segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Raiografia do PCC - Cavalo não desce escada.

Por Luciano Martins Costa em 12/10/2013 na edição 767 - Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 11/10/2013.
Reportagem do Estado de S. Paulo apresenta, na edição de sexta-feira (11/10), os resultados de uma ampla investigação do Ministério Público Estadual paulista sobre a organização criminosa chamada PCC – Primeiro Comando da Capital. 

O retrato é assombroso, não apenas porque revela o poder de uma quadrilha que domina os grandes presídios de quase todo o país e atua até mesmo em países vizinhos, mas porque dá uma ideia clara de sua sofisticada organização e da facilidade com que atua.

Trata-se da maior operação já realizada pelo Ministério Público, que exigiu três anos e meio de trabalho e da qual resulta a apresentação de 175 denúncias e pedidos de internação de 32 presos em regime disciplinar mais rigoroso. 

Foi juntando evidências, gravações de conversas telefônicas, depoimentos de testemunhas e dados esparsos sobre apreensões de drogas e armas que os investigadores compuseram o corpo principal do inquérito.

O organograma do poder no crime organizado, que o jornal paulista publica em meia página, revela a estrutura de uma grande empresa, contando até mesmo com uma espécie de conselho de administração.

Crime organizado
Num dos trechos de gravações revelados pelo Ministério Público, o chefe da organização se vangloria de haver disciplinado as execuções de inimigos e dissidentes, destacando o papel moderador da quadrilha em disputas entre criminosos, e acusa o governador Geraldo Alckmin de se apropriar dos indicadores de queda da violência. “Então quer dizer que os homicídios caíram não sei quantos por cento e aí vejo o governador chegar lá e falar que foi ele...”, diz o chefão.

Mesmo com os cuidados demonstrados pelos criminosos em suas conversas telefônicas, o trabalho minucioso de organização dos conteúdos permitiu aos investigadores traçar um mapa desse poder paralelo. Ainda assim, não há garantias de que esse trabalho resulte em uma ação mais efetiva do Estado contra os criminosos.

Primeiro, porque o Judiciário não acompanha necessariamente o empenho do Ministério Público em desarticular o bando, já que a Justiça precisa analisar individualmente as 175 acusações e isso leva tempo, dando vantagens aos advogados dos bandidos. Segundo, porque, conforme revela a própria investigação, a quadrilha conta com muitos aliados dentro do aparato policial. 

Jabuti não sobe em árvore - Esse é o ponto em que se percebe uma fissura na reportagem do Estado de S. Paulo, muito provavelmente originada na carência de informações sobre esse aspecto fundamental do fenômeno social chamado crime organizado. 

São poucas as possibilidades de se consolidar, sob os narizes da polícia, uma organização tão poderosa e sofisticada, sem que um contingente importante do setor de Segurança Pública tenha se omitido ou contribuído para isso. Portanto, uma investigação desse porte não se completa se não desvendar as relações entre o crime e o poder público.

Como se diz popularmente, se o jabuti está no alto da árvore, foi porque alguém o colocou lá.

Segundo a reportagem, o Ministério Público Estadual flagrou toda a cúpula do PCC “numa rotina interminável de crimes” – ordenando assassinatos, encomendando armas e toneladas de cocaína e maconha. São crimes que se produzem continuamente, como parte do dia a dia desses personagens, sob o rigoroso comando dos chefes que se encontram reclusos em presídios de alta segurança.

Como explicar que possam agir com tanta organização e eficiência? Cavalo não desce escada, como diria o falecido colunista Ibrahim Sued, do Globo, para argumentar que certas coisas nunca mudam.

Relações deletérias entre o crime e a polícia são quase uma marca dos sistemas de segurança em todo o mundo. Na Itália, foi preciso criar uma verdadeira operação de guerra, que acabou sacrificando alguns dos melhores quadros da polícia e do judiciário, para colocar sob algum controle o poder paralelo da máfia. No Brasil, a corrupção de agentes públicos pelo crime organizado é uma chaga que contamina a eficiência de todo o aparato da polícia e da Justiça.

Falta um trecho importante no texto do jornal paulista, que talvez esteja sendo guardado pelo Ministério Público para uma ação mais eficiente no futuro: aquelas informações sobre o lado oficial do crime, onde se conta a história das omissões do Estado e parcerias com agentes públicos.

