sábado, 16 de fevereiro de 2013

Banco do Vaticano é o principal acionista da maior indústria de armamentos do mundo.

Postado por Daniela Novais13:06:00 15/02/2013

Crédito : Reprodução.
Via Atrevete a pensarTradução do Limpinho&Cheiroso - Talvez poucas pessoas saibam que a fábrica de armas Pietro Beretta Ltda. (a maior indústria de armas no mundo) é controlada pela Holding SpA Beretta e que o acionista majoritário da Holding SpA Beretta, depois de Gussalli Ugo Beretta, é o Instituto para Obras de Religião (IOR), comumente conhecido como Banco do Vaticano, instituição privada, fundada em 1942 pelo Papa Pio 12 e com sede na Cidade do Vaticano. 
A história por trás de tudo isso é a seguinte:

Roma não foi construída em um dia, tampouco o Vaticano, e menos ainda sua opulência atual. Isso tem suas raízes no século 4 da era cristã, quando o imperador Constantino se converteu ao cristianismo e colocou à disposição do papa Silvestre I uma fortuna colossal – de fato o transformou no primeiro papa rico na história.

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A Igreja Católica é a única organização religiosa do mundo que tem como quartel-general um estado independente: a cidade do Vaticano. Com seus 0,44 quilômetro quadrado de superfície o Vaticano é muito menor do que muitos campos de golfe no mundo; e para percorrê-lo sem pressa não se necessita muito mais que uma hora; contar suas riquezas, contudo, levaria bastante mais tempo.

A moderna opulência do Vaticano baseia-se na generosidade de Benito Mussolini que, graças à assinatura do Tratado de Latrão entre seu governo e o Vaticano, outorgou à Igreja Católica uma série de garantias e medidas de proteção. A Santa Sé conseguiu que a reconhecessem como um estado soberano, beneficiou-se com a isenção fiscal de sua propriedade para beneficiar seus cidadãos, que não precisavam pagar os direitos aduaneiros pelo que importavam do exterior. 

Foi-lhe concedida imunidade diplomática e seus diplomatas começaram a desfrutar dos privilégios da profissão, igual assim como os diplomatas estrangeiros reconhecidos junto à Santa Sé. Mussolini prometeu introduzir o ensino da religião católica em todas as escolas do país e deixou a instituição do casamento sob a égide das leis canônicas, que não admitiam o divórcio. Os benefícios que o Vaticano recebeu foram enormes, dentre eles, os benefícios fiscais foram preponderantes.

Em 1933, o Vaticano mais uma vez demonstrou sua capacidade de estabelecer negócios lucrativos com os governos fascistas. A concordata de 1929, assinada com Mussolini, foi seguida por outra entre a Santa Sé e o 3º Reich de Hitler. O gestor Francesco Pacelli foi uma das figuras-chave do pacto com Mussolini: seu irmão, o cardeal Eugênio Pacelli, futuro papa Pio 12, foi responsável pela negociação como secretário de Estado do Vaticano, assinando um tratado com a Alemanha de Hitler. Pio 12 conhecia bem a Alemanha. 

Ele fora núncio em Berlim, durante a 1ª Guerra Mundial, e depois, como secretário de Estado de Pio 11, teve inúmeras intervenções no rumo que estava tomando a política alemã. Nesta qualidade interveio decisivamente na encíclica de Pio 11, conhecida como Mit brennender sorge (que se pode traduzir “Com preocupação ardente”). A iniciativa da encíclica partiu, ao contrário do que se acredita, dos bispos alemães, sendo o primeiro rascunho escrito em Roma pelo Cardeal Faulhaber. 

O então cardeal Pacelli, que fala alemão, deu-lhe a forma final, apresentada a Pio 11, sendo então assinada e publicada. Apesar da constante e grande pressão mundial, o papa Pio 12 sempre se negou a excomungar Hitler e Mussolini; seu pontificado foi caracterizado pela adoção de uma falsa postura de neutralidade.

