sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Buriti Bravo: vereador e outros dois acusados são condenados por tráfico de drogas.

Ver. do PTB - Élcio Cruz Pereira
O juiz David Mourão Meneses, titular de Passagem Franca e respondendo pela Comarca de Buriti Bravo, proferiu sentença na qual condena os acusados José Almeida Soares Filho, Élcio Cruz Pereira e Vanda Pacheco da Silva, pela prática dos crimes de tráfico de drogas e de associação para o tráfico de drogas (artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/2006). 

Élcio Cruz, pelo fato de ser vereador, terá direito de permanecer recolhido em cela especial, até que haja o trânsito em julgado de decisão condenatória, conforme garantia instituída pelo art. 295, II, do Código de Processo Penal.

De acordo com informações da comarca, Élcio Cruz Pereira, que é vereador no município de Buriti Bravo, foi condenado à pena de 27 anos e seis meses de reclusão e ao pagamento de 3.249 dias multa. José Almeida Soares Filho e Vanda Pacheco da Silva receberam penas de 15 anos de reclusão e 1.999 dias multa. O regime inicial de cumprimento da pena, para todos eles, é o fechado, a ser cumprido na Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís.

Na quinta-feira (7), foram cumpridos os mandados de prisão de Élcio e Vanda. José Almeida Soares Filho continua foragido, mas as autoridades policiais da região continuam empreendendo diligências para efetuar a sua captura o mais rápido possível.

O juiz explica que o vereador Élcio Cruz Pereira teve uma pena maior que a dos outros acusados porque está demonstrado nos autos que ele é o segundo homem da hierarquia da associação para o tráfico na Comarca de Buriti Bravo. Ficou comprovado, também, que é o braço direito do chefe da organização e que ainda faz o papel de segurança deste, sempre que necessário.

Além disso, o vereador é responsável pela disseminação de drogas (inclusive crack), pelo menos nos municípios de Buriti Bravo, Passagem Franca, Colinas, Paraibano e Fortuna. Sobre os outros dois sentenciados, foi verificado que eles se limitavam a negociar a droga que lhes era repassada em suas próprias bocas de fumo, sem fazer a redistribuição entre outros locais desta natureza e abstendo-se de ultrapassar as fronteiras do município de Buriti Bravo.

O juiz decretou, na sentença, a prisão preventiva dos acusados Luís Marcos Conceição Guimarães e Fábio da Silva Sousa que são acusados de integrarem a mesma associação para o tráfico dos sentenciados acima nominados.

“É oportuno ressaltar que relativamente aos dois últimos, ainda não existe sentença condenatória, pois, no curso do processo original, houve um desmembramento, por necessidade de celeridade processual, e eles estão atrelados a outro processo, também na Comarca de Buriti Bravo, que está aguardando apenas as derradeiras manifestações dos advogados de defesa, para que também possam ser julgados”, esclareceu David Mourão.

E prossegue: “Entendeu-se necessária a decretação de suas prisões preventivas, tendo-se em vista a existência, nos autos do Processo nº 339/2011, de fortes indícios de autoria em seu desfavor”.

Ainda de acordo com o magistrado a prisão preventiva foi fundamentada, também, na necessidade de garantia da ordem pública (art. 312 do Código de Processo Penal), devido ao risco que esta sofre com a permanência em liberdade de acusados de integrarem associação criminosa voltada para a prática de tráfico de drogas. “Principalmente neste momento em que se aproxima das festividades carnavalescas, época em que o comércio ilegal deste tipo de droga, infelizmente, se avoluma”, observou.

O juiz adiantou que os Luis Marcos Conceição e Fábio da Silva Sousa já se encontravam detidos em decorrência de outro mandado de prisão anteriormente cumprido. Os condenados Élcio Cruz, José Filho e Vanda da Silva, ainda poderão recorrer da sentença ao Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, na tentativa de alterá-la, mas terão que fazê-lo ainda na condição de presos, pois lhes foi negado o direito de recorrer em liberdade.