Talvez numa próxima reportagem.

Como se sabe, jabuti não sobe em árvore e cavalo não desce escada.
 

Força Nacional já está em São Luís.

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Foto de Osvaldo Maia
Já está no Maranhão desde ontem (12) parte dos homens da Força Nacional solicitados pela governadora Roseana Sarney (PMDB) por meio de decreto assinado na quinta-feira (10).

Um segundo grupo desembarcou hoje (13). Eles darão apoio a ações da Secertaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) no sistema prisional maranhense.

“Vamos fazer uma reunião de trabalho ainda hoje com eles no sentido de fazer um reconhecimento de terreno e distribuição do efetivo. Com isso, prevenir incidentes prisionais e fazer intervenção necessária em apoio à direção dos presídios para a fim de manter a rotina interna prisional. 
 
Foto de Osvaldo Maia
As celas que foram quebradas durante a rebelião serão consertadas, revistas serão feitas constantemente, as grades que foram quebradas ao longo dos anos serão consertadas e algumas grades que já estão prontas serão recolocadas. 

Com a tropa, nós vamos ter o tempo necessário para fazer a reorganização administrativa, técnica e operacional dos presídios na Região Metropolitana“, disse Sebastião Uchoa, em entrevista ao portal Imirante.com.

Acima, registros dos federais já na capital maranhense, feito pelo jornalista Osvaldo Maia.

domingo, 13 de outubro de 2013

São Luís - Fuga em massa é evitada no Centro de Detenção Provisória em Pedrinhas.

 
Cerca de 25 presos do CDP (Centro de Detenção Provisória), localizado em frente ao Complexo Prisional de Pedrinhas tentaram fugir na noite de ontem, sábado (12), pela porta da frente do presidio.
 
Os presos serraram as grades da celas onde se encontravam, e se dirigiram ao patio com objetivo de saírem pela portão principal do presidio.


A fuga em massa foi evitada por conta da reação rápida da guarda armada, contratada recentemente em caráter de urgência. 

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Na reação houve disparos de tiros, dois presos foram feridos e levados para o Socorrão II. 

Na confusão, um preso que ainda não foi informado o nome, ainda conseguiu fugir. 

Na revista feita logo após a tentativa da fuga em massa foi encontrado no local, um revolver calibre 32.

Link:

O projeto BR 135 - Energia Musical, celebra João do Vale 80 Anos, no Teatro Arthur Azevedo.



Show João do Vale - 80 anos.

O projeto BR 135 Energia Musical celebra João do Vale 80 Anos no Teatro Arthur Azevedo, será no próximo dia 17 de outubro, 21h. 

Com Criolina (Alê Muniz e Luciana Simões), Tião Carvalho, Santa Cruz, Milla Camões, Djalma Chaves e Vinil do Avesso.

O Teatro Artur Azevedo fica na Rua do Sol – centro da capital maranhense. Ingresso social: 1 Kg de alimento não perecível.

João Batista do Vale, mais conhecido como João do Vale, nasceu em Pedreiras, no dia 11 de outubro de 1934, e morreu em São Luís, dia 6 de dezembro de 1996.

De origem humilde, João sempre gostou muito de música. Aos 13 anos se mudou para São Luís. Em 1964 estreou como cantor. Suas principais composições são Carcará, em parceria com José Cândido e imortalizado na interpretação de Maria Bethânia, Peba na pimenta, com Adelino Rivera, e Pisa na Fulô, com Ernesto Pires e Silveira Júnior.

Promover o diálogo entre artistas de diversas linguagens, ocupar os espaços públicos com qualidade e formar plateia para a música produzida no Maranhão são alguns dos objetivos que o projeto BR-135 Energia Musical vêm alcançando desde que começou, em 2012.

Em 2013 o projeto estreou com show em homenagem aos 35 anos do álbum Bandeira de Aço, reunindo os compositores do disco original e artistas da nova cena. Foram realizados mais duas ações e shows, na Avenida Litorânea. A homenagem a João do Vale encerra a temporada do projeto este ano.

Em 2012, foram realizadas 18 edições. As primeiras apresentações foram realizadas de forma colaborativa, no Circo da Cidade, e finalizadas em parceria com o Sebrae, na I Mostra Cultura Ativa (no Ceprama) em setembro, e com o Sesc Maranhão, na Mostra Guajajara de Arte, em novembro.

