terça-feira, 18 de junho de 2013

Revolta do vinagre - Tv Globo leva um susto.


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=XCZToPEdtbY


Por Altamiro Borges
As manifestações desta segunda-feira em São Paulo deram um baita susto na prepotente Rede Globo. Isto ficou explícito no próprio Jornal Nacional. 

Após reportagem informando que os manifestantes se dirigiam à sede da emissora no zona sul da capital paulista, gritando palavras de ordem contra o império midiático, a apresentadora Patrícia Poeta leu um editorial justificando a cobertura dos protestos sociais exibida pela emissora.

Ela tentou vender a ideia de que a TV Globo não manipula as informações e cobre os fatos com total isenção. Mas os jovens não acreditam nesta balela.
Pouco antes, uma equipe da TV Globo já havia sido expulsa do local que deu início à passeata. 

Conforme registrou o Terra Magazine, "os manifestantes que protestam contra o aumento da tarifa do transporte no Largo da Batata, em São Paulo, expulsaram uma equipe da Rede Globo do ato que acontece desde as 17 horas. 

O jornalista Caco Barcellos e seus repórteres não conseguiram ficar no protesto. Os manifestantes expulsaram os profissionais com gritos de 'Fora Globo' e 'Central Globo de Mentiras'".
Caco Barcelos, um dos mais respeitados por seu trabalho jornalístico sério, até entendeu as hostilidades. "Após a confusão, o jornalista relatou à equipe do Terra que chegou a ser alvo de empurrões e pontapés. 'Faz parte do meu trabalho. 

O importante é que estou aqui fazendo o meu trabalho. Sei que isso é normal, do contrário eu não estaria aqui', disse. Caco Barcellos continuou acompanhando o protesto, mas toda a vez que a câmera é ligada os manifestantes gritam contra a TV Globo".
No restante do protesto, os repórteres da emissora não usaram sequer o cubo que identifica a TV Globo. A transmissão ao vivo foi feita a partir de um helicóptero. A própria cobertura ficou bastante debilitada, aquém das exibidas em outras redes - principalmente na Record. 

A Rede Globo, famosa por manipular importantes episódios da história brasileira - como a campanha pelas Diretas-Já - acabou perdendo mais alguns pontos nos protestos desta segunda-feira. 

Arnaldo Jabor, que afirmou que os jovens "não valem nem 20 centavos" e depois pediu desculpa, ficou como símbolo patético da crônica manipulação da emissora.

Longe dos holofotes, Feliciano tentará votar ‘cura gay’.

Postado em: 18 jun 2013 às 1:53

Aproveitando o momento em que todas as atenções estão voltadas para os protestos que ocorrem em várias cidades do Brasil, Marco Feliciano tentará aprovar o projeto de ‘cura gay’ no Congresso.

marco feliciano cura gay
Pastor Marco Feliciano (Foto: Agência Brasil)
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), marcou para hoje (18), às 14h, a votação do projeto de lei da cura gay.

É mais uma das várias tentativas feitas para votar a matéria, que tem parecer favorável do relator, deputado Anderson Ferreira (PR-PE).

O projeto derruba a aplicação de dispositivos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999, que proíbe os profissionais de participar de terapias para alterar a orientação sexual e de tratar a homossexualidade como doença.

No dia 4 deste mês, houve pedido de vista coletiva do parecer do relator.

São Paulo - Sexto ato contra aumento da tarifa é convocado para amanhã.






Milhares de manifestantes tomam a avenida Faria Lima, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, durante o 5º protesto contra o aumento das tarifas do transporte coletivo na capital
Milhares de manifestantes tomam a avenida Faria Lima, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, durante o 5º protesto contra o aumento das tarifas do transporte coletivo na capital

Antes mesmo do fim do quinto ato contra o aumento da tarifa de ônibus, que reuniu cerca de 65 mil pessoas na capital paulista nesta segunda-feira (17), o Movimento Passa Livre já convoca um novo protesto marcado para amanhã (18), às 17h, na praça da Sé, região central de São Paulo.

Em menos de uma hora da publicação do evento no Facebook, mais de 8.900 usuários já haviam confirmado participação.  

