quarta-feira, 11 de setembro de 2013

VANT Horus FT100 em operação no Exército Brasileiro.


Brasília - Terrestre

VANT da Flight Technologies participou de operação de avaliação operacional no Campo de Instrução de Gericinó. 

VANT da Flight Technologies participou de operação de avaliação operacional no Campo de Instrução de Gericinó Foto - Flight Technologies.
A operação, realizada no dia 29 de agosto último, no Campo de Instrução de Gericinó – CIG, foi executada pelo Instituto Militar de Engenharia – IME em conjunto com o Centro de Avaliação de Adestramento do Exército – CAAdEx.

O objetivo da missão foi realizar o primeiro ensaio operacional do Projeto em apoio a tropa em tempo real através das imagens produzidas pelo Horus,  desta forma estabelecendo a conformidade do Horus com os Requisitos Operacionais Básicos do Estado-Maior do Exército.

"Para esta missão, deslocamos nossa equipe para o palco de operações, no Campo de Instrução de Gericinó, equipada com duas unidades do Horus FT100. Ambas estavam aptas a gerar imagens em tempo real do avanço da tropa sobre as posições ocupadas pela ForOp – Força Oponente.

Em ação, a ForOp executou ataque a localidade de um pelotão de fuzileiros do CAAdEx contra um Grupo de Combate que defendia a localidade de favela de Morro do Capim no CIG. "Na oportunidade, pudemos verificar a adequação do nosso equipamento ao objetivo da missão e estamos muito satisfeitos com os resultados", afirma Nei Brasil, sócio-presidente da companhia.

Esta operação está inserida em um calendário de atividades envolvendo o Horus FT100 com finalidade de confirmar sua operacionalidade junto às diversas demandas do Exército Brasileiro e contou com a participação de representantes das Secretarias de Segurança e Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, órgãos que também serão beneficiados pelo Projeto Vant Guanabara I, além da Polícia Militar da Bahia. Também estavam presentes integrantes da EsACosAAe – Escola de Artilharia de Costa e Anti-Aérea, instituição parceira do IME e do CTEx responsável pelo estabelecimento de doutrina de aplicação de Vants no âmbito da DECEx.

Para o Maj Montenegro, gerente militar do projeto Guanabara I, "a missão permitiu mostrar que o Exército Brasileiro pode contar, em breve, com uma aeronave não-tripulada com tecnologia 100% nacional, destinada a estabelecer bases doutrinárias de aplicação para as tropas de pronto-emprego, em apoio à iniciativa do Estado-Maior do Exército e em apoio ao Projeto Vant do Centro Tecnológico do Exército".

Particularmente, o projeto Guanabara I, sob responsabilidade da Flight Technologies em parceria com a Pós-Graduação em Engenharia de Defesa do IME, diz respeito à implantação, no Estado do Rio de Janeiro, de planta-piloto com capacidade fabril para essas aeronaves, o que coloca as Secretarias de Estado de Segurança e de Defesa Civil em situação de poderem demandar a tecnologia do vôo não-tripulado em escala comercial.

A FAPERJ – Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, que ampara a iniciativa do IME na pesquisa em aeronaves não-tripuladas desde 2005, agora trará para o Rio de Janeiro a solução definitiva, não mais demonstradores de tecnologia frutos de pesquisa em escala laboratorial, mas resultado da associação com a iniciativa privada genuinamente brasileira e comprovadamente competente.

"O Horus 100 definitivamente atende aos requisitos da tropa", diz Montenegro.

Sobre a Flight Technologies - A Fight Technologies (FT) é pioneira no desenvolvimento de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT). Fundada em 2005, a empresa 100% nacional atua no desenvolvimento de sistemas aeronáuticos, dando suporte ao desenvolvimento de sistemas robóticos em projetos do Ministério da Defesa Brasileiro. Participa dos principais projetos de Vants militares no Brasil, consolidando sua posição de liderança e referência na área. Detentora de tecnologias próprias de interesse para o país, a FT é considerada uma empresa estratégica para as Forças Armadas Brasileiras.

Link original desta matéria: http://www.eb.mil.br/web/imprensa/resenha;jsessionid=

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Maranhão - Bando espanca policiais e foge em carro da PM em Feira Nova do MA.

Agressão a militares ocorreu em via pública, por volta das 11h30. Grupo assaltou a agência bancária da cidade, dos Correios e comércios.

Do G1 MA.