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Quando os nazistas invadiram a Polônia, o papa Pio 12 se recusou a condenar a invasão; uma das maiores vantagens que obteria o Vaticano do muito lucrativo acordo que mantinha com Hitler era a confirmação de Kirchensteuer, um imposto eclesiástico; trata-se de um imposto estadual que ainda hoje os fiéis alemães devem pagar, e só podem escapar se renunciarem à sua religião. Na prática, muito poucos renunciam. Este imposto representa por si só entre 8 e 10% dos impostos totais arrecadados pelo governo alemão.

Os números do Vaticano

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Estima-se que o Vaticano seja o dono de cerca de 20% a 30% dos imóveis da Itália, incluindo igrejas, escolas, hospitais, clínicas e até hotéis.

Beatriz Olivon - No final de fevereiro, o papa Bento 16 deixará o cargo. Assim, ele deixa de ser chefe do Estado da cidade do Vaticano, o menor Estado do mundo em tamanho e um dos menores em população. 

O Estado da cidade do Vaticano tem 0,44 quilômetro quadrado, sendo o menor estado independente do mundo, de acordo com o banco de dados do livro CIA, o World Factbook. O Vaticano tem pouco mais de 800 moradores – 836, de acordo com estimativas de julho de 2012, só há dois estados com menos habitantes. Em 2011, a força de trabalho somava 2.800 pessoas, a maior parte delas mora fora do Vaticano e está empregada na área de serviços.

Estima-se que o Vaticano seja o dono de cerca de 20% a 30% dos imóveis da Itália, incluindo igrejas, escolas, hospitais, clínicas e até hotéis. Durante a crise econômica, um antigo imposto sobre bens imóveis que tinha sido extinto retornou e a oposição pediu que ele também fosse aplicado às propriedades do Vaticano.

Crise - Assim como seus pares na Europa, o Vaticano também sentiu a crise financeira. O livro da CIA afirma que nem o Vaticano escapou das dificuldades financeiras que afetaram a Europa e, em 2012, começou a avaliar onde cortar custos para reverter o déficit no orçamento de 2011. Os rendimentos foram de US$308 milhões em 2011 enquanto os gastos foram de US$326,4 milhões.

A maioria dos gastos públicos vai para salários e outros custos com pessoal. O relatório afirma que os rendimentos e condições de vida dos trabalhadores são comparáveis aos dos que trabalham em Roma.

O Vaticano é financiado por diversas fontes, incluindo investimentos, aluguel dos imóveis e doações. Uma coleta anual nas dioceses somada a doações diretas vai para um outro fundo usado diretamente pelo papa para caridade, desastres e ajuda a igrejas em países em desenvolvimento, segundo o CIA, o World Factbook. As doações aumentaram entre 2010 e 2011, segundo a CIA.

O orçamento do Estado da cidade do Vaticano inclui a receita dos museus, correio e venda de souvenir. A receita também aumentou entre 2010 e 2011 por causa do aumento no número de horas de funcionamento dos museus e do maior número de visitantes, segundo o relatório.
 
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Aula de Direito. Reflexão...

Recebi esta historinha por email… e, bem, pelo contato que tive com diversos advogados nas últimas semanas, acho que vale divulgá-la e dela lembrar, como ao juramento de Hipócrates para @s médicos.

Uma manhã, quando nosso novo professor de “Introdução ao Direito” entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

- Como te chamas?

- Chamo-me Juan, senhor.

- Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! – gritou o desagradável professor.

Juan estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. 

Todos estávamos assustados e indignados, porém ninguém falou nada.

- Agora sim! – e perguntou o professor – para que servem as leis?…

Seguíamos assustados porém pouco a pouco começamos a responder à sua pergunta:

- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.

- Não! – respondia o professor.

- Para cumpri-las.

- Não!

- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.

- Não!!

- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!

- Para que haja justiça – falou timidamente uma garota.

- Até que enfim! É isso… para que haja justiça. 