Na parte da manhã, às 9h, o movimento tem um encontro marcado com os membros do Conselho da Cidade para uma reunião extraordinária convocada pelo Fernando Haddad, na sede da Prefeitura de São Paulo, a fim de discutir o transporte público no município.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Tropa de Choque retoma Assembleia Legislativa do Rio à força, e PMs feridos são socorridos.

Julia Affonso e Hanrrikson de Andrade
Do UOL, no Rio 

O Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro retomou o controle do prédio da Alerj (Assembleia Legislativa) e das ruas no entorno, na noite desta segunda-feira (17), no centro da cidade, após uma invasão de manifestantes participavam do quinto ato contra o aumento da tarifa de ônibus. Os jovens conseguiram invadir por uma janela lateral.

Muitas balas de borracha e bombas de efeito moral foram disparadas pela Tropa de Choque, e os manifestantes dispersaram rapidamente. 

Os 20 PMs feridos que aguardavam socorro dentro do prédio da Alerj foram retirados do local, assim como os funcionários da Casa.

Na tentativa de entrar no Palácio Tiradentes, construído em 1917, os manifestantes utilizavam rojões com o objetivo de destruir os cadeados. 

Em um determinado momento, eles fizeram uma fogueira na porta da Alerj. As chamas já foram apagadas pelo Corpo de Bombeiros.

Até o momento, além dos 20 PMs, os confrontos com a Polícia Militar já provocaram ferimentos em sete manifestantes. 

Um deles, atingido por uma bala de borracha no braço, estava caído na frente da Alerj. Ele foi atendido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Há vários sinais de vandalismo no Palácio Tiradentes, o que inclui pichações e vidros quebrados. 

O clima também é tenso para os jornalistas. 

Um repórter do Terra foi agredido e assaltado no momento em que registrava imagens de vândalos quebrando uma agência do Banco Itaú.

Campo de batalha

O entorno da Alerj se tornou um campo de batalha depois que manifestantes que participavam do quinto ato contra o aumento da tarifa de ônibus se envolveram em uma confusão generalizada. Os cincos PMs acabaram se ferindo no confronto.

Manifestação contra reajuste do transporte público cresce e paralisa ruas de São Paulo

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil.
São Paulo – Desde a primeira manifestação, no dia 6, o Movimento Passe Livre (MPL) prometia parar a cidade de São Paulo caso não fosse revertido o reajuste de R$ 0,20 que elevou as tarifas de ônibus, trens e metrôs para R$ 3,20. 

Com mais de 30 mil pessoas nas ruas, a cidade teve hoje (17) várias de suas principais vias fechadas. Às 22h, as avenidas Rebouças, Paulista e Doutor Arnaldo estavam com o fluxo praticamente interrompido. Durante o protesto também chegaram a ser tomadas pelos manifestantes a Marginal Pinheiros e as avenidas Faria Lima e Luís Carlos Berrini.

O ato começou com uma concentração no Largo da Batata, zona oeste da capital, e seguiu fechando a Avenida Faria Lima nos dois sentidos. Ao contrário da última quinta-feira (13), quando o protesto foi acompanhado por um contingente expressivo da Força Tática, Tropa de Choque e Cavalaria, mal se notava a presença da Polícia Militar (PM). 

Devido a um acordo fechado entre representantes do MPL com o secretário de Estado de Segurança Pública, Fernando Grella, o policiamento apenas interrompeu o tráfego nas ruas por onde os manifestantes passaram. 

A reunião entre o movimento e o governo estadual foi agendada após a repercussão da repressão ao último ato, marcada por denúncias de violência e prisões arbitrárias contra os manifestantes.

Os manifestantes ocuparam as ruas tranquilamente cantando, carregando flores e cartazes. Como o número de participantes era muito grande, os organizadores optaram por incentivar a divisão do movimento. A maior parte seguiu no sentido zona sul, indo até a Ponte Octávio Frias de Oliveira. 

Um outro grande grupo subiu em direção à Avenida Paulista. Em muitos momentos a massa não sabia exatamente por onde seguir. Os grupos de manifestantes se dispersavam e seguiam por avenidas de forma quase aleatória.

A adesão de pessoas que não acompanharam os outros quatro protestos conta o aumento das tarifas acabou também fazendo a manifestação perder um pouco o foco. Muitos cartazes e gritos de ordem falavam de reivindicações genéricas contra a corrupção ou as obras para a Copa do Mundo. 