Michael Mesquita - Assessoria de Comunicação da CGJ

Reforma Agrária. “Assentamentos viraram quase favelas rurais”.

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Ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, afirma que muitos assentamentos foram criados sem que os agricultores familiares tivessem condições de se desenvolver; segundo ele, governo deve repensar questão da reforma agrária.

8 de Fevereiro de 2013 às 12:19
Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil
Brasília - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta sexta-feira 8 que muitos assentamentos foram criados no país sem que os agricultores familiares tivessem condições de se desenvolver. 

Segundo ele, a redução no número de assentados no governo da presidenta Dilma Rousseff – que cria uma tensão com os movimentos dos trabalhadores rurais – é resultado de uma reflexão sobre como tornar a reforma agrária sustentável.

"Não adianta a gente cometer a irresponsabilidade de distribuir muita terra e não permitir que o agricultor encontre na terra uma maneira de sobreviver. No Brasil, há muitos assentamentos que se transformaram quase em favelas rurais", disse Carvalho durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

De acordo com ele, essa consequência acendeu um sinal de alerta para o governo. "Foi com essa preocupação que a presidenta Dilma fez uma espécie de freio do processo para repensar essa questão da reforma agrária e, a partir daí, tomarmos um cuidado muito especial sobre o tipo de assentamento."

Segundo Carvalho, o Programa Terra Forte, lançado no início da semana pela presidenta em Arapongas (PR) é resultado da reflexão e da decisão política de tornar os assentamentos uma referência positiva. 

O programa investirá R$ 600 milhões em projetos de agroindústria para assentamentos da reforma agrária. "Não queremos assentamentos dependentes do Incra [Instituto Nacional de Reforma Agrária], não queremos assentamentos que sejam apenas uma forma de enganar as pessoas dando a elas uma esperança que depois não se concretiza."

O ministro disse ainda que o Incra, responsável pela reforma agrária, passa por um processo de reestruturação, assim como os órgãos de assistência técnica rural. O objetivo é que os produtores recebam acompanhamento adequado, e o governo possa fiscalizar efetivamente o andamento da reforma agrária nesse novo molde. "Tivemos de fato um processo em que o Incra foi depredado, foi desmontado em gestões anteriores", destacou ele a respeito do trabalho para recuperar o instituto.

Edição: Talita Cavalcante.

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Africa. Arqueólogos descobriram numerosas pirâmides no Norte do Sudão.

Arqueólogos descobriram numerosas pirâmides no Norte do Sudão
              Foto - EPA.

No Norte do Sudão foram encontradas provas da estreita interligação existente entre as culturas antigas do Egito e do Reino Meroíta.

Os arqueólogos escavaram no deserto da Núbia 35 pirâmides, sepulturas construídas há cerca de 2.000 anos atrás.

Numa dessas sepulturas foi encontrada uma tabuleta com um apelo ao deus egípcio Osíris e a sua esposa e irmã Ísis. Além disto, traços egípcios enxergam-se no próprio estilo dos edifícios.

Lamentavelmente, o acabamento externo das pirâmides praticamente não se conservou. Além disto, muitas das câmaras funerárias foram pilhadas.

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É hora de se reformar o artigo 144 da Constituição Federal. Inteligência policial e o crime organizado.

vinheta-opiniao-forte Armando Monteiro Neto.

O combate ao crime organizado requer ações de inteligência e cooperação das polícias Militar e Rodoviária Federal em investigações. Dados do Ministério da Fazenda e da Secretaria do Tesouro Nacional mostram que as despesas realizadas pela União com segurança pública totalizaram R$ 9 bilhões em 2010. Somados aos gastos dos Estados, o montante chegou a R$ 47 bilhões no período.

Mas episódios como os observados em São Paulo e, recentemente, em Santa Catarina, sugerem que o enfrentamento da crescente violência exige mais do que apenas a garantia de recursos. O Estado brasileiro precisa rever sua estratégia geral de combate à criminalidade.