 
Cerca de sete homens promoveram cenas de terror na cidade de Feira Nova do Maranhão, na região Sul do Estado, por volta das 11h30 desta terça-feira (10). Eles renderam e espancaram policiais em via pública, assaltaram a agência bancária do Bradesco, o Banco Postal dos Correios e alguns estabelecimentos da cidade. O grupo chegou no município em uma caminhonete e fugiu no carro da Polícia Militar.

De acordo com o superintendente de Polícia Civil do Interior, delegado Jair Paiva, os criminosos foram até o destacamento de polícia, onde renderam três policiais e os fizeram reféns. Os PM's foram colocados na viatura, que, em seguida, foi utilizada para as práticas criminosas na cidade. "A informação que recebemos é que eles portavam armas longas, como fuzis e escopetas", disse Jair Paiva.

Após os crimes, os policiais foram abandonados em uma fazenda, a cerca de 25 km da sede da cidade, conforme informações da polícia de Balsas. Parte do bando seguiu no carro da PM, no sentido do município de Estreito, e outros fugiram em duas motos.

As polícias de Balsas, Estreito, Riachão e Fortaleza dos Nogueiras, além de adjacências, estão fazendo buscas na região. Até o momento, ninguém foi preso.


Educação - Divulgado o Ranking Universitário da Folha de 2013.

UFMA tem a melhor colocação entre as Universidades do Maranhão ocupando a 57ª posição, com a nota 56,57.

 
A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) ficou na 57ª posição entre todas as universidades do país no Ranking Universitário da Folha de S. Paulo de 2013, que avalia o desempenho das instituições de ensino. 
Outras duas universidades maranhenses foram citadas entre as 192 universidades avaliadas, porém já fora da relação das Cem Melhores, a UEMA ocupando a 119ª Colocação com a nota 32,36, e por fim o UNICEUMA ocupando a 149ª colocação com a Nota 23,19.

As instituições foram analisadas segundo cinco perspectivas: ensino, pesquisa, mercado de trabalho, inovação e internacionalização, veja quadro comparativo abaixo constando a primeira colocada, as universidades maranhenses e a ultima colocada.



QUADRO COMPARATIVO DE NOTAS DO RUF – 2013.


UNIVERSIDADE

CLASSI-FICAÇÃO

ENSINO

PESQUISA

MERCADO

INOVAÇÃO

INTERNA-CIONALIZAÇÃO

NOTA
Universidade de São Paulo – USP

96,98
Universidade Federal do Maranhão – UFMA.

57º
78º
55º
57º
38º
55º
56,57
Universidade Estadual do Maranhão – UEMA.

119º
160º
119º
57º
66º
131º
32,36
Universidade do CEUMA –  UNICEUMA

149º
169º
163º
57º
-
108º
23,19
Universidade Estadual de Roraima – UERR.

192º
151º
-
182º
-
160º
4,72
 
O Pior desempenho no Estado ficou por conta do Uniceuma, que também é a única particular a participar do referido ranking.
O topo do ranking geral ficou com a Universidade de São Paulo (USP). Entre as cinco primeiras colocadas, quatro instituições são da região sudeste. Considerando as 10 melhores universidades, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) é a única representante da região Nordeste, com a nota 89,21.
Texto de Francisco Barros.

UFPA - Novo olhar sobre a Matemática.


Foto Acervo do Pesquisador - Alunos participam e encenam espetáculos propostos pela nova metodologia
por Paulo Henrique Gadelha/ Abril 2011. 
Historicamente, a Matemática foi concebida como uma ciência hermética e desinteressante. É comum escutarmos relatos de experiências traumáticas quando o assunto em questão é o aprendizado da disciplina. Seria possível, então, estudar os conteúdos matemáticos de uma forma alternativa e atraente, tornando-os inteligíveis para os alunos e eficiente para o professor?

Para essa indagação, o professor João Batista do Nascimento, da Faculdade de Matemática do Instituto de Ciências Exatas e Naturais (ICEN) da Universidade Federal do Pará (UFPA), não titubeia em afirmar que sim. A resposta tem respaldo na metodologia criada pelo próprio docente: o uso do teatro na aula de Matemática.


De acordo com o professor, a didática consiste em trabalhar os conceitos dessa área de conhecimento de uma maneira em que os alunos possam assimilar os conteúdos de forma lúdica e prazerosa. “Com o auxílio do teatro, a criança vai perder o medo da Matemática e passar a ter uma nova visão sobre a disciplina, pois a linguagem teatral tem o poder de despertar os nossos sentimentos e emoções. Dessa forma, após vivenciar no palco o que sempre foi considerado enfadonho, o aluno vai ter mais sensibilidade para aplicar a Matemática no seu cotidiano”, afirma o professor João Nascimento.


