sábado, 14 de novembro de 2015

Cervejaria Belgo Brasileira AB InBev compra SABMiller por US$ 121 bilhões de dollares, na terceira maior aquisição da história.

Logo da AB InBev na sede da companhia em Leuven, na Bélgica
   Logo da AB InBev na sede da companhia em Leuven,
           na Bélgica - REUTERS/Francois Lenoir

RFI. - A cervejaria belgo-brasileira AB InBev fechou um acordo definitivo para comprar a britânica SABMiller por US$ 121 bilhões. O anúncio foi feito hoje em uma nota emitida de forma conjunta pelos conselhos administrativos das duas empresas e confirmou o valor previsto em um texto preliminar, de US$ 66 por ação, o que representa um prêmio de pelo menos 50% em relação ao preço de fechamento da ação SABMiller em Londres em 14 de setembro, antes das especulações sobre uma possível aquisição.

O negócio deve ser concluído na segunda metade de 2016 e transformará a InBev em uma cervejaria global, já que a SABMiller está implementada nos mercados asiático e africano. Na metade do pregão, as ações da InBev operavam em alta de 1,03% na Bolsa de Bruxelas e a SAB Miller, de 2,35% em Londres.

Para evitar acusações de monopólio, a SABMiller venderá por 12 bilhões de dólares sua participação majoritária na americana MillerCoors para a também americana Molson Coors. Se o negócio for aprovado pelos órgãos de fiscalização da competição, está será a terceira maior operação de fusão e aquisição da história, depois de Vodafone e Mannesmann, em 1999, e de Verizon Communications e Verizon Wireless, em 2013.

Juntas, a SAB e a InBev produzem atualmente, cerca de 60 bilhões de litros de cerveja por ano (três vezes mais do que a terceira do setor, a holandesa Heineken) e vendem um terço de todas as cervejas consumidas no planeta, da mexicana Corona até a australiana Foster's, passando pela chinesa Snow - a marca de cerveja mais consumida em todo o mundo. O novo grupo incluirá as marcas de cerveja americana Budweiser e belga Stella Artois, pertencentes à AB InBev, assim como a italiana Peroni, a tcheca Pilsner Urquell e a holandesa Grolsch, da SABMiller.

"A aquisição da SABMiller pela AB InBev é a conclusão lógica de uma década de reagrupamento na indústria de bebidas", explicou Jeremy Cunnington, especialista da Euromonitor International. "Entre 2005 e hoje, o domínio do mercado mundial pelas cinco principais empresas do setor passou de 38% a 56%", recordou. "Ao somar nossas forças, construíremos uma das principais empresas mundiais de bens de consumo", comemorou o diretor geral da AB InBev, Carlos Brito, em um comunicado.

"Rendimento em espécie" Os grandes fabricantes de cerveja buscam relançar o crescimento de um mercado que avança timidamente - espera-se uma progressão de apenas 1% entre 2014 e 2015, devido à estagnação dos mercados desenvolvidos. Contudo, as cervejas artesanais, que representam entre 5 e 9% do consumo, têm visto um salto de vendas superior a 10% ao ano nos mercados mais desenvolvidos. O presidente da SABMiller, Jan du Plessis, destacou, neste contexto, "a presença incomparável da SABMiller nos mercados em desenvolvimento, que estão experimentando um forte crescimento".

Mas ele ressaltou que a proposta do seu concorrente era irrecusável. "A oferta da AB InBev representa um bônus e um rendimento em dinheiro atrativos para os acionistas (...), razão pela qual o conselho de SABMiller recomendou por unanimidade a oferta da AB InBev". Os detalhes financeiros do acordo confirmam as linhas gerais reveladas na conclusão de um acordo preliminar em 13 de outubro, depois de uma verdadeira disputa que durou um mês e na qual o conselho da SABMiller recusou quatro ofertas informais, aumentando as apostas antes de aceitar uma quinta oferta.

As ações da nova AB InBev passarão a ser negociadas principalmente na Bolsa de Valores de Bruxelas, como ocorre atualmente, com cotações secundárias em Johanesburgo, México e Nova York. A direção da AB InBev espera que a aquisição da SABMiller lhe permitirá realizar economias de até US$ 1,4 bilhão por ano a partir do quarto ano após a absorção eficaz da sua concorrente. A AB InBev indicou que fornecerá posteriormente detalhes sobre as "reestruturações necessárias", o que desperta o temor sobre a possível supressão de postos de trabalho.


Paris sofre seu pior atentado. Vítimas: 150 pessoas mortas e outras 200 pessoas feridas.

