terça-feira, 3 de abril de 2012

Pernambuco. Mais um integrante do MST assassinado, é o segundo em menos de um mês.

Mais um integrante do MST de Pernambuco é assassinado - Esse é o segundo assassinato na região em menos de um mês. 

São Paulo – O camponês Pedro Bruno, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi assassinado na manhã de hoje (2) quando se dirigia ao assentamento Frescudim, que fica no município de Gameleira, Zona da Mata Sul de Pernambuco.

Trata-se da segunda morte de um militante do MST no estado em menos de um mês. Para o movimento, o assassinato do trabalhador pode ter sido uma retaliação à reocupação do engenho Pereira Grande, que aconteceu na madrugada de ontem (01).

O engenho é uma das áreas nas quais mais ocorrem conflitos de terra em Pernambuco. 

A área pertence à Usina Estreliana e foi declarada de interesse social para fins de reforma agrária em 2003. Mas, devido a ações movidas pela usina, uma semana antes de ser dada a imissão de posse da área ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a ministra Ellen Gracie, então presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a desapropriação e a imissão de posse só poderão ocorrer após o julgamento final do processo. 

De acordo com o MST, no dia 08 de março aproximadamente 200 mulheres do movimento foram até o engenho Pereira Grande realizar um ato para exigir a desapropriação da área. Porém, ao chegarem ao local, elas foram cercadas por pistoleiros, que teriam disparado para intimidá-las.

Pedro Bruno é o segundo integrante do MST assassinado em menos de um mês. No dia 23 de março, o coordenador do MST na região agreste do pernambuco, Antônio Tiningo, foi morto em uma emboscada quando ia para o acampamento da fazenda Açucema, no município de Jataúba. Desde o ano passado vários ataques vêm sendo realizados contra as famílias sem terra, mas, até o momento, os assassinos continuam impunes.

FONTE: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2012/04/ integrante-do-mst-de-pernambuco-e-assassinado
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Matéria do Jornal O Estado de S.Paulo.

'Abril vermelho' começa com morte de sem-terra     

Crime ocorreu em Pernambuco, um dos Estados em que o MST lançará invasões até o fim do mês para lembrar massacre de Eldorado dos Carajás.

ÂNGELA LACERDA / RECIFE - O Estado de S.Paulo.

O trabalhador rural assentado Pedro Bruno, ligado ao Movimento dos Sem-Terra (MST), foi assassinado a tiros de revólver na manhã de ontem no município de Gameleira, na região pernambucana da Zona da Mata. Segundo o MST, o crime foi uma retaliação à reocupação do engenho Pereira Grande, realizada domingo, na abertura da agenda deste ano do "abril vermelho" - como é chamada a jornada de ações que o movimento costuma promover neste mês em defesa da reforma agrária.

Na avaliação da dirigente estadual do MST, Cássia Bechara, a morte resultará na intensificação da jornada de lutas em Pernambuco. Ainda segundo a dirigente, a violência na zona rural do Estado vem recrudescendo. 

Ela lembrou que o crime ocorreu dez dias após o assassinato - com tiros na cabeça - do líder sem-terra Antonio Tiningo, no município de Jataúba, no agreste. No mesmo dia, pistoleiros atiraram contra um acampamento no município de Altinho. "O latifúndio resolveu mostrar a cara de novo", acusou a dirigente.

De acordo com informações da Ouvidoria Agrária do Incra, no momento da reocupação do engenho Pereira Grande, no domingo, teria havido um desentendimento com seguranças do engenho. Um deles teria ameaçado os sem-terra.

Pedro Bruno não participou da reocupação. Ele passava de moto, pela área em direção ao seu assentamento, também no município de Gameleira, quando foi atingido. A disputa pelo engenho, que pertence à Usina Estreliana, se arrasta na Justiça desde 2003, quando a área foi declarada de interesse social para reforma agrária.

Invasões.
Na Bahia, o MST iniciou o "abril vermelho", que lembra a morte de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás (PA), em abril de 1996, com a invasão de uma fazenda de 1.200 hectares, de propriedade da Suzano Papel e Celulose, em Mucuri, no sul do Estado. Os militantes também ocuparam a sede da Secretaria de Educação de Barreiras, no extremo oeste.
Segundo a direção do MST na Bahia, estão programadas, até o fim do mês, 50 invasões. "O objetivo é cobrar agilidade do governo nas desapropriações para a reforma agrária", disse o coordenador estadual, Evanildo Costa.

No Rio Grande do Norte, trabalhadores ligados ao movimento ocuparam um trecho da BR-304, que liga Natal ao interior do Estado do Rio Grande do Norte. O objetivo deles é chamar a atenção para ações do Judiciário, que, segundo o MST, estaria emitindo ordens de reintegração de posse de maneira ilegal em três áreas de acampamentos.

 / COLABORARAM TIAGO DÉCIMO e ROLDÃO ARRUDA.

FONTE:http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha



O paraíso dos corruptos.



Opinião - Gil Castello Branco.

Parodiando, às avessas, Milton Nascimento — na canção "Nos bailes da vida" — dizem que o corrupto vai onde o dinheiro está. Assim, os encontros de funcionários públicos desonestos com comerciantes venais, infelizmente, não são raros. As imagens e os diálogos mostrados no "Fantástico" chocam, mas não compõem um enredo inédito. Ao contrário, o filme é reprisado nos quatro cantos do Pais e a Viúva morre no final.

