sexta-feira, 20 de abril de 2012

Petista é eleito presidente da Associação Brasileira de Municípios.

O petista Eduardo Tadeu Pereira, prefeito de Várzea Paulista, é o novo presidente da entidade.

A Associação Brasileira de Municípios (ABM) elegeu na última terça-feira, durante assembleia realizada na sede da entidade, a sua nova diretoria. O prefeito de Várzea Paulista, Eduardo Tadeu Pereira, foi eleito presidente em chapa única, formada em consenso entre os membros da associação. 

O mandato dos novos representantes tem vigência até 2015. Na ocasião, eles entregaram aos prefeitos e representantes de entidades municipalistas uma Carta Compromisso, com lema ‘Pelo Fortalecimento dos Municípios’.

Fundada em 1946, a ABM é a primeira entidade municipalista do Brasil e tem como princípios a representação, união e fortalecimento dos municípios brasileiros. 

A nova diretoria tem como vice-presidente o prefeito de Arthur Nogueira (SP), Marcelo Capelini; e o ex-presidente da AGM (Associação Gaúcha Municipalista), José Carlos Rassier, como primeiro secretário. “O movimento municipalista precisa de uma entidade como a ABM. 

Há um espaço para ser ocupado nessa área e acredito que temos que fortalecer a nossa associação para que ela assuma novas funções e busque novas conquistas”, afirma Eduardo.

Na ocasião, o novo presidente destacou os avanços que os municípios brasileiros conquistaram através da entidade. “Tivemos conquistas tanto do ponto de vista econômico, com aumento de repasses de recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e do PAC Programa de Aceleração do Crescimento), por exemplo; como na parceria para realização de políticas públicas fundamentais, como o programa Bolsa Família”, explica, citando também o debate das relações federativas como um aspecto importante, tendo como referência o Comitê de Articulações Federativas (CAF)”. 

Entre os compromissos firmados pela nova diretoria, estão o desenvolvimento de ações de fortalecimento dos municípios; incentivo ao debate acerca do municipalismo; revisão da lei de licitações e de responsabilidade fiscal; qualificação dos gestores municipais; entre outros. 

(Fonte: assessoria)

CARTA COMPROMISSO

‘Pelo fortalecimento das gestões municipais’ 
 
Caros prefeitos e prefeitas,

A nova direção da Associação Brasileira de Municípios (ABM) reitera sua satisfação em estar à frente dessa entidade que, fundada em 1946, é a primeira associação municipalista do Brasil e vem expressar as suas propostas para esse novo mandato. Com base nos princípios da ABM, de representação, união e fortalecimento dos municípios brasileiros, a nova direção firma os seguintes compromissos:

-Desenvolvimento de ações de valorização dos municípios

Ao longo de sua trajetória, a ABM buscou fortalecer a descentralização política e administrativa, o aprimoramento do pacto federativo republicano e o fortalecimento da capacidade de gestão e valorização dos municípios. 

Parte desses esforços resultaram em grandes avanços nos últimos anos, tanto do ponto de vista econômico, com aumento dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e adequações no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); como em relação às parcerias na realização de políticas públicas fundamentais, como o Bolsa Família; e ainda no aprimoramento das relações federativas, tendo no Comitê de Articulações Federativa (CAF) sua maior e melhor expressão.

O fortalecimento do pacto federativo passa, nesse momento, pela defesa dos municípios nos principais debates em curso, como a distribuição dos royalties do pré sal, a reforma tributária e a nova regulação da mineração. A ABM dedicará especial atenção a esses temas.

Portanto, a nova diretoria da ABM firma o compromisso de dar continuidade e aprofundar ainda mais o fortalecimento dos municípios e seus governos em prol da eficácia de políticas públicas que promovam o desenvolvimento sustentável, econômico, social e ambiental.

-Fortalecimento da relação democrática e construção de uma forte articulação entre municípios


Reafirmamos nosso compromisso com o estado democrático de direito, com ações pautadas pela ética, controle social a centralidade das cidades como territórios fundamentais para o aprimoramento da democracia participativa. Nesse sentido a ampliação e fortalecimento da participação da mulheres nos espaços públicos e de poder é fundamental, como base da construção de novas relações de gênero.

Firma-se também o compromisso de fomentar o associativismo e a criação de redes de cidades e consórcios, constituindo fóruns e grupos de trabalho com o papel de debater e propor ações inovadoras às gestões municipais e promover a troca de experiências entre os municípios.

-Incentivo ao debate acerca do municipalismo

A ABM irá promover, junto com outros órgãos e instituições o debate acerca do municipalismo e da gestão municipal, articulando ações para aprimorar o relacionamento entre o Governo Federal e os municípios, em busca de novas formas de cooperação e execução das atribuições e competências, através da regulamentação do art. 23 da Constituição Federal e da redefinição de modelos de gestão compatíveis com a efetividade e excelência das políticas públicas.

-Revisão da Lei de Licitações e da Lei de Responsabilidade Fiscal
 
A revisão da Lei de Licitações está entre as lutas da entidade e a nova direção reafirma esse compromisso, na perspectiva de melhorar a capacidade de gestão das cidades, fortalecer as compras públicas de pequenas e micro empresas, os instrumentos de transparência e o combate à corrupção.

Também é um compromisso a luta pela revisão da Lei de Responsabilidade Fiscal, com o objetivo de garantir aos municípios o ressarcimento de seus gastos com serviços de responsabilidade de outro ente federativo, Estado ou União. Além de regulamentar o art. 62, a revisão visa contribuir com a lei de qualidade fiscal, atribuindo incentivo às administrações municipais que atingirem metas e resultados.

-Qualificação dos gestores municipais
 
A qualificação dos gestores é uma das formas de contribuição da ABM ao municipalismo. Para isso a entidade lançará mão de convênios e parcerias com entidades públicas e privadas, com o objetivo de oferecer assistência técnica municipal, através do fortalecimento das competências e habilidades gerenciais e administrativas e estímulo à adoção de ferramentas e metodologias de planejamento. 

Todas essas ações terão como foco a constante e permanente capacitação e formação de gestores, técnicos e servidores municipais, em busca da melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados nas cidades brasileiras.

-ABM forte e representativa

A ABM conclama aos municípios brasileiros a se somarem à construção da entidade e do movimento municipalista.

Eduardo Tadeu Pereira
Prefeito de Várzea Paulista
Presidente da ABM

FONTE:http://www.pt.org.br/noticias/view/petista_e_eleito_presidente_da_associacaeo _brasileira_de_municipios

Vereadores de São Paulo aprovam, em 1ª votação, cessão de terreno ao Instituto Lula.

O debate sobre o terreno do Lula

18/04/201218h51
Vereadores de São Paulo aprovam, em 1ª votação, cessão de terreno ao Instituto Lula


O projeto de lei 29/2012, que concede ao Instituto Lula a utilização de uma área pública de 4.300 m² no centro de São Paulo, foi aprovado nesta terça-feira pela Câmara, em primeira votação, com 37 votos a favor, 10 contra e 1 abstenção. O projeto ainda precisar ser votado novamente em plenário antes de ir à sanção do Executivo.