Dois dos três terroristas que invadiram o teatro Bataclan, em Paris, fazendo mais de cem reféns, detonaram bombas amarradas em suas cinturas durante a operação de resgate da polícia francesa, informou o canal de televisão francês iTele.

O correspondente do canal não chegou a especificar, no entanto, se os homens-bomba agiram antes ou após a entrada da polícia no prédio do teatro. Nas suas palavras, a equipe de operações especiais da polícia francesa tomou a decisão de invadir o Bataclan depois de ter entrado em contato com um dos terroristas.
“Ele deu a entender rapidamente que eles não queriam negociar, que eles estavam armados e portavam explosivos presos ao corpo” – informou o jornalistas citando fontes na polícia local.
iTele revelou ainda que os ataques foram realizados por um total de 7 terroristas jovens que falavam francês fluentemente e que iniciaram tiroteios simultâneos em 7 locais distintos da cidade. 

Três deles se explodiram nos arredores do estádio Stade de France, um se detonou nas proximidades do teatro Bataclan, enquanto outros três invadiram a casa de shows fazendo reféns (dois deles vindo a se explodir durante a invasão da polícia).

O canal destacou ainda que todos os terroristas que participaram dos ataques morreram, mas que ainda não se pode afirmar com certeza que os mesmos não tinham outros cúmplices, e que ainda poderiam estar a solto em Paris.

De acordo com as últimas informações divulgadas pelas autoridades parisienses, o número total de mortos nos atentados de sexta-feira (13) já ultrapassa 150 pessoas, e outras 200 pessoas encontram-se feridas, algumas delas gravemente.

Logo após os ataques, o governo francês decretou estado de emergência em todo o território da França e o fechamento das fronteiras do país. 

organização criminosa Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pela série de ataques terroristas.

Continue lendo aqui:

1 - França - Terrorismo ataca Paris. 128 mortos, 180 feridos, sendo 99 em estado critico. http://maranauta.blogspot.com.br/2015/11/franca-terrorismo-ataca-paris-128.html

2 - França - Trem TGV de alta velocidade sai dos trilhos e cai sobre ponte. Vítimas 5 mortos e vários acidentados. Outro atentado?  http://maranauta. blogspot.com.br/2015/11/franca-trem-tgv-de-alta-velocidade-sai.html
3 - França. Logo após atentados em Paris, incêndio destrói acampamento de refugiados. Mais de 100 mortos em mais esta tragédiahttp://maranauta.blogspot.com.br /2015/11/franca-logo-apos-atentados-em-paris.html

empresa VALE acusada de enviar Vagões de água para Governador Valadares contaminados com querosene.

Trem
Leonardo Moraes
















Segundo matéria publicada no Hoje em dia, do ultimo dia 13. O que era para ser um alento provocou revolta e frustração dos moradores de Governador Valadares, região Leste de Minas. O primeiro carregamento de água, com 300 mil litros captados na vizinha Ipatinga e levados de trem para o município, chegou contaminado com querosene.

A água teve que ser descartada e os valadarenses, que tiveram o fornecimento cortado devido à contaminação do Rio Doce com lama que vazou das barragens da Samarco, em Mariana, no último dia 5, continuaram na seca.

Em comunicado postado nas redes sociais, a prefeitura de Valadares informou que a remessa foi entregue pela Vale já contaminada. A água seria utilizada para garantir o abastecimento de hospitais, escolas, creches e outros equipamentos que precisam de água.

Contudo, o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Vilmar Rios, informou que a água estava imprópria para uso. "O SAAE fez a análise da água depois de transportada nos vagões. Toda a água com alto teor de querosene já foi descartada".

No entanto, a Vale negou que tenha entregado água com querosene para abastecer o município. A empresa informou, por meio de nota, que coletou a água no local indicado pela Copasa, em Ipatinga, e a transportou em vagões-tanque usados para combates a incêndios florestais. "Estes vagões só transportam água e nunca transportaram querosene", frisou.

Ainda conforme a Vale, a água foi entregue na manhã desta sexta-feira (13), em local acordado com a prefeitura. "Essa, por sua vez, se responsabilizou pelo transporte da água em caminhoes-pipa, que não são de responsabilidade da Vale. Representantes da empresa estão entrando em contato com a administração municipal para esclarecer o ocorrido".

Outros vagões de água estavam previstos para serem entregues na cidade nesta noite.

Atualizada às 22h10



França - Terrorismo ataca Paris. 128 mortos, 180 feridos, sendo 99 em estado critico.