O governo federal é o maior comprador do Brasil. No ano passado gastou aproximadamente R$ 12,5 bilhões adquirindo materiais de consumo e R$ 33,2 bilhões contratando serviços de terceiros. Como a "bola da vez" são os hospitais, só com material farmacológico, hospitalar e laboratorial foram pagos quase R$ 5 bilhões em 2011. Mas compra-se de tudo. Das lanchas-patrulha, que pescaram doações eleitorais em Santa Catarina, ao Ford Edge, fabricado no México, que serve à Presidência da República. 


Nos carrinhos de compras dos órgãos públicos não é impossível encontrar chicletes, essência para sauna, obras de arte e até cachaça. O megamercado interessa a muitos. Do contraventor ao senador.

Na contratação de serviços de terceiros não é diferente. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário gastam, por ano, cerca de R$ 375 milhões com vigilância e R$ 486 milhões com limpeza, apenas para dar alguns exemplos de alvos da moda. Se incluirmos a aquisição de equipamentos, o mercado brasileiro é tão interessante que provoca alvoroço até no exterior, como acontece na compra dos aviões caças para a Força Aérea Brasileira.
As irregularidades ocorrem em todas as formas e fases das licitações.


Nas dispensas indevidas, nas emergências planejadas, nos concursos e concorrências armados e dirigidos, e até nos pregões presenciais e eletrônicos que também não são imunes às fraudes. Vale tudo para que sejam geradas "gorduras" distribuídas na forma de propinas entre as partes. Nesses casos não há anjos. Há corruptos públicos e privados, nos dois lados do balcão.


A Lei que regula as compras e contratações (Lei 8.666/93) tem 19 anos, 121 artigos e muitos remendos.


Cria inúmeras formalidades e enorme burocracia, mas não evita as fraudes cometidas pelos mal intencionados.


Parte do problema, portanto, é melhorar a legislação.
A farra da moda são as adesões às atas de registros de preços, também chamadas de "caronas". A brecha legal permite ao fornecedor vencer licitação em uma repartição pública e posteriormente vender o mesmo produto, durante um ano, a vários outros órgãos. A tese do "onde passa um boi, passa uma boiada", tem falhas. O "registro vencedor" e a perspectiva de vendas futuras valem ouro e geram negociatas. 


Além disso, como o preço varia conforme a quantidade, é óbvio que a economia de escala beneficia sofamente o comerciante. 

Uma boa ideia seria limitar o valor da carona até, no máximo, o dobro do valor da licitação original. 

Outra sugestão saneadora seria acabar com os pregões presenciais — que não têm qualquer vantagem sobre os eletrônicos — e dão margem às combinações prévias.

Pior que a legislação, porém, é a gestão.
Mesmo comprando há vários anos, o governo não possui sistema nacional de registro de preços confiável, com valores justos para cada item licitado. Se tivesse, qualquer preço estranho, fora do intervalo padrão, seria detectado. A área de Gestão, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com frequentes alterações de chefias e estrutura administrativa, ainda não conseguiu normatizar e gerir com eficiência os negócios governamentais.


O exemplo de que as inovações são possíveis vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Ao comprar ônibus, bicicletas, vestuário, tablets, mesas e carteiras, entre outros itens, para 54 milhões de alunos o FNDE passou a adotar sistemática moderna. Definiu tecnicamente — em parcerias com o Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) e universidades — o que precisava adquirir, contratou pesquisas de mercado, realizou audiências públicas com fabricantes e fornecedores e criou comitês de compras. Dessa forma, tem adquirido em pregões eletrônicos produtos padronizados, com qualidade atestada, por preços, em média, 20% inferiores aos oferecidos na praça.

O fato é que urgem mudanças na legislação, no planejamento e na gestão das bilionárias compras e contratações da administração pública federal, das estaduais e das municipais. O que assistimos na televisão é apenas o véu da cachoeira desse submundo.


GIL CASTELLO BRANCO é economista, fundador e coordenador da organização não governamental Contas Abertas.

FONTE:http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Alcoa define nesta semana destino de fábrica em Minas.

RAFAEL TOMAZ. 30/03/2012 - Diário do Comércio.

A norte-americana Alcoa, gigante do setor de alumínio, deverá anunciar a manutenção das atividades em Poços de Caldas, no Sul de Minas. A companhia assinou nesta semana protocolo de intenções com o governo do Estado, que estava empenhado em evitar o encerramento das operações da empresa.

A assinatura do documento foi anunciada pelo superintendente de Mineração e Metalurgia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Carlos Jardim Mozelli, durante evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham) realizado na última quarta-feira, em Belo Horizonte. Conforme ele, representantes da Alcoa estiveram na capital mineira nesta semana, sinalizando satisfação quanto aos termos do protocolo.

O teor do documento não foi revelado pelo superintendente. Apesar disso, a empresa vinha negociando com o governo do Estado incentivos para reduzir os custos de operação da planta, conforme já havia informado o prefeito de Poços de Caldas, Paulo César Silva.