Com o primeiro resultado prático de sua metodologia, o professor criou, em 2003, o Projeto de Extensão “Atividades de Matemática para 3ª e 4ª séries”, o qual vigorou durante aquele ano na UFPA e contou com a ajuda de quatro alunos que cursavam Licenciatura em Matemática na Universidade, na época. A iniciativa recebeu, ainda, apoio do Clube de Ciências do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e  Científica (NPADC), atualmente Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI), e da Faculdade de Matemática.


As atividades da iniciativa aconteciam aos sábados no Clube de Ciências. Nesses encontros, crianças do bairro Guamá entravam em contato com a Matemática não só por meio de peças de teatro, mas também por utilização de jogos e outras brincadeiras. Essas dinâmicas, segundo João Nascimento, são eficientes, pois contribuíam para uma melhor fixação dos conteúdos.

Espetáculo conta origem das figuras geométricas


Após essa experiência, o professor pensou em criar um espetáculo teatral que pudesse consolidar o seu trabalho. Então, João Nascimento elaborou a proposta da peça chamada “De ponto em ponto formamos...”, na qual os personagens representam elementos da Geometria Plana. O objetivo era discorrer a respeito dos conceitos básicos desse tópico da Matemática, tudo de forma informal e bem humorada.


A peça era dividida em cinco atos: OH! Sujeito quadrado! (ato 1); Triângulo Amoroso (ato 2); Círculo Vicioso (ato 3); Tem que andar na linha (ato 4); Ponto Finalmente (ato 5). No momento das encenações, os personagens (elementos matemáticos) se apresentavam, explicavam suas funções e  peculiaridades contracenando uns com os outros. A proposta foi apresentada em instituições de ensino superior no Pará, adequando o conteúdo à realidade local. 

No Campus Universitário do Baixo Tocantins (CUBT) da UFPA, em Abaetetuba, isso aconteceu durante a realização da disciplina Fundamentos Teóricos e Metodológicos para o Ensino de Matemática, ministrada pelo professor Aubedir Seixas Costa, que também desenvolveu o trabalho nos municípios de Breves, Tailândia e Concórdia do Pará.


A metodologia foi batizada de “Matemática e Teatro – da construção lúdica à formalização”. A forma alternativa de ensinar Matemática ganhou notoriedade na mídia local, nacional e até internacional, sendo divulgada em Portugal.

Modelo tradicional é deficiente e ultrapassado


Apesar de defender com afinco o seu método, o professor mostra-se cético quanto a possíveis mudanças no modelo tradicional de se ensinar a ciência na rede básica, o qual ele considera extremamente deficiente e ultrapassado. Um problema que não se restringe ao Brasil, “o ensino de Matemática praticado aqui é de péssima qualidade. 

Essa realidade ultrapassa as fronteiras do País e se estende por toda a América Latina. É premente a necessidade de melhorar o ensino. Não adianta mais o professor apenas se limitar a escrever uma definição no quadro e o aluno copiar. E para atingir a qualificação esperada, o docente precisa buscar novos métodos. Porém não vejo uma movimentação intensa nesse sentido”, declara João Nascimento.


Para o professor, um dos fatores que contribuem para essa realidade é a concepção de que o aluno da rede básica não faz ciência. “Isso é falso. Eles produzem ciência tanto quanto quem está na universidade. Agora, é claro que existe uma diferença na densidade da produção. Isso é natural. Mas a produção do ensino básico não deixa de ser científica por ser menos complexa”, considera.


O próximo desafio de João Nascimento é produzir um livro que contemple todo o histórico da sua metodologia, para auxiliar estudantes e professores. A obra deve conter as dinâmicas envolvendo  teatro e também poesia, música e outras vivências. O projeto já tem título “Matemática para Aprender e Ensinar”. Faltam alguns detalhes para a publicação, no entanto o professor já usa o esboço do material para auxiliar alguns colegas que têm interesse no trabalho.


“Não consigo visualizar grandes mudanças. Porém continuo insistindo em relacionar o teatro com a Matemática. Quero que as crianças não se limitem a aplicar o conhecimento em um papel frio de prova, mas possam defender o seu saber com todos os recursos e emoções disponíveis”, finaliza João Nascimento.

NOTA DO AUTOR - Todo que deixar e-mail coloco nas minhas listas de divulgação das minhas pesquisas. Se não pedir pelo e-mail jbn@ufpa.br e não chegar, faça o favor de solicitar por um desses: joaobatistanascimento@yahoo.com.br
jbnascimento.matematica.ufpa@gmail.com.