E agora, para que serve a justiça?

Todos começávamos a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. 

Porém, seguíamos respondendo:

- Para salvaguardar os direitos humanos…

- Bem, que mais? – perguntava o professor.

- Para diferenciar o certo do errado… Para premiar a quem faz o bem…

- Ok, não está mal porém… respondam a esta pergunta: 

Agi corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?…

Todos ficamos calados, ninguém respondia.

- Quero uma resposta decidida e unânime!

- Não!! – respondemos todos a uma só voz.

- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?

- Sim!!!

- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar  quando presenciar uma injustiça. 

Todos. E não voltem a ficar calados, nunca mais!

- Vá  buscar o Juan – disse, olhando-me fixamente.

Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito: quando não defendemos nossos direitos perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

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PT, 33. Uma história construida estrela por estrela.


São tantos os desafios que o Partido dos Trabalhadores enfrentará em 2013 que corremos o risco de não celebrar com a merecida importância a chegada dos nossos 33 anos, que aconteceu no domingo, dia 10 de fevereiro. 

Se, por um lado, ainda estamos eufóricos com uma vitória maiúscula nas urnas no último pleito, não podemos sucumbir à tentação da euforia e subestimar os imensos obstáculos a transpor.

A luta para transformar o Brasil num país a cada dia mais justo, fraterno e plenamente desenvolvido nunca foi fácil, e não temos a ilusão de que vá assim se tornar. Temos muitos aliados, mas também inimigos poderosos.

Em 2013, comemoramos os dez anos de governo democrático e popular na Presidência da República. Trata-se da coroação de uma política que construímos desde 1979, implementada com estrondoso sucesso pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora, a presidenta Dilma Rousseff, com o apoio da nossa base aliada. Honra-nos o fato de que até nossos críticos reconhecem os avanços que nossos governos trouxeram para o país.

Mantemos desde o início o foco em combater as desigualdades sociais. Desde que chegamos ao poder, demonstramos que é possível colocar na prática o propósito que sempre nos norteou. Milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza. A autoestima do povo brasileiro foi recuperada. Hoje, ele é protagonista de um novo tempo e de uma nova história.

Priorizando os mais pobres, nossos governos expandiram a economia do país, gerando mais de 18 milhões de empregos formais, aumentando significativamente a renda dos trabalhadores, gerando inclusão social e diminuindo o flagelo da miséria. A inflação foi controlada, diminuímos a relação entre a dívida e o PIB e a vulnerabilidade externa, além de passarmos de devedores para credores do FMI.

Comemoramos ainda o fato de o Brasil ter mudado de patamar no cenário internacional. Sob a liderança de Lula e Dilma, hoje somos respeitados como potência econômica e referência quando se fala sobre diminuição das desigualdades.

Quando o concerto das nações discute o futuro da África, a questão palestina e os rumos da América Latina, as vozes do operário que chegou à Presidência e da mulher que galgou o mais importante posto da República sempre ressoam mais alto. Nenhum outro mandatário brasileiro obteve tanta respeitabilidade no exterior quanto os dois.

Como se vê, os motivos para comemorar os 33 anos do PT são muitos. Destaco com especial carinho o fato de o nosso partido ter eleito a primeira mulher presidenta do Brasil, Dilma Rousseff. Sob sua enérgica batuta, o país reduz juros, diminui os preços de energia, amplia o emprego, enfrenta as carências históricas na área de infraestrutura, sem deixar de lado a prioridade nos investimentos para educação e assistência social.
Rui  Falcao
 Rui Falcão - Presidente do PT.

O ano de 2013 será especial para o PT. Nele, vamos intensificar a luta pela reforma política, promovendo uma campanha de coleta de assinaturas para implementar, entre outros pontos, o financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais.

Vamos também manter nossa luta pela ampliação da liberdade de expressão, focando principalmente na regulamentação dos artigos da Constituição que tratam do assunto.