O prefeito se reunirá com representantes da Alcoa nos próximos dias. Conforme ele, a audiência foi pedida pela companhia que irá dar algumas explicações à administração municipal.

O risco de encerramento da produção no Sul de Minas foi causado pela queda significativa do preço do alumínio no mercado internacional em meio ao elevado custo de produção verificado no Brasil. 

O presidente da Alcoa para América Latina e Caribe, Franklin Feder, recebeu da matriz norte-americana o prazo até o dia 31 de março para apresentar soluções de redução de despesas que viabilizem a produção no país. O corte das despesas com energia elétrica é apontado como a melhor solução para o impasse.

Negociações - Além das negociações com o governo estadual, a empresa estava em busca de tratativas com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e o governo federal, que podem contribuir para cortar as despesas com energia elétrica. 

O maior impasse está no preço do fornecimento da hidrelétrica de Tucuruí, da Eletronorte, à Alumar, consórcio entre Alcoa e BHP Billiton, localizado em São Luís, no Maranhão. 

O contrato com a companhia de energia se estende até 2024.

A Alcoa foi procurada pela reportagem, através de sua assessoria de imprensa, para comentar sobre o assunto, mas até o fechamento da edição a empresa não retornou o contato.

A planta em Poços de Caldas tem capacidade de produzir cerca de 90 mil toneladas de alumínio primário por ano. 

Em virtude do cenário adverso enfrentado pelo segmento, em janeiro, a multinacional fechou unidades na Europa e Estados Unidos. No início deste ano, a empresa reduziu 12% da produção global (531 mil toneladas).

FONTE:http://www.camaras.org.br/site.aspx/Detalhe-Noticias-SRMG?codNoticia=oWMK7Q2+e0s=

Sindicato está preocupado com possível fechamento da Alumar.

O fechamento da empresa pode levar a demissão de mais de cinco mil funcionários, entre eles empregados de pequenas e médias empresas que prestam serviços terceirizados.

É tratado com preocupação pela Força Sindical do Maranhão, a informação de que a Alumar possa vir desativar sua filial em São Luis. 

Segundo o presidente do sindicato, Frazão Oliveira, o fechamento da empresa pode levar a demissão de mais de cinco mil funcionários, entre eles empregados de pequenas e médias empresas que prestam serviços para Alumar. 

Em entrevista publicada na Revista Valor Econômico, os motivos alegado pelo presidente da Alcoa para América Latina e Caribe, Franklin Feder, para o fechamento são os baixos preços das Commodities no mercado internacional e os altos custos de energia elétrica no Brasil. 

Diante da situação, Feder informou que o presidente mundial do Grupo Alcoa, Klaus Kleinfeld, vem determinando o fechamento de fábricas do grupo nos Estados Unidos e na Europa e, que as unidades de Poços de Caldas, em Minas Gerais e em São Luis estão ameaçadas de fecharem suas portas também. 

Frazão Oliveira informou que uma reunião está marcada para esta terça-feira, 3, no Palácio dos Leões, com o governo em exercício do estado, Washigton Oliveira, representantes da prefeitura de São Luis, o presidente da Câmara Municipal, Isaías Pereirinha, presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Mello e o presidente da Fiema, Edilson Baldez, para discutirem o assunto.

"Espero já encontrarmos soluções para o problema, pois caso seja concretizada o fechamento da Alumar em São Luís toda a cadeia produtiva da cidade sofrerá. Temos que preservar o único patrimônio que o trabalhador possui", adiantou.

FONTE:http://www.inhora.com

Estados Unidos. Atirador deixa sete mortos e três feridos em escola na Califórnia.

Atirador deixa sete mortos e três feridos em escola na Califórnia Foto: Stephen Lam/Reuters

Suspeito foi detido pelas autoridades americanas cerca de uma hora depois do tiroteio.

02 de Abril de 2012 às 18:46.
 
247 - Um atirador abriu fogo dentro de uma escola particular em Oakland, na Califórnia, nesta segunda-feira 2. O atentado resultou na morte de sete pessoas e deixou três feridos em estado grave. Logo após os disparos, a polícia iniciou um sistema de busca pelo atirador nos arredores da escola.

De acordo com informações divulgadas por uma porta-voz da polícia de Oakland, um suspeito foi detido quase uma hora depois, tentando se esconder em um shopping da região. As autoridades não divulgaram a identidade do acusado, que passará por uma série de interrogatórios para averiguar se ele teria alguma ligação com a instituição.

O atirador invadiu o instituto educacional Oikos University por volta das 10h40 da manhã (14h40 no horário de Brasília). Os estudantes deixaram o prédio em pânico e descreveram o suspeito como um homem de origem oriental. Depois da prisão, a polícia informou que o acusado tem por volta de 40 anos de idade e usava um macacão marrom.

Os bombeiros de Oakland informaram em sua página oficial no Twitter o envio de cinco ambulâncias ao local, mencionando “várias pessoas atingidas”. Na página oficial da instituição, representantes informaram que a escola tem "como objetivo oferecer programas educacionais nas áreas de estudos religiosos, de música e de saúde".

FONTE:http://brasil247.com/pt/247/mundo/51475/Atirador-deixa-sete-mortos-e-tres-feridos-em-escola-na-California.htm

Russia. Acidente aereo mata 32 pessoas e fere 11.