A proposta, de iniciativa do prefeito Gilberto Kassab, é ceder um terreno localizado na rua dos Protestantes, próximo à Estação da Luz, por 99 anos. Ali o instituto pretende erguer um museu, batizado de Memorial da Democracia, que abrigaria o acervo documental referente ao mandato do ex-presidente Lula e também ofereceria cursos para a população.

Os parlamentares que se opõem ao projeto alegam que a concessão fere a Lei Orgânica do município e criticam a utilização de recursos públicos em prol de um projeto partidário. 

Eles apoiam um substitutivo que desvincula o museu do instituto. A bancada do PT, por sua vez, diz que o Memorial da Democracia também honrará o legado de outros presidentes.

Em contrapartida à concessão, o projeto determina que o museu deve ser aberto à “coletividade em geral”, permitir o acesso gratuito aos alunos da rede pública e garantir isenção de taxas a pelo menos 20% dos estudantes matriculados em seus cursos de formação. O Instituto Lula tem um ano para apresentar o projeto do edifício, a partir da aprovação do PL, e mais um ano para iniciar as obras.

FONTE:http://www.viomundo.com.br/politica/o-debate-sobre-o-terreno-do-lula.html

Todos nós somos argentinos

O Brasil e a Argentina, sendo os dois maiores países da América do Sul, têm sido alvos preferenciais do domínio euro-americano em nosso continente. 
A Argentina, sob Cristina Kirchner, depois de anos desastrados de ditadura militar, e do governo caricato e neoliberal de Menen, se confronta com Madri, ao retomar o controle de suas jazidas de petróleo que estava com a Repsol. 
Quando um governo entrega, de forma aviltante, os bens nacionais ao estrangeiro, como também ocorreu no Brasil, procede como quem oferece seu corpo no mercado da prostituição. Assim, as medidas de Cristina buscam reparar a abjeção de Menem.
Será um equívoco discutir o conflito de Buenos Aires com Madri dentro dos estreitos limites das relações econômicas. A economia de qualquer país é um meio para assegurar sua soberania e dignidade – não um fim em si mesma.
As elites espanholas, depois da morte de Franco, foram seduzidas pela idéia de que poderiam recuperar sua presença na América Latina, perdida na guerra contra os Estados Unidos e durante a ditadura de quase 40 anos. 
Já durante o governo de Adolfo Suárez, imaginaram que poderiam, pouco a pouco, readquirir a confiança dos latino-americanos, ofendidos pela intervenção descarada dos Estados Unidos no continente. De certa forma, procediam com inteligência estratégica: a nossa América necessitava de aliados, mesmo frágeis, como era a Península Ibérica, na reconstrução de sua soberania, mutilada pelos governos militares alinhados a Washington.
Mas faltou aos governantes e homens de negócios espanhóis a habilidade diplomática, que se dissimula na modéstia, e lhes sobrou arrogância. Essa arrogância cresceu quando a Espanha foi admitida na União Européia, e passou a receber fartos recursos dos países ricos do Norte, a fim de acertar o passo continental. A sua estratégia foi a de, com parte dos recursos disponíveis, “comprar” empresas e constituir outras em nossos países. Isso os levou a imaginar que poderiam ditar a nossa política externa, como serviçais que foram, e continuam a ser, dos Estados Unidos. A idéia era a de que, em espanhol, os ditados de Washington seriam mais bem ouvidos.
O paradoxismo dessa paranóia ocorreu quando José Maria Aznar telefonou ao presidente Duhalde, da Argentina, determinando-lhe que aceitasse as imposições do FMI, sob a ameaça de represálias. E a insolência maior ocorreu, e sob o governo socialista de Zapatero, quando esse heróico matador de paquidermes indefesos, Juan Carlos, mandou que o presidente Chávez (eleito livremente pelo seu povo, sob a fiscalização de observadores internacionais, entre eles o ex-presidente Carter) se calasse, no encontro iberoamericano de Santiago. Um rei matador de elefantes indefesos e sogro de um acusado de peculato – o bem apessoado serviçal da Telefónica de Espanha, Iñaki Urdangarin, pago com lucros obtidos pela empresa na América Latina, principalmente no Brasil.
Os espanhóis parecem não se dar conta de que as suas antigas colônias se tornaram independentes, umas mais cedo – como é o caso da Argentina – e outras mais tarde, embora muitas passassem ao domínio ianque. 
Imaginaram que podiam fazer o que faziam antes disso no continente – e incluíram o Brasil na geografia de sua presunção. O Brasil pode e deve, ser solidário com a Argentina, no caso da recuperação, para seu povo, das jazidas petrolíferas da YPF. E manter a nossa posição histórica de reconhecimento da soberania de Buenos Aires sobre o arquipélago das Malvinas.
Que querem os espanhóis em sua gritaria por solidariedade contra a Argentina, pelo mundo afora? Eles saquearam tudo o que puderam, durante o período colonial, em ouro e prata. Usaram esses recursos imensos – assim como os portugueses fizeram com o nosso ouro – a fim de construir castelos e armar exércitos que só se revelaram eficazes na repressão contra o seu próprio povo – como ocorreu na guerra civil.
Durante o seu período de arrogância subsidiada, trataram com desdém os mal chamados iberoamericanos, humilhando e ofendendo brasileiros e hispanoamericanos, aviltando-os ao máximo. Um só ser humano, em sua dignidade, vale mais do que todos os poços de petróleo do mundo. Antes que Cristina Kirchner determinasse a recompra das ações da YPF em poder da Repsol, patrimônio muito maior dos argentinos e de todos os latinoamericanos, sua dignidade, havia sido aviltada, de forma abjeta e continuada, pelas autoridades espanholas no aeroporto de Barajas e em seu território.
Que se queixem agora aos patrões, como seu chanceler, Garcia-Margallo fez, ao chorar nos ombros da senhora Clinton, e busquem a solidariedade de uma Europa em frangalhos. Ou que rearmem a sua Invencível Armada em Cádiz, e desembarquem no Rio da Prata. Isso, se antes, os milhões de jovens desempregados – a melhor parcela de um povo maravilhoso, como é o da Espanha – não resolvam destituir suas elites políticas, corruptas, incompetentes e opressoras, e seu rei tão ocioso quanto descartável.
E, ao final, vale lembrar a viagem histórica que Eva Perón fez à Europa, no auge de sua popularidade. Em Madri, diante da miséria em que se encontrava o povo, ofereceu a Franco, em nome do povo argentino, alguns navios cheios de trigo. O general respondeu que não era necessário, que os celeiros espanhóis estavam cheios de farinha. E Evita replicou, de pronto: ¿entonces, por qué no hacen pan?
FONTE:http://saraiva13.blogspot.com.br

Tecnologia. O Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China

José Monserrat Filho
Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional
da Agência Espacial Brasileira

O novo embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, ofereceu nesta quarta-feira sua primeira recepção, para se apresentar ao mundo diplomático, político e empresarial brasileiro, e também para apresentar o novo adido militar chinês, o jovem General de Brigada Wang Xiaojun.

