segunda-feira, 16 de abril de 2012

CPMI do Cachoeira. Coincidências sobre a gravação de empresário.

por Luiz Carlos Azenha

Ao relatar  o vazamento de um aúdio na internet, hoje, a Folha de S. Paulo entregou de leve o funcionamento do esquema que envolvia o senador agora sem partido Demóstenes Torres.

Disse a Folha, aqui:
Em conversa gravada, em dezembro de 2009, o dono da Delta Construções S/A, Fernando Cavendish, afirma que é possível ganhar contratos com o poder público subornando políticos. A Delta já recebeu mais de R$ 3,6 bilhões em verbas federais desde 2003 e está no centro das investigações da Polícia Federal envolvendo Carlos Cachoeira, preso pela Operação Monte Carlo por envolvimento em jogo ilegal. A PF chega a descrever Cachoeira como um sócio oculto da Delta, o que a empresa nega.
“Se eu botar 30 milhões [de reais] na mão de político, eu sou convidado pra coisa pra caralho. Se eu botasse dez pau que seja na mão dele… Dez pau? Ah… Não é que seja um monte de dinheiro não, mas eu ia ganhar negócio. Ô…”, diz Cavendish, que não se refere a um caso específico. “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado. ‘Ô senador fulano de tal, tá aqui. Se convidar, eu boto o dinheiro na tua mão’”, continua o empresário.
A revista “Veja” já havia publicado trechos dessa conversa, em maio passado, sem divulgar o áudio da conversa.
Explicando. Em maio de 2011, a revista publicou reportagem acusando o ex-ministro José Dirceu de fazer lobby para a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish. Seria a explicação para a Delta, de um empresário próximo do governador do Rio, Sergio Cabral, ter ganho tantas licitações em todo o Brasil. Dirceu diz que recebeu R$ 20 mil da Delta como consultor, mas nega se tratar de tráfico de influência (explicação dada por ele em seu blog).

Chama a atenção a frase final da reportagem de Veja:
A compra da Sigma pela Delta, como foi dito, é motivo de uma intensa disputa judicial. Graças a essa contenda é que veio à tona a confirmação de que o consultor José Dirceu age como um intermediário de oportunidades dentro do governo. Ela mostra também o perfil de cliente que busca esse tipo de serviço. Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’.

Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na sua mão!”. Subornar pessoas com poder de decisão no governo é crime de corrupção ativa. Todo mundo sabe que isso ocorre a toda hora. Mas ouvir a confirmação da boca de um grande empresário do país, mesmo se for só bravata, é assustador.
Não há dúvida que Cavendish disse o que disse. Foi gravado. Ao ler a revista, ele deve ter se dado conta disso. Ou seja, sabe-se lá o que passou pela cabeça do dono da Delta, então. Existiriam novas gravações?
O curioso é a repercussão do fato.

Demóstenes Torres. Deu no Globo:
O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), vai procurar o PSDB e o PPS para, numa ação conjunta da oposição, apresentarem requerimento de convite aos empresários. Para Demóstenes, caberia requerimento à Comissão de Constituição e Justiça ou à de Fiscalização e Controle.
A novidade? É que hoje sabemos que a gravação, tudo indica, é originária do esquema do Cachoeira, já que coincidentemente foi divulgada com acusações contra o dono da Delta, apesar de não fazer parte da Operação Monte Carlo, no momento em que são coletadas as assinaturas para instalar a CPI.

É uma forma de colocar gente para trabalhar os telefones e tentar convencer deputados e senadores a não assinar os requerimentos para a criação da CPI. Especialmente se Cavendish doou dinheiro para campanhas eleitorais ou colocou em prática o que disse que poderia fazer, na gravação.

O esquema de Cachoeira grava, Veja expõe e Demóstenes pede explicações. Cavendish fica refém.

O áudio vaza justamente no dia em que estão sendo recolhidas assinaturas para a CPI e merece destaque da Folha.

O Brasil não é para amadores.

Definitivamente, não vai faltar assunto para esta CPMI.

FONTE: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/coincidencias-sobre-a-gravacao-de-empresario.html

José Sarney recebe visita de Lula no hospital.

Encontro durou cerca de vinte minutos; Sarney deixou UTI, mas deve ficar internado até o final da semana

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-04-16/jose-sarney-recebe-visita-de-lula-no-hospital.html

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta segunda-feira o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que se recupera após ter sido submetido a uma cirurgia no hospítal Sírio-Libanês, em São paulo.


Segundo informações do Instituto Lula, a visita, que começou por volta das 13h30, durou cerca de 20 minutos. O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), também estiveram no hospital.


Presidente do Senado, José Sarney, recebe a visita do ex-presidente Lula.
Sarney foi internado na tarde de sábado com dores e foi submetido a um cateterismo na madrugada de domingo. Durante o procedimento, foi encontrada uma obstrução importante em uma artéria. Com isso, foi realizada uma angioplastia para a colocação de um stent.

De acordo com o blog do Senado, Sarney deixou a UTI no início da tarde desta segunda-feira, mas deverá ficar internado.

 
Ele foi tratado pela equipe médica e pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, médico responsável pelo tratamento contra o câncer pelos quais passaram a presidenta Dilma Rousseff e Lula.

O ex-presidente foi ao Sírio-Libanês para uma sessão de fonoaudiologia, que faz parte do tratamento para normalizar sua voz e deglutição após a remissão completa do câncer na laringe.

Foi divulgado também nesta segunda-feira um vídeo de Lula agradecendo a equipe de fonoaudiólogos responsáveis por seu tratamento em razão do Dia Mundial da Voz.

