quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Niobio. Agora é a China que põe as garras no Nióbio do Brasil.


Crédito : Reprodução
Primeiro falamos da TV Globo de Minas Gerais, que estaria sendo financiada com recursos advindos do subfaturamento da venda do nióbio, metal raro cuja jazida se encontra quase que em sua totalidade em solo brasileiro. Depois falamos sobre os Estados Unidos e o Japão e da briga entre os Faria e os Neves em Minas Gerais, pelo domínio do minério nas jazidas de Araxá. Agora temos a China e o Canadá na história.

Confira os detalhes no texto de Nelson Townes na íntegra.

Rondônia: Floresta privatizada esconde o nióbio, o mineral mais estratégico e raro no mundo

Por Nelson Townes, no Notícia RO- Com o início da Era Espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio brasileiro, o mais leve dos metais refratários. Ligas de nióbio, como Nb-Ti, Nb-Zr, Nb-Ta-Zr, foram desenvolvidas para utilização nas indústrias espacial e nuclear.

Bem que o governador de Rondônia, o médico Confúcio Moura, ficou meditando sobre o interesse da China por este Estado da Amazônia. As primeiras delegações estrangeiras que ele recebeu na Capital, Porto Velho, após tomar posse como novo governador foram de chineses. Primeiro veio um grupo de empresários, logo seguidos pela visita do próprio embaixador da China no Brasil, Qiuiu Xiaoqi e da embaixatriz Liu Min.

Os chineses não definiram, nas palavras do governador, o que lhes interessa em Rondônia. Mas, é possível que a palavra “nióbio” tenha sido pronunciada durante as conversações.

Confúcio Moura comentaria após as visitas partirem que “algo de sintomático paira no ar” e fez uma visita à Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais em Rondônia (CPRM) para saber de suas atividades no Estado.

Oficialmente, o governador nunca se referiu ao nióbio como um dos temas das conversas com os chineses. Mas, o súbito interesse do médico governador por geologia gerou comentários.

Seria ingenuidade descartar o nióbio dos motivos que levariam os chineses a viajar do outro lado do planeta para Rondônia. Este é um dos Estados da Amazônia que tem esse minério estratégico de largo uso em engenharia civil e militar de alta tecnologia. A China não tem nióbio e importa do Brasil 100 por cento do que usa.

O problema é que as jazidas atualmente conhecidas em Rondônia estão localizadas na Floresta Nacional (Flona) do Jamari, por onde o governo petista de Lula começou a “vender” a Amazônia para particulares (são concessões com prazo de 60 anos.)

O então presidente dos Estados Unidos, George Bush, fez uma visita ao Brasil e abraçou o presidente Lula quando o Brasil decidiu leiloar a Amazônia.

Os particulares vencedores do leilão da floresta, historicamente, acabam se consorciando a estrangeiros, e riquezas da bio e geodiversidades de Rondônia poderão continuar a migrar para o Exterior, restando migalhas para o povo rondoniense.

Ninguém está duvidando da boa intenção dos empresários chineses e, se de fato é o nióbio que atrai sua atenção para Rondônia, o Estado pode estar nas vésperas de realizar uma parceria comercial e reverter uma história de empobrecimento causada pela má administração de suas riquezas naturais.

O nióbio, hoje, representa o que foi a borracha há um século para o desenvolvimento industrial das potências mundiais da época. O Brasil, que tem o monopólio mundial da produção desse minério estratégico e vive um Ciclo do Nióbio, está, no entanto, repetindo erros ocorridos durante o Ciclo da Borracha na Amazônia entre os séculos 19 e 20.

Por exemplo, embora seja o maior produtor do mundo, o Brasil deixa que o preço do minério seja ditado pelos estrangeiros que o compram (como acontecia no Ciclo da Borracha.)

O nióbio (Nb) é elemento metálico de mais baixa concentração na crosta terrestre, pois aparece apenas na proporção de 24 partes por milhão.