O embaixador Li Jinzhang, de 58 anos, assumiu o cargo em 23 de janeiro último. Antes de vir para o Brasil, era vice-ministro das Relações Exteriores e aqui manterá o status de vice-ministro - nível atribuído hoje pelo governo chinês a apenas 12 países. Serviu em Cuba de 1976 a 1980 e de 1990 a 1993, e na Nicarágua de 1988 a 1990. Foi embaixador no México de 2001 a 2003. De volta à China, trabalhou nos setores ligados às relações com a América Latina. Daí seu fluente espanhol. Em 2006, assumiu o posto de vice-ministro, o terceiro na hierarquia da chancelaria, depois do ministro e do vice-ministro executivo. Ele presidiu, pelo lado chinês, duas reuniões do Diálogo Estratégico Brasil-China (sobre a situação internacional), próprias para diplomatas com nível de vice-ministros, uma com o embaixador Roberto Jaguaribe e a outra com a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis.

Em seu discurso na recepção desta quarta-feira ele comemorou, com muito bom humor, o alto nível de cooperação alcançado entre seu país e o Brasil, que tende a crescer cada vez mais. Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. A ideia comum é ampliar em grande escala a cooperação em áreas essenciais de ciência, tecnologia e inovação, como nanotecnologia, biotecnologia, computação e tecnologias da informação e comunicação, e políticas de inovação. Universidades chinesas deverão receber estudantes brasileiros com base no Programa Ciência sem Fronteiras.

Cogita-se de colaboração em áreas de considerável potencial, como mudanças climáticas, energia nuclear, recursos hídricos, engenharias, ciências dos materiais e recursos minerais - a China, como se sabe, é grande compradora de minerais brasileiros; estima-se que ela logo responderá por 50% do consumo de metais importantes como cobre, zinco, alumínio, níquel, estanho e chumbo; nos últimos dez anos, seu consumo desses minérios pulou de 10% para 40%.
Brasil e China também deverão trabalhar juntos na área de bambu, em pesquisa científica, tecnologia industrial e agregação de valor. Será criado o Centro Sino-Brasileiro de Tecnologia de Bambu, que certamente trará bons frutos à nossa economia.

E a cooperação espacial, como fica? Tudo começou por aí, na segunda metade dos anos 80, com a iniciativa pioneira do então ministro da Ciência e Tecnologia, Renato Archer. Já temos o programa conjunto de satélites de recursos naturais da Terra, que já lançou o CBERS-1, CBERS-2 e CBERS-2B, e deve lançar o CBERS-3 em novembro próximo. Mas a intenção é ir muito mais além. 

Para tanto, surgiu a proposta de elaborar um Plano Decenal de Cooperação Espacial, iniciativa ambiciosa, mas perfeitamente viável e necessária, aprovada pelas altas instâncias dos dois países em 2011. Em fevereiro deste ano, ficou acertado criar um Grupo de Trabalho Técnico para preparar a proposta brasileira do plano, que, com certeza, deverá incluir o desenvolvimento dos futuros satélites da série CBERS e outros satélites, incluindo potenciais aplicações e técnicas de calibração de sensores e geoprocessamento, coordenado pela Agência Espacial Brasileira e pela Administração Nacional Espacial da China (CNSA).

Urge agora efetivar essa providência. Em junho próximo, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, virá ao Brasil participar da Rio+20 e avistar-se com nossas autoridades. Seria de todo conveniente que um primeiro esboço do plano ficasse pronto por essa época. Há que acelerar o passo.

Eis algumas outras ações que poderão integrar o plano:
- Fortalecer a colaboração dos dois países, baseada no trabalho conjunto entre Inpe CRESDA, para aumentar a distribuição internacional dos dados dos satélites CBERS-03 e CBERS-04, com novas estações terrestres de recepção de seus dados, visando ampliar as aplicações ambientais de monitoramento dos ecossistemas terrestres e outras aplicações de interesse global.

- Implementar o Programa CBERSs for Africa, colocando em prática os Memorandos de Entendimento para a recepção de imagens do CBERS-3, assinados com a África do Sul, a Espanha (para a implantação da Estação terrestre de Maspalomas, nas Ilhas Canárias) e Egito (para a implantação da Estação de Aswan).

- Elaborar e assinar o Memorando de Entendimento entre MCTI e CMA (Administração Meteorológica da China) destinado a criar o Centro Brasil-China de Pesquisa Meteorológica por Satélite, tendo como agências implementadoras o Inpe e o NSMC (Centro Nacional de Satélites Meteorológicos da CMA).

- Fortalecer o trabalho conjunto entre Inpe e CEODE (Centro de Observação da Terra e da Geoinformação Digital) no mapeamento de aplicações para a agricultura; no desenvolvimento de acesso aberto e gratuito de ferramentas computacionais; na modelagem ambiental; nos sistemas de monitoramento de desastres naturais e tecnologia espacial para o estudo das mudanças ambientais globais.

- Fortalecer a colaboração entre Inpe e CSSAR (Centro de Ciência Espacial e de Pesquisa Aplicada), com a realização de observações conjuntas e estudos da ionosfera e atmosfera média e alta em baixas latitudes.

- Dar continuidade ao acordo que estabelece o apoio das estações terrestres do Brasil aos voos tripulados das missões Shenzhou, em colaboração com o Centro Chinês de Lançamento e Rastreamento (CLTC - China LaunchandTracking Center).

Essa lista, claro, poderá ser mudada e/ou enriquecida com novos projetos. O importante a frisar é que o Plano Decenal é oportunidade imperdível, que deve ser aproveitada com o máximo empenho de parte a parte.

Tive a grata chance de conversar a respeito com o embaixador Li Jinzhang, logo após o seu discurso na recepção. Ele concordou sem pestanejar que esse é um assunto de suma relevância para o futuro das relações sino-brasileiras. E também para o presente - eu ousaria acrescentar.

FONTE: http://www.defesanet.com.br/brasilchina/noticia/5719/O-Plano-Decenal-de-Cooperacao -Espacial-Brasil-China

Russia. Mais de 70 edifícios estão em chamas no Extremo Oriente.

Foto: RIA Novosti 
Os bombeiros ainda não conseguiram localizar o fogo na aldeia de Tygda na região de Amur (Extremo Oriente russo). 

Conforme relatado no Ministério de Emergências da Rússia, o fogo tem atingido 75 edifícios e prédios, o número de casas ainda está especificado. Anteriormente informaram de 46 casas.

Por motivos de segurança, a eletricidade na aldeia está desligada. Segundo dados preliminares, o fogo começou por causa da queima de erva seca e depois foi espalhado por vento forte que atinge até 20 metros por segundo.

Não há informações sobre vítimas ou feridos. As equipes de resgate estão urgentemente evacuando moradores da aldeia com 1245 casas para um lugar seguro.

Fonte:http://portuguese.ruvr.ru/2012_04_20/72393596/

Tuntum. Vereador é preso portando uma Pistola PT 380 na Câmara Municipal.

O controverso vereador Orleans Moreira, vice-presidente da Câmara Municipal de Tuntum, acusado de ser um dos mandantes dos disparos contra a casa do juiz Pedro Holanda Pascoal, coordenador do “Pauta Zero” na região, no ano passado, está preso novamente.