Com Agência Senado

FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-04-16/jose-sarney-recebe-visita-de-lula-no-hospital.html 

Paulo Freire é declarado o patrono da educação brasileira, através da Lei nº 12.612 de 13 de abril de 2012.

O educador e filósofo pernambucano Paulo Freire (1921-1997) passa a ser reconhecido como patrono da educação brasileira. É o que estabelece a Lei nº 12.612, do dia 13 último. Freire dedicou grande parte de sua vida à alfabetização e à educação da população pobre.

Oriundo de uma família de classe média, Freire conviveu com a pobreza e a fome na infância, durante a depressão de 1929. A experiência o ajudou a pensar nos pobres e o levou, mais tarde, a elaborar seu revolucionário método de ensino. Em 1943, chegou à Faculdade de Direito da Universidade de Recife, hoje Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Durante o curso, teve contato com conteúdos de filosofia da educação. Ao optar por lecionar língua portuguesa, deixou de lado a profissão de advogado. Em 1946, assumiu a direção do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social de Pernambuco, onde passou a trabalhar com pobres analfabetos.

Em 1961, como diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade de Recife, montou uma equipe para alfabetizar 300 cortadores de cana em 45 dias. As experiências bem-sucedidas com alfabetização foram reconhecidas em 1964 pelo governo de João Goulart, que aprovou a multiplicação das experiências no Plano Nacional de Alfabetização. No entanto, poucos meses após a implantação, o plano foi vetado pelos militares, que assumiram o governo. Freire foi preso e expulso do país. Em 16 anos de exílio, passou por Chile, Suíça, Estados Unidos e Inglaterra e difundiu sua metodologia de ensino em países africanos de colonização portuguesa, como Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Em sua obra mais conhecida, A Pedagogia do Oprimido, o educador propõe um novo modelo de ensino, com uma dinâmica menos vertical entre professores e alunos e a sociedade na qual se inserem. O livro foi traduzido em mais de 40 idiomas.

Visão — Para a diretora de currículos e educação integral do Ministério da Educação, Jaqueline Moll, o Brasil presta uma homenagem a Paulo Freire por sua obra pela educação brasileira. “Paulo Freire é a figura de maior destaque na educação brasileira contemporânea, pelo olhar novo que ele constrói sobre o processo educativo”, afirma. “Ele tem ajudado muitos países no mundo a repensar a visão vertical que temos nas salas de aula, de um professor que sabe tudo e do estudante que é uma tábula rasa e nada sabe.”

“Uma homenagem mais que justa”, comemora Leocádia Inês Schoeffen, secretária municipal de Educação de São Leopoldo (RS), cidade a 50 km de Porto Alegre. Todas as 35 escolas públicas do município já aderiram ao Programa Mais Educação, que amplia a jornada diária para o mínimo de sete horas. “O Mais Educação, do ponto de vista da educação popular, não é restrito ao ambiente escolar, mas articula-se com a comunidade. Assim, há afinidade grande desse programa com o que o Paulo Freire defendia, que é fazer a leitura do mundo e a inserção do educando no seu meio, capacitando-o para que seja agente do seu momento histórico”, diz.

Reconhecido internacionalmente, Paulo Freire recebeu inúmeros títulos e importantes premiações. No portal Domínio Público, do MEC, pode-se baixar gratuitamente o livro Paulo Freire, de Celso de Rui Beisiegel, uma coletânea de análises de seus textos mais importantes.

A Lei nº 12.612, de 13 de abril de 2012 foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 16. (texto integral abaixo).

Diego Rocha
Ouça os comentários da diretora de currículos e educação integral do MEC, Jaqueline Moll, sobre o educador Paulo Freire. Saiu na publicação do Diario Oficial da União que circula hoje a Lei Federal nº 12.612 que declara Paulo Freire como Patrono da Educação Brasileira.

Segue abaixo o texto integral da referida Lei.

                             LEI Nº 12.612, DE 13 DE ABRIL DE 2012.



Declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.


A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:



Art. 1o  O educador Paulo Freire é declarado Patrono da Educação Brasileira. 


Art. 2o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 

Brasília, 13 de abril de 2012; 191o da Independência e 124o da República. 



                                        DILMA ROUSSEFF


                                      Aloizio Mercadante



                    Este texto não substitui o publicado no DOU de 16.4.2012

FONTE: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17681:paulo-freire-e-declarado-o-patrono-da-educacao-brasileira&catid=222

Por que a Revista Veja é contra a CPMI do Cachoeira?

Deputado Marco Maia.

Marco Maia responde à reportagem desta semana em que a publicação acusa o PT de armar uma cortina de fumaça para ofuscar o mensalão; mais: ele promete um capítulo dedicado às relações de Cachoeira com a mídia e lembra o caso Murdoch

16 de Abril de 2012 às 07:14
 
247 - Agora é guerra. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, soltou uma nota contestando a reportagem de capa da revista Veja deste fim de semana, que acusa o PT de armar uma cortina de fumaça, com a CPI do caso Cachoeira, para abafar o escândalo do mensalão. 

Num texto duro, Maia garante que haverá uma investigação sobre as relações de jornalistas com grupos clandestinos de espionagem e lembrou o caso do News of the World, que fechou as portas após a descoberta de que publicava grampos ilícitos.

Leia, abaixo, a nota de Marco Maia (PT/RS):

Resposta de Marco Maia, Presidente da Câmara dos Deputados à Veja.