Renata Giraldi* Repórter da Agência Brasil.
 
Brasília – Um acidente aéreo ontem (1º) na Rússia matou pelo menos 32 pessoas e feriu 11. A aeronave ATR 72, de fabricação francesa, decolou do aeroporto da cidade de Tyumen, na região de Surgut (no Norte do país), em direção à Sibéria.

A aeronave ATR 72 pertence à empresa russa Utair. O avião caiu a 45 quilômetros do local da decolagem. De acordo com relatos, houve uma explosão e, em seguida, a queda.

O avião, um bimotor turboélice, caiu com 43 pessoas a bordo - 39 passageiros e quatro tripulantes. De acordo com informações preliminares, cinco dos feridos permanecem em estado grave.

*Com informações da emissora multiestatal de televisão, Telesur//Edição: Graça Adjuto

FONTE: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-04-02/acidente-na-russia-mata-32-pessoas-e-fere-11

A partir de hoje espanhóis só entram no Brasil com bilhete de volta na mão.

Novas exigências estão muito aquém dos obstáculos na Espanha a brasileiros.
Roberto Maltchik
 
BRASÍLIA. A partir de hoje, o Brasil se tornou mais rigoroso em relação à entrada de visitantes espanhóis. 
Entre as exigências no controle imigratório estão a exigência de bilhete aéreo de volta, com data de retorno marcada, e comprovação de meios econômicos para permanência no país, no caso, a quantia mínima de R$ 170 para ingressar em território brasileiro. 
 
Mesmo assim, não conseguiu equiparar as dificuldades criadas para o ingresso de brasileiros no país europeu. Alguns obstáculos previstos na legislação espanhola não existem por aqui, como, por exemplo, o pagamento de quase cem euros por uma carta-convite, que só pode ser obtida pelo anfitrião na Comisaría de Polícia. 
 
E mais: o tratamento dado aos brasileiros não é isonômico em relação a outras nações latino- americanas, como alega o governo espanhol. No país ibérico, de acordo com o Boletim Oficial de Estado, de 12 de janeiro de 2010, o anfitrião de turista estrangeiro precisa pagar uma taxa de 96,6 euros para receber das autoridades espanholas uma cartaconvite padronizada, além da taxa de um euro por documento anexado à carta. Esse convite precisa ser enviado ao estrangeiro antes do seu embarque para a Espanha.
 
Detalhe: o anfitrião deverá comprovar sua relação com o imóvel identificado como o endereço da estadia do estrangeiro. Poderá, ainda, ser chamado para uma entrevista com o objetivo de checar as informações fornecidas na carta padronizada.
 
No caso das viagens ao Brasil, a partir de agora, os espanhóis deverão portar uma carta escrita pelo anfitrião brasileiro, de próprio punho, e com firma reconhecida em cartório. 
No entanto, cartas padronizadas ou entrevistas do anfitrião, por ora, estão fora de cogitação.
 
FONTE:http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha

domingo, 1 de abril de 2012

São Luís. Adutora do Sistema Italuís volta a se romper e parte da cidade ficará sem água por até três dias.

A adutora do Sistema Italuís, responsável por grande parte do abastecimento de água da São Luís, voltou a se romper por volta das 5h da manhã deste domingo. 
Esse rompimento aconteceu na metade do Campo de Perizes, onde a adutora está comprometida por alto grau de corrosão. 
A informação foi passada pelo diretor de Operação e Manutenção, Cristovam Dervalmar, que está mobilizando as equipes para que o conserto seja concluído até o final do dia.

A previsão é de que o abastecimento de água estará prejudicado por até 72 horas em cerca de 60 bairros abastecidos pelo Italuís. 
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Os trabalhos de recuperação serão acompanhados pelo diretor de Operação e também pelo presidente da Caema, João Reis Moreira Lima.

Áreas afetadas pelo desabastecimento
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As áreas que ficarão sem abastecimento por até 72 horas são as seguintes: parte do Monte Castelo, Cohama, Vinhais, Cohafuma, Recanto Vinhais, Res. Vinhais, Bequimão, Vicente Fialho, Angelim, São Francisco, Renascença, parte da Cohab, Filipinho, Centro, Apeadouro, Irmãos Coragem, Bairro de Fátima, Bom Milagre, Parque Amazonas, Alemanha, Caratatiua, Vila Ivar Saldanha, Alto da Vitória, João Paulo, Jordoa, Vila Palmeira, Barreto, Túnel do Sacavém, Santa Cruz, Vera Cruz, Cutim, Radional, Coroado, Coroadinho, Vila Conceição, Bom Jesus, Vila dos Frades, Parque Timbira, Alto do Parque Timbira, Parque Pindorama, Parque dos Nobres, Conjunto São Sebastião, Primavera, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Redenção, Barés, Filipinho, Sítio Leal, Sacavém, Coheb do Sacavém, Salina do Sacavém e Santo Antônio, Anjo da Guarda, Fumacê, Vila Mauro Fecury I e II, Vila São Luís, Vila Nova, Bomfim, Vila Ariri, Vila Sete de Setembro, São Raimundo, Vila Alto da Esperança, Gancharia, Vila Itaqui, Porto do Itaqui, Alto da Esperança, Ana Jansen e Ilha da Paz.
FONTE:http://gilbertolimajornalista.blogspot.com.br/2012/04/adutora-do-sistema-italuis-volta-se.html

Artigo: O golpe, a ditadura e a direita brasileira, por Emir Sader.