Quase anônimo, entrou na lista dos “novos metais nobres” por suas múltiplas utilidades nas recentes “tecnologias de ponta”. Praticamente só existe no Brasil, que tem entre 96% e 97% das jazidas.

O nióbio é usado principalmente para a fabricação de ligas ferro-nióbio, de elevados índices de elasticidade e alta resistência a choques, usadas na construção pontes, dutos, locomotivas, turbinas para aviões etc.

Por ter propriedades refratárias e resistir à corrosão, o nióbio é também usado para a fabricação de superligas, à base de níquel (Ni) e, ou de cobalto (Co), para a indústria aeroespacial (turbinas a gás, canalizações etc.), e construção de reatores nucleares e respectivos aparelhos de troca de calor.

Na década de 1950, com o início da corrida espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio, o mais leve dos metais refratários. Ligas de nióbio, como Nb-Ti, Nb-Zr, Nb-Ta-Zr, foram desenvolvidas para utilização nas indústrias espacial e nuclear, e também para fins relacionados à supercondutividade. Os tomógrafos de ressonância magnética para diagnóstico por imagem utilizam magnetos supercondutores feitos com a liga NbTi.

Com o nióbio são feitas desde ligas supracondutoras de eletricidade a lentes óticas. Tudo o que os chineses estão fazendo, desenvolvendo-se como potência tecnológica, industrial e econômica.

“O nióbio otimiza o uso do aço na indústria de aviação, petrolífera e automobilística”, explica a jornalista Danielle Nogueira, em artigo no site Infoglobo.

Em países desenvolvidos, são usados de oitenta gramas a cem gramas de nióbio por tonelada de aço. “Isso deixa o carro mais leve e econômico”. Na China, são usadas apenas 25 gramas em média de nióbio por tonelada.

Analistas dizem que no mercado asiático estão as chances de expansão das exportações – e utilização do minério. O Japão também importa 100 por cento do nióbio do Brasil. No Ocidente, os Estados Unidos importam 80 por cento e a Comunidade Econômica Europeia, 100.

O diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Marcelo Ribeiro Tunes, citado por Danielle Nogueira, disse que “boa parte do potencial de expansão de nossas exportações de nióbio está na China.”

“Em 2010, a receita com vendas externas de nióbio foi de US$1,5 bilhão. Foi o terceiro item da pauta de exportações minerais, atrás de minério de ferro e ouro. As duas empresas que atuam no setor no Brasil são a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, do grupo Moreira Sales e dona da mina de Araxá (MG), e a Anglo American, proprietária da mina de Catalão (GO).”

É provável, portanto, que o principal interesse dos chineses por Rondônia seja exatamente o nióbio escondido no subsolo do Estado, em números ainda não bem conhecidos, especialmente em terras que podem ser compradas ainda que indiretamente por estrangeiros.

Até o momento, segundo o Mapa Geológico de Rondônia feito pelo CPRM, foram descobertas jazidas desse minério na região da Floresta Nacional (Flona) do Jamari.

A área tem mais de 220 mil hectares de extensão, localizada a 110 km de Porto Velho, atinge os municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Candeias do Jamari. Além da enorme quantidade de madeira e água, o subsolo da floresta a ser leiloada é rico, além de nióbio, de estanho, ouro, topázio e outros minerais.

As jazidas de Araxá (MG) e Catalão (GO) eram consideradas as maiores do mundo até serem descobertas as da Amazônia.

As jazidas de Rondônia são as menores da Amazônia, mas há ainda muito a ser investigado. Na região do Morro dos Seis Lagos, município de São Gabriel da Cachoeira (AM), encontrou-se o maior depósito de nióbio do mundo, que suplanta em quantidade de minério, as jazidas de Araxá (MG) e Catalão (GO), antes detentoras de 86% das reservas mundiais.