Por que a Veja é contra a CPMI do Cachoeira?
Tendo em vista a publicação, na edição desta semana, de mais uma matéria opinativa por parte da revista Veja do Grupo Abril, desferindo um novo ataque desrespeitoso e grosseiro contra minha pessoa, sinto-me no dever de prestar os esclarecimentos a seguir em respeito aos cidadãos brasileiros, em especial aos leitores da referida revista e aos meus eleitores:

- a decisão de instalação de uma CPMI, reunindo Senado e Câmara Federal, resultou do entendimento quase unânime por parte do conjunto de partidos políticos com representação no Congresso Nacional sobre a necessidade de investigar as denúncias que se tornaram públicas, envolvendo as relações entre o contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira com integrantes dos setores público e privado, entre eles a imprensa;

- não é verdadeira, portanto, a tese que a referida matéria tenta construir (de forma arrogante e totalitária) de que esta CPMI seja um ato que vise tão somente confundir a opinião pública no momento em que o judiciário prepara-se para julgar as responsabilidades de diversos políticos citados no processo conhecido como "Mensalão";

- também não é verdadeira a tese, que a revista Veja tenta construir (também de forma totalitária), de que esta CPMI tem como um dos objetivos realizar uma caça a jornalistas que tenham realizado denúncias contra este ou aquele partido ou pessoa. Mas posso assegurar que haverá, sim, investigações sobre as graves denúncias de que o contraventor Carlinhos Cachoeira abastecia jornalistas e veículos de imprensa com informações obtidas a partir de um esquema clandestino de arapongagem;

- vale lembrar que, há pouco tempo, um importante jornal inglês foi obrigado a fechar as portas por denúncias menos graves do que estas. Isto sem falar na defesa que a matéria da Veja faz da cartilha fascista de que os fins justificam os meios ao defender o uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos;

- afinal, por que a revista Veja é tão crítica em relação à instalação desta CPMI? Por que a Veja ataca esta CPMI? Por que a Veja, há duas semanas, não publicou uma linha sequer sobre as denúncias que envolviam até então somente o senador Demóstenes Torres, quando todos (destaco "todos") os demais veículos da imprensa buscavam desvendar as denúncias? Por que não investigar possíveis desvios de conduta da imprensa? Vai mal a Veja!;

- o que mais surpreende é o fato de que, em nenhum momento nas minhas declarações durante a última semana, falei especificamente sobre a revista, apontei envolvidos, ou mesmo emiti juízo de valor sobre o que é certo ou errado no comportamento da imprensa ou de qualquer envolvido no esquema. Ao contrário, apenas afirmei a necessidade de investigar tudo o que diz respeito às relações criminosas apontadas pelas Operações Monte Carlo e Vegas;

- não é a primeira vez que a revista Veja realiza matérias, aparentemente jornalísticas, mas com cunho opinativo, exagerando nos adjetivos a mim, sem sequer, como manda qualquer manual de jornalismo, ouvir as partes, o que não aconteceu em relação à minha pessoa (confesso que não entendo o porquê), demonstrando o emprego de métodos pouco jornalísticos, o que não colabora com a consolidação da democracia que tanto depende do uso responsável da liberdade de imprensa.

Dep. Marco Maia,

Presidente da Câmara dos Deputados

Em 15 de abril de 2012

FONTE:http://brasil247.com/pt/247/poder/54052/Presidente-da-Camara-declara-guerra-a-Veja.htm

domingo, 15 de abril de 2012

Washington Luiz é o Candidato do PT a Prefeito de São Luís.

Washington é carregado após a vitória. Foto: José Queiroz Neto .
O vice-governador do Maranhão Washington Luiz venceu a disputa com o deputado Bira do Pindaré e será o candidato do PT à Prefeitura de São Luís. 

Washington teve 123 votos contra apenas 97 de Bira.  

A eleição terminou por volta das 20h depois de um dia inteiro de discussão.

Logo após a confirmação da vitória, o vice-governador recebeu uma ligação do ex-ministro José Dirceu que o parabenizou pelo desempenho. 

Bira deixou o Sesc do olho d’Água sem falar com a imprensa. 

Já Washington declarou que a vitória não era dele, mas do PT. Daqui a pouco mais informações e todos os bastidores da disputa.

Fonte:http://www.blogdodecio.com.br/2012/04/15/washington-derrota-bira-e-e-o-candidato-do-pt/#comments

Presidente Dilma lamenta morte do antropólogo Gilberto Velho.

A presidente Dilma Rousseff divulgou nota neste domingo em que destaca a contribuição fundamental de Gilberto Velho, 66, morto no sábado, e se solidariza com os parentes e amigos do antropólogo. 

O antropólogo, que era professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e decano do Departamento de Antropologia do Museu Nacional, trabalhou normalmente até sexta-feira. Velho, que não tinha filhos, morreu no sábado quando dormia em seu apartamento em Ipanema, zona sul do Rio. Há a suspeita de que a causa da morte tenha sido um AVC. 

Na nota, a presidente afirma que ele "deixa uma lacuna no trabalho coletivo de se pensar o nosso país". 

"A triste perda do antropólogo Gilberto Velho deixa uma lacuna no trabalho coletivo de se pensar o nosso país. Suas pesquisas enriqueceram as ciências sociais e deram contribuição fundamental para o entendimento do Brasil contemporâneo", afirma trecho do texto. 

CREMAÇÃO
O corpo do antropólogo Gilberto Velho, morto no sábado, está sendo velado desde às 10h deste domingo no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio. A cerimônia deve ser encerrada logo mais, às 15h. 

Seguindo um desejo pessoal do antropólogo, seu corpo será cremado na segunda-feira. 

Amigos e parentes lotam a capela 3 do cemitério e os corredores contíguos à sala. A maior parte das pessoas presentes é ligada à academia e às ciências sociais; alguns ex-orientandos de Velho.