Ele foi capturado nesta sexta-feira (20), por policiais da delegacia regional de Presidente Dutra, acusado de coação de testemunha. 

Segundo apurou o blog, o vereador faltou a uma audiência do processo em que responde por abuso de uma menor e começou a ameaçar uma das testemunhas do caso.

O mandado de prisão foi emitido na semana passada e cumprido hoje. O detalhe é que, no momento da prisão, Orleans portava uma pistola PT.380, de uso exclusivo da Polícia Militar.

FONTE:www.gilbertoleda.com.br

Deputado morre em acidente de avião.

Agência Estado.

O deputado estadual Dalto Martins (PMDB-AP) morreu na manhã desta sexta-feira, em um acidente aéreo em Macapá, capital do Amapá.
O avião Cessna, modelo C206, matou também uma mulher ainda não identificada. A aeronave perdeu contato com a torre de controle do Aeroporto internacional de Macapá quatro minutos depois da decolagem, segundo o superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), David Oliveira. 
"O piloto avisou a torre que a aeronave estava com problemas, sem dizer qual", explica o superintendente.
De acordo com os bombeiros, moradores do distrito de Coração, em Macapá, viram o avião Cessna, de pequeno porte, sobrevoando a região e logo em seguida ouviram uma explosão.
Segundo plano de voo da aeronave, o avião decolou do aeroporto de Macapá às 5h48 com direção a Santarém, no Pará.
As causas do acidente serão investigadas pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Seripa), de acordo com o superintendente.

Cabo Verde. Professor condenado por 15 crimes de abusos sexuais contra alunas.


Praia, Cabo Verde - Um professor do ensino primário foi condenado esta semana a 23 anos de prisão por ter cometido 15 crimes de abuso de agressão sexual contra as suas alunas, de idades compreendidas entre os seis e os sete anos, apurou a PANA quarta-feira de fonte judicial.

Durante o julgamento dos crimes de que era acusado o arguido, 14 foram dados como provados, dos quais oito de agressão com penetração, um de abuso sexual sem penetração, um de abuso sexual contra menores e quatro de tentativa de agressão sexual.

De acordo com fontes judiciais, a sentença aplicada pelo Tribunal da Comarca de São Nicolau, onde fica a escola onde leccionava o réu, que ficou a menos de dois anos da pena máxima aplicada em Cabo Verde (de 25 anos de prisão), deveu-se ao facto do arguido
ter colaborado com a Justiça e ser, até à ocorrência dos factos agora julgados,  réu primário.

Os crimes atribuídos a António José Duarte, que eram praticados dentro da sala de aulas,  foram denunciados pelo pai de uma das alunas, um pastor da Igreja Nazareno, que se  estranhou com o comportamento da filha que vinha sendo agredida sexualmente pelo criminoso.

Os relatos do pastor sobre as práticas criminosas do indivíduo abalaram não só a pequena cidade do Tarrafal de São Nicolau,  localidade onde residia e trabalhava o professor conhecido por “Djosca”, como também todo Cabo Verde.

A estas acusações juntaram-se outras referentes a agressões que o acusado terá cometido há vários anos, contra algumas das vítimas adolescentes actualmente, com idades compreendidas entre os 12 e 15 anos.

Além dos 23 anos de prisão, o réu, que estava preso preventivamente desde Maio do ano passado, foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 200 mil escudos (cerca de 1.800 euros) às suas vítimas.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2012/3/16/Professor-condenado-por-abusos-sexuais-contra-alunas,6cfc43c9-04f7-4796-9af7-05ceae175a6b.html

Maquiavel, Lula e Dilma. A política brasileira, a virtude e a fortuna.

Depois de 27 anos de redemocratização do país, e de um período prolongado de luta aberta entre forças que se opõem no cenário político, talvez seja conveniente lembrar Maquiavel também no nosso pedaço de mundo, onde atribuímos à velha ordem excessivo poder para decidir nosso futuro.

Maria Inês Nassif.

Houve um tempo em que a desenvoltura de velhas raposas da política tradicional, e uma vocação dessas lideranças para remar a favor da maré, davam a impressão, para quem as assistia do lado de fora do palco institucional, de que elas tinham um quase monopólio, um poder ilimitado de construir a história. 

Depois de 27 anos de redemocratização do país, e de um período prolongado de luta aberta entre forças que se opõem no cenário político, talvez seja conveniente lembrar Maquiavel também no nosso pedaço de mundo, onde atribuímos à velha ordem excessivo poder para decidir nosso futuro.

Dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva e pouco mais de um ano com Dilma Rousseff – três gestões onde a disputa política saiu dos porões do poder e se escancarou para outros setores sociais – mostraram que o jogo político, mesmo quando escamoteado, é virtude e fortuna. Ou seja, nunca é produto exclusivamente da vontade de um governante, embora a virtude seja fundamental para mover um governo, e a fortuna, isto é, a roda da história, nunca acontece descolada da virtude.

As virtudes de um e outro governante não são iguais, mas já se pode dizer, com um alto grau de certeza, que o correr dos acontecimentos – a fortuna – foi adequada às diferenças entre Dilma e Lula. Dilma está no lugar e na hora onde tem que estar; Lula cumpriu o seu papel no seu momento. E o processo histórico, como se move, saiu de uma realidade onde o governo era defensivo e tinha como contraponto um presidente com raras qualidades de conciliação; para uma outra, em que o governo é ofensivo e a presidenta, sem habilidades específicas para manobrar a política institucional, encontra terreno para exercer a sua vocação maior, que é a de se contrapor.

A rápida intervenção de Dilma nos juros domésticos (o pesadelo para todos os governantes das últimas duas décadas) tanto pela via institucional, o Copom, como da pressão direta sobre os bancos, é o estilo Dilma, beneficiado pelo gradual abandono da ortodoxia econômica iniciada no governo Lula e pela crise mundial. A volta por cima da crise política do chamado “mensalão” de 2005, via apoio popular, é estilo Lula.

Nos mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), exceto em um breve primeiro ano de lua-de-mel com as elites políticas brasileiras, o governo foi mantido acuado na política institucional por uma minoria oposicionista amplificada por uma mídia hegemônica; e, no plano da sociedade civil, manteve uma aproximação permanente com setores não organizados, beneficiados pelos programas sociais e/ou atraídos pelo carisma do chefe do Executivo.

Com os movimentos sociais organizados o governo Lula não teve sempre um bom diálogo, mas o fato de ser entendido como um mal menor, contra um partido, o PSDB, que criminalizou a ação política desses setores, poupou-o de uma oposição forte à esquerda. 

O MST, por exemplo, nunca se declarou feliz com o PT no governo federal, mas foi atraído pelas suas próprias bases e pela opção do “mal menor” a se encontrar com o partido em períodos eleitorais, e a aliviar a pressão quando os setores conservadores tocavam fogo na política institucional.

O governo Dilma Rousseff mostrou algumas coisas mais. Primeiro, que no final das contas os estilos diferentes dos dois presidentes petistas vieram na hora certa. Em segundo, que a vontade pessoal de um mandatário popular conta, mas desde que ele entenda, conflua e aproveite o processo histórico que o levou ao poder.

Dificilmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria chegado ao final de seu mandato, se não tivesse algumas qualidades essenciais: a habilidade e pragmatismo de negociador sindical e uma grande facilidade para se fazer ouvir pelas massas, que deram a ele a sustentação política necessária para se contrapor a uma oposição fraca, porém associada a uma mídia tradicional hegemônica. Suas duas administrações, exceto a trégua inicial – necessária para atenuar os efeitos da investida especulativa do mercado financeiro no ano eleitoral de 2002 – ocorreram sob forte ofensiva. A pequena oposição falou grosso pela voz da mídia.

Dilma Rousseff tem outro perfil. Não teria cintura para sobreviver numa conjuntura política tão desfavorável como a enfrentada por Lula, mas o fato é que o governo de seu antecessor, os compromissos políticos assumidos por ele e a montagem de seu palanque permitem, ironicamente, que ela seja ela mesma. 

Se tivesse tentado ser Lula, teria fracassado. Além disso, uma gestão econômica que é continuidade do governo Lula, mas que é a sua praia, numa conjuntura que o mundo chafurda na lama do neoliberalismo, simplesmente desmonta qualquer oposição significativa às orientações de governo, e dão a ela dimensão própria no âmbito internacional, mesmo fazendo uma política externa de continuidade à anterior.

Dilma falou de igual para igual na Cúpula das Américas porque sabe ser positiva; mas tem o respeito da comunidade internacional não apenas porque é positiva, mas porque o ex-presidente Lula, que atuou com desenvoltura nessa área, deixou no passado o complexo de vira-lata neoliberal. Antes disso, a elite brasileira tomava como referência os países ricos nas formulações econômicas externas e extasiada, olhando para fora, deixava visível a enorme vergonha do próprio país.

Os êxitos do governo Lula encheram o palanque de Dilma e sua base aliada. A habilidade política de Lula costurou o resto. Sem isso, no entanto, dificilmente a presidenta teria condições de tentar mudar os termos de relacionamento com a sua base parlamentar. E sem o estilo Dilma, seria complicado levar essa tentativa muito longe.

Também seria difícil manter o estilo Dilma nas relações políticas institucionais se a oposição, menor ainda do que era no governo Lula, não tivesse sido severamente atingida pela enorme crise decorrente das denúncias contra seu principal porta-voz, o senador Demóstenes Torres, envolvido com uma quadrilha comandada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira. 

Não foi apenas a oposição que perdeu a credibilidade, mas a banda de música do DEM e do PSDB passou a ser menos crível numa mídia que acuou o governo passado, mas está acuada agora. Por mais irônico que seja, fica mais fácil agora para Dilma definir novas relações com o Legislativo. 

Ela não está na posição permanente defensiva em que Lula foi mantido nos seus dois governos, não tem as dívidas de gratidão que seu antecessor tinha com políticos tradicionais da base aliada e lida numa situação em que foi escancarado não apenas o uso da máquina administrativa pelos aliados, mas pelos próprios oposicionistas, ao que tudo indica um avanço sobre território alheio obtido pelo expediente da chantagem.

O momento é outro e o processo histórico anda, sempre. Qualquer análise política sobre o Brasil de hoje tem que se livrar dos fantasmas do passado e dar a eles sua devida dimensão. Esta é a condição para virtude e fortuna.

Fontes: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5562

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/04/19/ines-lula-dilma-e-maquiavel-pobre-oposicao/  


Policia Federal ameaça entrar em greve.

Operação-padrão promovida ontem nos aeroportos deu início ao movimento por reforço do
contingente e reajuste salarial.

por JORGE FREITAS.

Cerca de 100 policiais federais, entre agentes, escrivães e papiloscopistas, promoveram ontem uma operação-padrão no Aeroporto Internacional de Brasília. A ação faz parte do movimento deflagrado pela categoria em todo o país para reivindicar reajuste salarial e aumento do contingente da corporação, com a consequente redução do número de funcionários terceirizados. Na próxima semana, os policiais farão assembleia para decidir se entram em greve. A situação será levada ao governo no dia 4 de maio, em reunião com representantes do Ministério do Planejamento.

A operação-padrão não chegou a afetar o movimento nos aeroportos do país, inclusive em Brasília. Mas os passageiros de voos internacionais precisaram de uma dose a mais de paciência. A triagem habitual foi substituída pela fiscalização ostensiva, em que todos os passageiros foram abordados. O Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal (Sindipol) e a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) aumentaram o número de agentes que trabalham diariamente no aeroporto, passando o contingente de quatro para 40 servidores — 16 agentes na imigração; 12 na polícia fazendária; oito na repressão à entrada de drogas e oito para verificação de produtos químicos.

De acordo com os representantes da categoria, esse deve ser o efetivo padrão para realizar adequadamente as atividades pertinentes à PF. Em razão da carência de pessoal, algumas funções estratégicas estão sendo delegadas a terceirizados. "Diante da indiferença do governo federal e da direção da Polícia Federal, a federação e seus 27 sindicatos vêm denunciar a precariedade do controle de nossas fronteiras, portos e aeroportos", afirmou o presidente da Fenapef, Marcos Wink. "A fragilização do trabalho da PF representa um perigo real para os cidadãos e para milhares de turistas estrangeiros , além de comprometer a imagem de nosso país."

O presidente do Sindipol, Jonas Borges Leal, disse que a PF precisa contratar novos servidores para trabalhar na rotina e durante os eventos internacionais programados para o país do ano que vem até 2016. A DPF conta com 13 mil servidores e, além de reforçar o contingente, precisa substituir os aposentados — cerca de dois mil, pelas contas dos sindicalistas. Durante a manifestação de ontem, um ato ecumênico no saguão do aeroporto lembrou os policiais federais mortos em ação. "Nossa reivindicação é por menores condições de trabalho e segurança", disse Wink, da Fenapef.

Fonte: http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Apresentado Plano de Carreiras e Cargos do Governo do Maranhão.