Foto - Br.sputniknews.com
Capital Francesa sofre o pior atentado da história. Pelo menos 128 pessoas foram mortas na sexta-feira no ataque terrorista em Paris, informou a polícia neste sábado.
O número de mortos nos atentados terroristas ontem à noite em Paris aumentou para 128, disse uma fonte no gabinete do procurador no sábado (14). Um total de 180 pessoas estão feridas, incluindo 99 em estado crítico.
Homens armados com armas automáticas atacaram restaurantes e uma sala de concertos em Paris na sexta-feira. Um bombista suicida fez-se explodir junto a um estádio cheio de gente. O presidente François Hollande disse que o ataque terrorista não tinha precedentes na França.

ATUALIZAÇÃO: Paris sofre seu pior atentado. Vítimas: 150 pessoas mortas e outras 200 pessoas feridas. http://maranauta.blogspot.com.br/2015/11/paris-sofre-seu-pior-atentado-vitimas.html
Link originalhttp://br.sputniknews.com/mundo/20151114/2752817/numero-mortos-atentados-paris.html#ixzz3rSwBp3cu

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

STF - Min. Lewandowski diz não ao golpe e pede paciência.

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, deu nesta sexta-feira, 13, um dos depoimentos mais contundentes de um chefe de Poder contra a ruptura da ordem democrática no País, defendida por setores da oposição; "Com toda a franqueza, devemos esperar mais um ano para as eleições municipais. Ganhe quem ganhe as eleições de 2016, nós teremos uma nova distribuição de poder. Temos de ter a paciência de aguentar mais três anos sem nenhum golpe institucional", afirmou Lewandowski, durante palestra em uma faculdade de direito de São Paulo; para o ministro, a crise que o Brasil atravessa atualmente, que classificou como "cortina de fumaça", tem mais fundo político do que econômico
13 DE NOVEMBRO DE 2015.
247 - Durante palestra nesta sexta-feira, 13, em uma faculdade de Direito da capital paulista, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, deu uma declaração contundente contra as tentativas de ruptura do mandato da presidente Dilma Rousseff, propostas pela oposição.
Sem citar a presidente Dilma, Lewandowski disse que o País precisa ter maturidade para aceitar o resultado das eleições passadas. "Com toda a franqueza, devemos esperar mais um ano para as eleições municipais. Ganhe quem ganhe as eleições de 2016, nós teremos uma nova distribuição de poder. Temos de ter a paciência de aguentar mais três anos sem nenhum golpe institucional", afirmou o presidente do STF.
Para Ricardo Lewandowski, a crise vivenciada atualmente no país tem mais fundo político do que econômico. "Estes três anos [após o 'golpe institucional'] poderiam cobrar o preço de uma volta ao passado tenebroso de trinta anos. Devemos ir devagar com o andor, no sentido que as instituições estão reagindo bem e não se deixando contaminar por esta cortina de fumaça que está sendo lançada nos olhos de muitos brasileiros", afirmou.
Em uma estocada no Congresso Nacional, Ricardo Lewandowski afirmou que o Parlamento brasileiro é "amador" na função de investigar e se desvia de sua prerrogativa de legislar. "O Congresso Nacional deixou de lado a sua função legislativa e passou a exercer uma função investigativa. Inúmeras CPIs correndo, substituindo-se ao MP e à PF ao próprio Judiciário, fazendo aquilo que ele [Congresso] não sabe fazer e deixando de fazer aquilo que ele sabe, que é legislar", disse Lewandowski. "Investigar é para profissional, não é para amador, com todo respeito aos nossos parlamentares. É por isso que as CPIs dão no que dão".
O ministro voltou a destacar a importância da decisão do Supremo que barrou as doações de empresas em capanhas eleitorais. "O STF proibiu em boa hora o financiamento de campanhas por empresas privadas. Nós entendemos que haveria um desequilíbrio de armas. Um votinho só não tem como enfrentar uma empresa que doa 100 milhões", comparou.

Artigo. Brasil, o que é estratégico?

13.11.2015 | Fonte de informações: 

Pravda.ru.

 
O que é estratégico?. 23240.jpeg
Foto - Pravda.ru

Demonstrando abissal ignorância sobre o que é, ou não, estratégico, ou então desprezo pela segurança nacional, os falsos desenvolvimentistas, desde JK (1956-1960), consideraram que bastava ter sob comando nacional as telecomunicações, a energia, notadamente o petróleo, e a área nuclear.

Adriano Benayon * - 16.10.2015.

Se olhassem com seriedade para a História, teriam percebido que nenhum país foi capaz de se defender, tendo entregado sua economia e suas finanças a controle estrangeiro. Isso se tornou cada vez mais nítido, à  medida que a capacidade bélica foi ficando mais dependente da indústria e da tecnologia.