Gilberto Velho, decano do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ, morreu nesta madrugada
Gilberto Velho, morreu no sábado. Folhapress.
Velho nasceu em 15 de maio de 1945, no Rio de Janeiro. Ele era membro titular da Academia Brasileira de Ciências desde 2000. 

Doutor em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo (USP), Gilberto Velho era o decano do Departamento de Antropologia do Museu Nacional/UFRJ. Seu olhar sempre se voltou para temas da antropologia urbana e da sociedade. 

Em um de seus últimos textos, publicado no blog que mantinha, Velho discorre sobre a eficácia das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) no combate à violência no Rio. 

"Até que ponto a presença das tropas pacificadoras, policiais e/ou das Forças Armadas, susta a violência? Certamente contém as suas manifestações mais evidentes, mas não tem condições de ir mais fundo, no enfrentamento de suas raízes. Só um projeto contínuo envolvendo, sobretudo, educação e trabalho, teria um potencial de, a longo prazo, superar a atração da criminalidade. Pois esta, não nos iludamos, é um modo de vida associado a aspirações, desejos e ambições, que correspondem a novos perfis e trajetórias sociais", escreveu. 

Gilberto Velho formou-se em Ciências Sociais em 1968 na Universidade Federal do Rio de Janeiro e fez seu mestrado em Antropologia Social no Museu Nacional, instituição ligada à UFRJ. 

Em 1971 fez um curso de especialização em Antropologia Urbana e Sociedades Complexas no Departamento de Antropologia da Universidade do Texas, em Austin. É autor de diversos livros, entre eles "Nobres & Anjos: um estudo de tóxicos e hierarquia" (1998) e "Mudança, Crise e Violência: política e cultura no Brasil contemporâneo" (2002). 

FONTE:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1076441-dilma-lamenta-morte-do-antropologo-gilberto-velho.shtml

Prostíbulos fechados por Kassab voltam repaginados em SP.

Em São Paulo, pelos menos cinco casas conseguem licença para funcionar. Os novos espaços contam com uma área para churrasco ao ar livre, bangalô com saquê e até show com astro sertanejo compõem a programação das casas. 
 
A informação é da reportagem de Giba Bergamim Jr. e Simon Ducroquet publicada na edição deste domingo da Folha. A reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha

Após revista minuciosa de seguranças, clientes passam pela porta giratória e se deparam com um salão com pé direito alto e decoração sofisticada. Mulheres lançam olhares e sorrisos discretos. 

O som eletrônico aliado ao ambiente luxuoso deixa a casa semelhante a qualquer danceteria badalada. Mas trata-se de um espaço exclusivo para garotas de programa. Preço por uma hora: R$ 500. 

O cenário é o Scandallo Lounge, frequentado por cerca de 400 garotas, no Ipiranga (zona sul paulistana), uma das duas visitadas pela reportagem na semana passada. 

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1076379-prostibulos-fechados-por-kassab-voltam-repaginados-em-sp.shtml

Russia. Cientistas não podem aproximar-se a OVNI em Irkutsk

Cientistas não podem aproximar-se a OVNI em Irkutsk
Foto: EPA




No verão de 2012 os astrónomos russos planejam organizar uma expedição ao objeto espacial não identificado, que caiu na noite da sexta-feira no norte da região de Irkutsk.

Anteriormente, os testemunhas relataram que observaram um objeto luminoso cadente perto da aldeia de Vitimski, no norte da região. 

Para buscar o objeto mandaram um grupo expedito, mas por causa de uma forte tempestade de neve ele foi forçado a voltar-se.

Presentemente, o local da queda pode ser observado apenas de helicóptero, devido a níveis de neve de um e meio metros, motoneves não conseguem aproximar-se lá.

É notável que várias mídias foram rápidas em ligar este acontecimento com o lançamento mal sucedido do foguete norte-coreano.

FONTE:http://portuguese.ruvr.ru/2012_04_14/OVNI-Irkutsk-meteorito/

Jogo do bicho se sofistica e amplia atuação


PF identifica que grandes contraventores controlam jogo em outros estados - Antonio Werneck.

Relatórios em poder da Polícia Federal mapeando as ações de algumas quadrilhas ligadas ao jogo ilegal no país revelam que contraventores aparentemente de pouca expressão se movimentam quase sempre associados a grandes bicheiros brasileiros.

As investigações mostram que o país foi fatiado pelas quadrilhas de contraventores. No Centro-Oeste, por exemplo, o principal nome é o de Carlinhos Cachoeira - cuja quadrilha teve métodos de atuação revelados em detalhes pela operação Monte Carlo. De Goiás, o bicheiro controlava também o jogo ilegal em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Outro grupo de contraventores com atuação interestadual é bem conhecido dos cariocas. São os decanos do bicho: Aniz Abrahão David, o Anísio, patrono da Beija-Flor; Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães; Antônio Petrus Kalil, o Turcão, e Luiz Pacheco Drummond, o Luizinho Drummond, presidente de honra da Imperatriz Leopoldinense.

Do Rio, eles controlam as apostas na regiões Norte (principalmente Manaus e Belém), Nordeste (Salvador, Fortaleza e Recife) e Sudeste (Minas, Espírito Santo e Rio).

Completa a lista até agora identificada pelas autoridades policiais o bicheiro paulista Ivo Noal, que ainda é quem manda em São Paulo e Santa Catarina. Ele é apontado em diversas investigações como o capo da jogatina no mais rico estado brasileiro.

Conexões com mafiosos de outros países - Usando velhos métodos mafiosos - infiltração e cooptação de autoridades públicas - os bicheiros também estão apostando em sofisticação. No Sudeste, no Norte e no Sul, policiais federais já encontraram indícios suficientes de conexões ligando contraventores brasileiros aos mafiosos israelenses, russos e espanhóis.