Por que os chineses desembarcaram em Rondônia – se um de seus supostos interesses, o mais óbvio, seriam negócios com nióbio, embora existam poucas jazidas aqui? Porque o minério estratégico está na Floresta Nacional do Jamari, que o governo petista de Lula escolheu, em 2006, através da então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para iniciar a privatização da floresta.

Não seria surpresa se os chineses resolvessem, de alguma forma, em participar do leilão da Flona do Jamari. Em outras áreas, como em Roraima, onde se supõe existir uma reserva de nióbio maior do que todas as conhecidas no País, é mais difícil extrair o minério porque ele está, em princípio, preservado e inalienável por pertencer ao território indígena da Raposa do Sol. A venda de florestas em Rondônia abre caminho para a exploração de sua biogeodiversidade por estrangeiros.

O plano do governo federal é dividir a Flona do Jamari em três grandes áreas (17 mil, 33 mil e 46 mil hectares) e usá-la como modelo, concedendo o direito de exploração a grandes empresas com o discurso de que preservariam melhor o meio ambiente.

Das oito empresas que se inscreveram para entrar na disputa, não há nenhuma das pequenas e médias madeireiras que já atuam na região há vários anos.

A privatização da floresta tem sofrido embargos judiciais. E o senador Pedro Simon (PMDB/RS) declarou na época que a proposta que trata a concessão de florestas públicas, transformada na Lei 11.284 em março de 2006, “foi no mínimo, uma das mais discutíveis que já transitaram no Congresso Nacional, além de ter sido aprovada sem o necessário aprofundamento do debate.”

O interesse das potências estrangeiras pelas riquezas naturais brasileiras é antigo. Os brasileiros prestaram mais atenção ao nióbio em 2010, quando o site WikiLeaks disse que o governo norte-americano incluiu as minas de nióbio de Araxá (MG) e Catalão (GO) no mapa de áreas estratégicas para os EUA. O mapa certamente inclui agora as grandes jazidas dos Estados do Amazonas e Roraima e o pouco conhecido potencial de Rondônia.

Frequentemente a CPRM e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) são acusados de sub avaliar o tamanho das jazidas, das reservas.

Ainda assim, considerando-se válidas as estimativas da CPRM, o Brasil seria o dono de um superdepósito de nióbio, com 2,9 bilhões de toneladas de minérios, a 2,81% de óxido de nióbio, o que representaria 81,4 milhões de toneladas de óxido de nióbio contido, nada menos do que 14 vezes as atuais reservas existentes no planeta Terra, incluindo aquelas já conhecidas no subsolo do País.

Os minérios de nióbio acumulados no “Carbonatito dos Seis Lagos” (AM), somados às reservas medidas e indicadas de Goiás, Minas Gerais e do próprio estado do Amazonas, passariam a representar 99,4% das reservas mundiais.

O nióbio, portanto, é um minério essencialmente nacional, essencialmente brasileiro, mas quem fixa os preços é a London Metal Exchange (LME), de Londres.

O contra-almirante reformado Roberto Gama e Silva sugeriu, na condição de presidente do Partido Nacionalista Democrático (PND), a criação pelo governo do Brasil da Organização dos Produtores e Exportadores de Nióbio (OPEN), nos moldes da Organização dos Produtores de Petróleo (OPEP), a fim de retirar da London Metal Exchange (LME) o poder de determinar os preços de comercialização de todos os produtos que contenham o nióbio.

A LME fixa, para exportação, preços mais baixos do que os cobrados nas jazidas.

“Evidente que as posições do Brasil, no novo organismo, seriam preenchidas com agentes governamentais que, não só batalhariam para elevar os preços dos produtos que contém o nióbio, mas, ainda, fixariam as quotas desses materiais destinadas à exportação”, diz Silva.

De qualquer forma, em 2010, a receita com vendas externas de nióbio foi de US$1,5 bilhão. Foi o terceiro item da pauta de exportações minerais, atrás de minério de ferro e ouro.

