sexta-feira, 15 de junho de 2018

Guerra Urbana em São Luís. Assaltantes são alvejados por homem armado dentro de ônibus na avenida Africanos.


Manhã de sexta-feira (15), bastante violenta na Ilha, logo no início da manhã tivemos um visitante que é professor da UFRJ esfaqueado na lagoa da Jansen, ainda pela manhã três suspeitos assaltaram um ônibus do transporte coletivo que faz a linha Janaína/Riot, na Avenida dos Africanos, em São Luís.

Segundo informações dos grupos de whats app, os assaltantes estavam armados e foram surpreendidos durante a tentativa de roubo, quando um dos passageiros que é comenta-se seria Policial Militar reagiu ao assalto e atirou em dois dos três suspeitos, o terceiro ao ouvir os disparos empreendeu fuga.

Mesmo com o ônibus lotado, não teve vítimas e nenhum passageiro foi atingido. “É foi pânico. Eu estava sentada mais próximo da cadeira da parte de trás porém mais próximo para cá pra frente no ônibus. Ele chegou e pediu o celular, eu dei, ai o policial que estava no ônibus atirou.” comenta uma passageira não identificada, e assustada com o ocorrido.

Ainda segundo informações os dois assaltantes que foram abatidos a tiros seriam moradores do Coroadinho, Maurício ‘O Gordo’ e Davi, como são conhecidos, ainda se encontravam no local estirados pelo chão após a tentativa de assalto, aguardando o rabecão.
Registrou-se ainda há pouco no inicio da tarde um acidente automobilístico na estrada da Maioba, com uma vítima fatal  que conduzia uma bicicleta, o condutor do veiculo atropelador fugiu do local sem prestar socorro a vítima.

Guerra Urbana. Professor referência em Geologia Física do Brasil é esfaqueado na Lagoa da Jansen em São Luís.

Foto - Prof. Antonio José, da UFRJ.

A violência não dá trégua, matéria publicada no blog do Diego Emir trás mais uma triste notícia. 
Na manhã desta sexta-feira (15), o professor Antônio José Texeira Guerra (URFJ), considerado um dos maiores geógrafos do Brasil, foi esfaqueado na Lagoa da Jansen, em São Luís, quando passeava pela área. O professor Antônio José Texeira Guerra (URFJ) veio participar de uma banca examinadora de avaliação do Professor Antônio Cordeiro Feitosa da UFMA para PROFESSOR TITULAR. 
Porém, infelizmente o geólogo que é tido como referência nacional, acabou sendo esfaqueado no tórax e no braço esquerdo. Ele encontra-se em estado grave no Socorrao I, onde está sendo submetido a uma cirurgia.

Polícia Federal lança edital para provimento de 500 vagas.

Polícia Federal lança edital para provimento de 500 vagas


Brasília/DF - A Polícia Federal lançou nesta sexta-feira (15/5) o edital de concurso público para provimento de vagas nos cargos de delegado, perito, agente, escrivão e papiloscopista. O certame será realizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), que utilizará o método Cespe de seleção.
Estão sendo disponibilizadas 500 vagas, distribuídas entre os cargos de delegado de polícia federal (150), perito criminal federal (60), escrivão de polícia federal (80), papiloscopista de polícia federal (30) e agente de polícia federal (180).
A inscrição será feita apenas via internet, no endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/pf_18, no período entre 10 horas do dia 19 de junho de 2018 e 18 horas do dia 2 de julho de 2018 (horário oficial de Brasília/DF).
O candidato poderá efetuar o pagamento da taxa de inscrição por meio de Guia de Recolhimento da União, disponibilizada na página de acompanhamento do concurso e paga em qualquer banco, bem como nas casas lotéricas e nos Correios. O pagamento da taxa de inscrição deverá ser efetuado até o dia 20 de julho de 2018.
Todas as informações a respeito do concurso estão disponíveis no site http://www.cespe.unb.br/concursos/pf_18.
 Divisão de Comunicação Social da Polícia Federal - Contato: (61) 2024-8142.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

MPF: ex-prefeito de Presidente Juscelino/MA. Rubemar Coimbra Alves é condenado por desvio de recursos públicos federais.

Rubemar Coimbra Alves

Rubemar Coimbra Alves e a ex-tesoureira do município, Lidimar Baima Alves, desviaram recursos do Fundef destinados à educação.

O Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão (MPF/MA) conseguiu na Justiça a condenação do ex-prefeito e da ex-tesoureira do Município de Presidente Juscelino (MA), Rubemar Coimbra Alves e Lidimar Baima Alves, por desvio dos recursos recebidos pelo município por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), entre os meses de julho e dezembro de 2005.
Segundo a sentença, houve movimentação financeira irregular na conta vinculada ao programa, em nome da Prefeitura. Rubemar Coimbra e Lidimar Baima realizaram saques no valor total de R$ 209,8 mil, utilizando quatorze cheques, onze deles ao portador e três em nome da Prefeitura de Presidente Juscelino.
Para o juiz da 2ª Vara Federal, "diante de todas essas irregularidades na aplicação de recursos provenientes de órgão público federal (Fundef), é evidente o desvio indevido de verbas públicas pelos denunciados Rubemar Coimbra e Lidimar Baima, visto que receberam integralmente os recursos públicos, mas não os aplicaram na finalidade a que se destinavam. Está claro que os recursos oriundos do Fundef não foram utilizados nos fins a que se destinavam, restando configurado o desvio desses valores pelo ex-chefe do executivo municipal de Presidente Juscelino, com a relevante participação da ex-tesoureira".
De acordo com o art. 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67, "apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio” é crime de responsabilidade do prefeito, sujeito, portanto, ao julgamento do Poder Judiciário.
Diante disso, a Justiça Federal determinou a aplicação da pena prevista para o delito do art. 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67. O ex-prefeito Rubemar Coimbra Alves deve cumprir quatro anos e seis meses de reclusão, já a ex-tesoureira Lidimar Baina Alves teve a pena de cinco anos e quatro meses de reclusão estabelecida. Ambos têm o regime inicial de cumprimento de pena semiaberto.
O número do processo para consulta na Justiça Federal é 37467-54.2010.4.01.3700.
Assessoria de Comunicação - Procuradoria da República do Maranhão Tel: (98) 3213-7100 - E-mail: prma-ascom@mpf.mp.br - Twitter: @MPF_MA.

terça-feira, 12 de junho de 2018

MPF/MA garante regularização dos serviços de saúde em Alcântara.

O Município deverá adotar os instrumentos legais do SUS e melhorar a infraestrutura nas unidades de saúde, já União terá o dever de fiscalizar o cumprimento das recomendações.

Fonte: PFDC/MPF
Fonte: PFDC/MPF.
Após ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), a Justiça Federal determinou que o Município de Alcântara (MA) e a União a regularizarem e fiscalizarem, respectivamente, os serviços de saúde no Município, por conta da falta de infraestrutura das unidades de saúde e da ausência dos instrumentos legais do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com os relatórios do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus), da Superintendência Estadual de Vigilância Sanitária (Suvisa) e do MPF/MA, foram constatadas várias irregularidades, entre elas: questões de infraestrutura dos serviços de saúde em relação a limpeza, esterilização ou abastecimento de materiais de trabalho; a omissão na elaboração dos Planos Municipais de Saúde, das Programações Anuais de Saúde e dos Relatórios Anuais de Gestão; a ausência da transparência orçamentária, da publicidade de seus atos; e a não comprovação das despesas da secretaria de saúde.
Diante disso, a Justiça Federal determinou que o Município de Alcântara deverá adotar todas as providências necessárias para corrigir as irregularidades apuradas, no prazo de 60 dias, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00. A União deve promover fiscalização tanto dos recursos repassados, quanto do cumprimento integral dos deveres do Município de Alcântara que, por sua vez, ainda pode recorrer da decisão.
 Assessoria de Comunicação - Procuradoria da República do Maranhão - Tel: (98) 3213-7100 - E-mail: prma-ascom@mpf.mp.br - Twitter: @MPF_MA.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Temer corta bolsas de estudo de indígenas e quilombolas.

Política possibilitou acesso de quase 18 mil estudantes indígenas e quilombolas às universidades.
Juliana Gonçalves, via Brasil de Fato em 7/6/2018.