Na base dos novos negócios, equipamentos eletrônicos modernos, capazes de permitir ao bicheiro que ele tenha, on-line, condições de aferir instantaneamente o lucro de cada uma de suas máquinas caça-níqueis. Também teriam selado acordos para novos métodos de lavagem de dinheiro, como o investimento em pedras preciosas e importação de carros de luxo.


Um bom exemplo de como o país tem sofrido com a ação de mafiosos brasileiros que lotearam o território nacional para explorar os jogos ilegais foi verificado pela Polícia Federal na turística cidade de Caxias do Sul, famosa pelos vinhos e pelas noites geladas e a cerca de 120 quilômetros de Porto Alegre.


Depois de experimentar nos últimos anos um grande crescimento econômico - o município passou a ser um dos mais ricos do Rio Grande do Sul -, os cerca de 500 mil habitantes de Caxias do Sul perderam o sossego com a invasão de máquinas caça-níqueis levadas para a região por um grupo do Rio, conhecido como "Os cariocas".


O delegado federal Noerci da Silva Mello, chefe da Delegacia da PF de Caxias do Sul, explicou que as máquinas caça-níqueis começaram a chegar ao comércio da serra gaúcha em 2005 no rastro da repressão nacional aos bingos.


Pelo menos quatro fábricas de máquinas passaram a operar na região. Com as maquininhas vieram também as disputas de território e dezenas de assassinatos, influindo nos índices de violência da região.


Em 2007, Noerci comandou a Operação "Oitava Praga" levando à prisão 51 pessoas divididas em seis organizações criminosas. Segundo o delegado, o grupo faturava cerca de R$ 2 milhões por dia e era especializado na fabricação e distribuição de máquinas caça-níqueis em toda a região sul do país.


Um ano depois da deflagração da operação, os policiais federais conseguiram rastrear os bens da quadrilha, e a Justiça decretou o sequestro de 75 veículos, cerca de um milhão de reais em dinheiro movimentado em várias contas bancárias. Setenta e duas pessoas foram indiciadas, entre elas, 12 policiais civis, dois militares e um policial federal aposentado.


- Apesar da operação, notamos que o grupo do Rio voltou a atuar na região Sul, principalmente na Serra Gaúcha - informou o delegado.


FONTE:http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha

sábado, 14 de abril de 2012

Os EUA teriam treinado grupo responsável por ataques terroristas no Irã.

O premiado jornalista Seymour Hersh desvenda programa de treinamento de um grupo terrorista iraniano em Nevada, nos EUA. 

O grupo pode ter sido o responsável pelos assassinatos de cientistas. 

Por Seymour Hersh

Tradução de Idelber Avelar.

Visto do ar, o terreno de Segurança Nacional do Departamento de Energia de Nevada, com seus planaltos áridos e remotos picos de montanha, se parece com o noroeste do Irã. O lugar, a aproximadamente 105 km a noroeste de Las Vegas, já foi um dia usado para testes nucleares, e agora inclui uma sede de treinamento de contra-inteligência e um aeroporto particular capaz de receber Boeings 737. É uma área restrita e inóspita – em certas partes, os curiosos recebem a advertência de que a segurança do local está autorizada a usar força letal, se necessário, contra intrusos.

Foi aqui que o Comando de Operações Especiais Conjuntas (JSOC) conduziu treinamento, a partir de 2005, para membros do Mujahideen-e-Khalq, um grupo dissidente da oposição iraniana conhecido no Ocidente como MEK. O MEK começou como grupo estudantil marxista-islamista e, nos anos 70, esteve ligado ao assassinato de seis cidadãos dos EUA. 

Eles foram, inicialmente, parte da ampla revolução que levou à derrubada do Xá do Irã em 1979. Mas, dentro de poucos anos, o grupo já estava livrando uma sangrenta guerra interna contra os clérigos dominantes e, em 1997, foi listado como organização terrorista estrangeira pelo Departamento de Estado. 

Em 2002, o MEK conseguiu alguma credibilidade internacional ao revelar ao público – corretamente – que o Irã havia começado a enriquecer urânio num local subterrâneo secreto.  Mohamed Al Baradei, que na época era diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica, a agência de monitoramento da ONU, me disse depois que ele tinha sido informado de que o dado havia sido passado pelo Mossad. 

Os laços do MEK com os órgãos de inteligência ocidentais se aprofundaram depois da queda do regime iraquiano em 2003, e o JSOC começou a operar dentro do Irã, num esforço de dar substância aos medos do governo Bush de que o Irã estava construindo a bomba em um ou mais locais subterrâneos desconhecidos. 

Secretamente, começou-se a enviar financiamento a uma série de organizações dissidentes, para a coleta de inteligência e, em última instância, para atividades terroristas anti-regime. 

Direta ou indiretamente, o MEK acabou tendo acesso a recursos como armas e inteligência. Algumas atividades secretas apoiadas pelos EUA continuam acontecendo no Irã hoje, de acordo com oficiais de inteligência e consultores militares passados e presentes.

Apesar dos laços crescentes e de um esforço de lobby intenso organizado por seus apoiadores, o MEK continua na lista de organizações terroristas estrangeiras do Departamento de Estado – o que significava que o segredo era essencial no treinamento de Nevada. “Nós os treinamos aqui, sim, e limpamos a barra através do Departamento de Energia, porque ele é dono dessa terra toda no sul de Nevada”, me disse um antigo oficial sênior de inteligência dos EUA. “Nós os dispusemos em longas distâncias no deserto e nas montanhas, e construímos a sua capacidade na área de comunicações – coordenar comunicações é coisa grande” (Um porta-voz do JSOC disse que “as Forças de Operações Especiais dos EUA não sabiam nem participaram do treinamento dos membros do MEK”).