Outra agenda do PT que torna 2013 um ano essencial para nós é a preparação -paralelamente às eleições diretas dos novos dirigentes partidários- do nosso quinto Congresso Nacional, marcado para fevereiro de 2014. 

Vamos debater nossos erros e acertos e focar os desafios para chegarmos a uma sociedade socialista e democrática.

Enfim, o PT completa esses 33 anos pronto para se apresentar renovado para o futuro.



                                                                RUI FALCAO

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Maranhão. Relatório do Ministério Público aponta irregularidades em Delegacias de Polícia em São Luís.


mi O promotor de justiça José Cláudio Almada Lima Cabral Marques, da 1º Promotoria do Controle Externo da Atividade Policial, entregou para a procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia Almeida Rocha, um relatório contendo o diagnóstico do trabalho das Delegacias de Polícia de São Luís, incluindo inquéritos que estão inconclusos. 

O relatório indica que 631 inquéritos policiais, dos anos de 2010, 2011 e 2012, de 18 delegacias distritais da capital, não foram concluídos. A maioria deles, 335, são relativos à prática de homicídio, seguidos de furto, 94, e de roubo, 80.

O levantamento foi realizado no período de agosto de 2012 a fevereiro de 2013. Ao todo, foram vistoriadas 29 delegacias, incluindo distritais e especializadas. O referido relatório será encaminhado ao Centro de Apoio Operacional do Controle Externo da Atividade Policial e à Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Segundo José Cláudio Cabral, que coordenou os trabalhos, quase todas as delegacias da capital apresentam irregularidades, a exemplo da carência de delegados, policiais, armamentos e viaturas. Faltam também servidores, principalmente na área administrativa. 

E mais: o sistema de informática é subutilizado, porque não é oferecido treinamento adequado para os funcionários fazerem melhor uso dos recursos.

“O objetivo final deste trabalho é saber quantos casos de crimes viraram inquéritos policiais e quantos inquéritos se transformaram em processos judiciais e, por fim, em condenações”, explicou José Cláudio Cabral.

Em melhor situação estão a Delegacia do Consumidor, localizada no São Francisco, e a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), no Bairro de Fátima. Ambas funcionam de forma adequada, segundo o promotor de justiça.

A pior das especializadas, na avaliação do relatório, é a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), localizada na Praça Maria Aragão. Atualmente, a delegacia encontra-se com déficit no quadro de servidores. 

O número é insuficiente para atender a grande quantidade de demandas. O relatório verificou que aproximadamente 379 casos de violência contra crianças e adolescentes noticiados ao órgão não foram apurados.

A DPCA foi criada após acordo firmado pelo Estado do Maranhão com a Organização dos Estados Americanos (OEA), que condenou o Maranhão a implementar diversas políticas públicas na área da Infância e Juventude, em razão do caso dos meninos emasculados.

ROTATIVIDADE
Foi constatado que um dos problemas que ocasionam o acúmulo de inquéritos sem conclusão é a grande rotatividade de delegados. “Quando um delegado assume determinado distrito passa a investigar somente os inquéritos abertos durante sua gestão, esquecendo os iniciados por delegados anteriores”, completou José Cláudio Cabral.

Outra irregularidade verificada é que, por lei, inquéritos não concluídos no prazo de 30 dias devem ser remetidos à Justiça para a concessão de novo prazo. 

No entanto, este procedimento muitas vezes não é cumprido, ocasionando o arquivamento irregular de inquéritos. José Cláudio Cabral também aponta que muitos casos não são investigados. “Sendo crime, o delegado tem por obrigação apurar”, afirmou.

CRIMES
Quanto aos tipos de crimes apurados em inquéritos instaurados nas delegacias distritais, o relatório aponta que estão em maior número os relativos a homicídio, latrocínio, lesão corporal, furto, roubo, tráfico de entorpecentes, apropriação indébita, dano, extorsão e porte ilegal de armas. Já nas delegacias especializadas, a maioria é referente a homicídio, lesão corporal, ameaça, injúria, estupro, abuso sexual, estelionato, roubo e poluição sonora.