Em 2013, o BR 135 Energia Musical, teve o apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com a parceria da Cemar.

São Paulo - Governo prepara combate a policiais corruptos após achaques ao PCC.

Após o mapeamento do crime organizado, o inimigo agora é a banda podre das polícias. 

A cúpula da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo quer ter acesso aos dados e áudios recolhidos pelo Ministério Público Estadual (MPE) em três anos e meio de investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC) para desferir um duro golpe contra policiais corruptos.

As interceptações telefônicas mostram um cotidiano de achaques feitos por policiais civis e militares contra bandidos importantes da facção, que são sequestrados e mantidos em cárcere em delegacias. 

Até mesmo parte do material apreendido na mega investigação do MPE era posta à venda aos criminosos. 

Ao todo, 175 integrantes do PCC foram denunciados, conforme revelou o Estado. “Temos inúmeras investigações em andamento. Aguardamos que o Ministério Público compartilhe conosco as provas para que possamos tomar providências”, afirmou ao Estado o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira. 

Em um dos grampos mais graves, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) são flagrados oferecendo arquivos de computadores e pen drives apreendidos na operação que terminou com a morte de Ilson Rodrigues de Oliveira, o Teia, em 2011. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 12 de outubro de 2013

Funcionários de empresa de refrigerante river vivem dia de terror e bandidos levam até o cofre.

Plantão de Polícia

Em pleno Dia das Crianças, 12 de outubro, clima de terror reinou na empresa Guaraná River, localizada na Avenida 5, Quadra E, Loteamento 4, Maracanã. Segundo informações do Centro Integrado de Operações (Ciops), quatro homens, não identificados, armados, invadiram o estabelecimento comercial, agrediram fisicamente funcionários e ainda levaram o cofre sendo que o valor do dinheiro não foi divulgado.

O tenente da Polícia Militar Augusto informou que os assaltantes chegaram à empresa por volta das 10h. Primeiramente, conseguiram render os funcionários que estavam na portaria. Já aqueles que trabalhavam na parte interna sofreram agressões físicas e uma delas coronhadas de revólver na cabeça.

De posse da situação, os assaltantes chegaram até o cofre e levaram todo o dinheiro. Logo em seguida, fugiram em um veículo, não identificado. A Polícia Militar foi acionada, mas, até o momento ninguém tinha sido detido.

O investigador da Polícia Civil, Benedito Cardoso, que estava de plantão no 16º Distrito Policial, na Vila Embratel, disse que o pai de uma das vítimas chegou a comparecer a delegacia em busca de informações do filho e ficou sabendo que teve a cabeça quebrada por um dos criminosos.

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança, o fato foi registrado no 16º DP, mas, será investigado pela equipe de investigadores da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos.

A reportagem de O Imparcial entrou em contato com a empresa, no entanto, o vigia, que não quis se identificar, falou que os funcionários receberam ordem dos “seus chefes” de não repassarem nenhuma informação a imprensa.

Força Nacional já está em São Luís.

Por John Cutrim

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Homens da Força Nacional de Segurança desembarcaram na tarde deste sábado no Aeroporto Marechal Cunha Machado.
Desembarcaram na tarde deste sábado (2), em São Luís, os primeiros homens da Força Nacional de Segurança, enviados a pedido do governo do Maranhão, para garantir o controle do sistema prisional no Estado. 

Outros soldados são esperados e a missão da tropa é retomar o controle dos presídios e cadeias públicas. A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, decretou na noite de quinta-feira estado de emergência no sistema prisional maranhense.
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Homens da Força Nacional de Segurança desembarcaram na tarde deste sábado no Aeroporto Marechal Cunha Machado.
O Estado pediu ao Ministério da Justiça que autorizasse o envio de agentes da Força Nacional para auxiliar as polícias locais na operação nas unidades prisionais de São Luís por tempo indeterminado, combater as facções criminosas que atuam no Maranhão e controlar a crise que se instalou desde quarta-feira, 09, quando duas facções criminosas – o Bonde dos 40 e o Primeiro Comando do Maranhão (PCM) entraram em confronto dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, deixando um saldo de nove mortos e 20 feridos.
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Homens da Força Nacional de Segurança desembarcaram na tarde deste sábado no Aeroporto Marechal Cunha Machado.
Fotos: Ana Marques do Jornal Pequeno.