O golpe e a ditadura foram a desembocadura natural da direita brasileira – partidos e órgãos da mídia, além de entidades empresariais e religiosas.

A direita brasileira aderiu, em bloco, ao campo norteamericano durante a guerra fria, adotando a visão de que o conflito central no mundo se dava entre “democracia”(a liberal, naturalmente) e o comunismo (sob a categoria geral de “totalitarismo”, para tentar fazer com que aparecesse como da mesma família do nazismo e do fascismo).

Com esse arsenal, se diabolizava todo o campo popular: as políticas de desenvolvimento econômico, de distribuição de renda (centradas nos aumentos do salário mínimo), de reforma agrária, de limitação do envio dos lucros das grandes empresas transnacionais para o exterior, como políticas “comunizantes”, que atentavam contra “ a liberdade”, juntando liberdades individuais com as liberdades das empresas para fazer circular seus capitais como bem entendessem.

A direita brasileira nunca – até hoje – se refez da derrota sofrida com a vitória de Getúlio em 1930, com a construção do Estado nacional, o projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, o fortalecimento do movimento sindical e da ideologia nacional e popular que acompanhou essas iniciativas. Foi uma direita sempre anti-getulista, anti-estatal, anti-sindical, anti-nacional e anti-popular.

Getúlio era o seu diabo – assim como agora Lula ocupa esse papel -, quem representava a derrota da burguesia paulista, da economia exportadora, das oligarquias que haviam governado o país excluindo o povo durante décadas. A direita foi golpista desde 1930, começando pelo movimento – chamado por Lula de golpista, de contrarrevolução – de 1932, que até hoje norteia a direita paulista, com seu racismo, seu separatismo, seu sentimento profundamente antipopular.

A direita caracterizou-se pelo chamado aos quarteis quando perdiam eleições -e perderam sempre, em 1945, em 1950, em 1955, ganharam e perderam com o Jânio em 1960 – pedindo para “salvar a democracia”, intervindo militarmente com golpes. Seu ídolo era o golpista Carlos Lacerda. Esse era o tom da mídia –Globo, Folha, Estadão, etc., etc.

Era normal então que a direita apoiasse, de forma totalmente unificada, o golpe militar. Vale a pena dar uma olhada no tom dos editoriais e da cobertura desses órgãos no período prévio ao golpe a forma como saudaram a vitória dos militares. Cantavam tudo como um “movimento democrático”, que resgatava a liberdade contra as ameaças do “comunismo” e da “subversão”.

Aplaudiram as intervenções nos sindicatos, nas entidades estudantis, no Parlamento, no Judiciário, foram coniventes com as versões mentirosas da ditadura e seus órgãos repressivos sobre como se davam as mortes dos militantes da resistência democrática.

Por isso a cada primeiro de abril a mídia não tem coragem de recordar suas manchetes, seus editoriais, sua participação na campanha que desembocou no golpe. Porque esse mesmo espírito segue orientando a direita brasileira – e seus órgãos da mídia -, quando veem que a massa do povo apoia o governo (O desespero da UDN chegou a levar que ela propusesse o voto qualitativo, em que o voto de um engenheiro valesse muito mais do que o voto de um operário.). Desenvolvem a tese de que os direitos sociais reconhecidos pelo governo são formas de “comprar” a consciência do povo com “migalhas”.

Prega a ruptura democrática, quando se dá conta que as forças progressistas têm maioria no país. Não elegem presidentes do Brasil desde 1998, isto é, há 14 anos e tem pouca esperança de que possam vir a eleger seus candidatos no futuro. Por isso buscam enfraquecer o Estado, o governo, as forças do campo popular, a ideologia nacional, democrática e popular.

É uma direita herdeira e viúva de Washington Luis (e do seu continuador FHC, ambos cariocas de nascimento adotados pela burguesia paulista) e inimiga feroz do Getúlio e do Lula. (Como recordou Lula em São Paulo não ha nenhum espaço público importante com o nome do maior estadista brasileiro do século passado, o Getúlio, e tantos lugares importantes com o nome do Washington Luis e do 9 de julho).

É uma direita golpista, elitista, racista, que assume a continuidade da velha república, de 1932, do golpe de 1964 e do neoliberalismo de FHC.

Emir Sader é professor e sociólogo.

(Texto postado no Blog do Emir)

FONTE:http://www.pt.org.br/noticias/view/artigo_o_golpe_a_ditadura_e_a_direita_brasileira_por_emir_sader

Jirau, Santo Antonio, Belo Monte.... Mesmo com acordo, greves e violações persistem em obras.

Menos de um mês após assinatura, trabalhadores cruzam os braços e denunciam violações. Em Jirau e Santo Antônio 43 mil fazem greve.

Por Bianca Pyl, Daniel Santini e Carlos Juliano Barros, enviado a Rondônia.

São Paulo e Rondônia - Apresentado pela presidente Dilma Rousseff no começo deste mês como um "novo paradigma" nas relações entre trabalhadores, empresários e governo o Compromisso Nacional para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção não provocou até agora mudanças significativas no setor (leia o discurso da presidente e o texto do acordo na íntegra). Problemas graves persistem, mesmo nas grandes obras, para as quais o texto foi prioritariamente pensado. 