RECOMENDAÇÃO
À medida que o relatório de cada delegacia era concluído, o promotor de justiça José Cláudio Cabral expedia Recomendação a cada delegado responsável para corrigir, no prazo de 60 dias, as irregularidades encontradas. Em caso de descumprimento, o Ministério Público do Maranhão ajuizará Ação Civil Pública por ato de improbidade contra cada delegado.

INTERIOR
A procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, encaminhou ofício aos promotores de justiça que atuam nas Comarcas do interior, pedindo que façam um levantamento dos inquéritos policiais que estão sem conclusão nas delegacias, relativos ao período de 2009 a 2012.

Da Assessoria do MP.


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Pernambuco. Um operário morre e mais de 40 ficam feridos em acidente na Costa do Sauípe.

A estrutura de um palco no Complexo Costa do Sauípe, em Mata de São João, na Linha Verde, desabou na manhã desta quarta-feira (13).

Segundo informações da Secretaria de Saúde do Estado, o acidente deixou mais de 40 feridos, 2 em estado grave. Um homem morreu, segundo informações da Assessoria de Comunicação da Polícia.

O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar deslocou quatro equipes de busca e salvamento e duas ambulâncias do Salvar para atender os operários, que trabalhavam na montagem de uma tenda de eventos.

As vítimas foram levadas para o HGC-Hospital Geral de Camaçari e para o Hospital do Subúrbio. Operários que tiveram ferimentos leves foram atendidos na Unidade de Pronto Atendimento de Monte Gordo.

O espaço estava sendo montado pelo Grupo TV1 para um evento que reuniria gerentes do Bradesco. 



Caso Décio. O mistérioso sumiço das testemunhas…

O assassinato do jornalista Décio Sá nunca foi uma mera execução patrocinada por bandidos acuados por suas publicações, como o secretário Aluísio Mendes tenta fazer crer.

E o desaparecimento misterioso de testemunhas oculares do caso – como a morte de Ricardo Silva, o Carioca, ontem – só comprova que há muito mais explicações a serem dadas no caso.

Primeiro foi o suposto assaltante e agenciador de pistoleiros Valdênio Silva.
Preso um dia depois do crime em companhia de um dos acusados, Valdênio passou quase 30 dias preso. Em conversas com o titular deste blog logo no início das investigações, Aluísio garantiu que ele prestara importante contribuição para a prisão dos envolvidos.

Um dia antes da prisão de Jhonatan Souza, Gláucio Alencar & cia, Valdênio – que já estava solto – foi dado como vítima de uma execução na Vila Pirâmide, em um crime sem testemunhas e sem suspeitos nuna esclarecido pela polícia.

Valdênio foi dado como morto, mas consta da relação de testemunhas do caso Décio.

Depois foi a vez do lavador de carros conhecido por Qualhada.

No relatório que a polícia encaminhou à Justiça, consta que partiu de Qualhada a melhor descrição das feições do matador de Décio Sá. 

Descrição que, ainda segundo a polícia, serviu de base para a elaboração do verdadeiro retrato falado de Jhonatan, que não foi divulgado pela polícia, como mostra o trecho do documento, ao lado.

Semanas depois da prisão de Jhonatan, Qualhada foi vítima de facadas em uma suposta briga na região do São Francisco.  Não foi localizado em nenhum hospital, foi dado como morto e nunca mais foi visto.

Agora é a vez de Ricardinho, o Carioca.
Nos relatórios da polícia, Carioca é apontado como o homem que avisou Gláucio Alencar de que havia uma trama para matá-lo.

Foi a partir desta revelação que a polícia montou a teia que, segundo a investigação, resultou na morte de Fábio Brasil e de Décio Sá, em abril de 2012.

