da Força, presidente da Força Sindical.

“Vamos chamar à unidade das centrais sindicais e dos movimentos sociais para dialogar com a sociedade e construir uma pauta que impulsione conquistas, as reivindicações que vieram das ruas à pauta da classe trabalhadora”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Os sindicalistas vão se reunir na manhã de quarta-feira (26), com a presidente Dilma, em Brasília, para reforçar as principais reivindicações da categoria que estão na pauta. São basicamente seis pontos que vão ser reforçados: maior investimento em saúde e educação; aumento de salários; redução de jornadas de trabalho; apoio à reforma agrária; fim do fator previdenciário e transporte público de qualidade.

No encontro, a presidente Dilma foi elogiada por alguns líderes sindicais pela proposta que ela fez na segunda de um plebiscito que autoriza a instauração de uma Assembleia Constituinte para fazer a reforma política. Um deles foi o presidente da CUT, que negou que o anúncio de Dilma faça com que a classe não vá "com a faca nos dentes" no encontro desta quarta. "A CUT sempre teve a faca entre os dentes. O que acho importante nessa questão do plebiscito é que precisamos aprofundar esse debate. Ele é contraditório e tem algumas falhas", afirmou Freitas.

A CSP-Conlutas aninciou que estará nas ruas com greves, paralisações a manifestações de diversas categorias, do movimento popular e dos estudantes já nestes dias 26 e 27 de junho. O protesto servirá de preparação para o dia 11 de julho.

* Com Agência Estado