Num encontro com jornalistas, realizado em 7 de fevereiro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que um novo marco regulatório da mineração no Brasil será encaminhado ao Congresso ainda no primeiro semestre deste ano.

Lobão disse que serão encaminhados três projetos independentes: um que trata das regras de exploração do minério, outro que cria a agência reguladora do setor e um terceiro que trata exclusivamente dos royalties.

Segundo Lobão, o Brasil tem hoje um dos menores royalties do mundo. “Nós cobramos no Brasil talvez o royalty mais baixo do mundo. A Austrália e países da África chegam a cobrar 10% e o Brasil apenas 2%.”

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Mulher que matou assaltante na porta do Bradesco é advogada e empresária.

Assaltante morto - Alclines Meneses, vulgo “Piauí”.
Trata-se, na verdade, de uma advogada e empresária a mulher que assassinou com dois tiros na cabeça o bandido Auclines de Meneses Costa, o ‘Piauí’, que havia roubado a sua bolsa na porta do Bradesco da Avenida dos Holandeses.

Dona de um posto de combustível no Anil, ela já esteve na Secretaria de Estado de Segurança Pública, e negou o seu envolvimento, mas pelas imagens externas do banco que foram recolhidas pela polícia, a confirmação é de que foi ela mesma quem deu os dois tiros no bandido. A empresária deve ser chamada novamente para depor sobre o caso.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Aluísio Mendes, disse ao Blog do Luís Cardoso que a ação da mulher foi em legítima defesa.

Conforme as imagens, ela chegou na Hilux acompanhada da sua genitora e do seu genitor. A mãe da empresária desceu do veículo, e foi abordada pelo bandido, que estava armado com uma pistola .40. Ele rendeu senhora e foi com ela até o carro, de onde pegou a bolsa que continha uma alta soma em dinheiro.

De posse da bolsa, ele se retirou à caminho de uma moto que já estava lhe aguardando. Foi quando a empresária desceu do carro, já com a pistola na mão, e deu dois tiros certeiros na cabeça do assaltante. Ela foi até o local onde o bandido estava caído, recolheu a bolsa, entrou no carro, e se evadiu do local.

A empresária não tem porte de arma e faz parte de um clube de tiros. A polícia não sabe ainda se a arma utilizada por ela foi uma .40 ou uma PT 380.

Segundo informações ao Blog do Luís Cardoso, era de costume a empresária fazer depósitos toda a segunda-feira, fruto do seu negócio, o que prova que ela já vinha sendo monitorada.

O bandido de alta periculosidade tinha diversas passagens pela polícia, sendo a maioria casos de saidinha bancária. Por esta razão, a reação da população foi positiva diante da atitude da empresária, tanto nas emissoras de rádio, tv, em comentários neste blog e nas redes sociais.
do Blog do Cardoso

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Minério de ferro dispara e leva Vale e Brasil de carona.

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Mineradora VALE.
Aumento das importações chinesas, além do otimismo com os rumos da economia do país asiático, levam a tonelada para o patamar de US$ 150, maior valor desde outubro de 2011. Tendência é de alta continuar ao longo do ano, ajudando as empresas do setor e economias exportadoras da commodity, como a brasileira.

9 de Janeiro de 2013 às 18:37
247 - O preço do minério de ferro está no patamar simbólico de US$ 150, o maior valor desde outubro de 2011. Com isso, economias exportadoras da commodity, como é o caso da brasileira, tem motivos para comemorar. Especialistas avaliam que a tendência de alta do minério, verificada a partir sobretudo do segundo semestre do ano passado, deve continuar neste 2013.

Não é à toa que empresas do setor, notadamente a Vale, têm boas perspectivas. O banco de investimentos Deutsche Bank, por exemplo, eleveu as estimativas de resultados da companhia, que é a maior vendedora de minério do mundo. 