Em janeiro, Carioca sofreu um atentado a bala que o levou a ficar internado por mais de 40 dias, até morrer, em um dos leitos do Hospital Carlos Macieira, sob a custódia da polícia.

São mistérios que a polícia se recusa a explicar.

E que tornam o assassinato de Décio Sá cada vez mais nebuloso…

Leia também:
Que fim levou flanelinha que fez retrato falado de assassino de Décio???
O misterioso Caso Valdênio…
Procurado

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A era do ativismo político via internet.

A ampla sala da Casa 14 de um conjunto residencial do Lago Sul não recebe mobília definitiva há mais de um ano. A brancura das paredes é quebrada por cartazes de manifestações e bandeiras de movimentos sociais dispostos no ambiente. As bandeiras dos movimentos Sem Terra e Sem Teto dividem espaço com um cartaz de cores verde e rosa, em que o símbolo do sexo masculino é adornado pelas palavras “homem, deixe o feminismo te libertar”. 
Em um tripé mais adiante, um banner ostenta o slogan dos jovens moradores da Casa 14: “Imaginar para revolucionar”. Eles têm entre 22 e 26 anos. Quando mudaram para o imóvel de dois pavimentos, na tranquila rua da quadra QL 28, os rapazes pretendiam passar por uma vivência política intensa. Integrantes do Brasil e Desenvolvimento (BeD), grupo político que nasceu no universo estudantil da Universidade de Brasília (UnB), sonhavam interferir na realidade política e social do Brasil. “Revolução”, dizem, “é lutar por uma nova política, mais inclusiva e participativa, mais justa e mais humana”.
Assim começa a matéria a respeito do B&D e de vários coletivos que, em todo o país, se uniram para fazer política transformadora. O texto foi publicado na edição impressa de hoje (11) no jornal Correio Braziliense, o maior da capital. Publicamos, abaixo, o texto na íntegra.

Aqui, para ler no site do jornal: Correio Braziliense

B&D - na Casa 14

 Correio Braziliense: A era do ativismo político via internet

“A internet é fundamental. É nossa principal ferramenta de articulação e participação política. Lá, postamos vídeos que suscitam discussões, publicamos artigos e nos conectamos com outras pessoas e até com outros coletivos, o que nos ajuda a montar e participar de ações mais amplas”, disse Edemilson Paraná, jornalista, mestrando em sociologia e analista de comunicação do Ministério Público da União que milita no BeD.

Entre as ações do grupo, pode-se listar desde consultorias jurídicas e logísticas gratuitas a movimentos sociais até vídeos humorísticos que usam a ironia para falar de conhecidas figuras da política nacional. “Não somos um movimento social. Somos um agrupamento de pessoas que acreditam num conjunto de pautas e defendem um modelo de sociedade. Grupos como o nosso possibilitam a oxigenação, de fora para dentro, da estrutura tradicional de representação política”, disse Paraná.

Denúncias
O sociólogo da UnB e pesquisador do mundo virtual Antônio Flávio Testa lembra o poder que esses grupos têm de interferir na agenda política, levantando debates, fomentando denúncias e até interferindo na criação de projetos de lei. “Discussões iniciadas por alguns movimentos na internet acabam desembocando em legislações e obrigando o Congresso a se posicionar sobre o assunto”, disse. Mas ele não acredita que ações pontuais consigam interferir de forma contundente nos complexos processos decisórios. “Não enquanto a população não acordar para discutir essas coisas. As pessoas não acompanham o dia a dia dos políticos. Se dá o voto, tem que acompanhar”, defendeu.

Os protestos e abaixo-assinados não foram capazes de impedir a eleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado. “O Congresso não tem o direito de decidir contra o desejo da sociedade”, disse um dos diretores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Márlon Reis, pouco antes da confirmação do nome que irá comandar o Congresso nos próximos dois anos. 

Nos dias que antecederam a eleição, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), também disse o que pensa sobre o assunto, em entrevista publicada no Correio: “Isso (o movimento na internet contra Calheiros, que ontem somava 1,34 milhão de assinaturas) pode ter efeito externo, não aqui dentro”.