O treinamento acabou em algum momento anterior à chegada de Barack Obama à Presidência, disse esse antigo oficial. Numa entrevista separada, um general de quatro estrelas, que foi conselheiro dos governos Bush e Obama em questões de segurança nacional, disse que ele foi informado privadamente sobre o treinamento de iranianos associados com o MEK em Nevada por um americano envolvido com o programa. 

Eles receberam “o treinamento padrão”, ele disse, “em comunicações, criptografia, táticas de unidades pequenas e armamento – isso durou seis meses”, disse o general aposentado. “Eles foram mantidos em pequenos receptáculos”. Também lhe disseram, ele apontou, que os homens responsáveis pelo treinamento eram do JSOC, que em 2005 já havia se tornado um instrumento importante na guerra global ao terror do governo Bush. 

“Os treinadores do JSOC não eram caras da linha de frente que estivessem estado em batalhas, e sim figuras de segundo e terceiro escalões, e eles começaram a sair da reserva. 'Já que nós vamos lhes ensinar táticas, deixem-me mostrar-lhes umas coisas mais sexy...'”

Foi o treinamento ad hoc que provocou as chamadas telefônicas preocupadas a ele, disse o antigo general. “Eu disse a um dos que me telefonaram que eles estavam passando do limite e que poderiam se complicar a não ser que conseguissem algo escrito. Os iranianos são muito, muito bons em contra-inteligência e coisas assim são difíceis de se conter”. 

O local em Nevada estava sendo utilizado ao mesmo tempo, ele disse, para treinamento avançado das unidades iraquianas de combate de elite (o general aposentado disse que ele só sabia de um grupo filiado ao MEK que passou por esse treinamento; o antigo oficial de inteligência afirmou que soube de treinamentos acontecendo até 2007).

Allan Gerson, advogado do MEK em Washington, aponta que o MEK já renunciou ao terrorismo, repetida e publicamente. Gerson disse que ele não comentaria nada sobre o suposto treinamento em Nevada. Mas esse treinamento, se verdadeiro, ele disse, “seria incongruente com a decisão do Departamento de Estado de manter o MEK na lista de terroristas. Como os EUA podem treinar gente que está na sua lista de terroristas estrangeiros, quando outros encaram punições criminais por doar um centavo a essa mesma organização?”

Robert Baer, um agente aposentado da CIA, que é fluente em árabe e que já trabalhou de forma clandestina no Kurdistão e em todo o Oriente Médio em sua carreira, me disse inicialmente que no começo de 2004 ele estava sendo recrutado, para voltar ao Iraque, por uma empresa americana privada – que estava trabalhando, ele acreditava, em nome do governo Bush. “Eles queriam que eu ajudasse o MEK a compilar inteligência sobre o programa nuclear iraniano”, lembrou Baer. “Eles achavam que eu falava persa. Eu não falo. Eu disse que daria um retorno a eles, mas nunca o fiz”. Baer, que agora mora na Califórnia, lembrou que eles lhe disseram claramente na época que a operação “era algo de longo prazo – não apenas um negócio de golpe único”.

Massoud Khodabandeh, especialista em tecnologia da informação que agora mora na Inglaterra e é consultor do governo iraquiano, foi um quadro do MEK antes de abandonar o grupo em 1996. Numa entrevista telefônica, ele reconheceu que é inimigo declarado do MEK e advoga contra o grupo. Khodabandeh disse que ele esteve dentro do grupo desde antes da queda do Xá e, na condição de especialista em computadores, esteve profundamente envolvido em atividades de inteligência e segurança para a liderança do MEK. Ao longo da última década, ele e sua esposa inglesa coordenaram um programa de apoio para desertores.  

Khodabandeh me disse que ele já ouviu falar, de desertores mais recentes, do programa de treinamento em Nevada. Já lhe foi dito que o treinamento de comunicações em Nevada envolvia mais do que ensinar a manter contato durante ataques – também envolvia interceptação de comunicações.

Os EUA, disse ele, encontraram, num certo momento, uma forma de penetrar em alguns dos principais sistemas de comunicações do Irã. Na época, ele disse, os EUA forneceram aos operadores do MEK a capacidade de interceptar telefonemas e mensagens de texto dentro do Irã – que eles então traduziam e compartilhavam com os especialistas em inteligência dos EUA. Ele não sabe se essa atividade continua.

Cinco cientistas nucleares iranianos foram assassinados desde 2007. Os porta-vozes do MEK negaram qualquer envolvimento nas mortes, mas no começo do mês passado, o telejornal da NBC citou dois oficiais sênior do governo Obama confirmando que os ataques foram realizados por unidades do MEK financiadas e treinadas pelo Mossad, o serviço secreto israelense. A NBC ainda citou os oficiais dos EUA dizendo que negavam qualquer envolvimento dos EUA nas atividades do MEK. 

O antigo oficial de inteligência com quem conversei confirmou a notícia da NBC, de que os israelenses estiveram trabalhando com o MEK, acrescentando que as operações se beneficiaram de inteligência americana. Ele disse que as vítimas não eram “Einsteins”; “O objetivo é afetar a moral e a psicologia iraniana”, ele disse, e “desmoralizar o sistema todo – os veículos de transporte nuclear, as fábricas, os prédios de enriquecimento nuclear”. Também foram realizados ataques aos canos. 