Para o Deutsche, serão quase US$ 50 billhões este ano, ou 6% a mais do que os mesmos especialistas do banco estimavam há dois meses. Outros bancos de investimento, como Goldman Sachs e Credit Suisse, também apostam em preços mais firmes do minério para este ano. Nesta quarta-feira (9/01), as ações da Vale PNA (as mais negociadas no índice Bovespa) subiram 0,5%.

A recuperação dos preços ocorre por conta de uma queda nos estoques na China, maior importador global, e por mais confiança sobre o cenário econômico chinês.

Ainda segundo o relatório do Doutche Bank, a Vale alcançará um Ebitda de 21,8 bilhões de dólares em 2013, 12% acima do estimado anteriormente. Os preços do cobre praticados pela Vale também ficaram acima das estimativas iniciais, 2% maiores do que o esperado anteriormente.

O fenômeno é particularmente bom para economias como a brasileira, e vem junto com boas notícias na área de commodities -- ainda o prato principal da pauta de exportações do país. 

O Índice de Commodities Brasil (IC-Br), calculado pelo Banco Central (BC), apresentou alta de 1,47%, em dezembro, na comparação com o mês anterior. Em 2012, a alta foi 10,51%, de acordo com os dados divulgados nesta quarta (9/01) pelo BC. O IC-Br é calculado com base na variação em reais dos preços de produtos primários brasileiros negociados no exterior.


Russia. Mísseis contra antimísseis.

Foto: http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2013/01/R-36M-Voyevoda-5.jpg
Enquanto os EUA constroem um escudo antimíssil global, a Rússia se prepara para atualizar seu arsenal de mísseis estratégicos nucleares e completá-lo com dois mísseis capazes de romper o escudo americano.

Segundo o comandante das FME (Forças de Mísseis Estratégicos), general Sergêi Karakaev, trata-se de um míssil balístico pesado de combustível líquido de 100 toneladas projetado para ser mais potente do que R-36M2 Voevoda, hoje o mais poderoso do mundo, e de um míssil balístico de combustível sólido destinado a substituir os mísseis de quinta geração Iars-RS-24 e Topol-M.

“Como o potencial de mísseis balísticos de combustível sólido pode ser insuficiente para romper o escudo antimíssil americano, essa missão será confiada a um míssil balístico pesado de combustível líquido. Se os EUA não abdicarem de seus planos, esse míssil nos permitirá criar uma arma estratégica de alta precisão não nuclear”, disse o general.

Segundo o general Karakaev, vários protótipos foram lançados em 2012. O mais recente lançamento foi realizado em 24 de outubro e pôs um ponto final na discussão sobre a necessidade russa de um míssil pesado de combustível líquido.

Nos anos 1990, o país atualizou a família dos mísseis Topol e adotou, em 2000, o míssil Topol-M, que se instala em silos (ou SS-27, na classificação da Otan). Há alguns anos, colocou em serviço operacional os primeiros mísseis móveis Topol-M2.

Logo, os novos Topol e Iars-24 irão substituir os mísseis de combustível sólido de primeira geração.

Enquanto isso, o núcleo da força de dissuasão russa é constituído pelos mísseis de combustível líquido UR-100N (SS-19 Stilett, na classificação da Otan) e R-36M (SS-18 Satan, na classificação do Departamento de Defesa dos EUA e da Otan), que, entretanto, já têm a vida útil vencida e devem ser retirados do serviço operacional nos próximos anos.

Novos mísseis estão chegando lentamente às Forças Armadas. Segundo o vice-presidente da comissão de Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo), Leonid Kalachnikov, em 2015, a Rússia pode ter de 100 a 105 novos mísseis balísticos.

Se a preferência for dada aos mísseis Topol-M, com uma só ogiva, e Iars-24, munido de três ogivas, a nova frota de mísseis será capaz de transportar, no total, entre 110 a 115 ogivas. 