Além dos “quem não pula quer tarifa” e “mãos para o alto, R$ 3,20 é um assalto”, foi incorporados ao repertório de gritos de guerra o refrão “o povo acordou”. O clima festivo contrastou com as depredações feitas nos outros protestos.

A mudança de perfil pode ser notada até na idade dos manifestantes. "Tem muito jovens, mas eu acho que as pessoas mais velhas precisam vir”, disse a agente socioambiental Mariangela Nicolelis, que foi ao ato acompanhar os filhos de 20 e 24 anos. Somaram-se aos punks, anarquistas, sindicalistas e estudantes, muitas pessoas com a bandeira do Brasil que cantavam frequentemente o Hino Nacional.

O ato pacífico surpreendeu positivamente algumas pessoas que tinham participado das manifestações anteriores. A estudante de comunicação Maíra Moreno, que esteve nos outros quatro protestos, chegou a trazer uma máscara para se proteger das bombas de gás. 

Ela espera que, a partir de agora, as manifestações ganhem cada vez mais força. “A minha esperança é que isso não morra, tem muita coisa para a gente fazer. 

Tinha que ter mais desse tipo de coisa”, disse que se sentiu justiçada por ver uma manifestação ainda maior após os atos da repressão policial.

Edição: Fábio Massalli
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Manifestantes no Rio de Janeiro, deixam rastro de destruição nas proximidades da Alerj

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil.

Rio de Janeiro - Um rastro de destruição foi deixado pelos manifestantes que seguiram para o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) e ruas próximas à Rua Primeiro de Março.

Na Rua da Assembleia, pelo menos cinco agências bancárias foram totalmente destruídas. Os atos de vandalismo não ficaram apenas na destruição dos vidros das fachadas dos prédios. 

Um grupo pichou as paredes com palavras de ordem, arrancou mesas e cadeiras, destruiu os caixas eletrônicos e ainda colocou parte do mobiliário no meio da rua.

Várias lojas comerciais foram arrombadas, um carro estacionado na Rua da Assembleia foi completamente destruído, pichado e teve as portas amassadas. 

Vários bares e restaurantes foram obrigados a fechar as portas rapidamente, com medo de depredações.

Algumas barricadas de material plástico colocadas pela PM em frente às escadarias da Assembleia Legislativa foram arrastadas pela multidão até a esquina da Rua da Assembleia, que fica cerca de 100 metros de distância, e muitas delas foram incendiadas. 

Muitas lixeiras foram arrancadas e sacos plásticos com lixo deixados pelos comerciantes para recolhimento pela limpeza urbana foram colocados na rua, onde os manifestantes atearam fogo. Um rolo de fumaça negra podia ser visto de longe.

A situação continua tensa com os manifestantes permanecendo ainda em frente ao Palácio Tiradentes. 

O Batalhão de Choque da Polícia Militar permanece no quartel da Rua Salvador de Sá, no centro, sem ser acionado. A tropa é especializada em acabar com distúrbios.

Edição: Fábio Massalli
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Sobe para 20 o número de policiais militares feridos por manifestantes no centro do Rio

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil.
Rio de Janeiro - A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro acabou de informar à Agência Brasil que subiu de cinco para  20 o número oficial de policiais militares feridos depois que manifestantes começaram a jogar coquetéis molotov na porta do Paço Imperial e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 

Eles também tentaram entrar no prédio da Alerj.

Segundo a secretaria, um dos policiais teve o braço quebrado após ser espancado por um grupo de manifestantes. 

Mais um foi ferido na cabeça.  

Os 20 feridos foram socorridos no local e alguns tiveram que ser removidos para hospitais da cidade. 

Ainda de acordo com a secretaria, policiais militares estão dentro da Alerj para garantir a integridade do prédio. 

No entorno, agências bancárias e lojas tiveram os vidros quebrados.

O Estado-Maior da Polícia Militar continua reunido fazendo o monitoramento da situação no centro do Rio. 

O comando faz também um planejamento de ações que possam garantir a volta para casa de pessoas que estavam no trabalho ou na região onde houve o conflito. 

Ainda há manifestantes em volta da assembleia. 

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, também acompanha a situação. 

Não há previsão de um pronunciamento do secretário e nem do governador do estado, Sérgio Cabral.

Edição: Fábio Massalli
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