Ele acrescentou que as operações são “realizadas fundamentalmente pelo MEK em ligação com os israelenses, mas os EUA agora estão fornecendo a inteligência”. Um conselheiro da comunidade de operações especiais me disse que os laços entre os EUA e as atividades do MEK dentro do Irã eram antigo. “Tudo o que se faz hoje dentro do Irã é feito vicariamente”, ele disse.

As fontes com quem conversei foram incapazes de dizer se as pessoas treinadas em Nevada estavam agora envolvidas em operações dentro do Irã ou em outro lugar. Mas elas apontaram os resultados do apoio americano. “O MEK era uma piada total”, disse um consultor sênior do Pentágono, “e agora eles são uma rede real dentro do Irã. Como eles se tornaram tão eficientes?”, ele perguntou retoricamente. “Parte foi o treinamento em Nevada. Parte foi apoio logístico no Kurdistão, e parte dentro do Irã. O MEK agora tem a capacidade de realizar operações eficientes que ele nunca tinha tido”.

Em meados de janeiro, alguns dias depois do assassinato de um cientista nuclear iraniano por um carro-bomba em Teerã, o Secretário de Defesa Leon Panetta, numa reunião de soldados em Fort Bliss, no Texas, reconheceu que o governo dos EUA tem “alguma ideia sobre quem poderia estar envolvido, mas não sabe ao certo quem esteve envolvido”. Ele acrescentou “mas posso lhe dizer uma coisa: os EUA não estiveram envolvidos nesse tipo de atividade. Não é isso que os EUA fazem”.
  
Original publicado aqui. O título é da Revista Fórum.  

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9814/os-eua-teriam-treinado-grupo-responsavel-por-ataques-terroristas-no-ira

Sarney será submetido a cateterismo neste domingo no Hospital Sírio-Libanês.

O presidente do Senado, José Sarney.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), 81 anos, será submetido a um cateterismo neste domingo, no Hospital Sírio-Libanês. 

Ele foi internado na tarde deste sábado (14), após ter se sentido mal na noite de sexta-feira (13), quando se preparava para dormir na residência oficial, em Brasília. 

Os primeiros exames – ecocardiograma e eletrocardiograma – detectaram "alterações compatíveis com o quadro de insuficiência coronária", de acordo com nota do hospital.

De acordo com o site do hospital Albert Einstein, o cateterismo é "um exame invasivo que pode ser realizado para confirmar a presença de obstruções das artérias coronárias ou avaliar o funcionamento das valvas e do músculo cardíaco". Nesse caso, especialmente quando está sendo programada uma intervenção (angioplastia, por exemplo). 

Também pode ser feito "em situações de emergência, para determinar a exata localização da obstrução que está causando o infarto agudo do miocárdio e planejar a melhor estratégia de intervenção".

Neste sábado, o presidente do Senado viajou para São Paulo, onde era aguardado no Hospital Sírio-Libanês. A assessoria do hospital informou que o senador ficará internado até o final dos procedimentos médicos.

Segundo o boletim médico, Sarney chegou ao hospital por volta das 17h45 e foi recebido pela equipe médica e pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, médico pessoal e responsável pelo tratamento contra o câncer pelos quais passaram a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No próximo dia 24, Sarney completará 82 anos. A idade, segundo amigos, tem acentuado seus problemas estomacais, sobretudo quando enfrenta conflitos pessoais e políticos. Como presidente da Casa, Sarney foi derrotado ao se manifestar contrário à criação da CPI do Cachoeira, encarregada de investigar a ligação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e agentes públicos.

O senador chegou a alertar ao governo que a apuração, cujos principais alvos atualmente são dois políticos da oposição - o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) - corre o risco de atingir aliados do Palácio do Planalto.

O secretário de Comunicação de Sarney, jornalista Fernando César Mesquita, informou que o presidente do Senado decidiu antecipar um check-up marcado para o dia 19, alegando que não estava se sentindo bem.

*com AE
FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/sarney-passa-mal-e-viaja-a-sao-paulo-para-fazer-exames

Antropólogo Gilberto Velho morre no Rio, aos 66 anos.

Acadêmico era decano do Departamento de Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ. Ele teve um AVC na noite deste sábado.

iG Rio de Janeiro.
O antropólogo Gilberto Velho morreu na madrugada deste sábado, aos 66 anos, no Rio, enquanto dormia em casa, em Ipanema. Cardiopata, ele sofreu um acidente vascular cerebral.

Gilberto Velho era decano do Departamento de Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ desde 1999 e membro da Academia Brasileira de Ciências desde junho de 2000.

Sua obra tem ênfase no estudo de camadas médias e elites urbanas, mas aborda ainda áreas diversificadas como a antropologia das sociedades complexas, a teoria da cultura, a antropologia e sociologia da arte, estudos de transe e possessão, desvio, a problemática do uso de drogas, violência e interpretações do Brasil. 

Mais recentemente, vinha trabalhando em estabelecer comparações entre o Brasil e outras sociedades, mais especificamente, com Portugal.

Ele foi autor e organizador de 16 livros – entre as principais obras estão "Mudança, Crise e Violência: política e cultura no Brasil contemporâneo" (2002) e "A Utopia Urbana: um estudo de antropologia social" (1973) –, escreveu mais de 160 artigos em periódicos nacionais e internacionais e orientou mais de 60 teses de doutorado e mestrado.

Doutor em Ciências Humanas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, fez o mestrado em Antropologia Social e bacharelado em Ciências Sociais na UFRJ. Depois, fez especialização em Antropologia Urbana e Sociedades Complexas no Departamento de Antropologia da Universidade do Texas, em Austin.

Foi professor visitante e conferencista em universidades como Northwestern University, Boston University, Columbia University, Berkeley University, University of Texas (Austin), Universidade de Utrech e Universidade de Leiden (Holanda).