Foto: Carlos Juliano Barros
Assembleia de trabalhadores de Jirau realizada nesta segunda-feira.
A situação é especialmente delicada nos canteiros das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, duas das principais obras do país,nos quais cerca de 43 mil operários fazem greve - 18 mil em Jirau e 25 mil em Santo Antônio, de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Fenatracop). Em ambos, a mobilização tem como principal reivindicação aumento salarial e de benefícios. 

No canteiro de obras de Jirau, onde em 2009 foram libertadas 38 pessoas em condições análogas às de escravo, além de cobrarem reajustes salariais, os trabalhadores denunciam abusos por parte das forças policiais que garantem a continuidade da obra. Desde março de 2011, quando a insatisfação generalizada explodiu em uma revolta com a destruição de parte das instalações, tropas ocupam o local, exibindo armamento pesado como escopetas e espingardas calibre 12. 

Um operário de Jirau ouvido pela Repórter Brasil conta que, por ter esquecido o crachá, foi agredido na portaria do canteiro de obras. "Um policial me pegou pela camisa e o outro já chegou metendo a mão no meu peito", diz, afirmando ter sido machucado pelas agressões que se seguiram à abordagem inicial. "Tem uma foto minha escarrando sangue. Registrei e fui para a delegacia fazer um Boletim de Ocorrência", relata. 

Em Santo Antônio, onde, em junho de 2010, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrou 196 infrações trabalhistas no canteiro do empreendimento liderado pelas empresas que compõem o consórcio Santo Antônio Energia, os responsáveis se desdobram para evitar que as reclamações e protestos afetem a imagem do grupo de grandes empresas. Ao mesmo tempo em que procuram administrar a paralisação, as construtoras tentam credenciar o empreendimento para a venda de créditos de carbono.

Foto: CJB 
Tanto em Jirau quanto em Santo Antônio, principal reivindicação é aumento salarial.
Os problemas se agravam, no entanto, e ganham repercussão. Frente às seguidas denúncias recebidas, o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Serviço Pastoral do Migrante (SPM)e a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Porto Velho escolheram como tema para um debate nesta semana na Igreja Catedral de Porto Velho as "Violações de direitos humanos e trabalhistas nas Usinas do Madeira." 

Representatividade
Apesar de ter sido anunciado como um acordo que mudaria as relações trabalhistas na construção civil em todo o Brasil, o compromisso foi assumido apenas por nove empresas, que puderam optar por segui-lo por obra e não como um nova política permanente. Hoje, o acordo abrange dez obras (veja tabela). 

Isso em um contexto em que paralisações acontecem de Norte a Sul. Segundo a Fenatracop, 138,5 mil trabalhadores do setor entraram em greve recentemente. Muitos permanecem. A maioria das mobilizações, 75%, afetou as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde, de acordo com a federação, "salários e condições de trabalho são piores e a informalidade é a regra". 

Construtora Obra
Andrade GutierrezUHE Belo Monte
Camargo CorreaUHE de Jirau
ConstranPerimetral Codesp
Carioca Christiani
Nielsen
Recuperação Dique 2 do
Estaleiro Unhaúma Petrobrás
Galvão
Engenharia
Estádio Castelão e Ampliação
da Refinaria Paulínia
OAS  Canal do Sertão
Queiroz e
Galvão
Tanque 3 Petrobras, no
Porto de São Sebastião
Norberto Odebrecht UHE Santo Antônio
Mendes Junior Porto de Dunas

Soma-se a greve de 43 mil em andamento em Rondônia, paralisações em pelo menos mais duas obras de construtoras que acabaram assinando o acordo: na da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará (com a participação de 2 mil trabalhadores), e na do Estádio Castelão, no Ceará (2,5 mil). Entre os principais objetivos do compromisso, que foi assinado em 14 de fevereiro após uma negociação que envolveu 19 reuniões em 9 meses, está a ampliação da capacidade de representatividade dos trabalhadores nas grandes obras no país. 

Além da presença permanente de representantes sindicais para a "resolução imediata de questões envolvendo patrões e empregados, favorecendo a produtividade e o bom andamento das obras" - conforme comunicado da Secretaria-Geral da Presidência da República, o acordo prevê a criação de uma Mesa Nacional Tripartite Permanente para a Melhoria das Condições de Trabalho, reunindo autoridades, empresários e trabalhadores.

"O consenso na formulação do Compromisso é um importante passo na construção de uma relação menos conflituosa entre empregadores e trabalhadores. O documento prevê a representação sindical no local de trabalho, que além de representar o atendimento a um pleito histórico dos trabalhadores, certamente será um importante instrumento na prevenção de conflitos", defende o ministro do Trabalho, Paulo Roberto Pinto, em entrevista por e-mail à Repórter Brasil.

A estratégia não tem, porém, dado os resultados esperados. Em Jirau, a tentativa de ampliar o diálogo fracassou e os próprios representantes dos sindicatos que tentaram intermediar as negociações acabaram vaiados pelos trabalhadores. Na segunda-feira, dia 26 de março, a assembleia em que era discutida a continuidade ou não da greve foi encerrada com operários atirando objetos contra o carro de som.