Mas, mesmo antes do século XVIII, quando a sorte nas armas se vinculou à mecânica pesada e às indústrias básicas -  que lhe fornecem insumos -, as guerras, sempre foram movidas a dinheiro, tal como a política.

Revela-se, pois, enorme e múltipla a leviandade dos dirigentes do País, uma vez que o "modelo econômico brasileiro", de JK aos governos militares, se caracterizou, não só pela dependência tecnológica, mas também pela dependência financeira.

Depois, isso continuou a agravar-se, culminando com as manipulações eleitorais que levaram às presidências de Collor e FHC, nas quais, além de tudo, as Forças Armadas foram deliberadamente debilitadas.

E por que isso foi possível? Porque quem monopoliza o dinheiro grosso e comanda a mídia submissa, determina as políticas.  Claro que essas não foram as de interesse do País.

Acaso? Não, mas, sim, algo que se desenhou com o  golpe de agosto de 1954, quando as decisões econômicas foram entregues a "técnicos" do agrado dos centros financeiros angloamericanos.

Desde o final dos anos 50, o domínio dos carteis multinacionais sobre a economia resultou em enormes déficits de transações correntes: esses carteis transferiram ao exterior - principalmente como despesas - lucros de fato, decorrentes dos preços elevadíssimos, no mercado interno, dos bens aqui produzidos e dos importados, e preços baixos na exportação.

Daí derivou absurda dívida externa,  inflada também com os juros e demais despesas decorrentes do financiamento externo de investimentos públicos e privados efetuados no País.

Afora os colossais pagamentos do serviço da dívida externa, ao exterior, ainda maiores nos anos seguintes à  Constituição de 1988, parte dessa dívida foi transformada em interna, a qual passou a crescer exponencialmente, em função de juros e correção monetária absurdos - mais um sinal de que o País não tem autonomia política.

Montou-se, assim, a engrenagem viciosa, através da qual a dependência política alimenta o crescimento da dependência econômica, a qual acentua a submissão política,  e assim por diante.

O conceito adotado por pró-imperiais assumidos e inconscientes, era que se deveria abrir às grandes transnacionais, com matrizes no exterior, as indústrias de transformação - consideradas não-estratégicas -  como  a de bens de consumo durável, inclusive veículos automotores,  o ridículo carro-chefe da arrancada para o falso desenvolvimento.

Tão grande foi a irresponsabilidade para com o País e seu futuro, que - através das Instruções da SUMOC, a partir de janeiro de 1955 -  propiciaram subsídios desmedidos para que os carteis industriais estrangeiros se assenhoreassem facilmente do mercado brasileiro, que nunca lhes esteve fechado.

Ademais, permaneceram abertas as brechas que permitiram crescente penetração do capital estrangeiro no sistema financeiro do País.

Sessenta anos depois, passados numerosos governos aparentemente diferentes, deu-se a desnacionalização praticamente completa, a causa da desindustrialização.

O balanço é o pior possível:

a) a dívida interna, que continua crescendo exponencialmente, por efeito da capitalização de absurdos juros, já atingiu mais de R$ 3,8 trilhões; 

b)  boa parte dos títulos pertence a residentes no exterior; 

c) o passivo externo financeiro bruto - onde avultam os investimentos estrangeiros diretos (IEDs) - supera US$ 1 trilhão.

Os IEDs acumularam-se principalmente com recursos estatais,  subsídios governamentais e reinvestimento de lucros, o que denuncia a natureza autorretroalimentada do processo de desnacionalização.

Finaliza-se o processo, com o enfraquecimento e maior infiltração da própria Petrobrás por interesses forâneos, além de preparar-se luz verde a petroleiras transnacionais para apoderar-se das reservas descobertas pela estatal. Além disso, deterioraram-se e desnacionalizaram-se infra-estruturas essenciais, como as de energia, transportes e comunicações.

Não bastasse isso tudo, a engenharia civil,  último ramo sobrevivente com tecnologia competitiva,  está sob fogo interno, teleguiado do exterior,  para que os mercados que conquistou no Brasil, e fora dele, também caiam sob controle de empresas estrangeiras.

O Brasil está inerme, com seus recursos terrestres, águas e subsolo, dotado de minerais preciosos e estratégicos, tudo aberto ao saqueio das corporações estrangeiras.  Grande parte do território amazônico foi subtraído à jurisdição efetiva do País, sob o pretexto de demarcar terras supostamente indígenas.