É notório que evoluiu a cooperação entre grupos que atuam em diferentes nichos criminais e em diferentes regiões do Brasil. Também cresceu seu poder no rastro do rápido desenvolvimento de novas tecnologias e da exploração de gama diferenciada de ilícitos, como a biopirataria, o tráfico de órgãos e a falsificação de produtos industriais.

A expansão do crime organizado exerce forte pressão sobre os sistemas nacionais de segurança pública. A construção de um sistema de inteligência policial em rede é parte do enfrentamento do problema. Nesse caso, o trabalho de inteligência não é privativo de agências policiais especializadas, mas encontra-se distribuído no sistema de Justiça criminal.

Tal enfoque tomou forma após os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos e disseminou-se não apenas entre as nações diretamente afetadas por ameaças terroristas, mas também em países que convivem com organizações criminosas.

O crime organizado tem natureza complexa e envolve atividades realizadas em diferentes jurisdições. É necessário dispor de razoável capacidade tecnológica e de conhecimento especializado para detectar e reprimir as atividades dos grupos que o praticam.

O sucesso da ação dependerá da capacidade de os agentes estatais reduzirem os conflitos entre instituições que atuam em diferentes níveis e com competências diversas.

As Polícias Militares realizam a maior parte das prisões em flagrante. Mas é preciso uma nova legislação que garanta maior participação das polícias ostensivas (Militar e Rodoviária Federal) nas atividades de inteligência. Tais tarefas, apesar de contínuas e fundamentais, estão desamparadas do ponto de vista legal e requerem regulação constitucional.

Uma boa resposta seria a reforma do artigo 144, com o objetivo de permitir às polícias ostensivas atuar em cooperação com as judiciárias (Civil e Federal) nas suas investigações, além daquelas conduzidas pelo Ministério Público.

A regulação constitucional dessa matéria visa não apenas a proteção dos policiais envolvidos nas atividades de inteligência, mas tem o objetivo precípuo de garantir que o Ministério Público disponha de meios para exercer o controle externo das polícias que passarão a ter a prerrogativa legal de realizar atividades de inteligência.

O aspecto positivo dessa regulação é o potencial de eliminar os embates corporativistas hoje existentes entre órgãos policiais e estabelecer uma lógica de cooperação em benefício da segurança pública. Cabe ao Poder Legislativo preencher a lacuna legal existente.

A experiência externa mostra que não há melhor momento para combater o crime organizado do que em estágios iniciais. Depois, o custo das intervenções aumenta exponencialmente. Essa dinâmica afeta diretamente a estabilidade política de vários países latino-americanos.

ARMANDO MONTEIRO NETO, 60, senador pelo PTB de Pernambuco, é membro da Comissão Especial de Reforma do Código Penal.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

VALE. Estrada de Ferro Carajás é liberada e volta a funcionar no sábado.

Na noite desta quinta feira (7), depois de uma negociação com os moradores do povoado Outeiro dos Pires, no município de Santa Rita (72 Km dde São Luís), a Estrada de Ferro Carajás (EFC) foi desbloqueada.

Desde a terça feira (5) a EFC estava bloqueada por moradores do povoado que reivindicavam a construção de uma passarela sobre a ferrovia, em razão de diversos acidentes no local.

Continue lendo aqui... http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2013/02/08/interna_urbano,129509/estrada-de-ferro-carajas-e-liberada-e-volta-a-funcionar-no-sabado.shtml

 

SUGERIMOS  A LEITURA DESTA MATÉRIA RELACIONADA. 

http://maranauta.blogspot.com.br/2013/02/protesto-contra-vale.html 

Eleições em 2014. Líder do PSB anuncia: "Campos é candidato" a Presidente.

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Desfeito o mistério. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, será candidato a presidente da República em 2014. "Isso é um consenso dentro do PSB", disse o líder da legenda, deputado Beto Albuquerque, em entrevista ao jornalista Josias de Souza; segundo ele, o governador pernambucano está "entusiasmado" e não pretende ser vice de Dilma nem esperar para ter uma oportunidade apenas em 2018.

8 de Fevereiro de 2013 às 07:51.