Criado em 2013 pelo governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), o Programa de Bolsa Permanência (PBP) está ameaçado desde o início de 2018. As bolsas concedidas pelo programa visam garantir condições estruturais para que indígenas e quilombolas frequentem a universidade.
Desde sua criação, o programa garantiu o acesso à educação para mais de 18 mil estudantes de aldeias e quilombos, por meio de auxílio no valor de R$900 para custear moradia e transporte.
Agora, com os cortes já sendo realizados pelo governo federal, lideranças indígenas calculam que entre 2.500 e 5.000 estudantes que já cursam universidades federais poderão ser prejudicados. Além disso, o Ministério da Educação informou ao jornal Folha de S.Paulo que pretende disponibilizar apenas 800 novas bolsas para todo o Brasil.
Cleber Buzatto, secretário executivo do Conselho Indígena Missionário (Cimi), contou que o governo pediu que os próprios indígenas e quilombolas definissem quem seriam os beneficiários das bolsas. Os grupos se negaram a fazer essa escolha, já que a demanda é bem maior.
“Pelos levantamentos feitos pelos povos, a demanda seria entre 4 e 5 mil bolsas”, diz. Estudantes e entidades quilombolas e indígenas estão se articulando para pressionar o governo. “Com esse corte haverá uma desistência drástica, porque esses estudantes não têm condição de permanecer nas universidades sem esse devido apoio”, completa Buzatto.
Dinamam Tuxá, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), enxerga os cortes como mais um gesto do governo federal que causa o enfraquecimento do povo indígena e desmontes em outras áreas como saúde, moradia e acesso à terra. “Essa política de corte perpassa não só as questões orçamentárias, mas também a política genocida que o estado brasileiro vem adotando nos últimos anos”, lamenta.

Uma grande mobilização está sendo articulada em Brasília/DF entre os dias 18 e 22 de junho para cobrar a permanência das bolsas de estudo. Além disso, segundo Dinamam, os movimentos vão procurar medidas jurídicas para pressionar o governo.

Governo Temer elabora proposta via MEC que visa a implantação de um novo modelo educacional que em vez de incluir, segrega.