O Plano Geral de Carreiras e Cargos dos Servidores da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo Estadual (PGCE) foi apresentado, na manhã desta quinta-feira (19), pela governadora Roseana Sarney e pelo secretário de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplan), Fábio Gondim, no Salão de Atos do Palácio dos Leões. O vice-governador Washington Luiz Oliveira participou da solenidade.
A governadora Roseana Sarney ressaltou a importância da valorização do cidadão para o desenvolvimento das ações do governo.
 “O governo tem efetuado várias realizações nas diversas áreas, como saúde, educação e infraestrutura. Para que possamos realizar todas as essas e outras ações é importante que, primeiramente, valorizemos o servidor que está à frente dos trabalhos”, afirmou.
Durante o lançamento, Fábio Gondim apresentou em detalhes as tabelas de vencimentos e os novos grupos funcionais, em seguida, o documento foi encaminhado para análise na Assembleia Legislativa.
Características do Plano
O PGCE apresentado pelo governo tem como objetivos centrais garantir justiça salarial; devolver ao servidor o direito à aposentadoria e  renovar o quadro de pessoal.
Outra característica importante é que ele é pautado na responsabilidade fiscal. De acordo com o secretário Fábio Gondim, dar segurança econômica fiscal e financeira para o cofre público foi o primeiro passo para a elaboração do PGCE.
Ele explicou que o levantamento detalhado de cargos dos grupos ocupacionais permitiu à Seplan reduzir de 17 para apenas cinco os grupos existentes. Além disso, o número de tabelas de vencimentos também foi reduzido, passando de 29 para 17 (o equivalente a 41,4%).
Segundo o secretário, a estrutura de cargos foi padronizada e simplificada, com o objetivo de assegurar o crescimento mais homogêneo dos vencimentos entre o início e fim das diferentes carreiras. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 1,5 bilhão, beneficiando aproximadamente 88 mil funcionários, sendo 61 mil da ativa e 26 mil inativos (aposentados e pensionistas previdenciários).
Para a execução do Plano de Carreiras e Cargos e a concretização dos principais objetivos em torno do plano, foi necessária a revisão dos vencimentos, a padronização as referências salariais, a padronização dos critérios por vencimentos; e a realização de concurso público para 2.797 vagas, que deve ser realizado ainda em 2012.
Benefícios
As maiores conquistas atreladas ao novo Plano são a correção das distorções salariais e do direito do servidor à aposentadoria sem prejuízos salariais, como afirmou o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Maranhão, Cleinaldo Lopes. “A criação de um Plano de Carreiras e Cargos é um sonho antigo dos servidores estaduais. O último plano, de 1992, está defasado. A implementação deste plano é uma conquista histórica para o funcionalismo público no estado, uma vez que a média de idade do servidor estadual no Maranhão é de 56 anos, já que muitos trabalhadores acabam se aposentando compulsoriamente para que não haja defasagem salarial em seus vencimentos”.
Segundo Cleinaldo Lopes, até então, o servidor que se aposentava só recebia o salário-base (30% do vencimento). Com o lançamento do PGCE, esse panorama deve mudar, com a utilização de uma política de incorporação de gratificações mesmo durante a aposentadoria.
O secretário Fábio Godim também destacou o direito a aposentadoria como um marco importante do plano. “1/3 das pessoas tem o direito e não se aposentam por que uma parcela muito grande da sua remuneração ele não levam para aposentaria. Devolvendo esse direito nós devolvemos um envelhecimento com maior qualidade de vida para nossos trabalhadores”, explicou.
Responsabilidade fiscal
Gondim ressaltou ainda outro aspecto positivos do plano. “Ele traz ajuste salarial, cumpre com o ideal de responsabilidade fiscal e dá um horizonte de três à quatro anos de estabilidade tanto para o servidor, que vai ter a tranquilidade de saber o que vai acontecer na vida dele nos próximos anos, quanto para o estado, que vai saber qual o nível de gastos com despesas de pessoal nos próximos anos”, disse.
Seu Benício Melo exerce a função de motorista há trinta anos na secretaria de Comunicação do Estado e esperava com muita ansiedade o lançamento do Plano de Carreiras e Cargos. “Eu já poderia ter me aposentado há pelo menos um ano. Mas nunca fiz essa opção porque perderia cerca de 40% do meu salário. Esse plano vai ser muito bom pra quem quer se aposentar”, declarou.
Fonte: secom
http://www.construindoumnovomaranhao.blogspot.com.br/ 

Policia Federal e Prefeitura do Recife celebram convênio para dar porte de arma à Guarda Municipal.

Recife/PE – A Polícia Federal celebrou hoje (19) na sede da Guarda Municipal do Recife um convênio com a Prefeitura do Recife sobre a concessão de porte de arma de fogo para os integrantes da Guarda Municipal.

O convênio prevê a apresentação pela Prefeitura de um Plano de Ação/Metas, onde conste a comprovação da autorização e as dotações de armamento e munições estabelecidas pelo Exército Brasileiro para a Guarda Municipal do Recife (arts 41 e 50, inciso I, do Decreto nº 5.123/04), além do requisito de curso de formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial. 

Também há previsão de criação de mecanismos de fiscalização e de controle interno (Ouvidoria e Corregedoria), nas condições estabelecidas no Decreto nº 5.123 de 2004.

Além disso, para obter o porte de arma de fogo junto à Polícia Federal, os integrantes da carreira de Guarda Municipal do Recife deverão estar em atividade (não poderão estar aposentados) e dependerão de prévia análise individual para sua concessão. 

Os portes de arma de fogo terão a abrangência territorial nos limites da Região Metropolitana do Recife e o prazo máximo de validade de 02 (dois) anos, podendo ser renovado, desde que adotados, no que couberem, as mesmas formas e procedimentos exigidos para a autorização.

Os portes de arma de fogo eventualmente autorizados pela Polícia Federal a integrantes da carreira de Guarda Municipal do Recife referem-s às armas de uso permitido, de acordo com o art. 6º, §3º da lei 10.826/03 e a qualquer tempo poderá haver sua cassação, caso haja descumprimento dos pressupostos exigidos no convênio e na legislação pertinente.

A Delegacia de Controle de Armas e Produtos Químicos – DELEAQ é responsável pelo trabalho de acompanhamento, credenciamento e fiscalização de todas as diretrizes do convênio assinado entre a Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco e as prefeituras municipais do Estado.

Assessoria de Comunicação Social/Superintendência da Polícia Federal em PE
Tel.: (81) 2137.4076

eleições 2012. Diego Aranha: Fragilidade da urna eletronica abre caminho para ‘voto de cabresto digital’.

por Conceição Lemes
Finalmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou na semana passada o relatório final dos testes de segurança das urnas eletrônicas, realizados de 20 a 22 de março.

Assinado pela comissão avaliadora de “notáveis” designada pelo próprio TSE, ele é curtíssimo (tem 2 páginas), cheio de tabelas e siglas, em linguagem cifrada, sem qualquer explicação sobre os critérios, justificativas ou conclusões.

Em nenhum momento também ressalta o êxito da equipe coordenada pelo professor Diego Aranha, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Brasília (UnB), que demonstrou a existência de fragilidades no projeto do software das urnas eletrônicas.