Também em 2015, os EUA planejam ter 900 mísseis antimísseis balísticos instalados em todo o mundo.

Em 2001, os americanos se retiraram do Tratado ABM de 1972 (tratado de antimísseis balísiticos) e estão livres de quaisquer restrições ao aumento quantitativo e qualitativo desse tipo de armas. Karakaev não descarta a hipótese de os EUA instalarem elementos de seu escudo antimíssil no espaço.

Sem acordo - A liderança político-militar da Rússia esperava chegar a um acordo com os EUA sobre a defesa antimíssil. Como as negociações com os americanos chegaram a um impasse e Washington não parou de instalar mísseis interceptores na terra e no mar, a Rússia se viu obrigada a pensar em medidas de retaliação.

Como resultado, surgiu a ideia de construir um míssil de longo alcance munido de ogivas múltiplas guiadas individualmente – a Rússia já tem mísseis semelhantes, o já citado UR-100N e o P-36M de combustível líquido.

Esses mísseis, porém, foram colocados em operação no final dos anos 1980 e têm vida útil prestes a terminar. O desenvolvimento de novos mísseis com essas características foi suspenso nos anos 1990, quando a ideia era substituir os mísseis em serviço da FME por mísseis ligeiros de combustível sólido.

Os mísseis ligeiros, no entanto, não são uma boa alternativa aos mísseis pesados de combustível líquido.

“É pouco provável que os mísseis ligeiros Topol-M e Bulavá [um novo míssil de combustível sólido projetado a partir do míssil Topol-M para ser lançado por submarinos atômicos] sejam uma alternativa adequada aos mísseis retirados de serviço”, disse o especialista da Academia de Engenharia da Rússia, Iúri Zaitsev.

Sejam como for, a Rússia não tem a menor intenção de abdicar dos mísseis de combustível sólido, ideais para serem usados em sistemas de mísseis móveis.

Portanto, a Rússia irá desenvolver alternativas atualizadas aos dois tipos de mísseis.

FONTE: Gazeta Russa

Matéria original publicada em:   http://www.forte.jor.br/2013/01/09/misseis-contra-antimisseis/

Socializando conhecimento - II. Dica de leitura A história da Ciência.

Dando continuidade a proposta deste tópico "Socializando conhecimento" apresento aos visitantes deste espaço virtual, uma nova sugestão de endereço eletrônico, além de indicar um novo "e-book", buscando sempre publicizar e respeitar os direitos autorais.

Passeio virtual, que tal você conhecer o site abaixo?

Nossa dica é que você visite a página virtual da Fundação Alexandre de Gusmão que é pertencente ao governo federal, sendo a referida fundação, a maior editora do País na área de Política Externa Brasileira e Relações Internacionais.  http://funag.gov.br

Com o objetivo de aproximar governo, academia e sociedade, a FUNAG disponibiliza seu acervo para download gratuito. A FUNAG coloca à disposição do público obras relativas ao estudo dos grandes temas de interesse da política externa brasileira e das relações internacionais. 


O Maranauta apresenta como dica de leitura:

Dica de Leitura - História da Ciência

Coleção História da Ciência. 

Obra dividida em quatro volumes, abordando toda a história da ciência

Diariamente acrescentarei um link, referente a cada volume, aqui até disponibilizar a Obra por completo. 

( ... "O autor argumenta que uma nova era científica teve início no século XX com o definitivo triunfo do espírito científico no meio intelectual sobre quaisquer").

  Boa leitura...










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País cria sistema de defesa cibernética. Órgão militar brasileiro irá prevenir ataques aos sistemas de informática. Humberto Trezzi.

Jornal Zero Hora, 09.Jan.2013 - Agora é oficial: no Brasil, internet virou tema de segurança nacional. O Ministério da Defesa publicou a portaria que cria o Sistema Militar de Defesa Cibernética (SMDC). Como o nome indica, é um órgão militar para prevenir ataques aos sistemas de informática em todo o país e será coordenado pelo Estado-Maior das Forças Armadas.