Compromissos
Entre os compromissos assumidos pelas empresas está a adoção de medidas preventivas para garantir o cumprimento de direitos que já estão previstos na legislação. A principal é em relação à contratação de trabalhadores. Para evitar o aliciamento de trabalhadores por intermediários nem sempre bem intencionados, os gatos, prática comum em projetos de grande porte que mobilizam grandes contingentes de migrantes, o documento prevê que as empresas devem "sempre que possível" tentar utilizar o Sistema Nacional de Emprego (Sine), criado e gerenciado pelo governo federal.

Apesar de ampliar a possibilidade de fiscalização e controle de infrações por parte do Estado, a mera adoção de tal método não é por si só uma garantia, já que há casos de aliciadores que se aproveitam da própria estrutura oficial, conforme reportagem publicada em dezembro de 2010.   

Foto: Bianca Pyl
Boleto bancário utilizado para cobrar vítima de aliciamento.
As subcontratadas das construtoras nas obras também devem seguir as diretrizes adotadas. Além de medidas já previstas na legislação, que devem ser cumpridas pelas empresas com ou sem acordos específicos, o compromisso prevê ainda que as empresas devem custear deslocamento, alojamento, alimentação e atendimento médico de urgência e emergência e assumir todos os gastos da etapa inicial de seleção, bem como ações para formação e qualificação dos empregados. Também estão previstas medidas relativas à segurança do trabalhador, como a criação de comissões permanentes nas obras.  

O acordo é visto com reservas mesmo pelos sindicalistas que participaram da negociação. O fato de as construtoras poderem escolher a adesão por obra é um dos principais problemas, de acordo com representantes de trabalhadores. "A empresa vai aceitar o acordo onde interessa para ela, em obras com muitos trabalhadores", disse Admilson Lucio de Oliveira, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Nas Indústrias da Construção (CNTIC), uma das signatárias. Ele diz que vê a abertura ao diálogo por parte das construtoras como algo positivo, apesar da crítica.



Obras das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio atraem pessoas de vários Estados (BP).
Para o vice-presidente da Federação Internacional dos Trabalhadores na Construção e da Madeira para América Latina, Edison Bernardes, o acordo peca por não avançar em pautas importantes para os trabalhadores da categoria, como o piso salarial nacional e por proporcionar ganhos aos trabalhadores por adesão e não de maneira generalizada. "Com certeza, há avanços importantes para o setor, em alguns pontos que há dificuldades para controlar, como o aliciamento de mão de obra", diz.

Auditores fiscais também criticam a adesão por obra."É preciso uma uniformidade na aplicação do Direito do Trabalho, algo que teria que ser nacional não só pontual”, analisa Luiz  Alfredo Scienza, auditor fiscal há 28 anos, que trabalha no projeto de Construção Civil da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul (SRTE/RS). “Parece-me que [o pacto] visa que a obra não pare e para isso são concedidos alguns direitos”, aponta.

Ele acredita que a iniciativa de se estabelecer um acordo e um diálogo permanente entre as diferentes partes envolvidas é importante, mas da maneira como foi feito, o Compromisso afirma a “falta de estrutura do próprio Estado em fiscalizar essas obras”. E defende que a área de Saúde e Segurança do Trabalho dentro da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) – vinculada ao MTE – precisa de melhor estrutura e pessoal. No Rio Grande do Sul, segundo o auditor, de 35 auditores fiscais trabalhando neste setor em 1985, hoje são cerca de 20. "É preciso reconhecer a importância estratégica deste setor”, ressalta, apontando a importância de prevenir acidentes de trabalho e mortes. 

Histórico
Um dos principais articuladores do acordo estabelecido é José Lopez Feijóo, assessor da secretaria geral da Presidência da República, hoje encabeçada pelo ministro Gilberto Carvalho. Segundo ele, foram os seguidos problemas nas obras das hidrelétricas do Rio Madeira nos últimos anos que fizeram o governo se preocupar em articular um acordo voltado para as grandes obras. "Há enormes investimentos em obras de energia e infraestrutura, e mesmo em infraestrutura social como o [programa] Minha Casa, Minha Vida. O que aconteceu em Santo Antônio e Jirau nos chamou a atenção para a necessidade de um acordo", diz, referindo-se à revolta de trabalhadores em março de 2011.
Foto: Bianca Pyl
Construção de barragem de Jirau é uma das principais obras do país 
De acordo com ele, o compromisso tem, conforme a presidente Dilma anunciou, potencial para gerar mudanças significativas. "Serão cumpridos direitos constitucionais que hoje praticamente ninguém exerce. No acordo fica claro, por exemplo, que o trabalhador não pode ser demitido se recusar a exercer algo que coloca em risco saúde. Na medida em que adere a um acordo, a empresa assume um compromisso público que vai ter que cumprir. E o sindicato passa a contar com mais um instrumento que não tinha anteriormente". 

José Lopez participou da primeira comissão de fábrica da montadora Ford, em São Bernardo do Campo, na década de 1980, e pretende aproveitar a experiência de sindicalista para formular e articular outros pactos nacionais em diferentes categorias. Entre os setores em que o governo estuda fazer novos acordos estão os dos bancários, petroleiros e aeroportuários. 