Que aconteceria se mudasse de política? A violência das intervenções imperiais na Líbia, Iraque e Síria, entre outras, deveria  alertar para reverter  as políticas levianas aqui praticadas, há mais de 60 anos.

Mauro Santayana afirma que o Brasil talvez seja o país mais indefeso do mundo, e o pouco que ainda tem de empresas nacionais na indústria bélica está sendo  adquirido  por grupos estrangeiros,  ou controlado por estes mediante associações, principalmente as firmas  que desenvolveram tecnologia militar, nos últimos anos.

A vulnerabilidade decorre também do baixo conteúdo local das peças do equipamento de defesa, mesmo no caso de blindados ligeiros. Que dizer das carências em tecnologia eletrônica, até mesmo chips desenhados e fabricados no País?

Esse é o resultado da entrega, favorecida pelos governos, do controle do grosso da economia a empresas e grupos financeiros  transnacionais.  Era questão de tempo a entrega também dos setores ditos estratégicos.

Em vez de "lideranças" civis e militares cuidarem disso, ignoraram que o  desenvolvimento econômico verdadeiro só se faz com capital nacional e tecnologia nacionais.

Além disso,  tiveram a visão ofuscada pela crença que lhes foi inculcada, de que o inimigo estratégico seria o comunismo, termo em que foi abusivamente englobado tudo que desagradasse o império e seus adeptos locais.

.Nas lideranças e cidadãos, em geral, foram incutidas divergências  ideológicas que se tornaram fossos intransponíveis, geradores de exclusões, perseguições e conflitos envenenados.

Assim, além da economia dominada, o que, mormente após a pseudo-democratização de 1988, levou os interesses antinacionais a controlarem o sistema e as decisões políticas, acelerando a desindustrialização e primarização da economia, a falência estratégica  foi acentuada pela falta de coesão nacional.

Para esta deficiência estratégica contribuiu a abertura ao arrasamento da cultura e dos valores éticos, através da permissividade das "autoridades" para com os  meios de comunicação mundiais e locais, acompanhada da deformação dos fatos políticos e econômicos em todo o mundo.

Se é que o poder emana do povo, que poder emanaria de um povo submetido a processos de psicologia aplicada e a outras intervenções destinadas a apassivá-lo?


Machiavello  ensinou que "o poder emana do ouro e das armas." Nesta vertente, como o  Brasil precisa ter poder para viver com dignidade, e até para sobreviver, impõe-se  entender que:

a)   o desenvolvimento econômico e social é indispensável para a defesa e segurança;

b) ele depende de autonomia, tanto nas decisões governamentais como na das empresas.

* - Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

Maranhão - Menor integrante da facção “bonde dos 40” afronta a policia fazendo arrastão em escola próxima a Seic.

Foto - Seic - Handson Chagas.
O elemento conhecido como Vitinho, traficante e homicida, ele controla a região da Vila Sapo, sendo bastante temido em todo o Bairro da Areinha.
Supostamente tendo 15 anos, mostrando ousadia, afrontou o aparato polícial do Maranhão, ao tocar o terror logo cedo, invadindo na manhã da ultima quinta-feira 12, a Unidade Escolar Dr. Antônio Jorge Dino, localizada no Bairro de Fátima, em frente à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). 

O acusado que é morador da Vila Sapo no Bairro da Areinha, portava arma de fogo e estava acompanhado de mais dois comparsas durante a ação criminosa. Segundo testemunhas, ele teria tocado o terror na unidade de ensino estadual e fugiu pelos fundos após a chegada da polícia ao local, mas prometendo voltar. 

Foto - Atual7.com
Recentemente, na Rua do Peixe, também no Bairro de Fátima, durante troca de tiros com elementos da facção rival por disputa no controle do tráfico de entorpecentes na região, o acusado e seu bando, na troca de tiros, acabou assassinando a adolescente Ana Paula de Sousa Soares, de 14 anos. Na confusão, outras três pessoas ficaram feridas a tiros. 

Uma semana antes, o menor teria assassinado Joedysson Reis Goulart, de 15 anos, a tiros, na mesma rua. Ele chegou a ser apreendido por homens da Polícia Militar, mas não chegou a passar um mês longe das ruas. A briga entre traficantes da Rua do Peixe e da Vila Sapo é antiga e envolve as facções criminosas do Primeiro Comando do Maranhão (PCM), que comanda a primeira, e o Bonde dos 40, que comanda a segunda.


Continue lendo aqui: São Luís - Oito pessoas baleadas e uma adolescente morta em intenso tiroteio no Bairro de Fátima. http://maranauta.blogspot.com.br/2015/04/sao-luis-oito-pessoas-baleadas-e-uma.html