O enterro será neste domingo, às 17h, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/antropologo-gilberto-velho-morre-no-rio-aos-66-anos/n1597742548583.h

Roseana aposta em presença de Washington no 2º Turno…

A governadora Roseana Sarney (PMDB) reuniu hoje algumas lideranças do seu grupo político e fez um diagnóstico otimista em relação à campanha do vice-governador Washington Oliveira (PT) em São Luís.

Para ela, Washington deve disputar o segundo turno das eleições de São Luís, seja quem for o adversário.

Para o grupo formado por Ricardo Murad (Saúde), Max Barros (Infra-estrutura), João Alberto (Assuntos Estraétigos) Hildo Rocha (Assuntos Políticos) e Victor Mendes (Meio Ambiente), Roseana apresentou o seguinte raciocínio: O vice-governador teria hoje algo em torno de 5%. Confirmada sua escolha pelo PT, domingo, ele chegaria rapidamente aos 10% de intenção de votos. 

A partir daí, será a força do grupo que o consolidará para chegar ao segundo turno.

Também participou da reunião com Roseana, que aconteceu em sua casa, na ilha de Curupu, o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

Fonte:http://www.marcoaureliodeca.com.br/

Com fortes dores de cabeça, Sarney chega ao Sírio-Libanês em SP.


O presidente do Senado vai passar por exames no hospital. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.

Elaine Lina. Direto de Brasília.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), chegou no fim da tarde deste sábado ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde passará por exames. 
 
De acordo com a assessoria do senador, ele sentiu fortes dores de cabeça durante a noite e decidiu fazer um check-up na instituição.
 
Em outubro de 2010, Sarney chegou a ser internado no Sírio-Libanês com um quadro de arritmia cardíaca e de esofagite. Ele ficou duas semanas hospitalizado. 

O senador completa 82 anos no próximo dia 24. 

Recentemente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu um tratamento contra um câncer na laringe no Sírio Libanês. Lula faz agora sessões de fonoaudiologia na instituição. 

A presidente Dilma Rousseff e o ex-vice-presidente José Alencar, morto em 2011, também já foram internados no hospital para se tratarem de câncer. Outros políticos, como Geraldo Alckmin, Cláudio Lembo, Orestes Quércia e Romeu Tuma, passaram pelas mãos dos médicos do Sírio-Libanês. 

Lideranças da América do Sul também já foram atendidos no hospital. Em janeiro, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, chegou a se encontrar com Lula no Sírio-Libanês quando fazia exames de acompanhamento após tratamento de um câncer linfático. 

FONTE:http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5719607-EI7896,00-  Com+fortes+dores+de+cabeca+Sarney+segue+para+o+SirioLibanes.html

Dilma ignora 'abril vermelho' e corta recursos do Incra.


Governo contingenciou quase 70% das verbas de custeio do órgão; em represália, MST promete intensificar ainda mais as ocupações.

ROLDÃO ARRUDA - O Estado de S.Paulo.


O governo federal decidiu congelar parte dos recursos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em pleno "abril vermelho". Alheio à onda de invasões de terras e ocupações de edifícios públicos que o Movimento dos Sem-Terra (MST) promove neste mês, justamente para pedir mais recursos para a reforma agrária, o Ministério do Planejamento contingenciou quase 70% das verbas do custeio da instituição que cuida da reforma.

O corte, segundo o presidente do Incra, Celso Lacerda, deve afetar os programas de assistência técnica. "Se for mantido, esse contingenciamento vai impactar muito nossas ações até o final do ano" diz ele. "Estamos desenvolvendo um esforço muito grande para fazer os assentamentos produzirem mais. Mas, com esse corte na casa de 70%, vamos ter que reduzir os serviços de assistência técnica."

Na liderança do MST, o contingenciamento tem provocado manifestações indignadas. "O que estamos vendo é um show de incompetência", afirma Alexandre Conceição, da coordenação nacional do movimento. "A presidente tem lançado programas e feito discursos em que dá prioridade ao aumento da produtividade dos assentamentos e à educação no campo. Enquanto isso, a burocracia do seu governo corta as verbas que se destinam exatamente à melhoria da produtividade e à educação."

O MST atribui a responsabilidade do corte ao Ministério do Planejamento, mas também culpa o recém-empossado ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, ao qual está subordinado o Incra. "Como foi que deixaram acontecer isso?", pergunta o líder do movimento.

Negociação. O Ministério do Desenvolvimento Agrário está negociando com o governo a revisão do corte. "A lógica do governo é correta. Ele manteve os recursos destinados a investimentos, como a aquisição de terras para a reforma e obras de infraestrutura nos assentamentos, e reduziu o custeio da máquina, com a intenção de torná-la mais eficiente. O problema é que, no Incra, isso atingiu rubricas que são fundamentais, como a assistência técnica e a educação rural."

O total do orçamento previsto para a rubrica de assistência técnica neste ano é de R$ 240 milhões. Se o corte for mantido, ficará na casa dos R$ 75 milhões.

Uma das questões que mais preocupam o MST é o orçamento do Pronera - o programa de educação rural que tem sido utilizado principalmente para a formação universitários dos filhos dos assentados da reforma agrária. Sua verba neste ano é de R$ 25 milhões. Se o governo não fizer a revisão imediata do contingenciamento, muitos dos alunos não poderão renovar suas matrículas nos próximos meses.

Em represália ao corte, o MST promete intensificar as ações do "abril vermelho" nos próximos dias. Estão previstas cerca de 80 invasões de terras em diferentes partes do País. "Existem 186 mil pessoas em nossas acampamentos. Até o final do mês esse número vai aumentar", anuncia Conceição.