O grupo G1PT1 (é o da UnB, do professor Aranha)  desembaralhou os votos gravados no arquivo chamado Registro Digital do Voto (RDV) sem deixar rastros ou vestígios do ataque.
Em “leiguês”: o grupo conseguiu quebrar a única defesa da urna eletrônica para garantir o sigilo dos votos, identificando a hora e a quem foi destinado o primeiro voto, o segundo, o terceiro, o quarto, e, assim, sucessivamente. Em tese, esse ataque bem-sucedido à urna (como se diz no jargão computacional) viabiliza a violação do sigilo das opções de cada eleitor. Basta simplesmente alguém anotar a hora que cada eleitor votou.
O professor Wilson Henrique Veneziano, colega de departamento de Diego Aranha, integrou a comissão do TSE que organizou e disciplinou o teste. Em entrevista ao Viomundo, ele diz:
“Os testes foram feitos com o software provisório de urna. É uma versão que está em processo de desenvolvimento. É uma primeira versão do que se vai usar agora.   Esse teste faz parte do processo de desenvolvimento”.
“A equipe do professor Diego fez um trabalho brilhante. Conseguiu vencer certa barreira de segurança da urna,  pois identificou um ponto de vulnerabilidade em que o tribunal já estava trabalhando. Mas isso só foi possível porque o TSE abriu-lhes totalmente o código-fonte e, ainda, forneceu todas as informações sobre o software e o hardware da urna”.
“Mesmo assim, o professor Diego não conseguiu nem de perto alterar o software que contabiliza os votos dos candidatos nem quem votou neles”.
“É preciso também que fique bem claro que isso aconteceu em teste de laboratório. Nada disso tem condições de ocorrer no período eleitoral sem que seja detectado. Aí, uma vez detectado o problema, a urna seria invalidada”.
Essa avaliação, porém, é contestada por especialistas independentes, entre os quais o engenheiro Amilcar Brunazo Filho,  moderador do Fórum do Voto Eletrônico.
BRUNAZO: “PARA OS REPRESENTANTES DO TSE MELECAR O TECLADO COM FEZES É MAIS PERIGOSO” 
“O edital dos testes do TSE diz que o software a ser testado seria o mesmo usado em eleições regulares e que o relatório final da comissão avaliadora deveria ser divulgado em 29 de abril e conter descrição, avaliação e conclusões sobre os diversos testes. 

Nada disso foi cumprido pela comissão de notáveis”, critica Brunazo , especialista em segurança de dados. “Se era para fazer um relatório tão pífio, não havia necessidade de adiar a sua divulgação por duas semanas.”
“Os representantes do TSE continuam insistindo em minimizar o sucesso obtido pelo grupo do professor Diego Aranha com desculpas equivocadas”, prossegue Brunazo.   “Por exemplo, o acesso ao código fonte é garantido por lei em eleições normais (art. 66 da lei 9.504) e em nenhum momento a equipe da UnB cogitou modificar software das urnas. 

Ela obteve sucesso pleno na sua tentativa de violar o sigilo do voto sem mesmo tocar nas urnas. Acessou apenas dados como os arquivos de LOG e de RDV, que são publicados após a eleição, como prevê   o artigo 43 da Resolução 23.365/12 do TSE”.
“Art. 43. A Justiça Eleitoral fornecerá, mediante solicitação, cópia do Registro Digital do Voto para fins de fiscalização, conferência, estatística e auditoria do processo de totalização das eleições.

§ 1º O Registro Digital do Voto será fornecido em arquivo único, contendo a gravação aleatória de cada voto, separada por cargo.


§ 2º O pedido poderá ser feito por partido ou coligação concorrente ao pleito, nos Tribunais Eleitorais, observada a circunscrição da eleição, até 15 de janeiro de 2013.


§ 3º O requerente deverá especificar os Municípios, as Zonas Eleitorais ou Seções de seu interesse, fornecendo as mídias necessárias para gravação.


§ 4º Os Tribunais Eleitorais terão o prazo de 48 horas, a partir da totalização dos votos, para o atendimento do pedido.”
“Para disponibilizar esses arquivos”, chama atenção Brunazo, “ é a própria Justiça Eleitoral que normalmente rompe o lacre das urnas a fim de retirar o pen-drive onde eles ficam gravados!”
Por sinal, o código-fonte das urnas que serão usadas nas eleições municipais de 2012 já está aberto no TSE desde o dia 07 de abril. Brunazo esteve lá na quarta-feira da semana passada 11, para apresentar as credenciais como representante de Partido Político (PDT) e sua equipe já está começando a análise dos códigos.
O relatório final da Comissão Avaliadora, que é irrecorrível segundo as próprias regras do TSE, atribuiu ao trabalho da equipe da UnB a nota de avaliação de 0,0313 em 400 pontos possíveis. Essa nota equivale, numa escala de zero a 10, a menos que 0,0008. “Uma avaliação tão baixa é um disparate”, contesta Brunazo.
Para ilustrar o absurdo, recorre a um caso que aconteceu em 2008, no interior do Maranhão. Após votar, um eleitor insatisfeito lambuzou o teclado da urna com fezes humanas. Com isso provocou a “indisponibilidade do equipamento” já que ninguém mais quis votar nele.
“Pois usando os critérios do TSE, esse ‘ataque’ teria nota 1 (em 400 pontos possíveis)”, detona Brunazo. “Ou seja, o relatório do TSE considerou que melecar o teclado da urna seria 30 vezes mais perigoso e danoso ao processo eleitoral do que a fragilidade apontada pela equipe da UnB, que permite ordenar os votos de todas das urnas eletrônicas usadas até 2010.”
ARANHA: “DERROTAMOS O ÚNICO MECANISMO PARA PROTEGER O SIGILO DO VOTO”
“De fato, não violamos nenhum lacre que já não seria violado ao final de uma eleição normal”, afirma o professor Diego Aranha. “Nós demonstramos que é possível, sim, montar um ataque com o objetivo de fraudar o sigilo do voto. Não se trata de provocar falha ou defeito, como está no relatório. Também não achamos que a pontuação reflita com precisão os nossos resultados.”
Do grupo coordenado por Diego Aranha fazem parte André de Miranda, Marcelo Monte Karam e Felipe Brant Sacarel, todos técnicos servidores do Centro de Informática (CPD) da UnB.
Viomundo – O senhor concorda com o relatório da comissão avaliadora do TSE?
Diego Aranha – O relatório atribuiu critérios de pontuação exclusivamente para o que foi feito em ambiente simulado. Por exemplo, listou como quatro os pontos de intervenção para que o nosso ataque fosse bem-sucedido. De fato, precisamos provocar intervenções nesses quatro pontos durante a execução do teste, por não haver outra forma de obter acesso aos dados num ambiente de testes.   Num cenário real, toda a informação necessária já é de natureza pública. Nesse sentido, a parte do relatório que, de fato, não entendemos foi a que qualifica nossa metodologia como tentativa de falha e não de fraude.
Viomundo – Daria para traduzir para o “leiguês” a avaliação do TSE?
Diego Aranha – O próprio edital de abertura do evento define falha como a imposição de um estado inconsistente ao equipamento de forma a fazê-lo operar fora de suas condições normais, sem haver qualquer impacto no sigilo ou integridade do voto.
Em termos leigos, um teste com essas características utilizaria um defeito na urna eletrônica para fazê-la “pifar”. Entretanto, a nossa urna eletrônica funcionou dentro dos seus limites normais de operação durante todo o teste. Não tivemos necessidade de invadir o perímetro físico do equipamento ou de alterar qualquer um de seus componentes. Não foi utilizado nenhum procedimento que não seria utilizado em uma votação oficial.
Viomundo – O que achou da pontuação?
Diego Aranha – A comissão utilizou os critérios acima e nos atribuiu 0.0313 pontos de um máximo de 400. Não acredito que essa pontuação reflita com precisão a própria apreciação da contribuição por parte do TSE, qualificada como “extremamente positiva” em mais de uma ocasião.
Viomundo – Tem alguma cláusula no edital do TSE que o impeça de divulgar a técnica que utilizou?
Diego Aranha – Não, inclusive tenho convites de universidades para ministrar palestra
a respeito e, nessas ocasiões, divulgarei a técnica que utilizamos. Também não há obstáculos para a divulgação da técnica em publicações científicas.
Viomundo — Depois dos testes, o TSE alterou os programas. Soube que o pessoal de TI do TSE queria que o senhor fizesse novos testes antes de eles completarem o relatório. É verdade que o senhor se recusou a fazer os testes?
Diego Aranha — Não é verdade. Ainda no último dia de testes, 22 de março, o pessoal técnico do TSE nos procurou na hora do almoço para analisarmos uma versão nova do código que supostamente corrigia a fragilidade encontrada pela equipe e repetir o teste que obteve sucesso.
Como tínhamos o relatório para finalizar, justificamos que a confecção desse documento tinha prioridade imediata na nossa lista de tarefas. Posteriormente, não recebemos nenhum pedido mais concreto para a realização da tarefa. Note também que o edital limitava a participação das equipes a, no máximo, sugerir correções para as vulnerabilidades encontradas. A disponibilidade para examinar uma nova versão do código não é uma obrigação, mas uma extensão da contribuição por parte da equipe.
Viomundo — O seu grupo demonstrou que associando os arquivos das urnas   é possível saber cada voto dado numa urna com a hora em que foi dado.   A justificativa oficial é de que numa eleição normal isso não é possível, pois
o código-fonte seria secreto. Isso é verdade?