Mobilização Conheça as propostas de alguns grupos da sociedade criados para acompanhar e influenciar a política.

Ocupe a Câmara 
Grupo nascido nas redes sociais depois que vereadores de Belo Horizonte tentaram aumentar o próprio salário em 61,8% no apagar das luzes de 2011. Internautas se organizaram nas redes sociais com a proposta de nunca deixar a Câmara Municipal vazia.

Brasil e Desenvolvimento (BeD) 
Reúne jovens que têm o objetivo de estimular as discussões sobre política, pautando não apenas a academia, como a imprensa e a própria atividade dos legisladores.

Transparência Hacker 
Apesar do nome, não são piratas virtuais. Os especialistas em computadores apenas trabalham com dados que são abertos. A ideia é divulgar informações governamentais que já são públicas, tornando-as mais acessíveis.

Direitos Urbanos (DU) 
Fundado no Recife, o grupo promove discussões sobre políticas que envolvem a capital pernambucana, como urbanismo e trânsito.

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral 
Reúne 51 entidades nacionais de todo o país com foco no processo eleitoral. Foi responsável pela campanha que originou a Lei da Ficha Limpa. Hoje, trabalha com um projeto para a reforma do sistema político brasileiro.

A serviço da transparência 
Também nascido da vontade de provocar mudanças, um outro grupo, o Transparência Hacker, acredita no poder do conhecimento e trabalha coletivamente para munir a sociedade com informação. Com braços em São Paulo, Belém e Brasília, trabalha para transformar dados desconexos em textos passíveis de interpretação pelo cidadão comum. 

O grupo de Brasília reuniu, por exemplo, todas as emendas parlamentares rubricadas pelos deputados distritais em 2012 e montou um mapa geolocalizado que permite que o usuário saiba para quais ações os recursos estão sendo direcionados, possibilitando a consulta por região administrativa do Distrito Federal. O resultado está no site www.eufiscalizo.com.br. Agora, eles estão fazendo o mesmo com as emendas de 2013. O resultado está sendo publicado no emendas.crowdmap.com.

“A palavra hacker foi deturpada. Hacker é aquele que revela o que está velado, partindo do conceito de que o conhecimento pertence a toda humanidade”, disse o servidor público formado em telecomunicações e informática Dênis Lima, 37 anos. “Nós costumamos fazer hackerdays. Pegamos um dia e reunimos pessoas com conhecimentos em áreas diferentes, como contabilidade, gastos públicos, direito e informática, e criamos aplicativos em que a população consegue acessar informações, não apenas dados não processados”.

As reuniões do grupo são feitas em espaços cedidos ou até em praças de alimentação. O dinheiro para pagar os domínios dos sites e as hospedagens dos bancos de dados saem dos bolsos dos participantes. “Não é preciso ter sede. Pode-se simplesmente fazer uso das redes sociais, por exemplo”, diz Antônio Flávio Testa. (JC)

O modelo de cidade 
É nas redes sociais que o grupo recifense Direitos Urbanos (DU) se organiza, promove discussões que fomentam ações coletivas. A mais conhecida é a luta para evitar que um cartão-postal da capital pernambucana, o Cais José Estelita, hoje ocupado por armazéns há muito em desuso, dê lugar a 13 edifícios. A obra, defendem, alteraria a paisagem e impactaria o trânsito.

O DU conseguiu pautar a imprensa e chamar a atenção da sociedade recifense. “Esse fenômeno que estamos vivendo é novo e importantíssimo”, defende Raquel Rolnik, ex-diretora de Planejamento da Cidade de São Paulo. Mas ela não doura a pílula quando fala na capacidade que esses grupos têm de interferir nas relações de poder. “Esses movimentos ainda são minoritários, mas estão crescendo. 

Quando eles vão ter força suficiente para incidir na agenda política real, veremos.” (JC)

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