247 - Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, é candidato a presidente da República, em 2014. Quem anuncia o fim do mistério é o líder do partido na Câmara, Beto Albuquerque, que concedeu entrevista ao jornalista Josias de Souza. Confira trechos:

Agenda de Campos - Dentro das limitações de governador, ele vai andar o Brasil. Vem ao Rio Grande do Sul em 9 de abril. Haverá um evento partidário, em função dos meus 50 anos. Queremos reunir umas 2 mil pessoas. Ele também fará uma palestra no Fórum da Liberdade, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais.

Viagens pelo Brasil - Devemos ter agendas como essa em outros Estados. Nossa ideia é proporcionar ao Eduardo oportunidades para expor suas ideias sobre política de gastos públicos, planejamento e desenvolvimento. São coisas que ele domina e que vem proporcionando a ele muito reconhecimento.

Candidatura - Nosso partido vê com total entusiasmo a possibilidade de ele ser candidato. Há um consenso dentro do PSB, até pelo aprendizado que nós tivemos com o próprio Lula. O Lula não esperou que alguém viesse oferecer para ele a oportunidade. Ele começou a disputar, perdeu três eleições e ganhou as outras. Então, nós temos que enxergar a janela de oportunidade que se abriu diante de nós. Há um certo esgotamento dessa dicotomia tucano-petista. Já são 20 anos. Temos no Eduardo uma liderança testada, aprovada. É bom gestor, é político e é jovem. Não podemos perder essa oportunidade. 

Disposição de Eduardo Campos - Ele está entusiasmado. Sabe das dificuldades, não ignora o tamanho do desafio. Nós prezamos muito dois predicados: pé no chão e humildade. Vivemos um momento bom. Mas tem muita coisa para fazer. Partimos de uma base muito boa. O Eduardo tem resolvido bem as questões econômicas e de gestão em Pernambuco. Você vai ao Porto de Suape e vê 50 mil pessoas trabalhando lá. O empreendedor chega em Pernambuco e não encontra dificuldades para se instalar e produzir.

Convite para ser vice de Dilma - O Lula sabe que isso é impossível. O PT engordou de tal forma o PMDB, que esse é um caminho sem volta. Esse casamento não tem recuo. O PMDB pode ficar tranquilo conosco. O que nós queremos não é o espaço deles. Queremos outro espaço, o nosso espaço.

Espera até 2018 - Não é o caso de esperar até 2018. O momento é de exercer a oportunidade do protagonismo em 2014. Qual é a liderança que surge e que está provocando debate agora? Não é o Aécio Neves. É o Eduardo Campos. Esse protagonismo tem muito da nossa vontade. Mas também decorre dos fatos. As coisas estão acontecendo.

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Protesto contra a VALE.



Na manhã desta terça-feira (5),  cerca de 200 pessoas interditaram no município de Santa Rita-Ma, trecho da Estrada de Ferro Carajás, paralisando as atividades da mineradora Vale na região. Os moradores reivindicam a construção de um viaduto no local.

O tráfego de pessoas e veículos que precisam cruzar a ferrovia é muito intenso, com a duplicação dos trilhos, os riscos a que a comunidade está exposta só tem aumentado.

 Em julho de 2012, durante uma audiência pública , a Vale apresentou um projeto de expansão da ferrovia e firmou o compromisso de construção do viaduto, mas até agora nem sinal da obra.

Segundo informações dos moradores a ferrovia ficou totalmente parada desde às 5h da manhã. “Primeiramente, foi fechada a estrada de acesso à comunidade Oiteiro dos Pires que a empresa estava usando para chegar ao canteiro de obras e pretendemos fechar a ferrovia”.

Durante o dia representantes da empresa estiveram no local e informaram que o viaduto só será construído em 2014. Os manifestantes disseram que estão cansados das promessas da Vale, ressaltaram o fato de estarem reclamando há 25 anos e até agora nada foi resolvido.

Os moradores não aceitaram a proposta apresentada e querem que as obras se iniciem em 15 dias, senão permanecerão com o protesto por tempo indeterminado.