Diego Aranha — Durante os testes, nós demonstramos que era possível recuperar os votos em ordem a partir dos produtos públicos de uma eleição. A informação adicional de que o LOG público da urna armazenava também o horário em que cada voto foi computado nos chegou após a conclusão dos testes. Com essa nova informação, é possível recuperar tanto os votos em ordem como correlacioná-los com os horários em que foram inseridos na urna, sem possibilidade de rastreamento, limitação de tempo ou inacurácia.
Ou seja: 1) nossa técnica não alterou nenhum componente nem utilizou nada diferente do que é convencional; 
2) nosso programa de análise é instantâneo;   
3) a metodologia é exata, não deixa rastros e funciona em qualquer ocasião.
Em uma eleição normal, é preciso unicamente que se monitore a ordem ou horário em que os eleitores votam para posteriormente se fazer a correspondência entre voto e identidade do eleitor, algo perfeitamente factível de ser feito em escala controlada.
Em resumo: nós conseguimos derrotar o único mecanismo utilizado pela urna eletrônica para proteger o sigilo do voto.
A respeito do conhecimento do código-fonte, nenhuma definição plausível de segurança assume o segredo do mecanismo de segurança propriamente dito como fonte de confiança. Essa noção data de 1883, quando Auguste Kerckhoffs escreveu em seus princípios que técnicas de criptografia precisavam resistir aos ataques de um inimigo que as conhece em seus mínimos detalhes.
Mecanismos de segurança que não resistem a ataques nesse cenário são, na verdade, mecanismos apenas de ofuscação e com valor prático nulo. A razão é simples: quantos profissionais com os mais diversos interesses tiveram acesso ao código-fonte da urna eletrônica em toda a sua história?
Qualquer técnica de segurança implementada na urna deve ser segura contra atacantes externos ou internos e deve assumir que o atacante detém todas as informações possíveis a seu respeito. Por esse motivo, faz absoluto sentido a possibilidade de se examinar o código-fonte da urna na fase de preparação dos testes de segurança, ainda que por um período curto e limitado.
Portanto, sob a ótica das áreas de Criptografia e Segurança Computacional, não procede a justificativa posterior de que a técnica é inviável na prática por exigir conhecimento “privilegiado” do sistema.
Viomundo — O fato de o seu grupo ter quebrado a principal barreira de proteção do sigilo do voto eletrônico abre caminho para que tipo de prática?
Diego Aranha — Essa possibilidade abre caminho para uma espécie de “voto de cabresto digital”. Um candidato capaz de comprar votos ou exercer pressão política consegue verificar posteriormente e com absoluta certeza se os eleitores coagidos de fato votaram em seu favor. Portanto, ainda que não seja alterado diretamente o resultado da urna, a prática influencia indiretamente o resultado das eleições.
Viomundo — Qual a solução para a fragilidade do sistema do TSE? Seria a urna imprimir o voto de cada eleitor após ele digitar os números dos seus candidatos?
Diego Aranha — O voto impresso tem outra finalidade: permitir a verificação independente e por amostragem da votação eletrônica.
A solução para a fragilidade encontrada pela equipe consiste na restauração da segurança do mecanismo implementado pela correção do erro de projeto que a ocasionou. Vale ressaltar que a nova versão do mecanismo de segurança não pode se restringir à ofuscação e precisa ser resistente a ataques externos ou internos.
Ainda que o voto impresso não tenha relação direta com o sigilo do voto, ele é fundamental para fins de verificação da integridade de uma eleição oficial que depende de urnas eletrônicas do tipo adotado no Brasil.
Viomundo – O ideal então seria utilizar outro tipo de urna eletrônica? O engenheiro Amilcar Brunazo Filho diz que ainda utilizamos as urnas de primeira geração, enquanto lá fora já estão na de segunda.
Diego Aranha – O ideal é utilizar um tipo de votação eletrônica que permita a verificação independente dos votos computados

FONTE:http://www.viomundo.com.br/denuncias/diego-aranha-fragilidade-de-urna-brasileira-abre-caminho-para-voto-de-cabresto-digital.html

Antartida. Navio Ingles RRS Ernest Shackleton socorre Navio Brasileiro Ary Rongel, que se encontrava cercado por espessos blocos de gelo próximo à ponta nordeste do estreito de Bransfield, na região das Ilhas Shetland do Sul.

http://www.antarctica.ac.uk/about_bas/news/news_story.php?id=1790
Logo pela manhã do domingo, 8 de abril, o navio de pesquisa antártica britânico RRS Ernest Shackleton recebeu um alerta para auxiliar o navio de apoio oceanográfico Ary Rongel da Marinha do Brasil que se encontrava cercado por espessos blocos de gelo próximo à ponta nordeste do estreito de Bransfield, na região das Ilhas Shetland do Sul.

O RRS Ernest Shackleton permaneceu em contato com o Ary Rongel durante todo o domingo, enviando informações para o navio brasileiro por email e rádio VHF. 

O navio inglês finalmente alcançou o Ary Rongel na noite daquele dia, por volta das 20:00h, perto do por do Sol. 

Com o uso de luzes de busca, o Ary Rongel pôde seguir o RRS Ernest Shackleton através da espessa camada de gelo por toda a noite debaixo de uma tempestade até que a ilha de Deception e o mar aberto.

Fora do gelo, os navios trocaram mensagens de agradecimentos antes de prosseguirem para diferentes rumos.
http://www.antarctica.ac.uk/about_bas/news/news_story.php?id=1790
O capitão do RS Ernest Shackleton, John Harper, disse: “Um navio rodeado por gelo espesso, com forte acreção de gelo sob clima desfavorável não é um bom lugar para se estar. Eu acredito que o Ary Rongel ficou feliz de nos ver e de poder fornecer a assistência necessária.”

http://www.antarctica.ac.uk/about_bas/news/news_story.php?id=1790