Via PT na Câmara em 8/6/2018
Em mais uma investida antidemocrática, o governo ilegítimo de Michel Temer está empenhado em promover um retrocesso sem precedentes na educação brasileira. Desta vez, o alvo é toda a política de educação especial que foi elaborada sob um entendimento inclusivo e que, nos últimos dez anos, permitiu ao Brasil – a partir de iniciativas dos governos Lula e Dilma – romper paradigmas nessa área e avançar, enormemente, em muitos resultados.
Sob o pretexto de “atualizar” a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI), em vigor desde 2008, o Ministério da Educação (MEC) põe em xeque um modelo de vanguarda que garantiu o acesso de alunos e alunas com deficiência ao ensino regular comum e, de forma concomitante, ao atendimento educacional especializado.
Agora, toda essa política pode sofrer um revés a partir de uma proposta que indica a retomada de um modelo excludente: em vez de incluir, vai segregar. “Não se trata de uma atualização, se trata de uma mudança profunda com relação à concepção de educação especial e de sistema educacional inclusivo, apontando para um grande retrocesso”, explica Claudia Dutra, que foi secretária de Educação Especial do Ministério da Educação, entre 2003 e 2013.
Uma das críticas feitas por acadêmicos e por representantes de entidades que lidam com educação especial é o fato de o governo Temer – além de não dar transparência às mudanças que pretende fazer – elaborar sua proposta sem ampla participação e sem o necessário debate democrático entre as partes interessadas. Tudo o que se sabe dessa ideia de “reforma” foi apresentado em meados de abril, durante reunião organizada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC, em Brasília.
De forma contrária a esse tipo de construção, a política inaugurada em 2008 nasceu de um movimento diverso e participativo, com a contribuição de pesquisadores, educadores, pessoas com deficiência, familiares, entidades, operadores do direito e ativistas de movimentos pró-inclusão. “O que acontece agora é um procedimento equivocado, sem ampla participação”, critica Claudia Dutra, que atuou diretamente na elaboração e na implementação da PNEEPEI.
O que existe de mais avançado na política atualmente em vigor é que ela conseguiu superar o modelo educacional anteriormente implementado no Brasil, que se baseava, sobretudo, na oferta de vagas em classes ou escolas especiais. A superação dessa fórmula ocorreu a partir de um novo entendimento, segundo o qual a educação especial deveria ser oferecida como algo complementar ou suplementar ao ensino comum, e não em sua substituição.
Para dimensionar o impacto dessa política, basta olhar para o índice de acesso inclusivo, que era de apenas 24%, em 2003, e passou para 81% em 2016 – um salto que só foi possível graças à implementação da PNEEPEI. “O que existiu nos últimos anos foi uma verdadeira revolução em termos de investimento público para que a inclusão ocorresse. Não podemos perder esse processo de implantação e retroceder a um modelo anterior”, alerta Claudia Dutra.
Desarticulação – Por trás da suposta necessidade de atualização apontada pelo governo Temer, o que está em curso é, na verdade, uma tentativa de desmonte dessa política. Essa avaliação é referendada em análise produzida pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferença (Leped) da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE/Unicamp), em parceria com outras instituições.
No documento em que consta essa análise, há uma reação clara contra essa desarticulação: “Precisamos, urgentemente, nos conscientizar de que os tempos de mudança não podem ser obstados por cortes abruptos, como o proposto contra a PNEEPEI. É preciso agir com inteligência e muito respeito ao que vivemos hoje, seja em relação aos grandes avanços ou em relação aos desafios trazidos pela inovação da PNEEPEI”.
Entre os avanços dessa política, vale ressaltar que ela, além de garantir o apoio técnico e financeiro aos sistemas de ensino, assegurou a implantação de 42 mil Salas de Recursos Multifuncionais para a realização do atendimento educacional especializado nas escolas regulares. Também destinou recursos para projetos de acessibilidade em 57 mil escolas públicas, além da aquisição e entrega de 1.874 ônibus para o transporte escolar acessível.
Permitiu ainda a implementação de programas de formação continuada de professores, atendendo a cerca de 100 mil educadores. Ainda como exemplo de inovação, mudou a lógica do financiamento, instituindo um duplo aporte de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Isso garantiu valores adicionais para o atendimento educacional especializado dos estudantes matriculados em escolas regulares.
Contra tudo isso, há evidências hoje de que o MEC cessou os recursos para os sistemas de ensino em termos de acessibilidade, de formação de professores e, especialmente, de implantação das salas de recursos. Tudo isso sob a alegação de que essa política precisa ser avaliada. “O MEC, nesses últimos dois anos, não deu sequência à implantação de salas de recursos. Não será cessando qualquer tipo de apoio aos sistemas de ensino que a política vai melhorar”, alerta Claudia Dutra.
Embora concorde que haja necessidade constante de avaliação, ela defende que esse monitoramento seja seguido de permanente apoio para aprimorar recursos e avançar na implementação da política de inclusão, justamente para evitar retrocessos. “Praticamente dobramos a matrícula de pessoas com deficiência nesse período. De cerca de 504 mil matrículas, passamos a ter, segundo o último Censo Escolar, mais de 1 milhão de matrículas na educação especial”, comemora.
Amparo legal – É tudo isso que pode ser jogado fora agora com uma proposta excludente do MEC que não encontra respaldo legal. É o que argumenta a advogada Claudia Grabois, vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Educacional (Abrade), seccional RJ, e ex-presidente da Federação Nacional das Associações de Síndrome de Down.
“Não há nenhuma justificativa para tirar esses estudantes de uma classe comum. As famílias querem educação inclusiva. O que se pretende com essa proposta é direcionar alunos para outra coisa que não existe, porque uma classe substitutiva não seria modalidade, porque não está prevista. O que está previsto na lei é um sistema inclusivo”, explica.
A advogada lembra que a atual Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva foi construída segundo resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), que, em 13 de dezembro de 2006, estabeleceu a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência. O objetivo de tal convenção é “proteger e garantir o total e igual acesso a todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência, e promover o respeito à sua dignidade”.
Foi a partir dessa convenção, ratificada posteriormente pelo Brasil com status de emenda constitucional, que o MEC, à época, elaborou sua política de educação especial na perspectiva inclusiva. “É a única convenção internacional que foi ratificada pelo Brasil com esse peso e trata justamente dos direitos das pessoas com deficiência”, ressalta Claudia Grabois.
Ou seja, a partir desse marco internacional, o que está previsto na área da educação para os Estados-parte que ratificaram a convenção é estruturar sistemas inclusivos. “Quando a nossa política foi feita, em 2008, o Brasil só era um país signatário, mas naquele mesmo ano ratificou [a convenção] pelo Decreto Legislativo 186/8 e, no ano seguinte, pelo Decreto Executivo 6949/9”, explica.
Mais adiante, em 2015, o Brasil deu um novo reforço a esse entendimento com a publicação da Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/15), que também está adequada à convenção da ONU. Todo esse arcabouço legal trabalha um conceito novo de deficiência, não mais encarada como resultado exclusivo de uma condição física, sensorial ou intelectual da pessoa, mas como resultado das barreiras interpostas a ela.
Em função desse entendimento, Claudia Grabois explica que desarticular a política atualmente em curso no Brasil seria também retroceder nesse entendimento, visto que a educação inclusiva está colocada como meio para romper essas barreiras. “Por isso, a equiparação de direitos e igualdade de condições. E isso se consegue com recursos, com investimento, com inclusão. Não com restrição de direitos. Esse conceito – repetido em 2015 – é mais um motivo para que não haja nenhuma mudança naquilo que vinha funcionando”, defende.