O país se incorpora, ainda que tardiamente, ao modelo das grandes potências, em que a guerra virtual ganha cada vez mais importância. Vinculado ao Ministério da Defesa, o SMDC tem por objetivo cuidar apenas dos 60 mil computadores do Exército. Mas a meta futura é também atuar na prevenção de ataques a toda rede informática usada de forma estratégica no Brasil. 

É por isso que o sistema pautará reuniões com dirigentes de empresas de geração e distribuição de energia, a rede bancária e os transportes rodoviário, aéreo e ferroviário, por exemplo. Sem falar na área de segurança pública, uma das prioridades do novo sistema.

– O Brasil é a sexta economia do mundo, não pode se privar de meios de defesa modernos, inclusive com relação a possíveis ataques também modernos – explicou o ministro da Defesa, Celso Amorim, durante um seminário de defesa cibernética.

Preocupação com segurança durante a Copa e a Olimpíada

A ponta de lança do sistema é o Centro de Defesa Cibernética (CDC), comandado pelo Exército, em Brasília. Ele centralizará estratégias já usadas por empresas como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Comitê Gestor da Internet (CGI), Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e organizações militares em geral.

O ministro confirma que uma das preocupações do governo na defesa cibernética é sua aplicação durante eventos como a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

– As pessoas não andam mais com dinheiro, é tudo no cartão de crédito. A ameaça cibernética pode parar o país. Na Rio+20, piratas cibernéticos tentaram invadir o sistema e foram repelidos. Por isso, a iniciativa do Ministério da Defesa é imprescindível e elogiável – analisa o gaúcho Nelson Düring, editor do site Defesanet.com.br, especializado em assuntos militares.

Düring ressalta que a ameaça pode partir não apenas de governos hostis ao Brasil ou de terroristas, mas também de criminosos comuns. O setor cibernético é um dos três eixos da Estratégia Nacional de Defesa, o plano de ação dos militares para as próximas décadas. A importância dada ao tema pode ser medida pela previsão orçamentária: nos próximos quatro anos, o governo planeja investir quase R$ 400 milhões no SMDC.

O subchefe de Comando e Controle do Ministério da Defesa, general Paulo Melo de Carvalho, afirma que o treinamento de tropas militares depende, cada vez mais, de redes de internet. A missão, agora, é estimular essa estratégia de defesa no mundo civil, que já atua com suas próprias vacinas, mas sem entrosamento com os militares.

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Universitário de baixa renda terá bolsa assistência de R$ 400.

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De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, serão beneficiados alunos com renda familiar per capta igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e que optarem por cursos com carga horária diária superior a cinco horas.


9 de Janeiro de 2013 às 05:23.

Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil.

Brasília – O aluno de baixa renda aprovado por meio de cotas sociais em instituições federais de ensino superior receberão uma bolsa assistência de R$ 400 por mês. O benefício foi anunciado hoje (8) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e deve começar a ser distribuído ainda este ano.
Segundo o ministro, uma medida provisória (MP) editada pela presidente Dilma Rousseff e atualmente está em tramitação no Congresso Nacional estabelece a ajuda. Serão beneficiados alunos com renda familiar per capta igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e que optarem por cursos com carga horária diária superior a cinco horas.
O dinheiro da bolsa será liberado por meio de um cartão de crédito pré-pago, semelhante ao que ocorre no Programa Bolsa Família e outras bolsas de estudo, como a do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid).
"Já encaminhamos a MP para o Congresso Nacional. Os estudantes que entrarem pelo sistema de cotas, com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo, que optarem por cursos com mais de cinco horas de jornada, terão direito a uma bolsa de R$ 400 por mês, assim que entrarem na universidade, e durante todo o curso", disse Mercadante.

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