O Compromisso da Construção não foi o primeiro acordo do tipo formulado pelo Governo Federal. Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a presidência apresentou o Compromisso para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, que, assim como o atual, foi anunciado como uma mudança de paradigma, mas que poucas mudanças efetivas provocou no setor. 

"Não diria que ele serviu de inspiração, cada um a seu tempo. O texto atual é diferente pela própria natureza diferente do setor, mas é evidente que a experiência de negociação naquele momento pesou. Tudo acaba contribuindo", completa o assessor da Secretaria Geral da Presidência. Assim como no acordo atual, o fim da intermediação nas contratações foi apresentado na ocasião como um dos principais avanços no compromisso da cana. 

Ele garante que as empresas que assinaram o Compromisso da Construção serão fiscalizadas e caso não cumpram o que foi acordado, serão expulsas. No acordo da cana, mesmo empresas que entraram para a "lista suja" do trabalho escravo após terem assinado o acordo continuaram como signatárias. É o caso da Cosan, que foi incluída no cadastro de empregadores flagrados reduzindo pessoas à condições análogas às de escravos, mas conseguiu sair graças a uma decisão judicial favorável, seguida de um acordo com o governo federal para que a Advocacia Geral da União não recorresse da decisão.
FONTE:http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=2022

PF apreende 70 máquinas caça-níqueis em Goiás.

PF apreende 70 máquinas caça-níqueis em Goiás Foto: Edição/247

Apreensão é desdobramento da Operação Monte Carlo, que mantém o contraventor Carlinhos Cachoeira encarcerado numa prisão federal em Mossoró (RN); em três chácaras, máquinas podiam recolher até R$ 100 mil por dia de jogadores e estavam em pleno uso

01 de Abril de 2012 às 16:44
247 – Tempo realmente quente em Goiás. Num desdobramento direto da Operação Monte Carlo, que mantém o contraventor Carlinhos Cachoeira encarcerado numa prisão federal em Mossoró (RN), agentes da Polícia Federal apreenderam na madrugada deste domingo 1 nada menos que 70 máquinas caça-níqueis no Estado. 

Eles cumpriram três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça com base nas investigações em curso. As máquinas foram apreendidas em três chácaras na cidade de Valparaíso, a 152 quilômetros de Goiânia. Cinco pessoas foram levadas para a Superintências da PF em Brasília, para prestar esclarecimentos.

Em uma das chácaras, além das máquinas, foram encontradas geladeiras cheias, o que, segundo a polícia, mostra que havia movimentação no local.
Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo
Para a PF, as apreensões demonstram que o repasse dos lucros do jogo ilegal continua sendo feito aos mandantes do esquema. Um dos imóveis estava vazio, mas no local foram encontrados recibos de jogos, que funcionariam como crédito para os jogadores. 

Testemunhas afirmaram que máquinas foram retiradas do imóvel nesta semana e o local arrecadaria cerca de R$ 100 mil por dia, segundo a PF.

A PF trabalha com a hipótese de a estrutura de jogo pertencer ao esquema de Carlinhos Cachoeira, que mantinha estreitas ligações com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). 

Este, por sua vez, teve seu prazo para explicações ao seu partido encurtado em um dia. 

O líder da agremiação na Câmara, deputado ACM Neto (DEM-BA) disse que Demóstenes tem até a noite da segunda-feira para justificar suas ligações com Cachoeira, e não mais a terça-feira 3.

FONTE:http://brasil247.com/pt/247/poder/51195/PF-apreende-70-maquinas-caça-niqueis-em-Goias.htm

Ministro Lobão intercederá pela criação de gasoduto ligando o Município Maranhense de Peritoró a Teresina no Piauí.

http://juanews-100anos.blogspot.com.br
Durante reunião com o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, na última quarta-feira, dia 28 de março em Brasília, o secretário de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Luiz Gonzaga Paes Landim, garantiu o apoio do ministro quanto à viabilização da construção do gasoduto que ligará Peritoró no Maranhão, até Teresina. 

Segundo o gestor, Edson Lobão afirmou que irá entrar em entendimento com a empresa OGX, dirigida pelo empresário Eike Batista.

“O ministro irá interceder junto ao empresário com o intuito de ver a possibilidade de disponibilizar uma cota de gás dos postos de Capinzal, no Maranhão, viabilizando assim a construção do gasoduto que vai de Peritoró a Teresina”, explica Paes Landim, ao comentar que o ministro ficou bastante sensibilizado com a causa, posicionando-se como forte aliado do Piauí nesse processo.

Segundo Adonis Oliveira, diretor de Energias Renováveis, a viabilização do gasoduto é uma forma de atrair empresas nacionais e internacionais para o Estado, visto que o gás natural é uma das fontes de energia mais valorizadas no decorrer do processo industrial. 

Além disso, a instalação de um gasoduto na região possibilita que as grandes empresas tenham melhores condições para expandirem seus empreendimentos.

“O gás natural é uma fonte de energia barata, além de ser um combustível limpo, podendo ser usado em vários tipos de processos industriais, a exemplo de curtumes, cerâmicas, padarias, entre outros”, ressalta.

FONTE:http://180graus.com/geral/ministro-intercedera-pela-criacao-de-gasoduto-no-piaui-510553.html